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BLOCO CIRÚRGICO

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BLOCO CIRÚRGICO
MARIA TARCILA RABELO PINHEIRO
ENFERMEIRA DO TRABALHO
ENFERMEIRA NEFROLOGISTA
SEJA BEM VINDO A ETM...
AUXILIAR DE ENFERMAGEM
(Escola técnica de Maracanaú)
TÉCNICO DE ENFERMAGEM
(Escola de Ensino Médio Adauto Bezerra)
INSTRUMENTAÇÃO CIRÚRGICA
Colégio Elite
GRADUAÇÃO
Universidade de Fortaleza
ESPECIALIZAÇÃO
Universidade Estadual do Ceará
Universidade Católica Dom Bosco
PERÍODO PRÉ-OPERATÓRIO DIVIDE-SE EM MEDIATO E IMEDIATO:
*Pré-operatório mediato: o cliente é submetido a exames que auxiliam na confirmação do diagnóstico e que auxiliarão o planejamento cirúrgico, o tratamento clínico para diminuir os sintomas e as precauções necessárias para evitar complicações pós-operatórias, ou seja, abrange o período desde a indicação para a cirurgia até o dia anterior à mesma;
* Pré-operatório imediato: corresponde às 24 horas anteriores à cirurgia e tem por objetivo preparar o cliente para o ato cirúrgico mediante os seguintes procedimentos: jejum, limpeza intestinal, esvaziamento vesical, preparo da pele e aplicação de medicação pré-anestésica.
PRÉ-OPERATÓRIO MEDIATO
Preparo emocional
Orientar quanto a dor e náusea
Orientar quanto a deambulação precoce,ensinar movimentos ativos dos MMII
Mensurar dados Antropométricos(peso e altura), sinais vitais para posteriores comparações.
Encaminhar para realizar exames de sangue, raio-X, ECG, TC e outros.
Preparo do intestino quando indicado dias antes ou na noite anterior a cirurgia.
PRÉ-OPERATÓRIO MEDIATO
Prevenindo complicações anestésicas
1. Jejum de 6 a 12 horas antes da cirurgia objetiva evitar vômitos e prevenir a aspiração de resíduos alimentares por ocasião da anestesia. 
Prevenção de complicações com relação a infecção
Pele
2.Higiene pessoal ( banho com germicida clorexidina ou solução de iodo PVPI)
3. Tricotomia : máximo 2 horas antes ou no próprio centro cirúrgico, em menor área possível e com método o menos agressivo
4.Esvaziamento Intestinal (8 a 12 horas antes do ato cirúrgico)
 
 Laxativos (medicamentos)
 Lavagem intestinal ou Enteroclisma – é a introdução de líquido (volume máximo de 2000ml) no intestino, através do ânus ou da boca da colostomia, com o objetivo de promover o esvaziamento intestinal)
Enema (é a aplicação de no máximo 500ml de substância (contraste radiológico, medicamento, etc.) pelo reto.
5. Remoção de jóias, anéis , próteses dentárias, lente de contato
6. Esvaziamento da bexiga
Esvaziamento espontâneo: antes do pré-anestésico.
Sonda vesical de demora: cirurgias em que a mesma necessite ser mantida vazia, ou naquelas de longa duração , o que é feito, geralmente e realizado no centro cirúrgico. 
7. Verificar Sinais Vitais antes de encaminhar para CC
8.Verificar o prontuário, exames, consentimento livre informado, prescrição e registro de enfermagem e encaminhamento junto ao paciente
9.Administrar medicamento Pré-anestésico (45 a 60 minutos antes do início da anestesia)
10.Manter ambiente silenciosos para promover relaxamento
11.Vestir o paciente (camisola, gorro, propes)
12. Promover limpeza e arrumação da unidade
PERÍODO TRANSOPERATÓRIO
Compreende desde o momento em que o paciente é recebido no CC até o momento de seu encaminhamento para a sala de pós-recuperação anestésica (SRA) 
PERÍODO INTRA-OPERATÓRIO
Compreende desde o início até o final da anestesia
O BLOCO CIRÚRGICO
Assim melhor denominado deve localizar-se centralmente, num lugar de fácil acesso, porém longe dos corredores e áreas de muita circulação. O centro cirúrgico deve ser localizado onde houver o menor o fluxo possível de pessoas, materiais, equipamentos e lixo, visando manter o bloco de cirurgia ainda mais reservado quanto a influências externas. Outro ponto a ser observado é o acesso rápido e fácil das diversas clínicas, principalmente UTI e PS. 
São elementos da unidade do c. cirúrgico: vestiários masculino e feminino localizado na entrada do C.C., posto de enfermagem, copa, corredor, sala para material de limpeza, sala de expurgo, sala para estocagem de material esterilizado, local para lavabo, sala de cirurgia, sala de estar e para relatórios médicos, sala de estar e de repouso para pessoal, sala para guarda de aparelhos e equipamentos, sala para raios X, rouparia, farmácia, sala para guarda de soluções usados no C.C., sala de recuperação pós-anestésica (SRPA). Pode conter ainda a central de material e esterilizado (CME).
QUANTO AO TAMANHO
As salas cirúrgicas, onde ocorre o ato operatório, devem ser de tamanho ideal para cada tipo de cirurgia. São estabelecidos padrões de área mínima, como: sala para cirurgias de otorrinolaringologia e oftalmologia, 20 m2; sala para cirurgia geral, 25m2; sala para cirurgias neurológicas, cardiovasculares e ortopédicas 36 m2.
Sala de prescrição médica segundo a resolução deve-se ter uma sala de prescrição de 2m². 
Lavabos recomenda-se 1 lavabo para cada 2 salas cirúrgicas, com dimensões mínimas: 50cm de largura, 1m de comprimento entre cada torneira e 50 cm de profundidade, com um ponto de água fria e outra quente.
ÁREA FÍSICA
O centro cirúrgico deve corresponder aproximadamente a 5% da área total do hospital, existindo cerca de duas salas cirúrgicas para cada 100 leitos hospitalares.
Há três zonas no centro cirúrgico:
Zona de proteção: vestiário e expurgo;
Zona limpa: conforto médico e anestésico, secretaria, SRPA, CME, farmácia, sala de raios X, posto de enfermagem;
Zona Estéril: sala cirúrgica e lavabo.
CLASSIFICAÇÃO COM BASE NA URGÊNCIA (ÉPOCA)
CLASSIFICAÇÃO COM BASE NA URGÊNCIA (ÉPOCA)
Emergência: atenção imediata; distúrbio pode ser ameaçador a vida. São cirurgias que deverão se realizar de imediato, sem a menor perda de tempo, pois implicam em sério risco de sequelas ou vida para o paciente. Exemplo: FAB, PAF, hemorragias.
Urgência: atenção rápida. São cirurgias que deverão se realizar dentro do prazo máximo de 48 h. A conduta Pré-operatória será determinada por esse período de tempo. Exemplo: apendicectomia não supurada. Abdome agudo inflamatório. Requerida: o paciente precisa realizar a cirurgia 
Eletiva: o paciente pode ser operado. São cirurgias programadas com antecedência. Há condições de o paciente realizar os exames e a rotina pré-operatória necessária. Exemplo: cirurgias estéticas. 
Opcional: essa decisão e do paciente.
ESTRUTURA DO CENTRO CIRÚRGICO (CC) Devido ao seu risco:
* Não restrita: as áreas de circulação livre (vestiários, corredor de entrada e sala de espera de acompanhantes). 
*Semi-restritas: pode haver circulação tanto do pessoal como de equipamentos, sem, contudo provocarem interferência nas rotinas de controle e manutenção da assepsia (salas de guarda de material, administrativa, copa e expurgo). 
*Restrita: o corredor interno, as áreas de escovação das mãos e a sala de operação (SO); para evitar infecção operatória, limita-se a circulação de pessoal, equipamentos e materiais.
ZONEAMENTO DO CENTRO CIRÚRGICO
	Área não restrita/NÃO CRITICA	Área semi-restrita/SEMI-CRITICA	Área restrita/CRITICA
	Circulação livre; Não necessita de uniforme privativo. -Corredor de entrada, vestiários e secretaria.	Circulação de pessoal e equipamentos de modo que não interfira nas normas de assepsia; Paramentação básica é exigida. -Corredores internos, SRPA, recepção de pacientes, equipamentos, expurgo, enfermagem, conforto.	Tem limites definidos para circulação de pessoal e equipamentos, com normas próprias para o controle e manutenção da assepsia. Paramentação completa. Sala de cirurgia, área de lavabo e corredor intersalas.
 
EQUIPAMENTOS DA SALA CIRÚRGICA
MÓVEIS:
Bancos giratórios; Mesa cirúrgica;
Bisturi elétrico ou eletrocautério;
Suporte de soro (mínimo 2);
Foco auxiliar;
 
 
 
Hampers;
Aspirador portátil;
Baldes inox; 
Mesas para instrumental;
Carro de anestesia;
Mesa de mayo.
 
 
FIXOS:
 
Negatoscópio; 
Foco de luz;
Painel de gases medicinais; 
Monitor multiparamétrico.
Outros: 
 
Material de vídeo cirurgia;
 Microscópio;
 Raios-X;
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