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SUMÁRIO 
 
FASES DO DESENVOLVIMENTO INFANTIL.................................................. 03 
O DESENVOLVIMENTO SOCIAL DA CRIANÇA ............................................. 23 
A EDUCAÇÃO INCLUSIVA NA EDUCAÇÃO INFANTIL .................................. 28 
DISLEXIA NO PRÉ-ESCOLAR OU NA EDUCAÇÃO INFANTIL ...................... 34 
A DISCALCULIA INFANTIL.............................................................................. 37 
A DISGRAFIA NA EDUCAÇÃO INFANTIL....................................................... 48 
TDAH - TRANSTORNO DE DÉFICIT DE ATENÇÃO COM HIPERATIVIDADE
 ......................................................................................................................... 52 
A DISORTOGRAFIA INFANTIL ....................................................................... 59 
A PEDAGOGIA HOSPITALAR ......................................................................... 62 
A IMPORTÂNCIA DOS PRIMEIROS SOCORROS NO AMBIENTE ESCOLAR
 ....................................................................................................................... ..68 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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FASES DO DESENVOLVIMENTO INFANTIL 
O desenvolvimento é frequentemente dividido em domínios específicos, 
como motor grosseiro, 
motor fino, linguagem, 
cognitivo e crescimento 
social/emocional. Essas 
designações são úteis, 
mas existem 
superposições 
substanciais. Os estudos 
estabeleceram as 
médias de idades 
alcançadas por marcos específicos, bem como as faixas de normalidade. Em 
uma criança normal, os progressos são variáveis dentro de diferentes 
domínios, como no caso da criança que começa a andar tarde, mas fala 
sentenças cedo. 
Influências ambientais, que variam da nutrição até a estimulação e do 
impacto da doença até os efeitos de fatores psicológicos, interagem com 
fatores genéticos para determinar o grau do progresso e padrão de 
desenvolvimento. 
A análise do desenvolvimento ocorre constantemente quando pais, 
profissionais da escola e médicos avaliam as crianças. Muitas são as 
ferramentas disponíveis para monitorar o desenvolvimento com mais 
especificidade. O Denver Developmental Screening Test II facilita a avaliação 
em vários domínios. A ficha de pontuação indica a média das idades em que 
são adquiridas certas aptidões e demonstra com exatidão o conceito crítico da 
faixa de normalidade. Outras ferramentas também podem ser usadas. 
 
Desenvolvimento motor 
 
O desenvolvimento motor inclui o motor fino (p. ex., pegar 
pequenos objetos, desenhar) e habilidades motoras 
grosseiras (p. ex., andar, 
subir escadas). É um 
processo contínuo que 
depende do padrão da 
família, de fatores 
ambientais (p. ex., quando a atividade é limitada por uma doença 
prolongada) e disfunções específicas (p. ex., paralisia cerebral, retardo 
mental, distrofia muscular). Normalmente, as crianças começam a andar aos 
12 meses, podem subir escadas mantendo-se firme aos 18 meses e correm 
 
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bem aos 2 anos, mas a idade em que essas habilidades são adquiridas pelas 
crianças normais variam amplamente. O desenvolvimento motor não deve ser 
acelerado de modo significativo pela aplicação de estímulos aumentados. 
 
Desenvolvimento da linguagem 
 
A habilidade de 
compreensão da 
linguagem precede a 
habilidade da fala; 
crianças com poucas 
palavras geralmente 
podem compreender 
bastante. Embora atrasos 
de linguagem não sejam 
tipicamente 
acompanhados de outros 
de desenvolvimento, todas 
as crianças com excessivo atraso de linguagem deveriam ser avaliadas quanto 
à existência de outros atrasos de desenvolvimento. Crianças com atrasos das 
linguagens receptiva e expressiva apresentam, mais frequentemente, outros 
problemas de desenvolvimento. A avaliação de qualquer retardo deve ser 
iniciada com testes auditivos. A maioria das crianças que apresentam atraso de 
linguagem tem inteligência normal. Por outro lado, crianças com 
desenvolvimento acelerado da linguagem estão frequentemente acima da 
média de inteligência. 
Progressos de 
linguagem abrangem 
desde o modo de 
expressar os sons vogais 
(arrulhar) até a introdução 
de sílabas que se iniciam 
com consoantes (ba-ba-
ba). A maioria das crianças 
pode dizer “Papa” e 
“Mama” aos 12 meses, usa 
várias palavras aos 18 
meses e forma frases de 2 ou 3 palavras aos 2 anos. Aos 3 anos, em média, 
uma criança pode manter uma conversação. Aos 4 anos, ela pode contar 
histórias simples e envolver-se em uma conversa com adultos ou outras 
crianças. Aos 5 anos, a criança pode ter um vocabulário de vários milhares de 
palavras. 
 
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Mesmo antes dos 18 meses, as crianças podem ouvir e compreender a 
história que é lida para elas. Aos 5 anos, as crianças são capazes de recitar o 
alfabeto e reconhecer palavras simples escritas. Toda essas habilidades são 
fundamentais para aprender a ler palavras, frases e sentenças simples. 
Dependendo da exposição a livros e habilidades naturais, a maioria das 
crianças começa a ler aos 6 ou 7 anos de idade. Esses limites são muito 
variáveis. 
 
Desenvolvimento cognitivo 
 
Desenvolvimento cognitivo refere-se ao amadurecimento intelectual das 
crianças. Afeto e 
educação apropriados ao 
lactente e no início da 
infância são reconhecidos 
como fatores críticos para 
o crescimento cognitivo e 
a saúde emocional. Por 
exemplo, a leitura para a 
criança, desde cedo, 
contribui com 
experiências 
intelectualmente estimulantes e propicia um relacionamento educativo 
caloroso, o que trará importante impacto sobre o crescimento nesses domínios. 
O intelecto das crianças pequenas é avaliado pela observação das 
aptidões de linguagem, curiosidade e habilidades de resolver problemas. Assim 
que a criança começa a verbalizar, torna-se mais fácil avaliar a função 
intelectual utilizando ferramentas clínicas especializadas. No momento em que 
a criança vai à escola, ela fica sob monitoramento constante como parte do 
processo acadêmico. 
Aos 2 anos, a maioria 
das crianças entende o 
conceito de tempo em termos 
amplos. Muitas crianças com 
2 e 3 anos de idade 
acreditam que tudo o que 
aconteceu no passado 
aconteceu "ontem", e tudo o 
que acontecerá no futuro, 
acontecerá "amanhã". Uma 
criança nessa idade tem imaginação fértil, mas tem dificuldade de distinguir 
fantasia da realidade. 
 
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Aos 4 anos de idade, a maioria das crianças tem uma compreensão 
mais complicada do tempo. Elas percebem que o dia é dividido em manhã, 
tarde e noite. Elas podem até mesmo apreciar a mudança das estações. 
Aos 7 anos, as capacidades intelectuais das crianças se tornam mais 
complexas. Nesse 
momento, as crianças são 
cada vez mais capazes de 
focalizar mais de um 
aspecto de um evento ou 
situação ao mesmo 
tempo. Por exemplo, 
crianças em idade escolar 
podem reconhecer que um 
frasco alto e estreito pode 
armazenar a mesma 
quantidade de água do que um curto e largo. Elas podem reconhecer que 
remédios podem ter um gosto ruim, mas podem fazê-las se sentir melhor, ou 
que a mãe pode estar nervosa com elas, mas mesmo assim pode amá-las. As 
crianças são cada vez mais capazes de entender a perspectiva de outra 
pessoa e, assim, aprender os fundamentos de esperar sua vez em jogos ou 
conversas. Além disso, as crianças em idade escolar são capazes de seguir as 
regras consensuais do jogos. As crianças nessa idade também são cada vez 
mais capazes de raciocinar usando os poderes da observação e múltiplos 
pontos de vista. 
 
Desenvolvimento emocional e comportamental 
 
Emoção e comportamento 
baseiam-se no temperamento e 
na fase de desenvolvimento da 
criança. Cada criança tem um 
temperamento ou humor 
individual. Algumas crianças 
podem ser alegres e adaptáveis e 
desenvolver facilmente rotinas 
regulares de dormir, acordar, 
comer e outras atividadesdiárias. 
Essas crianças tendem a responder positivamente a novas situações. 
Outras crianças não são muito adaptáveis e podem ter grandes irregularidades 
em suas rotinas. Essas crianças tendem a reagir negativamente a novas 
situações. Contudo, outras crianças estão em algum ponto intermediário. 
 
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O crescimento emocional e a aquisição de aptidões sociais são 
avaliados pela observação da interação da criança com outras, em situações 
diárias. Quando a criança começa a falar, a compreensão do seu estado 
emocional torna-se muito mais acurada. Assim como acontece com o intelecto, 
a função emocional pode ser delineada mais precisamente com ferramentas 
especializadas. 
Chorar é principal meio 
de comunicação dos recém-
nascidos. Recém-nascidos 
choram porque estão com 
fome, incomodados, aflitos e 
por muitas outras razões que 
podem não ser óbvias. É 
mais comum que recém-
nascidos com 6 semanas de 
idade chorem 3 h/dia, 
geralmente diminuindo para 1 
h/dia aos 3 meses de idade. 
Os pais normalmente dão às crianças que choram comida, trocam a 
fralda e procuram uma fonte de dor ou desconforto. Se essas medidas não 
funcionarem, pegar no colo ou andar com o recém-nascido algumas vezes 
ajuda. Às vezes, nada funciona. Os 
pais não devem forçar comida em 
recém-nascidos durante o choro, pois 
estes irão prontamente comer se a 
fome for a causa do seu desconforto. 
Por volta dos 8 meses de 
idade, os recém-nascidos 
normalmente se tornam mais ansiosos 
em relação a separar-se dos pais. 
Separações na hora de dormir e em 
creches podem ser difíceis e marcadas 
por acessos de raiva. Esse 
comportamento pode durar muitos 
meses. Para muitas crianças maiores, 
uma naninha ou bicho de pelúcia serve 
nesse momento como um objeto de 
transição, que age como um símbolo 
do pai ausente. 
Aos 2 a 3 anos, as crianças começam a testar seus limites e fazer o que 
elas foram proibidas de fazer, simplesmente para ver o que vai acontecer. Os 
"nãos" frequentes que as crianças ouvem dos pais refletem a luta pela 
 
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independência nessa idade. Embora angustiantes para os pais e filhos, 
os ataques de raiva são normais porque ajudam as crianças a expressar sua 
frustração durante um momento em que não conseguem verbalizar seus 
sentimentos. Os pais 
podem ajudar a diminuir o 
número de ataques de 
raiva não deixando que os 
filhos se cansem ou 
fiquem indevidamente 
frustrados e entendendo 
os padrões de 
comportamento dos seus 
filhos e evitando situações 
que provavelmente 
podem induzir a ataques 
de raiva. Algumas 
crianças têm particular dificuldade em controlar seus impulsos e precisam que 
os pais estabeleçam limites mais estritos em torno dos quais pode haver 
alguma segurança e regularidade em seus mundos. 
Dos 18 meses a 2 anos de idade, as crianças normalmente começam a 
estabelecer a identidade de gênero. Durante os anos pré-escolares, as 
crianças também adquirem uma noção do papel de gênero, do que meninos e 
meninas costumam fazer. Espera-se que elas explorem os órgãos genitais 
nessa idade e os sinais de que as crianças estão começando a estabelecer 
uma conexão entre a imagem corporal e o gênero. 
Entre os 2 e 3 anos 
de idade, as crianças 
começam a brincar de 
maneira mais interativa 
com outras crianças. 
Embora ainda possam ser 
possessivas em relação 
aos brinquedos, elas 
podem começar a 
compartilhar e até mesmo 
se revezar nas 
brincadeiras. Afirmar a 
posse dos brinquedos dizendo: "isso é meu!" ajuda a estabelecer o sentido do 
eu. Embora crianças nessa idade lutem por independência, elas ainda 
precisam dos pais por perto para sentir-se seguras e apoiadas. Por exemplo, 
elas podem se afastar dos pais quando se sentem curiosas e logo depois se 
esconderem atrás deles quando estão com medo. 
 
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Dos 3 aos 5 
anos, muitas crianças se 
interessam por 
brincadeiras envolvendo 
fantasia e amigos 
imaginários. As 
brincadeiras envolvendo 
fantasia permitem às 
crianças exprimir com 
segurança diferentes 
papéis e sentimentos 
intensos de maneiras 
aceitáveis. As brincadeiras envolvendo fantasia também ajudam as crianças a 
crescer socialmente. Elas aprendem a resolver conflitos com os pais ou outras 
crianças de maneiras que as ajudam a desabafar frustrações e manter a 
autoestima. Também 
nesse momento, aparecem 
medos típicos da infância 
como "o monstro no 
armário". Esses medos são 
normais. 
Dos 7 aos 12 
anos, as crianças superam 
inúmeros desafios: 
autoconceito, a base para 
o que é estabelecido pela 
competência em sala de 
aula; relacionamentos com colegas, que são determinados pela capacidade de 
socialização e adaptação; e relacionamentos familiares, que são determinados 
em parte pela aprovação que as crianças obtêm dos pais e irmãos. Embora 
muitas crianças pareçam dar muita importância a grupos de colegas, elas 
continuam buscando principalmente nos pais o suporte e orientação de que 
necessitam. Irmãos podem servir como modelos de vida e como suportes 
valiosos e críticos em relação ao que pode ou não ser feito. Nesse momento na 
vida, as crianças são muito ativa e se envolvem em muitas atividades e estão 
ansiosas para explorar novas atividades. Nessa idade, as crianças são 
aprendizes ansiosos e muitas vezes respondem bem a conselhos sobre 
segurança, estilos de vida saudáveis e prevenção de comportamentos de alto 
risco. 
 
 
 
 
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Fases do Desenvolvimento Infantil (0 a 6 anos) 
 
Berçário, Pré-Maternal, Maternal I, Maternal II, Jardim A e Jardim B 
 
Faixa etária: 0 aos 6 anos 
 
A trajetória que 
uma criança percorre 
desde que começa a 
deixar de ser bebê 
(dependência total), 
até começar a se 
transformar em um 
ser mais 
independente e 
autônomo está 
relacionado tanto às condições biológicas, como aquelas proporcionadas pelo 
espaço familiar e social (escola), com o qual interage. 
É preciso saber que: 
 O desenvolvimento de uma criança não acontece de forma linear. 
 As mudanças que vão se produzindo ocorrem de forma gradual, são 
períodos contínuos que vão se sucedendo e se superpondo. 
 Durante a evolução a criança experimenta avanços e retrocessos, 
vivendo seu desenvolvimento de modo particular. 
 Acompanhamos a construção de sua personalidade respeitando que em 
cada idade há um jeito próprio de se manifestar. 
 Tanto antecipar etapas, como não estimular a criança, podem ser 
geradores de futuros conflitos. 
 Cabe a família e a ESCOLA conhecer e respeitar os passos do 
desenvolvimento infantil. 
 
Característica da faixa etária dos 0 aos 6 meses 
Desenvolvimento Físico: 
 Processo de fortalecimento gradual dos músculos e do sistema nervoso: 
os movimentos bruscos e descontrolados iniciais vão dando lugar a um 
controle progressivo da cabeça, dos membros e do tronco; 
 Por volta das 8 semanas é capaz de levantar a cabeça sozinho durante 
poucos segundos, deitado de barriga para baixo; 
 Controle completo da cabeça por volta dos 4 meses: deitado de costas, 
levanta a cabeça durante vários segundos; deitado de barriga para baixo 
começa a elevar-se com apoio das mãos e dos braços e virando a 
cabeça; 
 
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 Por volta dos 4 meses o controle das mãos é mais fino, sendo capaz de 
segurar num 
brinquedo; 
 Entre os 4 e os 6 
meses utiliza os 
membros para se 
movimentar, rolando 
para trás e para frente; 
apresenta também 
maior eficácia em 
alcançar e agarrar o 
que quer ou a 
posicionar-se no chão para brincar; 
 Desenvolve o seu próprio ritmo de alimentação, sono e eliminação; 
 Desenvolvimento progressivo da visão; 
 Com 1 mês, é capaz de focar objetos a 90 cm de distância; 
 Progressivamente será capaz de utilizar os dois olhos para focar um 
objeto próximo ou afastado, bem como de seguir a deslocação dos 
objetos ou pessoas; 
 Entre os 4 e os 6 meses a visão e a coordenação olho-mão encontram-se próximas da do adulto; 
 Desenvolvimento da função auditiva; 
 Entre os 2 e os 4 meses, o bebê reage aos sons e às alterações do tom 
de voz das pessoas que o rodeiam; 
 Por volta dos 4-6 meses, possui já uma grande sensibilidade às 
modulações nos tons de 
voz que ouve; 
 
Desenvolvimento Intelectual 
 A aprendizagem faz-se 
sobre tudo através dos 
sentidos; 
 Vocaliza 
espontaneamente, 
sobretudo quando está 
em relação; 
 A partir dos 4 meses, 
começa a imitar alguns sons que ouve à sua volta; 
 Por volta do 6º mês, compreende algumas palavras familiares (o nome 
dele, "mamã", "papá"...), virando a cabeça quando o chamam; 
 
 
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Desenvolvimento Emocional 
 Manifesta a sua excitação 
através dos movimentos do 
corpo, mostrando prazer ao 
antecipar a alimentação ou o 
colo; 
 O choro é a sua principal 
forma de comunicação, 
podendo significar estados 
distintos (sono, fome, 
desconforto...); 
 Apresenta medo perante 
barulhos altos ou 
inesperados, objetos, 
situações ou pessoas estranhas, movimentos súbitos e sensação de 
dor; 
 
Característica da faixa etária dos 6 aos 12 meses 
 
Desenvolvimento da motricidade: os músculos, o equilíbrio e o controlo motor 
estão mais desenvolvidos, sendo capaz de se sentar direito sem apoio e de 
fazer as primeiras tentativas de se pôr de pé, agarrando-se a superfícies de 
apoio; 
 A partir dos 8 meses, consegue arrastar-se ou gatinhar; 
 A partir dos 9 meses 
poderá começar a dar 
os primeiros passos, 
apoiando-se nos 
móveis; 
 Desenvolvimento da 
preensão: entre os 6 e 
os 8 meses, é capaz 
de segurar os objetos 
de forma mais firme e 
estável e de manipulá-los na mão; por volta dos 10 meses, é já capaz de 
meter pequenos pedaços de comida na boca sem ajuda, é capaz de 
bater com dois objetos um no outro, utilizando as duas mãos, bem como 
adquire o controle do dedo indicador (aprende a apontar); 
 
 
 
 
 
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Desenvolvimento Intelectual 
 
 A aprendizagem 
faz-se sobre tudo 
através dos 
sentidos, 
principalmente 
através da boca; 
 Desenvolvimento 
da noção de 
permanência do 
objeto, ou seja, a 
noção de que uma 
coisa continua a 
existir mesmo que não a consiga ver; 
 Vocalizações; 
 Os gestos acompanham as suas primeiras "conversas", exprimindo com 
o corpo aquilo que quer ou sente (por ex., abre e fecha as mãos quando 
quer uma coisa); 
 Alguns dos seus sons parecem-se progressivamente com palavras, tais 
como "mamã" ou "papá" e ao longo dos próximos meses o bebê vai 
tentar imitar os sons familiares, embora inicialmente sem significado; 
 A partir dos 8 meses: desenvolvimento do, acrescentando novos sons 
ao seu vocabulário. Os sons das suas vocalizações começam a 
acompanhar as modulações da conversa dos adultos - utiliza "mamã" e 
"papá" com significado; 
 Nesta fase, o bebê gosta que os objetos sejam nomeados e começa a 
reconhecer palavras familiares como "papa", "mamã", "adeus", sendo 
progressivamente capaz de associar ações a determinadas palavras 
(por ex: tchau-tchau" - acenar); 
 A partir dos 10 meses, a noção de causa-efeito encontra-se já bem 
desenvolvida: o bebê sabe exatamente o que vai acontecer quando bate 
num determinado objeto (produz som) ou quando deixa cair um 
brinquedo (o pai ou a mãe apanha-o). Começa também a relacionar os 
objetos com o seu fim (por ex., coloca o telefone junto ao ouvido); 
 Progressiva melhoria da capacidade de atenção e concentração: 
consegue manter-se concentrado durante períodos de tempo cada vez 
mais longos; 
 A primeira palavra poderá surgir por volta dos 10 meses; 
 
 
 
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Desenvolvimento Emocional 
 Formação de um forte laço afetivo com a figura materna (cuidadora) - 
Vinculação; 
 Presença de ansiedade 
de separação, que se 
manifesta quando é 
separado da mãe, 
mesmo que por breves 
instantes - trata-se de 
uma ansiedade normal 
no desenvolvimento 
emocional do bebê; 
 Presença de ansiedade 
perante estranhos: 
sendo igualmente uma 
etapa normal do 
desenvolvimento emocional do bebê, manifesta-se quando pessoas 
desconhecidas o abordam diretamente; 
 A partir dos 8 meses, maior consciência de si próprio; 
 Nesta fase é comum os bebês mostrarem preferência por um 
determinado objeto (um cobertor ou uma pelúcia, por ex.), o qual terá 
um papel muito importante na vida do bebê - ajuda a adormecer, é 
objeto de reconforto quando está triste, etc.; 
 
 
Característica da faixa etária de 01 aos 02 anos 
 
Desenvolvimento Físico 
 Começa a andar, 
sobe e desce 
escadas, sobe os 
móveis, etc. - o 
equilíbrio é 
inicialmente bastante 
instável, uma vez 
que os músculos das 
pernas não estão 
ainda bem 
fortalecidos. 
Contudo, a partir dos 16 meses, o bebê já é capaz de caminhar e de se 
manter de pé em segurança, com movimentos muito mais controlados; 
 
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 Melhoria da motricidade fina devido à prática - capacidade de segurar 
um objeto, o manipula, passa de uma mão para a outra e o larga 
deliberadamente. Por volta dos 20 meses, será capaz de transportar 
objetos na mão enquanto caminha; 
 
Desenvolvimento Intelectual 
 Maior desenvolvimento da 
memória, através da 
repetição das atividades - 
permite-lhe antecipar os 
acontecimentos e retomar 
uma atividade 
momentaneamente 
interrompida, à qual 
dedica um maior tempo de 
concentração. Da mesma forma, através da sua rotina diária, o bebê 
desenvolve um entendimento das seqüências de acontecimentos que 
constituem os seus dias e dos seus pais; 
 Exibe maior curiosidade: gosta de explorar o que o rodeia; 
• Compreende ordens simples, inicialmente acompanhadas de gestos e, 
a partir dos 15 meses, sem necessidade de recorrer aos gestos; 
 Embora possa estar ainda limitada a uma palavra de cada vez, a 
linguagem do bebê começa a adquirir tons de voz diferentes para 
transmitir significados diferentes. Progressivamente, irá sendo capaz de 
combinar palavras soltas em frases de 2 palavras; 
 É capaz de acompanhar pedidos simples, como por ex. "dá-me a 
caneca"; 
 As experiências físicas que vai fazendo ajudam a desenvolver as 
capacidades cognitivas. Por exemplo, por volta dos 20 meses; 
 Sabe que um martelo de brincar serve para bater e já o deve utilizar; 
 Consegue estabelecer a relação entre um carrinho de brincar e o carro 
da família; 
 Entre os 20 e os 24 meses é também capaz de brincar ao faz-de-conta 
(por ex., finge que deita chá de um bule para uma xícara, põe açúcar e 
bebe - recorda uma seqüência de acontecimentos e faz de conta que os 
realiza como parte de um jogo). A capacidade de fazer este tipo de jogos 
indica que está a começar a compreender a diferença entre o que é real 
e o que não é; 
 
 
 
 
 
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Desenvolvimento Emocional 
 
 Grande reatividade ao 
ambiente emocional em 
que vive: mesmo que não 
o compreenda, apercebe-
se dos estados 
emocionais de quem está 
próximo dele, sobre tudo 
os pais; 
 Está a aprender a confiar, 
pelo que necessita de 
saber que alguém cuida 
dela e vai de encontro às suas necessidades; 
 Desenvolve o sentimento de posse relativamente às suas coisas, sendo 
difícil partilhá-las; 
 Embora esteja normalmente bem disposta, exibe por vezes alterações 
de humor ("birras"); 
 É bastante sensível à aprovação/desaprovação dos adultos; 
 
Característica da faixa etária dos 2 aos 3 anos 
 
Desenvolvimento Físico 
 À medida que o seu 
equilíbrio e coordenação 
aumentam, a criança é 
capaz de saltar ou saltar de 
um pé para o outro quando 
está a correr ou a andar; 
 É mais fácil manipular e 
utilizar objetos com as 
mãos, como um lápis de 
cor para desenhar ou uma 
colher para comer sozinha; 
 Começa gradualmente a controlar os esfíncteres (primeiro os intestinos 
e depois a bexiga); 
 
 
 
 
 
 
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Desenvolvimento Intelectual Fase de grande curiosidade, 
sendo muito freqüente a 
pergunta "Por quê?"; 
 À medida que se desenvolvem 
as suas competências 
lingüísticas, a criança começa a 
exprimir-se de outras formas, que 
não apenas a exploração física - 
trata-se de juntar as 
competências físicas e de 
linguagem (por ex., quando faço 
isto, acontece aquilo), o que 
ajuda ao seu desenvolvimento 
cognitivo; 
 É capaz de produzir 
regularmente frases de 3 e 4 
palavras. A partir dos 32 meses, 
já capaz de conversar com um 
adulto usando frases curtas e de continuar a falar sobre um assunto por 
um breve período; 
 Desenvolvimento da consciência de si: a criança pode referir-se a si 
própria como "eu" e pode conseguir descrever-se por frases simples, 
como "tenho fome"; 
 A memória e a capacidade de concentração aumentaram (a criança é 
capaz de voltar a uma atividade que tinha interrompido, mantendo-se 
concentrada nela por períodos de tempo mais longos); 
 A criança está a começar a formar imagens mentais das coisas, o que a 
leva à compreensão dos conceitos - progressivamente, e com a ajuda 
dos pais, vai sendo capaz de compreender conceitos como dentro e 
fora, cima e baixo; 
 Por volta dos 32 meses, começa a apreender o conceito de seqüências 
numéricas simples e de diferentes categorias (por ex., é capaz de contar 
até 10 e de formar grupos de objetos - 10 animais de plástico podem ser 
3 vacas, 5 porcos e 3 cavalos); 
 
 
 
 
 
 
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Desenvolvimento Emocional 
 
 Inicialmente o leque de emoções é vasto, desde o puro prazer até a 
raiva frustrada. 
Embora a 
capacidade de 
exprimir 
livremente as 
emoções seja 
considerada 
saudável, a 
criança 
necessitará de 
aprender a lidar 
com as suas 
emoções e de 
saber que sentimentos são adequados, o que requer prática e ajuda dos 
pais; 
 Nesta fase, as birras são uma das formas mais comuns da criança 
chamar a atenção – geralmente deve-se a mudanças ou a 
acontecimentos, ou ainda a uma resposta aprendida (as birras 
costumam estar relacionadas com a frustração da criança e com a sua 
incapacidade de comunicar de forma eficaz); 
 
Características da faixa etária dos 03 aos 04 anos 
 
Desenvolvimento Físico 
 
 Grande atividade 
motora: corre, salta, 
começa a subir 
escadas, pode 
começar a andar de 
triciclo; grande 
desejo de 
experimentar tudo; 
 Embora ainda não 
seja capaz de 
amarrar sapatos, veste-se sozinha razoavelmente bem; 
 É capaz de comer sozinha com uma colher ou um garfo; 
 
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 Copia figuras geométricas simples; 
 É cada vez mais independente ao nível da sua higiene; é já capaz de 
controlar os esfíncteres (sobretudo durante o dia); 
 
Desenvolvimento Intelectual 
 
 Compreende a maior 
parte do que ouve e 
o seu discurso é 
compreensível para 
os adultos; 
 Utiliza bastante a 
imaginação: início 
dos jogos de faz-de-
conta e dos jogos de 
papéis; 
 Compreende o 
conceito de "dois"; 
 Sabe o nome, o sexo e a idade; 
 Repete seqüências de 3 algarismos; 
 Começa a ter noção das relações de causa e efeito; 
 É bastante curiosa e investigadora; 
 
Desenvolvimento Emocional 
 
 É capaz de se separar da 
mãe durante curtos 
períodos de tempo; 
 Começa a desenvolver 
alguma independência e 
autoconfiança; 
 Pode manifestar medo de 
estranhos, de animais ou 
do escuro; 
 Começa a reconhecer os 
seus próprios limites, 
pedindo ajuda; 
 Imita os adultos; 
 
Desenvolvimento Moral 
 
 
20 
 
 
 
 Começa a distinguir o certo do errado; 
 As opiniões dos outros, acerca de si própria assumem grande 
importância para a criança; 
 Consegue controlar-se de forma mais eficaz e é menos agressiva; 
 Utiliza ameaças verbais extremas, como por exemplo: "eu te mato!", 
sem ter noção das suas implicações; 
 
Característica da faixa etária dos 04 aos 05 anos 
 
Desenvolvimento Físico 
 
 Rápido desenvolvimento 
muscular; 
 Grande atividade motora, 
com maior controle dos 
movimentos; 
 Consegue escovar os 
dentes, pentear-se e vestir-
se com pouca ajuda; 
 
Desenvolvimento Intelectual 
 
 Adquiriu já um vocabulário alargado, constituído por 1500 a 2000 
palavras; manifesta um 
grande interesse pela 
linguagem, falando 
incessantemente; 
 Compreende ordens com 
frases na negativa; 
 Articula bem consoantes e 
vogais e constrói frases bem 
estruturadas; 
 Exibe uma curiosidade 
insaciável, fazendo 
inúmeras perguntas; 
 Compreende as diferenças entre a fantasia e a realidade; 
 Compreende conceitos de número e de espaço: "mais", "menos", 
"maior", "dentro", "debaixo", "atrás"; 
 Começa a compreender que os desenhos e símbolos podem 
representar objetos reais; 
 
21 
 
 
 
 Começa a reconhecer padrões entre os objetos: objetos redondos, 
objetos macios, animais... 
Desenvolvimento Emocional 
 
 Os pesadelos são 
comuns nesta fase; 
 Tem amigos 
imaginários e uma 
grande capacidade de 
fantasiar; 
 Procura 
frequentemente testar 
o poder e os limites 
dos outros; 
 Exibe muitos comportamentos desafiantes e opositores; 
 Os seus estados emocionais alcançam os extremos: por ex., é 
desafiante e depois bastante envergonhada; 
 Tem uma confiança crescente em si própria e no mundo; 
 
Desenvolvimento Moral 
 
 Tem maior consciência do certo e errado, preocupando-se geralmente 
em fazer o que está certo; pode culpar os outros pelos seus erros 
(dificuldade em assumir a culpa pelos seus comportamentos); 
 
 
Características da faixa etária dos 5 aos 6 anos 
 
Desenvolvimento Físico 
 
 A preferência manual 
está estabelecida; 
 É capaz de se vestir e 
despir sozinha; 
 Assegura sua higiene 
com autonomia; 
 Pode manifestar dores 
de estômago ou vômitos 
quando obrigada a 
comer comidas de que 
não gosta; tem preferência por comida pouco elaborada, embora aceite 
 
22 
 
 
 
uma maior variedade de alimentos; 
 
Desenvolvimento Intelectual 
 
 Fala fluentemente, 
utilizando corretamente 
o plural, os pronomes e 
os tempos verbais; 
 Grande interesse pelas 
palavras e a linguagem; 
 Pode gaguejar se 
estiver muito cansada 
ou nervosa; 
 Segue instruções e 
aceita supervisão; 
 Conhece as cores, os números, etc. 
 Capacidade para memorizar histórias e repeti-las; 
 É capaz de agrupar e ordenar objetos tendo em conta o tamanho (do 
menor ao maior); 
 Começa a entender os conceitos de "antes" e "depois", "em cima" e "em 
baixo", etc., bem como conceitos de tempo: "ontem", "hoje", "amanhã"; 
 
Desenvolvimento Emocional 
 
 Pode apresentar alguns 
medos: do escuro, de cair, 
de cães ou de dano 
corporal, embora esta não 
seja uma fase de grandes 
medos; 
 Se estiver cansada, 
nervosa ou chateada, 
poderá apresentar alguns 
dos seguintes 
comportamentos: roer as 
unhas, piscar 
repetidamente os olhos, fungar, etc.; 
 Preocupa-se em agradar aos adultos; 
 Maior sensibilidade relativamente às necessidades e sentimentos dos 
outros; 
 Envergonha-se facilmente; 
 
23 
 
 
 
Desenvolvimento Moral 
 
 Devido à sua grande preocupação em fazer as coisas bem e em 
agradar, poderá por vezes mentir ou culpar os outros de 
comportamentos reprováveis. 
 
O DESENVOLVIMENTO SOCIAL DA CRIANÇA 
 
O vinculo primário 
para o desenvolvimento 
das relações com os 
colegas ou 
companheiros é a 
brincadeira com as 
outras crianças. Tais 
brincadeiras não ocorrem 
com freqüência antes do 
dois anos. Entre a idade 
de 02 a 05 anos, as interações das crianças se tornam mais freqüentes, mais 
fortalecidas, mais sociais e complexas. Nos primeiros anos da pré-escola, as 
crianças se engajam principalmente em brincadeiras solitárias, em que não 
prestam atenção aos colegas, ou em brincadeiras paralelas, em que brincam 
próximas umas as outras, sem interagir. 
Uma proporção cada vez maior de brincadeirasdepois de 03 anos é 
associativa, na qual as crianças brincam juntas, mas não de uma maneira 
coordenada, ou cooperativa, na qual as crianças interagem, ajudando-se a 
atingir um objetivo comum ou assumindo diferentes papéis. 
As crianças em 
idade escolar passam 
mais tempo com seus 
amigos do que os pré-
escolares, e elas 
gradualmente 
desenvolvem uma coleção 
maior de amizades 
individuais. Também 
existem diferenças 
fascinantes na qualidade 
do relacionamentos nas 
amizades dos meninos e das meninas nesses anos, os grupos masculinos são 
maiores e aceitam mais membros novos do que o das meninas, os grupos e as 
amizades dos meninos parecem centrar-se mais na competição e dominância 
 
24 
 
 
 
do que os das meninas. As amizades entre as meninas incluem mais 
concordância, aquiescência e auto-revelação do que acontece entre meninos. 
A brincadeira social durante todo o desenvolvimento da criança é um 
exercício agradável e de autoconsciência realizado em conjunto, e oferece as 
crianças uma chance de explorar padrões de interação social que raramente 
vivenciaram na vida real. 
 
O passo a passo do desenvolvimento social da criança 
 
Durante a Primeira 
Infância (período da 
gestação aos seis anos), é 
esperado um 
comportamento social da 
criança que, quando 
observado junto a outros 
aspectos, indica se ela está 
se desenvolvendo 
sadiamente. Por isso, é 
importante você conhecer e 
compartilhar com os pais que comportamentos são esses. 
Cada criança é única e tem seu ritmo. No entanto, para detectar 
possíveis problemas que impeçam seu bem-estar, a Ciência definiu marcos 
para monitorar, em cada etapa, o que se espera dos pequenos. Se eles 
estiverem distantes demais da apropriação de certas habilidades é importante 
avaliar o que está acontecendo, papel que cabe ao especialista. 
 
Característica da faixa etária dos 0 aos 6 meses 
 
 Distingue a figura cuidadora 
das restantes pessoas com 
quem se relaciona, 
estabelecendo com ela uma 
relação privilegiada; 
 Fixa o rostos e sorri 
(aparecimento do 1º sorriso 
social por volta das 6 
semanas); 
 Aprecia situações sociais com 
outras crianças ou adultos; 
 Por volta dos 4 meses: 
capacidade de reconhecimento 
 
25 
 
 
 
das pessoas mais próximas, o que influencia a forma como se relaciona 
com elas, tendo reações diferenciadas consoante a pessoa com quem 
interage. É também capaz de distinguir pessoas conhecidas de 
estranhos, revelando preferência por rostos familiares; 
 
Característica da faixa etária dos 6 aos 12 meses 
 
 O bebê está mais sociável, procurando ativamente a interação com 
quem o rodeia (através das vocalizações, dos gestos e das expressões 
faciais); 
 Manifesta comportamentos de imitação, relativamente a pequenas 
ações que vê os adultos fazer (por ex., lavar a cara, escovar o cabelo, 
etc.); 
 A partir dos 10 meses, maior interesse pela interação com outros bebês; 
 
Característica da faixa etária de 01 aos 02 anos 
 
 Aprecia a interação 
com adultos que lhe 
sejam familiares, 
imitando e copiando 
os comportamentos 
que observa; 
 Maior autonomia: 
sente satisfação por 
estar independente 
dos pais quando 
inserida num grupo 
de crianças, necessitando apenas de confirmar ocasionalmente a sua 
presença e disponibilidade - esta necessidade aumenta em situações 
novas, surgindo uma maior dependência quando é necessária uma nova 
adaptação; 
 As suas interações com outras crianças são ainda limitadas: as suas 
brincadeiras decorrem sobre tudo em paralelo e não em interação com 
elas; 
 A partir dos 20-24 meses, e à medida que começa a ter maior 
consciência de si própria, física e psicologicamente, começa a alargar os 
seus sentimentos sobre si próprio e sobre os outros - desenvolvimento 
da empatia (começa a ser capaz de pensar sobre o que os outros 
sentem); 
 
 
 
26 
 
 
 
Característica da faixa etária dos 2 aos 3 anos 
 
 A mãe é ainda uma 
figura muito 
importante para a 
segurança da 
criança, não 
gostando de 
estranhos. A partir 
dos 32 meses, a 
criança já deve reagir 
melhor quando é 
separada da mãe, para ficar à guarda de outra pessoa, embora algumas 
crianças consigam este progresso com menos ansiedade do que 
outras; 
 Imita e tenta participar nos comportamentos dos adultos: por ex., lavar a 
louça, maquiar-se, etc.; 
 É capaz de participar em atividades com outras crianças, como por 
exemplo, ouvir histórias; 
 
Características da faixa etária dos 03 aos 04 anos 
 
 É bastante sensível aos 
sentimentos dos que a 
rodeiam relativamente a 
si própria; 
 Tem dificuldade em 
cooperar e partilhar; 
 Preocupa-se em 
agradar os adultos que 
lhe são significativos, 
sendo dependente da 
sua aprovação e afeto; 
 Começa a aperceber-se 
das diferenças no comportamento dos homens e das mulheres; 
 Começa a interessar-se mais pelos outros e a integrar-se em atividades 
de grupo com outras crianças; 
 
 
 
 
 
 
27 
 
 
 
Característica da faixa etária dos 04 aos 05 anos 
 
 
 Gosta de brincar com outras 
crianças; quando está em 
grupo, poderá ser seletiva 
acerca dos seus 
companheiros; 
 Gosta de imitar as atividades 
dos adultos; 
 Está a aprender a partilhar, a 
aceitar as regras e a 
respeitar a vez do outro; 
 
Características da faixa etária dos 
5 aos 6 anos 
 
 A mãe é ainda o centro do 
mundo da criança, pelo que 
poderá recear a não voltar a 
vê-la após uma separação; 
 Copia os adultos; 
 Brinca com meninos e 
meninas; 
 Está mais calma, não sendo 
tão exigente nas suas 
relações com os outros; é 
capaz de brincar apenas com 
outra criança ou com um grupo de crianças, manifestando preferência 
pelas crianças do mesmo sexo; 
 Brinca de forma independente, sem necessitar de uma constante 
supervisão; 
 Começa a ser capaz de esperar pela sua vez e de partilhar; 
 Conhece as diferenças de sexo; 
 Aprecia conversar durante as refeições; 
 Começa a interessar-se por saber de onde vêm os bebês; 
 Está numa fase de maior conformismo, sendo crítica relativamente 
aqueles que não apresentam o mesmo comportamento; 
 
 
 
 
28 
 
 
 
A EDUCAÇÃO INCLUSIVA NA EDUCAÇÃO INFANTIL 
 
O processo educacional é 
uma fase da vida que reflete 
diretamente no comportamento 
futuro dos indivíduos, é nessa 
fase que as pessoas aprendem a 
lidar com as dificuldades, 
obstáculos, limitações e 
diferenças. A educação inclusiva 
é essencial na formação e 
construção do caráter do 
indivíduo ainda na infância. 
As limitações que levam a adoção de políticas de educação inclusiva 
são basicamente de duas naturezas distintas, as limitações de aspecto físico 
como a cegueira, a surdez, paralisia ou ausência de membros locomotores e 
as limitações de aspecto cognitivo que são patologias ou síndromes que 
comprometem a capacidade de aprendizado do indivíduo. Através da utilização 
de ferramentas e 
abordagens de ensino 
específicas é possível 
contornar essas 
limitações, possibilitando 
uma democratização do 
ensino e integração social 
das crianças com algum 
tipo de deficiência. 
O processo de 
inclusão está diretamente 
relacionado à qualificação 
dos professores e adaptação da infraestrutura da instituição de ensino aos 
equipamentos necessários para operacionalizar essa acessibilidade. 
A adoção de interpretes de libras, impressão de materiais em Braille, 
construção de rampas de acesso são soluções destinadas aos portadores de 
limitações físicas. Para os portadores de limitações cognitivas é recomendada 
a estruturação minuciosa do plano de ensino e utilização de ferramentas de 
caráter mais lúdico que os meios tradicionais. Vale ressaltar a importância das 
instituições de ensino e pais cobrarem as autoridades locais para que os 
investimentos nessa adequação sejam condizentes com os propostos pela Lei 
de Diretrizese Bases da Educação (LDB). 
 
 
 
29 
 
 
 
A Inclusão na Educação Infantil 
 
Ao acompanharmos a trajetória da educação infantil e da educação 
especial é possível verificar pontos semelhantes. A educação infantil foi 
fortemente marcada pelo 
cunho assistencialista e 
filantrópico da mesma 
maneira a educação 
especial onde o poder 
público transferiu às 
instituições filantrópicas a 
responsabilidade pelo 
manejo da educação 
especial. 
O atendimento as 
crianças de zero a seis anos 
no século XX ministrado por creches, escolas maternais ou internatos eram 
dirigidos às crianças pobres filhos de mães trabalhadoras, estas unidades 
ofereciam os cuidados básicos para garantir a vida destas crianças. Os 
espaços de atendimento as pessoas com algum tipo de deficiência cumpriram 
também em algum momento apenas o papel de “manutenção da vida” sendo 
que não se acreditava na possibilidade de transformação destas pessoas. 
Portanto, se a educação infantil na sua trajetória histórica traz resquícios 
de um caráter compensatório, onde as crianças eram vistas pelas suas 
limitações e carências enquanto seres incompletos, o mesmo podemos dizer 
enquanto educação especial, onde as primeiras propostas de atendimento 
visavam corrigir falhas no sujeito, 
ou seja, essas também se 
pautavam pela incompletude, pela 
“falta”. 
Contudo estudos 
preliminares têm apontado que a 
educação de crianças, 
respeitando as suas diversas 
necessidades, é possível, mas 
não é um processo simples e não 
se reporta apenas ao combate às 
práticas discriminatórias na 
recepção dos alunos na escola, 
pois “dúvidas em relação ao que 
representa a inclusão são 
enormes no meio acadêmico e 
 
30 
 
 
 
prático”. 
A introdução do aluno com deficiência visando ao cumprimento das 
determinações legais ou exigência dos pais pode acarretar em uma 
participação escolar à margem do sistema educacional, onde estes alunos não 
interagem com seus pares ou são vítimas de maus tratos e bullying; crianças 
que estão na escola apenas para a socialização e não recebem uma educação 
formal, ou seja, uma “inclusão excludente”, pois a escola inclui sem dar 
condições para que este aluno se perceba como pertencente daquele meio. 
Salientamos que o ambiente escolar ideal para a criança com deficiência deve 
ser um espaço rico e desafiador, onde a interação com os demais colegas 
concorra para o desenvolvimento de suas potencialidades, possibilitando a 
construção e a troca de saberes e valores. 
Quando nos referimos então à rede privada, parece contraditória a ideia 
de inclusão, uma vez que a Educação Infantil particular exclui, por princípio, 
aqueles que não podem pagar as mensalidades. Portanto, o requisito de que 
tal instituição inclua um aluno deficiente em nome da inclusão parece-nos 
enganosa, pois ela continua mantendo a exclusão de uma grande massa de 
pobres que não podem custear uma escola privada. 
A oferta de vagas na educação infantil, na rede publica, em todo o país e 
menor do que a demanda, isto dificulta profundamente o processo de inclusão 
já que as crianças 
com deficiência 
também engrossam 
esse grande número 
de crianças excluídas 
das creches publicas 
e EMEIs (Escolas 
Municipais de 
Educação Infantil). 
No período da 
infância é a família da 
criança com 
deficiência que escolhe o caminho educacional seguido por esta, os pais 
precisam não apenas acreditar nos benefícios da inclusão como também 
reconhecer que seus filhos têm direito a ela. O que observamos é que o 
número de matrículas de crianças com deficiência nas creches e EMEIs do 
ensino regular ainda são insignificantes, apesar de um aumento desde 2002, e 
muitos profissionais da educação continuam orientando e encaminhando 
crianças com deficiência para as escolas especiais, sendo que, a legislação 
penal no art. 8º, da Lei nº 7.853/89 diz ser crime de conduta frustrar, sem justa 
causa, a matrícula de um aluno com deficiência, a exclusão é crime. Com isso 
o que temos visto é que os professores de educação infantil, por não 
 
31 
 
 
 
receberem crianças com deficiência nas creches, escolas e EMEIs, acabam 
não reconhecendo as vantagens de uma educação inclusiva. 
Os defensores da Inclusão acreditam que em se tratando de crianças 
com deficiência as instituições de educação infantil são espaços privilegiados 
onde a convivência com adultos e outras crianças de varias origens, costumes, 
etnias, religiões, 
possibilitará o contato 
desde cedo com 
manifestações 
diferentes daquelas que 
a criança vivencia em 
sua família ou num 
ambiente segregativo, 
permitindo-lhe, assim 
as primeiras 
percepções da 
diversidade humana. 
Para considerarmos a inclusão na Educação Infantil, precisamos antes 
refletir sobre a inclusão não somente na creche, na escola ou na EMEI, mas, 
em todo o sistema educacional. Para que isto aconteça é preciso seguir a uma 
séria revisão dos objetivos e métodos da educação em nosso país, envolvendo 
a todos os atores educacionais na proposta de uma sociedade inclusiva. 
Portanto, antes de receber o aluno deficiente, é fundamental conhecer o 
seu histórico e a sua condição. Diagnósticos exatos são de extrema 
importância e precisam ser respeitados, ainda mais se estes orientarem sobre 
a melhor maneira de atender o aluno, mas não podem ser confundidos com 
rótulos reduzindo o educando a determinada condição, como “o autista”, “o 
deficiente intelectual”, “o TDA/H”, etc. Além disso, os professores devem saber 
se há utilização de medicamentos, o tempo de duração (quando isso interfere 
na participação de 
atividades escolares) e 
os efeitos colaterais. 
Outra questão a 
ser abordada, neste 
momento, é com 
relação à realização de 
atividades pedagógicas 
e de avaliação 
diferenciada para os 
alunos com 
necessidades educacionais especiais. A ideia de selecionar os mais capazes 
sempre esteve presente nas propostas educacionais, todavia os documentos 
 
32 
 
 
 
oficiais, como os Parâmetros Curriculares Nacionais e as Diretrizes Nacionais 
para e Educação Especial na Educação Básica, destacam a necessidade da 
adaptação curricular e do processo avaliativo, sendo necessárias adaptações 
tanto físicas quanto pedagógicas e de pessoal, em virtude das necessidades 
apresentadas pelos alunos com deficiências. 
Por isso durante a realização de atividades e avaliações diferenciadas, o 
ideal é que a avaliação não seja colocada de maneira a comparar o 
desempenho entre os 
alunos, mas sim para 
verificar o quanto cada 
aluno (isso inclui todos os 
alunos e não apenas 
aqueles com deficiências) 
evoluiu durante aquele 
período, e precisa ser 
coerente com aquilo que 
acontece no contexto de 
sala de aula, servindo 
inclusive de feedback para 
o professor averiguar se os 
objetivos estão sendo alcançados ou se novas alternativas precisarão ser 
adotadas. 
O que presenciamos na prática da Educação Infantil é que muitas 
creches e escolas aceitam crianças com deficiências acreditando que elas 
apenas necessitam de socialização e brincadeiras, não que estas não sejam 
importantes, mas é cada 
vez maior o número de 
crianças mantidas na 
Educação Infantil após 
atingirem a idade de 
alfabetização e de 
ingresso no Ensino 
Fundamental. Em algumas 
situações quando a 
criança esta com 
aproximadamente dez 
anos de idade ou muito 
grande em comparação 
aos colegas de cinco ou seis anos, a família é informada de que precisará 
encontrar outra escola. 
 
33 
 
 
 
A realização de 
atividades pedagógicas e 
o processo de avaliação 
diferenciado permitem a 
creche, escola ou EMEI 
inclusiva considerar cada 
situação individualmente 
na hora de tomar 
decisões. Como, por 
exemplo, se uma criança 
com deficiência pertence 
a um grupo de faixa 
etária de cinco anos e for para a turma de alfabetização no ano seguinte, 
alguns fatores devem ser considerados paraa promoção ou a permanência 
dessa criança em um grupo de crianças menores. Esses fatores dizem respeito 
à maturidade da criança deficiente, seja em relação ao próprio cuidado, como 
quanto às atividades interacionais com seus pares. Entendemos então que as 
posições que defendem a promoção direta da criança com deficiência da 
Educação Infantil para o Ensino Fundamental podem ser perigosas, visto que 
as condições de cada criança são as mais variadas possíveis; esta transição é 
um ponto crucial no que se refere aos alunos com deficiências, necessitando 
de uma discussão mais ampla. 
A realidade de cada criança deficiente é única. Não existem critérios 
gerais de como deve ser o 
seu ensino. O professor 
precisa observar e perguntar, 
analisar e ouvir para 
compreender as 
necessidades de cada aluno, 
os sentimentos e os seus 
pontos de vista, estando 
atento sempre às relações 
que esses alunos 
estabelecem com seus 
colegas nos momentos de atividades e de recreação. As ações dos colegas 
diante dos alunos com deficiência se mostram como um fator decisivo para a 
inclusão social. As atitudes das crianças dependem, em grande parte, das 
atitudes observadas em seus pais e nos professores, mas programas 
educacionais que favorecem a comunicação e o conhecimento contribuem de 
forma significativa para facilitar o processo de inclusão social nas escolas. 
Um dos aspectos a se considerar dentro da proposta da Educação 
Inclusiva na Educação Infantil é a diminuição do número de alunos por sala, de 
 
34 
 
 
 
maneira a facilitar à interação dos seus membros e o atendimento as 
especialidades de cada um. Estudos têm comprovado que a limitação do 
número de crianças por grupo é fundamental para a qualidade da abordagem 
aos alunos com deficiências e a realização das atividades educativas 
diferenciadas. O número máximo de alunos varia de quinze, para a Educação 
Infantil, até vinte e cinco no Ensino Fundamental, limitar o número de crianças 
deficientes em cada grupo é importante porque esse percentual possibilita uma 
avaliação individualizada dos professores. 
Nas Diretrizes Curriculares Nacionais, é proposto que a distribuição dos 
alunos deficientes ocorra 
pelas diversas classes 
do ano escolar onde 
estes forem classificados 
não ultrapassando 15% 
do total da sala. 
Também é importante 
ressaltar que alunos com 
deficiências semelhantes 
devem ser agrupados, 
de preferência, em 
grupos diferentes, 
evitando desta forma que sejam estimulados a formarem subgrupos dentro da 
sala de aula, deixando de interagir com o restante dos colegas. 
 
DISLEXIA NO PRÉ-ESCOLAR OU NA EDUCAÇÃO INFANTIL 
 
A dislexia é um 
problema que afeta 
milhares de crianças ao 
redor do mundo inteiro. 
Entretanto esse é um 
problema que muitas 
vezes não é identificado 
precocemente e pode 
trazer sérios prejuízos ao 
desempenho da criança. 
Por esse motivo é 
que vamos falar aqui 
sobre a dislexia na pré-escola ou na educação infantil, para que você possa 
ficar atento aos sinais que a criança oferece. 
 
 
 
35 
 
 
 
O que é Dislexia? 
A dislexia nada mais é do que um transtorno ou distúrbio da 
aprendizagem que afeta a área da escrita, da leitura e também da soletração 
sendo um dos transtornos mais encontrados nas salas de aula do mundo 
inteiro com uma incidência entre 05% e 17% na população mundial. 
O grande 
problema desse 
transtorno é que ele é, 
muitas vezes, atribuído a 
uma má alfabetização, a 
falta de atenção por 
parte do aluno, à falta de 
motivação e até mesmo 
a problemas 
relacionados à condição 
socioeconômica da 
criança, o que é um erro. 
O que você 
precisa realmente saber 
é que a dislexia é um transtorno decorrente de condições hereditárias com 
alterações genéticas podendo apresentar ainda alterações no padrão 
neurológico da pessoa afetada. 
Isso tudo que falamos até agora é somente para demonstrar a importância que 
tem o diagnóstico correto da dislexia através de uma equipe multidisciplinar. 
Essa avaliação permite averiguar as condições da criança para 
promover um acompanhamento adequado e eficiente das dificuldades 
apresentadas, podendo direcionar esse tratamento justamente para as 
peculiaridades apresentadas por cada um dos indivíduos proporcionando assim 
resultados mais palpáveis. 
 
Sinais de que a criança pode ter dislexia 
 
É muito comum que 
crianças 
com dislexia apresentem 
algumas características 
marcantes e que devem 
ser enxergadas com 
atenção e não desprezo. 
Muitas vezes as 
crianças com esse 
distúrbio olham para o 
 
36 
 
 
 
quadro e simplesmente não compreendem aquilo que está escrito. 
Pelo fato de a pré-escola ou a educação infantil serem o momento de 
alfabetização o mais comum é que o problema seja identificado ainda nessa 
fase do aprendizado. 
Veja agora alguns sinais que podem servir como um alerta de que a criança 
tem dislexia: 
 
Confusão entre sílabas e letras 
Enquanto as crianças que não possuem o transtorno identificam 
facilmente as diferenças ente “d” e “b” e “h” e “n”, por exemplo, as crianças 
com dislexia confundem-se com essas letras pois possuem grafias 
semelhantes. Assim 
também é com letras 
que tem o som 
semelhante como “d” e 
“t”. 
Também 
acontece de 
inverterem as sílabas 
de uma palavra ou 
mesmo adicionarem 
uma sílaba extra. 
 
Desenvolvimento motor afetado 
Esse é um ponto importante que pode ser observado antes mesmo da 
alfabetização pois é comum que crianças com dislexia apresentem atraso no 
desenvolvimento motor. 
Assim sendo ela pode demorar a engatinhar, a caminhar ou mesmo 
sentar, sendo que o problema pode ser observado também algum tempo mais 
tarde em dificuldade com 
certas brincadeiras como 
chutar uma bola, ou 
desenhar. 
 
Aversão à escola 
 É comum que 
crianças nessa condição 
desenvolvam baixa 
autoestima e relutância 
em ir para a aula visto 
que, devido às suas 
dificuldades, não se 
 
37 
 
 
 
sentem bem no ambiente escolar. 
Não confunda esses fatos com preguiça ou mesmo desinteresse por 
parte do aluno, o problema pode ser mais sério. 
 
Memória e raciocínio 
Se engana que acredita que todos os sintomas da dislexia se 
apresentam na parte escrita. Eles também podem aparecer através da 
dificuldade de acompanhar 
um raciocínio ou uma 
explicação mais longa. 
 
Atenção 
Embora os sinais 
citados acima, isoladamente, 
não classifiquem que a 
criança é disléxica é preciso 
estar atento ao 
desenvolvimento dos 
pequenos. Estar em contato com a escola e com os professores também pode 
ajudar muito no processo de descoberta do problema. 
 
DISCALCULIA INFANTIL 
 
Algumas crianças, mesmo recebendo todo o conteúdo necessário para 
se apropriar do conhecimento e do raciocínio matemático, podem ter enormes 
dificuldades de entender o 
significado do número em 
nossa sociedade. 
Compreender o que ele 
representa, quais suas 
diferentes funções e 
relações com nosso 
cotidiano é um verdadeiro 
desafio para uma criança ou 
um adolescente com 
Discalculia. Muitos pais, ao 
relatarem o sofrimento de 
seu filho ou filha, comentam que desde muito pequeno(a), ele(a) tinha muita 
dificuldade em memorizar números, quantificar sua idade e relacionar o 
símbolo numérico às proporções e ao espaço de tempo que havia entre uma 
atividade e outra. Estas confusões são comuns e frequentes em pessoas que 
não conseguem pensar dentro de uma perspectiva numérica. 
 
38 
 
 
 
A Discalculia é um tipo de transtorno de aprendizagem caracterizada por 
uma inabilidade ou 
incapacidade de pensar, 
refletir, avaliar ou raciocinar 
processos ou tarefas que 
envolvam números ou 
conceitos matemáticos. 
Percebe-se desde 
muito cedo, mas é na escola 
que todos os sinais e 
dificuldades se expressam de 
maneira clara e explícita, pois 
as exigências são maiores e a 
sequenciação de tarefas que 
envolvem aritméticae 
proporções passam a ser rotineiras. Em torno de 1% das crianças podem ter 
Discalculia. 
É comum que tal condição seja geneticamente determinada tendo 
relatos parecidos num dos pais ou em parentes próximos. Não podemos 
confundir Discalculia com insegurança cultural que observamos na 
aprendizagem da matemática ou com má pedagogia por não ocorrer a 
completa e/ou suficiente transmissão de conteúdos de acordo com a idade e a 
escolaridade. A Discalculia é um problema biológico e inato que nada tem a ver 
com aspectos do ambiente afetando a capacidade da criança em aprender 
matemática. Estudos de 
imagem e comparações 
realizadas entre indivíduos 
com Discalculia e indivíduos 
não portadores do 
transtorno, mostram que os 
primeiros apresentam o 
sulco intra-parietal menor. A 
dificuldade, por sua vez, 
ocorre por vários motivos: 
 Incompreensão com 
a noção de quantidade 
associada à palavra ou 
conceito numérico; 
 Dificuldade em usar a 
linguagem adequada para 
representar o número; 
 
39 
 
 
 
 Problemas de espacialidade e proporcionalidade em relação ao número 
correspondente; 
 E pouca aptidão para relacionar conceitos matemáticos (como por 
exemplo, relacionar porcentagem com divisão e conseguir resolver 
processos que envolvem abstração e representação mental). 
A Discalculia pode, na avaliação neuropsicológica, ter déficits em 
algumas habilidades cognitivas. Isso é verdade, porém, sem comprometimento 
da inteligência ou do nível 
intelectual. Aliás, estas 
crianças são muito 
inteligentes e capazes para a 
escola, mas 
surpreendentemente não 
conseguem manter o mesmo 
padrão para as atividades 
matemáticas estejam elas 
onde estiverem, na geografia 
ou nas ciências, nas artes ou 
na educação física. O 
diagnóstico requer avaliação multidisciplinar com o envolvimento de 
especialistas nas áreas de psicopedagogia, neuropsicologia e neuropediatria. 
Não existem exames de imagem ou de laboratório para confirmar, 
somente sendo concluído mediante testes e correlações com a evolução 
pedagógica e seu comportamento com os números no cotidiano. 
Quanto ao tratamento, não existem medicações, exceto quando 
há TDAH associado. Ademais, é baseado em intervenção precoce, adaptação 
curricular e suporte psicopedagógico. A escola deve compreender a dificuldade 
e fazer modificações no conteúdo, visando facilitar a aprendizagem da 
matemática utilizando-se de materiais concretos para ensiná-la. O apoio 
psicopedagógico ajudará a criança a entender sua dificuldade e manejá-la da 
melhor forma possível incluindo estratégias metacognitivas. Não existe “cura” 
para esta condição e o portador deverá aprender a lidar com o transtorno. 
 
Como afeta a discalculia ao cérebro 
 
A discalculia aparece como uma disfunção neuronal no sulco 
intraparental do cérebro. Seguindo essa disfunção um padrão de deterioração 
cognitiva, psicopatologia da discalculia e insônia infantil partilha alguns 
mecanismos neurobiológicos. A discalculia é geralmente identificada com 
déficits em habilidades, tais como: Psicopatologia do TDAH e a regulação do 
ciclo de vigília - o sonho partilha mecanismos neurobiológicos. 
 
 
40 
 
 
 
 
 
Concentração 
Habilidade 
relacionada como o 
padrão de deterioração 
cognitiva relacionada 
com a habilidade 
envolvida na dislexia. O 
déficit estrutural nessa 
rede de conexões 
neurais está relacionada 
também à inibição que 
afeta negativamente a velocidade com que a criança se desenvolve em tarefas 
matemáticas 
 
Atenção dividida 
Esta capacidade é importante, pois atende a dois estímulos 
simultaneamente. As crianças com discalculia têm dificuldade em responder 
rapidamente a um determinado estímulo, porque não são capazes de se 
concentrar, são enganados por estímulos irrelevantes, e cansam-se facilmente 
 
Memória do trabalho 
Esta capacidade cognitiva refere-se ao armazenamento temporário e à 
capacidade de manipular informações para executar tarefas complexas. Têm 
dificuldades para seguir instruções, esquecem instruções e tarefas, têm baixa 
motivação, memórias incompletas, alto nível de distração, não se lembram dos 
números e têm um atraso na aritmética mental, entre outros. 
 
Memória a curto prazo 
É a capacidade do 
cérebro para reter uma 
pequena quantidade de 
informação por um curto 
período de tempo. Este défice 
cerebral explica a 
incapacidade de realizar 
tarefas aritméticas. As 
dificuldades encontradas são 
durante a execução de um 
cálculo ou problemas 
 
41 
 
 
 
matemáticos. Esta patologia cognitiva também está relacionada com a 
incapacidade de lembrar números ou a tabuada 
 
Habilidade de nomear 
Envolve a capacidade de recordar uma palavra ou número do nosso 
léxico e depois expressá-la. As crianças com discalculia têm dificuldade em 
lembrar números, porque o seu nível de processamento de informação e 
capacidade de nomeação é pobre. 
 
Planificação 
Os baixos níveis desta capacidade cognitiva envolvem dificuldades em 
compreender a abordagem de senso numérico e do exercício. Esta 
incapacidade para avançar impede executar a tarefa corretamente. 
 
Velocidade de processamento 
Corresponde ao 
tempo que leva o nosso 
cérebro para receber 
informações (um número, 
uma operação 
matemática um 
problema...), 
compreendê-lo e 
respondê-lo. As crianças 
sem dificuldades de 
aprendizagem executam 
este processo de forma 
rápida e automaticamente, enquanto que as crianças com discalculia precisam 
de mais tempo e esforço para 
processar informações e estímulos. 
Na imagem ao lado vemos a 
área do cérebro afetada pela 
discalculia. 
 
 
Causas da discalculia 
Existem inúmeras 
investigações realizadas mediante 
técnicas de neuro imagem. Este 
tipo de técnicas permite visualizar 
ao vivo a atividade cerebral e o 
sistema nervoso central. Devido a 
 
42 
 
 
 
estas representações, pode observar-se que o déficit nas conexões neuronais 
associadas à discalculia encontram-se especificamente no módulo cerebral 
encarregue do processamento numérico que está localizado no lóbulo parental 
do cérebro. Além disso, outras áreas como o córtex pré frontal, a cingulada, a 
parte posterior do lóbulo temporal e inúmeras regiões subcorticais, formam 
também parte do correto funcionamento das capacidades matemáticas ou 
aritméticas. 
A discalculia deve-se a um transtorno congênito, quer dizer, de 
componente genético. O normal, é que algum dos pais das crianças com 
discalculia, tenha também dificuldades na aprendizagem da aritmética. 
 
Um déficit cognitivo na representação numérica 
Uma disfunção 
neuronal que impede a 
correta representação mental 
dos números, dificulta a 
descodificação numérica e 
afeta a compreensão do 
significado das tarefas ou 
cálculos matemáticos. 
As crianças com 
discalculia apresentam uma 
disfunção numa determinada 
rede de conexões neuronais 
que as impede de aceder à informação numérica com facilidade. As redes de 
conexões neuronais seguem rotas alternativas e diferentes às que apresenta 
um cérebro normal. 
Existem também outras possíveis causas relacionadas com o transtorno 
da dislexia, como as alterações cerebrais ou neurobiológicas, os falhos de 
maduração neurológica, as alterações psicomotoras e até problemas de 
memória e os relacionados com o meio ambiente, como a exposição da mãe 
ao álcool e às drogas no útero ou no nascimento prematuro. 
 
Sintomas da discalculia 
 
A discalculia tem uma ampla rede de dificuldades associadas às 
matemáticas e suas características e os sintomas vão variar em função da 
idade. Os sintomas podem alterar-se e apresentar-se de forma diferente de 
uma criança para outra. 
Começa a ser detectável na etapa pré-escolar, quando a criança 
começa a desenvolver as habilidades da aprendizagem aritmética e continua 
durante a infância, adolescência e idade adulta. 
 
43 
 
 
 
À medidaque as crianças crescem, estas dificuldades tornam-se mais 
evidentes, mas devemos evitar esperar a que se produza o fracasso para 
atuar. O mais importante nestes casos é que se realize uma detecção precoce, 
por isso, tanto pais como professores devem estar atentos para identificar as 
dificuldades e sintomas que podem indicar este transtorno. 
Quanto antes apliquemos estas ferramentas de intervenção necessárias 
para ajudar estas crianças a adaptar-se ao processo escolar, maiores serão as 
probabilidades de que otimizem os seus recursos mentais e estratégias de 
aprendizagem. 
 
Sintomas de discalculia pré-escolar: 
 Dificuldades 
para aprender a contar 
 Problemas associados 
à compreensão do 
conceito do número 
 Incapacidade para a 
classificação e 
medição: 
 Torna-se muito 
complicado associar 
um número com uma 
situação da vida real, 
por exemplo associar o número "2" com a possibilidade de ter 2 
caramelos, 2 livros, 2 pratos, etc... 
 Problemas para reconhecer os símbolos associados aos números, por 
exemplo, incapacidade de associar o número "4" com o conceito de 
"quatro". 
 Escrita incorreta dos números ao copiá-los ou ao fazer um ditado. 
 
Erros de forma: 
 Confundir, por exemplo, o número 9 com o 6, ou o 3 com o 8. 
 
Inverter a escrita: 
 Escreve os simbolos ao contrário. 
 
Erros de som: 
 Confundir os números que soam parecidos: Por exemplo o "seis" com o 
"sete" 
 
 
 
 
44 
 
 
 
Sintomas no momento de ordenar e sequenciar os números: 
 Repete o número duas ou mais vezes. 
 Quando dizemos a uma criança com discalculia que conte, por exemplo 
até 5 e pare, muitas vezes não é capaz de reconhecer o limite de chegar 
ao 5 e por isso continua a contar. 
 
Omissão: 
 Normalmente apresenta-se como um sintoma muito frequente e produz-
se ao saltar um ou mais números de uma série 
 
Sintomas relativos à sequência: 
 Outra característica da 
discalculia acontece 
quando pedimos a uma 
criança que comece a 
contar, por exemplo desde 
o 4, mas não é capaz de 
começar a contar desde 
esse número e tem que 
dizer a sequência completa 
ao mesmo tempo que a 
escreve, ou a repete em 
voz baixa. 
 Custa-lhes reconhecer e 
classificar objetos pelo seu 
tamanho e forma. 
 
Sintomas de discalculia na 
Alfabetização 
 
Problemas para reconhecer os símbolos 
aritméticos: 
 Confundem, por exemplo, o símbolo 
"+" com o "-" e não podem utilizá-los 
corretamente. 
 Impossibilidade de aprender ou 
relembrar estruturas matemáticas 
muito básicas, por exemplo 1+2=3. 
 Não são capazes de reconhecer as 
palavras como “maior que" ou 
"menor que" 
 É frequente que utilizem os dedos para contar. 
 
45 
 
 
 
 Dificuldades para aprender a recordar o procedimento ou regras de 
operações simples. 
 Normalmente saltam passos, não entendem bem o exercício que estão 
a fazer. 
 Começam as operações pela ordem incorreta. 
 Por exemplo, somam e subtraem começando pela direita em vez de 
pela esquerda. 
 
Apresentam dificuldades com a ordem das operações: 
Quando, por exemplo, se apresenta uma soma na horizontal não sabem 
ordená-la na vertical. Outro exemplo deste sintoma está nas multiplicações, 
porque têm problemas em ordenar em colunas os números (subproduto) na 
sua coluna correspondente, ou a dividir, quando apontam os números do 
quociente à direita e depois à esquerda, invertendo o resultado. 
Outra característica muito frequente é quando apresentam dificuldades 
nas somas e subtrações realizadas. 
Isto produz-se porque os alunos com discalculia não reconhecem 
corretamente a série numérica nem têm clara a ideia dos decimais. 
 
Problemas de raciocínio: 
Um erro bastante frequente é que o resultado de uma subtração seja 
superior aos números que a compõem. 
 
Baixos níveis de 
memória mecânica: 
 Não são 
capazes de 
memorizar e 
recordar as 
tabelas de 
multiplicar e 
custa-lhes muito 
aprender, por 
exemplo, um 
número de 
telefone. 
 Têm dificuldades de fazer qualquer cálculo mental básico. 
 Não entendem o enunciado dos problemas. 
 Não entendem de forma global o problema, não são capazes de manter 
na mente os diferentes dados que tem o enunciado e têm dificuldades 
em representá-lo de maneira visual, através de desenhos. 
 
 
46 
 
 
 
Sintomas relativos ao processo de raciocínio em problemas matemáticos: 
 A apresentação mental deficiente impide-os de relacionar conceitos e 
não sabem diferenciar os dados relevantes com os secundários. Têm sérias 
dificuldades para resolver problemas que necessitam mais de um passo para 
encontrar o resultado. 
Também 
apresentam 
normalmente 
sintomas mais 
normais como 
problemas em 
reconhecer e dizer a 
hora e perdem-se 
frequentemente 
porque o seu sentido 
de orientação é 
deficiente. 
Mas, é importante destacar que nem todas as crianças têm problemas 
para realizar operações matemáticas, têm problemas de discalculia, aqui o 
importante é detectar a frequência dos sintomas. Além disso, a discalculia nem 
sempre está relacionada com as operações matemáticas, as crianças têm 
também dificuldades com as actividades quotidianas ou com jogos comuns. 
 
Jogos e exercícios para crianças com discalculia em família 
A discalculia não é 
fácil de diagnosticar, a 
maioria das escolas não 
têm implementado 
qualquer sistema de 
alerta precoce para 
identificar a desordem na 
sala de aula e ajudar as 
crianças com as 
ferramentas necessárias. 
Muitas vezes o peso 
recai sobre os próprios familiares, que devem estar alerta, identificar os 
primeiros sintomas da doença e consultar um especialista para um 
diagnóstico. 
É importante trabalhar com eles em casa, quando as crianças estão em 
idade escolar deve ajudá-las nas tarefas de matemática e dar-lhes o tempo 
necessário para acabem por entender o exercício. Aqui seguem 
 
47 
 
 
 
algumas atividades e jogos divertidos para que seja em família e superem a 
discalculia: 
 
 
Cozinhar juntos 
Verifique com o seu filho a receita que vai preparar e peça-lhe para ser 
responsável por preparar os ingredientes necessários para cozinhar. Por 
exemplo, precisamos de 1/5 kg de lentilhas, 3 cenouras, 2 cebolas, 6 fatias de 
linguiça... Temos que cortar os legumes em 5 pedaços, etc... 
 
Jogar com o relógio 
Peça à criança para ser responsável de o avisar num determinado 
momento, celebrem juntos o quão bem ele o fez e o responsável e "maior" que 
é. 
 
Ir ao supermercado 
Eles ajudam a fazer a compra, e podem jogar a que ele é responsável 
por identificar o número de coisas que tem que comprar, identificar os produtos 
e as quantidades e que o próprio as coloque no carrinho. 
Pergunte-lhe coisas sobre os preços 
 
Jogar a adivinhar e grupos 
Fazer grupos de 
pedras, vegetais, ou moedas 
e têm que jogar a adivinhar 
aquele que tem mais ou 
menos. Também podem 
tentar adivinhar quantas 
pedras há em cada monte. 
Contam-nas juntos e quem 
disser o número aproximado 
ganha. 
 
Contagem 
Contem, por exemplo, todos os carros vermelhos que vê, contem as 
pessoas que têm sapatilhas brancas, contem escadas ou degraus subam, etc. 
 
Encontrar números 
Enquanto caminham, podem jogar a contar os números, sugira-lhe que 
encontre, por exemplo, o número "7" e procure os números nas placas da rua, 
de carros, etc ... 
 
 
48 
 
 
 
Jogar a lembrar os números de telefone 
Por exemplo, tem que chamar à avó, peça-lhe para recordar os três 
primeiros dígitos e depois completa com o resto. Façam essa chamada juntos e 
celebrem que a fizeram corretamente e com a sua ajuda. 
 
A DISGRAFIA NA EDUCAÇÃO INFANTIL 
 
A disgrafia é 
um transtorno de 
aprendizagem presente 
em muitas crianças do 
Ensino Fundamental. 
Ele se caracteriza como 
uma dificuldade na 
escrita, tanto na hora de 
desenhar as letras e 
códigos do nosso 
idioma, quanto ao 
formar frases e construir 
linhasde raciocínio em 
textos. 
 
O que é disgrafia? 
 
É um Transtorno de Aprendizagem de origem neurobiológica que afeta 2 
a 3 % da população, ela pode vir sozinha ou acompanhada por outros 
transtornos de aprendizagem 
como dislexia, Transtorno não 
verbal bem como transtornos 
neuro-comportamentais como 
TDAH, Autismo entre outros. 
 
As características do transtorno 
 
É caracterizado por uma 
dificuldade crônica e persistente na 
habilidade motora e espacial da 
escrita, levando a uma expressão 
gráfica inadequada e deficitária, 
desde a junção de palavras de 
maneira inadequada à utilização de pouca ou muita força na hora de escrever. 
Em muitos casos, a disgrafia está associada a um problema psicomotor. Há 
 
49 
 
 
 
que se lembrar, porém, que o pequeno com disgrafia tem o desenvolvimento 
intelectual normal. 
Outra característica é dor ou incômodo frequente para escrever, pressão 
excessiva no lápis e no papel, troca constante de letra ora cursiva, ora bastão. 
Embora as características da disgrafia sejam as mais variadas possíveis, 
é importante ressaltar que citamos as mais perceptíveis no decorrer da vida 
acadêmica do estudante. 
 
A diferença de letra feia e disgrafia 
 
A letra feia vai 
melhorando com a 
idade e com as 
intervenções – ou 
quando se pede para 
escrever com calma – 
a ponto de um dia a 
escrita se tornar 
caligráfica, ou seja, 
perfeita. 
Já a disgrafia 
expressa uma grafia sempre ruim e alterada e que gera um constante 
desprazer e incômodo em quem escreve – mesmo atingindo a idade prevista 
para escrever adequadamente – além das características acima. 
 
Abaixo há 5 dicas do que pode ser feito para desenvolver a habilidade do aluno 
melhorando o desenvolvimento escolar: 
 Primeiramente é importante um bom trabalho de esquema corporal, 
perceber as partes do corpo, braços para chegar até as mãos; 
 Atividades de fortalecimento das mãos e dos dedos, nesse caso a 
massinha é bem interessante pois podemos trabalhar com a mão inteira, 
amassar com alguns dedos, fazer objetos e formas com a massinha 
entre outros; 
 Pintura com tintas e outros materiais, nesta atividade podemos utilizar 
giz de cera, pintura com guache utilizando os dedos, pincel esponja e o 
bom é que essas atividades podem ser feitas no papel na horizontal (em 
cima da mesa ou no cão) como na vertical colando o papel na parede e 
pedindo para as crianças desenharem ou pintarem; 
 Fazer uso de brinquedos de montar, como, por exemplo, Lego, quebra-
cabeças, encaixes etc.. 
 Atividades de percepção visual: muitas pessoas não sabem, mas o que 
guia a mão é o olho, por isso invista em atividades como o jogo dos 7 
 
50 
 
 
 
erros, ligue os pontos, brincadeiras com bolhas de sabão, bolas onde a 
criança tem que acompanhar o movimento das coisas e pegar com a 
mão. 
 
Melhorando a autoestima com aluno com disgrafia 
 
Sempre é bom 
lembrar, que para este 
aluno, qualidade é melhor 
que quantidade. É melhor 
que ele escreva pouco, do 
que muito e mal feito, e 
com aquele sentimento de 
fracasso. Outra coisa 
interessante é utilizar a 
escrita dentro de algum 
significado, escrever sobre 
algo que ele goste e que 
faça sentido para ele. 
 
Profissionais para o atendimento com disgrafia 
 
Médico Neuropediatra, 
psiquiatra Infantil psicomotricista, 
Terapeuta ocupacional, 
Psicopedagogos, Fonoaudiólogos, 
Psicólogos, vai depender se 
existem outras queixas ou 
comorbidades associadas. 
 
O tratamento com disgrafia 
Multidisciplinar, como este é 
um transtorno que pode vir 
acompanhado de outras 
comorbidades, mas Intervenção 
psicomotoras, orientações a família 
e a escola, apoio psicológico em alguns casos. 
 
 
 
 
 
 
51 
 
 
 
 
O auxílio de pais e professores no tratamento 
 
Primeiramente, buscar 
conhecer cada vez mais o 
Transtorno. Nunca compare 
seu filho ou aluno com 
ninguém só o compare com 
ele mesmo (quando ele não 
conseguia e conseguiu algo), 
reconheça todo e qualquer 
esforço, proponha atividades 
com mínimas possibilidades 
de errar, converse sempre 
com ele sobre isso. 
 
O trabalho com crianças com disgrafia 
 
A sala de aula pode ser uma caixa de surpresas, considerando que cada 
aluno é único e tem possibilidades de apresentar uma característica, uma 
peculiaridade. Os transtornos de aprendizagem representam uma parcela 
considerável dessa situação, pois eles constituem uma desordem que afeta, 
em diferentes graus, alguma etapa da cognição de uma pessoa. A disgrafia é 
uma delas. 
O primeiro passo 
é reconhecer que o 
estudante tem 
a disgrafia e jamais 
forçá-lo a algo que ele 
provavelmente não dará 
conta. Depois, é 
estabelecer as 
metodologias que melhor 
se adequam ao caso da 
criança. Veja abaixo 
algumas técnicas que 
podem ser usadas no caso da disgrafia: 
 Exercícios grafomotores: eles são ideais para que o pequeno possa 
trabalhar, com o acompanhamento de um profissional, a coordenação 
motora e o domínio das mãos ao movimentar um lápis sobre o papel. Os 
exercícios podem conter desenhos pontilhados, que incentivarão a 
 
52 
 
 
 
criança a desenvolver a habilidade; e outras atividades que ligam um 
ponto a outro, etc. 
 Caligrafia: o pequeno pode, aqui, ter a habilidade da escrita 
desempenhada para que ele tenha maior domínio na escrita. É 
importante lembrar que as etapas são cruciais para notar a melhora do 
desenvolvimento do manuseio na hora de escrever. Seguindo essa 
linha, o profissional pode aplicar exercícios que induzam a 
reaprendizagem da forma das letras e o espaçamento necessários entre 
elas. 
 Posição ao 
escrever: a maneira a 
qual a criança segura 
o lápis é 
determinante e causa 
dor e fadiga nas 
mãos do pequeno. 
Neste caso, o aluno 
precisa ser orientado 
à forma mais 
adequada para desenvolver a escrita sem prejudicar seus membros. 
Além disso, a posição do papel também reflete a maneira que o 
pequeno escreve. 
 Pincel: o uso do instrumento é ideal na fase inicial do treinamento, 
principalmente para que a criança consiga trabalhar a pressão que é 
exercida sobre a folha de papel. Aqui, o profissional pode indicar traços 
retos para que o pequeno possa desenvolver sua coordenação. 
 
TDAH - TRANSTORNO DE DÉFICIT DE ATENÇÃO COM HIPERATIVIDADE 
 
A Criança com TDAH e a Escola 
 
Notas baixas, 
problemas de 
comportamento e 
dificuldade de adaptação 
ao ambiente escolar são 
problemas recorrentes 
das crianças portadoras 
do TDAH. 
Dificuldade de 
prestar atenção na aula, 
distrair-se facilmente e ficar com a mente vagando pelo “mundo da lua” quando 
 
53 
 
 
 
o professor está falando. Pouca paciência para estudar e fazer os deveres, 
agitação, inquietude e uma capacidade incrível de fazer milhões de coisas ao 
mesmo tempo. E quase nenhuma delas associada à aula. Estas são algumas 
características de alunos que apresentam o Transtorno de Déficit de Atenção 
com Hiperatividade, 
conhecido como TDAH. 
O problema atinge um 
grande número de 
crianças e adolescentes, 
que vêem o seu 
desempenho acadêmico 
prejudicado pela doença 
e muitas vezes sequer 
sabem que são 
portadores. 
Professores das 
primeiras séries do 
ensino fundamental vez 
por outra estão às voltas com um ou outro aluno que não pára quieto um 
instante, se movimenta o tempo todo, não dá a mínima para o que está sendo 
ensinado e ainda fica incomodando os coleguinhas. O destino do bagunceiro é 
quase sempre a sala da diretoria, onde uma bela bronca o espera. Esse é um 
comportamento típico dos meninos portadores do transtorno, que neles tem o 
predomínio de sintomas de hiperatividade. Já entre as meninas, a situação 
mais comum é a daquela aluna comportada, quieta, que não participa das 
aulas (mas também não incomoda) e que está sempre distraída. Qualquer 
coisa é capaz de desviar sua atenção. A aula e o professor vão para ofim da 
lista de prioridades enquanto a mocinha se atém a ficar folheando o seu 
caderno, rabiscando na carteira e criando joguinhos com o estojo e as canetas. 
Tanto no caso 
das meninas 
distraídas quando no 
dos garotos 
bagunceiros, o 
resultado pode ser um 
aproveitamento 
acadêmico nada 
satisfatório no final do 
semestre e a 
frustrante sensação 
de não conseguir 
acompanhar os 
 
54 
 
 
 
progressos do restante da turma. 
Uma das principais dificuldades dos alunos portadores de TDAH são os 
problemas de comportamento no ambiente escolar, que se manifestam pela 
dificuldade de obedecer a um código disciplinar rígido e pela agitação na sala 
de aula. 
 
Professores despreparados 
 
Raramente os profissionais encarregados da orientação escolar de uma 
escola estão preparados para lidar com uma criança portadora do Transtorno 
do Déficit de Atenção/Hiperatividade. 
Os professores estão 
sobrecarregados e não 
conseguem lidar com o 
assunto. Eles lidam com uma 
série de alunos com 
problemas e não podem se 
dedicar aos alunos com 
TDAH. Diante de uma turma 
que não raramente chega a 
30 alunos, é difícil um 
professor conseguir dar 
atenção individualizada e 
conseguir acompanhar de perto as suas dificuldades de cada um. No stress do 
dia-a-dia, mandar o desordeiro para o corredor acaba sendo a maneira mais 
fácil de restabelecer a ordem na turma. 
O aluno passa ser visto como desleixado, preguiçoso e indolente. Na 
verdade, estas são limitações impostas pela doença, que se não for 
corretamente diagnosticada e tratada, atrapalha tanto a vida dos pais quando 
dos filhos. Reuniões com a direção são freqüentes e, não raro, acompanhadas 
de um convite para trocar de instituição de ensino. 
As crianças portadoras de TDAH não se adaptam bem a instituições de 
ensino muito tradicionais e que tenham um código disciplinar muito rígido. 
Nestas escolas, castigos e suspensões por problemas disciplinares são 
recorrentes. 
 
Escolas públicas: situação ainda mais grave 
 
As escolas não estão preparadas e ainda tem muito o que aprender. E 
se em famílias com recursos e que podem recorrer a escolas particulares os 
pais e as crianças encontram problemas, imagine nas escolas públicas. Com a 
política da progressão continuada (em que o aluno passa de ano 
 
55 
 
 
 
automaticamente, mesmo que o aprendizado não tenha sido satisfatório), 
muitas crianças só descobrem que tem o problema quando chegam a quinta-
série e sequer sabem ler. 
O diagnóstico do TDAH é menos comum nas meninas. O que 
normalmente faz a família 
procurar um médico são os 
problemas com a agitação e 
a inquietação típica dos 
rapazes. Estima-se que dois 
terços dos pacientes 
diagnósticas sejam homens e 
apenas um terço de 
mulheres. Mas se as meninas 
não tem a mesma 
capacidade de alvoroçar a 
turma e tirar os professores 
do sério, as dificuldades de aprendizado são as mesmas. 
 
Falta de atenção e impulsividade 
 
Como o próprio nome já diz, uma das maiores queixas dos pacientes 
que sofrem de TDAH é 
a dificuldade de 
prestar atenção, de se 
concentrar e conseguir 
direcionar o raciocínio. 
Para agravar o 
quadro, as crianças 
com TDAH costumam 
ser muito criativas. 
Como resultado dessa 
combinação de 
fatores, os pacientes têm uma incrível capacidade de pensar em várias coisas 
ao mesmo tempo e, conseqüentemente, de se distrair. Parecem estar 
prestando atenção em outra coisa quando o professor fala com elas. Somada a 
isso está a dificuldade de acompanhar atividades monótonas: prestar atenção 
do início ao fim a uma aula pouco empolgante é praticamente impossível. O 
aluno fica inquieto e trata logo de procurar alguma atividade para se ocupar: 
conversar com o amigo ao lado, mexer na mochila ou ficar passando as folhas 
do livro. Para o professor fica a impressão de que o aluno é desinteressado e 
que não presta atenção na aula por pura falta de vontade. 
 
56 
 
 
 
Os médicos explicam que é importante diferenciar “dificuldades em se 
adaptar a um sistema educacional” de “impossibilidade de aprendizagem”. As 
crianças com TDAH apresentam inteligência e capacidade de aprendizado 
idênticas a de uma criança normal e são bastante criativas, mas é preciso lhes 
dar chance para se desenvolver e observar as suas deficiências. 
Por causa da desatenção, é comum a criança portadora não se 
concentrar na aula e não acompanhar a explicação dos professores. Elas 
perdem a matéria e não aprendem tanto quanto poderiam. Na hora das provas 
a desatenção é ainda mais cruel: o aluno comete erros tolos porque não leu 
corretamente o enunciado e não se preocupou muito com a resposta. Vale 
lembrar que a impulsividade e a falta de paciência são outras características 
típicas de quem tem TDAH. Nestes casos, nada mais natural que ler somente 
metade da pergunta e já responder. O aluno pode até conhecer o assunto e 
saber a matéria, mas não consegue bom rendimento nas provas e exames. 
 
O tratamento para TDAH 
 
Os médicos 
relatam que após iniciar 
o tratamento, maioria 
das crianças apresenta 
melhora significativa no 
comportamento na 
capacidade de 
aprendizado. Em pouco 
tempo elas já prestam 
mais atenção à aula, 
conseguem se 
concentrar melhor e já não relutam tanto em realizar tarefas monótonas e 
repetitivas. Com melhoria da atenção, o rendimento escolar e as notas 
apresentam mudanças que podem ser surpreendentes. O aluno desleixado, 
preguiçoso e pouco esforçado, de uma hora para outra, pode finalmente 
encontrar espaço para desenvolver seu potencial e mostrar que, contornando 
as deficiências impostas pelo TDAH, tem um rendimento compatível ao de 
qualquer um. 
A auto-estima e gosto pelos estudos chegam a apresentar uma positiva 
reversão. Um aluno que não consegue prestar atenção às aulas, é sempre 
repreendido pelo professor (seja por estar distraído, seja por ficar falando a 
aula inteira) e por mas que estude não tira boas notas, dificilmente vai ter a 
escola ocupando posição de destaque no seu ranking de favoritos. Os pais se 
queixam que os filhos não gostam de estudar, não dão valor à escola e que 
são muito relapsos. Mas como gostar de uma coisa na qual, por mais que nos 
 
57 
 
 
 
esforcemos, não conseguimos 
ser bem sucedidos? Quando 
os primeiros resultados após 
o início do tratamento 
começam a aparecer, a 
criança passa a se interessar 
mais pela escola e a relação 
com os amigos também 
muda. 
Afinal, aquele garoto 
agitado e pavio-curto, que fala 
sem pensar e não se 
preocupa muito com o que vai 
dizer aos outros dá lugar a um outro mais tolerante, atento e consciente de si 
mesmo. Os professores, os companheiros de sala e o histórico escolar 
agradecem. 
 
 
Estratégias pedagógicas para 
alunos com TDAH 
 
O Transtorno de Déficit de 
Atenção e Hiperatividade (TDAH) é 
uma das causas de dificuldade de 
aprendizado de natureza 
neurobiológica mais comum durante a 
infância e a adolescência. Ocorre em 
6-10% das crianças e pode acarretar 
sérios prejuízos no rendimento 
escolar e na capacidade de se 
apropriar da aprendizagem adequada 
da leitura, escrita e matemática. O 
diagnóstico deve ser o mais precoce 
possível a fim de prevenir lacunas de 
conteúdo e futuros distúrbios de 
aprendizagens. Seu tratamento deve sempre envolver uma abordagem 
interdisciplinar com uso de medicações, psicoterapia e intervenções nos 
atrasos de desenvolvimento que podem se associar ao transtorno. Ressalta-se 
neste contexto, como estratégia fundamental, a adoção de formas e meios 
pedagógicos para otimizar e melhorar o engajamento atencional da criança 
com TDAH. 
 
58 
 
 
 
No tocante ao TDAH na escola, podemos dividir tais estratégias em 3 
eixos de ação: didática em sala de aula, meios de avaliação e apoio 
organizacional. 
A didática em sala 
de aula deve buscar meios 
que melhorem a 
concentração deste aluno: 
mudartom de voz de 
acordo com a necessidade 
dando ênfase em 
momentos mais 
importantes do assunto, 
colocar este aluno para 
sentar bem próximo do 
professor, começar a aula 
com algum tipo de 
motivação (uso de quiz ou perguntas que devem ser respondidas ao final após 
a transmissão do conteúdo e que, em caso de acerto, pode ser dada uma nota 
que se somará à média final), associar o assunto da aula a alguma situação do 
contexto que interessa ao aluno ou que tenha uma aplicação prática, utilizar–se 
de estímulos audiovisuais ou sensoriais, os quais têm grande poder de 
memorização, ser mais emocional na transmissão da aula, menos cópia e 
menos texto. 
Em relação aos 
meios de avaliação, o 
professor pode variar e 
enriquecer as formas de 
averiguar se este aluno 
absorveu ou não a 
matéria aplicando não 
somente as clássicas 
provas objetivas, mas 
também trabalhos, 
pesquisas de campo, 
apresentações em sala, 
participação em discussões, etc. As provas devem ser enxutas, objetivas, 
curtas, sem pegadinhas. Como este aluno se distrai e se perde nos detalhes, é 
importante ao final da prova que seja dado um tempo complementar para que 
reveja as questões em busca de possíveis lapsos ou distrações e dada à 
oportunidade de corrigir ou refazer a questão. Alguns alunos podem ser 
favorecidos com o professor lendo as provas antes de iniciá-las, pois podem 
compreender melhor as questões ouvindo-as. 
 
59 
 
 
 
No apoio organizacional, o professor pode ajudar criando uma rotina pré-
estabelecida com o aluno o qual deve seguir repetidamente e diariamente. Esta 
espécie de roteiro serve para ser um lembrete diário. 
 
Neste, pode-se escrever assim, passo-a-passo: 
 Fazer as tarefas de hoje; 
 Selecionar dúvidas para levar ao professor; 
 Verificar maiores dificuldades; 
 Estudar para as provas mais próximas; 
 Organizar o material para o dia seguinte; etc. 
Assim, ao chegar em casa, este roteiro servirá de apoio para lembrar e criar 
uma forma de resolver sem se perder. Neste quesito, a família tem papel 
fundamental ao ajudar a concretizar este processo e sentar com a criança para 
fazer suas tarefas, tirando suas dúvidas e motivando a terminá-las. A escola 
estimulará, assim, o engajamento dos seus cuidadores no cuidado em 
preservar o gosto de seu filho pelos estudos. 
 
 
A DISORTOGRAFIA INFANTIL 
 
Características da Disortografia 
 
A principal característica de um 
sujeito disortográfico é a confusão que ele 
apresenta com as letras, sílabas e trocas 
ortográficas já trabalhadas em sala de 
aula pelo docente. Outras 
características são as inversões, 
aglutinações, omissões e desordem na 
estrutura da frase. 
Algumas das características de 
indivíduos que apresentam quadros de 
disortografia, são elas: 
 
Trocas de letras que se parecem: 
faca/vaca, chinelo/jinelo; 
 
Confusão de sílabas: encontraram/encontrarão; adições: ventitilador; 
omissões: cadeira/cadera, prato/pato; 
 
Fragmentações: em saiar, a noitecer; inversões: pipoca/picoca e junções: no 
meiodatarde, voltarei maistarde. 
 
60 
 
 
 
Tipologias da Disortografia 
 
Disortografia temporal: 
 Onde o sujeito não é capaz 
de ter uma visão clara dos 
aspectos fonéticos da cadeia 
falada com a ordenação e 
separação dos elementos. 
 
Disortografia perceptivo 
cinestésica 
 Que se centra na 
incapacidade que o indivíduo tem 
para repetir os sons, verificando 
as substituições no modo de articular os fonemas. 
 
Disortografia cinética 
Onde se percebe uma deficiência de ordenação e sequenciação dos 
elementos gráficos gerando erros de união - separação; a 
 
 Disortografia visuo-espacial 
Que é alteração perceptiva da imagem dos grafemas; 
 
Disortografia dinâmica 
Que verifica alteração na expressão escrita das ideias e na 
estrutura sintática das proposições; 
 
Disortografia semântica 
Onde a análise é indispensável para o estabelecimento dos limites das 
palavras. 
 
Disortografia cultural 
Onde o aluno apresenta dificuldade na aprendizagem da ortografia 
convencional. 
 
Estratégias Eficazes no Ambiente Escolar 
 
Incentivar a percepção e memória visual do aprendente, utilizando 
recursos como cartaz de números e letras, o docente pode espalhar os 
cartazes pela sala de aula, deixando a vista dos alunos. O professor deve 
sempre elogiar as produções do educando, principalmente quando ele escrever 
corretamente, isso levantará sua autoestima. 
 
61 
 
 
 
É importante que o 
docente observe as trocas 
mais frequentes que o aluno 
apresenta, assim, poderá 
planejar e realizar atividades 
mais diretas, relacionadas a 
essas dificuldades. Trabalhar 
o lúdico, incentivar a 
brincadeira, o jogo e a 
música, desta forma a 
criança tende a se interessar 
pela atividade. 
Estabelecer relações do conteúdo que o aluno já aprendeu com o que 
esta aprendendo. A sala de aula deve ser um ambiente agradável e favorável a 
aprendizagem. Promover a valorização das habilidades, atitudes e 
conhecimento que o aluno tem, oportunizando que ele possa desenvolvê-las de 
maneira satisfatória. O Educador deve despertar a curiosidade e o interesse do 
educando, assim o ato de ensinar e aprender torna-se eficaz e prazerosa. 
O Professor enquanto mediador do processo de ensino deve buscar 
orientações acerca das dificuldades de aprendizagem apresentada pelo aluno, 
a fim de buscar soluções e desenvolver um trabalho consciente e que promova 
a satisfação e o bem estar de todos. 
Não deve tratar as dificuldades de aprendizagem, como algo sem 
solução, mas sim como um desafio diário que faz parte deste processo. 
Identificar precocemente a complexidade, para que as devidas medidas sejam 
tomadas, evitando assim o sofrimento prolongado do aluno. 
Os problemas de aprendizagem não são erros, são perturbações 
produzidas durante a aquisição e não nos mecanismos de conservação e 
disponibilidade é necessário procurar entender os problemas de aprendizagem 
não somente sobre o que se está fazendo, mas também sobre como se aplica. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
62 
 
 
 
PEDAGOGIA HOSPITALAR 
 
A Educação em Ambiente Hospitalar 
 
No Brasil a classe 
hospitalar é reconhecida 
por meio da criação de 
uma legislação para a 
criança e adolescente 
hospitalizado, através da 
resolução nº 41 de 
outubro de 1995, no 
item 9, onde diz que a 
crianças e adolescente 
possui o "direito de desfrutar de alguma forma de recreação, programas de 
educação para a saúde, acompanhamento do currículo escolar durante sua 
permanência hospitalar". A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional de 
1996, também reforça esse atendimento educacional em hospitais. 
Não só todo o acontecimento tem sua história, como essa história é 
caracterizada por mudanças no decorrer dos tempos. Hoje o Ministério da 
educação em parceria com o Ministério da Saúde está promovendo o 
desenvolvimento intelectual das crianças e adolescentes internados de forma 
muito diferente de algumas décadas atrás. 
Atualmente na sociedade contemporânea o conhecimento assume 
posição central e nenhuma criança ou adolescente, deve ter privado o direito 
de ter acesso ao conhecimento, mesmo estando internado em leitos 
hospitalares. É reconhecido por todos, que o conhecimento hoje pode ser 
obtido de inúmeras formas e fontes, levando-se em consideração que as 
informações estão acessíveis em toda parte como (jornais, revistas, internet, 
computadores, celulares, classes hospitalares, brinquedotecas...) e não mais 
centrada somente na 
escola. 
 Efetivamente 
começam a surgir 
indagações sobre o 
direito do acesso ao 
conhecimento, bem 
como o papel e a função 
da pedagogia hospitalar, 
esclarecemos que: o 
papelda educação no 
hospital e, com ela, o do 
 
63 
 
 
 
professor, é propiciar a criança o conhecimento e a compreensão daquele 
espaço, ressignificando não somente a ele, como a própria criança, sua doença 
e suas relações nessa nova situação de vida. A escuta pedagógica surge, 
assim, como uma metodologia educativa própria do que chamamos pedagogia 
hospitalar. Seu objetivo é acolher a ansiedade e as dúvidas da criança 
hospitalizada, criar situações coletivas de reflexão sobre elas, construindo 
novos conhecimentos 
que contribuam para 
uma nova compreensão 
de sua existência, 
possibilitando a melhora 
do seu quadro clínico. 
 A Secretaria de 
Educação Especial do 
Mec conceitua Classe 
Hospitalar como uma 
das modalidades de 
atendimento especial para crianças e adolescentes: ambiente Hospitalar que 
possibilita o atendimento educacional de crianças e jovens internados, que 
necessitam de educação especial ou que estejam em tratamento. 
Em 2002 o Ministério da Educação, por meio da secretaria de educação 
Especial, elaborou um documento de estratégias e orientações para o 
atendimento nas classes hospitalares, assegurando uma educação básica. 
Classe hospitalar segundo a Secretaria de Educação Especial é o 
atendimento pedagógico educacional que ocorre em ambientes de tratamento 
de saúde, seja em internação, atendimento hospital-dia e hospital-semana ou 
serviços de atenção integral a saúde mental. 
A intervenção faz com que a criança mantenha rastros que a ajudem a 
recuperar seu caminho e garantir o reconhecimento de sua identidade. O 
contato com sua escolarização fazem do hospital uma agência educacional 
para a criança 
hospitalizada desenvolver 
atividades que a ajudem 
a construir um percurso 
cognitivo, emocional e 
social para manter uma 
ligação com a vida 
familiar e a realidade no 
hospital. 
Com isso, pode-se 
inferir que a educação 
hospitalar não está 
 
64 
 
 
 
desvinculada com o contexto real e familiar da criança, ela garante a 
continuidade do desenvolvimento que a criança já recebe em casa e na escola 
seja ele cognitivo, emocional e social mesmo sob condições de saúde 
debilitada. 
 Toda criança que frequenta a classe hospitalar possui um cadastro com 
dados pessoais do hospital e da escola de origem. Ao fim de cada aula, o 
professor hospitalar faz 
registros nessa ficha de 
cadastro dos conteúdos, 
aprendizagens e outras 
informações do aluno 
naquele dia. 
Os alunos que 
permanecem na classe 
hospitalar por três dias ou 
mais necessitam de um 
contato telefônico do 
pedagogo ou professor 
hospitalar com sua escola 
de origem, para comunicar a 
participação dos mesmos 
nas atividades e os conteúdos trabalhados na classe hospitalar. Além disso, é 
importante obter informações referentes aos conteúdos que estão sendo 
ensinados na escola para que se possa de maneira diferenciada e lúdica 
abordar esses conteúdos no hospital. 
A pedagogia hospitalar em sua prática pedagógico-educacional diária 
visa dar continuidade aos estudos das crianças em convalescença, com o 
objetivo de sanar dificuldades de aprendizagem e/ou oportunizar a aquisição de 
novos conteúdos. Atuando também como um acompanhamento do aluno fora 
do ambiente escolar, esta se propõe a desenvolver suas necessidades 
psíquicas e cognitivas utilizando programas lúdicos voltados à infância, 
entretanto sua ênfase recai em programas sociointerativos, vinculando-se aos 
sistemas educacionais como modalidade de ensino - Educação Especial - ou 
ao sistema de Saúde como modalidade de atenção integral - Atendimento 
Pedagógico Educacional Hospitalar. 
Após alta hospitalar, é enviado relatório descritivo carimbado e assinado 
pelo diretor de uma escola da rede Estadual das atividades realizadas, 
desempenho do aluno, posturas adotadas e dificuldades apresentadas para 
que este seja encaminhado para a escola de origem do aluno. 
 
 
 
 
65 
 
 
 
 A Atuação do Professor Hospitalar 
 
Para atuar no 
ambiente hospitalar o 
professor precisa ter 
formação pedagógica, 
preferencialmente em 
Educação Especial ou 
em curso de Pedagogia 
ou especialização em 
Pedagogia Hospitalar e 
Educação Inclusiva. 
Então não é 
somente ter a 
graduação em curso de Pedagogia, são necessárias aptidões e capacitação 
para trabalhar como educador no ambiente hospitalar. 
A educação não formal no hospital é uma prática educativa, em que são 
dadas atividades escolares e jogos educativos que servem como ponte de 
interação harmoniosa entre ações educativas da escola e as ações educativas 
no hospital. 
Partindo desse princípio, o pedagogo será o responsável por organizar 
essas ações educativas dentro do hospital de forma a contemplar tanto as 
necessidades do aluno estudante, quanto às necessidades do aluno cliente. 
Cuidando para que uma atividade não interrompa a outra. 
Nessa formação, as Diretrizes Curriculares Nacionais para o curso de 
pedagogia constadas na Resolução CNE/CP nº 1, de 15 de maio de 2006, em 
seu art. 3º parágrafo único, preveem a formação dos estudantes do curso de 
pedagogia, para que esses possam atuar em diversos campos além do 
ambiente escolar. 
Assim como 
no ambiente escolar, 
a pessoa que deseja 
trabalhar na 
educação hospitalar 
precisa trabalhar 
com a 
multidisciplinaridade, 
incluindo a 
diversidade, a ética, 
a cidadania, entre 
outras coisas. Porém 
não se deve agir com 
 
66 
 
 
 
as crianças e adolescentes como se estivessem na escola é preciso ir além do 
que é ensinado. 
Com isso, 
pode-se observar 
que o educador 
hospitalar tem o 
papel de 
complementar a 
educação na escola, 
mas isso não 
significa que deve 
passar e cobrar a 
aprendizagem de 
conteúdos que é papel exclusivo do ensino regular que a escola oferece. 
Para atuar na classe Hospitalar, o professor precisa estar habilitado para 
trabalhar com a diversidade humana e diferenças culturais, identificar as 
necessidades dos alunos e precisa flexibilizar o currículo quando necessário. 
 Diante disso, o pedagogo hospitalar precisa ser um profissional 
capacitado, estimulador na aquisição de novas competências e habilidades a 
serem desenvolvidas pelos seus alunos. Ele precisa saber utilizar de recursos 
diferenciados fornecidos pelo hospital caso ele forneça, para que as crianças e 
adolescentes interajam e construam novos conhecimentos. 
 
a) Prática multisseriada: O pedagogo utiliza um espaço na unidade de 
cirurgia pediátrica como sala de aula. Os alunos são agrupados por ciclos/série 
com aulas simultânea. 
b) Prática individual de leito: trabalho realizado no serviço de emergência 
clinica. Busca dar continuidade aos estudos das crianças convalescentes com 
o objetivo de garantir o direito 
a continuidade escolar. 
c) Situação de isolamento: 
este atendimento é realizado 
na infecto pediatria. Nesses 
casos há necessidade de 
paramentação e desinfecção 
do professor e dos materiais 
a serem utilizados. 
d) Classe hospitalar: 
Modalidade mais comum de 
ensino nos hospitais. Refere-
 
67 
 
 
 
se a escola no ambiente hospitalar. Presta atendimento de casos de 
tratamento há longo prazo ou casos de imunidade. 
O pedagogo hospitalar precisa ter um olhar holístico com relação 
aqueles em que ele presta atendimento, pois ele deve estar atento aos 
aspectos pedagógicos, às necessidades físicas e emocionais dos alunos e até 
mesmo precisa visar o lado emocional dos seus familiares. Esse profissional 
então precisa ter características fundamentais como: sensibilidade, 
compreensão, força de vontade, criatividade, persistência e paciência. 
No principio todos os educandos que se encontravam nas condições 
citadas, tinham o direito a essas 
compensações, por conta do seu 
afastamento da instituição escolar, 
esse ocorreria pela: 
a) incapacidade física 
relativa, incompatível com a 
frequência aos trabalhos escolares; 
desde quese verifique a 
conservação das condições 
intelectuais e emocionais 
necessárias para o prosseguimento 
da atividade escolar em novos 
moldes e; 
b) ocorrência isolada ou 
esporádica; 
c) duração que não ultrapasse o máximo ainda admissível, em cada 
caso, para a continuidade do processo pedagógico de aprendizado, atendendo 
a que tais características se verificam, entre outros, em casos de síndromes 
hemorrágicos (tais como a hemofilia), asma, cartide, pericardites, afecções 
osteoarticulares submetidas a correções ortopédicas, nefropatias agudas ou 
subagudas, afecções reumáticas, etc. 
Com o passar dos anos, não apenas os alunos portadores de afecções 
receberiam atendimentos excepcionais, mas todas as crianças hospitalizadas 
foram se beneficiando desse entendimento. Nos hospitais foi se 
compreendendo que todas as crianças e adolescentes têm o direito a classes 
hospitalares, brinquedotecas, videotecas, e esses espaços foram sendo 
disponibilizados pelos hospitais. 
 
 
 
 
 
 
 
68 
 
 
 
A IMPORTÂNCIA DOS PRIMEIROS SOCORROS NO AMBIENTE ESCOLAR 
 
A saúde como um tema 
transversal, valoriza o 
significado social dos 
procedimentos e conceitos 
próprios das áreas 
convencionais, o potencial da 
educação escolar reside, 
exatamente, na articulação 
dos conhecimentos, das 
atitudes, das aptidões e das 
práticas que possam ser 
vivenciadas e compartilhadas 
com a sociedade, relacionadas 
às questões da realidade. 
O ambiente escolar é o local onde passamos boa parte da vida, e o ser 
humano por mais cauteloso que seja está vulnerável a acidentes. Esta é a 
realidade das pessoas que convivem no ambiente escolar que poderão passar 
por situações em que o socorro deve ser imediato, pois nem sempre é possível 
a chegada da equipe médica de atendimento emergencial. O educador ou 
aluno poderá obter conhecimento para tomar atitudes imediatas em situações 
de afogamento, hemorragias, fraturas,luxações,entorses,queimaduras e em 
partos emergenciais. 
 Qualquer pessoa poderá ser 
surpreendida por situações de urgência ou 
emergência que envolva a integridade 
física de um amigo, parente, 
vizinho,colega de trabalho ou até mesmo 
um desconhecido na rua. Estes 
conhecimentos trarão subsídios para 
proporcionar as vítimas um suporte de 
vida seguro, pois a prestação de socorro, 
além de um dever moral, é um dever legal 
e sua recusa constitui crime de omissão 
de socorro,previsto no artigo 135 do 
código penal brasileiro. 
Este método qualitativo dinamizado 
em sala de aula, valoriza a vida e contribui 
para a conscientização do educando, despertando o interesse e a participação 
aos temas transversais, o que assegura o respeito à vida em sala de aula, 
 
69 
 
 
 
onde o lapso temporal entre o momento do acidente e o socorro faz a diferença 
entre a vida e a morte. 
 
Como Prevenir Acidentes no Ambiente Escolar 
 Não permitir a entrada de 
alunos na cozinha. 
 Tomar cuidado para que 
não haja vazamento de 
gás e deixar sempre o 
botijão em lugar arejado. 
 Nunca deixar o fogo 
acesso sem que fique um 
responsável no local. 
 Verificar sempre o prazo 
de validade dos alimentos. 
 Evitar o uso de objetos quebrados ou rachados. 
 Manter sempre o lixo tampado, e dar a ele o destino correto. 
 Não tocar em fios, interruptores, tomadas ou aparelhos elétricos com as 
mãos molhadas ou pés descalços. 
 Evitar o uso de tez e benjamins nas tomadas. 
 Os produtos de limpeza devem ser guardados em local apropriado, 
sempre nas embalagens originais com identificação do produto. 
 Nunca reutilize frascos. 
 Materiais de conservação da escola, como martelos, pás, enxadas, entre 
outros, também precisam de lugar apropriado para serem guardados, e 
só devem ser usados por pessoas adultas que sabem fazer uso correto 
dos mesmos. 
 Manter limpas as áreas externas evitando entulhos como pedras, tijolos 
e madeira. 
 Aparar regularmente a grama e recolher folhas caídas, que se 
acumulam excessivamente. 
 Escadas devem ter corrimão e piso antiderrapante. 
 Evitar subir em escadas, árvores e andaimes sem material de 
segurança. 
 Sinalizar pisos molhados, e evitar andar sobre os mesmos. 
 Usar sempre calçado apropriado para a atividade que vai desenvolver. 
 Praticar atividades físicas sempre com cautela e calma. 
 Não andar pelo pátio com objetos de vidro ou pontiagudos. 
 Usar o laboratório sempre com a supervisão de um responsável 
 Observar atentamente as instruções de uso de qualquer substância que 
se for fazer uso. 
 
70 
 
 
 
 Fazer uso correto, de acordo som sua finalidade, do mobiliário da 
escola. 
 Evitar improvisos, e pensar sempre duas vezes antes de executar 
qualquer tarefa. 
 Sinalizar locais com maior incidência de acidentes. 
 
Como Agir Frente a um Acidente 
 Tenha calma e firmeza para usar 
os conhecimentos básicos de 
Primeiros Socorros,respeitando 
suas limitações. 
 Observe o local do acidente. 
 Verifique sua segurança e das 
demais pessoas. Não se torne 
mais uma vítima. 
 Peça para alguém ligar para o 
socorro especializado, informando 
o local do acidente, telefones de 
contato e a situação da vítima, e 
em seguida para a família da 
vítima. 
 Procure tranqüilizar a vítima. 
 Execute somente o procedimento que souber fazer com segurança, para 
evitar maiores complicações no estado da vítima. 
 Evite remover a vítima e só a transporte em último caso. 
 Aguarde no local o socorro especializado. 
 Tome cuidado com atitudes incorretas e precipitadas, isso pode agravar 
a situação. 
 Monitore sempre os sinais vitais até a chegada do socorro. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
71 
 
 
 
 
PARA ONDE LIGAR 
 
 
 
 
Corpo de Bombeiros .........193 
Ambulância – SAMU ..........192 
Polícia Militar.........................190 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O que são Sinais Vitais 
 
Os sinais vitais são 
sinais que informam sobre o 
estado da vítima. São eles: 
Respiração: podemos 
observar o ar que entra e sai 
dos pulmões, pela expansão 
do tórax, ou sentindo com 
nossa face colocada próximo 
do rosto da vítima. 
Normalmente a freqüência 
da respiração das crianças é de 15 a 30 por minuto e do adulto de 12 a 20 por 
minuto. 
Pulsação: podemos observá-la com mais facilidade no pulso ou na carótida 
(artéria do pescoço), utilizando os dedos médios e indicador para pressioná-
los. A pulsação normal de uma criança é de 120 batimentos por minuto e de 70 
1 80 em adultos. 
Temperatura: O normal varia entre 36º e 36,5º, podendo ser notar com o tato 
quando a pele esta muito fria ou muito quente, e pode-se observar se a pele 
fica pálida ou arroxeada. 
Consciência: Pode ser observada quando a vítima responde a perguntas 
diretas que se faz a ela com clareza e lógica. 
 
72 
 
 
 
Como se proteger ao prestar socorro 
Usar luvas de látex, ou 
improvisar proteção para as mãos com 
algum material impermeável, como 
sacola de plástico, devidamente limpo. 
Lavar bem as mãos com água e sabão, 
após prestar socorro. 
 Evitar tocar os olhos, boca ou 
nariz antes de lavar as mãos. Utilizar, 
se possível, máscara de bolso ao 
aplicar respiração boca-a-boca. Estar 
sempre com a carteira de vacinação em 
dia. 
 
Como imobilizar uma vítima 
Usando uma maca, duas toalhas enroladas para firmar a cabeça dos 
dois lados e cintos para prender o restante do corpo. Em casos de suspeita de 
lesão na coluna e pessoas inconscientes. 
Usando talas, feitas com madeira, revista dobrada, cabo de vassoura ou 
outro objeto firme que não se dobre e ataduras que envolvam o membro ferido 
sem apertar muito para dificultar a circulação sangüínea. 
 Usando tipóia feita com um tecido 
dobrado em forma de triângulo com as 
pontas presas ao redor do pescoço, para 
braços com suspeita de fratura. 
 
Formas de transportar uma vítima 
 O transporte deve serfeito em 
ambulâncias ou carro de 
bombeiros. Em outros veículos 
somente quando não houver outra 
possibilidade, em baixa 
velocidade evitando arrancadas 
bruscas ou freadas. 
 Imobilizar todos os pontos 
suspeitos de fratura. 
 Mantenha a vítima deitada. 
 Utilizar uma maca para deixar a 
vítima totalmente imóvel, podendo 
improvisar com uma tabua ou 
porta de madeira. Ela serve para suspeitas de lesão na coluna, e para 
pessoas inconscientes. 
 
73 
 
 
 
 Utilizar transporte de apoio, para pessoas com leves ferimentos que 
possam andar. 
 Para pessoas com ferimentos nos braços ou pernas pode-se utilizar o 
transporte nos braços, ou em cadeirinha humana, pelas extremidades, 
ou por cadeiras. Para pessoas inconscientes pode-se usar um lençol ou 
lona para arrastar a vítima puxando a extremidade superior do mesmo. 
 
Corpos estranhos na garganta 
Um corpo estranho na garganta pode obstruir as vias aéreas de forma 
incompleta, quando a 
pessoa tem dificuldade de 
respirar, porém o ar 
continua passando. A 
vítima emite sons. E 
também pode obstruir as 
vias aéreas de forma 
completa, quando o ar não 
passa impossibilitando que 
a pessoa emita sons e 
deixando a pele 
arroxeada. 
Procedimento 
 Acalmar a vítima e fazê-la tossir para expelir o corpo estranho. 
 Caso isso não ocorra procurar um médico. 
 Abraçar a vítima pelas costas posicionando as mãos acima do 
umbigo dela. 
 Fazer compressões para dentro e para cima do abdome da vítima, 
observando se o corpo estranho sai. Se não der resultado, 
provavelmente a vítima ficará inconsciente por falta de oxigênio. 
Então se deve providenciar rapidamente socorro especializado. 
 Enquanto o socorro não chega deve-se colocar a vítima em posição 
de decúbito dorsal. 
 Posicionar as mãos sobre o umbigo da vítima, fazendo cinco 
compressões, para dentro e para cima. 
 Abrir a boca da vítima e tentar localizar o corpo estranho que foi 
expelido. 
 Procurar retirá-lo com o dedo indicador, protegido com luva, pela 
lateral do objeto puxando de trás para frente. Porém, se o corpo 
estranho não sair deve-se reiniciar as compressões abdominais. 
 
74 
 
 
 
 Depois de retirar o objeto, fazer duas respirações artificiais. Se o 
tórax não expandir reiniciar as compressões abdominais, pois ainda 
pode haver um corpo estranho impedindo a respiração. 
 
Na Pele 
Corpos estranhos 
encravados na pele podem 
causar infecções, por isso 
devem ser removidos 
quando possível com uma 
pinça, e depois o local deve 
ser lavado com água e 
sabão. Se o objeto estiver 
cravado profundamente ou 
estiver em local difícil de 
ser retirado, deve-se 
proteger o local com gaze e 
encaminhar a vítima para o atendimento médico. 
 
No Ouvido 
Corpos estranhos 
introduzidos no ouvido, 
causam desconforto. Não 
se deve tentar retirar um 
corpo estranho com pinça 
ou cotonete, isso pode 
empurrar ainda mais para 
dentro do ouvido, e afetar o 
tímpano. A vítima deve ser 
acalmada e encaminhada 
para o médico. Se o corpo 
estranho for um inseto 
pode-se proceder da seguinte maneira: 
 Puxar a orelha da vítima para trás e dirigir um facho de luz para o canal 
auditivo. Isso atrai o inseto. Caso o inseto permaneça no ouvido deve-
se procurar o médico. 
 Não colocar nenhuma substância líquida no ouvido, pois pode dificultar a 
retirada do inseto pelo médico. 
 
 
 
 
 
75 
 
 
 
No Nariz 
Corpos estranhos no nariz 
podem ser removidos, fazendo a 
pessoa inspirar pela boca, comprimir a 
narina que está livre e expelir o ar pela 
narina obstruída, sem muita força para 
não causar ferimento. Caso o corpo 
estranho não saia, deve-se procurar o 
médico. Jamais introduzir qualquer 
instrumento na narina, pois isso poderá 
empurrar o corpo estranho ainda mais 
para dentro. 
 
Nos Olhos 
Os olhos são órgãos 
delicados que podem ser 
atingidos por poeira, areia, 
insetos ou pequenos corpos 
estranhos, provocando irritação, 
inflamação ou ferimentos mais 
graves. 
Procedimento 
 Lavar o olho com água 
em abundância. 
 Proteger os olhos com 
gaze ou pano limpo, para 
evitar o movimento do 
olho afetado. 
 Não deixar que a vítima esfregue o olho. 
 Não tentar retirar um corpo estranho que fique encravado no olho, 
somente proteger com gaze. 
 Encaminhar sempre para um oftalmologista. 
 Se necessário chamar o atendimento especializado de urgência prestar 
socorro. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
76 
 
 
 
Hemorragia 
Hemorragia é um sangramento de forma descontrolada, que pode levar 
a vítima à morte 
rapidamente. Sua gravidade 
depende de sua fonte. 
 
Artéria: Sangue jorrando, 
fluxo pulsátil, cor vermelho-
viva. 
Veia: Fluxo lento e estável, 
cor vermelho-escura. 
Vasos: Fluxo lento e 
uniforme. 
 
Procedimento 
Antes de atender a vítima, colocar luvas de látex, ou envolver as mãos 
com outro material impermeável e limpo. Chamar socorro especializado. 
Determinar a fonte do sangramento. Com um pano limpo, comprimir o 
ferimento com firmeza por dez minutos, com a parte ferida elevada. Não 
remover o pano ensopado. Deve-se sobrepor outro pano sucessivamente até a 
chegada de socorro 
especializado. 
 
Hemorragia Nasal (Epistaxe) 
É causada por rompimento 
de vasos sanguíneos do nariz. 
 
Procedimento 
 Acalmar a vítima e colocá-
la sentada e inclinar 
levemente para frente. 
 Não deixar a vítima assuar o nariz. Pressionar a narina que sangra por 
três minutos. 
 Aplicar compressa fria no nariz e na face. 
 Se o sangramento não parar, procurar o médico. 
 
 
 
 
 
 
 
 
77 
 
 
 
Desmaios 
Ocorrem pela diminuição de sangue no cérebro. Pode ser causada por 
falta de alimentação, 
fadiga, ficar em lugares 
abafados, emoção forte ou 
perda de sangue. Tem 
como sintomas a fraqueza, 
tontura, escurecimento das 
vistas, suor frio, palidez, 
podendo perder a 
consciência. Geralmente 
são passageiros, mas se 
forem causados por hemorragias ou traumatismo na cabeça tornam-se graves. 
 
Procedimento 
 Colocar a vítima em decúbito dorsal, com os pés ligeiramente elevados. 
 Orientar a vítima para respirar profundamente. 
 Se estiver inconsciente, avaliar a respiração e a circulação e procurar 
socorro especializado. 
 Enquanto a vítima estiver inconsciente e respirando deve-se colocá-la 
na posição de decúbito lateral. Ao se recuperar de um desmaio a vítima 
não deve levantar-se repentinamente ou andar de súbito, isso pode 
ocasionar um novo desmaio. 
 
Convulsões 
Podem ter como 
causas a epilepsia, febre 
alta, intoxicações ou lesões 
cerebrais. A vítima cai 
inconsciente seu corpo fica 
tenso e ela se debate 
violentamente com 
espasmos musculares, 
durante dois a quatro 
minutos. 
 
Procedimento 
 Deixar a vítima 
deitada e afastar todo o que puder machucá-la. 
 Retirar de seu corpo objetos que possam sufocar e machucar. 
 Afrouxar as roupas e deixar que ela se debata até os movimentos 
pararem. 
 
78 
 
 
 
 Colocar um pano sob a cabeça da vítima para que ela não se 
machuque. 
 Não tentar abrir a boca da vítima. 
 Dar espaço para a vítima respirar. 
 Permaneça ao lado da vítima e chame socorro especializado, caso a 
convulsão dure mais que quatro minutos. 
Após a convulsão: 
 Lateralizar a cabeça para que a saliva escorra evitando engasgo. 
 Limpar as secreções salivares com um pano ou papel para facilitar a 
respiração. 
 Observar se a respiração está adequada. 
 Se a vítima dormir, deixe-a na posição de decúbito lateral. 
 Não dar medicamentos para a vítima. 
 Chamar socorro especializado, ou encaminhá-la para o médico. 
 
Queimaduras 
São lesões provocadas por temperatura muito alta ou muito baixa, 
produtos químicos, choques elétricos ou exposição ao sol. São classificadas 
quanto a sua intensidade em: 
 
Queimadura de 1º GrauDeixa a pele 
avermelhada e ardida. 
Envolve apenas a epiderme. 
 
Procedimento 
 Lavar o local com 
água da torneira, isso 
alivia a dor. 
 Colocar compressas 
frias. 
 Nas queimaduras 
causadas por 
exposição prolongada ao sol, deve-se dar bastante líquido para a vítima 
se reidratar, colocar compressas frias na testa, e usar um hidratante. 
 
Queimadura de 2º Grau 
A pele fica rosada, dolorida e aparecem bolhas. Envolve a epiderme e a 
derme. 
 Procedimento 
 Lavar com água fria e proteger o local com pano limpo. 
 Fazer compressas frias para aliviar a dor. 
 
79 
 
 
 
 Não passar nenhum produto na queimadura e não estourar as bolhas, 
isso pode acarretar infecções. 
 Dependendo da extensão da queimadura, procurar um médico 
rapidamente. 
 
Queimadura de 3º Grau 
A pele fica esbranquiçada, endurecida, e indolor. A dor que a vítima 
sente vem da queimadura de 2º e 1º grau que geralmente fica ao redor da 
queimadura mais grave. Envolve todas as camadas da pele, gordura 
subcutânea, músculos e ossos. 
Procedimento 
 Dependendo da extensão da queimadura, chamar imediatamente o 
socorro especializado. 
 Retirar roupas e outros objetos do corpo da vítima que não estiverem 
grudados na pele. Resfriar o local com água e pano limpo. 
 Monitorar os sinais vitais, pois a vítima poderá entrar em choque e ter 
uma parada respiratória. 
 Se a queimadura ocorrer por produtos químicos sólidos, deve-se retirar 
o resíduo do produto, antes de lavar o local. 
 
Choque Elétrico 
É a passagem da 
corrente elétrica pelo corpo, 
que serve de caminho para a 
corrente elétrica em direção 
à terra. Ele pode causar 
queimaduras, arritmias e até 
mesmo a morte. Deve-se 
lembrar que a água torna o 
choque mais perigoso, e que 
a corrente elétrica passa por 
vários corpos que tiverem 
algum contato. 
 
Procedimento 
Antes de socorrer a vítima, interromper a corrente elétrica. Quando isso 
não for possível, chamar a central elétrica ou o corpo de bombeiros. Jamais 
tocar em fios elétricos com as mãos. Se for necessário usar um cabo de 
vassoura ou outro material que não seja condutor elétrico. Verificar se o 
calçado usado tem solado de borracha. Após verificar todas as medidas de 
segurança, observar os sinais vitais da vítima. Se houver queimadura usar os 
procedimentos adequados. Chamar o socorro especializado. 
 
80 
 
 
 
Engasgo 
 
Procedimento 
A técnica indicada para 
crianças de até sete anos é a 
da tapotagem, que consiste 
em inclinar o corpo da 
criança para frente e com as 
mãos em concha bater nas 
costas até que o objeto seja 
expelido pela boca. 
 
 
Escoriação 
É a lesão que atinge 
apenas as camadas 
superficiais da pele. São os 
arranhões. 
Procedimento 
 Lavar o ferimento com 
água e sabão. 
 Se o ferimento estiver 
muito sujo, colocar água 
oxigenada no local e 
enxaguar com soro 
fisiológico ou água. 
 Secar com pano limpo. 
 Se houver algum vaso com sangramento, comprimir o local até o mesmo 
cessar. 
 Proteger o local com gaze ou curativo pronto, apenas para proteger o 
ferimento. Trocar o 
curativo diariamente ou 
quando estiver sujo 
 Se o ferimento estiver 
inchado e com pus, 
procurar atendimento 
médico. 
 
Contusão 
É a lesão sem 
rompimento da pele. Pode 
 
81 
 
 
 
ocorrer rompimento de vasos sanguíneos formando hematoma. O lugar fica 
roxo, inchado e dolorido. Procedimento 
 Manter a parte contundida em repouso. 
 Aplicar compressa fria ou saco de gelo, sobre a pele protegida por um 
pano limpo ou gaze para evitar queimaduras. 
 Se a dor for muito intensa deve-se procurar um médico, para verificar se 
não houve fratura ou outro tipo de problema em órgãos internos. 
 
Luxação 
Nesta lesão as superfícies 
articulares deixam de se tocar de forma 
permanente. Provoca dor intensa, 
deformação a nível de articulação, 
impossibilidade de movimentos e 
hematoma. 
 
Procedimento 
 Não tentar colocar a articulação 
no lugar, isso pode agravar o 
problema. Imobilizar a 
articulação luxada. 
 Encaminhar a vítima para 
atendimento médico para verificar se não houve fratura. 
 
Fratura 
É a lesão em que 
ocorre a quebra de um osso. 
Ela pode ser uma: 
 
Fratura Fechada: Quando 
não há rompimento da pele, 
provocando dor intensa, 
deformação do local afetado, 
incapacidade ou limitação de 
movimento, edema do local 
afetado. Pode ainda, ocorrer 
hematoma e crepitação (sensação de ruído provocado pelo atrito das partes 
fraturadas). 
 
Fratura Aberta: Quando o osso quebrado perfura a pele, ficando visível. 
 
 
 
82 
 
 
 
Procedimento 
 Não tentar colocar o osso no lugar. 
 Movimentar a vítima o menos possível. 
 Imobilizar o membro fraturado, com talas que ultrapassem as 
articulações acima e abaixo do local da fratura, na posição em que se 
encontra. 
 Deixar dedos visíveis para observar qualquer alteração como inchaço, 
dormência, arroxeamento. Se isso acontecer é preciso afrouxar a faixa 
de imobilização. 
 Fraturas no antebraço devem ser imobilizadas com tipóia. 
 Providenciar atendimento médico rapidamente. 
 
Intoxicação Alimentar 
É provocada pela ingestão 
de alimentos contaminados. 
Provocam enjôo, vômito, 
diarréia, sudorese, palidez, febre 
e dores abdominais. 
Procedimento 
 Manter a vítima deitada 
após o vômito. 
 Não dar medicamentos 
para interromper a 
diarréia. 
 Ministrar o soro caseiro, feito com 200 ml de água filtrada ou fervida, 
uma medida rasa de sal e duas medidas de açúcar (a colher medida é 
distribuída em postos de saúde ou pela Pastoral da Criança, na sua falta 
usa-se uma colher de sopa rasa de açúcar e duas colheres de café 
rasas de sal). Procurar atendimento médico. 
 
Picada de Insetos 
Picadas de abelhas, 
vespas, mamangabas e 
formigas, geralmente causam 
dor aguda, prurido, inchaço e 
uma pápula dolorida no local. 
Porém, algumas pessoas sofrem 
reações alérgicas que causam o 
choque anafilático. Para essas 
pessoas uma picada pode levar 
a morte. 
 
83 
 
 
 
Procedimento 
 Lavar o local, sem friccionar com água e sabão. 
 Retirar jóias ou objetos apertados antes que o local inche. 
 Colocar o local da picada abaixo do nível do coração. 
 Observar a vítima por trinta minutos, e caso apresente algum sintoma de 
reação alérgica como náusea, vômito, prurido na garganta, tontura, 
desmaio, urticária, ruborização, inchaço generalizado, dificuldade de 
respirar ou engolir, cólicas abdominais, pressão arterial baixa, deve-se 
procurar atendimento médico com urgência. 
 
Febre 
É a condição em que a 
temperatura corporal está 
acima de 37º. É causada por 
infecção resultante de 
bactérias ou vírus. 
Procedimento 
 Deixar a pessoa 
confortável e monitorar 
a temperatura com um 
termômetro, pois a 
febre muito alta pode 
provocar convulsões. 
 Dar líquidos leves para a pessoa ingerir. 
 Colocar compressas com água tépida sobre a testa da pessoa. Procurar 
orientação médica 
 
Dor de Cabeça 
Qualquer doença 
pode vir acompanhada 
de dor de cabeça. Ela 
pode ser o sintoma de 
doenças graves como 
meningite ou um 
acidente vascular. Ela 
surge sem razão 
aparente causando 
desconforto e até dores 
insuportáveis que 
impossibilitam a pessoa 
de realizar suas tarefas normais. 
Procedimento 
 
84 
 
 
 
 Procurar orientação médica se a dor aumentar rapidamente, for forte e 
impedir as atividades normais, for recorrente ou persistente, for 
acompanhada de perde do nível de consciência, for acompanhada de 
rigidez do pescoço, seguir-se de uma lesão na cabeça, provocar vômitos 
e desmaios. 
 Não ministrar medicamentos que podem agravar determinadas doenças. 
 Colocar a pessoa em ambiente tranqüilo. 
 Usar compressa fria. 
 
Controle de medicamentos no ambiente escolar 
 
Sabemos quea administração de medicamentos só deve ser realizada 
no ambiente escolar quando estritamente necessária. Há ainda escolas que 
não realizam a administração e orientam os familiares a comparecer no horário 
necessário para administrar o medicamento à criança. 
A curiosidade infantil e 
o apelo visual dos 
medicamentos coloridos e 
líquidos acondicionados em 
frascos são um perigo à 
saúde das crianças, 
principalmente, na faixa etária 
de 1 a 4 anos. Quando os 
medicamentos são 
armazenados de forma 
incorreta ou não existe uma 
política de administração o risco de intoxicação aumenta. Crianças nessa faixa 
etária são muito curiosas e costumam colocar qualquer coisa na boca, por isso 
a importância do armazenamento correto dos medicamentos. Os pais devem 
entregar em mãos os medicamentos com a receita médica e orientações por 
escrito para um responsável, que deve identificar e armazenar em local próprio 
o medicamento e devolver no final do período. 
 
Para as escolas que realizam quando estritamente necessário, algumas 
recomendações são importantes: 
 
Não permitir que os medicamentos cheguem até a escola através 
das mãos ou mochilas das crianças, o recomendado é que um 
profissional da escola receba diretamente das mãos dos 
responsáveis. Essa medida simples poderá ser uma grande ação 
preventiva de casos de intoxicação. 
 
85 
 
 
 
 
Os medicamentos deverão ser recebidos devidamente identificados 
com nome completo da criança, além de ser conferida a validade 
(poderá ser utilizada uma etiqueta para esta finalidade). 
 
Todos os medicamentos deverão ser armazenados longe do alcance 
das crianças, preferencialmente em caixa plástica que possa ser 
lavada, e os colaboradores tenham acesso para pegar o medicamento no 
horário estabelecido. 
 
A prescrição médica deverá acompanhar o medicamento, com letra 
legível, além de uma anotação do responsável pela criança com 
autorização para administrar o medicamento pela escola, dose e horário (essa 
autorização poderá ser realizada por exemplo na caderneta do aluno). 
 
Conferir a prescrição médica sempre, antes de oferecer o 
medicamento ao aluno, junto com a anotação dos familiares, a fim de 
evitar enganos. 
 
Orientar os familiares (sempre que possível) para adequar o horário 
das medicações para um padrão estabelecido pela escola, isso 
poderá otimizar o trabalho dos educadores e reduzir as interferências nas 
atividades pedagógicas. 
Essa prática já é adotada por diversos estabelecimentos, inclusive 
hospitais, confira abaixo um exemplo de horários para orientar os familiares: 
 
Prevenção de Acidentes 
 
Formar para prevenir 
 
Crianças costumam ser 
exploradores ousados, rápidos e 
imprevisíveis que provavelmente vão 
colocar qualquer objeto ou material na 
boca e não possuem ainda noção de 
perigo ao se movimentarem: rolam, 
sobem, escalam, debruçam, mesmo 
sob a supervisão atenta de um adulto, 
todas essas situações expõem as 
crianças há algum tipo de risco, ter 
uma equipe preparada para atender 
uma intercorrência é essencial para preserva a vida e a saúde da criança. 
 
86 
 
 
 
A maneira mais eficaz de melhorar a segurança e prevenir acidentes é 
investir no treinamento da equipe, e ter políticas voltadas à segurança e 
prevenção de acidentes, que são essenciais para manutenção de um ambiente 
escolar seguro. 
 
 
A importância do Kit de Primeiros Socorros 
 
Um kit de primeiros 
socorros bem abastecido 
poderá ajudá-lo no 
atendimento de uma 
ocorrência como queda, 
trauma dental, ferimentos, 
entre outras situações, além 
de promover a proteção 
pessoal com o uso de luvas. 
Contendo materiais simples 
como gaze, soro fisiológico, 
atadura e fita adesiva, um 
curativo pode ser realizado 
protegendo o local de possíveis complicações. 
Não é recomendado utilizar pomadas, spray´s antissépticos, ou outros 
produtos no ambiente escolar, mesmo que as crianças e adolescentes já façam 
uso destes em casa. 
Se ocorrer uma sensibilização do local, ou uma reação alérgica a escola 
terá que responder por essa situação, além de colocar em risco a saúde da 
criança. Por isso os familiares deverão ser orientados sobre essa limitação, 
pois ela é uma prática de segurança adotada pela escola, a fim de evitar 
complicações e preservar a vida do aluno. 
Abaixo a lista de materiais recomendados: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
87 
 
 
 
Quais itens devem conter no Kit 
de Primeiros Socorros? 
 Pacotes de gaze 
 Compressa de algodão de 
10X15 cm 
 Ataduras de crepe de 10 
cm 
 Micropore 
 Fita tipo Esparadrapo de 
10 cm 
 Bolsa Termogel 
 Caixa de luvas tamanho M 
 Kit de talas moldável tipo 
EVA 
 Almotolia de Sabão Líquido 
 Frasco de SF. 0,9% 250 ml 
 Caixa de Band-Aid 
 Tesoura sem ponta 
 Termômetro Digital 
 Aspirador Nasal 
 Frasco de Álcool 70% 
 Lençol ou toalha 
 Tipóia descartável 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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REFERENCIAS 
 
Aegis Treinamentos e Eventos 
Arafaela Godoy 
Atividades Educação Infantil 
Baú das historias e Poemas 
Blog da Marazilli 
Blog desenvolvimento Infantil 
Blog Marise Melo de Araujo 
Blog WPensar 
Brasil escola 
Brasileirinhos 
Cognifit 
Compartilhando saberes da pós 
CPT 
Creche Segura 
Delas. IG 
Dia a dia educação 
Direcional Escolas 
Editora do Brasil 
Efde Portes 
Escola Curupira 
Escola Web 
Exame 
Gestão Escolar 
Instituto Alfa e Beto 
MSD Manual 
Mundinho da Criança 
 
89 
 
 
 
Mundo do ABC 
Neuro Saber 
Nova escola 
Nova escola 
Pedagogia ao pé da letra 
Portal Educação 
Portal Galego da Língua 
Psicologado 
Revista Educação infantil 
Revista Fundação Aprender 
Silvana Psicopedagoga 
Só Pedagogia 
Solo Infantil 
TDAH.ORG 
Tempo de Creche 
Web Artigos

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