A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
12 pág.
3a_relacao_familia_escola_e_def (2)

Pré-visualização | Página 2 de 3

da integração, também devem ser 
orientados em relação a habilidades e atitudes de comportamento 
social apropriada.
Fonte: Disponível em: <http://www.indianopolis.com.br/
artigo.php?id=52>. Acesso em: 27 ago. 2012.
Como você acabou de ler, uma relação de diálogo pode ajudar a pessoa 
com deficiência intelectual a manter suas interações sociais, familiares e 
sexuais, desde que sejam bem orientados sobre o assunto.
Teremos enfrentado o desafio do futuro quando deixarmos 
de nos sentir ameaçados ou engolidos pela enormidade desse 
desafio e quando cada um de nós assumir a responsabilidade de 
tornar o amanhã pelo menos um pouquinho melhor do que hoje 
(KRATOVILLE apud BUSCAGLA, 2006, p. 384). 
Atividades de Estudos: 
1) Você estudou no início desse capítulo que a escola e a família 
têm certo grau de dificuldade em discutir a sexualidade das 
pessoas com deficiência. Em sua opinião, como esse assunto 
deveria ser abordado em sala de aula, pensando numa 
concepção inclusiva? 
 ________________________________________________
 ________________________________________________
 ________________________________________________
 ________________________________________________
57
Educação SExual E dEficiência intElEctual Capítulo 3 
 ________________________________________________
 ________________________________________________
 ________________________________________________
 ________________________________________________
 ________________________________________________
 ________________________________________________
 ________________________________________________
 ________________________________________________
 ________________________________________________
2) Como Foucault define sexualidade? 
 ________________________________________________
 ________________________________________________
 ________________________________________________
 ________________________________________________
 ________________________________________________
 ________________________________________________
 ________________________________________________
 ________________________________________________
 ________________________________________________
 ________________________________________________
 ________________________________________________
 ________________________________________________
 ________________________________________________
3) De acordo com o estudado, há crenças, mitos sobre a 
sexualidade da pessoa com deficiência intelectual. Como você 
percebe esses mitos e crenças sobre a sexualidade através dos 
tempos?
 _________________________________________________
 _________________________________________________
 _________________________________________________
 _________________________________________________
 _________________________________________________
 _________________________________________________
 _________________________________________________
 _________________________________________________
 _________________________________________________
 _________________________________________________
 _________________________________________________
 _________________________________________________
 _________________________________________________
58
 A Relação Família, Escola e Deficiência Intelectual
De acordo com Chauí 
(1991, p. 9), “[...] a 
repressão sexual 
pode ser considerada 
como um conjunto 
de interdições, 
permissões, normas, 
valores, regras 
estabelecidos histórica 
e culturalmente para 
controlar o exercício 
da sexualidade”.
Agora que você está mais familiarizado com alguns dos aspectos e 
procedimentos que envolvem os preceitos da sexualidade das pessoas com 
deficiência sexual, daremos continuidade com assuntos que envolvem a 
sociedade e a expressão corporal do deficiente intelectual.
a SExualidadE E SociEdadE
De acordo com Chauí (1991, p. 9), “[...] a repressão sexual pode 
ser considerada como um conjunto de interdições, permissões, normas, 
valores, regras estabelecidos histórica e culturalmente para controlar o 
exercício da sexualidade”. Mesmo que a nomenclatura repressão sexual 
tenha caído em desuso na atualidade, ainda é muito fácil encontrar 
familiares que entendem a relação sexual como “nojenta” e “pecaminosa”, 
pois os processos históricos, sociais e culturais demandam tempo para 
serem internalizados na subjetividade.
Há possibilidades de que, quem tem suas habilidades psicológicas 
comprometidas, seja considerado por outros como “fora do padrão”, assim 
como suas práticas sexuais, que podem não ser compreendidas pelas esferas 
sociais, às quais estão intrinsecamente ligadas, como um ato que é inerente 
ao aspecto físico e mental do ser humano.
No aspecto da sexualidade, para Giami (2004), essa atuação é encarada 
pela coletividade como “problema”. Até mesmo os meios de comunicação 
muitas vezes abordam esse assunto como “incômodo”, como também os 
familiares e as pessoas que possam por ventura serem “cuidadoras” desses 
sujeitos.
Isso não implica que esses procedimentos não estão sendo alterados pela 
sociedade, escola e família. Esse processo, embora de forma lenta, ocorre na 
medida em que as relações sexuais para os ditos “normais” são percebidas 
pela esfera social como um procedimento que é intrínseco ao ser humano, 
como uma atitude natural e saudável que faz parte das atividades da espécie 
humana.
 Já na perspectiva de Maia (2007), a sexualidade toma nova dimensão 
mais aberta, que abrange emoção, atos, afeição, aspiração e deleite. A 
sociedade, mesmo na atualidade, quase sempre compreende a sexualidade 
como ato sexual em si, no entanto, deve-se entender que sexualidade 
conglomera muitos outros anseios que envolvem atitudes de relações sociais 
e principalmente amorosas. 
59
Educação SExual E dEficiência intElEctual Capítulo 3 
Figura 2 – Casal de deficiente intelectual
Fonte: Disponível em: <http://atitudeinclusao.com.br/secao/
comportamento/541/casal-com-defic.aspx>. Acesso em: 27 ago. 2012
A sexualidade quando se revela apenas no ato sexual em si, procura o 
envolvimento de duas pessoas que buscam complementos, envolvendo 
emoções, mesmo que para alguns seja apenas um ato que alivia tensões 
atendendo ao desejo corpóreo. Isso não é diferente para a pessoa com 
deficiência intelectual, apenas é necessário que as mesmas estejam 
informadas e compreendam essa manifestação física e mental como uma 
atitude referente às suas relações sexuais, que devem ser percebidas como 
atitude normal.
Gikovate (2007) escreve que o sexo é pessoal, destacando que as 
estimulações das partes do corpo, que são mais propícias ao prazer, podem 
ser feitas pela própria pessoa, ou seja, pode se tocar e, através desse estímulo, 
sentirem por conta própria o prazer, levando-o a conhecer suas partes íntimas. 
Dessa forma, podem realizar o ato sexual sempre que sentirem desejo, o que 
é considerado como um acontecimento necessariamente individualizado.
Gordon apud Buscaglia (2006) enfatiza que pessoas com 
deficiência possuem os mesmos direitos sobre desejos e 
impulsos sexuais normais e com plena responsabilidade como 
qualquer pessoa. Alguns apresentam aspectos limitados, 
sendo eles físicos ou mentais, mas isso não significa que essa 
pessoa seja limitada em tudo o que faz. A sociedade é rigorosa, 
se o indivíduo apresentar uma limitação, podendo ser física 
ou mental, a maior parte da população evita os problemas da 
60
 A Relação Família, Escola e Deficiência Intelectual
Para Gherpelli 
(1991) questão 
da sexualidade é 
uma característica 
essencialmente do ser 
humano, e deve ser 
entendida como uma 
parte intrinsecamente 
ligada ao sujeito como 
todo o seu ser, ela é o 
ligação entre um ser e 
o outro.
pessoa com deficiência. Outras pessoas pensam que quanto 
menos as pessoas portadoras de deficiência souberem sobre 
sexo, menos provável será praticá-lo irresponsavelmente. É 
importante mencionar que devem ser educativas as