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1° Relatório de visita institucional - ISABELA SANTORO

Relatório de prática de estágio de observação em Serviço Social: registro de entrevista na Defensoria Pública do Paraná (Curitiba) com objetivos, participantes, histórico institucional, perfil das assistentes sociais, público‑alvo, projetos e instrumentos profissionais.

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PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO PARANÁ
ESCOLA DE EDUCAÇÃO E HUMANIDADES
CURSO DE SERVIÇO SOCIAL
RELATÓRIO DE PRÁTICA DE ESTÁGIO DE OBSERVAÇÃO
Estudante: Isabela Menezes Santoro
Período: 04º.
Instituição: Defensoria Pública do Estado do Paraná - Sede Curitiba 
Endereço: Rua José Bonifácio, 66 - Centro, Curitiba - PR.
Data: 02/10/2019 Hora: 10h30min
Atividade: Entrevista com os Assistentes Sociais atuantes na Instituição. 
Objetivos da prática: Conhecer um espaço sócio ocupacional de atuação do assistente social, entender a prática profissional no local determinado, bem como o histórico da instituição e suas principais demandas. 
Participantes da prática: Estudantes do curso de Serviço Social do 04º Período, juntamente com a professora Denise Colin como supervisora da entrevista, e as assistentes sociais Tamires, Alice e Taísa.
Antecedentes: Fomos instruídos pelas professoras da matéria de Estágio de Observação, a seguir um roteiro de entrevista para abstrair informações sobre experiências profissionais das assistentes sociais, sua metodologia de trabalho, principais desafios da prática profissional e informações pertinentes sobre a instituição. Nas aulas anteriores tivemos conteúdos que abordam as diferenças entre estágio obrigatório e não obrigatório, supervisão de estágio em Serviço Social, Política Nacional de Estágio (PNE), prática profissional do Assistente Social, Campos Sócio Ocupacionais do Serviço Social e a sistematização da prática em Serviço Social, ambos nos instruindo na articulação das três dimensões do curso (teórico-metodológico, ético-político e técnico-operativo). A professora Denise Colin realizou o agendamento na Defensoria Pública, assim como em outras instituições de interesse dos alunos. 
Descrição da prática: A Defensoria Pública do Estado do Paraná é o órgão que oferece assistência jurídica integral e gratuita àqueles que não têm condições financeiras para custeá-la. A assistência está além do direito judicial, abrange também a defesa, em todas as esferas, dos direitos dos necessitados. A Defensoria Pública está estruturada no Paraná desde o ano de 2011, porém existe desde a constituição de 1988, e o Serviço Social está presente desde o início de sua estrutura. A Defensoria Pública do Estado Paraná, foi instituída pela Lei Complementar Estadual nº 55/1991 e organizada pela Lei Complementar nº 136/2011, e encontra-se presente em 17 comarcas, tendo como objetivo, estabelecido pela Emenda Constitucional nº 80/2014, fazer-se presente em todas as comarcas paranaenses até o ano de 2022. Atualmente a instituição conta com três assistentes sociais que cumprem a carga horária de 30 horas semanais, das 12h00min às 18h00min, e cada assistente social supervisiona uma estagiária. Uma das principais potencialidades da instituição é a boa formação de equipe e a competência de cada profissional no enfrentamento diário. A Defensoria no Paraná conta com uma ampla equipe de profissionais, sendo 38 assistentes sociais no estado, ficando atrás de São Paulo. Além disso, a equipe conta com psicólogos, jornalistas, entre outros profissionais. As assistentes sociais entrevistadas concordam que o aprendizado contínuo é o segredo para uma atuação profissional com excelência. Tamires, também coordenadora técnica no CRAS, é formada pela PUCPR no ano de 2010, possui especialização em Gestão de Políticas, Programas e Projetos Sociais na PUCPR; Alice se formou na UFPR litoral no ano de 2011, e possui especialização em Direitos Humanos na Perspectiva Interdisciplinar, e Taísa, também formada pela UFPR litoral, possui especialização em Questão Social na Perspectiva Interdisciplinar e doutorado em Ciência Política. 
O público alvo da instituição geralmente são cidadãos com renda de até três salários mínimos, exceto quando se trata de infância e juventude, criminal, situações que exigem medida protetiva, questões de acolhimento para população em situação de rua, etc. Além de atender as demandas rotineiras, as assistentes sociais realizam alguns projetos que envolvem conhecer os equipamentos socioeducativos das instituições, apresentar a Defensoria, projetos de visitas penitenciárias, na área da infância realizam contato com Conselhos Tutelares e hospitais e maternidades que atendem recém-nascidos em situação de risco, especialmente dependentes de substâncias químicas e filhos de mulheres em situação de rua, com o intuito de evitar a separação das mães e dos bebês, entre outros.
Os principais instrumentais utilizados no exercício profissional das assistentes sociais são: o estudo social das demandas recebidas, estudo socioeconômico, análises e pareceres, realização de prontuário de atendimento conjunto e visita domiciliar. Segundo as profissionais entrevistadas, as principais dificuldades encontradas no exercício profissional estão relacionadas às demandas atribuídas que fogem do Serviço Social. Há ainda uma visão equivocada sobre as funções do assistente social no espaço de atuação, por isso é necessário que seja feita uma desconstrução progressiva dessa imagem distorcida, criando espaço e ganhando força no local de trabalho. Além disso, há poucos assistentes sociais diante das demandas recebidas do município inteiro, o que impossibilita a especialização do profissional em uma área determinada. Segundo as assistentes sociais, o próprio âmbito jurídico é um desafio, pelo fato de terem que lidar com uma correlação de forças com os profissionais do direito, acostumados com hierarquias. Não podemos deixar de mencionar a dificuldade encontrada a partir da questão de gênero (analisando através de uma perspectiva feminista), pois a profissão é composta por 97% de mulheres. Há um preconceito muito comum com a profissão, ligado a relação que a sociedade faz das mulheres com o “cuidado”, deixando a impressão de que o serviço social possui tarefas “fáceis” ou menos importantes, além do fato de que o curso de serviço social é o curso que possui mais pessoas negras.
Análise da prática: Durante a visita na instituição pudemos observar que as assistentes sociais cumprem devidamente o que está presente no Código de Ética da profissão, realizam o atendimento das demandas utilizando os principais instrumentais, cumprindo 30 horas de trabalho semanais, além de cada uma ser supervisora direta de estágio de um estudante. Ambas desempenham suas atividades profissionais com eficiência e responsabilidade, observando as leis em vigor. São graduadas no curso de Serviço Social, além de possuírem especializações, e utilizam seu número de registro no Conselho Regional no exercício profissional. Para mim a Defensoria Pública do Estado do Paraná é um espaço riquíssimo de aprendizado para profissionais e estudantes de serviço social, pois lida com vidas violadas de alguma forma. 
Observações da supervisão: 
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Estudante
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Supervisora pedagógica

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