Aula_04
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BASES DE GESTÃO PARA ENGENHARIA
Fernando Medina
Aula 4
Aula 4: Direção e Controle
			 Contexto 
O papel da direção e das pessoas é mostrado por meio da discussão da motivação, da liderança e da comunicação.
Possui a função de tornar as relações humanas mais abertas e cooperativas, visando incrementar a integração, a fluidez e a flexibilidade em todos os níveis da empresa para alcançar desempenho superior. 
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Função administrativa de Direção no Nível Institucional
É responsável pela condução e pela orientação da ação empresarial por meio da dinamização das atividades realizadas em todas as áreas e níveis da empresa.
É uma função voltada para o desempenho das pessoas.
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A direção constitui a função de fazer acontecer, portanto está relacionada com a ação. 
Refere-se às relações interpessoais dos gestores em todos os níveis da organização e os seus respectivos subordinados.
Envolve todos os processos aonde se procuram influenciar os empregados para que ajam dentro das expectativas e consigam atingir ou mesmo superar os objetivos planejados pela empresa.
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Cada vez se enfatiza mais os grupos e as equipes e não apenas o comportamento individualizado. 
Através da direção, obtém-se objetivos convergentes, sinergia entre as pessoas, responsabilidade coletiva e solidária e habilidades complementares. 
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Decorre a ênfase em programas de envolvimento das pessoas, como a administração participativa, as forças-tarefas, os círculos de qualidade, entre outros. 
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Abordagem Comportamental
 A abordagem comportamental definiu um novo enfoque as teorias organizacionais, passando a dar ênfase nas pessoas. 
Um dos principais expoentes desta teoria foi Douglas McGregor, que desenvolveu uma das primeiras teorias para o entendimento do comportamento das pessoas.
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			 Teorias X e Y
Segundo McGregor, existem dois estilos básicos de direção: o estilo da teoria X e o da teoria Y.
Teoria X: pessoas preguiçosas, evitam trabalho e não assumem responsabilidade.
Teoria Y: trabalho é inerente às pessoas e assumem responsabilidades diante das decisões que tomam. 
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A direção depende dos sistemas de administração existentes na empresa, que podem ser de quatro tipos.
O primeiro é o sistema autoritário-coercitivo (que representa o sistema mais autoritário e enrijecido de administração);
O segundo é o autoritário-benevolente (um pouco mais suave);
O terceiro é o sistema consultivo; 
O quarto é o sistema participativo (o mais democrático de todos).
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Comentário
Em alguns casos, verifica-se a coexistência dos quatro sistemas de administração em diferentes áreas e níveis da mesma organização. Tudo depende da cultura organizacional. 
A gestão participativa está substituindo rapidamente a gestão autocrática do passado. Ela utiliza o conceito de emporwerment para dar importância e autonomia às pessoas.
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Motivação
É a predisposição individual para exercer esforços que busquem alcance de metas organizacionais, condicionada se esforços satisfazerem, simultaneamente, alguma necessidade individual. 
Cabe a ressalva: indivíduos motivados se esforçam mais, mas nem sempre na direção dos objetivos organizacionais.
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Todo comportamento humano é motivado e orientado por objetivos pessoais e pode ser explicado por meio do ciclo motivacional: equilíbrio interno, estímulo, necessidade, tensão, comportamento ou ação e satisfação da necessidade ou frustração.
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Função Administrativa de Direção no Nível Intermediário 
Recebe o nome de gerência e se incumbe de dirigir o comportamento das pessoas para o alcance dos objetivos empresariais. 
A gerência é uma atividade voltada para as pessoas e se fundamenta na motivação, na liderança e na comunicação.
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Teoria da Hierarquia das Necessidades 
Abraham Maslow, um dos principais teóricos da motivação, desenvolveu a teoria da hierarquia das necessidades.
O comportamento individual é motivado por estímulos internos (necessidades), que são estados de carência.
Uma necessidade só constitui fator de motivação quando necessidades de um nível inferior estiverem minimamente satisfeitas.
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Pirâmide de Maslow
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Teoria dos Dois Fatores de Herzberg
A satisfação e a insatisfação no trabalho decorrem de dois conjuntos substancialmente diferentes e separados de fatores.
Os aspectos satisfatórios estavam mais relacionados ao conteúdo do trabalho (denominados fatores intrínsecos ou de motivação), enquanto os aspectos insatisfatórios diziam respeito às condições dentro das quais o trabalho era executado (fatores extrínsecos ou higiênicos). 
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Liderança
O segundo aspecto importante da gerência é a liderança,
No contexto da administração, a liderança pode ser definida como o processo social de dirigir e influenciar o comportamento dos empregados, levando-os à realização dos objetivos. 
O papel do líder está intimamente relacionado com a direção e motivação dos empregados
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Comunicação 
O terceiro aspecto da gerência é a comunicação.
É o processo de passar informação e compreensão de uma pessoa para outra.
As comunicações \u2013 sejam formais ou informais, orais ou escritas, descendentes, ascendentes ou laterais \u2013 são importantes para o comportamento humano nas empresas.
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Função Controle
É uma atividade cíclica e contínua e envolve várias etapas sequenciais como, por exemplo, o estabelecimento de padrões de desempenho, as medidas, a avaliação e a definição de ações corretivas quando necessário.
O controle pode ser estratégico, tático e operacional. 
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O controle no nível institucional da empresa, também denominado controle estratégico ou controle organizacional, é:
Direcionado a longo prazo.
Macro-orientado e envolve toda a empresa.
Entre outras características.
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O controle busca garantir o alcance eficaz e eficiente da missão, na visão e dos objetivos organizacionais.
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Atribuições Essenciais do Controle 
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O planejamento especifica os objetivos organizacionais e o controle verifica se esses objetivos estão sendo realizados.
Sem os objetivos o controle não seria possível, uma vez que não existiriam padrões para avaliar.
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Nos níveis institucional, intermediário e operacional, o processo de controle apresenta quatro fases distintas.
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Controle no Nível Institucional
Ajusta-se a certos requisitos (baseia-se em planos e requer uma estrutura organizacional) para avaliar e monitorar o desempenho global da empresa por meio de controles globais. 
Entre estes estão: resumos e relatórios contábeis e orçamentários, controles dos lucros e perdas, controles por meio da análise do retorno sobre o investimento, etc. 
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Controle no Nível Intermediário
Também denominado controle tático, não é genérico nem abrangente como o controle no nível institucional. 
Sua dimensão de tempo se dá pelo médio prazo e aborda cada unidade da empresa (como um departamento ou divisão) ou cada conjunto de recursos tomado isoladamente dos demais. 
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Controle no Nível Operacional
É o subsistema de controle efetuado no nível mais baixo da empresa. Seu conteúdo é específico e voltado para cada tarefa ou operação e é direcionado para o curto prazo e para a ação corretiva imediata e concreta.
No nível operacional, o controle sobre as pessoas toma a forma de ação disciplinar no sentido de orientar