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3a_relacao_familia_escola_e_def (2)

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informações 
que são oferecidas sobre a educação sexual. 
De acordo com Assumpção (1991), no que se refere à sexualidade da 
pessoa deficiente e suas formas de manifestações, de uma forma geral, a 
sexualidade desses sujeitos vai aos poucos se desenvolvendo. No entanto, 
só é possível entender se existe desvio de conduta ao analisarmos suas 
disposições que só se apresentam com o passar do tempo.
Já para Krynski (1983), o desenvolvimento sexual para o deficiente 
intelectual não está apenas sugestivo ao amadurecimento físico e seus 
funcionamentos, diz respeito a como esse sujeito entende suas próprias 
relações intelectuais e emocionais, como ele compreende as alterações pelas 
quais seu corpo passa, quando inclui a sua percepção de gênero tanto social 
quanto cultural. 
Também são consideradas as manifestações de conduta relacionadas 
à família, ao grau de comprometimento de sua deficiência, pois quanto 
mais acentuada for sua deficiência, maior a possibilidade de dificuldade de 
relacionamento com o mundo que o rodeia. Nessa perspectiva, as relações 
familiares têm uma grande influência para que a atividade sexual seja 
assumida pelo sujeito com deficiência de forma saudável.
Para Gherpelli (1991) questão da sexualidade é uma 
característica essencialmente do ser humano, e deve ser entendida 
como uma parte intrinsecamente ligada ao sujeito como todo o seu 
ser, ela é o ligação entre um ser e o outro. É preciso que todos os 
sujeitos dessa relação sejam orientados quanto a questões sexuais 
pelos profissionais da medicina e das áreas educativas. Essas 
informações devem ser repassadas aos que delas necessitam.
Na vida sexual do deficiente intelectual todas as esferas, família escola 
comunidade e sociedade, devem estar conectadas a fim de orientar-lhes a 
melhorar a qualidade de vida sexual, para que os mesmos possam sentir-se 
mais independentes e responsáveis pelos seus atos. Essa forma de relação 
61
Educação SExual E dEficiência intElEctual Capítulo 3 
dialógica é fundamental para a educação não só ao deficiente, mas para todos 
que estão em fase de aprendizado. 
Livro: História da Sexualidade. 
O livro vai ajudá-lo a entender a construção 
social da sexualidade
Autor: Michel Foucault.
algumaS conSidEraçõES
Caro pós graduando, esperamos que depois dos estudos do terceiro 
capítulo você tenha compreendido melhor como as questões de sexualidade 
com pessoas que apresentam deficiência intelectual. Temos a confiança 
de que esse assunto seja possível de ser discutido de uma forma natural, 
saudável, pensando sempre no bem estar do deficiente.
Pretendemos que esses saberes lhe tragam um olhar mais sensível, 
colaborando para uma prática inclusiva.
rEfErência
ASSUMPÇÃO, Júnior Francisco Baptista. Introdução ao estudo da 
deficiência mental. São Paulo: Memnon, 1991. 
BALLONE GJ - Sexualidade das Pessoas Portadoras de Deficiência 
Mental - in. PsiqWeb, Internet, Disponível em : <www.psiqweb.med.br>. 
Acesso em: 27 ago. 2012
BUSCAGlIA, Leo F. Os deficientes e seus pais. In: GORDON, Sol. Os 
deficientes também são sexuados. 5. ed. - Rio de Janeiro: Record, 2006. 
_____. Leo F. In:KRATOVlLLE, Setty. O desafio para o amanhã. 5. ed.. - Rio 
de Janeiro: Record, 2006.
62
 A Relação Família, Escola e Deficiência Intelectual
CHAUI, Marilena. Repressão sexual, essa nossa (des) conhecida: 12 ed. 
São Paulo: Brasiliense, 1991. 
DÍAZ, Féliz; BORDAS, Miguel; GALVÃO, MIRANDA, Therezinha; Educação 
Inclusiva, Deficiência e Contexto Social: questões contemporâneas. 
Salvador: EDUFBA, 2009.
 
FOUCAULT, Michel. Historia de laSexualidad I:lavoluntad de saber. 25. 
ed.Madrid: SigloVeintiuno, 1998.
GEJER,Débora.Adolescente com deficiência mental e sua sexualidade.
Disponível em: <http://www.indianopolis.com.br/artigo.php?id=52>. Acesso 
em: 27 ago. 2012.
GHERPELU, Maria Helena Brandão Vilela. Diferente, mas não desigual: a 
sexualidade no deficiente mental. São Paulo: Gente, 1995.
GIAMI, Alain. O anjo e a fera: sexualidade, deficiência mental, instituição. 
São Paulo: Casa do Psicólogo, 2004. 
GIKOVATE, Flávio. O jovem e a sexualidade. Disponível em: <www.
psicopedagogia.com.br>. Acesso em: 23 maio 2007.
KRYNSKI, Stanislau. Novos rumos da deficiência mental. São Paulo: 
Sarvies, 1983.
MAlA, Ana Cláudia Bortolozzi. Desejos especiais. Viver Mente e Cérebro. 
São Paulo, ano XIV, n°. 174, p. 72 - julho 2007. 
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Nacionais: pluralidade cultura, orientação sexual. Secretaria da Educação 
Fundamental: Brasília. 1997 
PORTAL ATITUDE INCLUSÃO. Casal com deficiência intelectual. 
Disponível: em: <http://atitudeinclusao.com.br/secao/comportamento/541/
casal-com-deficiencia-intelectual-da-exemplo/ler.aspx>. Acesso em: 27 ago. 
2012.
SECRETARIA DE EDUCAÇÃO FUNDAMENTAL. Orientação sexual. 
Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/livro102.pdf>. 
Acesso em: 28 ago. 2012.