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INTRODUÇÃO À GESTÃO DO CONHECIMENTO ORGANIZACIONAL RELAÇÃO ENTRE DADOS, INFORMAÇÃO E CONHECIMENTO DADO: -Conjunto de fatos distintos e objetos, representando um acontecimento ou conceito. - Para as organizações dado é o registro estruturado de transações -Matéria-prima para a criação da informação. INFORMAÇÃO: - Dado dotado de relevância e propósito - Dado tratado e estruturado -Nela existe um emitente e um receptor, gerando assim o fluxo de mensagens. CONHECIMENTO -Capacidade que o processamento da informação, adicionado ao repertório de cada indivíduo nos dá de agir e prever o resultado dessa ação. - A exposição a novas informações modifica o nosso comportamento e relacionamento com o ambiente externo. CONCLUSÃO: Dado é transformado em informação, que após interpretação se transforma em conhecimento * O conhecimento tem natureza subjetiva, pois é inerente aos indivíduos e às organizações, enquanto o dado e a informação tem natureza objetiva e por isso são inerentes a qualquer tipo de objeto. A SOCIEDADE DA INFORMAÇÃO E DO CONHECIMENTO -O desenvolvimento e a expansão acelerada da capacidade de processamento dos computadores e das comunicações e a globalização, mudaram o comportamento do consumidor, que se tornou mais exigente. - A inovação torna-se uma atividade permanente dentro das organizações, desenvolvida por todos os seus funcionários. - A inovação de produto, processo e serviço está relacionada à informação e ao conhecimento - A REVOLUÇÃO DIGITAL, ao mesmo tempo que cria novas OPORTUNIDADES de inovação e crescimento, também gera instabilidades ao provocar FENÔMENOS e mudanças em diversos aspectos da organização social OPORTUNIDADES: -A disseminação instantânea de informações -Possibilidades do ensino a distância -Mudanças de emprego que passam do especializado para o multidisciplinar e outras. OS FENÔMENOS: - “Economia digital” - Globalização da economia - Crises financeiras interdependentes -Aumento da exclusão dos países em desenvolvimento -Migração de fábricas -Intensiva cobrança de qualidade dos serviços públicos pela sociedade, entre outras * No que diz respeito aos empregos, a tendência está na criação de “POSTOS DE TRABALHO” com exigência de maior nível de competência, de capacidade de pensar criticamente, de planejar estrategicamente e de contínua adaptação. *O desenvolvimento tecnológico e a evolução dos mercados provocaram uma convergência de atividades, interesses e potencialidades, originando o que se convencionou chamar de SETOR DE INFORMAÇÃO SETOR DE INFORMAÇÃO: - Passou a ser extremamente valorizado diante da alta demanda por informação e conhecimento, elementos de vantagem competitiva nas organizações e países. - Na medida em que surge uma indústria local de informação (equipamentos, serviços, conteúdo) e consequente aumento da oferta de seus produtos e serviços especializados em nível interno e externo, em uma determinada sociedade, pode-se caracterizá-la como SOCIEDADE DA INFORMAÇÃO. SOCIEDADE DA INFORMAÇÃO: está focada no objeto informação como um produto ou insumo em si, já a sociedade do conhecimento deve estar focada na utilização da informação pelo indivíduo como processo. A informação funcionará como agente mediador da produção do conhecimento. - Na SOCIEDADE DA INFORMAÇÃO, as pessoas passam a desempenhar um PAPEL-CHAVE na medida em que os produtos e os insumos mais importantes deixam de ser meramente tangíveis, passando a ser intangíveis e extremamente dependentes da atuação do ser humano. ELEMENTOS que caracterizam as organizações predispostas a implementar uma administração intensiva do conhecimento: -Dispersão geográfica; -Alto nível de turbulência na força de trabalho; - Culltura de autonomia, responsabilidade, excelência; -Indústria competitiva; -Consciência de que o produto é composto, em grande parte, por conhecimento. “ORGANIZAÇÕES DO CONHECIMENTO”: Geralmente estão no setor de serviços e vendem conhecimento, informação e outros serviços e possuem algumas características em comum: -Os funcionários dessas Organizações são profissionais altamente qualificados , com elevado nível de escolaridade, apresentam poucos ativos tangíveis, utilizam-se do ambiente interno e externo para aumentar suas bases de conhecimento. *As diversas organizações (empresas, universidades, hospitais, órgãos públicos , entre outras), estão em diferentes níveis de evolução, dentro da transição para uma sociedade do conhecimento. * O nível de utilização da informação e do conhecimento pelas organizações encontra-se em diferentes estágios de aplicação * Isso se dá, pois uma parcela significativa ainda se encontra no paradigma da sociedade industrial e terá de incorporar gradualmente conceitos, posturas, produtos, processos e atividades que lhes permitam gerenciar, desenvolver, aumentar e utilizar o seu estoque de conhecimentos, mesmo continuando a produzir bens tangíveis. * Para que o conjunto das informações e do conhecimento seja o mais efetivo possível, é importante a preocupação, cada vez maior, com a sistematização e implantação da gestão do conhecimento da organização (do que ela possui) e na organização (processos desde a implantação até a manutenção). O SETOR PÚBLICO NA SOCIEDADE DO CONHECIMENTO - A administração pública, devido às transformações sociais que atingem todos os setores, deverá se adaptar criando um novo perfil no setor público, voltado à busca de resultados eficazes e à satisfação dos seus usuários. - A administração pública, deve estar envolvida com modernas práticas de gestão que a distanciam, cada vez mais do antigo modelo burocrático. - Essas transformações atingem também seus usuários que estão exigindo serviços de qualidade e também que esses serviços sejam executados com agilidade, por estarem conscientes de seus direitos. * No passado o modelo burocrático cumpriu seu papel, com o passar do tempo, tornou-se obsoleto por seu caráter excessivamente formalista e rígido, hierarquizado e pouco comprometido com resultados *A administração pública deve se conscientizar da importância de aderir a um NOVO DESAFIO: -Orientar suas ações estratégicas de forma a potencializar o conhecimento organizacional. Essa atitude deve ser tomada fundamentando-se nos valores da nova economia na qual se reconhece o conhecimento como o recurso de maior valor estratégico. -A administração pública precisa de uma política de incentivo ao estudo e de valorização de seus funcionários * A diferença entre as organizações que trilharão com sucesso este processo e aquelas que não obterão êxito é O CONHECIMENTO. Por meio do conhecimento, se pode encontrar a ferramenta estratégica para enfrentar esse ambiente de turbulência. * A NOVA POSTURA esperada do setor público está PAUTADA na: (ITFVF) -IMPARCIALIDADE -TRANSPARÊNCIA -FLEXIBILIDADE -VALORIZAÇÃO DOS COLABORADORES - FUNCIONAMENTO ADEQUADO DE SEU SISTEMA DE INFORMAÇÕES Essa pauta distancia o setor público da morosidade observada antigamente. -A organização pública sofre CRISE DE EFICÁCIA E LEGITIMIDADE, que está ligada à sua incapacidade de atender às demandas dos cidadãos. GESTÃO DO CONHECIMENTO ORGANIZACIONAL O SETOR PÚBLICO E A GESTÃO DO CONHECIMENTO *O estudo da gestão do conhecimento é parte de uma estratégia organizacional. Esse conhecimento é matéria-prima para a sua sobrevivência. DRUCKER (1997): A gestão do conhecimento pode ser entendida como um processo, uma forma do gestor de perceber, capturar, analisar, interpretar, organizar, mapear e disseminar a informação para que esta seja transformada em conhecimento disponível e útil para os demais da empresa. - AS ORGANIZAÇÕES PÚBLICAS, além de aumentar a efetividade de suas ações perante a sociedade, com o mínimo de recursos, devem gerir o conhecimento para: a) Alcançar a maneira mais adequada para responder aos desafios; b) Proporcionarque atores sociais (cidadãos, organizações não-governamentais e outros) atuem como parceiros do Estado na elaboração e implementação de políticas públicas; c) Apoiar para que a população seja inserida socialmente, reduzindo as desigualdades e melhorando a qualidade de vida por meio de construção, manutenção e ampliação do capital social e do capital intelectual das organizações; d) Possibilitar a educação dos cidadãos para que eles se tornem trabalhadores competentes do conhecimento, mediante o desenvolvimento das organizações em todas as áreas do conhecimento. PANORAMA - O ambiente contemporâneo exige organizações altamente flexíveis e adaptáveis que estejam aptas a responder aos desafios do cotidiano - O avanço do interesse em torno do ambiente econômico, assunto nos meios organizacionais, sinaliza a progressiva convicção de que entender o conhecimento é fundamental para o sucesso e sobrevivência das organizações. -Isso também tem reflexo na administração pública que sofre o impacto e efeitos dessa nova realidade e faz com que as práticas, os processos e as formas de resolver os problemas sejam repensadas. - A maioria dos trabalhos científicos, artigos e livros relacionados ao tema, na Administração Pública, existem poucas publicações, são raros os casos práticos de implantação e desenvolvimento de um modelo de gestão voltado ao conhecimento na esfera pública direta, não existe referência à Gestão do Conhecimento, sendo necessária uma pesquisa dentro deste cenário para investigar com maior precisão em que estágio essas organizações estão. - Se for considerado que o conhecimento, na atual economia, é o recurso de maior valor estratégico, a perda de informações e conhecimento gera prejuízos imensuráveis. -Porém, os resultados obtidos apontam que tais tentativas não foram suficientes, limitando-se apenas ao investimento em TI. Assim, conclui-se que a implantação de Gestão do Conhecimento, no espaço público, necessita ser realizada de forma mais concreta, consistente para que seja duradoura. Observa-se que buscar resolver a falta de fluxo de informações e conhecimentos nas organizações públicas, investindo apenas em TI, é reduzir o problema a um dos seus fatores. Para uma melhor compreensão do contexto, é necessário ter uma visão mais ampla, abrangendo as peculiaridades e características desse tipo de organização. AZEVEDO (2002) : destaca os seguintes PROBLEMAS NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA: a) Linhas rígidas de demarcação entre departamentos, funções e níveis de gestão, que acabam gerando conhecimento compartimentado; b) Dificuldade de compartilhamento voluntário entre funcionários e departamentos; c) Utilização do conhecimento como fonte de poder; d) Falta de reconhecimento daqueles que disseminam o conhecimento; -Pondo em risco a qualidade dos serviços prestados na administração pública, é necessário o acompanhamento das transformações tecnológicas, bem como adotar estratégias gerenciais mais adequadas com os novos valores. AS DIFERENÇAS DO SETOR PÚBLICO As ORGANIZAÇÕES PÚBLICAS apresentam características particulares que as diferem das organizações do setor privado. a) Enquanto o setor privado visa os lucros, o setor público visa fazer o bem, por isso, pode-se dizer que trabalham com valores morais absolutos, realizam serviços que beneficiarão a comunidade, fornecendo-lhes segurança, proteção ambiental, estradas, represas, suprimento de água potável, entre outros. b) Existem outras diferenças a serem consideradas: as empresas recebem dos clientes a maior parte de seus recursos, os setores públicos são custeados pelos contribuintes. c) As empresas normalmente trabalham em regime de competição, a administração pública usa habitualmente o sistema de monopólio. -Em razão dessas diferenças, conclui-se que não é possível administrar um órgão público como quem administra uma empresa - Essa DICOTOMIA, público e privado, abre horizontes para a aplicabilidade, na esfera pública, de conceitos até então considerados somente pelas organizações privadas. -A administração pública burocrática, dificulta o compartilhamento do conhecimento entre funcionários e departamentos, enquanto a administração menos burocrática, proposta pela reforma gerencial, parte do pressuposto de que o administrador público e o funcionário público têm competência para se autogerir. - Na administração burocrática, por ser tão rígida a estrutura, o conhecimento tende a ficar concentrado em uma ou poucas pessoas que se consideram especialistas e o utilizam como forma de poder. - Uma nova administração pública traz o controle de volta às mãos daqueles que se encontram na ponta mais baixa da estrutura, é lá que se tem a apropriação dos processos. - As decisões são empurradas para os escalões inferiores, horizontalizando os processos e dando maior autonomia aos seus servidores. ESPIRAL DO CONHECIMENTO -Para se tornar uma empresa que gera conhecimento, a organização deve realizar a ESPIRAL DO CONHECIMENTO que se dá através dos MODOS DE CONVERSÃO do conhecimento: -SOCIALIZAÇÃO: É a conversão do CONHECIMENTO TÁCITO em TÁCITO. Acontece através da observação e do compartilhamento de experiências entre os indivíduos. -EXTERNALIZAÇÃO: É a conversão do conhecimento TÁCITO em EXPLÍCITO. Sua comunicação ao grupo, se expressa basicamente através da linguagem escrita, além disso cria conceitos novos. -COMBINAÇÃO: É a conversão do conhecimento EXPLÍCITO em EXPLÍCITO.É o processo de sistematização de conceitos em um sistema de conhecimento. - INTERNALIZAÇÃO: É a conversão do conhecimento EXPLÍCITO em TÁCITO. É a transformação de conceitos em conhecimento operacional, ou seja, é a aquisição de conhecimento tácito na prática, na vivência diária, que provoca mudanças e enriquecimento das práticas individuais, grupais e coletivas. NONAKA E TAKEUCHI: OS PIONEIROS DOS ESTUDOS SOBRE GESTÃO DO CONHECIMENTO, citam que a construção do conhecimento se dá através das crenças e compromissos, além de estar relacionada à ação, à atitude e a uma intenção específica, sempre a partir do indivíduo. -Para esses autores, o conhecimento humano é CLASSIFICADO EM DOIS TIPOS: 1)TÁCITO: É subjetivo, difícil de ser articulado na linguagem formal, por envolver fatores intangíveis, pois é o conhecimento pessoal incorporado à experiência individual e envolve crenças, emoções e habilidades, por esse motivo é considerado uma importante fonte de competitividade entre as organizações. 2)EXPLÍCITO: E objetivo, está relacionado a linguagem formal e é facilmente transmitido entre os indivíduos. PRÁTICAS VOLTADAS À CRIAÇÃO DO CONHECIMENTO EDUCAÇÃO CORPORATIVA -Em um contexto no qual o maior paradigma é o conhecimento, a educação corporativa aponta para um novo e importante comprometimento das organizações com a educação e o desenvolvimento de seus funcionários. OBJETIVO DOS PROGRAMAS DE EDUCAÇÃO CORPORATIVA - Aumentar o Capital Intelectual, aquele ativo que não aparece nos balanços financeiros das empresas. SENGE (1998): Organizações voltadas à aprendizagem, implicam a formação de pessoas, que aprendam a ver a realidade pela PERSPECTIVA SISTÊMICA, que desenvolvam suas atividades e que passem a expor e reestruturar modelos mentais de maneira colaborativa. Esse conceito está diretamente relacionado com o processo de externalização, internalização e socialização do conhecimento. - Uma organização de aprendizagem é aquela em que as pessoas envolvidas estão capacitadas ou têm habilidades para CRIAR (EXTERNALIZAR), ADQUIRIR (INTERNALIZAR) e DISSEMINAR (SOCIALIZAR) conhecimentos e modificar comportamentos a partir da reflexão sobre esses conhecimentos. PORTAIS CORPORATIVOS DE CONHECIMENTO - Os portais corporativos cada vez mais vêm sendo apontados como uma solução adequada para facilitar o fluxo de informações e conhecimentos, gerando nas organizações um interesse crescente sobreo tema. DIFERENCIAÇÃO ENTRE PORTAIS COMUNS E PORTAIS DO CONHECIMENTO - DIAS (2001): PORTAIS COMUNS: ainda estão atrelados a fatores como segurança, velocidade e facilidade de navegação PORTAIS DO CONHECIMENTO: Não se limitam a estes aspectos: eles provêm acesso às informações, suporte a decisões, fornecem ferramentas de trabalhos cooperativos e conectam pessoas com base em suas experiências e interesses. - Os PORTAIS CORPORATIVOS representam um avanço importante como contexto que possibilita a interação e a colaboração entre pessoas. - Eles estão mudando fundamentalmente a forma como a informação e a responsabilidade de colaboração são compartilhadas em uma organização: de um foco estreito e funcional, para uma abordagem ampla e de colaboração”. - Integram uma gama de aplicações e ferramentas, em que é possível integrar e equilibrar o fluxo estruturado de informação e conhecimento (explícito e tácito) no interior das organizações - A tecnologia adotada para o desenvolvimento de um portal “possui características favoráveis à criação do conhecimento, que são a autonomia, redundância, caos criativo e variedade, em consonância com a abordagem da mudança constante dos conhecimentos tácitos entre o formato tácito e explícito”. MEMÓRIA ORGANIZACIONAL -Um dos grandes problemas enfrentados pelas organizações na atualidade é manter o fluxo de informações e conhecimentos, bem como retê-lo CONKLIN (1996):A MEMÓRIA ORGANIZACIONAL está voltada para estender e amplificar o conhecimento por meio de sua captura, organização, disseminação, compartilhamento e reúso por colaboradores de uma determinada organização. EUZENAT (1996):A MEMÓRIA ORGANIZACIONAL é um repositório de conhecimentos e do know- how do conjunto de indivíduos que trabalham em uma organização, tendo por finalidade preservar o conhecimento, a fim de permitir a socialização, o uso, o reuso, a inovação e a transformação do mesmo. BALASUBRAMANIAN (APUD SILVA, 2002, P.51): “a memória possui fundamentos e princípios que são transmitidos principalmente por meio de conhecimentos tácitos”, podendo ser parcialmente registrados e convertidos em procedimentos explícitos, em regras e em recomendações resultantes dessa memória - A parte da MEMÓRIA ORGANIZACIONAL composta pelo conhecimento explícito significa objetivamente registrar as vivências, os erros levantados e as soluções encontradas facilitando, a externalização do conhecimento KLEINER E ROTH (APUD SILVA, 2002): Destacam a ênfase na síntese, a redação impessoal, com os comentários dos fatos relatados e os critérios de aprovação e acesso para os diferentes níveis e setores da empresa SILVA (2002, P. 52): “estas recomendações anteriores estão mais preocupadas com a otimização da externalização (redação) e internalização (facilidade de leitura do que foi redigido) - Um outro facilitador importante para o trabalho com o formato explícito é a preocupação com as formas de melhor agrupar ou organizar estes conhecimentos (COMBINAÇÃO)”. LAPA (2003, P. 1): Não adotar a visão da “metáfora do container” que a princípio pode ser considerada a mais fácil, porém é limitada para os objetivos organizacionais. MAPA DE CONHECIMENTO -Grande parte do conhecimento de uma organização encontra-se dispersa em arquivos individuais, pastas ou até mesmo na mente de seus colaboradores, gerando dificuldade para seu acesso e uso quando desejado -Uma das formas que vêm sendo utilizadas para sanar essa dificuldade é o MAPA DE CONHECIMENTO. DAVENPORT E PRUSAK (1998, P. 88): Afirmam que o “mapa de conhecimento envolve localizar conhecimentos importantes dentro da organização e depois publicar um tipo de lista que mostre onde encontrá-los.” -Os mapas de conhecimento ajudam a descobrir a localização, a posse, o valor e o uso de artefatos de conhecimento; possibilitam conhecer a especialidade de cada pessoa, identificam as barreiras para o fluxo do conhecimento, bem como têm como foco as oportunidades como forma de alavancar o conhecimento organizacional. DAVENPORT E PRUSAK (1998, P. 90): As informações necessárias para se criar um mapa do conhecimento normalmente já existem nas organizações, porém em forma fragmentada e não documentada. -Cada funcionário tem um pedacinho do mapa na cabeça, sabe qual é o seu próprio conhecimento e aonde ir para obter respostas para as suas perguntas. -Criar um mapa organizacional é uma questão de se combinar esses mini-mapas individuais, incentivando a interação entre o interessado por ele e a pessoa que o possui. -O conceito de MAPA DE CONHECIMENTO traz em sua essência os processos de socialização e externalização do conhecimento. -Um bom mapa do conhecimento deve servir de base para o processo de conversão do conhecimento: do individual ao coletivo -O MAPA DE CONHECIMENTO trará resultados desejados e eficazes, por meio da harmonia com a cultura organizacional. BENCHMARKING -Poderosa estratégia adotada pelas organizações na sociedade contemporânea. SPENDOLINI (1992) : Entende o BENCHMARKING como um processo contínuo e sistemático para avaliar produtos e processos de trabalho de organizações que são reconhecidos como melhores práticas WATSON (1994): o BENCHMARKING é um método estruturado de aprendizagem por meio da observação e adaptação das melhores práticas desenvolvidas por outras organizações e da aplicação desse novo conhecimento na melhoria dos processos de trabalho - O BENCHMARKING fornece um canal de transferência do conhecimento entre quem observa e quem possui a prática. NONAKA E TAKEUCHI (1997): A observação de práticas é uma importante fase do processo de criação do conhecimento. Essa proximidade teórica entre ambas as teorias revela um ponto em comum: buscar na prática a experiência e o know-how que não estão disponíveis de maneira explícita. COMUNIDADES DE PRÁTICA -O conceito de comunidades de prática é essencial na era do conhecimento e refere a grupos informais de pessoas que se formam espontaneamente nas diversas situações do cotidiano das pessoas, seja na escola, seja no trabalho, ou no lazer o autor, são tão informais que raramente se tornam explícitas, porém por esta razão elas são tão familiares. WENGER, 1998: Essas comunidades vão além das estruturas formais da organização, bem como diferem de grupos ou equipes de trabalho. Os membros de uma comunidade podem fazer parte de um mesmo departamento ou ser de áreas diversas ou de diferentes instituições. A participação de cada membro pode variar de intensidade, indo desde pessoas que participam de vez em quando para saber o que está acontecendo, até líderes WENGER ET AL. (2002, P. 4): “durante o tempo que passam juntas, as pessoas compartilham informação, insight, e conselhos. Discutem sobre determinadas situações, suas aspirações e suas necessidades. (....) Elas podem criar instrumentos, manuais e outros documentos ou simplesmente o conhecimento tácito compartilhado”. TERRA (2003, P. 2): “é um fato conhecido que as conexões significativas levam os indivíduos a níveis de criatividade bem além daqueles que eles alcançariam isolados. O aprendizado é um ato social”. - Segundo Wenger, o conceito de prática se refere ao “FAZER” dentro de um contexto histórico e social que fornece estrutura e significado para o que é feito. - O conceito de prática inclui o explícito e o tácito. A comunidade de prática “inclui o tácito e o explícito; o que é dito, e o que é deixado de dizer; o que é representado, e o que é assumido. Inclui a linguagem, ferramentas, documentos, imagens, símbolos, regras bem definidas, critérios específicos, procedimentos codificados, regras e contratos que as várias práticas tornam explícitos para uma variedade das finalidades” (1998, p. 47). (WENGER, 1998): Além da prática, são necessários mais dois elementos , para que exista uma comunidade de prática: o domínio do conhecimento, que fornece aos membros um senso deidentidade, e a comunidade, contexto no qual as pessoas participam das atividades conjuntas SISTEMAS DE INFORMAÇÃO -Muito se tem escrito sobre a importância dos recentes avanços da tecnologia de informação para a gestão do conhecimento -Muito se tem escrito sobre a importância dos recentes avanços da tecnologia de informação para a gestão do conhecimento. Dentro desse tema, é possível encontrar autores que dão ênfase à tecnologia - Porém, segundo DAVENPORT E PRUSAK (1998), essa abordagem é limitada e não funciona. Esses autores propõem uma “ecologia da informação”, enfatizando-se o ambiente da informação em sua totalidade, considerando-se a cultura, os valores, as pessoas, o comportamento, os processos de trabalho, bem como a tecnologia. A tecnologia, sozinha, não gera conhecimento. Partindo-se desse entendimento, é necessário então, conhecer as potencialidades que contribuem significativamente nesse processo. TEIXEIRA FILHO (2000): o papel a ser desempenhado pela TI é estratégico, colaborando na construção do conhecimento coletivo e do aprendizado contínuo, tornando mais fácil para as pessoas na organização compartilharem problemas, perspectivas, ideias e soluções. - No sentido de compreender como ocorre a influência da tecnologia no processo de criação do conhecimento, CARVALHO E FERREIRA (2001, P. 11) fizeram uma pesquisa , na qual selecionaram as tecnologias disponíveis no mercado e analisaram a sua contribuição para a espiral do conhecimento, cujas principais conclusões são a seguir elencadas: * A introdução da TI nas operações de negócios tem possibilitado, às organizações, maior velocidade de resposta a mudanças, maior flexibilidade de operações, bem como as novas oportunidades para as organizações que têm o seu foco voltado aos recursos intangíveis. Suas funções estendem o alcance e aumentam a velocidade de transferência do conhecimento. GESTÃO DE PESSOAS ALINHADAS À CRIAÇÃO DO CONHECIMENTO SOUSA ET AL. (2001, P. 39): A gestão de pessoas deve estar alinhada com os princípios da gestão do conhecimento. “ Gestão do Conhecimento se relaciona com a Gestão de Pessoas e [que] tal relação gera características específicas nesta última, sem as quais, as empresas não conseguem ambiente e condições propícias para o desenvolvimento continuado, para a criatividade, para a inovação e aprendizado organizacional”. NONAKA E TAKEUCHI (1997): Já destacavam a importância de um ambiente propício à criação de novos conhecimentos. Se essas condições não existirem, o fluxo e a criação de novos conhecimentos ,tornam-se difíceis, criando barreiras, para que ocorra a espiral do conhecimento, dificultando a socialização, a externalização e a internalização do conhecimento – modos de conversão diretamente ligados à dimensão humana dentro das organizações. -As novas tendências na área de gestão de pessoas, devem promover a reflexão e a mudança de paradigmas, acerca do recrutamento e seleção, treinamento, carreira e sistemas de recompensa. Por meio de uma gestão de pessoas, adaptada a esses valores, é possível: “Melhorar a capacidade das organizações atraírem e manterem pessoas com habilidades, comportamentos e competências, que elas mesmas adicionam aos seus estoques e fluxos de conhecimento (de valor); isso ocorre a partir do momento em que as empresas adotam processos seletivos altamente rigorosos e buscam aumentar a diversidade de backgrounds nas contratações”. - Quanto à remuneração, está cada vez mais ligada à competência individual do trabalhador, ao desempenho da equipe e da empresa. EXEMPLO: SERPRO - Serviço Federal de Processamento de Dados, desenvolve práticas nos seguintes seguimentos: - POLÍTICA SE GESTÃO DE COMPETÊNCIAS, - GESTÃO DE TALENTOS - DESENVOLVIMENTO DE PESSOAS. POLÍTICA DE GESTÃO DE COMPETÊNCIAS: - Busca um equilíbrio entre princípios dessa política de recursos humanos e a importância do conhecimento para as organizações, permitindo que se desenvolvam diretrizes para a administração do conhecimento técnico, de habilidades e de atitudes, atuais e futuras, a fim de se fazer a identificação e o tratamento das necessidades de conhecimento e de capacitação de pessoas POLÍTICA SE GESTÃO DE TALENTOS : -O SERPRO propõe uma política por meio da qual a alocação das pessoas aos times seja adequada às atividades a serem executadas e alcançadas. POLÍTICA SE GESTÃO DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAS: - Tem a finalidade de definir diretrizes e orientações para aplicação de programas de educação e treinamento para o desenvolvimento de seus empregados AS QUALIFICAÇÕES IDEAIS PARA OS PROFISSIONAIS, segundo NONAKA E TAKEUCHI (1997, P.178): 1. Precisam ter elevados padrões intelectuais; 2. Precisam ter uma forte noção de comprometimento para recriar o mundo segundo sua própria perspectiva; 3. Precisam ter uma ampla variedade de experiências, tanto dentro quanto fora da empresa, 4. Precisam ser qualificados na condução de um diálogo com os clientes e com os colegas dentro da empresa e 5. Precisam ser abertos para conduzir discussões francas e debates com outras pessoas. - Se as organizações necessitam contar com profissionais com o perfil descrito anteriormente, por outro lado, para que as organizações tornem-se atrativas para essa mão de obra qualificada, é necessário possuir políticas de RH que as atraiam. Nesse sentido, essa interdependência explícita entre essas duas dimensões revela a importância para as organizações em adotar novas diretrizes de RH, facilitando a passagem de uma abordagem clássica de gestão de pessoas para uma nova, alinhada aos tempos atuais. CONDIÇÕES PARA A CRIAÇÃO DO CONHECIMENTO ORGANIZACIONAL (IAFRV) 1)INTENÇÃO 2)AUTONOMIA 3)FLUTUAÇÕES E CAOS CRIATIVO 4)REDUNDÂNCIA 5)VARIEDADE DE REQUISITOS INTENÇÃO -Predisposição de uma organização em criar conhecimento, através do desenvolvimento da capacidade organizacional de adquirir, criar, acumular e explorar o conhecimento. AUTONOMIA -Liberdade para criação de novos conhecimentos dentro da organização. -No que diz respeito ao indivíduo, todos os membros de uma organização devem agir de forma autônoma de acordo com as circunstâncias, o que também mantêm os membros da organização motivados. FLUTUAÇÕES E CAOS CRIATIVO -Interação da organização com o ambiente externo. -A flutuação é diferente da desordem total, é caracterizada pela quebra de rotina com a interrupção dos hábitos que favorece a recriação de conceitos por meio da investigação ativa, de alternativas para os procedimentos estabelecidos e o estabelecimento de novas rotinas através da interação social. - A flutuação na organização pode precipitar o caos criativo, que induz e fortalece o compromisso subjetivo dos indivíduos. - A proposição de metas desafiadoras provoca intencionalmente o caos criativo, aumentando a tensão dentro da organização e focalizando a atenção dos membros na definição do problema e resolução da situação de crise. REDUNDÂNCIA - Existência de informações que transcendem as exigências operacionais imediatas dos membros da organização. - Refere-se à superposição intencional de informações sobre atividades da empresa, responsabilidades da gerência e sobre a empresa como um todo. - Resulta em um mecanismo de autocontrole que mantém a organização voltada para determinada direção, ao facilitar o intercâmbio de informações entre a hierarquia e a não-hierarquia. VARIEDADE DE REQUISITOS: - O ambiente impõe desafios à organização que deve condizer com uma variedade de requisitos à altura da complexidade apresentada. - As diferentes situações podem ser enfrentadas com melhor desempenho se os membros da organização puderem contar com uma variedade de requisitos, que podem ser aprimorados por meio da combinação de informações de forma rápida e flexível e do acesso às informações em todos os níveis da organização. - Para maximizar a variedade,todos na organização devem ter a garantia do acesso mais rápido a mais ampla gama de informações necessárias, percorrendo o menor número possível de etapas GESTÃO DO CONHECIMENTO E AS “CINCO DISCIPLINAS” -O conhecimento é uma mistura da experiência condensada, dos valores, de informações contextuais de uma pessoa e que proporciona uma estrutura para a avaliação e incorporação de novas experiências e informações - Quanto mais as organizações dominam o conhecimento, maior a sua vantagem competitiva. E por que o conhecimento é vital? Porque todos os aspectos intangíveis que agregam valor à maioria dos produtos e serviços são baseados em conhecimento: know-how técnico, projeto de produto, estratégias de marketing, entendimento do cliente, criatividade pessoal e inovação. A inteligência humana está por trás disso tudo. A GESTÃO DO CONHECIMENTO IMPÕE O CONCEITO DE ORGANIZAÇÕES DE APRENDIZAGEM -O NÚCLEO DA ORGANIZAÇÃO DO APRENDIZADO é composto de CINCO “DISCIPLINAS”, que constituem programas de longo prazo de desenvolvimento, aprendizado e prática organizacional: (DMVAP) DOMÍNIO PESSOAL: Aprofundamento da capacidade de desenvolvimento pessoal MODELOS MENTAIS: Entendimento de uma causa como referência para ações e decisões no ambiente de trabalho VISÃO COMPARTILHADA: É a criação de compromisso com objetivos comuns da equipe de trabalho. APRENDIZAGEM EM EQUIPE: É a capacidade de desenvolver conhecimentos e habilidades coletivas. PENSAMENTO SISTÊMICO: É uma ferramenta mental para lidar com os processos de mudança, pensando globalmente e visualizando a totalidade. -O aprendizado permanente constitui um ciclo de eterna mudança, envolvendo sensibilidade e consciência em relação ao ambiente em que a organização opera (visão estratégica), evolução permanente de atitudes e crenças (cultura organizacional) e desenvolvimento de habilidades e conhecimentos (gestão do conhecimento). TRÊS PRINCIPAIS DESAFIOS DA GESTÃO DO CONHECIMENTO : 1. Criar uma infraestrutura administrativa do conhecimento: Essa tarefa envolve a construção de redes, bancos de dados, estações de trabalho etc. Muitas organizações desenvolvem centros de aprendizagem ou universidades corporativas para esta finalidade. Outras definem um executivo de alto nível, como um gerente do conhecimento, para tocar e desenvolver o assunto. 2. Construir uma cultura do conhecimento: Derrubar barreiras e criar mecanismos para o desenvolvimento e manutenção do conhecimento nos vários departamentos da organização. Isso envolve uma mudança da cultura organizacional para incrementar o valor do conhecimento. Está trazendo uma nova concepção do treinamento, e do aprendizado, como um processo de comunicação do conhecimento. 3. Administrar resultados: Para saber qual é a melhor forma de gestão do conhecimento que ajuda a fazer ou economizar dinheiro e documentar o impacto econômico. “FALSA DICOTOMIAS” LAUFER (2006): -A mente humana tem por hábito funcionar através de dualidades, comparações de dicotomias. - Durante o percurso feito pelos autores da teoria sobre a criação do conhecimento na organização e na geração de inovação, NONAKA E TAKEUCHI, se depararam com alguns indícios destas ideias contrárias e as chamam de “FALSAS DICOTOMIAS” e que se não forem explicitadas tendem a nos dar ideias fragmentadas da teoria, priorizando uma vertente e excluindo a outra. INDIVIDUAL/ORGANIZACIONAL -Criar conhecimento é uma prerrogativa do indivíduo, mas a empresa tem sua importância, quando possibilita a ampliação deste conhecimento. -O primeiro (INDIVIDUAL) se torna o produtor, e o segundo (ORGANIZACIONAL), o ampliador deste conhecimento. * E isto acontece quando a organização: -Cria espaços favoráveis à troca de experiências -Admite erros -Favorece intercâmbios entre seus colaboradores -Reconhece e valoriza seus talentos -Dissemina a cultura da visão compartilhada -Sistematiza e organiza o conhecimento adquirido -Reconhece no conflito um início do “caos criativo” -Valoriza a gerência intermediária -Investe em capacitação -Propicia elementos para a visão sistêmica -Utiliza a tecnologia como uma ferramenta de apoio -Possibilita acessos às informações em todos os níveis, entre outras atitudes. TOP-DOWN/BOTTOM-UP - De cima para baixo ou de baixo para cima, são duas propostas que se opõem e por isso a teoria apresenta o modelo MIDDLE-UP-DOWN . *MIDDLE-UP-DOWN: é o modelo que utiliza a gerência média para realizar a síntese entre aqueles dois modelos. - Os administradores medianos fazem o intermédio e estes normalmente estão à frente de projetos como líderes de equipes ou força-tarefa e a importância da sua função está em intermediar as relações entre o topo e a base da organização. BUROCRACIA/FORÇA-TAREFA - Estas são duas formas de estrutura organizacional opostas - A flexibilidade do modelo em hipertexto possibilita o trâmite do conhecimento, pois, ao encerrar um projeto, equipes são desfeitas e o aprendizado tem maior chance de ser disseminado em outras equipes. CORRIDA DE REVEZAMENTO/RÚGBI CORRIDA DE REVEZAMENTO: As funções são especializadas e a norma é a divisão do trabalho RUGBI: Velocidade tônica. - Esta pode ser uma analogia utilizada no desenvolvimento de produtos, ou seja, cada etapa do projeto não deve ser passada de um para outro como se a missão já tivesse terminado, como um bastão, e sim como o princípio de uma nova forma de “passar a bola” e propiciar o avanço de toda a equipe. ORIENTE/OCIDENTE - No oriente, a produção enxuta, a qualidade total, o seminário e a produção de teses. No Ocidente, a estratégia competitiva e a gestão da inovação, o método do estudo de caso e simulação; - Ambos têm pontos fortes e pontos a desenvolver, melhorar. COMPETÊNCIAS NA GESTÃO DO CONHECIMENTO O QUE SÃO COMPETÊNCIAS? -Por extensão, o termo acabou sendo integrado à linguagem organizacional sendo comumente utilizado para se referir a capacidade de alguém para realizar adequadamente determinada atividade ou tarefa ou sobre a atuação deste indivíduo no contexto organizacional (BRANDÃO, 2012; 2005). Segundo TAYLOR, no início do século passado, já alertavam para a necessidade de as empresas buscarem “homens eficientes”, ressaltando que a procura pelos competentes excedia à oferta. - À época, baseadas no princípio TAYLORISTA de seleção e treinamento do trabalhador, as empresas procuravam aperfeiçoar em seus empregados as habilidades necessárias para o exercício de certas funções, restringindo-se a questões técnicas relacionadas ao trabalho e à especificação do cargo. (BRANDÃO, 2005): Sob essa perspectiva, referia-se à competência como um conjunto de conhecimentos e habilidades que credenciavam um profissional a exercer determinada função - Algumas concepções, então, começaram a valorizar a atitude como maior determinante da competência. ZARIFIAN (1996 APUD BRANDÃO, 2005): ao definir competência, baseia-se na premissa de que, em um ambiente dinâmico e competitivo, não é possível considerar o trabalho como um conjunto de tarefas ou atividades estáticas. Para esse autor, competência significa “assumir responsabilidades frente a situações de trabalho complexas aliado ao exercício sistemático de uma reflexividade no trabalho”, que permita ao profissional lidar com eventos inéditos, surpreendentes e de natureza singular. - As abordagens mais modernas consideram os diversos aspectos do trabalho e associam a competência ao desempenho - A relação entre competência e desempenho: COMPETÊNCIA: -Combinação sinérgica de conhecimentos, habilidades e atitudes, expressas pelo desempenho profissional, em um determinado contexto organizacional. -Manifestação das competências desenvolvidas pelo indivíduo durante sua trajetória profissional. -As competências são reveladas, então, quando as pessoas agem frente as situações profissionais com as quais se defrontam*Em meio à diversidade de definições, podemos constatar dois aspectos, que são comuns na maioria dos casos: -Competências dizem respeito à mobilização de conhecimentos, habilidades e atitudes; -Competências envolvem comportamentos observáveis que se expressam na ação ou desempenho dos indivíduos. -Dessa forma, as competências agregam valor econômico e valor social aos indivíduos e às organizações, na medida em que contribuem para a consecução de objetivos organizacionais e expressam o reconhecimento social sobre a capacidade de determinada pessoa. SOBRE AS DIMENSÕES DA COMPETÊNCIA (CHA) CONHECIMENTO -corresponde a uma série de informações assimiladas e estruturadas pelo indivíduo, que lhe permitem “entender o mundo”. Refere-se ao saber que a pessoa acumulou ao longo da vida. O conhecimento deriva da informação, que, por sua vez, deriva de conjuntos de dados. - Quanto a isso, dados são séries de fatos ou eventos isolados; informações são dados que, percebidos pelo indivíduo, têm significado e relevância; e conhecimentos são conjuntos de informações reconhecidas e integradas pelo indivíduo dentro de um esquema pré-existente, causando impacto sobre seu julgamento ou comportamento. HABILIDADE -Está relacionada ao saber como fazer algo, ou à capacidade de fazer uso produtivo do conhecimento, ou seja, de instaurar conhecimentos e utilizá-los em uma ação - As habilidades podem ser classificadas como intelectuais, quando abrangerem essencialmente processos mentais de organização e reorganização de informações. - Abordando as duas primeiras dimensões da competência (conhecimentos e habilidades), utiliza a estrutura de análise do conhecimento, explicando que habilidade refere-se ao saber como fazer algo dentro de um determinado processo (know-how), enquanto conhecimento diz respeito ao saber o que e por que fazer (know-what e know-why), ou seja, à compreensão do princípio teórico que rege esse processo e seu propósito. ATITUDE -Refere-se a aspectos sociais e afetivos relacionados ao trabalho -Atitudes são estados complexos do ser humano que afetam o seu comportamento em relação a pessoas, coisas e eventos, determinando a escolha de um curso de ação pessoal. COMPETÊNCIA CONHECIMENTO-SABER-COMPONENTE COGNITIVO HABILIDADE-SABER FAZER-COMPONENTE MOTOR ATITUDE-SABER AGIR OU QUER FAZER-COMPONENTE AFETIVO ----X---- COMPETÊNCIA ORIENTAÇÃO PARA RESULTADOS: -Implementa ações para incrementar o volume de negócios. -Avalia com precisão os custos e benefícios das oportunidades negociais. - Utiliza indicadores de desempenho para avaliar os resultados alcançados. - Elabora planos para atingir as metas definidas. TRABALHO EM EQUIPE Compartilha com seu grupo os desafios a enfrentar. - Mantém relacionamento interpessoal amigável e cordial com os membros de sua equipe. -Estimula a busca conjunta de soluções para os problemas enfrentados pela equipe. -Compartilha seus conhecimentos com os membros da equipe. EXEMPLOS DE DESCRIÇÃO DE COMPETÊNCIAS SOB A FORMA DE REFERENCIAIS DE DESEMPENHO DESCRIÇÃO -Articula e negocia com diferentes atores, considerando o contexto políticoeconômico, buscando um acordo satisfatório para ambas as partes CONHECIMENTOS -Conhecimento da temática alvo da negociação Gestão de conflitos HABILIDADES -Comunicar-se com clareza -Capacidade de argumentar, persuadir e convencer -Capacidade para lidar com pressões políticas e econômicas ATITUDES -Flexibilidade - Autoconfiança - Respeito às opiniões diversas -Postura institucional *Exemplo do desdobramento da competência: Negociação e articulação em Conhecimentos, Habilidades e Atitudes