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Universidade Paulista - Bacelar Matutino – Curso de Arquitetura e 
Urbanismo 
PUP | 1º Semestre 2020 
Professora​: Dinalva Roldan 
Aluno (a)​: Lilith Correia ​RA D7764A9 
 
Fichamento do texto: “A estrutura urbana básica” 
Autor: FLAVIO VILLAÇA 
Fonte: 
 VILLAÇA, Flavio. “A estrutura urbana básica”. In: Espaço Intra-urbano no Brasil. S. Paulo: Studio nobel, 2001. 
(pg.113-130) 
 
Segundo o autor Villaça, no capítulo 5, traz uma síntese das estruturas intra 
urbanas de algumas metrópoles brasileiras onde suas figuras estão baseadas 
por setores de círculo de Hoyt (1959). Modelos de círculos concêntricos é uma 
descrição das nossas metrópoles brasileiras segundo o autor, que parte da 
disposição de centros, periferias e bairros de classe média/alta. (p. 113). 
Vilhaça, traz simples descrições e definições de tipológicas, esses modelos 
ajudam a entendermos as estruturas urbanas de maneira simplificada. 
Segundo ele, “​as metrópoles brasileiras apresentam-se segundo três 
categorias: as que têm 360° para desenvolver​”, são as cidades de “​São 
Paulo Belo, Horizonte e Curitiba​”; “ ​ás que têm 180 graus​”, destacou-se a 
cidade de “​Recife, Fortaleza e Porto Alegre​” e “​as que têm apenas graus” (Rio 
de Janeiro e Salvador) (FLAVIO, 2001). 
Seguindo o texto as metrópoles do interior tem alguns pontos em comum, 
pois as quais se instalaram ao fundo de Vales próximos ao centro da cidade. 
A Metrópole é interiorana - área com expansão radial em 360 graus. 
No início da expansão, as barreiras vale-ferrovia funciona referência entre o 
lado do centro e o oposto ao centro. Isto define “​o espaço urbano mais 
vantajoso do que o outro, ponto de vista desse fator fundamental que 
acessibilidade ao centro.​”(FLAVIO, 2001). 
O esboço do crescimento urbano partiu inicialmente do lado centro. Tanto as 
camadas de alta como baixa renda entenderam a se concentrar no lado mais 
vantajoso. Entretanto, “​o lado oposto ao centro passou a ficar fora de mão de 
obra​”, surge então grande sobre centros de Comércio e Serviços, atendendo a 
população de baixa renda. (p. 116). 
Em São Paulo “​os subcentro foi o Brás, e no Belo Horizonte, a Lagoinha” 
(FLAVIO, 2001)​. O padrão territoriaL, iniciou pela estrada de ferro implantada 
no Vale Tamanduateí, com tempo, a barreira aumentou, sentiu-se então, já 
houve a possibilidade de cruzamento da ferrovia e vai perguntar Várzea. Viu 
se Vale do Anhangabaú como o melhor percurso, você tratar de um menor 
córrego, com vale mais fundo e estreito, além disso, “​não havia ferrovia​”. 
(FLAVIO, 2001 p. 116). 
Logo, a cidade se expandiu de maneira radial. A a expansão, além do Vale 
Anhangabaú, chegou em regiões mais planas, ​surgiram os movimentos das 
camadas de mais alta renda. Sendo uma segunda região desprezados por 
essas camadas​, foram ocupados por classes populares. Outra parcela da 
população de classe média surgiu nos bairros como Alto da Mooca e Tatuapé. 
Logo, a distribuição territorial da expansão na área metropolitana da grande 
São Paulo e deu nas sub-regiões nos anos de 1920 a 1950 e sua maior 
espressiva extensão foi a leste/ oeste do Tamanduateí, mostra tabela do 
quadro 15 na página 18, do autor. 
Por outro lado, os bairros como Vila Mariana, Vila Clementino, Ipiranga, 
Perdizes, Cerqueira César, Água Branca, Vila Romana, etc. mostrava que a 
maior parte da classe média também estava a oeste da cidade. Contudo, 
surgiram os primeiros bairros burgueses a leste e a depois a sudoeste, sendo 
eles: ​Campos Elíseos, Higienópolis e a Avenida Paulista​. (p.118). 
Belo Horizonte tem uma estruturação territorial similar de São Paulo, conforme 
o texto. Implantou-se a partir de um vale o ribeirão dos Arrudas, com várzeas 
frequentemente inundada, seguindo uma estrada de ferro central, em direção 
Central do Brasil. (p.119). 
Vale ressaltar, em ambas Metrópoles, há uma concentração de alta renda na 
região central (p. 125). 
A metrópole litorânea, Recife Fortaleza Porto alegre-rio de Janeiro e Salvador, 
se expandiu em função de um ponto escolhido para Porto, a partir daí se 
desenvolve aglomeração e o seu centro. Por este motivo, Villaça reuniu em 
dois grupos: as que tem um território para expansão a cerca de 90 graus e 
aquelas que se dispõe de 90 graus. As ferrovias procurava sempre os fundos 
de Vales ou planícies por não só razões de espaço regional, mas também, 
formações topográficas onde raramente penetrou na metrópole Costeira. (p. 
130 e 131). 
Segundo o autor na página 133, análise da estruturação territorial deve ser 
encarada como um processo efetuada pelo movimento das estruturas urbanas. 
que sofrem forças com intensidade e sentidos diferentes. 
 
“Atratividade do sítio, posição das vias regionais, 
localização de indústrias, saneamento das praças e 
traçadas de Cultura, como é o hábito do banho de 
mar ou de Rio, fala alguma das forças que são ou 
serão destacadas…” . 
 
Contudo, as estruturas são básicas, pois, revelam duas forças fundamentais: 
● A localização de fatores extra-urbanos, como vias regionais de 
transporte e das Indústrias; A localização das camadas de alta renda e seus 
bairros residenciais; 
● No Centro principal, situam-se os bairros oficiais das classes sociais, 
formando subcentros de comércio e serviços, onde de maneira geral interagem 
entre si. (p. 134).

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