Logo Passei Direto
Buscar

1 - Introdução a Prótese Total e Anatomia Protética

Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

Maurício Costa 
1 PRÓTESE TOTAL – ODONTOLOGIA 
DEFINIÇÃO DE PRÓTE: A palavra deriva do grego 
pro “em lugar” thesis colocar – ou seja a 
colocação de uma coisa sobre outra ou em lugar 
de. Quando algo está em lugar de um órgão que 
foi perdido 
PRÓTESE TOTAL: São aparelhos que substituem 
todos os dentes da boca reconstruindo anatomia 
gengival devolvendo funções: mastigatória, 
estética e fonética. 
 
ANATOMIA MAXILAR 
1. Freio labial; 
2. Fundo de vestíbulo labial; 
3. Freio bucal (bridas); 
4. Arco zigomático; 
5. Arco da tuberosidade; 
6. Tuberosidade; 
7. Rebordo alveolar; 
8. Sulco pterigomaxilar; 
9. Palato duro; 
10. Fóveas palatinas 
11. Rafe palatina mediana 
12. Papila incisiva 
13. Rugosidades palatinas 
 
ZONA CHAPEÁVEL (ÁREA BASAL) 
Zona estacionária – Onde a prótese vai 
estacionar, se adaptar. Não pode envolver 
nenhuma musculatura, se não a prótese fica 
caindo. O apoio deve ser em osso. 
Zona móvel – bridas, freios e inserções 
musculares. 
*A prótese não pode ficar apoiada em área de 
zona móvel – do contrário, fica 
balançando/caindo. 
REABSORÇÃO ÓSSEA 
Alteração no rebordo alveolar: 
• Após exodontias; 
• Tempo; 
• Uso de próteses anteriores. 
Na exodontia, a reabsorção óssea pode ser 
evitada ou mitigada através do uso de micro-
cizeis e micro-exrtator, periótomo, e evitar 
fórceps. 
 
REABSORÇÃO DO REBORDO RESIDUAL 
Reabsorção Média Maxila Mandíbula 
1º ano após 2 a 4 mm 4 a 6 mm 
Anos subsequentes 0,1 mm/a 0,4 mm/a 
• Menor reabsorção na tuberosidade e 
região posterior (maxila) – por isso é 
eleita como a zona de suporte principal 
superior; 
• Acentuada na região anterior na maxila e 
mandíbula. 
• Consequências: 
o Redução da largura e altura do 
osso de suporte; 
o Discrepância entre maxila X 
mandíbula tornando a aparência 
do paciente prognata. 
* A mandíbula tem reabsorção devido ao osso 
fino e pouca irrigação. 
 
REABSORÇÃO 
MAXILA 
A reabsorção da maxila 
se dá de fora para 
dentro de forma 
acentuada. 
MANDÍBULA 
Na mandíbula a 
reabsorção se dá 
uniformemente na 
região anterior e se dá 
de forma igual de fora 
para dentro e de dentro 
para fora. 
 
Maurício Costa 
2 PRÓTESE TOTAL – ODONTOLOGIA 
 
OBS.: Tecido mole/frouxo não dá suporte para a 
prótese, sendo necessário fazer cirurgia protética 
– deve-se fazer a remoção (preparo de bica tipo 
I). 
ZONAS DE SUPORTE DA MAXILA 
1. Zona de suporte principal (rebordo alveolar 
posterior e tuberosidade) 
2. Zona de suporte secundário (rebordo anterior 
e palato duro) 
3. Zona de selamento periférico (tudo que 
contorna a área estacionária) 
4. Zona de alívio (primeiro alívio é de um contato 
suave: rafe palatina e papila incisiva*. Segunda de 
alívio: freios e bridas e inserção musculares**) 
5. Zona postdaming (linha A) (limite máximo 
posterior de uma prótese – entre o palato duro e 
o palato mole) 
 
*Na hora da moldagem, colocar uma cera para 
fazer um alívio – se não for feito, pode causar uma 
hiperplasia. 
**Se não fizer esse alívio vai ferir o paciente. 
OBS.: O primeiro alívio é dentro da área 
chapeável o segundo é por fora, não pode tocar 
nessa área. 
ZONAS DE SUPORTE DA MANDÍBULA 
1. Zona de suporte principal (vertentes da crista 
do rebordo – lembrar de cela de caval.) 
2. Zona de suporte secundário (aguenta um 
impacto mais suave – cristas de todo o rebordo) 
3. Zona de selamento periférico (área que 
circunda a área chapeável) 
4. Zona de alívio (duas fontes de alívio, uma com 
toque suave: região anterior, em cima da crista do 
rebordo. Segunda é o freio lingual e a inserção do 
mus. Milohioideo. 
 
ANATOMIA MANDIBULAR 
1. Freio labial 
2. Fundo de vestíbulo 
3. Freio lateral (bridas) 
4. Vestíbulo bucal 
5. Trígono retromolar (limite de uma prótese 
inferior) 
6. Linha obliqua externa 
7. Rebordo alveolar 
8. Músculo milohioideo 
9. Freio lingual 
 
MÚSCULOS 
- Músculos da mastigação 
- Elevadores da mandíbula 
- Abaixadores da mandíbula 
 
Músculos elevadores da mandíbula 
- Mus. Masseter; 
- Mus. Temporal; 
- Mus. Pterigoideo medial; 
- Mus. Pteriogoideo lateral. 
 
Músculos abaixadores da mandíbula 
- Mus. Milohioideo 
*Deve-se avaliar a inserção e a potência dos 
músculos, em como sua localização 
 
Maurício Costa 
3 PRÓTESE TOTAL – ODONTOLOGIA 
EXAME DO PACIENTE 
I. Fator psicológico 
II. Fatores sistêmicos 
III. Fatores locais (condição bucal) 
 
*Identificar se o paciente é favorável ou 
desfavorável a colocação de uma prótese 
dentária. 
 
I. Fator Psicológico 
O dentista deve conhecer de psicologia humana, 
porque a capacidade de compreender o 
procedimento mental do paciente é 
frequentemente a diferença entre a aceitação e a 
rejeição de próteses. 
PERFIL DO PACIENTE 
- Paciente motivado (favorável); 
- Paciente crítico (método fav./des.); 
- Paciente histérico (paranoico, altamente 
desfavorável); 
- Paciente indiferente (desfavorável). 
 
II. Doenças sistêmicas que apresentam sinais 
clínicos na cavidade oral 
Anemia 
Sinais clínicos: secura da boca e 
distúrbios nas sensações do 
paladar. Maior susceptibilidade 
aos traumas causados por 
prótese. 
Hipertensão 
Alguns medicamentos 
diminuem o fluxo salivar 
Diabetes 
Susceptibilidade ao trauma, 
redução da tolerância dos 
tecidos da prótese óssea, rápida 
perda óssea, com elevada taxa 
de açúcar no sangue 
* De modo geral, as três alterações acima são 
capazes de: diminuir o fluxo salivar; e aumentar a 
susceptibilidade ao trauma. 
 
Outras alterações que podem comprometer: 
Deficiência de vitamina 
Osteoporose 
Doenças dermatológicas 
Infecção por fungos 
Terapia por radiação 
Desordem das glândulas salivares 
Parkinson 
 
 
III. Fatores locais 
EXAME DO PACIENTE 
1. Exame da ATM 
2. Exame radiográfico 
3. Exame intra-oral 
4. Modelo de estudo 
 
1. Exame da ATM 
- Limitação de movimentos; 
- Dor; 
- Alteração de posição da mandíbula 
(deslocamento). 
* Tudo deve ser observado. O paciente faz a 
abertura bucal e fechamento e deve-se avaliar a 
amplitude. 
 
 
 
2. Exame radiográfico 
Fazer a panorâmica com a finalidade de avaliar: 
• Dentes inclusos; 
• Espículas ósseas; 
• Raízes retidas. 
 
* Deve ser realizado esse preparo de boca se 
necessário, através de exodontias, tratamentos 
de cistos, tumores e etc., do contrário, 
confecciona a prótese e depois o paciente terá 
que realizar outra, após o tratamento cirúrgico. 
 
 
 
Maurício Costa 
4 PRÓTESE TOTAL – ODONTOLOGIA 
3. Exame clínico intra-oral 
Avaliar: 
• Assoalho da boa 
• Língua 
• Saliva 
• Próteses anteriores 
• Áreas de suporte/osso 
• Tórus 
 
 
 
4. Modelo de trabalho 
Observar irregularidades, deve ser feito de modo 
adequado, não podendo ter erros. Não dever ser 
aplicado muita força e deve copiar as estruturas 
sem deformá-las com a pressão.

Mais conteúdos dessa disciplina