Logo Passei Direto
Buscar

802Q - Estética do Projeto - Módulo 6

User badge image
Rayl Ton

em

Ferramentas de estudo

Passei Direto Aniversário

Quer receber 70% de desconto para assinar o PasseIA?

Questões resolvidas

Enquanto o período moderno foi marcado pela concepção de um tempo longo, no qual o planejamento do futuro parecia possível, a contemporaneidade se apresenta como instantaneidade e simultaneidade. Longe da homogeneidade pretendida pela modernidade, o significado do tempo na sociedade contemporânea é uma composição de distintas e por vezes contraditórias temporalidades que se entrelaçam. Mas essa nova percepção do tempo, fluido, subjetivo, não-linear que se manifesta na vida urbana como complexidade, deve estar submetido às exigências do mundo globalizado no qual lógica da produção em tempo real e o horizonte dos objetivos a curto prazo impedem a criação plena de um novo projeto urbano contemporâneo. Compreender o mundo contemporâneo assim posto, demanda o diálogo e a diversidade como pressuposto.
Assim, pode-se afirmar que a cidade contemporânea:
I. mostra uma predominância dos fluxos e processos de segregação sócio-espacial, pela periferização e suburbanização
II. consolida o progressivo desaparecimento da vivência do espaço público
III. faz permanecer a importância dos centros históricos como principal setor econômico da cidade, geradores das principais atividades comerciais das regiões metropolitanas
A) Apenas a afirmação I está correta
B) Apenas a afirmação II está correta
C) Apenas a afirmação III está correta
D) Apenas as afirmacoes I e II estão corretas
E) Apenas as afirmações II e III estão corretas

Rem Koolhass propõe o conceito de cidade genérica a partir da constatação da persistência de certas características da metrópole contemporânea. Submetida a um processo interminável de auto-destruição e de renovação a cidade genérica tem sua arquitetura voltada para os grandes edifícios e equipamentos dentro de um contexto insubstancial, indiferente, que nos remete ao conceito de não-lugar proposto por Marc Augé, para designar um espaço de passagem incapaz de dar forma a qualquer tipo de identidade. O não-lugar se produz a partir da velocidade e movimento, incerteza e ambiguidade. Os não-lugares são o oposto da noção de lugar antropológico: “se um lugar pode se definir como identitário, relacional e histórico, um espaço que não pode se definir nem como identitário, nem como relacional, nem como histórico definirá um não-lugar”.
Assim pode-se afirmar que a cidade genérica
I. é marcada por espaços públicos de rápida circulação onde se afirma tanto a identidade do indivíduo quanto a identidade do lugar
II. constitui sua identidade a partir de logomarcas de corporações globais
III. é o espaço do corpo, onde a importância da presença física é fundamental
A) Apenas a afirmação I está correta
B) Apenas a afirmação II está correta
C) Apenas a afirmação III está correta
D) Apenas as afirmações I e II estão corretas
E) Apenas as afirmações II e III estão corretas

O conceito de cidade genérica aponta para uma nova fase de produção arquitetônica onde o tempo, o amadurecimento da obra e sua permanência perdem seu significado, abrindo novas possibilidades menos sólidas, mais gratuitas, ou mais dinâmicas de intervenção. Koolhaas propõe sua cidade genérica como um texto-manifesto, um protesto a respeito do que se produz contemporaneamente como arquitetura.
Desta forma, a arquitetura da cidade genérica:
I. representa a síntese histórica do processo de metropolização adotando como referência os paradigmas do regionalismo crítico
II. recupera os valores estilísticos da arquitetura neoclássica como forma de buscar uma coerência estilística
III. a partir da não linearidade do tempo e da história, a cópia e interpretação livre e descontextualizada proposta pela arquitetura pós-moderna será característica marcante
A) Apenas a afirmação I está correta
B) Apenas a afirmação II está correta
C) Apenas a afirmação III está correta
D) Apenas as afirmações I e II estão corretas
E) Apenas as afirmações II e III estão corretas

A partir desse trecho, pode-se afirmar que
“Nascer é nascer num lugar, ser designado à residência. Nesse sentido, o lugar de nascimento é constitutivo da identidade individual [...] o que equivale a dizer que, num mesmo lugar podem coexistir elementos distintos e singulares, sem dúvida, mas sobre os quais não se proíbe pensar nem as relações, nem a identidade partilhada que lhes confere a ocupação do lugar comum.”
I. o “não lugar” representa o principal fundamento da identidade pessoal
II. a identidade do lugar se relaciona diretamente com a formação da identidade do indivíduo
III. os campos de trânsito prolongado dos refugiados em todo planeta são um exemplo claro do que vem a ser um “não lugar”
A) Apenas a afirmação I está correta
B) As afirmações I e II estão corretas
C) Apenas a afirmação II está correta
D) As afirmações II e III estão corretas
E) Apenas a afirmação III está correta

Ao se considerar o conceito de cidades genéricas conforme proposto por Rem Koolhaas, é válido afirmar que:
I. o conceito se liga diretamente à própria produção arquitetônica internacional do arquiteto, pleno de exemplos de arquitetura genérica
II. trata-se de um conceito que tem por referência ao método de projeto em bases científicas, conforme proposto por Durand e o neo-clássico
III. o conceito aponta para uma continuidade da proposta do movimento moderno atualizada de acordo com as novas tecnologias disponíveis
A) Apenas a afirmação I está correta
B) As afirmações I e II estão corretas
C) Apenas a afirmação II está correta
D) As afirmações II e III estão corretas
E) Apenas a afirmação III está correta

Sobre a arquitetura da cidade genérica de Rem Koolhaas, é válido afirmar:
I. trata-se de uma arquitetura que deve representar uma linearidade histórica coerente e legível
II. é uma arquitetura efêmera e banal, reforçando o argumento de que não há uma identidade na nova cidade contemporânea
III. é o pós-moderno que predomina na cidade genérica, posto que é o estilo mais democrático e legível
A) Apenas a afirmação I está correta
B) As afirmações I e II estão corretas
C) Apenas a afirmação II está correta
D) As afirmações II e III estão corretas
E) Apenas a afirmação III está correta

Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Questões resolvidas

Enquanto o período moderno foi marcado pela concepção de um tempo longo, no qual o planejamento do futuro parecia possível, a contemporaneidade se apresenta como instantaneidade e simultaneidade. Longe da homogeneidade pretendida pela modernidade, o significado do tempo na sociedade contemporânea é uma composição de distintas e por vezes contraditórias temporalidades que se entrelaçam. Mas essa nova percepção do tempo, fluido, subjetivo, não-linear que se manifesta na vida urbana como complexidade, deve estar submetido às exigências do mundo globalizado no qual lógica da produção em tempo real e o horizonte dos objetivos a curto prazo impedem a criação plena de um novo projeto urbano contemporâneo. Compreender o mundo contemporâneo assim posto, demanda o diálogo e a diversidade como pressuposto.
Assim, pode-se afirmar que a cidade contemporânea:
I. mostra uma predominância dos fluxos e processos de segregação sócio-espacial, pela periferização e suburbanização
II. consolida o progressivo desaparecimento da vivência do espaço público
III. faz permanecer a importância dos centros históricos como principal setor econômico da cidade, geradores das principais atividades comerciais das regiões metropolitanas
A) Apenas a afirmação I está correta
B) Apenas a afirmação II está correta
C) Apenas a afirmação III está correta
D) Apenas as afirmacoes I e II estão corretas
E) Apenas as afirmações II e III estão corretas

Rem Koolhass propõe o conceito de cidade genérica a partir da constatação da persistência de certas características da metrópole contemporânea. Submetida a um processo interminável de auto-destruição e de renovação a cidade genérica tem sua arquitetura voltada para os grandes edifícios e equipamentos dentro de um contexto insubstancial, indiferente, que nos remete ao conceito de não-lugar proposto por Marc Augé, para designar um espaço de passagem incapaz de dar forma a qualquer tipo de identidade. O não-lugar se produz a partir da velocidade e movimento, incerteza e ambiguidade. Os não-lugares são o oposto da noção de lugar antropológico: “se um lugar pode se definir como identitário, relacional e histórico, um espaço que não pode se definir nem como identitário, nem como relacional, nem como histórico definirá um não-lugar”.
Assim pode-se afirmar que a cidade genérica
I. é marcada por espaços públicos de rápida circulação onde se afirma tanto a identidade do indivíduo quanto a identidade do lugar
II. constitui sua identidade a partir de logomarcas de corporações globais
III. é o espaço do corpo, onde a importância da presença física é fundamental
A) Apenas a afirmação I está correta
B) Apenas a afirmação II está correta
C) Apenas a afirmação III está correta
D) Apenas as afirmações I e II estão corretas
E) Apenas as afirmações II e III estão corretas

O conceito de cidade genérica aponta para uma nova fase de produção arquitetônica onde o tempo, o amadurecimento da obra e sua permanência perdem seu significado, abrindo novas possibilidades menos sólidas, mais gratuitas, ou mais dinâmicas de intervenção. Koolhaas propõe sua cidade genérica como um texto-manifesto, um protesto a respeito do que se produz contemporaneamente como arquitetura.
Desta forma, a arquitetura da cidade genérica:
I. representa a síntese histórica do processo de metropolização adotando como referência os paradigmas do regionalismo crítico
II. recupera os valores estilísticos da arquitetura neoclássica como forma de buscar uma coerência estilística
III. a partir da não linearidade do tempo e da história, a cópia e interpretação livre e descontextualizada proposta pela arquitetura pós-moderna será característica marcante
A) Apenas a afirmação I está correta
B) Apenas a afirmação II está correta
C) Apenas a afirmação III está correta
D) Apenas as afirmações I e II estão corretas
E) Apenas as afirmações II e III estão corretas

A partir desse trecho, pode-se afirmar que
“Nascer é nascer num lugar, ser designado à residência. Nesse sentido, o lugar de nascimento é constitutivo da identidade individual [...] o que equivale a dizer que, num mesmo lugar podem coexistir elementos distintos e singulares, sem dúvida, mas sobre os quais não se proíbe pensar nem as relações, nem a identidade partilhada que lhes confere a ocupação do lugar comum.”
I. o “não lugar” representa o principal fundamento da identidade pessoal
II. a identidade do lugar se relaciona diretamente com a formação da identidade do indivíduo
III. os campos de trânsito prolongado dos refugiados em todo planeta são um exemplo claro do que vem a ser um “não lugar”
A) Apenas a afirmação I está correta
B) As afirmações I e II estão corretas
C) Apenas a afirmação II está correta
D) As afirmações II e III estão corretas
E) Apenas a afirmação III está correta

Ao se considerar o conceito de cidades genéricas conforme proposto por Rem Koolhaas, é válido afirmar que:
I. o conceito se liga diretamente à própria produção arquitetônica internacional do arquiteto, pleno de exemplos de arquitetura genérica
II. trata-se de um conceito que tem por referência ao método de projeto em bases científicas, conforme proposto por Durand e o neo-clássico
III. o conceito aponta para uma continuidade da proposta do movimento moderno atualizada de acordo com as novas tecnologias disponíveis
A) Apenas a afirmação I está correta
B) As afirmações I e II estão corretas
C) Apenas a afirmação II está correta
D) As afirmações II e III estão corretas
E) Apenas a afirmação III está correta

Sobre a arquitetura da cidade genérica de Rem Koolhaas, é válido afirmar:
I. trata-se de uma arquitetura que deve representar uma linearidade histórica coerente e legível
II. é uma arquitetura efêmera e banal, reforçando o argumento de que não há uma identidade na nova cidade contemporânea
III. é o pós-moderno que predomina na cidade genérica, posto que é o estilo mais democrático e legível
A) Apenas a afirmação I está correta
B) As afirmações I e II estão corretas
C) Apenas a afirmação II está correta
D) As afirmações II e III estão corretas
E) Apenas a afirmação III está correta

Prévia do material em texto

28/05/2020 UNIP - Universidade Paulista : DisciplinaOnline - Sistemas de conteúdo online para Alunos.
https://online.unip.br/imprimir/imprimirconteudo 1/8
 
Se as dissidências dos anos 60 abriram caminho para pensar a cidade para além
dos limites funcionalistas, a tentativa de compreender a cidade contemporânea
acabou por gerar um debate teórico rico e instigante. O período moderno foi
marcado pela concepção de um tempo longo, no qual eram possíveis a conquista
do espaço e o planejamento do futuro, ao contrário da contemporaneidade que
apresenta como temas principais a instantaneidade e simultaneidade.
Contraditório e múltiplo, o significado do tempo na sociedade contemporânea é
uma composição de distintos tempos e espaços que, longe da homogeneidade
pretendida pela modernidade, se interpenetram e entrelaçam. Mas essa nova
percepção do tempo, fluido, subjetivo, não-linear que se manifesta na vida urbana
como complexidade, deve ao mesmo tempo ser submetido às exigências do
mundo globalizado, em cuja lógica estão assumidos a produção em tempo real e o
horizonte dos objetivos a curto prazo. Assim, a criação plena de um novo projeto
urbano contemporâneo enfrenta o paradoxo do futuro-presente e o espaço em
fluxo. Compreender o mundo contemporâneo assim posto, demanda o diálogo e a
diversidade como premissas.
Imaginar o funcionamento da cidade-rede, multipolar e policêntrica, inserida em
sistemas urbanos macro-regionais, eixos continentais e fluxos globais exige a
formulação de novas perspectivas teóricas mais afeitas à complexidade e escala
em foco. Sua dinâmica de desenvolve a partir de processos contraditórios que
provocam o espalhamento pelo território, resultado da adição de densidades
concentradas, sistemas viários dispersos, periferização, suburbanização e a
presença de pólos comerciais localizados. Ao mesmo tempo em que os núcleos
históricos das cidades tornam-se obsoletos e deteriorados, cresce a tensão de
uma vivência urbana desprovida de referências duráveis e lugares públicos
integradores. A cidade como centralidade simbólica parece uma fórmula do
passado e os antigos centros vão se restringido apenas a algumas funções
culturais e turísticas.
É nesta direção que Rem Koolhass propõe a noção de cidade genérica, a partir da
constatação da persistência de certas características da metrópole
contemporânea, com destaque para a perda de identidade histórica, o turismo
mundial e a homogeneização dos centros urbanos, fenômenos associados à
globalização. A cidade genérica recusa as restrições de uma identidade enraizada
no passado e na história: ela é multirracial e multicultural, permanentemente
aberta, flexível, capaz de responder instantaneamente às necessidades que se
impõem. Trata-se de uma cidade em que a renovação, a expansão, a substituição
ocorrem sem obstáculos, sem dilemas morais, mesmo quando admitindo a falta
de importância da história: o passado pode ser “produzido” por meio de
intervenções urbanas temáticas, cenográficas, pronta para ser consumida de
imediato pela voracidade turística. Na cidade genérica o espaço público tende a
desaparecer como consequência da passagem de importantes setores da atividade
urbana para o ciberespaço, mas persistem as estruturas de transporte e
circulação: plataformas, pontes, túneis, estradas e principalmente aeroportos.
A cidade genérica é a cidade sem história. Submetida a um processo interminável
de auto-destruição e de renovação, sua arquitetura está voltada para os grandes
edifícios e equipamentos. Trata-se portanto de uma cidade insubstancial,
indiferente, que nos remete ao conceito de não-lugar proposto por Marc Augé,
antropólogo francês, para designar um espaço de passagem incapaz de dar forma
28/05/2020 UNIP - Universidade Paulista : DisciplinaOnline - Sistemas de conteúdo online para Alunos.
https://online.unip.br/imprimir/imprimirconteudo 2/8
a qualquer tipo de identidade. O não-lugar se produz a partir da velocidade e do
movimento, da incerteza e da ambiguidade. Os não-lugares são o oposto da noção
de lugar antropológico: se um lugar pode se definir como identitário, relacional e
histórico, um espaço que não pode se definir nem como identitário, nem como
relacional, nem como histórico definirá um não-lugar. O não-lugar é
descaracterizado e impessoal e representa-se essencialmente por espaços curta
permanência e circulação, o universo do provisório e do efêmero, do transitório e 
da solidão: o espaço do viajante. Seria este o destino da cidade contemporânea? 
Vimos que a cidade genérica definida por Koolhaas é destituída de identidade, ou
por outro modo, constitui sua identidade a partir de logomarcas de corporações
globais. Na cidade genérica, o corpo, a presença física é posta em segundo plano,
uma vez que as atividades realizadas em seu espaço são eminentemente virtuais,
não necessitando de deslocamento ou da presença material. Nessa cidade, “estar
em trânsito” é o modo de ser. 
Diante de tal contexto, cabe indagar: qual seria a arquitetura da cidade genérica?
Koolhaas aponta que o pós-moderno sempre será seu estilo característico, o que
não deixa de ser uma definição coerente, uma vez que a relação entre a história,
o tempo e esta cidade não é linear ou convencional. Assim, valida-se a cópia, a
citação, a colagem e a sobreposição de estilos, formas e referências diversas e
desconexas, características do ideário da pós modernidade. Essa arquitetura
efêmera corrobora a definição de uma cidade que prescinde de uma identidade
própria. 
O conceito de cidade genérica aponta para uma nova fase de produção
arquitetônica na qual o tempo, o amadurecimento da obra e sua permanência
perdem a importância, abrindo novas possibilidades menos sólidas, mais flexíveis
ou mais dinâmicas de intervenção. Se Koolhaas propõe sua cidade genérica como
um texto-manifesto ou como um protesto a respeito do que se produz
contemporaneamente como arquitetura, é uma discussão válida e proveitosa. Mas
não há dúvida que se trata de uma posição de uma super estrela da arquitetura
global, afinado com seu tempo, ocupado em propor uma nova maneira de se
apreciar a arquitetura fora dos cânones e rigores históricos ou teóricos, aceitando
o desafio do novo como proposta e assumindo a polêmica como componente
desse processo.
Exercício 1:
Enquanto o período moderno foi marcado pela concepção de um tempo longo, no
qual o planejamento do futuro parecia possível, a contemporaneidade se
apresenta como instantaneidade e simultaneidade. Longe da homogeneidade
pretendida pela modernidade, o significado do tempo na sociedade
contemporânea é uma composição de distintas e por vezes contraditórias
temporalidades que se entrelaçam. Mas essa nova percepção do tempo, fluido,
subjetivo, não-linear que se manifesta na vida urbana como complexidade, deve
estar submetido às exigências do mundo globalizado no qual lógica da produção
em tempo real e o horizonte dos objetivos a curto prazo impedem a criação plena
de um novo projeto urbano contemporâneo. Compreender o mundo
contemporâneo assim posto, demanda o diálogo e a diversidade como
pressuposto. Assim, pode-se afirmar que a cidade contemporânea 
28/05/2020 UNIP - Universidade Paulista : DisciplinaOnline - Sistemas de conteúdo online para Alunos.
https://online.unip.br/imprimir/imprimirconteudo 3/8
I. mostra uma predominância dos fluxos e processos de segregação sócio-
espacial, pela periferização e suburbanização
II. consolida o progressivo desaparecimento da vivência do espaço público 
III. faz permanecer a importância dos centros históricos como principal setor
econômico da cidade, geradores das principais atividades comerciais das regiões
metropolitanas
 
A)
Apenas a afirmação I está correta
B)
Apenas a afirmação II está correta
C)
Apenas a afirmação III está correta
D)
Apenas as afirmações I e II estão corretas
E)
Apenas as afirmações II e III estão corretas
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(D)
Comentários:
E) 
D) 
Exercício 2:
Rem Koolhass propõe o conceito de cidade genérica a partir daconstatação da 
persistência de certas características da metrópole contemporânea. Submetida a
um processo interminável de auto- destruição e de renovação a cidade genérica
tem sua arquitetura voltada para os grandes edifícios e equipamentos dentro de
um contexto insubstancial, indiferente, que nos remete ao conceito de não-lugar
proposto por Marc Augé, para designar um espaço de passagem incapaz de dar
forma a qualquer tipo de identidade. O não-lugar se produz a partir da velocidade
e movimento, incerteza e ambiguidade. Os não-lugares são o oposto da noção de
lugar antropológico: “se um lugar pode se definir como identitário, relacional e
histórico, um espaço que não pode se definir nem como identitário, nem como
28/05/2020 UNIP - Universidade Paulista : DisciplinaOnline - Sistemas de conteúdo online para Alunos.
https://online.unip.br/imprimir/imprimirconteudo 4/8
relacional, nem como histórico definirá um não-lugar”. Assim pode-se afirmar que
a cidade genérica
I. é marcada por espaços públicos de rápida circulação onde se afirma tanto a
identidade do indivíduo quanto a identidade do lugar
II. constitui sua identidade a partir de logomarcas de corporações globais 
III. é o espaço do corpo, onde a importância da presença física é fundamental
 
A)
Apenas a afirmação I está correta
B)
Apenas a afirmação II está correta
C)
Apenas a afirmação III está correta
D)
Apenas as afirmações I e II estão corretas
E)
Apenas as afirmações II e III estão corretas
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(B)
Comentários:
B) 
Exercício 3:
O conceito de cidade genérica aponta para uma nova fase de produção
arquitetônica onde o tempo, o amadurecimento da obra e sua permanência
perdem seu significado, abrindo novas possibilidades menos sólidas, mais
gratuitas, ou mais dinâmicas de intervenção. Koolhaas propõe sua cidade genérica
como um texto-manifesto, um protesto a respeito do que se produz
contemporaneamente como arquitetura. Mas não há dúvida que se trata de uma
posição de um arquiteto global, afinado com seu tempo, ocupado em propor uma
nova maneira de se apreciar a arquitetura fora dos rigores históricos e teóricos,
aceitando o desafio do novo novo como positivo, ainda que polêmico. Desta
forma, a arquitetura da cidade genérica
28/05/2020 UNIP - Universidade Paulista : DisciplinaOnline - Sistemas de conteúdo online para Alunos.
https://online.unip.br/imprimir/imprimirconteudo 5/8
I. representa a síntese histórica do processo de metropolização adotando como
referência os paradigmas do regionalismo crítico
II. recupera os valores estilísticos da arquitetura neoclássica como forma de
buscar uma coerência estilística 
III. a partir da não linearidade do tempo e da história, a cópia e interpretação
livre e descontextualizada proposta pela arquitetura pós-moderna será
característica marcante
 
A)
Apenas a afirmação I está correta
B)
Apenas a afirmação II está correta
C)
Apenas a afirmação III está correta
D)
Apenas as afirmações I e II estão corretas
E)
Apenas as afirmações II e III estão corretas
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(C)
Comentários:
C) 
Exercício 4:
“Nascer é nascer num lugar, ser designado à residência. Nesse sentido, o lugar de
nascimento é constitutivo da identidade individual [...] o que equivale a dizer que,
num mesmo lugar podem coexistir elementos distintos e singulares, sem dúvida,
mas sobre os quais não se proíbe pensar nem as relações, nem a identidade
partilhada que lhes confere a ocupação do lugar comum.”(AUGÉ, Marc. Não-
lugares: introdução a uma antropologia da supermodernidade. Campinas:
Papirus,2012, p.53)
A partir desse trecho, pode-se afirmar que
28/05/2020 UNIP - Universidade Paulista : DisciplinaOnline - Sistemas de conteúdo online para Alunos.
https://online.unip.br/imprimir/imprimirconteudo 6/8
I. o “não lugar” representa o principal fundamento da identidade pessoal
II. a identidade do lugar se relaciona diretamente com a formação da identidade
do indivíduo
III. os campos de trânsito prolongado dos refugiados em todo planeta são um
exemplo claro do que vem a ser um “não lugar” 
A)
Apenas a afirmação I está correta
B)
As afirmações I e II estão corretas
C)
Apenas a afirmação II está correta
D)
As afirmações II e III estão corretas
E)
Apenas a afirmação III está correta
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(D)
Comentários:
C) 
E) 
A) 
D) 
Exercício 5:
Ao se considerar o conceito de cidades genéricas conforme proposto por Rem
Koolhaas, é válido afirmar que
I. o conceito se liga diretamente à própria produção arquitetônica internacional do
arquiteto, pleno de exemplos de arquitetura genérica
II. trata-se de um conceito que tem por referência ao método de projeto em
bases científicas, conforme proposto por Durand e o neo-clássico
III. o conceito aponta para uma continuidade da proposta do movimento moderno
atualizada de acordo com as novas tecnologias disponíveis
A)
28/05/2020 UNIP - Universidade Paulista : DisciplinaOnline - Sistemas de conteúdo online para Alunos.
https://online.unip.br/imprimir/imprimirconteudo 7/8
Apenas a afirmação I está correta
B)
As afirmações I e II estão corretas
C)
Apenas a afirmação II está correta
D)
As afirmações II e III estão corretas
E)
Apenas a afirmação III está correta
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(A)
Comentários:
E) 
D) 
B) 
A) 
Exercício 6:
Sobre a arquitetura da cidade genérica de Rem Koolhaas, é válido afirmar
I. trata-se de uma arquitetura que deve representar uma linearidade histórica
coerente e legível
II. é uma arquitetura efêmera e banal, reforçando o argumento de que não há
uma identidade na nova cidade contemporânea
III. é o pós-moderno que predomina na cidade genérica, posto que é o estilo mais
democrático e legível
A)
Apenas a afirmação I está correta
B)
As afirmações I e II estão corretas
C)
28/05/2020 UNIP - Universidade Paulista : DisciplinaOnline - Sistemas de conteúdo online para Alunos.
https://online.unip.br/imprimir/imprimirconteudo 8/8
Apenas a afirmação II está correta
D)
As afirmações II e III estão corretas
E)
Apenas a afirmação III está correta
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(D)
Comentários:
D)

Mais conteúdos dessa disciplina