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PAPER CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS

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decorrer da leitura, demonstrar que não está familiarizado com uma ou outra palavra (ou com várias), empacar ao pronunciar o nome dum determinado personagem ou lugar, mostrar que não percebeu o jeito que o autor construiu suas frases e dando as pausas nos lugares errados, […] Por isso, ler o livro antes, bem lido, sentir como nos pega, nos emociona ou nos irrita… Assim quando chegar o momento de narrar a história, que se passe emoção verdadeira, aquela que vem lá de dentro, lá do fundinho, e que por isso, chega no ouvinte… (ABRAMOVICH, 1997, p. 18-20)
 Essa técnica pode trazer novos elementos para a sala de aula, colaborando, assim, para a promoção de uma educação saudável, rica em descobertas e aprendizados e marcada pela nossa sábia tradição de ouvir e contar histórias.
2.4 CONTRIBUIÇÕES DAS HISTÓRIAS NO DESENVOLVIMENTO INFANTIL E SUAS LINGUAGENS
A arte de contar histórias ganhou conotação e espaço maior, como valioso instrumento no processo educativo, devido ao seu aspecto lúdico. Contar histórias passou a ser compreendido como uma possibilidade bastante rica nas escolas já que,
as histórias são verdadeiras fontes de sabedoria, que têm papel formador da identidade. Há pouco tempo, elas foram redescobertas como fonte de conhecimento de vida, tornando-se também um grande recurso para educadores. Com o advento da comunicação, ampliação dos seus recursos e a globalização das informações, a linguagem falada tende a definhar, porém, concomitante a esse desenvolvimento, surgiu uma necessidade de resgatar os valores tradicionais e a própria natureza humana. A tradição oral dos contos, não só não reapareceu, como está ganhando força nos últimos tempos (BUSATTO, 2006: 21).
A criança cria e recria em sua mente cenários, personagens, novos finais para as histórias...e utilizam as situações vividas em cada história para tentar compreender o mundo a sua volta, porque o fato de ouvir uma história pode ser um meio significativo para se trabalhar com as emoções como medo tristeza, raiva, alegria, espanto, pavor, insegurança, tranquilidade, saudade e lembranças
e pode ocasionar: “(...) inquietude provocada, emoção deflagrada, suspense a ser resolvido; torcida desenfreada, saudades sentidas, lembranças ressuscitadas, caminhos novos apontados, sorriso gargalhado, belezuras desfrutadas e as mil maravilhas mais que uma boa história provoca...” (ABRAMOVICH, 2001, p. 24).
É fundamental para o desenvolvimento infantil que a criança descubra sozinha como resolver problemas e descobrir-se como uma pessoa capaz de conhecer e aprender são imprescindíveis para a sua formação humana dentro de uma sociedade cheia de desafios e problemas a serem resolvidos.
3 MATERIAIS E MÉTODOS
Destaca-se que a metodologia que emprega a literatura infantil, a transposição simbólica e a representação das crianças através do desenho sob enfoque de uma educação em valores com amparo da pedagogia por projetos estão pouco presente nas escolas de educação infantil e series iniciais do Ensino Fundamental, a intencionalidade do professor ao contar a história é a de dialogar com as crianças sobre os valores na perspectiva de sua construção o que solicita que ela represente tais valores contidos na história. 
Trabalhar com as múltiplas linguagens significa ajudar as crianças a entender qualidades e atributos nem sempre manifestos, de modo mais denso e expressivo, pelo uso das linguagens não verbais. É buscar compreendê-las de uma forma mais vasta. Estimulá-las a utilizar as centenas de linguagens de que se dispõe hoje é um jeito de colaborar com o seu íntegro aumento cognitivo, afetivo e social.
4 CONCLUSÃO
Constituindo a escola um ambiente de edificação e reconstrução de conhecimentos, deve dar especial atenção à contação de histórias, pois ela colabora na aprendizagem escolar em todos os aspectos: cognitivo, físico, psicológico, moral ou social, adaptando uma maior ampliação perceptiva no aluno. 
Os valores de seus benefícios estiveram destacados a aprendizagem de teores, a socialização, a comunicação, a criatividade e a disciplina. Situando a relação entre os dados, notamos que a importância das histórias na escola se deve ao fato de ela adaptar a ampliação da motricidade, do raciocínio, o fortalecimento da autoestima, além da função lúdica. 
Visto a importância da contação de histórias na escola, será admirável a continuação deste estudo com novos aspectos sobre contação de histórias e seus reforços. 
A contação de histórias é um período mágico que abrange a todos que estão nesse período de fantasia. Ao narrar histórias, o docente situa com o aluno um clima de cumplicidade que os remete à época dos antigos contadores que, ao redor do fogo, narravam a uma plateia atenta às histórias, culturas e valores do seu povo.
REFERÊNCIAS
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BRASIL. Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria de Educação Fundamental. Referencial curricular nacional para a educação infantil. - Brasília: MEC/SEF, 1998, volume: 1, 2 e 3.
BARRETO, Cíntia Costa. A arte de contar histórias: Uma reflexão sobre a experiência com crianças na faixa etária de 4 a 5 anos. UERJ, 2003..
CASTRO, Eline Fernandes de. A importância da leitura infantil para o desenvolvimento da criança. Trabalho científico de Conclusão de Curso (Graduação em Licenciatura Específica em Português) - apresentado à Universidade Estadual Vale do Acaraú – UVA, 2008
MATTOS, Bruna Daniela Souza. A literatura infantil contemporânea e a contação de histórias. 51p. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Pedagogia) – Centro de Educação, Comunicação e Artes. Universidade Estadual de Londrina, 2009.
MIGUEZ, Fátima. Na arte-manhas do imaginário infantil. 14. ed. Rio de Janeiro: Zeus, 2000.
RODRIGUES, Edvânia Braz Teixeira. Cultura, arte e contação de histórias. Goiânia, 2005.
SOLÉ, Isabel. Estratégias de leitura. 6 ed. Porto Alegre: Artmed, 1998
VILLARDI, Raquel. Ensinando a gostar de ler e formando leitores para a vida inteira/ Rio de Janeiro: Qualitymark/Dunya Ed., 1999.