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Legislação ABIN | Material Complementar 
Professor Heron Duarte 
 Introdução 
Inteligência e Contrainteligência 
Olá, pessoal! 
Estamos começando o nosso curso sobra a Legislação de Interesse para a atividade de inteligência! 
E, por se tratar de um tema incomum, nas provas, precisamos conhecer com muitos detalhes, do que 
estamos falando. 
A atividade de inteligência é, sem dúvida, desconhecida pela maioria absoluta da população. Aliás, 
até mesmo os que trabalham na área não têm conhecimento completo do assunto. E tem que ser assim, 
afinal, sigilo é tudo! 
Então, vamos começar a entender do que estamos falando. Nesta primeira aula, faremos uma 
pequena viagem na atividade. 
A atividade de Inteligência é o exercício de ações especializadas para obtenção e análise de 
dados, produção de conhecimentos e proteção de conhecimentos para o país. 
Ora, já começamos falando em exercício de atividades. Ou, seja, há a necessidade de agir, de atuar 
diretamente a fim de alcançar a tal inteligência 
Inteligência e Contrainteligência são os dois ramos da atividade. 
A atividade de Inteligência é fundamental e indispensável à segurança dos Estados, da sociedade e 
das instituições nacionais. Sua atuação assegura ao poder decisório o conhecimento antecipado e confiável 
de assuntos relacionados aos interesses nacionais. 
Como podem ver, essa atividade está em todos os países, independentemente de sua linha política 
ou ideológica. Ninguém pode abrir mão disso! 
ÁREAS DE INTERESSE 
A inteligência atua tanto no ambiente interno quanto no externo nos países e corporações. 
Vamos entender: 
Externo: 
Obter e analisar dados que ofereçam suporte aos objetivos nacionais, tanto na defesa 
contra as ameaças existentes quanto na identificação de oportunidades. 
Interno: 
Proteção do Estado, da sociedade, a estabilidade das instituições democráticas e a eficiência 
da gestão pública. 
Vejamos como isso poderia ocorrer no planejamento do pais, inclusive no Plano Plurianual – PPA, 
nos três níveis: 
No campo estratégico: 
A Inteligência, pela natureza estratégica, contribui para: 
 formulação de políticas públicas;
 formulação de diretrizes nacionais;
 elaboração de instrumentos legais.
O país precisa caminhar com objetivos de longo prazo. Como queremos ser daqui a 10 anos, 20 
anos, 30 anos? Onde pretendemos chegar? 
Por isso, é necessário pensar na formulação de políticas públicas, que ajudem o país a modificar 
suas estruturas sociais, educacionais, políticas, econômicas, dentre outras, visando ao crescimento 
sustentável e desenvolvimento intelectual, por exemplo. As diretrizes indicarão onde o orçamento dará 
prioridade, visando ao mesmo objetivo: crescimento gradual. A legislação precisa ser ajustada para tornar 
mais célere o processo de desenvolvimento, ao mesmo tempo criando barreiras para que não haja 
dilapidação do erário, através de brechas que permitam os maus administradores e os corruptos de 
lograrem sucesso. 
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No campo tático: 
A inteligência, no plano tático, contribui: 
 na assessoria ao planejamento de ações policiais ou militares 
 nas ações de fiscalizações. 
 
A inteligência buscará o conhecimento sobre as ações na faixa de fronteira, por exemplo. É 
fundamental entender o modo de agir dos traficantes e outros criminosos, que utilizam da boa-fé e da 
pobreza das populações nessa faixa, explorando-as e oferecendo recompensas que os levem a auxiliar o 
crime, seja diretamente, seja por omissão nas informações. Nas atividades policiais, buscando informações 
sobre as ações dos criminosos nas áreas mais tensas, como favelas e regiões ribeirinhas. Antecipar as ações 
criminosas é tarefa da inteligência. Orientar o Poder Executivo sobre possíveis falhas nas ações de 
fiscalização, treinando o pessoal e buscando novas técnicas, é tarefa da inteligência. 
No campo operacional: 
Operacionalmente, atua das seguintes formas: 
 apoio a ações efetivas de combate militar 
 apoio à perseguição e busca por criminosos 
 enfrentamento e prevenção de ilícitos. 
Nesse campo, destacamos a inteligência atuando nos bastidores, dando apoio ao planejamento das 
ações de combate, identificação e monitoramento de criminosos; apoio aos agentes infiltrados; 
monitoramento de entregas de drogas, armas e outros bens ilícitos; ações de vigia de criminosos 
brasileiros fugitivos em outros países, bem como dos criminosos ou suspeitos estrangeiros presentes no 
território nacional. 
É importante ressaltar que, apesar de alguns temas serem globais, cada país tem as suas outras 
prioridades, o que faz com que a inteligência tenha finalidades distintas, nos diversos países. 
No Brasil, segue as orientações da Presidência da República, aprovadas e fiscalizadas pela Comissão 
Mista de Controle das Atividades de Inteligência (CCAI), do Congresso Nacional. 
Fica claro que o Brasil tem dado prioridade às questões envolvendo os ilícitos transnacionais, 
grandes eventos e segurança interna. 
 
Inteligência. O que é? 
 
É a produção de conhecimentos com o propósito de assessorar o chefe de estado nas 
decisões sobre ameaças potenciais ou reais ao estado democrático de direito, segurança nacional e 
territorial, bem como desenvolvimento científico e tecnológico. 
Muito se poderia falar sobre a inteligência e, portanto, mostraremos aqui suas principais formas: 
A Inteligência compreende 
 ações de obtenção de dados 
 à análise para sua compreensão. 
 prospecção de cenários. 
Buscar dados e informações não registrados, seja por desinteresse, seja por desconhecimento dos 
demais órgãos e imprensa. Alguns elementos que parecem desimportantes servirão como fundamento 
para o entendimento das situações diversas. O profissional de inteligência vê elementos onde ninguém vê. 
É o olhar preparado do profissional, que transcende o óbvio. 
Esses elementos coletados deverão ser traduzidos, compreendidos e aplicados. É a atuação 
analítica do profissional, que buscará as suas conexões e identificará os possíveis danos ao país, bem como 
a possibilidade de criação de oportunidades. 
Trata-se da produção de conhecimentos com objetivo específico de auxiliar o usuário a tomar 
decisões de maneira mais fundamentada. 
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Cabe, ainda, ao profissional, a leitura desses conhecimentos com o propósito de descrever os 
cenários futuros, em todas as suas formas. Avaliar como o poder decisório atuará, considerando a 
manutenção, piora ou melhoria das condições atuais. Ou seja, a prospecção de cenários tendo como base 
os efeitos potenciais gerados pelos conhecimentos adquiridos e dissecados. 
Assim, 
O conhecimento de Inteligência é o produto final desenvolvido pela ABIN e difundido à Presidência 
da República, aos órgãos do SISBIN e às instituições com competência para decidir sobre assuntos 
específicos. 
 
METODOLOGIA 
Uso de instrumentos de obtenção e de análise de dados disponíveis nas diversas áreas do 
conhecimento. Realiza ações de busca de dados com uso de técnicas especializadas, desenvolvidas por 
meio de treinamento específico. 
As técnicas especializadas dão ao profissional de Inteligência acesso a dados que não estão 
disponíveis ao pesquisador ou ao público em geral e a dados que são protegidos indevidamente por 
aqueles que os detêm. Todas as ações especializadas são conduzidas com irrestrita observância às leis e 
aos princípios éticos que regem o Estado brasileiro. 
Ainda, tratar os dados obtidos, atribuir credibilidade e obter um significado de seu conjunto. Esse 
processo requer treinamento e utilização de técnicas de diversas áreas do conhecimento. 
No processo de análise, os dados têm sua credibilidade avaliada e são interpretados a partir de 
metodologia específica de produção de conhecimentos de Inteligência. A análise permite a compreensão 
dos fenômenos e a elaboração de cenários

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