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CASO 11 - PRATICA SIMULADA II

Peça prático-profissional — recurso ordinário em reclamação trabalhista da sociedade Ômega: resumo da sentença (decisões sobre INSS, reintegração, dano moral, férias, PLR, entre outros), dados contratuais do empregado e início das razões recursais que impugnam a cobrança do INSS.

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CASO CONCRETO 11
XXVI EXAME DE ORDEM UNIFICADO
A sociedade empresária Ômega procura você, exibindo sentença prolatada em reclamação trabalhista movida por Fabiano que tramita perante a 100ª Vara do Trabalho de Maceió/AL.
Nela, o magistrado, em síntese, rejeitou preliminar suscitada pela empresa e determinou o recolhimento do INSS relativo ao período trabalhado mês a mês, para fins de aposentadoria, já que restou comprovado que a empresa descontava a cota previdenciária, mas não a repassava ao INSS; rejeitou preliminar suscitada e desconsiderou que a empresa havia feito um acordo em outro processo movido pelo mesmo empregado, homologado em juízo, no qual pagou o prêmio de assiduidade, condenando-a novamente ao pagamento dessa parcela; rejeitou preliminar suscitada pela empresa e desconsiderou que em relação às diárias postuladas, o autor tinha, comprovadamente, outra ação em curso com o mesmo tema, que se encontrava em grau de recurso; extinguiu o feito sem resolução do mérito em relação a um pedido de devolução de desconto, porque não havia causa de pedir; não acolheu a prescrição parcial porque ela foi suscitada pelo advogado em razões finais, afirmando o magistrado que deveria sê-lo apenas na contestação, tendo ocorrido preclusão; deferiu a reintegração do ex-empregado, Fabiano, porque ele foi eleito presidente da Associação de Leitura dos empregados da empresa, entidade criada pelos próprios empregados, sendo que a dispensa ocorreu em dezembro de 2017, no decorrer do mandato do reclamante; indeferiu o pedido de vale-transporte, porque o reclamante se deslocava para o trabalho e dele retornava a pé; deferiu indenização por dano moral, porque, pelo confessado atraso no pagamento dos salários dos últimos 3 meses do contrato de trabalho, o empregado teve seu nome inscrito em cadastro restritivo de crédito, conforme certidão do Serasa juntada pelo reclamante demonstrando a inserção do nome do empregado no rol de maus pagadores em novembro de 2015; deferiu a entrega de uma carta de referência para facilitar o autor na obtenção de nova colocação, caso, no futuro, ele viesse a querer se empregar em outro lugar; indeferiu a integração da alimentação concedida ao empregado, porque a empresa aderira ao Programa de Alimentação do Trabalhador durante todo o contrato de trabalho; deferiu o pagamento da participação nos lucros prevista na convenção coletiva da categoria, nos anos de 2012 e 2013, pois confessadamente não havia sido paga; indeferiu o pedido de anuênio, porque não havia previsão legal nem no instrumento da categoria do autor; deferiu o pagamento da diferença de férias, porque o empregado não fruiu 30 dias úteis no ano de 2016, como garante a Lei. 
A sociedade empresária apresenta a ficha de registro de empregados do reclamante, na qual se verifica que ele havia trabalhado de 08/07/2007 a 20/10/2017, sendo que, nos anos de 2012 a 2014, permaneceu afastado em benefício previdenciário de auxílio-doença comum (código B-31); a ficha financeira mostra que o empregado ganhava 2 salários mínimos mensais e exercia a função de auxiliar de manutenção de equipamentos, fazendo eventuais viagens para verificação de equipamentos em filiais da empresa. 
Diante disso, como advogado(a) da ré, redija a peça prático-profissional pertinente ao caso para a defesa dos interesses do seu cliente em juízo, ciente de que a ação foi ajuizada em 30/10/2017 e que, na sentença, não havia vício ou falha estrutural que comprometesse sua integridade.
EXMO. SR. DR, JUIZ DA 100º VARA DO TRABALHO DA CIDADE DE MACEIO-AL
Processo nº XX
OMEGA, sociedade empresária já qualificada nos autos do processo, em que contende com FABIANO, igualmente já qualificado nos autos, vem a presença, com fundamentos no art. 895, I, da CLT, interpor
RECURSO ORDINÁRIO, em razão da sentença prolatada.
Informa-se que todos os pressupostos de admissibilidade se encontram presentes, tendo efetuado o pagamento das custas no valor de R$... e o depósito recursal no valor de R$. conforme comprovante em anexo
Diante do exposto, requer o recebimento do presente recurso, a intimação da parte contraria para, querendo, apresentar contrarrazões, e após seja o presente remetido para Egregio Tribunal Regional.
Nestes termos, pede deferimento.
Local XX /Data XX
Adv XX/OAB XX
RAZOES RECURSAIS.
RECORRENTE: OMEGA
RECORRIDO: FABIANO
PROCESSO Nº XX
Eminentes julgadores
Nos autos do processo em epigrafe foi prolatada a sentença.
DA PRELIMINAR DE INCOMPETENCIA ABSOLUTA DA JUSTIÇA DO TRABALHO.
O magistrado rejeitou a preliminar suscitada pela empresa e determinou o recolhimento do INSS relativo ao período trabalhando mês a mês, para fins de aposentadoria, já que restou comprovado que a empresa descontava a cota previdenciária, mas não repassava ao INSS.
Entretanto, a justiça do trabalho não tem competência para a cobrança das referidas.
DA PRELIMINAR DE LITISPENDÊNCIA:
O magistrado rejeitou a preliminar suscitada pela empresa e desconsiderou que em relação às diárias postuladas, o autor tinha, comprovadamente, outra ação em curso com o mesmo tema, que se encontrava em grau de recurso. Com isso, resta caracterizada a litispendência entre as duas ações, conforme art. 337, VI, §1º e §3º do CPC. Em razão, requer seja acolhida a presente preliminar para extinguir o feito com relação às diárias, pois caracterizada a litispendência, conforme art. 485, V do CPC.
DA PRELIMINAR DE COISA JULGADA:
Na sentença foi rejeitada a preliminar suscitada e desconsiderado que a empresa havia feito um acordo em outro processo movido pelo mesmo empregado, homologado em juízo, no qual pagou o prêmio de assiduidade, condenando-a novamente ao pagamento dessa parcela. Contudo, com o acordo celebrado houve coisa julgada sobre o assunto, já que se trata de situação, inclusive, irrecorrível para as partes, conforme art. 831, § único da CLT. Assim, requer seja acolhida a preliminar para extinguir o processo sem a análise do mérito quanto ao prêmio assiduidade, conforme art. 485, V do CPC.
DA PRESCRIÇÃO:
O magistrado não acolheu a prescrição parcial porque ela foi suscitada pelo advogado em razões finais, afirmando que deveria sê-lo apenas na contestação, tendo ocorrido preclusão. Contudo, não há preclusão, pois a prescrição poderia ser alegada em alegações finais, conforme súmula 153 do TST, que garante a possibilidade de alegação na via ordinária. Diante disso, requer seja acolhida a prejudicial para que seja PRONUNCIADA a prescrição, extinguindo-se o feito com resolução de mérito quanto aos pedidos anteriores a cinco anos contados do ajuizamento, ou seja, 30.10.2012.
DA REINTEGRAÇÃO:
O juiz deferiu a reintegração do ex-empregado, Fabiano, porque ele foi eleito presidente da Associação de Leitura dos empregados da empresa, entidade criada pelos próprios empregados, sendo que a dispensa ocorreu em dezembro de 2017, no decorrer do mandato do reclamante. Entretanto, o reclamante não possuía estabilidade, razão pela qual é indevida a sua reintegração, pois não é dirigente sindical, este sim, com garantia de emprego prevista no art. 543, §3º da CLT. Diante do exposto, requer a reforma da sentença para julgar improcedente o pedido de reintegração.
DA DIFERENÇA DE FÉRIAS:
O magistrado deferiu o pagamento da diferença de férias, porque o empregado não fruiu 30 dias úteis no ano de 2016, como garante a Lei. Porém, a lei garante apenas 30 dias corridos, e não úteis, conforme art. 130, I da CLT. Assim, requer a reforma da sentença para julgar improcedente o pedido.
DA PARTICIPAÇÃO NOS LUCROS:
O magistrado deferiu o pagamento da participação nos lucros prevista na convenção coletiva da categoria, nos anos de 2012 e 2013, pois confessadamente não havia sido paga. Porém, nesse período houve suspensão do contrato de trabalho, e por essa razão, não é devida a participação nos lucros, conforme art. 476 da CLT. Diante disso, requer a reforma da sentença para julgar improcedente o pedido
DA CARTA DE REFERÊNCIA:
Na sentença foi deferida a entrega de uma carta de referência para facilitar o autor na obtençãode nova colocação, caso, no futuro, ele viesse a querer se empregar em outro lugar. Contudo, não há obrigação prevista em lei para fornecimento do referido documento, razão pela qual não pode o empregador ser compelido a fornecer, conforme art. 5º, II da CF. Assim, requer a reforma da sentença para julgar improcedente o pedido.
DO DANO MORAL:
O juiz deferiu indenização por dano moral, porque, pelo confessado atraso no pagamento dos salários dos últimos 3 meses do contrato de trabalho, o empregado teve seu nome inscrito em cadastro restritivo de crédito, conforme certidão do Serasa juntada pelo reclamante demonstrando a inserção do nome do empregado no rol de maus pagadores em novembro de 2015. Contudo, como havia inscrição prévia, ou seja, em novembro de 2015, sendo que o atraso de salário ocorreu em 2017, não há ato ilícito do empregador, e por essa razão é indevida a indenização, conforme art. 186 e art. 927 do CC. Assim, requer a reforma da sentença para julgar improcedente o pedido do reclamante.
DOS PEDIDOS:
a- Acolher as preliminares da incompetência absoluta, litispendência e coisa julgada;
b- Pronunciar a prejudicial de prescrição;
c- Reformar a sentença, nos termos da fundamentação;
Local XX data XX
Adv XX OAB XX

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