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31/03/2020 1 INFLAMAÇÃO PATOLOGIA GERAL Profa. Dra. Andréa Vanessa Pinto Domeneghini UNICEP INFLAMAÇÃO Latim inflamare grego pholos pegar fogo Resposta à infecção ou lesão tecidual, seguida por Reparo. para erradicar microrganismos ou agentes irritantes e para potenciar a reparação tecidual. Se ativada de forma excessiva ou persistente: Danos. pode causar o comprometimento de órgãos e sistemas, levando à descompensação, disfunção orgânica e morte. 31/03/2020 2 DANO TECIDUAL Fatores Vasoativos Marginação Neutrofílica Emigração RUBOR CALOR DOR INCHAÇO Permeabilidade VascularVasodilatação PERDA DA FUNÇÃO 5o sinal clínico – Virchow SINAIS CARDINAIS DA INFLAMAÇÃO “EXSUDATO” 31/03/2020 3 MARGINAÇÃO ROLAMENTO ATIVAÇÃO de INTEGRINAS ADESÃO TRANSMIGRAÇÃO ENDOTÉLIO DIAPEDESE ATIVAÇÃO FAGOCITOSE intravascular QUIMIOTAXIA Interstício RECRUTAMENTO DE FAGÓCITOS P/O LOCAL DA INFECÇÃO 31/03/2020 4 (fago = comer + kytos = célula) FAGOCITOSE (do grego, phagein, “comer”) 3 . 4 . 5 . 31/03/2020 5 31/03/2020 6 INFLAMAÇÃO GRANULOMATOSA Falha Resposta Inflamatória Eliminar Agente Agressor INFLAMAÇÃO CRÔNICA + COMPLEXA 31/03/2020 7 GRANULOMA • Agregados de células. • Predomínio de macrófagos ativados. • Função: • isolar patógenos/e ou seu produtos; • destruição total do patógeno; GRANULOMA DE CORPO ESTRANHO 31/03/2020 8 GRANULOMA EPITELIÓIDE OU IMUNOGÊNICO DE CORPO ESTRANHO EPITELIÓIDE AGREGADOS FOCAIS: MACRÓFAGOS (cels. gigantes) MACRÓFAGOS ATIVADOS/MODIFICADOS: céls. Epitelióides e cels. Gigantes; LINFÓCITOS T (CD4 e CD8) NÃO-IMUNOLÓGICO IMUNOLÓGICO MATERIAIS INERTES INSOLÚVEIS: Sílica, fio de sutura, Farpas, tatuagem INFECÇÕES BACTERIANAS: M. tuberculosis, T. pallidum Fungos (Pb) ou Verminótica (esquistossomose) NU OU PURO COMPLEXO CLASSIFICAÇÃO DO GRANULOMA 31/03/2020 9 A inflamação é classicamente dividida em aguda e crônica. A aguda é a resposta inicial a lesão celular e tecidual, predominando fenômenos de aumento de permeabilidade vascular e migração de leucócitos, particularmente neutrófilos. A inflamação aguda tem como objetivo principal a eliminação do agente agressor. Os fenômenos agudos, como o próprio nome diz, são transitórios, havendo posteriormente a regeneração ou cicatrização da área envolvida, ou cronicidade do processo se o agente agressor não for eliminado. A inflamação crônica acontece dentro de semanas ou meses e é caracterizada por inflamação ativa (infiltrado de células mononucleares), com destruição tecidual e tentativa de reparar os danos (cicatrização). Pode ser a continuação de uma reação aguda, mas, muitas vezes, acontece de maneira insidiosa, como uma reação pouco intensa e, frequentemente, assintomática. Os macrófagos ativados secretam vários mediadores da inflamação, os quais, se não controlados, podem levar à destruição tecidual e fibrose características desse tipo de inflamação. Outras células também estão envolvidas na inflamação crônica, como linfócitos, plasmócitos, eosinófilos, mastócitos e neutrófilos. As causas da inflamação crônica são, principalmente: infecções persistentes; exposição prolongada a agentes potencialmente tóxicos, endógenos ou exógenos; autoimunidade, dentre outras. A destruição tecidual é uma das características mais marcantes da inflamação crônica. Outras substâncias podem contribuir para o dano tissular, além daquelas produzidas pelos macrófagos. A inflamação granulomatosa é um padrão distinto de reação inflamatória crônica, caracterizada pelo acúmulo focal de macrófagos ativados, que geralmente desenvolvem uma aparência epitelióide (semelhante ao epitélio). Ocorre em algumas condições imunomediadas, em doenças infecciosas e em doenças não- infecciosas. A tuberculose, a sífilis, a hanseníase e a doença da arranhadura do gato são algumas condições em que esse tipo de inflamação se desenvolve. Um granuloma consiste em um agrupado de macrófagos epitelióides cercados por um colar de leucócitos mononucleares, especialmente linfócitos, e ocasionalmente plasmócitos. Os granulomas podem ser de dois tipos: granuloma de corpo estranho (apresentado células gigantes de corpo estranho) ou granuloma imune (epitelióide) que se desenvolve nas doenças infecciosas persistentes. . Os 5 sinais clássicos da inflamação são: dor, calor, rubor, tumor e perda de função. Durante o processo inflamatório, ocorre o aumento da permeabilidade vascular e também do fluxo sanguíneo para o local da inflamação. Com isso, devido à dilatação dos vasos, a temperatura (calor) aumenta e também aumenta a exsudação, já que a pressão hidrostática nos capilares está mais elevada, o que acarreta em edema (tumor). Como a sangue libera uma solução de água e proteínas (exsudato), sua concentração de hemácias se torna maior, logo, devido à estase de eritrócitos, temos uma congestão vascular que causa o eritema (rubor). Muitos mediadores químicos estão envolvidos no processo inflamatório, por isso está associado à dor (Bradicinina). Quando a resposta inflamatória não consegue recuperar a lesão, pode ocorrer a perda da função das células lesionadas. Uma das respostas inflamatórias é o transporte de leucócitos para a área da inflamação. Com o aumento do fluxo sanguíneo para a área lesionada, leucócitos se aderem ao endotélio dos capilares se concentrando na periferia vascular, o que se chama marginação. Algumas integrinas e proteínas modificadas permitem essa adesão. Depois, os leucócitos já aderidos rolam no endotélio (por meio de ligações entre selectinas P, E e L e as glicoproteínas da superfície dos leucócitos) e, após o rolamento, ocorre a diapedese (ou transmigração). Por quimiotaxia, os leucócitos que atravessam o endotélio chegam até o local da lesão. É interessante lembrar que na inflamação aguda, os primeiros leucócitos a participar são os neutrófilos e em seguida os monócitos. A fagocitose é a principal maneira de remoção de agentes invasores que os leucócitos fazem durante a resposta inflamatória. Os resultados do processo Inflamatório agudo podem ser: a reparação de tecido lesado; combate ao microrganismo invasor; formação de fibrose; progressão para a inflamação crônica; mecanismos anti- inflamatórios contra regulatórios. A hipersensibilidade tipo IV está envolvida na patogênese de muitas doenças autoimunes e infecciosas (tuberculose, lepra, blastomicose, histoplasmose, toxoplasmose, leishmaniose, etc.) e granulomas devido a infecções e antígenos estranhos. Uma outra forma de hipersensibilidade tardia é a dermatite de contato, agentes químicos, metais pesados, etc.) nos quais as lesões são mais papulares.