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Maicon
Viviane
Thiago
Juliana
micheli
Central de Material e Esterilização
Prof: Cristina Marega
Esterilização por calor: Autoclave X estufa
 Há diversos tipos de esterilização, e a esterilização por calor realizada em autoclave é a mais comum e adequada, apesar de ainda haver muitos locais que se utilizam de estufa. Contudo, devido às diferenças de processos relacionados à umidade, temperatura e pressão entre as duas tecnologias, o tempo de exposição necessita ser ajustado. Nos laboratórios isso geralmente já é sabido, mas em outros mercados onde se fazem necessárias as esterilizações de materiais perfuro-cortantes – tais como consultórios médicos/odontológicos, clínicas (inclusive de estética e depodologia), salões de beleza e estúdios de tatuagem – talvez ainda existam equívocos (como havia observado há alguns anos em uma pesquisa que fiz).
 Muitos deste locais utilizavam estufas de esterilização e realizavam o processo de forma inadequada. Não vou entrar no mérito de que a temperatura do termostato nem sempre corresponde à temperatura real atingida no interior da câmara. Mas muitos profissionais colocavam os materiais para esterilizar em diferentes momentos, várias vezes ao longo do dia (colocava um alicate e alguns minutos depois uma tesoura, e assim por diante). Desse modo, a porta era aberta para retirar um material que já tinha ficado pelo tempo determinado, enquanto outro estava no meio do processo. Assim, como havia interrupção do ciclo de esterilização, muitas vezes esses equipamentos eram apenas “aquecidos”. E quando se trata de seres humanos, isso é um grande risco de saúde pública, pois aumenta as chances de transmissão de doenças como hepatite B e até AIDS.
 Neste caso, a autoclave é um processo mais seguro, pois como há uma trava, não dá para abrir a porta antes do término do ciclo de esterilização. Porém, só isto não garante 100%, já que tanto a estufa quanto a autoclave precisam estar em boas condições de uso, com a manutenção preventiva “em dia”, com acondicionamento e distribuição de cargas adequadas em seu interior, e com a verificação da eficiência de esterilizaçãopor indicadores químicos e até biológicos (esporos resistentes à temperatura específicos para cada metodologia).
 Ambos os processos são dependentes da relação temperatura X tempo, sendo que o aquecimento da estufa é mais lento e, por isso, o ciclo é sempre mais demorado e deve ser ininterrupto. De um modo geral, a esterilização de materiais podem ocorrer em autoclave (121ºC por 15 a 30 min) ou estufa (160-180ºC por 1 a 2 horas). Porém, deve-se observar que esterilização a seco não é permitida pela ANVISA para esterilização de produtos para saúde, conforme a RDC Nº 15/2012.
 Agora que você já conhece os requisitos mínimos para o processo adequado de esterilização, tanto por estufa quanto por autoclave, esteja atento! Isto serve tanto para o trabalho no laboratório, quanto deve ser importante observar no nosso dia a dia.
Antissepsia conjunto de meios para destruir germes patogênicos e prevenir infecções.
Desinfecção destruição de germes infecciosos; assepsia, saneamento.
Formaldeído:
Formaldeído é um monoaldeído que existe como um gás solúvel em água. Embora tenha sido usado durante muitos anos, seu uso foi reduzido com o aparecimento do Glutaraldeído. Suas desvantagens principais estavam relacionadas a menor rapidez de ação e carcinogenicidade. Embora tido como carcinogênico, isto foi demonstrado a altas doses de exposição.
Ação: ativo apenas na presença de umidade para formação do grupo metanol. Interage com proteína, DNA e RNA. No entanto é difícil especificar seu modo de ação na inativação bacteriana.
Espectro: amplo espectro de ação, inclusive contra esporos. Ativo na presença de proteínas mas em testes realizados a adição de 40% de proteína necessitou de concentração dobrada de formaldeído. 
Exposição máxima no ambiente: 0,1 a 0,5 ppm.
Biodegradabilidade: 1 a dois dias.
Tóxico.
O formaldeído não é prejudicial à saúde humana, mas elevadas concentrações produzidas por atividades humanas são um risco à saúde.
Monitoramento dos Métodos de Esterilização
IDENTIFICAÇÃO DOS PRODUTOS
Os materiais a serem esterilizados devem conter o nome do material, tipo de esterilização, lote da esterilização, a data de validade da esterilização, nome do responsável pelo empacotamento. Cada ciclo de esterilização deve manter um registro com o lote, o conteúdo do lote, temperatura e tempo de esterilização, nome do operador, resultado do teste biológico e do indicador químico obtido e qualquer intercorrência.
VALIDAÇÃO 
Freqüência que é realizado: Diariamente 
Profissional que realiza: Enfermeiro,Técnico e Auxiliar de Enfermagem
Material Utilizado: material esterilizado
EPI: sem necessidade
 Como fazer:
O servidor escalado no arsenal é responsável pela conferência das datas de esterilização dos materiais e retirar deste local o material vencido. Tempo de validade de esterilização dos materiais.
INVÓLUCRO:
Papel Crepado / SMS –Tempo: 60 dias
Papel grau cirúrgico –Tempo: 06 meses ou enquanto a embalagem estiver totalmente íntegra e sem manchas
  MONITORAÇÃO MECÂNICA 
 A monitoração mecânica consiste no controle e registro de parâmetro tempo, temperatura e pressão durante a esterilização e na manutenção do equipamento e dos aparelhos de registro (manômetros e termômetros).
INDICADORES QUÍMICOS
Os indicadores químicos são fitas de papel impregnadas com uma tinta termocrômica que mudam de cor quando expostas à temperatura elevada por certo tempo. Elas podem apenas indicar a exposição ou não ao calor (indicadores específicos de temperatura) ou ainda indicar a ação de diferentes componentes como tempo, temperatura e vapor (integradores).
Devem ser colocados indicadores externos nos pacotes a serem esterilizados. Essa prática indica apenas se o material passou ou não pelo processo de esterilização.
Indicadores colocados no interior dos pacotes devem estar posicionados em locais de difícil acesso ao agente esterilizante, assim poderá se obter informações sobre falhas na esterilização com relação à penetração do vapor ou concentração de óxido de etileno. Para cada processo existe um tipo de indicador apropriado: autoclave, calor seco ou óxido de etileno.
Um outro teste químico utilizado é o Teste de Bowie-Dick. Este método testa a eficácia do sistema de vácuo na autoclave de pré-vácuo. Para sua realização faz-se um pacote com campos empilhados um sobre o outro formando uma pilha de 25 a 28 cm de altura, no meio desta pilha coloca-se um papel com fitas de autoclave ou fitas zebradas coladas em forma de cruzes, cobrindo toda a superfície do papel. O pacote deve ser colocado acima ao dreno da autoclave, com esta vazia. Processa-se então um ciclo a 132oC por 3 a 4 minutos. Se as fitas não apresentarem homogeneidade na coloração indica que ocorreu a formação de bolhas de ar e deve ser feita a revisão do equipamento. Este teste deve ser realizado todos os dias, antes da primeira carga ser processada.
INDICADORES BIOLÓGICOS
A utilização destes indicadores permite a comprovação da eficiência da esterilização, uma vez que o crescimento de microrganismos após a aplicação do processo é diretamente testado. Este indicador consiste em uma preparação padronizada de esporos bacterianos em suspensões que contém em torno de 106 esporos por unidade de papel. Os microrganismos utilizados são de acordo com o processo de esterilização avaliado:
Autoclave a vapor: B. stearothermophilus;
Calor seco: B. subtilis var. niger; 
Autoclave a óxido de etileno: B. subtilis var. niger; 
Plasma de peróxido de hidrogênio: B. subtilis var. niger; 
Radiação gama: Bacillus pumilus;
Após o processamento dos indicadores, eles devem ser incubados para se verificar se as cepas ainda são viáveis. As condições de incubação e o meio em que os indicadores devem ser incubados devem ser fornecidas pelo fabricante das preparações. O indicador que fora processado é incubado nas mesmas condições e juntamente com outro quenão tenha passado pelo processo de esterilização a fim de se verificar a viabilidade das cepas e as condições adequadas de incubação que favoreçam o crescimento bacteriano. A realização de testes biológicos deve ser, no mínimo, semanalmente e após cada manutenção ou suspeita de mau funcionamento. No processo de esterilização a óxido de etileno o teste deve ser realizado em cada ciclo de esterilização devido a complexidade do processo e a maior probabilidade de falhas.
 PRÁTICAS DE TRABALHO
A atuação do pessoal que trabalha nesta área e as práticas empregadas devem ser constantemente supervisionadas, verificando assim a adesão aos métodos adotados para o controle de qualidade dos processos.
 FLUXO DE ENTRADA E SAIDA DE MATERIAL 
 O fluxograma da CME deve ter:
 Expurgo - Teste e Preparo - Esterilização - Estocagem - Reserva e Distribuição.
 O menor deslize no processo de esterilização poderá custar a vida de pacientes suscetíveis, em todas as áreas servidas pela CME Esta é a razão da exigência de um elemento altamente qualificado para seu comando. Atualização técnica e senso de responsabilidade são características imprescindíveis aos que trabalham nas CME hospitalares.
 Viviane Fonseca De Carvalho*
 Organização 
. Introdução: O CME (centro de material e esterilização) destaca-se no contexto da organização hospitalar de forma bastante peculiar, por se caracterizar como uma unidade de apoio técnico a todos os serviços, assistências e de diagnósticos, que necessitam de produtos para a saúde utilizados na assistência aos seus clientes. 
 .Aspectos históricos do CME: Embora com finalidade e objetivos claramente definidos, o CME não existia no passado como unidade independente e autônoma como é visto na atualidade, era a unidade de C.C que alem de centralizar as salas de operações, também se responsabilizava pelo processamento e pela esterilização dos materiais necessários para a prestação de assistência a todos os clientes hospitalares ou em tratamento ambulatorial. 
 Organização do CME: A importância do CME já era ressaltada por Perkins, nos anos 1980, tanto do ponto de vista técnico-administrativo como econômico pelas atividades que executa e para as quais necessita de condições ambientais e estrutura organizacional adequadas para a garantia de qualidade dos produtos para a saúde. Na década de 1950 foram implantados os 1° CMEs parcialmente centralizados, nos quais eram realizados a esterilização de pacotes de curativos, Cubas e 
bandejas. Esterilização na unidade de internação em ambiente nem sempre adequado e por pessoas muitas vezes não qualificadas. 
Grande parte das instituições brasileiras têm CME, ou seja, recebe, limpa, seleciona, acondiciona, esteriliza, armazena, controla e distribui os artigos hospitalares a todas as unidades consumidoras, contribuindo para a garantia da qualidade da assistência prestada ao cliente. Esse sistema permite maior racionalização do trabalho, otimização dos recursos matérias e humanos, além da maior segurança para o cliente e a enfermagem, favorecendo o desenvolvimento de técnicas eficientes e seguras, treinamento específico do pessoal, maior produtividade, facilidade de supervisão e adequação como campo de ensino e pesquisa. 
Radiação:Radiação ionizante é um método de esterilização realizado em célula do irradiador cercada por esteiras mecânicas e classificado como processo físico. Seu mecanismo de eliminação microbiana é conseguido por meio de químicas no DNA celular através de radicais livres formados pela radiação. Os parâmetros utilizados para a realização deste processo são: TEMPO( baseado na distância da fonte, atividade da fonte e densidade do artigo), CONCENTRAÇÃO DE RADIAÇÃO, TEMPERATURA, UMIDADE E PRESENÇA DE OXIGÊNIO. O tempo utilizado para promover a esterilização por esse método e os insumos utilizados neste método são: Embalagens (plástico), papelão papel grau cirúrgico, fonte de radiação, energia elétrica, selo d’água. 
Fatores negativos: apresenta resíduos químicos ou radioativos. 
Fatores positivos: monitoração parâmetros físicos, IQ, IB(Bacillus pumillus) 
 
Desinfecção: Processo que elimina micro-organismos presentes em superfícies e artigo, porém com menor poder letal, pois não destrói todas as formas de vida microbiana, principalmente esporos. Os fatores que podem intervir no processo de desinfecção são: presença de matéria orgânica e/ou inorgânica, a concentração e o tempo de exposição ao germicida. A desinfecção leva em consideração o espectro de ação e pode ser classificada em: 
. Alto nível: Elimina todos os microorganismos. Ex: Enterovírus, maioria das bactérias vegetativa, fungos e vírus pouco resistentes. Produto utilizado: glutaraldeído 2%, ácido peracítico 1% , hipoclorito de sódio 1% 
. Nível intermediário: Elimina bacilo da tuberculose, fungos, vírus lipídicos e alguns não lipídicos, bactérias vegetativas, mas NÃO elimina as bactérias esporuladas. Produto utilizado: hipoclorito de sódio 1% , álcool 70%. 
. Baixo nível: Elimina a maioria das bactérias vegetativas, alguns vírus e fungos, não indicado para bacilo da tuberculose. Produto utilizado: quaternário de amônia. 
Quem realiza os procedimentos são os auxiliares/técnicos de enfermagem 
Responsável: Enfermeiro (a) 
Indicação: artigos que entram em contato com membrana mucosa. Ex: inaladores, extensões, lâmina laringoscópio e outros artigos que se contaminam maciçamente com matéria orgânica como comadre e papagaio. 
Esterilização: É um processo que visa a DESTRUIÇÃO de todas as formas de microrganismos presentes nos artigos. Um produto para a saúde é considerado estéril quando a probabilidade de sobrevivência dos microrganismos que o contaminação é menor que 1:1.000.000. 
Dentre os vários tipos de processo de esterilização existentes, as UBS, PAs, SAMU, SAIDs e especialidades devem utilizar o processo de autoclavação (calor úmido sob pressão). Processo de maior segurança por destruir todas as formas de vida a temperatura de 121°C a 134°C . O processo de calor seco (estufa) não é indicado pela dificuldade de controle dos parâmetros do processo. 
Quem realiza os procedimentos são os auxiliares / técnicos de enfermagem. 
Responsável: Enfermeiro (a) 
Indicação: indicada para esterilização de artigos críticos resistentes ao calor. 
Indicadores biológicos e químicos: São usados de formas diferentes no processo de esterilização e monitoramento. O monitoramento com indicador químico deverá ser feito DIARIAMENTE e o monitoramento com indicador biológico deverá ser feito no mínimo SEMANALMENTE ambos de acordo com a rotina definida pelo próprio CME. O monitoramento físico, disposto pelo próprio equipamento deverá ser realizado em 100% dos ciclos de esterilização. 
Indicadores químicos são divididos em classes, sendo elas: 
Classe 01- Indicador de processo. (imagem) 
Classe 02- Teste de Bowie e Dick. (imagem) 
Classe 03- Indicador único deparâmetro. (imagem) 
Classe 04- Indicador multiparâmetro. (imagem) 
Classe 05- Indicadores integradores. ( imagem) 
Classe 06- Indicadores emuladores. (imagem) 
Os indicadores químicos, como o próprio nome já diz, monitoram o processo de esterilização quimicamente, a tecnologia empregada neste tipo de indicador faz com que ocorra uma reação entre o meio de esterilização e o indicador, podendo assim identificar o processo como aprovado apenas se ocorrer o meio ideal para esta reação. 
1- Tiras com esporos (imagem) 
2- Autocontido (imagem) 
Os indicadores biológicos são classificados como a maneira mais segura de monitoramento de esterilização, pois sua 
tecnologia consiste na aplicação dos próprios esporos(bactérias adormecidas e resistência ao processo de esterilização a ser monitorado) empregados em tiras de papel. Posteriormente a esterilização, efetua-se o contato da tira com o meio de cultura e a incubação. Caso não ocorra o desenvolvimento do esporo, o processo de esterilização foi capaz de eliminar os possíveis tipos de vida microbiana

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