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RO - CASO PRÁTICO E ESTTRUTURA

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RECURSO ORDINÁRIO - ESTRUTURA DO RECURSO ORDINÁRIO 1ª. PEÇA - PEÇA DE ENCAMINHAMENTO
1. Endereçamento por extenso (juízo a quo – primeiro juízo de
admissibilidade recursal – AO JUÍZO que prolatou a decisão)
2. Identificação do número do processo
3. Menção do Reclamante ou Reclamado (a depender do caso concreto)
Obs.: Mencionar que o Recorrente já está qualificado nos autos da reclamação trabalhista ou contestação em epígrafe.
4. Menção do inconformismo com a respeitável sentença ou acórdão
5. Verbo: interpor
6. Identificação e previsão legal da peça: Recurso Ordinário / artigo 895, inciso I ou II, da CLT
7. Menção das razões anexas
8. Menção do preparo (custas e depósito recursal, a depender do caso concreto)
9. Menção do recebimento do recurso ordinário e remessa dos autos ao respectivo Tribunal (Tribunal Regional do Trabalho ou Tribunal Superior do Trabalho, a depender do caso concreto)
10. Requer a notificação do recorrido para apresentar contrarrazões
11. Encerramento:
a – Termos em que, pede deferimento b – Local e data
c – Advogado / OAB nº
2ª PEÇA - RAZÕES RECURSAIS
1. Cabeçalho: menção do Recorrente, do Recorrido, da Vara de Origem e do número do Processo
2. Menção de expressões de respeito – exemplo: Colendo Tribunal, Egrégia Turma, Nobres Julgadores
3. Pressupostos recursais ou Requisitos de admissibilidade recursal: mencionar que no presente recurso estão preenchidos os pressupostos recursais objetivos (extrínsecos) e subjetivos (intrínsecos) - mencionar
4. Razões do recurso – motivos justificadores da reforma do julgado; nulidade do julgado etc.
5. Pedidos ou Conclusões – conhecimento e provimento do recurso; reforma total ou parcial do julgado; retorno dos autos à primeira instância etc.
6. Encerramento:
a – Termos em que, pede deferimento b – Local e data
c – Advogado / OAB nº
CASO PRÁTICO
Determinada empresa demitiu vendedora de loja de roupas finas, alegando que, por ser estabelecimento de luxo, seriam mantidas apenas pessoas de boa aparência e que, ademais, apresentassem atestado de esterilização, “para que não houvesse riscos de afastamentos do serviço”.
Ao reclamar da situação, a trabalhadora foi bastante humilhada, em público, recebendo irônico “conselho” do Gerente da Loja para que fosse “procurar seus direitos”.
Despedida, socorreu-se da Justiça do Trabalho onde postulou as verbas rescisórias, a percepção em dobro da remuneração pelo período de afastamento, tudo acrescido de danos morais a serem arbitrados pelo Juízo, tendo em vista as graves humilhações sofridas.
O Juízo de primeira instância julgou a ação procedente em parte, determinando a reintegração, contra a vontade da Reclamante que alegara em Juízo não ter nenhum ambiente para retornar àquele emprego, limitando-se, por fim, o julgado, a determinar o pagamento das remunerações, de forma simples, do período de afastamento.
QUESTÃO: Como advogado da Reclamante, apresente a medida processual adequada, postulando a reforma do julgado, apresentando, para tanto, o devido fundamento legal.
Endereçamento
Processo n. 
 RECORRENTE
RECORRIDA
RECORRENTE, já qualificada nos autos da Reclamação Trabalhista em epígrafe, vem, tempestivamente, à presença de Vossa Excelência, por seu advogado que esta subscreve, inconformada com a respeitável sentença proferida, interpor o presente RECURSO ORDINÁRIO, com fulcro no artigo 895, I, da CLT.
Assim, requer o recebimento das razões recursais anexas e a posterior remessa dos autos ao Egrégio Tribunal Regional do Trabalho da Região para a reapreciação da demanda.
Outrossim, requer seja a Reclamada notificada para que, querendo, apresente as contrarrazões que julgar necessárias.
Por fim, informa a juntada da guia comprobatória do recolhimento das custas processuais.
Vale ressaltar que deixa de recolher o depósito recursal por ser a recorrente a reclamante.
Termos em que, pede deferimento.
Local e data. Advogado
OAB n. 
RAZÕES DE RECURSO ORDINÁRIO
Recorrente:
Nome da Reclamante (conforme o caso apresentado) Recorrido:
Nome da Reclamada (conforme o caso apresnetado) Origem:
 
Vara do Trabalho de 
(Juízo da
)
Processo:
 
Egrégio Tribunal, Colenda Turma, Nobre Julgadores,
I – DOS PRESSUPOSTOS RECURSAIS
O presente recurso ordinário preenche todos os seus requisitos de admissibilidade recursal extrínsecos e intrínsecos.
Dessa forma, espera o recorrente que este recurso seja conhecido e tenha o seu mérito apreciado.
II – DO RESUMO DA DEMANDA
A Recorrente ajuizou Reclamação Trabalhista postulando as verbas rescisórias, a percepção em dobro pelo período de afastamento, tudo acrescido de danos morais, tendo em vista as graves humilhações sofridas em decorrência dos fatos exarados na inicial.
Ocorre que, o Douto Julgador de primeira instância julgou a ação procedente em parte, determinando a reintegração da Reclamante e o pagamento de forma simples do período de afastamento.
A decisão recorrida merece ser reformada consoante os fundamentos abaixo consignados.
III – DAS RAZÕES DO RECURSO
A) DA
PRÁTICA
DISCRIMINATÓRIA
NO
AMBIENTE
DE TRABALHO
Diante da despedida injusta e das humilhações sofridas em público, a Recorrente postulou o pagamento das verbas rescisórias, bem como a percepção em dobro da remuneração pelo período de afastamento, além de danos morais.
Restou comprovado nos autos que a Recorrida exigia de seus empregados, além da boa aparência, atestado de esterilização.
A respeitável decisão “a quo” reveste-se da inobservância dos artigos supramencionados, portanto, equivocada,da qual não se pode concordar.
A Lei 9.029/95 proíbe a exigência de atestados de gravidez e esterilização, e outras práticas discriminatórias, para efeitos admissionais ou de permanência da relação jurídica de trabalho.
Vejamos o que ostenta o artigo 1º da referida Lei:
“Art. 1º Fica proibida a adoção de qualquer prática discriminatória e limitativa para efeito de acesso a relação de emprego, ou sua manutenção, por motivo de sexo, origem, raça, cor, estado civil, situação familiar ou idade, ressalvadas, neste caso, as hipóteses de proteção ao menor previstas no inciso XXXIII do art. 7º da Constituição Federal.”
Nesta toada, além de rechaçar qualquer prática discriminatória no ambiente de trabalho, o legislador optou por deixar à escolha do ofendido as seguintes opções, nos termos do artigo 4º da mencionada Lei:
“Art. 4o O rompimento da relação de trabalho por ato discriminatório, nos moldes desta Lei, além do direito à reparação pelo dano moral, faculta ao empregado optar entre:
I - a readmissão com ressarcimento integral de todo o período de afastamento, mediante pagamento das remunerações devidas, corrigidas monetariamente, acrescidas dos juros legais;
II - a percepção, em dobro, da remuneração do período de afastamento, corrigida monetariamente e acrescida dos juros legais.”
Dessa forma, o rompimento da relação de trabalho por ato discriminatório assegura ao empregado a faculdade de opção entre duas soluções: a readmissão no ambiente de trabalho com o ressarcimento integral de todo o período de afastamento, ou a percepção em dobro da remuneração desse período, sem prejuízo da indenização do respectivo da no moral.
No caso em tela, o Ilustre Magistrado deveria ter respeitado a sua escolha da percepção em dobro da remuneração pelo período de afastamento, e não determinar a reintegração no ambiente de trabalho.
Diante do exposto, espera a recorrente que a sentença de primeiro grau seja reformada, respeitando-se o disposto na legislação ora apresentada.
B) DO CABIMENTO DE DANOS MORAIS
Tendo em vista os fatos acima mencionados, resta inequívoco o cabimento de danos morais.
Corroborando esse pleito, a Constituição Cidadã de 1988, em seu artigo 5º, inciso X, aduz a proteção à intimidade, à vida privada, à honra e à imagem das pessoas, assegurando, também, o direito à indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação.
No mesmo sentido, os artigos 186 e 927 do Código Civil estabelecem que comete ato ilícito aquele que, por ação ou omissão voluntária, negligência ou imprudência, violar direito

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