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RESUMO – PRÓTESE TOTAL – GIOVANNA BIONE BASE DE PROVA (Prof. Irani + livros do Turano e Telles) · O profissional necessita de um meio adequado para registrar e transferir as carecterísticas biotipológicas do paciente ao arranjo dos dentes artificiais das futuras próteses. Sendo assim, a melhor maneira é com o uso de planos de orientação (arco de oclusão ou plano de oclusão) arco de oclusão ou plano de oclusão), feitos em cera, ancorados em base de prova. · “Constituído de base de prova e plano de cera, destina-se a registrar todos os dados referentes à relação intermaxilar necessários à confecção da dentadura. Esse plano, após os registros, orienta os passos de confecção.” (Tamaki, 1988) · Essa fase equivale ao “projeto/protótipo” da prótese. · A base de prova é a base provisória da prótese total confeccionada sobre os modelos funcionais, durantes as fases para captar e registrar movimentos mandibulares, com a finalidade de transportá-los ao articulador. Será usada para montagem dos dentes artificiais, até a prova estética e fonética do paciente. · Tem como objetivos: construir os arcos de oclusão, registrar a dimensão vertical e a relação central, posicionar os modelos no articulador, montagem dos dentes artificiais e testes de função estética, fonética no paciente (Objetivo orientar a montagem dos dentes dentro de um correto plano oclusal, respeitando as curvas de compensação presentes na dentição natural e harmonizando a estética.). · Deve respeitar a Curva de spee, que é a curvatura ântero-posterior, desde o canino passando pela ponta de cúspides dos posteriores. · Deve cobrir todo o tecido que constitui a base de suporte, deve ser ajustada para enfrentar possíveis desprendimentos por causa de cedência de fibromucosa, o recorte das bordas obedece os limites da borda conseguida na moldagem e rigorosamente reproduzida no modelo, deve guardar relações com as atividades funcionais. · Os alívios nos modelos para a confecção de base de prova diferem em quantidade e em localização dos feitos para a moldeira individual. · No modelo superior deve-se aliviar em cera a retentividade presente na região do arco orbicular do lábio (vertente vestibular no rebordo). · No modelo inferior deve-se aliviar em cera a retentividade presente na região de sulco do assoalho da boca e mais ainda na região da fossa retromilohioidea, além da pequena retentividade na região de arco orbicular (linha obliqua interna). · Deve-se isolar os modelos pincelando liquido isolante e isolar as placas de vidro com vaselina sólida. · Manualmente, geralmente, se emprega resina autopolimerizável sobre os modelos para confecção da base de prova, mas esta resina não pode ser incorporada à base definitiva da PT. · A confecção é feita da mesma maneira da moldeira individual, excetuando-se pelo fato de que não terá cabo, os limites da base de prova são exatamente no limite da área chapeável, diferente da moldeira que era 1,5-2mm acima e a espessura da base de prova deve ser de 1mm para que tenha transparência suficiente para observa a compressão no rebordo. · Em relação a base de prova inferior, a resina so fica na região de rebordo, ou seja, deve-se cortar toda a resina da área correspondente à língua. · Após a polimerização da resina, deve-se dar o acabamento apenas nas bordas da resina e aliviar a região de freios e bridas. · Para a confecção do plano de cera, precisa-se de uma placa e meia de cera 7 para o superior e apenas uma placa para o inferior; divide essa cera em espaços de aproximadamente 1cm. Deve-se aquecer a cera e ir dobrando-a, de forma sanfonada para formar o rolete de cera. Ao final do processo de “sanfonamento” da cera, ela deve ter 1cm de largura. Esse rolete de cera deve ser sempre colocado no sentido horizontal e não no sentido vertical. A altura (da borda da base de prova até a borda da cera) da região anterior no superior, deve ser de 2cm e na região posterior de 1,7cm. Já no inferior, deve ter 1,5cm de altura na região anterior (na região não se mede, pois fica rente à papila piriforme). · Os alívios feitos na base de prova devem ser respeitados nos planos de orientação. · O plano oclusal na região anterior do superior deve ser colocado à frente do rebordo residual, cerca de 12mm ou 1,2cm à frente da borda posterior da papila incisiva do paciente (distância correspondente à localização do dentado do IC). Segundo Telles, deve ter uma angulação anterior de 75 graus. · No plano de cera superior, a inclinação da cera em relação à tuberosidade deve ser de 90 graus. Já no inferior deve ser de 45 graus. · O plano de cera inferior deve, segundo Telles, ser colocado com sua face superior paralela ao rebordo, respeitando-se a altura distal de 2/3 da papila piriforme.