Paper - Análise de Ferramentas de Gestão da Qualidade - Alexandre Morais Barbosa
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Paper - Análise de Ferramentas de Gestão da Qualidade - Alexandre Morais Barbosa


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ANÁLISE DE FERRAMENTAS DE GESTÃO DA QUALIDADE
Acadêmico: Alexandre Morais Barbosa
Prof. Cintia de Jesus Fraga Gonzaga
Centro Universitário Leonardo da Vinci \u2013 UNIASSELVI
Tecnólogo em Gestão da Qualidade (FLX 2393) \u2013 Seminário Interdisciplinar
01/06/2020
Resumo
Toda instituição que se propõe em ser competitiva no mercado tem que pensar na qualidade como peça fundamental dos seus produtos e serviços. Assim, para que este fator seja alcançado é necessário que o mesmo possa ser gerido com responsabilidade, dessa maneira surge a Gestão da Qualidade como forma de garantir a supremacia na perfeição dos produtos e serviços ofertados ao cliente, logo para que essa gestão seja efetiva, as empresas utilizam vários métodos para gerenciar os aspectos de qualidade denominadas Ferramentas de Gestão de Qualidade. Deste modo, esse artigo apresenta as principais ferramentas utilizadas na atualidade pelas empresas para garantir a satisfação de seus clientes, reduzindo desperdícios, alcançando a máxima produtividade. Gerando assim, produtos com o maior valor agregado possível, alta fidelidade de especificações por um preço justo, ajudando as empresas a alcançar a tão sonhada liderança de mercado.
Palavras-chave: Qualidade. Gestão da Qualidade. Ferramentas da Qualidade.
1. Introdução
A qualidade de um produto ou serviço pode ser mensurada, quando essa atende às necessidades de seus clientes de forma agradável. A norma brasileira ABNT NBR ISO 9000, define qualidade como: \u201cGrau no qual um conjunto de características inerentes satisfaz a requisitos\u201d. Segundo Juran (2009), as características dos produtos afetam nossas vendas e os custos da empresa, e, por isso, os gestores precisam formar os seus conceitos de qualidade. A Gestão da Qualidade vem tão somente para a total eficiência e sucesso das instituições. A valorização do cliente está em primeiro lugar. Com uma abordagem ampla, tem o objetivo de tornar a empresa mais competitiva, flexível e eficaz, construindo um planejamento sólido e compreendendo as atividades exercidas em cada setor organizacional. Mas para que seja implantado um sistema de gestão de qualidade são necessárias algumas ferramentas para analisar fatos e auxiliar na tomada de decisão. Esses instrumentos são conhecidos como Ferramentas da Gestão da Qualidade. O objetivo de utilizá-las é chegar a um grau de eficiência/eficácia em uma determinada atividade ou processo. Segundo Chiavenato (1999, p. 6), as medidas de eficiência podem ser o custo do trabalho, a utilização de equipamento, manutenção de máquinas e o retorno do capital investido, por exemplo. A eficiência significa fazer as coisas bem e corretamente. Contudo, a eficiência é necessária, mas não é suficiente. Deve haver eficácia, principalmente, o que significa atingir os objetivos e os resultados. A eficácia relaciona-se com os fins e os propósitos. É o grau em que a administração consegue atingir seus objetivos. É a medida que aquele cuja unidade de trabalho alcança diariamente as metas de produção em termos de quantidade e qualidade de resultados.
No mundo globalizado em que vivemos, onde tudo está conectado e as informações chegam com uma rapidez totalmente impensável a 30 anos atrás é fundamental termos em mente que se um produto não atende totalmente a expectativa do cliente, ele pode em apenas alguns cliques no smartphone encontrar tal produto, portanto é imprescindível para os gestores de empresas utilizarem de todas as armas para tornar seu produto o mais competitivo possível. Para isso as várias ferramentas da qualidade estão disponíveis, para diminuir ao máximo o retrabalho, o desperdício e aumentar a confiabilidade dos produtos e processos, trazendo assim o real conceito de qualidade.
2. Fundamentação teórica
Existem inúmeras ferramentas da qualidade que podem ser aplicadas para melhorar processos e serviços a fim de fazer uma boa gestão da qualidade, porém, no decorrer dos anos, algumas delas se destacaram por sua alta eficiência e obtenção de resultados. Segundo Samohly (2005), as sete ferramentas da qualidade são um conjunto de instrumentos estatísticos de uso consagrado para melhoria da qualidade de produtos, serviços e processos. Para Montgomery (2009), as sete principais ferramentas para resolução de problemas de controle estatístico do processo deveriam ser amplamente ensinadas às organizações e usadas rotineiramente para identificar oportunidades de melhoria e eliminação de perdas.
Corrêa e Corrêa (2010), afirmam que as sete ferramentas da qualidade são:
· Fluxograma;
· Cartas de controle;
· Diagrama de Ishikawa;
· Folha de verificação;
· Histograma;
· Diagrama de dispersão
· Diagrama de Pareto
Fluxograma
O fluxograma, segundo Lins (1993), proporciona uma representação gráfica e sequencial de todas as etapas de um determinado processo, mostrando a relação de cada uma das etapas como um todo. O fluxograma proporciona analisar todo o processo e não apenas uma parte dele.
Representa a forma como as coisas são feitas (real) e não como deveria ser feito, ou como o chefe pensa que é feito (MARIANI, 2005). No entanto, não existe uma padronização nos símbolos do fluxograma.
Os símbolos mais comuns utilizados em um fluxograma são:
	Símbolo de atividade - representa processos e ações;
	Sentido de fluxo \u2013 representa o sentido e direção do fluxograma;
Decisão \u2013 Indica mais de um caminho a seguir, quais são as possibilidades diferentes de atuação;
	
Início e término \u2013 Indica início e término de uma rotina.
Cartas de controle
As cartas de controle do tipo Shewhart, introduzidas por volta de 1930, continuam a ser uma das ferramentas mais utilizadas em controle de qualidade:
O objetivo das cartas de controle (Shewhart, CUSUM e MMEP) é monitorar a variabilidade existente nos processos, distinguindo causas comuns (causadoras de pequenas variações aleatórias e, via de regra, inofensivas ao processo) de causas especiais. Estas devem ser identificadas e corrigidas para que o processo permaneça dentro de um padrão esperado de desempenho (MICHEL ; FOGLIATTO, 2002).
A determinação do tamanho da amostra e da frequência da amostragem são indispensáveis no planejamento de uma carta de controle. Tais parâmetros são definidos tendo-se em vista o tamanho da mudança no processo a ser detectada pela carta de controle e a rapidez com que se deseja detectar esta mudança. Pequenas mudanças no processo são rapidamente detectadas, utilizando-se grandes amostras tomadas frequentemente, o que se torna economicamente inviável (MICHEL ; FOGLIATTO, 2002).
FIGURA 01 \u2013 EXEMPLO DE CARTA DE CONTROLE
FONTE: Disponível em http://walkerbastos.blogspot.com/2017/08/as-7-ferramentas-da-qualidade-controle.html Date de acesso 29/05/2020
Diagrama de Ishikawa
O Diagrama de Ishikawa tem a finalidade de explorar e identificar todas as causas possíveis de um problema ou oportunidades de melhorias, proporcionando a localização das possíveis causas que estão provocando as falhas de um processo.
Diagrama de Ishikawa, segundo Roth (2004), é um método utilizado para localizar a causa original ou a raiz de um problema, ou seja, ele não vai resolver apenas um problema, ele vai procurar a causa-raiz do problema, e solucioná-lo, de forma que o problema nunca mais venha a ocorrer.
Outro nome é atribuído ao Diagrama de Ishikawa, ele também é conhecido como Diagrama de Causa e Efeito ou Espinha de Peixe. Espinha de peixe é atribuído devido ao seu formato que lembra uma espinha de peixe. Já o nome Causa e Efeito está relacionado à sua funcionalidade, que é justamente a de identificar as causas dos problemas (efeitos).
FIGURA 2 \u2013 EXEMPLO DE UM DIAGRAMA DE ISHIKAWA
FONTE: Disponível em https://gestao-obra.engwhere.com.br/planejamento-obra/diagrama-de-ishikawa/ Data de acesso 29/05/2020
Folha de Verificação
A folha de verificação é aparentemente muito simples de se aplicar e por isso é considerada a mais utilizada entre as sete ferramentas da qualidade. Também conhecida como lista de verificação, checklist, ou lista de recolhimento de defeitos, é um formulário utilizado para padronizar