Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

Nova Crítica Americana
⚫ Por volta de 1920 uma corrente literária surge a partir de
um ensaio intitulado Tradição e Talento Individual feito
por T. S. Eliot;
⚫ Em 1924, I. A. Richards publicou o livro Princípios da
Crítica Literária;
⚫ William Empson com sua publicação intitulada como
Seven types of ambiguity (1930);
⚫ Mas, somente em 1941 a corrente literária foi batizada de
New Criticism (Nova Crítica) nos Estados Unidos por
John Crowen Ransom.
⚫ A contribuição da Nova Crítica para a leitura
consciente do poema consiste na definição da
autonomia do texto literário, o texto como objeto de
estudo de si mesmo, procurando afastar a
interpretação da obra de toda visão bibliográfica,
simbolista ou historicista da literatura.
⚫ Eliot, destaque da Nova Crítica, em suas conclusões
sobre o assunto, distancia-se da ideia de que um
poema é uma expressão da personalidade e dos
sentimentos vividos por quem o escreveu.
O Correlato Objetivo
A única maneira de expressar a emoção em forma de arte
é encontrar um “correlato objetivo”, em outras palavras,
um grupo de objetos, uma situação, uma cadeia de
eventos que serão a fórmula dessa emoção particular, de
modo que quando os fatos externos, que devem terminar
em experiência sensorial, são fornecidos, ele evoca
imediatamente a emoção. (Hamlet and his problems In:
The Sacred Wood, 1920:53)
Close Reading
⚫ Em português Leitura Atenta, é uma prática de
interpretação criada pelos novos críticos. Feito através
da realização de um exame aprofundado do texto,
examinando elementos gramaticais, a escolha de
(substantivos, adjetivos, verbos), metrificação, figuras
de linguagem, etc.
⚫ A maioria dos críticos adeptos a essa corrente dirigiam
seu olhar ao desprezo da intenção do autor e da
história social em que o poema estaria inserido. Com
isso, foram configurados dois conceitos de grande uso
e importância na Nova Crítica: a falácia intencional e
a falácia emocional, escritos na parceria entre Wimsatt
e Beardsley.
A Falácia Intencional
⚫ A Nova Crítica privilegiara o close reading, em que
nesse conceito não há margem para a preocupação
com a intenção do autor ou da identificação de seus
sentimentos de nenhuma obra literária.
⚫ A Nova Crítica acredita que a interpretação do texto
não deve levar em conta a intenções do autor.
A Falácia da Emocional
⚫ Designa a ideia de que a análise do texto literário se
confunde com o exame da emoção provocada por ele.
Segundo os impressionistas – crítica em evidencia na
cena literária nos primeiros anos do século XX – a
emoção da leitura é a interpretação pessoal. A Nova
Crítica se empenhara em abolir esse postulado
impressionista, pois concluiu que a orientação
difundida por essa crítica impressionista confunde o
que o poema faz com o que ele é.
A Heresia da Paráfrase
⚫ É um recurso de interpretação textual que consiste na
reformulação de um texto, trocando as palavras e
expressões originais, mas mantendo a ideia central da
informação.
⚫ Os novos Críticos condenam a paráfrase como
procedimento último da operação crítica.
⚫ Para a Nova Crítica, a complexidade de um texto é
criado pelos seus múltiplos significados e muitas
vezes conflitantes. Esses significados são um produto
de quatro tipos de dispositivos linguísticos: tensão,
paradoxo, ironia, e ambiguidade.
Ambiguidade
A pulga
John Donner
Repara nesta pulga e aprende bem
Quão pouco é o que me negas com desdém.
Ela sugou-me a mim e a ti depois,
Mesclando assim o sangue de nós dois.
E é certo que ninguém a isto aludo
Como pecado ou perda de virtude.
Mas ela goza sem ter cortejado
E incha de um sangue em dois revigorado:
É mais do que teríamos logrado.
Poupa três vidas nesta que é capaz
De nos fazer casados, quase ou mais.
A pulga somos nós e este é o teu
Leito de núpcias. Ela nos prendeu,
Queiras ou não, e os outros contra nós,
Nos muros vivos deste Breu, a sós.
E embora possas dar-me fim, não dês:
É suicídio e sacrilégio, três
Pecados em três mortes de uma vez.
Mas tinge de vermelho, indiferente,
A tua unha em sangue de inocente.
Que falta cometeu a pulga incauta
Salvo a mínima gota que te falta?
E te alegres de dizes que não sentes
Nem a ti nem a mim menos potentes.
Então, tua cautela é desmedida.
Tanta honra hei de tomar, se concedida,
Quanto a morte da pulga à tua vida.
Paradoxo
Amor é um fogo que arde sem se ver; 
É ferida que dói, e não se sente; 
É um contentamento descontente; 
É dor que desatina sem doer.
É um não querer mais que bem querer;
É um andar solitário entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É um cuidar que se ganha em se perder.
É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata, lealdade.
Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo Amor?
Luís de Camões
Ironia
Moça Linda Bem Tratada
Moça linda bem tratada,
Três séculos de família,
Burra como uma porta:
Um amor.
Grã-fino do despudor,
Esporte, ignorância e sexo,
Burro como uma porta:
Um coió.
Mulher gordaça, filó,
De ouro por todos os poros
Burra como uma porta:
Paciência…
Plutocrata sem consciência,
Nada porta, terremoto
Que a porta do pobre arromba:
Uma bomba.
Mario de Andrade
Tensão
"E assim as orelhas foram cortadas e vendidas, e casas de
mármore foram construídas. A aldeia ganhou reputação
por sua beleza arquitetônica, e o que antes era um lugar
ermo visitado apenas por acidente se tornou ponto
turístico. [...]Turistas às vezes paravam perto da modesta
casa de madeira e telhado plano do aldeão Hayworth,
curiosos com o contraste entre aquele lar simples e os
palácios que o cercavam." (RIGGS, Ransom. Contos
Peculiares, pág. 35)
Conclusão
Apesar da participação de vários estudiosos, cada
um apresentando sua versão sobre o ser da
literatura e sobre o ponto de vista em que ela
deveria ser tomada. Não houve, portanto, um
método sistemático que orientasse esses
estudos, mas apenas uma concepção teórica que
conferia à obra um valor próprio,
independentemente de quaisquer fatores externos à
literatura.
Referencial Bibliográfico:
BOUNICI, Thomas; ZOLIN, Lúcia Osana. Teoria
Literária: abordagens históricas e tendências
contemporâneas. 2 ed. Maringá: Eduem, 2005.
CLEVELARES, Gustavo Augusto de Abreu. Para
uma Análise Intrínseca das Letras: o New
Criticism. Revista Anagrama, Março 2012.
TEIXEIRA, Ivan. New Criticism. In:______.
Fortuna Crítica. Volume 3. Revista
CULT, setembro/1998.

Mais conteúdos dessa disciplina