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A Face 2 Atlas ilustrado de anatomia clínica 2

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supraorbital 
na incisura supraorbital. Inerva a pele da fronte até o vértice. 
Também atinge a conjuntiva da pálpebra superior e a mucosa 
do seio frontal. O ramo medial do nervo supraorbital sai da 
órbita mediaimente, na incisura frontal, e se distribui sobre a 
região da fronte. 
O nervo supratroclear também é um ramo do nervo frontal. 
Emerge do ângulo medial do olho, atinge a pele e a conjuntiva 
e se estende para a pele do nariz. 
O ângulo externo do olho é inervado pelo nervo lacrimal. Esse 
nervo ramifica-se a partir do nervo oftálmico dentro da órbita, 
e antes de sair dela inerva a glândula lacrimal. O ramo nasal 
externo passa através dos seios etmoidais e forma os ramos 
terminais do nervo etmoidal anterior, que emerge do nervo 
nasociliar, ele próprio, um ramo do nervo oftálmico. 
O nervo infraorbital sai através do forame infraorbital. É o 
ramo terminal mais forte do nervo maxilar (V2). O nervo zigo-
mático, outro ramo do nervo maxilar, corre lateralmente 
na órbita antes de passar através dos canais individuais no 
osso da região zigomática para a superfície. O ramo zigoma-
ticotemporal inerva a pele da têmpora e da fronte. O nervo 
zigomaticofacial sai através do forame zigomaticofacial (às 
vezes, o forame pode ter várias aberturas) e inerva a pele da 
região e o ângulo lateral do olho. 
O nervo auriculotemporal surge do nervo mandibular e corre 
em direção lateral, intimamente abaixo do forame oval. Ainda 
mediaimente a partir do ramo mandibular, continua em 
direção dorsal antes de penetrar na glândula parótida para 
A. temporal superficial _ __::.,._....:.._-1 
A. angular _....!:__....:..__'._-----. --l: "":""-";;.:;: 
Ramo labial superior 
Ramo labial inferior - - - - - - - - ; f : " - - i i =
,
:...
" F '-,í.;;í,,c;;;.,..ti..,;..,çt 
Ramo da mandíbula ---------"r--=, 
A. submentual - - - - - - - - - i
Fig. 1-41 Irrigação da face. 
A face em vista anterior 
,,.._ _ _ _ _ _ _ Ramo parietal 
(a. temporal superficial) 
Ramo frontal 
(a. temporal superficial) 
1 - - - - - - - - - A. carótida comum 
39 
A face 
atingir a pele atrás do processo condilar e da orelha. Desse 
ponto, estende-se sobre a pele da têmpora. 
O nervo maxilar também tem ramos para todos os dentes 
superiores. Os dentes inferiores são alcançados por ramos 
do nervo alveolar inferior, que é o ramo terminal do nervo 
mandibular (V3). O nervo mandibular penetra na mandíbula 
através do forame mandibular e, a seguir, passa ao longo do 
canal da mandíbula como nervo alveolar inferior. No forame 
mentual, o nervo mandibular torna-se o nervo mentual, que 
fornece inervação sensitiva para a pele do mente e do lábio 
inferior. 
Os músculos da expressão facial são inervados pelo nervo facial 
(VII par). Esse nervo passa através do forame estilomastóideo e 
distribui-se sobre toda a face. Os ramos temporais correm para 
a região temporal e, dali, para os músculos da expressão facial 
da fronte, da têmpora e das pálpebras. Os ramos zigomáticos 
inervam os músculos da região do zigomático e da pálpebra in-
ferior. Os ramos bucais continuam nos músculos da bochecha, 
até os músculos periorais e até as narinas. Os ramos mandibu-
lares marginais inervam a região do mente e os ramos cervicais 
estendem-se até o músculo platisma. 
• Fig. 1-44 Sobreposição de todas as artérias, veias e nervos 
da face. 
• Fig. 1-45 Os vasos e nervos ficam próximos em muitas 
áreas, quando passam através de canais ou forames nos os-
sos. Na metade direita da face, são mostradas as artérias e as 
veias profundas da face, assim como seus pontos de entrada. O
septo orbital é perfurado para dar passagem a um ou mais ra-
mos da artéria supratroclear. A artéria palpebral medial passa 
através do septo orbital em sua margem superior. Todas estas 
artérias surgem da artéria oftálmica, que se ramifica a partir
da artéria carótida interna. As veias mesclam-se com a veia of-
tálmica superior depois de passar pelo septo orbital.
A artéria e a veia supraorbitais passam através do forame 
supraorbital. Em geral, esse forame é completamente circun-
dado por osso, mas, em alguns indivíduos, pode ocorrer como 
incisura supraorbital, similar à situação mais medial, em que 
a artéria e a veia da incisura frontal (supratroclear) no septo 
orbital. Mais mediaimente, encontram-se ramos da artéria 
dorsal do nariz e os vasos da artéria oftálmica superior suprem 
o arco palpebral superior. Esses vasos drenam na veia oftálmica
superior. 
Da artéria oftálmica inferior surgem ramos das artérias palpe-
brais mediais e do arco palpebral inferior. O dorso do nariz 
também é irrigado a partir desse ponto. As veias assumem 
40 
trajeto correspondente. A artéria e a veia infraorbitais passam 
através do forame infraorbital para suprir a região da pálpebra 
inferior, a bochecha e o lábio superior. Também há várias 
anastomoses com a artéria e veia angulares. 
O fora me zigomaticofacial permite a passagem dos vasos zigo-
maticofaciais. 
Os ramos mentuais da artéria e do nervo alveolar inferior 
emergem do canal alveolar inferior através do forame mentual. 
Ainda, o ramo mentual da veia alveolar inferior entra no canal 
da mandíbula nesse ponto. Na margem caudal da mandíbula, 
a artéria e veia faciais são cortadas. Na borda caudal do arco 
zigomático, pode ser vista a artéria facial transversa. Na fossa 
temporal, a artéria e veia temporais superficiais são cortadas. 
São mostrados os pontos de entrada e os trajetos dos nervos 
próximos do osso na metade esquerda da face. O nervo 
supraorbital, que sai do primeiro ramo do nervo trigêmeo 
(nervo oftálmico, V1), passa através do forame supraorbital e 
fornece a inervação sensitiva da região supraorbital. Dentro 
da órbita, o nervo supratroclear ramifica-se e, depois de passar 
pelos forames no septo orbital, divide-se em ramos medial, 
lateral e palpebral. O nervo infraorbital, que sai do segundo 
ramo do nervo trigémeo (nervo maxilar, V2), passa pelo canal 
infraorbital e sai pelo forame infraorbital. Fornece a inervação 
sensitiva para a pálpebra inferior, a bochecha, para parte do 
nariz e para o lábio superior. 
Assim, a pálpebra inferior é abordada de duas maneiras: o 
ramo palpebral é um ramo do nervo infratroclear (do nervo 
oftálmico) e os ramos palpebrais inferiores emergem do nervo 
infraorbital (nervo maxilar). 
O nervo zigomaticofacial sai do mesmo forame e também 
contribui para a inervação sensitiva. O nervo mentual sai do 
canal da mandíbula através do forame mentual. Proporciona 
a inervação sensitiva para a região do mento, para o mente 
e o lábio inferior. Deve-se prestar atenção especial a seu 
trajeto intramandibular no canal da mandíbula (como ao do 
nervo alveolar inferior) ao realizar extrações complicadas dos 
dentes do siso. Ainda, o ramo mandibular desse nervo deve ser 
protegido durante as osteotomias da mandíbula, em especial 
para evitar deterioração ou perda da inervação sensitiva na 
área do lábio inferior. 
O músculo bucinador recebe a inervação motora dos ramos 
do nervo facial (VII par). O nervo bucal, que emerge do nervo 
mandibular, o terceiro ramo do nervo trigémeo (V3), penetra 
no músculo bucinador para fornecer a inervação sensitiva da 
mucosa da boca. 
V. temporal superf1Cial 
Ramo mentual da _ _ _ _ _ _ ____: 7 º 'Y v. alveolar inferior
v. submentual - - - - - - - - 1, 
Fig. 1-42 Drenagem venosa da face. 
A face em vista anterior 
Vv. palpebrais inferiores 
 - - - - v. jugular externa 
41 
A face 
N. supraorbital, - - - - - - - - - - � ,
ramo lateral (V1) " -
Ramo medial do - - - - - - - , - - - - ' - - - ' - - - - - - - - -
n. supraorbi1al (V1) 
Ramo palpebral - - - - - ' = - - - - ' - - - - - - - ' 
infenor (V2) 
Ramo mandibular - - - - - - - - ' = - - - - . . : . 
marginal (VII) 
Ramo cervical - - - - - - - - - -