Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

24/10/2015 Estudo completo e aprofundado sobre a parábola do rico e Lázaro ~ Desvendando a Lenda
http://desvendandoalenda.blogspot.com.br/2013/07/estudo­completo­e­aprofundado­sobre.html 1/23
Desvendando a
Lenda
HOME MEUS LIVROS MEUS BLOGS NT COMENTADO QUEM SOU EU REFUTAÇÕES VÍDEOS­AULA CONTATO
20 de julho de 2013
ESTUDO COMPLETO E APROFUNDADO SOBRE A
PARÁBOLA DO RICO E LÁZARO
*Obs: O que vocês lerão a seguir é o mais aprofundado estudo sobre o tema em toda
a  internet e é  fruto de anos de estudo e  trabalho, estando contido em meu  livro: “A
Lenda da Imortalidade da Alma”.
INTRODUÇÃO À PARÁBOLA
Um argumento bastante usado pelos dualistas é de que não se trata de uma parábola,
pois  ela  possui  nomes.  Ora,  isso  é  totalmente  compreensível  pelo  fato  de  que  os
judeus colocavam Abraão acima de Jesus: “Nosso pai é Abraão ... És maior do que o
nosso pai Abraão?”  (cf.  Jo.8:39,53; Mt.3:9). O  que  simplesmente  Jesus  faz  é  pôr  na
boca Abraão exatamente as palavras que ele teria dito em pessoa: “Se não ouvem a
Moisés e aos profetas,  tão pouco se deixarão persuadir, ainda que ressuscite alguém
dentre os mortos” (cf. Lc.16:31).
Para  isso  é  evidente  que  teria  que  citar  nomes.  Além  disso,  não  há  absolutamente
nenhuma  regra  que  obrigue  que  uma  parábola  não  tenha  nomes.  Jesus  contou
parábolas  sem  precisar  dizer  para  as  pessoas:  “Atenção,  isso  é  uma  parábola...”!  A
parábola do rico e do Lázaro fica entre parábolas, como podemos ver a seguir:
CAP.14 DE LUCAS – A PARÁBOLA DA GRANDE FESTA
CAP.15 DE LUCAS – A PARÁBOLA DA OVELHA PERDIDA
CAP.15 DE LUCAS – A PARÁBOLA DA MOEDA PERDIDA
CAP.15 DE LUCAS – A PARÁBOLA DO FILHO PRÓDIGO
CAP.16 DE LUCAS – A PARÁBOLA DO ADMINISTRADOR DESONESTO
CAP. 16 DE LUCAS – A ******** DO RICO E LÁZARO
CAP.17 DE LUCAS – A PARÁBOLA DO EMPREGADO
CAP.18 DE LUCAS – A PARÁBOLA DA VIÚVA E DO JUIZ
Nisso  fica claro que a história  tratava­se  realmente de uma parábola. A parábola diz
que "havia  também  certo mendigo,  chamado  Lázaro,  coberto  de  chagas,  que  jazia  à
porta  daquele;  e  desejava  alimentar­se  das migalhas  que  caiam da mesa  do  rico;  e
até  os  cães  vinham  lamber  as  úlceras"  (cf.  Lc.16:20,21).  Igualmente,  vemos  que  o
homem  rico  da  parábola  não  era  apenas  rico,  mas  vaidoso  e  se  vestia  do  melhor
           
CURTA NO FACEBOOK
Seja o primeiro de seus amigos a curtir isso.
Lucas Banzoli
197 curtidas
Curtir Página Compartilhar
TEMAS
1 Coríntios 15 e a ressurreição
206 Provas contra a imortalidade da alma
A alma na cova
A Doutrina do Juízo
A Lenda da Imortalidade da Alma [LIVRO]
Aniquilacionismo do diabo
Antigo Testamento e a vida após a morte
As almas que clamavam por vingança (Ap.6:9­
11)
Ausente do corpo e presente com Cristo
Bicho que não morre
Davi já subiu aos céus
Debates
Deus de vivos e não de mortos
Deus: o único que possui a imortalidade
Dormição de Maria
Eclesiastes e a vida após a morte
Eruditos e Teólogos contra a imortalidade
Eternidade no Céu ou na Nova Terra?
Experiências fora do corpo
Fogo eterno
Geena
Hades
Imortalidade da Alma x Ressurreição dos
Mortos
Imortalidade: dom de Deus a ser alcançado
Inferno
Introdução ao Blog
PÁGINA INICIAL ENVIAR CARTA LEIA O LIVRO: "A LENDA DA IMORTALIDADE DA ALMA"
 
Search  
 20:44   Lucas Banzoli   21 comments
http://desvendandoalenda.blogspot.com.br/
http://desvendandoalenda.blogspot.com.br/
http://apologiacrista.com/index.php?pagina=1077967963
http://apologiacrista.com/index.php?pagina=1077980308
http://www.apologiacrista.com/index.php?pagina=1078004998
http://ocristianismoemfoco.blogspot.com.br/search/label/Meus%20v%C3%ADdeos%20no%20YouTube
http://apologiacrista.com/index.php?pagina=contactos
http://desvendandoalenda.blogspot.com.br/2013/07/estudo-completo-e-aprofundado-sobre.html
http://desvendandoalenda.blogspot.com.br/2012/12/a-lenda-da-imortalidade-da-alma-livro_14.html
https://www.facebook.com/alisson.silva.37454961
https://www.facebook.com/geferson.rogacianosantos
https://www.facebook.com/morenadourada
https://www.facebook.com/renatoedilson.mmn
https://www.facebook.com/fabio.deoliveira.1694
https://www.facebook.com/debora.franco.921
https://www.facebook.com/jacquese.santos
https://www.facebook.com/lucasbanzoli1
https://www.facebook.com/lucasbanzoli1
https://www.facebook.com/sharer/sharer.php?app_id=568733679822116&u=https%3A%2F%2Fwww.facebook.com%2Flucasbanzoli1&display=popup&ref=plugin&src=page
https://www.facebook.com/lucasbanzoli1
http://desvendandoalenda.blogspot.com.br/search/label/1%20Cor%C3%ADntios%2015%20e%20a%20ressurrei%C3%A7%C3%A3o
http://desvendandoalenda.blogspot.com.br/search/label/206%20Provas%20contra%20a%20imortalidade%20da%20alma
http://desvendandoalenda.blogspot.com.br/search/label/A%20alma%20na%20cova
http://desvendandoalenda.blogspot.com.br/search/label/A%20Doutrina%20do%20Ju%C3%ADzo
http://desvendandoalenda.blogspot.com.br/search/label/A%20Lenda%20da%20Imortalidade%20da%20Alma%20%5BLIVRO%5D
http://desvendandoalenda.blogspot.com.br/search/label/Aniquilacionismo%20do%20diabo
http://desvendandoalenda.blogspot.com.br/search/label/Antigo%20Testamento%20e%20a%20vida%20ap%C3%B3s%20a%20morte
http://desvendandoalenda.blogspot.com.br/search/label/As%20almas%20que%20clamavam%20por%20vingan%C3%A7a%20%28Ap.6%3A9-11%29
http://desvendandoalenda.blogspot.com.br/search/label/Ausente%20do%20corpo%20e%20presente%20com%20Cristo
http://desvendandoalenda.blogspot.com.br/search/label/Bicho%20que%20n%C3%A3o%20morre
http://desvendandoalenda.blogspot.com.br/search/label/Davi%20j%C3%A1%20subiu%20aos%20c%C3%A9us
http://desvendandoalenda.blogspot.com.br/search/label/Debates
http://desvendandoalenda.blogspot.com.br/search/label/Deus%20de%20vivos%20e%20n%C3%A3o%20de%20mortos
http://desvendandoalenda.blogspot.com.br/search/label/Deus%3A%20o%20%C3%BAnico%20que%20possui%20a%20imortalidade
http://desvendandoalenda.blogspot.com.br/search/label/Dormi%C3%A7%C3%A3o%20de%20Maria
http://desvendandoalenda.blogspot.com.br/search/label/Eclesiastes%20e%20a%20vida%20ap%C3%B3s%20a%20morte
http://desvendandoalenda.blogspot.com.br/search/label/Eruditos%20e%20Te%C3%B3logos%20contra%20a%20imortalidade
http://desvendandoalenda.blogspot.com.br/search/label/Eternidade%20no%20C%C3%A9u%20ou%20na%20Nova%20Terra%3F
http://desvendandoalenda.blogspot.com.br/search/label/Experi%C3%AAncias%20fora%20do%20corpo
http://desvendandoalenda.blogspot.com.br/search/label/Fogo%20eterno
http://desvendandoalenda.blogspot.com.br/search/label/Geena
http://desvendandoalenda.blogspot.com.br/search/label/Hades
http://desvendandoalenda.blogspot.com.br/search/label/Imortalidade%20da%20Alma%20x%20Ressurrei%C3%A7%C3%A3o%20dos%20Mortos
http://desvendandoalenda.blogspot.com.br/search/label/Imortalidade%3A%20dom%20de%20Deus%20a%20ser%20alcan%C3%A7ado
http://desvendandoalenda.blogspot.com.br/search/label/Inferno
http://desvendandoalenda.blogspot.com.br/search/label/Introdu%C3%A7%C3%A3o%20ao%20Blog
http://desvendandoalenda.blogspot.com.br/
http://apologiacrista.com/index.php?pagina=contactos
http://desvendandoalenda.blogspot.com.br/2012/12/a-lenda-da-imortalidade-da-alma-livro_14.html
http://desvendandoalenda.blogspot.com.br/feeds/posts/default
http://twitter.com/USERNAME
24/10/2015 Estudo completo e aprofundado sobre a parábola do rico e Lázaro ~ Desvendando a Lenda
http://desvendandoalenda.blogspot.com.br/2013/07/estudo­completo­e­aprofundado­sobre.html 2/23
daquilo que podia usufruir: "púrpura e linho finíssimo" (cf. Lc.16:19). Ele “todos os dias
se  regalava  esplendidamente”  (cf.  Lc.16:19),  ou  seja,  era  de  absolutamente  alta
classe.
Ponderamos:  onde  é  que  você  já  viu  um  banquete  de  alta  classe  de  um  rico  que
permitisse que um mendigo cheio de chagas ficasse sentado à sua porta, e que, além
disso,  ainda  deixava  que  comesse  das  migalhas  de  sua  mesa?  Se  isso  já  é  uma
possibilidade  altissimamente  improvável  nos  nossos  dias,  isso  era  completamente 
impossível de acontecer naquela sociedade judaica.
O  rico dejeito nenhum  iria permitir  que os  seus visitantes  (também  ricos  tais  como
ele) passassem pela porta com um mendigo, que, além disso, ainda estava coberto de
chagas, em uma doença contaminosa, possivelmente a própria lepra, comum naqueles
dias. Isso não faz a personalidade de um judeu rico daquela época (muito menos um
que teria sido mandado para o  inferno em seguida). Como se esse cenário não fosse
suficientemente  improvável,  ainda  vemos  também  cachorros  que  lambiam  as  suas
chagas! Quando vemos tal cenário, vemos que isso era impossível!
Tratava­se  somente  de  uma  história  que  Jesus  criou  do mesmo modo  que  ele  criou
outras histórias (parábolas) com uma lição moral a ser dela retirada. E, de fato, Cristo
tinha  um  ponto  muito  importante  para  chamar  a  atenção  de  seus  ouvintes,  como
veremos  mais  adiante.  Para  isso  ele  usava  uma  parábola,  como  é  a  do  rico  e  do
Lázaro.  Cristo  não  precisava  dizer:  “Olha,  gente,  isso  é  uma  outra  parábola”;  pelo
simples fato de que ele “nada lhes dizia sem usar alguma parábola” (cf. Mt.13:34).
Em  Lucas  12:41  os  seus  discípulos  interpretaram  um  ensinamento  de  Cristo  como
sendo uma parábola,mas em lugar nenhum vemos Cristo dizendo que aquilo era uma
parábola (ver Lucas 12:35­41). Os seus discípulos sabiam que ele lhes falava por meio
de parábolas ao contar histórias, e não precisavam questioná­lo quanto a  isso, muito
menos  quando  tal  história  localiza­se  exatamente  no  meio  de  outras  histórias
parabólicas!  O  mesmo  quadro  ocorre  em  Mateus  7:17,  quando  os  seus  discípulos
interpretam os  seus  ensinos  como  sendo uma parábola  (cf. Mt.7:15­17),  embora  em
lugar nenhum Cristo tenha feito qualquer questão de mencionar que aquilo tratava­se
realmente de uma parábola.
Em outra ocasião, em Mateus 15:14, Pedro identifica um ensinamento de Cristo como
sendo uma parábola, embora em lugar nenhum Jesus tenha feito questão de ressaltar
que aquilo era mesmo uma parábola, e em Lucas 6:39 o evangelista conta o mesmo
ensinamento  mas  omite  que  aquilo  tratava­se  de  uma  parábola.  Se  Lucas  conta  o
mesmo relato encontrado em Mateus e não diz que se tratava de uma parábola (sendo
que em Mateus está bem claro que era), então vemos que Lucas citava parábolas de
Cristo sem necessariamente afirmar estar se  tratando de uma parábola. Mas se  toda
vez que Cristo  contasse parábolas  tivesse  que haver  a menção  de  que  aquilo  é  uma
parábola,  então  Mateus  entraria  em  contradição  com  Lucas,  pois  ambos  contam  a
mesma história, mas um diz que é uma parábola e o outro não diz nada!
Do mesmo modo, em Lucas 5:36 o autor diz que Cristo dizia uma parábola  aos  seus
seguidores,  mas  em  Marcos  2:21  a  mesma  história  aparece  sem  qualquer
menção de estar  ligada a uma parábola. Tudo  isso nos  faz ter a certeza de que,
realmente,  Jesus  ensinava  aos  seus  discípulos  por meio  de  parábolas,  que  não  tem
qualquer  necessidade  de  serem  mencionadas  como  tal.  Se  até  mesmo  nestes
contextos os seus discípulos sabiam que aquilo era parábola, mesmo sem ninguém ter
dito  expressamente  que  era  uma,  quanto  mais  quando  vemos  que  tal  história
parabólica  de  Lucas  16  está  exatamente  entre  várias  outras  parábolas  que  Jesus
estava contando!
Se  você  está  contando  várias  piadas  numa  roda  de  amigos,  não  precisa  repetir  o
tempo  todo  que  ao  término  de  uma  você  estará  iniciando  outra  piada.  Todos  já
saberão disso. Da mesma forma, se Cristo estava contando várias parábolas uma em
seguida da outra, era completamente desnecessário dar um aviso de alerta avisando
que  aquilo  era  parábola  e  não  um  relato  real.  Isso  já  era  simplesmente  óbvio.  Os
únicos  que  não  conseguem  entender  isso  são  os  imortalistas,  que  por  não
compreenderem nem o contexto nem o significado de uma parábola precisam  ignorar
tudo  isso  e  fazerem de  conta  de  que  não  é  parábola,  é  realidade,  e  de  que,  se  não
fosse uma história real, Jesus precisaria ter parado a conversa, avisado que era outra
parábola, e só assim eles ficariam satisfeitos!
Ademais, vários detalhes na parábola nos mostram que aquilo não era um relato real,
mas uma ficção. Por exemplo, veremos que o rico possui um corpo físico com língua e
todos  os  outros membros  do  corpo,  que  ele  sentia  sede,  que  precisava  beber  água,
que  conseguia  conversar  com  quem  estava  no  Céu  mesmo  enquanto  queimava  em
meio às chamas de fogo, dentre outros tantos fatos que nos mostram claramente que
tudo  aquilo  não  passava  de  mera  parábola  assim  como  todas  as  outras,  cuja
significância  estava  baseada  no  ensinamento moral  por  trás  dela,  e  não  no
relato em si como sendo algo literal. Veremos que uma parábola nunca, jamais e
em  circunstância  alguma  pode  ser  fundamentada  como  regra  de  doutrina  pelos  seus
Judaísmo e a vida após a morte
Jó e a imortalidade da alma
Lago de fogo
Lei Moral
Levar cativo o cativeiro
Lista de provas contra a imortalidade da alma
Livros
Lucas 23:43
Lutero e a imortalidade da alma
Mateus 25:46
Moisés e a imortalidade da alma
Moisés no monte da transfiguração
Momento da entrada na glória
Momento da Recompensa
Morte da alma biblicamente
Natureza humana: holista
Novos céus e nova terra
Não sejamos ignorantes acerca dos que
dormem
O consolo da ressurreição
O escritor de Hebreus cria na imortalidade da
alma?
O ladrão da cruz
O sono da morte
Os espíritos em prisão (1Pe.3:18­21)
Os heróis da fé
Os mortos dormem
Os mortos estão vivos em outro mundo?
Pais da Igreja e a Imortalidade da Alma
Partir e estar com Cristo
Parábola do rico e Lázaro
Paulo e a imortalidade da alma
Pentateuco sobre a vida após a morte
Podem matar o corpo mas não a alma
(Mt.10:28)
Por que o diabo inventou a imortalidade da
alma?
Quando obteremos a vida eterna?
Quando os mortos entrarão no Céu?
Refutando objeções imortalistas no Antigo
Testamento
Refutando objeções imortalistas no Novo
Testamento
Ressurreição da carne comprovada
Ressurreição de Lázaro
Ressurreição de Moisés
Resumo da lenda
Samuel apareceu a Saul depois de morto?
Segunda morte
Sheol
Significado de alma
Significado de espírito
Sobre a minha crença na mortalidade da alma
Sono da Morte
http://desvendandoalenda.blogspot.com.br/search/label/Juda%C3%ADsmo%20e%20a%20vida%20ap%C3%B3s%20a%20morte
http://desvendandoalenda.blogspot.com.br/search/label/J%C3%B3%20e%20a%20imortalidade%20da%20alma
http://desvendandoalenda.blogspot.com.br/search/label/Lago%20de%20fogo
http://desvendandoalenda.blogspot.com.br/search/label/Lei%20Moral
http://desvendandoalenda.blogspot.com.br/search/label/Levar%20cativo%20o%20cativeiro
http://desvendandoalenda.blogspot.com.br/search/label/Lista%20de%20provas%20contra%20a%20imortalidade%20da%20alma
http://desvendandoalenda.blogspot.com.br/search/label/Livros
http://desvendandoalenda.blogspot.com.br/search/label/Lucas%2023%3A43
http://desvendandoalenda.blogspot.com.br/search/label/Lutero%20e%20a%20imortalidade%20da%20alma
http://desvendandoalenda.blogspot.com.br/search/label/Mateus%2025%3A46
http://desvendandoalenda.blogspot.com.br/search/label/Mois%C3%A9s%20e%20a%20imortalidade%20da%20alma
http://desvendandoalenda.blogspot.com.br/search/label/Mois%C3%A9s%20no%20monte%20da%20transfigura%C3%A7%C3%A3o
http://desvendandoalenda.blogspot.com.br/search/label/Momento%20da%20entrada%20na%20gl%C3%B3ria
http://desvendandoalenda.blogspot.com.br/search/label/Momento%20da%20Recompensa
http://desvendandoalenda.blogspot.com.br/search/label/Morte%20da%20alma%20biblicamente
http://desvendandoalenda.blogspot.com.br/search/label/Natureza%20humana%3A%20holista
http://desvendandoalenda.blogspot.com.br/search/label/Novos%20c%C3%A9us%20e%20nova%20terra
http://desvendandoalenda.blogspot.com.br/search/label/N%C3%A3o%20sejamos%20ignorantes%20acerca%20dos%20que%20dormem
http://desvendandoalenda.blogspot.com.br/search/label/O%20consolo%20da%20ressurrei%C3%A7%C3%A3ohttp://desvendandoalenda.blogspot.com.br/search/label/O%20escritor%20de%20Hebreus%20cria%20na%20imortalidade%20da%20alma%3F
http://desvendandoalenda.blogspot.com.br/search/label/O%20ladr%C3%A3o%20da%20cruz
http://desvendandoalenda.blogspot.com.br/search/label/O%20sono%20da%20morte
http://desvendandoalenda.blogspot.com.br/search/label/Os%20esp%C3%ADritos%20em%20pris%C3%A3o%20%281Pe.3%3A18-21%29
http://desvendandoalenda.blogspot.com.br/search/label/Os%20her%C3%B3is%20da%20f%C3%A9
http://desvendandoalenda.blogspot.com.br/search/label/Os%20mortos%20dormem
http://desvendandoalenda.blogspot.com.br/search/label/Os%20mortos%20est%C3%A3o%20vivos%20em%20outro%20mundo%3F
http://desvendandoalenda.blogspot.com.br/search/label/Pais%20da%20Igreja%20e%20a%20Imortalidade%20da%20Alma
http://desvendandoalenda.blogspot.com.br/search/label/Partir%20e%20estar%20com%20Cristo
http://desvendandoalenda.blogspot.com.br/search/label/Par%C3%A1bola%20do%20rico%20e%20L%C3%A1zaro
http://desvendandoalenda.blogspot.com.br/search/label/Paulo%20e%20a%20imortalidade%20da%20alma
http://desvendandoalenda.blogspot.com.br/search/label/Pentateuco%20sobre%20a%20vida%20ap%C3%B3s%20a%20morte
http://desvendandoalenda.blogspot.com.br/search/label/Podem%20matar%20o%20corpo%20mas%20n%C3%A3o%20a%20alma%20%28Mt.10%3A28%29
http://desvendandoalenda.blogspot.com.br/search/label/Por%20que%20o%20diabo%20inventou%20a%20imortalidade%20da%20alma%3F
http://desvendandoalenda.blogspot.com.br/search/label/Quando%20obteremos%20a%20vida%20eterna%3F
http://desvendandoalenda.blogspot.com.br/search/label/Quando%20os%20mortos%20entrar%C3%A3o%20no%20C%C3%A9u%3F
http://desvendandoalenda.blogspot.com.br/search/label/Refutando%20obje%C3%A7%C3%B5es%20imortalistas%20no%20Antigo%20Testamento
http://desvendandoalenda.blogspot.com.br/search/label/Refutando%20obje%C3%A7%C3%B5es%20imortalistas%20no%20Novo%20Testamento
http://desvendandoalenda.blogspot.com.br/search/label/Ressurrei%C3%A7%C3%A3o%20da%20carne%20comprovada
http://desvendandoalenda.blogspot.com.br/search/label/Ressurrei%C3%A7%C3%A3o%20de%20L%C3%A1zaro
http://desvendandoalenda.blogspot.com.br/search/label/Ressurrei%C3%A7%C3%A3o%20de%20Mois%C3%A9s
http://desvendandoalenda.blogspot.com.br/search/label/Resumo%20da%20lenda
http://desvendandoalenda.blogspot.com.br/search/label/Samuel%20apareceu%20a%20Saul%20depois%20de%20morto%3F
http://desvendandoalenda.blogspot.com.br/search/label/Segunda%20morte
http://desvendandoalenda.blogspot.com.br/search/label/Sheol
http://desvendandoalenda.blogspot.com.br/search/label/Significado%20de%20alma
http://desvendandoalenda.blogspot.com.br/search/label/Significado%20de%20esp%C3%ADrito
http://desvendandoalenda.blogspot.com.br/search/label/Sobre%20a%20minha%20cren%C3%A7a%20na%20mortalidade%20da%20alma
http://desvendandoalenda.blogspot.com.br/search/label/Sono%20da%20Morte
24/10/2015 Estudo completo e aprofundado sobre a parábola do rico e Lázaro ~ Desvendando a Lenda
http://desvendandoalenda.blogspot.com.br/2013/07/estudo­completo­e­aprofundado­sobre.html 3/23
meios parabólicos.
PARÁBOLAS NÃO TÊM MEIOS LITERAIS
É  mais  especificamente  neste  ponto  que  colocamos  um  fim  na  superstição  de  que
existe um estado intermediário das almas porque os meios de uma parábola tem que
ser  literais. É aí que muita gente se engana: parábolas não necessitam de meios
literais,  ao  contrário,  apresentam  uma  lição  moral  valiosa  por  detrás  de
meios não necessariamente literais. Uma prova muito forte disso é o simples fato
de  que  Jesus  contou  muitas  parábolas,  e  se  fôssemos  tomar  literalmente  todos  os
meios que ele usa, iríamos encontrar inúmeros “absurdos”.
Por  exemplo:  neste mesmo  contexto  da  parábola  do  rico  e  Lázaro  há  a  parábola  do
administrador desonesto (cf. Lc.16:1­12). Veja o que o verso 8 diz: “O senhor elogiou
o administrador desonesto, porque agiu astutamente. Pois os  filhos deste mundo são
mais  astutos  no  trato  entre  si  do  que  os  filhos  da  luz”  (cf.  Lc.16:8).  Analisando  a
parábola literalmente, poderíamos chegar à infeliz conclusão de que Cristo aprovava a
administração  desonesta.  Contudo,  ele  não  estava  incentivando  a  prática  de
administração  desonesta,  até  mesmo  porque  em  parte  alguma  a  Bíblia  aprova  tal
prática, mas a  lição moral  da parábola não é  sobre administrar desonestamente  (cf.
Lc.16:9). Os  meios  da  parábola  não  são  reais  e  não  influenciam  sua  lição
moral!
Do mesmo modo, Jesus contou uma parábola sobre o dever de orar sempre e nunca
desfalecer  (cf.  Lc.18:1­8).  Nela,  o  juiz  (que  representa  Deus,  aquele  que  atende  as
nossas orações) é tratado como“um homem mau que nem ao homem respeitava” (cf.
Lc.18:2). É óbvio que o que Cristo queria  realmente ensinar não era que Deus é um
homem mau, mas sim que se até um homem mau atende aos nossos pedidos, quanto
mais o nosso Pai que está no Céu nos atenderá (que não é mau coisa nenhuma, mas
poderíamos chegar a essa conclusão caso tomássemos os meios dessa parábola como
reais). Novamente, vemos uma lição moral (de orar sempre e nunca desfalecer) sendo
ensinada através demeios não reais/literais.
A mesma coisa veremos que sucede também na parábola do rico e Lázaro. Uma lição
moral  (de  advertência  à  incredulidade  dos  fariseus  e  às  tradições  da  época)  sendo
ensinada através de meios não  reais/literais.  Essa é uma  regra  comum em  todas as
parábolas,  que  os  imortalistas  só  não  admitem  que  possa  valer  também  para  Lucas
16:19­31, porque  implicaria em abrir mão de uma das únicas passagens bíblicas que
supostamente favoreceriam a doutrina grega da imortalidade da alma.
Em outra  parábola, Deus  é  retratado  como  “um homem  severo  que  ceifas  onde  não
semeaste  e  ajuntas  onde  não  espalhaste”  (cf.  Mt.25:24).  Diante  do  contexto,  este
“homem” é Aquele que distribui os dons (talentos) aos homens e a quem nós devemos
prestar  contas um dia. Quem ele é? Óbvio: Deus. Mas  será que Deus é  “um homem
severo  que  ceifa  onde  não  semeou  e  ajunta  onde  não  espalhou”?  Claro  que  não.
Tomemos os meios de uma parábola como reais e mudamos totalmente a visão de um
Deus de amor e justiça que a Escritura nos revela do início ao fim!
Vejam  que  curioso:  se  tomarmos  os  meios  dessa  parábola  como  reais,  todo  o
conceito de Deus apresentado em toda a Escritura muda. Da mesma forma, se
tomarmos  a  parábola  do  rico  e  Lázaro  como  literal,  todo  o  conceito  sobre  a
natureza  humana  e  seu  destino  pós­morte  apresentado  em  toda  a  Escritura
muda. Mas no primeiro caso os imortalistas aceitam facilmente que se trata de meros
meios não­literais e irreais característicos de uma parábola, enquanto que no segundo
caso  não  aceitam  de  jeito  nenhum,  pois  estão  presos  em  seus  sofismas  sobre  a
existência  de  uma  alma  imortal  e  precisam  se  apegar  a  todo  e  qualquer  custo  a
passagens  claramente  parabólicas  como  a  de  Lucas  16  para  fundamentar  as  suas
teses!
Tome  também,  por  exemplo,  outro  meio  de  parábola  contada  por  Cristo:  “Então  o
senhor disse ao servo: Vá pelos caminhos e valados e obrigue­os a entrar, para que a
minha casa  fique cheia”  (cf.  Lc.14:23). Será que as pessoas  são  forçadas  a  entrar
no Céu,  sendo obrigadas a  isso, contra a vontade delas? É claro que não, pois Deus
nos  concedeu  o  livre  arbítrio.  Ninguém é  obrigado  ou  forçado  por Deus  a  ser  salvo,
pois a salvação é algo que implica em perseverança (nossa) até o fim (cf. Mt.24:13),
ninguém vai pro Céu contra a sua própria vontade.
Mas  se  as  parábolas  são  reais  em  seu  todo  e  seus  meios  são  apresentados
literalmente,  então  somos  obrigados  a  entrar  no  Reino  de  Deus,  não  há
escapatória,  seremos  salvos querendo ou não! O que é mais  razoável de  se aceitar?
Que Deus nos obriga a entrar em Sua casa, ou que as parábolas não possuem meios
reais,  mas  apenas  uma  verdade  moral  por  detrás  de  um  ensinamento  com  meios
simbólicos?  
Evidentemente que asparábolas não tem meios literais, jamais podemos fundamentar
Tormento eterno
Tártarus
Um espírito não tem carne e ossos
Universalismo
Vídeos
ARQUIVO DO BLOG
►  2015 (2)
►  2014 (6)
▼  2013 (48)
►  Dezembro (1)
►  Novembro (1)
►  Outubro (2)
►  Setembro (9)
►  Agosto (29)
▼  Julho (2)
Estudo completo e aprofundado sobre a
parábola do ...
Estudo completo sobre Lucas 23:43 ­ 'Hoje
estarás ...
►  Maio (1)
►  Abril (3)
►  2012 (31)
http://desvendandoalenda.blogspot.com.br/search/label/Tormento%20eterno
http://desvendandoalenda.blogspot.com.br/search/label/T%C3%A1rtarus
http://desvendandoalenda.blogspot.com.br/search/label/Um%20esp%C3%ADrito%20n%C3%A3o%20tem%20carne%20e%20ossos
http://desvendandoalenda.blogspot.com.br/search/label/Universalismo
http://desvendandoalenda.blogspot.com.br/search/label/V%C3%ADdeos
javascript:void(0)
http://desvendandoalenda.blogspot.com.br/search?updated-min=2015-01-01T00:00:00-08:00&updated-max=2016-01-01T00:00:00-08:00&max-results=2
javascript:void(0)
http://desvendandoalenda.blogspot.com.br/search?updated-min=2014-01-01T00:00:00-08:00&updated-max=2015-01-01T00:00:00-08:00&max-results=6
javascript:void(0)
http://desvendandoalenda.blogspot.com.br/search?updated-min=2013-01-01T00:00:00-08:00&updated-max=2014-01-01T00:00:00-08:00&max-results=48
javascript:void(0)
http://desvendandoalenda.blogspot.com.br/2013_12_01_archive.html
javascript:void(0)
http://desvendandoalenda.blogspot.com.br/2013_11_01_archive.html
javascript:void(0)
http://desvendandoalenda.blogspot.com.br/2013_10_01_archive.html
javascript:void(0)
http://desvendandoalenda.blogspot.com.br/2013_09_01_archive.html
javascript:void(0)
http://desvendandoalenda.blogspot.com.br/2013_08_01_archive.html
javascript:void(0)
http://desvendandoalenda.blogspot.com.br/2013_07_01_archive.html
http://desvendandoalenda.blogspot.com.br/2013/07/estudo-completo-e-aprofundado-sobre.html
http://desvendandoalenda.blogspot.com.br/2013/07/estudo-completo-sobre-lucas-2343-hoje.html
javascript:void(0)
http://desvendandoalenda.blogspot.com.br/2013_05_01_archive.html
javascript:void(0)
http://desvendandoalenda.blogspot.com.br/2013_04_01_archive.html
javascript:void(0)
http://desvendandoalenda.blogspot.com.br/search?updated-min=2012-01-01T00:00:00-08:00&updated-max=2013-01-01T00:00:00-08:00&max-results=31
24/10/2015 Estudo completo e aprofundado sobre a parábola do rico e Lázaro ~ Desvendando a Lenda
http://desvendandoalenda.blogspot.com.br/2013/07/estudo­completo­e­aprofundado­sobre.html 4/23
uma doutrina bíblica sustentada por meios de parábolas. Se dissermos que a parábola
de Lucas 16 (do Rico e do Lázaro) obrigatoriamente tem que ter meios reais e literais,
consequentemente  as  demais  parábolas  de  Cristo  também devem  ter  meios  reais  e
literais. Por que a parábola do rico e Lázaro teria que ser exatamente a única exceção
à  regra?  Será  que  é  porque  somente  deste  jeito  que  os  imortalistas  conseguem
sustentar a doutrina da imortalidade da alma baseando­se em tal parábola?
Ora,  se  fôssemos  literalizar  a  parábola,  encontraríamos,  como  vimos,  uma  série  de
problemas e contradições de primeira ordem à frente. As parábolas não podem jamais
serem tomadas literalmente pelos seus meios, pois se fosse assim deveríamos chegar
à  infeliz conclusão de que Deus é um juiz mau e que não respeita ao homem, que é
um  homem  severo  que  planta  aonde  não  semeou,  que  aprova  a  prática  de
administração desonesta e que obriga as pessoas a entrarem no Céu!
É óbvio que Deus não é nenhuma dessas coisas porque as parábolas nunca podem ser
tomadas literalmente – em circunstância nenhuma – mas devemos retirar delas a sua
lição  moral.  O  mesmo  deve  ser  dito  também  com  relação  à  parábola  do  rico  e  do
Lázaro. Qual é a sua lição moral? Ela se encontra no verso 31:
“Se não ouvem a Moisés e aos profetas,  tão pouco se deixarão persuadir,  ainda que
ressuscite alguém dentre os mortos” (cf. Lucas 16:31)
Vemos, portanto, que a lição moral da parábola contada por Cristo em Lucas 16:19­31
em nada tem a ver com a imortalidade da alma, mas, ao contrário, tem relação com a
incredulidade dos fariseus em rejeitarem os ensinamentos de Cristo – nem sequer uma
ressurreição os faria persuadir. Quando tratamos de descrições bíblicas claras e reais
(não  em  textos  parabólicos  ou  simbólicos),  os  meios  são  necessariamente  reais  e
literais  ao  todo.  Contudo,  isso  não  acontece  quando  estamos  tratando  de
uma parábola. Parábola não necessita de meios  reais, mas sim de  lições morais que
levam o ouvinte à reflexão. O principal problema daqueles que pregam a existência da
alma imortal é não saberem ao certo o que é uma parábola:
PARÁBOLA
Acepções ■substantivo feminino
1 narrativa alegórica que transmite uma mensagem indireta, por meio de comparação
ou analogia
1.1  narrativa  alegórica  que  encerra  um  preceito  religioso  ou  moral,  esp.  as
encontradas nos Evangelhos
Ex.: a p. do filho pródigo
Vejamos então o significado de alegoria:
ALEGORIA
Acepções
■substantivo feminino
1  modo  de  expressão  ou  interpretação  us.  no  âmbito  artístico  e  intelectual,  que
consiste em representar pensamentos, ideias, qualidades sob forma figurada e em que
cada elemento funciona como disfarce dos elementos da ideia representada.
Como  o  próprio  dicionário  atesta,  parábolas  são  estórias  de  ficção,  que  Jesus
frequentemente  empregava  para  ensinar  alguma  coisa  aos  seus  ouvintes.  Parábolas
não são e nem nunca foram histórias contadas com a intenção de passar meios reais.
Se  fosse assim, não  faria uso de uma parábola. Parábola é quando o autor utiliza­se
de  meios  ou  cenários  quaisquer,  sem  a  obrigatoriedade  de  serem  verdadeiros  ou
literais,  para  ensinar  uma  lição  moral  por  finalidade,  mediante  a  metaforização  ou
personificação de personagens  inanimados, como é o caso da conversa entre árvores
registrada em 2ª Reis 14:9.
Isso  nós  podemos  ver  ao  longo  de  várias  parábolas  contadas  por  Cristo,  que
claramente  não  são  fatos  reais  –  são  parábolas.  Por  exemplo,  é  extremamente
improvável  que  houvesse  um  homem  que  vendeu  todos  os  seus  bens  para  comprar
uma pérola de grande valor  (cf. Mt.13:46), pois  isso não  faria  sentido. Também não
houve  um  administrador  infiel  elogiado  pelo  seu  senhor  (cf.  Lc.16:8).  Da  mesma
forma,  Cristo  também  afirmou  sobre  ter  de  arrancar  os  olhos  ou  cortar  pernas  e
braços  para  entrar  no  Reino  dos  céus.  Será  que  por  isso  no  Reino  haverá  caolhos,
manetas e pernetas – tudo isso literalmente? É claro que não. Tudo isso é obviamente
uma linguagem altamente metafórica, tanto quanto a parábola  do rico e do Lázaro.
Mais ainda que isso, uma outra prova fatal que nos faz concluir que Cristo não estava
como  finalidade  dado  uma  aula  sobre  o  estado  dos  mortos,  é  o  fato  de  que  nem
mesmo as palavras “alma­psiquê” ou “espírito­pneuma” aparecem nesta parábola. Pelo
contrário, o rico possuía um corpo físico com dedo,  língua e que sente calor e pede
água para matar a sede (cf. Lc.16:24). A própria sede é uma característica do corpo, e
não de um espírito “imaterial”, “fluídico”.
Um espírito desprovido de corpo não tem nada disso, e a Bíblia diz que nós só teremos
24/10/2015 Estudo completo e aprofundado sobre a parábola do rico e Lázaro ~ Desvendando a Lenda
http://desvendandoalenda.blogspot.com.br/2013/07/estudo­completo­e­aprofundado­sobre.html 5/23
um  corpo  novamente  após  ressurgirmos  dos mortos  (cf.  1Co.15:42­44).  Jesus  disse
claramente que um espírito não tem nem carne e nem ossos (cf. Lc.24:39). Será que
Cristo  se  enganou dizendo que o  rico  possuía  língua no Hades  ou  os  corpos
dos  personagens  foram  parar  no  Hades  por  engano?Nenhuma  das  duas,  era
mera  parábola:  não  exigia  meios  reais!  Se  o  objetivo  de  Cristo  ao  contar  esse
parábola  fosse  exatamente  anunciar  a  imortalidade  da  alma,  então  seria
completamente indispensávela menção de “almas” ou de “espíritos” deixando o corpo
e partindo para o “além”.
Contudo, os personagens ali  citados vão com os seus corpos para o Hades,  tudo nos
mostra que o que aconteceu  foi a personificação de personagens  inanimados  e,
por este motivo, não eram os “espíritos” que desciam ao Hades, mas sim os próprios
corpos.
Como bem assinalou o doutor Samuelle Bacchiocchi:  “
[“Immortality or Resurrection?”]
A questão aqui é muito simples: se a intenção de Cristo em contar essa parábola fosse
de alguma forma fazer uma descrição  fiel do atual estado dos mortos, então é óbvio
que os personagens estariam no Hades em forma de espíritos incorpóreos, e não com
os próprios corpos físicos, como um exame da parábola nos indica claramente. O fato
de  eles  estarem  lá  com  seus  próprios  corpos  prova  inequivocadamente  que  o  que
ocorreu  neste  caso  nada  mais  foi  senão  a  personificação  de  personagens
inanimados, o que é muito comum na Bíblia. Corpos já mortos foram personificados
e ganharam vida dentro de um contexto parabólico,  isto é, de uma estória alegórica
para ensinar alguma lição moral como finalidade.
O  que  ocorreu,  portanto,  não  foi  uma  descrição  do  atual  estado  dos  mortos  como
“espíritos  incorpóreos”  em  um  estado  intermediário  entre  a morte  e  a  ressurreição,
mas  sim a  personificação  de  corpos mortos  como  se  estivessem  vivos,  e  do
que  aconteceria  neste  contexto  parabólico.  Tanto  quanto  a  linguagem  parabólica  da
conversa  entre  árvores  em  2ª  Reis  14:9  não  significa  que  as  árvores  realmente
conversam entre  si,  a parábola do  rico e Lázaro não prova que espíritos  incorpóreos
mantém  consciência  no  pós­morte,  mas  apresenta  a  mesma  personificação  de
personagens  inanimados que ocorre  tanto em 2ª Reis 14:9  como em diversas outras
ocorrências bíblicas num mesmo contexto alegórico ou parabólico.
o  rico  pede  que  joguem um pingo  água
para molhar a sua língua, enquanto ele queimava em meio às chamas! Além da sede
literal (por água) ser uma característica corporal (e não de um “espírito”, como anjos
ou demônios, por exemplo), de que serviria um “dedo” molhado “em água” para aliviar
tamanhos rigores extremos de um fogo devorador e literalmente verdadeiro que o rico
estaria passando naquele exato momento e também por toda a eternidade?
Ademais,  a própria parábola diz  que havia um abismo muito grande entre  ambas as
partes,  motivo  pelo  qual  o  rico  não  podia  ser  molhado  com  água.  Contudo,  ele
conversava  com  Abraão  como  se  estivesse  face­a­face  com  ele!  Ora,  se  ele
conversava  tão  perfeitamente  com Abraão,  então  ele  também poderia  perfeitamente
ser molhado com água, pois a distância assim o permitiria.
E será possível compreender absolutamente o que cada pessoa da cena diz sendo que
neste  mesmo  cenário  havia  um  barulho  horrivelmente  aterrorizante  de  fogo  em
atividade e milhões ou bilhões de pessoas queimando e gritando aos prantos naquele
mesmo momento? Quem iria compreender o que alguma pessoa  fala em tal cenário?
Como  se  tudo  isso  não  fosse  suficientemente  claro,  será  que  no  Reino  poderemos
conversar com os não­salvos enquanto eles queimam em meios às chamas? Pois, pela
parábola,  tal  comunicação  entre  os  salvos  e  os  não­salvos  seria  perfeitamente
plausível.
Poderíamos,  caso  tomássemos  os meios  da  parábola  como  literais,  ver  e  conversar
com  os  nossos  parentes  não­salvos  enquanto  eles  queimam  no  inferno!  Certamente
bater papo com alguém nestas condições e neste cenário, é uma terrível falta de bom
senso. Os que não forem salvos jamais poderão se unir novamente com os que forem
salvos (por meio de uma conversa, por exemplo), pois a morte significa a separação
total entre ambos os grupos. É isso o que também é ilustrado nesta parábola.
Não, meus amigos, definitivamente não foi o estado dos mortos que foi ilustrado nesta
parábola, não houve nenhuma descrição de “estado intermediário” algum, mas apenas
e  tão  somente a personificação de personagens  inanimados ganhando vida  (típico de
parábola), em um cenário corrente na época, como veremos mais a seguir. Com toda
Os que  interpretam a parábola
como  uma  representação  literal  do  estado  dos  salvos  e  perdidos  após  a  morte
defrontam  problemas  insuperáveis.  Se  a  narrativa  for  uma  descrição  real  do  estado
intermediário, então deve ser verdadeiro em fato e coerente em detalhe. Contudo, se
a  parábola  for  figurada,  então  somente  a  lição  moral  a  ser  transmitida  deve  nos
preocupar.  Uma  interpretação  literal  da  narrativa  se  despedaça  sob  o  peso  de  seus
próprios  absurdos  e  contradições,  como  se  torna  evidente  sob  exame
detido” 
Isso  também é  constatado  pelo  fato  de  que 
24/10/2015 Estudo completo e aprofundado sobre a parábola do rico e Lázaro ~ Desvendando a Lenda
http://desvendandoalenda.blogspot.com.br/2013/07/estudo­completo­e­aprofundado­sobre.html 6/23
a clareza, os imortalistas que insistirem em admitir a parábola do rico e Lázaro como
sendo  “prova”  do  dualismo  platônico  na  Bíblia,  encontrarão  tamanhos  dilemas
insuperáveis  pela  frente  a  tal  ponto  de  terem  que  reformular  toda  a  sua  teologia
acerca de como é o pós­morte.
Outro  fato que ajuda ainda mais a derrubarmos a má  interpretação dos dualistas é o
lugar para onde teria ido o rico:
“E, no Hades, viu Abraão e Lázaro, em seu seio” (cf. Lucas 16:23)
A clareza da linguagem é evidente: o rico estava no Hades. E é a partir desta parábola
que surge a idéia de que todos os “espíritos” desencarnados vão para o Hades após a
morte,  com divisão  para  justos  e  ímpios. Ora,  qual doutrina  básica  da  fé  cristã  que
tem por base uma parábola? Nenhuma. Mas a parábola do rico e Lázaro (como única
suposta  “descrição” do  “estado  intermediário”  encontrada na Bíblia)  obrigatoriamente
tem que ser literalizada e fundamentada como doutrina bíblica (para eles).
Afinal, a maior base da doutrina imortalista é justamente os meios de uma parábola,
em que os corpos descem junto para o “estado intermediário” conversar com os que já
morreram enquanto se queimam entre as chamas. Pasme! Mas, mesmo que este fosse
o caso, a História nos mostra que o Hades, como um local de tormento em que o rico
estava, é de origem totalmente pagã, e não bíblica. Veremos a seguir onde nasceu o
Hades e como entrou de braços abertos na doutrina imortalista.
A ORIGEM PAGàDO HADES
Na literatura hebraica, o Sheol (transliterado para “Hades” no grego), não era um local
de habitação de espíritos vivos e conscientes em estado desencarnado. Já vimos que
os autores do Antigo Testamento não tinham a mínima ideia de vida consciente antes
da  ressurreição,  muito  menos  de  almas  imortais  ou  espíritos  em  um  estado
intermediário.
A vida pós­morte na visão do Antigo Testamento era que os mortos não louvam a Deus
(cf. Isaías 38:19; Salmos 6:5), não sabem de nada (cf. Eclesiastes 9:5), valem menos
do  que  um  cachorro  vivo  (cf.  Eclesiastes  9:4),  sua  memória  jaz  no  esquecimento
(Eclesiastes  9:5),  não  tem  lembrança  de  Deus  (cf.  Salmos  6:5),  não  confiam  na
fidelidade de Deus (cf. Isaías 38:18), não falam da Sua fidelidade (cf. Salmos 88:12),
estão numa terra de silêncio ­ e não de gritaria do inferno ou de altos louvores do Céu
(cf.  Salmos  115:17),  não  podem  ser  alvos  de  confiança  (cf.  Salmos  146:3),  não
pensam (cf. Salmos 146:4), não tem proveito nenhum para Deus depois de morto (cf.
Salmos 30:9), são comparados com o pó (cf. Salmos 30:9), etc.
Mesmo  assim,  eles  falavam  constantemente  em  Sheol  (Hades),  como  o  local  para
onde  vão  os  mortos.  Algumas  referências  são:  Jó  7:9,  Salmos  18:5,  Salmos  86:3,
Salmos  139:8,  Provérbios  30:16, Gênesis  37:35,  Eclesiastes  9:10,  entre  outros. Ora,
como  podem  os  escritores  do  Antigo  Testamento  desacreditarem  completamente  no
estado  intermediário mas  falarem  tanto  no  Sheol?É  evidente  que,  para  eles,  Sheol
estava longe de ser um local de habitação consciente de espíritos incorpóreos, mas era
meramente uma figura para a sepultura.
Na passagem de Malaquias (último livro do AT) para Mateus (o primeiro do NT) há um
período  de  quatrocentos  anos  (conhecido  como  “período  intertestamentário”).  Neste
período  é  que  os  hebreus  estiveram  dispersos  para  as  nações  influenciadas  pelo
dualismo  grego  que  estabelecia  nelas  uma  forte  ligação  ética,  cultural,  social  e
filosófica,  por  meio  da  doutrina  helenista.  Tais  filosofias  correntes  na  Grécia  Antiga
(especialmente a amplamente difundida doutrina da “imortalidade da alma”) acabaram
entrando no judaísmo helenista.
Tal  impacto do helenismo sobre o judaísmo é evidente em muitas áreas,  incluindo na
adoção  do  dualismo  grego  por  algumas  obras  literárias  judaicas  (inclusive  vários
“livros  apócrifos”)  produzidas  nessa  época.De  acordo  com os  professores  Stephen  L.
Harris  e  James  Tabor,  Sheol  é  um  lugar  de  “vazio”  que  tem  suas  origens  na  Bíblia
Hebraica e no Talmud:
"Seres humanos,  como os animais do  campo,  são  feitos de  ‘pó da  terra’  e na morte
eles retornam ao pó (Gênesis 2:7; 3:19). A palavra hebraica Alma (Nephesh, Psyche),
tradicionalmente  traduzida  por  ‘alma  viva’,  mas mais  adequadamente  compreendida
como ‘criatura vivente’ é a mesma para todas as criaturas viventes e não se refere a
nada  imortal...  Todos  os mortos  descem  ao  Sheol,  e  lá  eles  jazem  no  sono  juntos.
Seja bom ou mau, rico ou pobre, escravo ou liberto (Jó 3:11­19). Ele é descrito como
uma região  ‘escura e profunda’,  ‘a cova’, e  ‘a terra do esquecimento’,  interrupção da
vida (Salmos 6:5; 88:3­12). Se se encara situações extremas de sofrimento no mundo
dos vivos acima, como aconteceu com Jó, o Sheol pode ser visto como um alívio bem­
vindo à dor ­ basta ver o terceiro capítulo de Jó. Mas, basicamente, ele é um tipo de
‘nada’ (Salmo 88:10)”.
24/10/2015 Estudo completo e aprofundado sobre a parábola do rico e Lázaro ~ Desvendando a Lenda
http://desvendandoalenda.blogspot.com.br/2013/07/estudo­completo­e­aprofundado­sobre.html 7/23
Harris partilha observações similares em seu “Compreendendo a Bíblia”,  e acentua o
fato  de  que  houve  uma  associação  com  as  religiões  pagãs  no  período  helenista  que
modificou  o  real  significado  de  “Sheol”  bíblico:  “Quando  os  escribas  judeus
helenistas  traduziram  a  Bíblia  para  o  grego,  eles  usaram  o  termo  ‘Hades’
para  traduzir  Sheol,  trazendo  uma  associação  mitológica  completamente
nova  à  ideia  de  existência  póstuma.  Nos  mitos  da  Grécia  Antiga,  o  Hades,
nomeado  a  partir  da  deidade  sombria  que  o  reinava,  era  originalmente  similar  ao
Sheol hebraico, um submundo escuro no qual  todos os mortos,  a despeito do mérito
individual, eram indiscriminadamente colocados" (Grifo meu)
Esta é uma verdade indiscutível: o Sheol estava longe de ser uma habitação consciente
de  espíritos.  Contudo,  houve  uma  associação mitológica  com  as  filosofias  gregas
(de  imortalidade  da  alma).  Em  outras  palavras,  o  sentido  bíblico  de  Sheol  foi
totalmente  deturpado  pelo  sincretismo  com  a  mitologia  pagã.  Na  mitologia  grega
o mundo dos mortos,  chamado apenas de Hades,  era  o  local  no  subterrâneo para
onde  iam  as  almas  das  pessoas  mortas  (sejam  elas  boas  ou  más),  guiadas  por
Hermes, o emissário dos deuses, para lá tornarem­se sombras. É um local de tristeza.
No  fim  da  luta  dos  deuses  olímpicos  contra  os  Titãs  (a  Titanomaquia),  os  deuses
olímpicos saíram vitoriosos.
Então, Zeus, Posídon e Hades partilharam entre si o universo: Zeus ficou com os céus
e as terras, Posídon ficou com os oceanos e Hades ficou com o mundo dos mortos.
Os titãs pediram socorro a Érebo do mundo inferior; Zeus, então, lançou Érebo para lá
também, assim tornou­se a noite eterna do Hades (Érebo também é outra designação
do mundo  inferior). Das  Idades do Homem e suas  raças, a  raça de bronze,  raça dos
heróis, e a raça de ferro vão para o Hades após a morte.
Este  sincretismo  com  as  religiões  pagãs  que  resultou  em  uma  aplicação  totalmente
diferente de Sheol/Hades: a de um  local no subterrâneo para onde vão as almas das
pessoas  mortas  (sejam  elas  boas  ou  más),  no  “Mundo  dos  Mortos”,  denominado
Hades. Querendo ou não, gostado ou não, é uma clara deturpação  imortalista do que
realmente é o Sheol. Tirando os maiores absurdos, que jamais seriam assumidos pelos
cristãos  (como,  por  exemplo,  o  fato  de  serem guiadas  por Hermes,  o  emissário  dos
deuses, ou dos Titãs pedirem a ajuda de Érebo), a essência pagã de Hades, como um
local de habitação de espíritos, foi absorvida da mitologia pagã direto para a teologia
bíblica dos imortalistas.
O QUE É O SHEOL?
Como  já  vimos  acima,  antes  da  mitologia  pagã  se  infiltrar  dentro  dos  moldes  do
Cristianismo,  Sheol  era  puramente  sepultura.  É  claro  que  a  sua  aplicação  varia  de
passagem a passagem, mas nunca no sentido mitológico de “habitação de espíritos”. O
Sheol bíblico é um local de silêncio, e não de gritaria do inferno:
“Os  mortos,  que  descem  à  terra  do  silêncio,  não  louvam  a  Deus,  o  Senhor”  (cf.
Salmos 115:17)
“Se  o  Senhor  não  fora  em  meu  auxílio,  já  a  minha  alma  habitaria  no  lugar
do silêncio” (cf. Salmos 94:17)
Mais  claro  ainda  é  o  Salmo  94:17,  que  diz  de  forma  enfática  que  o  que  habita  no
silêncio  é  a  própria  alma,  derrubando  a  toda  e  qualquer  tentativa  de  vulgarizar  o
termo como se fosse “silêncio somente para o corpo”. O salmista sabia muito bem que
o local para onde iria após a morte seria de silêncio, e não de louvores entre os salvos
ou  de  gritaria  do  inferno.  Convenhamos:  qual  é  o  lugar  do  “silêncio”  que  o  salmista
fala?  Claramente  a  sepultura.  O  local  para  onde  a  alma  vai  após  a  morte  (cf.
Sl.94:17),  em  estado  de  total  inconsciência  (cf.  Ec.9:5,6;  Ec.9:10;  Sl.146:4;  Sl.6:5;
Sl.30:9; Sl.88:12). Outra prova clara de que os hebreus do Antigo Testamento sabiam
muito bem que Sheol não era inferno, mas sim sepultura, é Jacó enterrando o seu filho
José:
“E levantaram­se todos os seus filhos e todas as suas filhas, para o consolarem; ele,
porém,  recusou  ser  consolado,  e  disse:  Na  verdade,  com  choro  hei  de  descer  para
meu filho até o Sheol. Assim o chorou seu pai” (cf. Gênesis 37:35)
Jacó evidentemente ainda não sabia que na mitologia pagã grega (de imortalidade da
alma) o Hades ficava no centro da Terra. Jacó foi cavando até o inferno para enterrar
o seu  filho José? Não, Jacó sabia muito bem que Sheol era puramente sepultura. Ele
sabia disso porque essa era a crença da época, o sentido puro de Sheol.
Ademais,  Jacó  foi  enterrar  o  corpo  morto  de  José  e  não  uma  alma  ou  espírito
incorpóreo. Sheol não é um local de espíritos sem corpo, mas sim de corpos mortos.
Sheol é claramente identificado como sendo sepultura, o pó da terra. Outras inúmeras
passagens nos trazem um sentido completo de que Sheol não era habitação consciente
24/10/2015 Estudo completo e aprofundado sobre a parábola do rico e Lázaro ~ Desvendando a Lenda
http://desvendandoalenda.blogspot.com.br/2013/07/estudo­completo­e­aprofundado­sobre.html 8/23
de  espíritos  desencarnados.  Alguns  exemplos,  por  exemplo,  podem  ser  encontrados
em Jó e em Salmos:
“Porventura não são poucos os meus dias? Cessa, pois, e deixa­me, para que por um
pouco eu tome alento. Antes que eu vá para o  lugar de que não voltarei, à terra  da
escuridão e da sombra da morte” (cf. Jó 10:20,21)
“Será  que  fazes  milagres  em  favor  dos  mortos?  Será  que  eles  se  levantam  e  te
louvam? Será  que  no  Sheol  ainda  se  fala  do  teu  amor?  Será  que  naquele  lugar  de
destruição se fala da tua fidelidade? Será que naquela escuridão são vistos os teus
milagres?  Será  que  na  terra  do  esquecimento  sepode  ver  a  tua  fidelidade?”  (cf.
Salmos 88:10­12).
Como podemos ver, a terra era claramente descrita como uma “escuridão”. Ora, se o
Hades  é  um  local  de  tormento,  com  fogo  e  tudo,  então  o  fogo  remeteria  à
luminosidade.  O  local  não  seria  nem  lugar  de  “escuridão”  e  muito  menos  lugar  de
“densas  trevas”.  Onde  há  fogo,  há  luz.  Essa  descrição  do  Sheol  bíblico  anula  a
concepção pagã em um Hades cheio de fogo e espíritos vivos ali queimando.
O  Salmo  49:14  também  deixa  claro  que  até  as  ovelhas  vão  para  o  Sheol  na
morte:  “Como  ovelhas  são  postas  na  sepultura  [Sheol,  no  original  hebraico]...”  (cf.
Sl.49:14). É óbvio que o Sheol é apenas o pó da terra, o destino de todas as criaturas
viventes. Jó  também nos esclarece que o Sheol  bíblico  está  longe de  ser morada de
espíritos  queimando  em meio  às  chamas,  ao  dizer  que  naquele  lugar  ele  “já  agora
repousaria  tranquilo;  dormiria,  e,  então,  haveria  para mim  descanso...  Ali,  os maus
cessam de perturbar, e, ali, repousam os cansados; os prisioneiros também desfrutam
sossego, já não ouvem mais os gritos do feitor de escravos” (cf. Jó 3:13,17,18).
Já  não  se  ouve mais  gritos,  algo  inconcebível  caso  Jó  tivesse  a  ideia  de  que  aquele
local era um lugar de tormento ou de gritos de espíritos em meio às chamas. Também
no livro de Eclesiastes, lemos: “Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze­o conforme
as tuas forças; porque no além [Sheol], para onde tu vais, não há obra, nem projeto,
nem  conhecimento,  nem  sabedoria  alguma”  (cf.  Ec.9:10).  Como  se  não  fosse
suficientemente  claro  o  fato  de  que  no  Sheol  não  há  obra,  nem  projeto,  nem
conhecimento, e nem sabedoria, o salmista afirma que “quem morreu não se  lembra
de ti; e no Sheol quem te louvará?” (cf. Sl.6:5). É evidente que no Sheol não se pode
louvar a Deus. Fica a pergunta: que tipo de “espírito” que é salvo e vai para este lugar
sem poder louvar a Deus?
A  palavra  usada  em  Eclesiastes  9:10  com  relação  ao  Sheol  é  que  não
há  chokmah  [inteligência,  razão].  Morre  o  homem  e  o  ser  racional  se  vai.  Não  há
inteligência, não há consciência. Biblicamente, Sheol não é, e nunca foi, uma morada
de  espíritos  vivos  e  conscientes  em  alegria  ou  em  tormento  com  fogo.  O  maior  (e
talvez  o  único)  argumento  dos  imortalistas  para  tentar  negar  que  Sheol  em  sua
aplicação  é  o  mesmo  que  “sepultura”,  é  o  fato  de  que  os  hebreus  possuíam  uma
palavra própria para “Sheol” e para “sepultura”.
Este  argumento,  contudo,  é  falacioso,  além  de  ignorar  todas  as  provas  e  evidências
bíblicas,  sendo  nulo  e  sem  sentido.  Por  exemplo:  nós  temos  em  nossa  língua  as
palavras  “exterminar”  e  “aniquilar”,  não  temos?  Sim,  temos.  Mas  na  prática
exterminar  e  aniquilar  é  o  mesmo.  No  dicionário  existem  inúmeras  palavras
sinônimas,  sem  de  modo  algum  uma  delas  invalidar  a  outra  ou  exigir  dela  um
significado  distinto.  O mesmo  pode  ser  dito  quanto  ao  Sheol.  Uma  vez  que  a  Bíblia
negue  enfaticamente  que  o  Sheol  possa  ser  uma  habitação  consciente  de  espíritos
desencarnados, logo ele não é.
Sheol é o sentido  figurado de sepultura,  tendo a mesma aplicação prática desta,  é  o
“mundo dos mortos”, não como um local de habitação de espíritos conscientes, mas de
almas mortas (cf. Nm.31:19; 35:15,30; Js.20:3,9; Gn.37:21; Dt.19:6,11; Jr.40:14,15;
Jz.16:30; Nm.23:10), em local de total silêncio (cf. Sl.115:17; Sl.94:17), e em estado
de total inconsciência (cf. Sl.146:4; Sl.6:5; Ec.9:5,6; Ec.9:10).
No caso da  revolta de Coré, por exemplo,  relatada em Números 16, a  terra “abriu a
sua boca” e os seus seguidores “desceram vivos ao Sheol” (cf. Nm.16:30; Nm.16:33).
Seria  extremamente  inimaginável  pensarmos  que  a  terra  abriu  a  boca  para  eles
caírem até o centro da terra onde ficaria o Sheol, sendo que no meio dessa queda os
seus corpos foram transformando­se automaticamente em espíritos desencarnados. A
evidência  aqui  é  tão  forte  que  os  próprios  imortalistas  admitem  que  Sheol  aqui
significa o pó da terra, corpos físicos sendo esmagados pela força da natureza através
da  ação divina  (embora  eles  afirmem que  este  caso  é  uma  “exceção”,  o  que  vemos
que não – é a regra!).
Obviamente  que  o  que  aconteceu  realmente  é  que  a  terra  abriu  a  boca  e  os  tragou
enquanto ainda estavam vivos, descendo para a “cova” (ou “pó”), o que mostra a total
correspondência entre estes dois termos. Mais forte ainda do que isso é o paralelismo
evidente que constatamos em Jó: “Descerá ela às portas do Sheol? Desceremos juntos
24/10/2015 Estudo completo e aprofundado sobre a parábola do rico e Lázaro ~ Desvendando a Lenda
http://desvendandoalenda.blogspot.com.br/2013/07/estudo­completo­e­aprofundado­sobre.html 9/23
ao pó?” (cf. Jó 17:16). Aqui vemos Jó fazendo o uso de um paralelismo entre o “Sheol”
e o “pó”. Paralelismo é a sucessão de partes do discurso que tem entre si uma relação
de  similaridade  de  conteúdo;  um  encadeamento  de  funções  sintáticas  idênticas  de
valores iguais. Jó identifica o Sheol como sendo a mesma coisa que o pó da terra,
ao  relacionar  ambos  na mesma  sentença  expondo  tal  paralelismo.  Após  afirmar  que
ele desceria ao Sheol, afirma categoricamente que este lugar é o pó (cf. Jó 17:16).
Ainda  que  os  escritores  do  Antigo  Testamento  falassem  constantemente  em  Sheol,
desacreditavam  completamente  em  qualquer  estado  intermediário.  Talvez  seja  por
isso  que  o  apóstolo  Paulo,  em  suas  epístolas,  não  tenha mencionado  absolutamente
nenhuma  vez  a  palavra  “Hades”  –  o  termo  já  estava  paganizado.  Aliás,  nem  Paulo,
nem  Tiago,  nem  Pedro,  nem  Judas,  e  nem  o  desconhecido  autor  de  Hebreus:  todos
pareciam desconhecer tal palavra, não sendo mencionada em parte nenhuma de suas
epístolas.  Só  há  uma  única  razão  mais  provável  para  isso,  que  é  exatamente  não
querer confundir os leitores dualistas com o sentido pagão de Hades, já em vigor em
sua época.
O Sheol também é caracterizado como “a terra das trevas e da sombra da morte” (cf.
Jó 10:21,22), onde os mortos nunca mais vêem a luz (cf. Sl.49:20; 88:13). É também,
como  vimos,  a  “região  do  silêncio”,  e  não  de  gritaria  do  inferno  ou  de  louvores  do
Paraíso  (cf. Sl. 94:17; 115:17), para onde caminha a alma  rumo ao  local do silêncio
(cf. Sl.94:17). A  ideia de descanso ou sono no Sheol  fica evidente no  livro de Jó que
clama em meio a  seus  tormentos  físicos:  “Por que não morri  eu na madre? Por que
não expirei ao sair dela? [...] Porque já agora repousaria tranquilo; dormiria, e então
haveria para mim descanso [...] Ali os maus cessam de perturbar, e ali repousam os
cansados” (cf. Jó 3:11,13,17).
No  Salmo  141:7  também  fica  mais  do  que  evidente  que  Sheol  é  claramente
identificado como sepultura:“Ainda que sejam espalhados os meus ossos  à  boca  da
sepultura  [Sheol]  quando  se  lavra  e  sulca  a  terra”.  Até  os  ossos  desciam  para  o
Sheol!  Se  Sheol  fosse  um  local  de  morada  de  “espíritos”,  o  salmista  certamente
mencionaria isso, mas além negar tal fato ele acentua que são os ossos que descem
ao Sheol, o que nos revela que é um local não de “espíritos”, mas de corpos mortos,
que jazem na sepultura.
De igual modo, Davi adverte seu filho Salomão com relação a Simei: “Mas, agora, não
o considere  inocente. Você é um homem sábio e saberá o que fazer com ele; apesar
de ele já ser idoso, faça­o descer ensangüentado à sepultura [Sheol]” (cf. 1Rs.2:9).
Novamente,  o  original  hebraico  verte  a  palavra  “Sheol”,  e  não  “sepultura”  como  a
maioria  dos  tradutores  preferiram  traduzir.  Aqui  vemos  que  alguma  pessoa  pode
descer ensanguetada ao Sheol, o que nos mostra claramente que o Sheol não é uma
morada de espíritos incorpóreos, mas sim a própria sepultura, para o qual é o destino
dos corpos que morreram (espíritonão sangra!).
Por isso, até mesmo o sangue das pessoas descem ao Sheol [sepultura]. Isso explica o
porquê  que  em  absolutamente  nenhuma  parte  das  Escrituras  é mencionado  espírito­
ruach/pneuma  no  Sheol/Hades.  Este  nunca  foi  algum  tipo  de  “morada  de
espíritos”! Fica mais do que claro que nenhum escritor bíblico pensava em Sheol como
uma morada  consciente  de  espíritos  desencarnados,  como  um  local  de  tormento  ou
suplício. Se fosse esse o sentido primário de Sheol, então veríamos uma infinidade de
passagens bíblicas que  relatam  tal  fato,  o que não é verdade. Aliás, nem  sequer  o
elemento “fogo” aparece relacionado em qualquer descrição bíblica do Sheol.
Que maneira “estranha” de descrever o inferno!
Portanto, vemos que o Sheol bíblico não é um lugar onde Caim está queimando há seis
mil anos até hoje, mas sim uma figura da sepultura, o  lugar para onde parte a alma
após a morte (cf. Is.38:17; Sl.94:17; Jó 33:18; Jó 33:22; Jó 33:28; Jó 33:30). Sheol é
sepulcro,  pó,  profundezas  da  terra,  morte,  vazio,  túmulo.  Jamais  foi  morada  de
espíritos  em  plena  atividade  e  consciência,  em  regozijo  ou  em  tormento. Nunca  é
mencionado  tormento  no  Sheol.  Na  parábola  do  rico  e  do  Lázaro,  o  que
ocorreu  foi  uma  metaforização  e  personificação  dos  personagens  (Abraão,
Lázaro,  o  rico)  bem  como  do  próprio  cenário  onde  se  passava  a  parábola
(Sheol), que não exige meios literais.
Prova forte disso é que a própria parábola retrata o rico indo para a sepultura (v.22),
e depois mostra ele no Hades (v.23) sem fazer menção de “almas” ou “espíritos”, mas
com o  seu  próprio  corpo  natural(v.24),  o  que  nos mostra  a  correspondência  entre  a
sepultura  e  o  Hades,  e  que  nos  revela  que  o  que  de  fato  ocorreu  foi  uma
metaforização e personificação própria dos meios de uma parábola, como é no caso de
2ª Reis 14:9 em que as árvores falam.
Entender  o  significado  bíblico  e  puro  de  Sheol  é  profundamente  necessário  para
compreendermos que o que ocorreu em Lucas 16 nada mais foi senão a personificação
não apenas dos personagens ali presentes, como também do próprio cenário em que
aquilo tudo se passava. Como já vimos, eram corpos físicos que desceram ao Hades
na  parábola,  e  conferimos  também que  o  Hades  (Sheol)  bíblico  é  a  sepultura,  que
24/10/2015 Estudo completo e aprofundado sobre a parábola do rico e Lázaro ~ Desvendando a Lenda
http://desvendandoalenda.blogspot.com.br/2013/07/estudo­completo­e­aprofundado­sobre.html 10/23
nada  mais  é  senão  o  local  de  corpos  físicos.  A  única  coisa  que  muda  é  a
personificação  de  tais  personagens,  ganhando  vida  neste  lugar,  como  um  fundo
parabólico  onde  se  passa  aquilo  que  realmente  Jesus  queria  ensinar  como  a  lição
moral da parábola.
O SIGNIFICADO DA PARÁBOLA
Já  vimos  que  a  parábola  não  pode  ser  analisada  literalmente.  Vários  fatores
corroboram para  isso,  incluindo o  fato de que os personagens possuem corpos  reais,
com  língua,  dedo,  sentimento  de  sede,  o  local  onde  a  parábola  se  passava  e  outras
parábolas que claramente também não necessitam de meios reais. Observe esta outra
parábola bíblica:
“Porém Jeoás, rei de Israel, enviou a Amazias, rei de Judá, dizendo: O cardo que está
no  Líbano  enviou  ao  cedro  que  está  no  Líbano,  dizendo:  Dá  tua  filha  por mulher  ao
meu  filho; mas os animais do campo que estavam no Líbano, passaram e pisaram o
cardo” (cf. 2ª Reis 14:9). Analisando literalmente (assim como fazem com a parábola
do Lázaro), cardo e cedro (que são árvores)  falam. Creio que a maioria das pessoas
concorde comigo que as árvores não falem.
São  parábolas,  e  parábolas  são metáforas,  alegoria,  estória,  ficção,  que  não  podem
ser  classificadas  literalmente.  Se  pretendêssemos  usar  as  parábolas  literalmente,
deveríamos  –  usando  a mesma  lógica  que  os  imortalistas  fazem  com  a  parábola  do
Lázaro – dizer que as árvores  também  falam e  fundamentarmos  isso como doutrina.
Felizmente, parábolas não são relatos literais, e sim metáforas com uma lição moral.
Sendo assim, podemos ficar tranquilos sabendo que as árvores realmente não falam,
pois parábolas não apresentam meios  reais, mas apenas  lições morais por detrás de
um cenário fictício. É evidente que cada elemento na parábola acima de 2ª Reis tinha o
seu devido significado e a sua devida lição moral. Nada mais que dois reis: o de Judá
(Amazias),  e  o  de  Israel  (Jeoás)  são  personificados  pelas  árvores.  Jeoás  compôs  a
parábola para Amazias. Este não a atendeu (cf. 2ª Reis 14:11), e por isso, o povo do
“cardo” (Amazias) foi ferido pelos “animais do campo” (exército do “cedro” – Jeoás). A
lição  da  parábola  não  era  que  as  árvores  falam, mas  sim  uma mensagem  aos  que
lessem  a metáfora  a  partir  da  personificação  de  personagens  inanimados.  A mesma
linguagem vemos em várias outras partes da Bíblia:
“Foram uma  vez  as  árvores  a  ungir  para  si  um  rei;  e  disseram  à  oliveira:  Reina  tu
sobre nós. Mas a oliveira lhes respondeu: Deixaria eu a minha gordura, que Deus e os
homens  em  mim  prezam,  para  ir  balouçar  sobre  as  árvores?  Então  disseram  as
árvores à figueira: Vem tu, e reina sobre nós. Mas a figueira lhes respondeu: Deixaria
eu  a minha  doçura,  o meu  bom  fruto,  para  ir  balouçar  sobre  as  árvores?  Disseram
então as árvores à videira: Vem tu, e reina sobre nós. Mas a videira lhes respondeu:
Deixaria eu o meu mosto, que alegra a Deus e aos homens, para ir balouçar sobre as
árvores? Então todas as árvores disseram ao espinheiro: Vem tu, e reina sobre nós. O
espinheiro, porém, respondeu às árvores: Se de boa fé me ungis por vosso rei, vinde
refugiar­vos debaixo da minha sombra; mas, se não, saia fogo do espinheiro, e devore
os cedros do Líbano” (cf. Juízes 9:8­15)
Novamente,  a  lição  não  era  que  as  árvores  ou  os  espinheiros  falem  ou  dialoguem
entre  si.  Tudo  não  passava  de  mera  parábola  em  que  as  oliveiras,  a  figueira  e  a
videira  representavam aqueles que não quiseram reinar  sobre as  “árvores”  (povo de
Siquém).  As  mais  valiosas  árvores  do  Oriente  Médio  aqui  simbolizam  os  homens
principais  de  Siquém,  e  o  espinheiro  era  um  arbusto  farpado  comum nas  colinas  da
Palestina e representava apropriadamente Abimeleque, que nada produzia de valor. Os
meios  eram  puro  simbolismo  e  representação  comum  na  Bíblia  Sagrada,  não  eram
verdades  literais  porque  nem árvores,  nem  cedros,  nem  cardos,  nem oliveiras,  nem
figueiras, nem videiras e nem espinheiros falam!
É óbvio que a única coisa que devemos tirar como verdade literal é a sua lição moral,
e não os seus meios. O mesmo deve ser dito com relação à parábola do Lázaro, em
que houve uma personificação, vivificação dos personagens ali apresentados (Lázaro, o
rico e Abraão) bem como uma metaforização do cenário (Hades) que, como vimos, é
puramente sepultura. É comum a Bíblia personificar personagens inanimados.
A PERSONIFICAÇÃO BÍBLICA DE PERSONAGENS INANIMADOS
1º “Foram uma vez as árvores a ungir para si um rei; e disseram à oliveira: Reina tu
sobre nós” (cf. Juízes 9:8­15)
2º “O cardo ... mandou dizer ao cedro ... Dá tua filha por mulher a meu filho” (cf. 2ª
Reis 14:9)
3º “Disseram então as árvores à videira: Vem tu, e reina sobre nós” (cf. Juízes 9:12)
24/10/2015 Estudo completo e aprofundado sobre a parábola do rico e Lázaro ~ Desvendando a Lenda
http://desvendandoalenda.blogspot.com.br/2013/07/estudo­completo­e­aprofundado­sobre.html 11/23
4º  “Porque  a  pedra  clamará da parede,  e  a  trave  lhe  responderá  do madeiramento”
(cf. Habacuque 2:11)
5º “Se eles se calarem, as próprias pedras clamarão” (cf. Lucas 10:40; Mateus 3:9)
6º “O ouro e a prata de vocês enferrujaram, e a ferrugem deles testemunhará contra
vocês e como fogo lhes devorará a carne” (cf. Tiago 5:3)
7º “A voz do sangue do teu irmão clama da terra a mim” (cf. Gênesis 4:10)
8º“Quando ele bradou, os sete trovões falaram” (cf. Apocalipse 10:3)
9º  “Ao  sangue  aspergido,  que  fala  melhor  do  que  o  sangue  de  Abel”  (cf.  Hebreus
12:24)
10º “E ouvi o altar responder: Sim, Senhor Deus todo­poderoso, verdadeiros e justos
são os teus juízos” (cf. Apocalipse 16:7)
11º  “Vejam,  o  salário  dos  trabalhadores  que  ceifaram  os  seus  campos,  e  que  por
vocês foi retido com fraude, está clamando contra vocês” (cf. Tiago 5:4)
12º “Então jubilarão as árvores dos bosques perante o Senhor, porquanto vem julgar a
terra” (cf. 1 Crônicas 16:33)
13º  “Pois  com  alegria  saireis,  e  em  paz  sereis  guiados;  os  montes  e  os  outeiros
romperão  em  cânticos  diante  de  vós,  e  todas  as  árvores  de  campo baterão  palmas”
(cf. Isaías 55:12)
14º “Mas, pergunta agora às alimárias, e elas te ensinarão; e às aves do céu, e elas
te  farão  saber;  ou  fala  com  a  terra,  e  ela  te  ensinará;  até  os  peixes  o  mar  to
declararão” (cf. Jó 12:7,8)
15º “Ressoe o mar, e tudo o que nele existe; exultem os campos, e tudo o que neles
há!” (cf. 1 Crônicas 16:32)
16º “Os rios batam as palmas; regozijem­se também as montanhas” (cf. Salmos 98:8)
Tudo isso acima tem um nome: alegoria. Tudo tem uma lição moral para aprendermos
por detrás de um cenário com personagens inanimados, sem vida, que ganham vida na
parábola ou na alegoria que está sendo dita, com a finalidade de ensinar alguma coisa
aos ouvintes. Obviamente, essa “alguma coisa” que se quer ensinar aos ouvintes não é
o  próprio  cenário  em  si  ou  seus meios  (que  árvores,  rios,  altares,  trovões,  sangue,
pedra,  ouro  ou  pessoas  após  a  morte  falem),  mas  sim  aquilo  que  moralmente
podemos depreender por meio destas alegorias.
Nada indica que o salmista esteja querendo passar a ideia de que rios batem palmas e
as montanhas se regozijam (cf. Sl.98:9), nada  indica que Jó queria passar a  ideia de
que a terra e os peixes falam (cf. Jó 12:7,8), nada indica que João cria que altares e
trovões falam (cf. Ap.10:3; 16:7), nada  indica Moisés cria que o sangue tem voz (cf.
Gn.4:10), nada indica que o escritor bíblico cria que as árvores conversam entre si (cf.
Jz.9:8­15;  2Rs.14:9),  nada  indica  que  Cristo  pensava  que  as  pedras  falavam  (cf.
Lc.10:40),  e  da  mesma  forma  nada  indica  que  esse  mesmo  Jesus  cria  que
corpos  mortos  que  desciam  ao  Hades  ganhavam  vida  literalmente  (cf.
Lc.16:19­31).
As pessoas se esquecem que é comum a Bíblia personificar personagens  inanimados,
ainda mais em um contexto parabólico ou simbólico! Biblicamente, as árvores, sangue
e  trovões  falam  mais  do  que  os  mortos,  que,  quando  falam,  é  em  um  contexto
claramente metafórico, inserido em um contexto alegórico que dá margens a isso. Os
meios  de  uma  parábola  nunca  podem  ser  considerados  literais  e,  por  isso,  o  nosso
próximo  passo  a  partir  de  agora  é  descobrirmos  o  que  representa  cada  elemento
personificado na parábola do Lázaro.
ENTENDENDO A PARÁBOLA
A Bíblia não diz que o rico era um rico ímpio. Diz apenas que era “um homem rico e...
morreu”  (cf.  Lc.16:22).  E  isso  nunca,  jamais,  em  circunstância  nenhuma,  pode  ser
considerado  um  “pecado”  digno  de  lançar  uma  alma  no  fogo  do  inferno.  Se  fosse
assim, então muitos homens por  serem ricos deveriam partilhar do  inferno  também,
incluindo  Abraão,  Isaque,  Jacó,  Jó,  José  de  Arimateia,  etc.  Lembre­se  que  estamos
analisando a parábola  literalmente, como os  imortalistas o querem que façamos para
fundamentar uma doutrina bíblica. A parábola diz apenas que era um homem rico. Em
momento nenhum diz que era um homem mau ou profano.
24/10/2015 Estudo completo e aprofundado sobre a parábola do rico e Lázaro ~ Desvendando a Lenda
http://desvendandoalenda.blogspot.com.br/2013/07/estudo­completo­e­aprofundado­sobre.html 12/23
E  quanto  a  Lázaro? A  situação  piora  ainda mais  para  o  lado  dos  imortalistas,  pois  a
parábola  diz  apenas  que  ele  “era  um  homem  pobre  e...  morreu”.  Ora,  jamais
poderíamos pressupor que ser pobre ou mendigo é passaporte para a salvação. Não. A
Bíblia  não ensina,  em nenhum  lugar,  que por  ser  pobre ou  ter  sofrido muitas dores,
alguém  tem  a  garantia  celestial.  Isso  não  é  bíblico!  E  a  parábola  nada  diz  de  ser
Lázaro um mendigo do “bem”, diz apenas ser um mendigo. Pense: se o rico fosse uma
representação de todos os ímpios e Lázaro representasse todos os justo (como querem
os  imortalistas),  então  não  seria  estranho  que  em momento  nenhum  Jesus  dissesse
que o rico era ímpio ou que o pobre Lázaro era justo?
Afinal, isso seria da maior fundamental importância caso fosse este o caso que Cristo
quisesse ilustrar. Se fosse este o caso, então nos seria dito claramente que o rico era
ímpio e o mendigo era justo. Mas isso não nos é relatado, porque, como veremos, não
era isso o que Jesus ilustrar. Ademais, se a parábola deve ser analisada literalmente,
então deveríamos colocar todos os pobres no Céu e todos os ricos no inferno. Irmão,
são  parábolas,  e  parábolas  não  tem  meios  reais,  jamais  podem  entendidas
literalmente.
Além disso, a parábola nos  indica que Lázaro era do pior  tipo de gente, com o corpo
todo carcomido e cheio de chagas por uma doença terrível, presumivelmente a lepra.
A obrigação, por Lei, de qualquer leproso (ou nestas condições do Lázaro da parábola)
era  de  passar  longe  das  demais  pessoas  e  ainda  gritar:  “Imundo!  Imundo!”  (cf.
Lv.13:44­46). Isto quando não eram apedrejados. Pobres criaturas!
Agora  continue  imaginando o  cenário:  um  rico,  de  alta  classe,  de  repente  se  depara
com  esse  pobre  “farrapo”  de  gente,  com  cães  lambendo  as  feridas  em  carne  viva,
devorada  pela  lepra.  Qual  seria  sua  reação?  Deixaria  ele  comer  da  comida  ou  o
expulsaria  dali?  Lembrem­se,  pessoas  como  o  pobre  Lázaro  nem  mesmo
podiam  chegar  perto  de  alguma  pessoa  da  sociedade!  Quanto  mais  comer  das
migalhas de algum homem rico!
Qual  seria  sua  atitude  ao  encontrar,  na  porta  de  sua  casa  um  leproso,  em  tamanho
avançado  grau  de  enfermidade?  Sua  reação  é  uma  incógnita,  mas  a  do  Rico  da
parábola, não. Não só o permitiu comer das migalhas, como também não o expulsou
dali (o que estaria de acordo com a própria Lei dos judeus) e, além disso, pelo relato
percebemos que tal fato deve ter durado dias de benevolência! Portanto, esse Rico da
parábola  não  era  um  homem  mau,  mas  bom,  de  coração  e  inclinado  a  fazer  tal
“caridade”.
Ora, se Lázaro por ser mendigo foi para o Seio de Abraão, por que o rico também não
foi,  uma  vez  que  não  é  nenhum  “pecado”  ser  rico  e  esse  da  parábola  demonstrou
genuína  humanidade?  Por  que  o  rico  também  não  foi  salvo,  se  a  parábola  deve  ser
analisada  literalmente  ou  se  a  intenção  de  Cristo  era  representar  os  homens
ímpios que vão para o  inferno a partir dessa parábola? Se essa  fosse a  intenção de
Cristo,  deveríamos  esperar  que  ele  narrasse  um  homem  rico  completamente
desumano, ímpio, ladrão, que merecesse verdadeiramente um inferno para si.
Esperaríamos  realmente  a  descrição  de  alguém  que  nem  ao  menos  deixa  o  pobre
comer das migalhas e que ainda o chutaria para fora, ou que consegue a sua riqueza
por meios desonestos. Contudo,  isso está muito  longe de ser o caso! Ademais, se os
salvos  personificados  pelo  mendigo  conversam  com  os  ímpios  no  inferno,
personificados pelo Rico, imaginemos, por exemplo, que você esteja no Céu, gozando
a  bem­aventurança,  quando,  de  repente,  você  ouve  gritos,  e  estes  aumentam
gradativamente.
Você então contempla seu parente ou amigo no inferno, com o fogo o consumindo por
completo,  sob gritos  e  torturas horríveis. Medite:  como você  se  sentiria,  vendo­o do
lado de  lá, um amigo ou parente nesta  condição  terrível? Afinal,  se a parábola deve
ser analisada literalmente, então o Céu e o inferno são separadospor uma “parede­de­
meia”,  certo?  Ora,  é  impossível  acreditarmos  numa  coisa  dessas,  mas  tal  cenário
insuportável é o que deveríamos admitir em caso de aceitar que os meios da parábola
são literais.
Selecionei uma  lista com apenas vinte de todos os absurdos a que chegaríamos caso
fundamentássemos a parábola como uma doutrina bíblica:
ERROS E CONSTATAÇÕES DA ANÁLISE LITERAL DA PARÁBOLA PELOS SEUS
MEIOS
1º  Os  mortos  partem  para  o  outro  mundo  não  como  “espíritos”,  mas  com  o  seu
próprio corpo com dedos, línguas, etc.
2º Os “espíritos” sentem sede (v.24).
3º  Ser  rico  é  motivo  de  ser  mandado  ao  inferno,  apesar  de  ter  demonstrado  tão
24/10/2015 Estudo completo e aprofundado sobre a parábola do rico e Lázaro ~ Desvendando a Lenda
http://desvendandoalenda.blogspot.com.br/2013/07/estudo­completo­e­aprofundado­sobre.html 13/23
grande benevolência para com o pobre Lázaro e a própria parábola nada dizer de que
o rico era um homem mau!
4º Ser mendigo é passaporte para o Céu, uma vez que a parábola em nada indica que
o mendigo era um homem justo ou que cria no Senhor.
5º O Céu e o inferno ficam um bem do lado do outro (veríamos os nossos amigos ou
parentes queimando lá do outro lado!).
6º  Apesar  de  haver  um  “abismo  intransponível”  entre  ambas  as  partes,  os  salvos
podem  ficar  conversando  a  vontade  com  os  ímpios  que  estão  queimando  no  inferno
(vs.  25  e  26).  A  comunicação  entre  os  justos  do  Céu  e  os  ímpios  do  inferno  é
perfeitamente  possível  (poderíamos  ficar  conversando  com  os  nossos  amigos  ou
parentes enquanto estes estão entre as chamas de um fogo eterno e devorador).
7º É possível falar perfeitamente como em uma conversa normal enquanto queima­se
entre as chamas de um fogo verdadeiro (vs. 23­31).
8º  O  mediador  não  é  Jesus,  mas  Abraão,  para  atender  o  chamado  do  rico  (ver  1ª
Timóteo 2:5; João 14:6; Efésios 2:18, etc).
9º Usando a mesma  lógica que os  imortalistas usam com a análise  literal dos meios
de uma parábola, concluímos que as árvores falam (cf. 2ª Reis 14:11).
10º O rico pedia que Lázaro molhasse apenas a língua dele enquanto queimava entre
as chamas, ao invés de lhe dar um verdadeiro “banho de água”!
11º Se os mortos justos partem para o “Seio de Abraão” na morte, para onde partiu
Abraão quando morreu?
12º Para onde iam os que morriam antes de Abraão?
13º Caim inaugurou o tormento do Hades e está queimando há seis mil anos até hoje.
14º  Os  meios  de  uma  parábola  são  reais  e,  portanto,  deveríamos  chegar  à  infeliz
conclusão de que Deus é um juiz mau que nem ao homem respeita (meios da parábola
de Lucas 18:1­8).
15º Os  meios  de  uma  parábola  são  reais  e,  portanto,  deveríamos  chegar  à  infeliz
conclusão  de  que  a  Bíblia  aprova  a  prática  de  administração  desonesta  (meios  da
parábola de Lucas 16:1­12).
16º  Os  meios  de  uma  parábola  são  reais  e,  portanto,  deveríamos  chegar  à  infeliz
conclusão de que Deus é um homem severo que ceifa onde não semeou e ajunta onde
não espalhou (meios da parábola de Mateus 25:24).
17º Se o Hades/Sheol é o inferno ou algum local de tormento, então Jacó foi sepultar
o seu filho José no inferno (cf. Gn.37:35).
18º Se o Hades/Sheol é alguma “morada de espíritos”, então Davi estava enganando­
se a si mesmo e aos outros ao escrever que são os ossos que descem ao Sheol  (cf.
Sl.141:7 – “Sheol”, no original hebraico).
19º Como explicar que na própria  lição moral da parábola (ou seja, o que realmente
devemos retirar dela como fonte de doutrina teológica), o personagem Abraão fala em
“ainda que ressuscite alguém dentre os mortos” (vs. 30 e 31), confirmando que só a
ressurreição é o caminho do retorno de quem morreu à existência?
20º O rico reconhece Abraão (v.23), o que demonstra que tinha familiaridade com ele,
mas na própria parábola Abraão cita Moisés (v.29), que é de séculos posteriores.
É evidente, portanto, que se trata de mera parábola e como as outras devemos tirar
dela a sua lição moral e não analisá­la  literalmente e muito menos podemos sair por
aí  fundamentando  importantes  doutrinas  bíblicas  edificando­as  sobre  meios  de
parábolas! Assim como na parábola de 2ª Reis a  lição não era que as árvores falam,
mas cada elemento  tem o seu devido significado, assim  também o é na parábola do
rico  e  Lázaro.  O  nosso  próximo  passo,  então,  será  desvendarmos  o  que  cada  um
representava  na  parábola.  Antes,  porém,  um  pequeno  adendo  para  a  refutação  de
outros argumentos imortalistas comumente enfrentados.
                                                     AS CONTRADIÇÕES IMORTALISTAS
As  contradições  imortalistas  –  Os  imortalistas,  ao  sustentarem  essa  parábola  como
sendo real e  literal quando querem refutar os mortalistas,  incorrem em uma série de
contradições bíblicas com a doutrina deles mesmos. Um dos exemplos mais claros que
24/10/2015 Estudo completo e aprofundado sobre a parábola do rico e Lázaro ~ Desvendando a Lenda
http://desvendandoalenda.blogspot.com.br/2013/07/estudo­completo­e­aprofundado­sobre.html 14/23
podemos  citar  é  a  interpretação  deles  sobre  o  “espírito”  que  volta  a  Deus  após  a
morte.  À  luz  da Bíblia,  esse  espírito  nada mais  é  senão  o  sopro  de  vida  que  volta  a
Deus após a morte porque provém dEle, mas os  imortalistas precisam  sustentar  que
esse  espírito  que  volta  para  Deus  é  a  própria  alma  imortal,  um  ser  consciente  com
personalidade que vai para o Céu imediatamente após a morte.
Sendo assim, a  interpretação deles de textos como Eclesiastes 12:7 é de que  logo ao
morrermos  nossa  alma  deixa  o  corpo  e  vai  para  a  presença  de Deus. Mas,  sabendo
que Deus está no Céu, como é que nesta parábola Abraão e Lázaro estavam no Hades,
que fica nas profundezas da terra e não no Céu, como o próprio Senhor Jesus deixou
claro em Mateus 11:23? Pois ele disse: “E tu, Cafarnaum, será elevada até ao Céu?
Não,  você  descerá  até  o  Hades!  Se  os  milagres  que  em  você  foram  realizados
tivessem sido realizados em Sodoma, ela teria permanecido até hoje” (cf. Mt.11:23).
Se  o  Hades  não  é  o  Céu, mas  fica  em oposição  a  este  (um  está  “acima”  de  nós  e
outro  “abaixo”)  e  o  espírito  volta  a  Deus  após  a  morte  (cf.  Ec.12:7),  como  é  que
Abraão, Lázaro e o  rico estavam no Hades na parábola, e não no Céu ou em alguma
dimensão celestial? Isso fica claro na própria parábola, que diz:
“No Hades,  onde  estava  sendo  atormentado,  ele  olhou  para  cima  e viu Abraão  de
longe, com Lázaro ao seu lado” (cf. Lucas 16:23)
Como  vemos,  o  rico  estava  no  Hades,  e  não  com  Deus  nas  regiões  celestiais.  E
Abraão,  por  sua  vez,  também  não  poderia  estar  no  Céu,  porque  estava  tão
próximo do rico que podia vê­lo e conversar com ele! Se  tudo  isso se passava no
Hades,  que  para  os  imortalistas  é  um  local  embaixo  da  terra  onde  espíritos
sobrevivem  conscientemente  à  parte  do  corpo,  como  conciliar  isso  com  o  texto  de
Eclesiastes 12:7, que diz que o espírito volta para Deus na morte, e não que desce ao
Hades? Na teologia bíblica mortalista é fácil responder a esta pergunta, pois o Hades é
uma  figura  da  sepultura  para  onde  vamos  ao morrer,  e  o  espírito  não  é  uma  “alma
imortal” ou um ser consciente e racional à parte do corpo, mas apenas o sopro de vida
de Deus.
Mas  como  os  imortalistas  interpretam  que  a  alma  é  imortal  e  o  espírito  é  uma
entidade consciente, teriam que explicar como é que o espírito sobe para Deus, como
disse Salomão (cf. Ec.12:7), Jesus (cf. Lc.23:46) e Estêvão (cf. At.7:59), e a alma vai
parar  no  Hades,  que  é  onde  estava  Abraão  e  Lázaro  nesta  parábola.  Ou  eles
interpretam a parábola alegoricamente (como deveriam fazer) ou é a própria teologia
deles próprios que vai por água abaixo.
Outra  passagem  que  refuta  a  interpretação  imortalista  de  Lucas  16  é  a  de  Hebreus
9:27,  que  diz  que  imediatamenteapós  a morte  segue­se  o  juízo,  e  não  o  Céu  ou  o
inferno.  Ou  seja:  a  próxima  experiência  consciente  que  alguém  desfrutará  após  a
morte será o imediato encontro com o tribunal de Cristo (para os justos) ou o grande
trono  branco  (para  os  ímpios).  Mas  nessa  parábola  contada  por  Cristo  não  há
qualquer menção ao juízo seguindo­se à morte. Não é nos dito que o rico morreu,
foi julgado e depois condenado a sofrer no Hades, mas que ele foi direto para o Hades.
Sendo assim, ou o autor de Hebreus errou ao dizer que logo após a morte vem o juízo,
ou a parábola não é uma história real contada por Jesus, mas uma alegoria.
Ora,  sabemos  que  este  juízo  só  ocorrerá  na  volta  de  Jesus  (cf.  2Tm.4:1)  e  que  os
ímpios  só  serão  julgados  após  o  término  do  milênio  (cf.  Ap.20:11­15),  seguindo­se,
portanto, que o  rico não  foi  literalmente enviado ao Hades  conscientemente para  ser
atormentado,  mas  espera  o  dia  do  juízo,  que  é  de  fato  a  próxima  experiência  que
alguém tem depois de morrer. Portanto, as verdades literias da Bíblia anulam qualquer
possibilidade de essa parábola ser um acontecimento real ou retratar algo que de fato
ocorra com alguém após a morte, e de quebra põe a própria  teologia  imortalista em
confusão consigo mesma.
REFUTANDO CONTRA­ARGUMENTOS
A  contra­argumentação  mais  famosa  utilizada  pelos  imortalistas  é  que,  mesmo  que
Lucas  16  seja  uma  parábola  e  não  necessariamente  precise  relatar meios  literais,  a
imortalidade  da  alma  deve  mesmo  assim  ser  considerada  através  desta  passagem
porque  Jesus  não  iria  “confundir”  os  seus  ouvintes  judeus  incrédulos,  que  poderiam
pensar  que  realmente  aquele  estado  intermediário  existia.  Para  eles,  se  aquela
descrição da parábola fosse fictícia, isso causaria enorme confusão na mente daquelas
pessoas e muitos poderiam tomar aquilo como sendo um retrato da verdade. A vista
deste argumento, temos que fazer as seguintes considerações:
1º  Em  primeiro  lugar,  o  povo  daquela  época,  diferentemente  do  atual,  já
estava habituado com o uso de parábolas e sabiam que elas não poderiam ser levadas
ao pé da  letra.  Jesus só  lhes  falava por meio de parábolas (cf. Mt.13:34), e, se eles
fossem  literalizar  cada  uma  delas,  poderiam  ter  depreendido  vários  erros  teológicos
dos quais já constatamos aqui, como, por exemplo, a alegação de que Deus é um juiz
24/10/2015 Estudo completo e aprofundado sobre a parábola do rico e Lázaro ~ Desvendando a Lenda
http://desvendandoalenda.blogspot.com.br/2013/07/estudo­completo­e­aprofundado­sobre.html 15/23
ímpio (cf. Lc.18:2), que colhe onde não semeou (cf. Mt.25:24), que obriga as pessoas
a irem para o Céu (cf. Lc.14:23), ou que aprova a prática da administração desonesta
(cf. Lc.16:8). Mas nunca vemos alguém acusando Jesus por insinuar que ele aprovava
a  administração  desonesta,  que  colocava  um  caráter  ímpio  em  Deus  ou  que  não
respeitava  a  nossa  própria  liberdade.  Portanto,  podemos  perceber  claramente  que  o
próprio  povo  da  época  entendia  que  as  parábolas  não  podiam  ser  interpretadas
literalmente.  Se  eles  não  faziam  isso  com  as  outras  parábolas,  também  não  iriam
aplicar este princípio na do rico e Lázaro para serem “confundidos”!
2º Em  segundo  lugar,  se  Jesus  não  poderia  fazer  uso  dessa  parábola  em  função  da
“confusão” que causaria em seus ouvintes, então ele não obteve  tanto sucesso, visto
que o Hades que ele mencionou era totalmente diferente daquele que é crido
hoje pelos imortalistas. Por exemplo, na parábola Céu e inferno ficam lado a lado,
já na teologia imortalista ficam em dimensões diferentes. Na parábola, os salvos e os
perdidos  conversam  numa  boa,  já  na  teologia  imortalista  não  há  contato  entre  os
salvos e perdidos que se foram. Na parábola, o rico tinha um corpo físico com língua,
dedos, e sentia sede. Já na teologia  imortalista, é apenas um espírito  incorpóreo que
desce  ao  Hades.  Sendo  assim,  se  este  argumento  imortalista  realmente  procede,
certamente se volta contra eles mesmos quando analisado mais de perto.
3º  Em  terceiro  lugar,  temos  que  ressaltar  que  Jesus  não  estava  contando  essa
parábola aos incrédulos (multidão), mas aos seus próprios discípulos. Isso por si só já
fulmina com esse argumento imortalista, pois, se Cristo contou essa parábola aos seus
próprios discípulos (e estes já estavam muito bem doutrinados por Cristo), não haveria
possibilidades de  “confundir  a multidão” que vivia  em  trevas.  Podemos perceber que
Jesus falava em particular com os seus discípulos e não com toda a multidão através
da  leitura  do  verso  seguinte,  que  deixa  claro  que  Jesus  estava  falando  “aos
discípulos” – Lucas 17:1. Temos que lembrar que o original da Bíblia não continha a
divisão  por  capítulos  e  versículos,  e,  portanto,  Lucas  17:1  era  simplesmente  a
continuação direta e imediata do relato descrito até o verso 31 em Lucas 16, que deixa
evidente  que  a  conversa  era  entre  Jesus  e  seus  discípulos,  e  não  entre  Jesus  e  a
multidão.
4º E, em quarto lugar, devemos lembrar que seus discípulos, evidentemente, já eram
muito bem doutrinados por Cristo, e portanto não teriam qualquer problema com essa
parábola.  O  pastor  adventista  Valdeci  Junior  costuma  contar  aos  seus  ouvintes  uma
história semelhante a que Jesus contou em Lucas 16:19­31, dizendo:
«Certa vez, morreram, na mesma hora, em lugares diferentes mas não muito distante
um do outro, dois homens. O primeiro era um senhor simples, sem estudos, motorista
de  ônibus  na  pequena  região  onde  morava.  Era  conhecido  de  todos,  principalmente
pela má execução de sua tarefa profissional. Era muito, mas muito barbeiro. Foi assim
a vida toda, até que morreu em acidente de transito. O segundo homem era o pastor
da cidadela.
Pois bem, chegaram na porta do céu praticamente juntos. São Pedro atendeu primeiro
o motorista. No questionário de admissão para entrar no céu, quando São Pedro queria
saber  quem  ele  era,  aquele  homem  começou  a  explicar:  eu  sou  aquele  conhecido
motorista  de  ônibus,  da  empresa  tal,  de  tal  cidade,  e  tal  e  tal...  Ah,  ta!  Disse  São
Pedro.  Você  é  o  motorista  barbeiro!  “Justamente”,  respondeu  o  homem!  Pois  bem!
Disse São Pedro. Entre! O Céu é todo seu!
O  pastor,  que  estava  assistindo  a  entrevista  enquanto  esperava  para  ser  também
atendido, pensava: “Se este homenzinho foi admitido ao Céu, imagine eu, o pregador”.
São Pedro se virou para o pastor: “Você é o próximo?”
“Sim”,  respondeu  o  pastor,  todo  empolgado:  “Sou  o  pastor,  da  mesma  cidade
deste barbeiro que acabou de entrar...”
São Pedro cortou: “Olha, eu sei quem você é. Infelizmente, você não tem entrada livre
ao Céu. Não poderá ficar aqui”.
“Mas como?”, contestou o pastor. “Este homenzinho  ignorante,  iletrado, que fazia seu
trabalho  mal  feito,  que  não  pregava,  que  vivia  dando  prejuízo  pra  empresa,  que
sempre deixava  todos os  seus passageiros  tensos e  temerosos,  vai  entrar no Céu, e
eu,  o  pregador,  que  vivia  na  igreja,  que  falava  da  palavra  de  Deus,  que  procurava
deixar todos em paz, não poderei entrar?”
“É justamente nesta diferença que está a razão da rejeição de sua entrada em face da
admissão do motorista”, respondeu São Pedro.
“Não entendi”, disse o pregador.
O apóstolo porteiro do Céu explicou: “É que enquanto você estava na igreja, com seus
sermões  sem  vida,  colocando  todos  os  seus  fiéis  para  dormir,  o  motorista  estava
24/10/2015 Estudo completo e aprofundado sobre a parábola do rico e Lázaro ~ Desvendando a Lenda
http://desvendandoalenda.blogspot.com.br/2013/07/estudo­completo­e­aprofundado­sobre.html 16/23
colocando todos os seus passageiros para rezar”»
Depois que ele conta a história, ainda antes de revelar ao auditório qual será o assunto
do  dia,  começa  a  perguntar  às  pessoas  quais  são  as  lições  que  elastiraram  desta
história. É interessante notar alguns pontos da reação do auditório. Assim que termina
a história, os ouvintes sorriem e vão fazendo a lista das lições aprendidas:
“Nem todo o que me diz Senhor, Senhor entrará no reino dos céus”
“Os simples também têm entrada no Céu”
“É melhor a devoção do que o formalismo”
“Ser pastor não garante a salvação”
“O pregador deve fazer bons sermões”
“O Céu não admite só pela aparência”
“As aparências enganam”
“Devemos vigiar e orar”
E por aí vai...
Interessante é que absolutamente ninguém até hoje diz que viu nesta história  lições
como:
“São Pedro está lá na porta do Céu esperando por nós”
“Antes de entrarmos no Céu teremos que passar por uma entrevista”
“Assim que morremos chegamos ao Céu”
“Pode ser que cheguemos à porta do Céu e não sejamos admitidos”
“A alma é imortal”
Ninguém  se  escandaliza  por  isso  ou  ridiculariza  a  história.  Esperam  então  que  ele
introduza o assunto da palestra baseado em alguma das  lições que conseguiram tirar
dela. Começam a imaginar qual será o tema da noite. Jamais pensam que ele iria falar
da parábola do  rico e do Lázaro. Ele se aproveitou de uma crendice popular apenas
como um cenário onde se passava uma historia inventada, a fim de ensinar algumas
lições. Por que?
1º O auditório sabe que esta não é uma historia verdadeira.
2º  Eles  conhecem a  crendice popular de que quem morre vai pro Céu, e na entrada
encontra São Pedro.
3º Eles não creem nesta crendice como doutrina. Sabem que isto não é verdade (ele
já conhece o auditório e sabe que eles creem como ele crê, sobre o destino do homem
após a morte).
4º O auditório vai conseguir captar as lições que ele quer ensinar com mais facilidade,
pois, através de uma metáfora, está figurando o ensino. Isto é didática. A primeira vez
que  ele  ouviu  esta  historia,  ela  foi  contada  por  um  palestrante  que  não  cria  na
imortalidade  da  alma,  para  um  publico  que  também  não  cria.  Na  ocasião,  todos
entenderam a mensagem. A questão de mortalidade ou imortalidade nem foi cogitada
por ninguém. Não era este o assunto.
Isto foi o que Jesus fez. Ele se utilizou de um cenário popular como um fundo fictício
onde se passava a parábola do rico e Lázaro, na qual ele ensinou aos seus discípulos
as  lições  morais  que  iremos  analisar  a  partir  de  agora.  Isso  obviamente  não
confundiria  os  discípulos  nem  a  ninguém  que  entendesse  um  pouco  de  Bíblia  para
saber que a natureza humana é holista, que a morte é a  cessação da existência e a
ressurreição é o antídoto para a vida eterna, tanto quanto a palestra do pastor Valdeci
Junior, que vimos acima, não levou ninguém a tirar a conclusão de que aquela história
ensina a imortalidade da alma, nem tampouco chegou a “confundir” alguém.
O SIGNIFICADO DOS ELEMENTOS DA PARÁBOLA
O  homem  rico  representava  a  nação  judaica,  que  se  orgulhava  de  se  auto­
considerar “os filhos de Abraão” (cf. Jo.8:33). Eram o povo escolhido de Deus, a nação
eleita,  sacerdócio  real,  tinham  a  Lei  de  Deus,  os  Mandamentos,  eram  os  filhos
legítimos de Abraão. Deus lhes computou todas as responsabilidades do Reino como os
Seus filhos, como a Sua nação eleita.
Contudo,  rejeitaram  o  Messias,  rejeitaram  o  Filho  de  Deus  encarnado,  preferiram
seguir  os  seus  caminhos  e  as  suas  tradições,  fundamentando­as  na  segurança  de
serem os filhos de Abraão, a nação de Jeová e, portanto, os filhos legítimos do Reino.
Em contraste, como eles consideravam os gentios? Os consideravam como os coitados,
considerados como cães, imundos e indignos do favor do Céu, pelos judeus. Não foram
os “escolhidos de Deus”, eram, portanto, os “Lázaros espirituais”.
Enquanto  os  judeus  receberam  tudo  de  bom  nesta  vida,  recebendo  o  favor  de  Deus
24/10/2015 Estudo completo e aprofundado sobre a parábola do rico e Lázaro ~ Desvendando a Lenda
http://desvendandoalenda.blogspot.com.br/2013/07/estudo­completo­e­aprofundado­sobre.html 17/23
como  a  nação  eleita  e  sacerdócio  real,  para  lhes  ser  computada  como  justiça,  os
gentios (representados pelo mendigo Lázaro) eram os “pobres” do Reino. Ficavam para
trás,  o  máximo  que  faziam  era  “comer  as  migalhas”  daqueles  que  faziam  parte  do
Reino, os judeus, representados pelo Rico.
Como  o  rico,  os  judeus  não  estendiam  a  mão  para  auxiliar  os  gentios  em  suas
necessidades  espirituais.  Permitia  apenas  comer  das  migalhas.  Cheios  de  orgulho,
consideravam­se  o  povo  escolhido  e  favorecido  de Deus;  contudo,  não  serviam nem
adoravam a Deus. Depositavam confiança na circunstância de serem filhos de Abraão,
dizendo: “Somos descendência de Abraão” (cf. Jo.8:33), e diziam isso orgulhosamente.
Assim,  foram  os  judeus  comparados  ao  homem  Rico  da  parábola,  pelo  fato  de  que
possuíam  as  riquezas  do  evangelho, mas,  no  entanto,  não  cumpriram  a  vontade  de
Deus a respeito deles, que era de ser a luz dos gentios. No campo religioso, os pobres
gentios  pegavam mesmo  apenas  as  migalhas.  Uma  cena  que  exemplifica  bem  esse
quadro encontra­se no evangelho de Mateus:
“E,  partindo  Jesus  dali,  foi  para  as  bandas  de  Tiro  e  Sidom.  E  eis  que  uma mulher
cananéia,  que  saíra  daquelas  cercanias,  clamou  dizendo:  Senhor,  filho  de  Davi,  tem
misericórdia de mim, que minha filha está miseravelmente endemoniada. Mas Ele não
lhe  respondeu  palavra.  E  os  discípulos,  chegando  ao  pé  dEle,  rogaram­lhe  dizendo:
Despede­a,  que  vem  gritando  atrás  de  nós.  E  Ele  respondendo  disse:  Eu  não  fui
enviado  senão  às  ovelhas  perdidas  da  casa  de  Israel.  Então  chegou  ela  e  adorou­O
dizendo: Senhor, socorre­me. Ele porém, respondendo disse: Não é bom pegar no pão
dos  filhos  e  deitá­lo  aos  cachorrinhos.  E  ela  disse:  Sim,  Senhor, mas  também  os
cachorrinhos  comem  das  migalhas  que  caem  da  mesa  dos  seus  senhores.
Então respondeu Jesus, e disse­lhe: Ó mulher, grande é a tua fé: Seja isto feito para
contigo como tu desejas. E desde aquela hora a sua filha ficou sã” (cf. Mateus 15:21­
28).
Aquela  mulher  cananéia  (gentios)  também  queria  compartilhar  das  “migalhas”  da
mesa, assim como o mendigo Lázaro. Uma descrição perfeita daquele cenário. O que
Jesus  fez? Elogiou a sua  fé. Apesar de ele  ter sido chamado para a “casa de Israel”,
ficou  impressionado  com  a  fé  dos  gentios,  pois  “nem  mesmo  em  Israel  encontrou
tamanha fé”. Aquela gentia contentava­se em comer das migalhas da mesa, como é o
caso de Lázaro na parábola.
Outro  exemplo  disso  encontra­se  em  Mateus  8:5­13.  Nesta  experiência,  o  centurião
expressou exatamente o que os judeus pensavam dos gentios: “Não sou digno de que
entreis  em minha  casa”(v.8).  No  entanto,  o  centurião  demonstrou  grande  fé  quando
disse:  “Diga  somente  uma  palavra  e meu  criado  sarará”  (v.8).  Jesus  curou  o  servo
daquele  gentio  e  publicamente  elogiou  sua  fé  com estas  palavras:  “Nem mesmo  em
Israel  encontrei  tanta  fé”  (v.10),  e,  por  fim,  assegurou  que  muitos  gentios  irão  se
assentar na mesa com Abraão (cf. Gl.3:27­29; Rm.10:12).
Apesar de serem considerados “a descendência de Abraão”, os gentios demonstravam
uma fé muito superior do que a dos próprios israelitas! Embora estes fossem “os ricos
do Reino”, devendo ser a luz das nações e os reis da terra deveriam caminhar vendo a
glória de Deus que paira sobre eles (cf. Is.60:3), não aproveitaram essa sua riqueza.
Os gentios, contudo, mesmo sendo os “Lázaros espirituais”, desprezados pelos judeus
por  não  serem  os  “filhos  de  Abraão”,  demonstraram  uma  fé  muito  superior  a  dos
próprios judeus.
No  pátio  do  Templo  de  Jerusalém havia  uma  linha  demarcatória  que,  no  caso  de  ali
algum  gentio  passar,  morria  imediatamente  (cf.  At.21:29),  isso  porque  eram
considerados indignos pelos judeus de cultuar a Deus no Seu Templo. Portanto, Cristo
quis  ensinar  nesta  parábola  que  os  judeus  (Rico)  banqueteavam­sena  mesa  da
verdade, enquanto os gentios (Lázaro), eram como os cachorrinhos que procuravam a
todo custo apanhar ao menos das migalhas do evangelho.
E, de fato, eles passaram a fazer parte da mesa de Deus, unidos em “um só povo” (cf.
Jo.11:52).  Isso  serviu  de  lição  moral  ao  grupo  dos  fariseus,  que  eram  exatamente
aqueles  a  quem Cristo  condenava nesta  parábola  (v.14,15). A maior  prova de que  o
Rico (nação judaica) recebeu “seus bens em sua vida”, como nos informa a parábola,
foi  o  fato  de  ter  sido  chamada  para  ser  o  sacerdócio  real  de  Deus  na  Terra,  nação
santa, peculiar.
Sobre  ela  o  Senhor  dispensou,  por  séculos,  bênçãos  sem  limites,  além  de  dar­lhes
uma  terra  onde  mana  leite  e  mel  e,  finalmente,  deu­lhes  o  próprio  Messias,  o
Salvador. A reação do rico (judeus), contudo, foi esta: “Veio para o que era seu, e os
seus não o receberam” (cf. Jo.1:11). Os judeus, portanto, rejeitaram o Messias (o Rico
morre). Assim sendo, perderam a soberania divina sobre as demais nações.
O evangelho haveria de ser então anunciado em seu poder aos gentios (Lázaro), a fim
de que  também eles participassem da mesa do Reino. Não comeriam mais migalhas
da  mesa  do  Senhor,  mas  fariam  parte  do  banquete  do  Reino  (cf.  Lc.13:29).  O  que
24/10/2015 Estudo completo e aprofundado sobre a parábola do rico e Lázaro ~ Desvendando a Lenda
http://desvendandoalenda.blogspot.com.br/2013/07/estudo­completo­e­aprofundado­sobre.html 18/23
Jesus faz? Ele tira do próprio Abraão, sobre o qual aquela nação judaica se orgulhava
em  sua  chamada  “superioridade”,  as  palavras  que  este  haveria  de  ter  dito  em
pessoa:  “Se  não  ouvem  a  Moisés  e  aos  profetas,  tampouco  acreditarão,  ainda  que
algum dos mortos ressuscite” (cf. Lc.16:31).
Essa  é  a  lição  moral  da  parábola.  Nada,  nem  mesmo  uma  ressurreição,  poderia
converter  aquela  nação  novamente.  Tornaram­se  cegos  espirituais,  cavaram­se  a  si
mesmo  um  abismo  intransponível  entre  eles  e  Deus,  entre  eles  e  a  salvação  (cf.
Lc.16:26).  A  parábola,  portanto,  não  deve  ser  interpretada  literalmente  pelos  seus
meios  fundamentando­a  como  doutrina,  pelo  contrário,  tem  cada  elemento  o  seu
devido  significado  ao  exemplo  das  outras  parábolas  que  também  não  apresentam
meios literais, mas uma verdade moral por detrás de um cenário fictício.
Ele  contou  a  parábola  do  Rico  e  do  Lázaro,  em  que  o  homem  rico  representava  o
próprio  povo  judeu  que  teve  todas  as  oportunidades  nesta  vida, mas  a  desperdiçou,
enquanto,  em  contraste,  os  gentios  (representados  por  Lázaro  na  parábola)  eram os
“Lázaros espirituais”, desprezados pelos judeus, mas que desfrutariam de muito maior
bem­aventurança do que a própria nação judaica que se autoproclamava os “filhos de
Abraão”.  O  quadro  todo  representava  aquela  nação  judaica  que  se  orgulhava  por
serem os  filhos de Abraão escolhidos de Deus  (representados pelo Rico), quando, na
verdade, os que são da  fé é que são os verdadeiros  filhos de Abraão (representados
pelo pobre Lázaro), como disse o apóstolo Paulo: “Estejam certos, portanto, de que os
que são da fé, estes é que são filhos de Abraão” (cf. Gl.3:7).
Por  fim,  a  lição moral  da  parábola  é  que,  “se  não  ouvem  a  Moisés  e  aos  profetas,
tampouco  acreditarão,  ainda  que  algum  dos  mortos  ressuscite”  (cf.  Lc.16:31).  Os
fariseus desprezavam Jesus, não acreditavam nele, o perseguiam, apesar de todos os
feitos  milagrosos  de  Cristo,  incluindo  o  de  ressuscitar  os  mortos.  Jesus  havia
ressuscitado  exatamente  um  homem  chamado  Lázaro  (cf.  Jo.11:43,44),  que  havia
voltado  à  vida  após  quatro  dias  em  que  esteve  morto,  mas  nem  mesmo  assim  os
fariseus acreditaram nele, e ainda continuavam a o perseguir!
Os que não escutam Moisés e os profetas  também não vão acreditar em Cristo, nem
mesmo se os mortos  ressuscitarem. De  fato, essa verdade  foi ainda mais  ressaltada
pela  reação dos  dirigentes  dos  judeus quando  Jesus  ressuscitou  Lázaro,  no  relato  de
João 11. Ao  invés de eles passarem a acreditar em Cristo,  começaram a persegui­lo
ainda mais do que antes:
“Depois os principais dos sacerdotes e os fariseus formaram conselho, e diziam: Que
faremos?  Porquanto  este  homem  faz  muitos  sinais.  Se  o  deixarmos  assim,  todos
crerão nele, e virão os romanos, e tirar­nos­ão o nosso  lugar e a nação (...) Ora, os
principais  dos  fariseus  tinham  dado  ordem  para  que,  se  alguém  soubesse  onde  ele
[Jesus] estava, o denunciassem, para o prenderem” (João 11:47­48,57)
“E os principais dos sacerdotes tomaram a deliberação para matar também a Lázaro;
porque muitos dos judeus, por causa dele, iam e criam em Jesus” (João 12:10­11)
Então,  Cristo  ensina  que  para  aqueles  que  se  proclamavam  os  “filhos  de  Abraão”,
nenhuma  prova  –  nem mesmo  sequer  uma  ressurreição,  como  foi  a  de  Lázaro  –  os
fariam mudar de opinião e converter­se. O próprio Abraão que os condenava!
Jesus não  estava dizendo que  literalmente  algum morto  teria  que  voltar  a  vida  para
contar sobre os tormentos do Hades, convertendo assim aquela nação judaica, pois a
Bíblia  traz um  relatório de  sete pessoas que  foram  levantadas dentre os mortos  (cf.
1Rs.17:17­24;  2Rs.4:25­37;  Lc.7:11­15;  8:41­56;  At.9:36­41;  20:9­11),  mas
absolutamente nenhuma delas teve uma experiência de pós­morte para compartilhar.
Lázaro, que  foi  trazido à vida após quatro dias morto não  teve nenhuma experiência
fora do corpo, e muito menos alguma “mensagem” para trazer a família nenhuma.
O que Jesus estava fazendo era uma exortação à comunidade: ouvirem a Moisés e aos
profetas  (i.e,  a  Escritura  da  época),  antes  que  seja  tarde  demais.    Isso  porque  as
tradições humanas daquele povo já estavam se sobrepondo a “Moisés e os profetas”,
já estavam tomando o lugar da Sagrada Escritura (cf. Mc.7:13). Se considerando filhos
de Abraão (Rico) que são beneficiados no banquete do Reino de Deus, desprezavam os
gentios (Lázaro), que tinham que comer das migalhas que caíam de suas mesas. Mas
este quadro estava se revertendo. A partir do período da Graça, eram os gentios que
desfrutariam das bem­aventuranças do Reino, ao passo que aqueles que se apoiavam
na descendência natural de Abraão seriam condenados pelo próprio Abraão.
CONCLUSÃO
A  parábola  apresenta  através  de  meios  não­literais  (fictícios)  diversos  princípios
morais que estavam sendo rejeitados pelos judeus da época de Cristo, em especial o
repúdio aos gentios, que haveriam de desfrutar muito maior bem­aventurança que os
próprios judeus. Eles “virão do oriente, e do ocidente, e do norte, e do sul, e assentar­
24/10/2015 Estudo completo e aprofundado sobre a parábola do rico e Lázaro ~ Desvendando a Lenda
http://desvendandoalenda.blogspot.com.br/2013/07/estudo­completo­e­aprofundado­sobre.html 19/23
se­ão  à mesa  no  reino  de  Deus”  (cf.  Lc.13:29),  junto  a  Abraão  e  os  patriarcas  (cf.
Lc.13:28), enquanto os incrédulos ficarão de fora:
“Ali haverá choro e ranger de dentes, quando virdes Abraão, e Isaque, e Jacó, e todos
os profetas no reino de Deus, e vós lançados fora. E virão do oriente, e do ocidente, e
do norte, e do sul, e assentar­se­ão à mesa no reino de Deus” (cf. Lucas 13:28­29)
O quadro descrito em Lucas 13:28­29 é tipificado na parábola do Rico e Lázaro. Na
parábola, o pobre,  representando a multidão de gentios  convertidos, está ao  lado de
Abraão (cf. Lc.16:22), exatamente como em Lucas 13:28, ao passo que os  incrédulos
estão de fora do Reino,  o que  também é  tipificado na parábola  (cf.  Lc.16:23). Assim
como em Lucas 13:28­29, na parábola os gentios convertidos representados por Lázaro
desfrutam  das  bem­aventuranças  do  Reino  como  em  um  verdadeiro  banquete,  após
terem  desfrutado  apenas  das  “migalhas”  enquanto  estiveram  aqui  na  terra  (cf.
Lc.16:21).
Sendo  assim,  podemos  dizer  que  a  parábolado  Rico  e  Lázaro  é  uma  tipificação  do
ensino  de  Cristo  descrito  em  Lucas  13:28­29,  mas  com  maior  riqueza  de  ensinos
morais a serem obtidos dela, como vimos acima. Note que o verbo em Lucas 13:28­29
está em todo o momento no tempo futuro. Cristo diz que “haverá” choro e ranger de
dentes (v.28), e não que está havendo choro e ranger de dentes. Da mesma forma, diz
que muitos virão do oriente e do ocidente para fazerem parte do Reino, e não que já
estejam  lá  (v.29).  Eles  se  assentar­se­ão  à  mesa  de  Deus,  como  em  um
acontecimento futuro (v.29).
Portanto,  aquilo  que  acontecerá  futuramente  foi  tipificado  na  parábola  do  Rico  e
Lázaro, não de forma literal, mas com a personificação dos personagens ali citados e
transmitindo  um  ensinamento  moral  aos  seus  discípulos.  A  parábola  em  si  não  é  a
descrição  de  como  será  o  pós­vida,  mas  uma  tipificação  desta.    Na  parábola  é
tipificado aquilo que virá  a  ser,  isto  é,  gentios  de  todas  as  nações  fazendo  parte  do
Reino junto a Abraão, incrédulos de fora, reforço ao apego às Escrituras (“Moisés e os
profetas” – cf. Lc.16:31) e a rejeição à incredulidade dos líderes dos judeus. De fato, à
exemplo  da  lista  de  lições  aprendidas  na  história  do  pastor  Valdeci  Junior,  podemos
listar também aquilo que aprendemos com a parábola do Rico e Lázaro:
1º Que, diferentemente dos fariseus que pensavam que as riquezas eram um sinal da
aprovação divina  (e  estes  eram extremamente  apegados  ao dinheiro  ­  cf.  Lc.16:14),
haverão homens ricos (v.19) que estarão de fora do Reino (vs.22­23).
2º Que, diferentemente da crendice popular de que a pobreza e a doença eram coisas
do diabo, haverão homens extremamente pobres e doentes que serão salvos  (vs.20­
21).
3º Que os gentios que na época comiam apenas das migalhas passarão a desfrutar da
mesa do Reino de Deus ao lado de Abraão (v.21).
4º  Que  o  simples  fato  de  se  apoiar  na  descendência  natural  de  Abraão  em  nada
significa que é realmente filho de Deus (v.24).
5º  Que  os  que  desprezam  a  Cristo  estão  cavando  para  si  mesmos  um  “abismo
intransponível” entre eles e Deus (v.26).
6º Que nem todo aquele que reivindica para si mesmo o direito de ser chamado filho
de Abraão ou de Deus é realmente um convertido (vs.24­25).
7º Que a ressurreição é o único caminho para quem morreu voltar à existência (v.31).
8º Que  até  mesmo  um  grande  sinal  miraculoso  como  ressuscitar  os  mortos  não  é
suficiente para fazer que os descrentes creiam em Cristo Jesus (vs.30­31).
9º Que a oportunidade de salvação se limita ao “hoje”, e não depois da morte, quando
nada mais pode ser feito (v.s.24­31).
10º Que a Sagrada Escritura (“Moisés e os profetas” – v.31) é o único meio através do
qual um incrédulo pode se se arrepender e se converter de seus maus caminhos.
Na parábola do Rico e Lázaro, Cristo mostra que é nesta vida os homens decidem seu
destino eterno, porque, depois, será apenas por meio da ressurreição que voltaremos
à  existência  (cf.  Lc.16:31)  e  seremos  ressurretos  para  a  vida  eterna  ou  para  a
condenação (cf. Jo.5:28­29), de acordo com os atos praticados em vida (cf. 2Co.5:10),
sem segunda chance após a morte  (cf. Hb.9:27). Durante o presente momento, essa
salvação  é  oferecida  por  Deus  a  toda  criatura,  sem  distinção  entre  ricos  e  pobres,
judeus ou não­judeus. Mas, se os homens desperdiçam as oportunidades se apoiando
em tradições humanas antes que nas Escrituras, acabam por si mesmos cavando entre
eles e Deus um abismo intransponível.
24/10/2015 Estudo completo e aprofundado sobre a parábola do rico e Lázaro ~ Desvendando a Lenda
http://desvendandoalenda.blogspot.com.br/2013/07/estudo­completo­e­aprofundado­sobre.html 20/23
Paz a todos vocês que estão em Cristo.
Por Cristo e por Seu Reino,
Lucas Banzoli (apologiacrista.com)
­Artigos relacionados:
­ A Morte da Alma Imortal (P1)
­ A Morte da Alma Imortal (P2)
­ Os Pais da Igreja criam na imortalidade da alma?
­Não deixe de acessar meus outros sites:
­ Apologia Cristã (Artigos de apologética cristã sobre doutrina e moral)
­ Heresias Católicas (Artigos sobre o Catolicismo Romano)
­ O Cristianismo em Foco (Reflexões cristãs e estudos bíblicos)
­ Preterismo em Crise (Refutando o Preterismo Parcial e Completo)
 Posted in: Parábola do rico e Lázaro
2 1   C OMEN TÁ R IOS :
A Franco disse...
Lucas, foi aqui que tudo acabou!
"Mais ainda que isso, uma outra prova fatal que nos faz concluir que Cristo não estava como finalidade
dado uma aula sobre o estado dos mortos, é o fato de que nem mesmo as palavras “alma­psiquê” ou
“espírito­pneuma” aparecem nesta parábola. Pelo contrário, o rico possuía um corpo físico com dedo,
língua e que sente calor e pede água para matar a sede (cf. Lc.16:24). A própria sede é uma
característica do corpo, e não de um espírito “imaterial”, “fluídico”.
Um espírito desprovido de corpo não tem nada disso, e a Bíblia diz que nós só teremos um corpo
novamente após ressurgirmos dos mortos (cf. 1Co.15:42­44). Jesus disse claramente que um espírito
não tem nem carne e nem ossos (cf. Lc.24:39). Será que Cristo se enganou dizendo que o rico possuía
língua no Hades ou os corpos dos personagens foram parar no Hades por engano?Nenhuma das
duas, era mera parábola: não exigia meios reais! Se o objetivo de Cristo ao contar esse parábola fosse
exatamente anunciar a imortalidade da alma, então seria completamente indispensável a menção de
“almas” ou de “espíritos” deixando o corpo e partindo para o “além”.
Voce simplesmente destruiu todo argumento contrario somente com estes dois paragrafos!
4 de outubro de 2013 15:53
Anônimo disse...
Como discordar desse magnifico estudo,muito bom,ricos e informações bíblicas parabéns para Lucas
banzoli.
20 de março de 2014 12:08
Anônimo disse...
muito bom esse artigo parabéns Lucas bonsoli mas eu estava lendo uns artigos sobre pessoas que
tiveram experiência de quase morte onde relatam que estiveram fora de seus corpos e poderam até
mesmo ver oque acontecia ao redor de seus corpos se vc tiver algum artigo pode me mandar por emai:
kelvisandre@gmail.com desde já agradeço
21 de março de 2014 23:01
Anônimo disse...
MUITO BOM ESSE ESTUDO CARA TUDO DE BOM QUE DEUS O ABENÇOE.
30 de abril de 2014 12:54
Lucas Banzoli disse...
Respondendo sobre as EQM:
http://lucasbanzoli.no.comunidades.net/index.php?pagina=1080325858
2 de maio de 2014 18:05
Luiz disse...
Olá Lucas
http://desvendandoalenda.blogspot.com.br/2013/04/a-morte-da-alma-imortal.html
http://desvendandoalenda.blogspot.com.br/2013/04/a-morte-da-alma-imortal-parte-2.html
http://desvendandoalenda.blogspot.com.br/2012/12/os-pais-da-igreja-criam-na-imortalidade.html
http://apologiacrista.com/
http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/
http://ocristianismoemfoco.blogspot.com.br/
http://preterismoemcrise.blogspot.com.br/
http://desvendandoalenda.blogspot.com.br/search/label/Par%C3%A1bola%20do%20rico%20e%20L%C3%A1zaro
https://www.blogger.com/profile/18307024964142410844
http://desvendandoalenda.blogspot.com/2013/07/estudo-completo-e-aprofundado-sobre.html?showComment=1380927184573#c924163192273388736
http://desvendandoalenda.blogspot.com/2013/07/estudo-completo-e-aprofundado-sobre.html?showComment=1395342498071#c7213115262809125462
http://desvendandoalenda.blogspot.com/2013/07/estudo-completo-e-aprofundado-sobre.html?showComment=1395468061744#c3832221198934239768
http://desvendandoalenda.blogspot.com/2013/07/estudo-completo-e-aprofundado-sobre.html?showComment=1398887658463#c2945962342193193185
https://www.blogger.com/profile/00271296070541985758
http://desvendandoalenda.blogspot.com/2013/07/estudo-completo-e-aprofundado-sobre.html?showComment=1399079106130#c592954513826289801
https://www.blogger.com/profile/18307024964142410844
https://www.blogger.com/profile/00271296070541985758
24/10/2015 Estudo completo e aprofundado sobre a parábola do rico e Lázaro ~ Desvendando a Lenda
http://desvendandoalenda.blogspot.com.br/2013/07/estudo­completo­e­aprofundado­sobre.html21/23
Bom a minha dúvida é a seguinte:
Se Lázaro representa os gentios então os que representam os cães no versículo 21 ?
O que representa o lugar de tormento no versículo 28 ?
Se o rico na parábola simboliza alguns judeus e o rico está inconsciente então esses estavam vivos e
se eles estavam vivos temos duas possibilidades: ou creem em Jesus ou então não creem,se não
creem como se preocupariam com suas familiares ?Se creem eles mesmos evangelizariam. Por que a
parábola relata um rico preocupado? 
um abraço e felicidades
Luiz
3 de maio de 2014 09:27
Lucas Banzoli disse...
Olá, Luiz.
Primeiramente quero deixar claro que não há qualquer necessidade de explicar o significado de cada
detalhe de cada parábola, nem os imortalistas fazem isso com as outras parábolas. Há significados
deduzíveis e há coisas que não sabemos, é assim em todas as outras parábolas. A linguagem dos
"cães", na minha opinião, foi usada apenas para acentuar o fato de que aquele mendigo estava em
péssimas condições, não significa necessariamente que o cão em si mesmo representa algo.
Sobre o estado de "tormento", pode perfeitamente simbolizar a morte espiritual dos que estão
fisicamente vivos na terra. O estado de separação de Deus não se inicia na morte ou na ressurreição,
mas em vida. É natural que os não­salvos aqui na terra tenham alguma coisa de "boa" como decorrente
da "graça comum", que é a graça que Deus libera sobre todos indistintamente. É por meio da graça
comum que vemos pessoas não­regeneradas ajudando velhinhas a atravessar a rua, separando
brigas, fazendo caridade, etc. O rico da parábola ao mostrar certa preocupação com seus familiares não
estava fazendo nada a mais do que qualquer não­regenerado pode fazer aqui na terra através da graça
comum.
Abraços.
3 de maio de 2014 11:04
Anônimo disse...
sera que jesus mentiu quando prometeu ao ladrao da cruz hoje mesmo estara comigo no paraiso!
se nao existi estado intermediario, ou so o ladrao teve esse previlegio ,mais que o proprio moises:
26 de julho de 2014 17:55
Anônimo disse...
O MENDIGO NÃO ESTAVA LÁ, ELE FOI DEIXADO LÁ!!!
31 de julho de 2014 07:51
Lucas Banzoli disse...
E...?
4 de setembro de 2014 19:02
Lucas Banzoli disse...
Resposta ao que me perguntou sobre o ladrão da cruz:
http://desvendandoalenda.blogspot.com.br/2013/07/estudo­completo­sobre­lucas­2343­hoje.html
4 de setembro de 2014 19:03
Anônimo disse...
Seus estudos são bons, mas peloamor vá direto ao ponto, seja objetivo, sem rodeios...tira a vontade de
ler de tanta encheção de linguiça!
7 de dezembro de 2014 21:37
Anônimo disse...
ola amigo,gostaria muito de um poster seu sobre o anjo miguel ser jesus.abraço..
28 de dezembro de 2014 20:12
http://desvendandoalenda.blogspot.com/2013/07/estudo-completo-e-aprofundado-sobre.html?showComment=1399134473161#c5724584887753685640
https://www.blogger.com/profile/00271296070541985758
http://desvendandoalenda.blogspot.com/2013/07/estudo-completo-e-aprofundado-sobre.html?showComment=1399140285409#c1355296236597107111
http://desvendandoalenda.blogspot.com/2013/07/estudo-completo-e-aprofundado-sobre.html?showComment=1406422528968#c3666192766720393101
http://desvendandoalenda.blogspot.com/2013/07/estudo-completo-e-aprofundado-sobre.html?showComment=1406818293187#c4953761661664609841
https://www.blogger.com/profile/00271296070541985758
http://desvendandoalenda.blogspot.com/2013/07/estudo-completo-e-aprofundado-sobre.html?showComment=1409882577854#c2867628891778224148
https://www.blogger.com/profile/00271296070541985758
http://desvendandoalenda.blogspot.com/2013/07/estudo-completo-e-aprofundado-sobre.html?showComment=1409882639853#c1430428315841133265
http://desvendandoalenda.blogspot.com/2013/07/estudo-completo-e-aprofundado-sobre.html?showComment=1418017077727#c3366109021122249934
http://desvendandoalenda.blogspot.com/2013/07/estudo-completo-e-aprofundado-sobre.html?showComment=1419826342768#c2811862826282310747
https://www.blogger.com/profile/00271296070541985758
https://www.blogger.com/profile/00271296070541985758
https://www.blogger.com/profile/00271296070541985758
24/10/2015 Estudo completo e aprofundado sobre a parábola do rico e Lázaro ~ Desvendando a Lenda
http://desvendandoalenda.blogspot.com.br/2013/07/estudo­completo­e­aprofundado­sobre.html 22/23
POS TA R  U M  C OMEN TÁ R IO
A sua mensagem passará por moderação e em seguida será exibida ao público.
Digite seu comentário...
Comentar como:  Selecionar perfil...
Publicar   Visualizar
 
Copyright © 2011 Desvendando a Lenda | Powered by Blogger
Design by Free WordPress Themes | Bloggerized by Lasantha ­ Premium Blogger Themes | Walgreens Printable Coupons
Anônimo disse...
Parabéns ao autor deste belo estudo.
21 de janeiro de 2015 06:19
Lucas Banzoli disse...
Minha opinião sobre o arcanjo Miguel e Jesus:
http://lucasbanzoli.no.comunidades.net/index.php?pagina=1080770278
7 de abril de 2015 17:03
josé domingos campos lopes domingos disse...
MUITO BEM EXPLICADO, QUEM TEM SABEDORIA QUE ENTENDA!
Graças e Paz.
22 de maio de 2015 10:12
Edimar Romeiro disse...
esse estudo é completamente uma erezia 
porque de fato nõa ouve o acontecimento,mas é um ensinamento do mestre ..o intuito da parabula é
falar que enxistem 2 caminhos para onde a alma vai quando a pesoa morre
19 de junho de 2015 09:55
Anônimo disse...
Graça e paz, amado irmão. No tópico "Entendendo a parábola", na primeira linha faz­se necessária
uma correção "Diz apenas que era um homem ímpio..." . Acho que o irmão quis dizer homem "rico" e
não ímpio. Deus continue abençoando.
19 de junho de 2015 12:40
Anônimo disse...
Corrija tbm em "Entendendo a Parábola", no segundo parágrafo: "e se o rico fosse uma representação
de todos os justos"... Obrigado.
19 de junho de 2015 12:45
Lucas Banzoli disse...
Caro Edimar Ribeiro, não se escreve "erezia", se escreve "heresia". E se de fato não houve o
acontecimento (como você admite), então não há o ensinamento sobre imortalidade da alma na
parábola, já que ela está fundamentada no acontecimento, que para você nunca existiu.
19 de junho de 2015 21:32
Lucas Banzoli disse...
Agradeço ao Anônimo pelas correções, o texto já foi corrigido! A paz!
19 de junho de 2015 21:35
http://desvendandoalenda.blogspot.com.br/
http://www.blogger.com/
http://newwpthemes.com/
http://www.bloggertipandtrick.net/
http://www.premiumbloggertemplates.com/
http://theprintablecoupon.com/category/walgreens/
http://desvendandoalenda.blogspot.com/2013/07/estudo-completo-e-aprofundado-sobre.html?showComment=1421849951284#c8183148020133569932
https://www.blogger.com/profile/00271296070541985758
http://desvendandoalenda.blogspot.com/2013/07/estudo-completo-e-aprofundado-sobre.html?showComment=1428451439985#c2816863637161293800
https://www.blogger.com/profile/04303099587694069825
http://desvendandoalenda.blogspot.com/2013/07/estudo-completo-e-aprofundado-sobre.html?showComment=1432314759081#c1191403767045676863
https://www.blogger.com/profile/13470196222423340867
http://desvendandoalenda.blogspot.com/2013/07/estudo-completo-e-aprofundado-sobre.html?showComment=1434732957089#c165237657975221615
http://desvendandoalenda.blogspot.com/2013/07/estudo-completo-e-aprofundado-sobre.html?showComment=1434742825545#c2244339334032949110
http://desvendandoalenda.blogspot.com/2013/07/estudo-completo-e-aprofundado-sobre.html?showComment=1434743123469#c3184755241356366355
https://www.blogger.com/profile/00271296070541985758
http://desvendandoalenda.blogspot.com/2013/07/estudo-completo-e-aprofundado-sobre.html?showComment=1434774762285#c2658416228058032292
https://www.blogger.com/profile/00271296070541985758
http://desvendandoalenda.blogspot.com/2013/07/estudo-completo-e-aprofundado-sobre.html?showComment=1434774930782#c4142271215251540344
https://www.blogger.com/profile/00271296070541985758
https://www.blogger.com/profile/04303099587694069825
https://www.blogger.com/profile/13470196222423340867
https://www.blogger.com/profile/00271296070541985758
https://www.blogger.com/profile/00271296070541985758
24/10/2015Estudo completo e aprofundado sobre a parábola do rico e Lázaro ~ Desvendando a Lenda
http://desvendandoalenda.blogspot.com.br/2013/07/estudo­completo­e­aprofundado­sobre.html 23/23
http://newwpthemes.com/
http://www.bloggertipandtrick.net/
http://www.premiumbloggertemplates.com/
http://theprintablecoupon.com/category/walgreens/

Mais conteúdos dessa disciplina