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ASPECTOS DE DIREITO CONSTITUCIONAL - AULA02

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o poder de legislar em 
matéria de segurança e orçamento; c) Estabelece eleições indiretas para 
presidente, com mandato de cinco anos; d) Tendência à centralização, 
embora pregue o federalismo; e) Estabelece a pena de morte para crimes 
de segurança nacional; f) Restringe ao trabalhador o direito de greve; g) 
Ampliação da Justiça Militar; h) Abre espaço para a decretação posterior de 
leis de censura e banimento (HEMÉTRIO, 2017). 
A “CONSTITUIÇÃO” DE 1969
Costa e Silva fica doente e é afastado do poder. Assim, foi editado o Ato 
Institucional nº 12, que passa o comando do país para os Comandantes 
das Três Armas ou Junta Militares. Tudo acontecia a portas fechadas. 
Na época, o poder fica nas mãos de Emílio Garrastazu Médici, 
iniciando-se o período mais negro da repressão da história do Brasil 
(HEMÉTRIO, 2017).
Em 15 de março de 1974 assume a presidência o General Ernesto 
Geisel. O governo de Geisel, com muitas restrições, começou a 
promover a abertura política nos país, definida por Ernesto Geisel como 
“lenta, gradual e segura”. Antes de deixar a presidência, Geisel acabou 
com o AI nº 5 (HEMÉTRIO, 2017).
A “CONSTITUIÇÃO” DE 1969
O último presidente militar foi o General João Batista Figueiredo. 
Figueiredo tinha por missão dar continuidade à abertura política 
iniciada por Geisel. O caso aconteceu durante seu governo.
Um dos principais acontecimentos foi a concessão da anistia aos 
perseguidos políticos. No fim do governo de Figueiredo, houve a 
eleição indireta para a escolha do novo presidente, ocorrendo, 
então, a eleição de Tancredo Neves, com um governo civil, como 
resultado do visível desgaste que já tomava conta dos sucessivos 
governos militares (HEMÉTRIO, 2017). 
A “CONSTITUIÇÃO” DE 1969
No entendimento de Paulo e Alexandrino (2017), a EC 1/1969 
aperfeiçoou, porém, algumas instituições, como o processo de 
elaboração da lei orçamentária, a fiscalização financeira e 
orçamentária dos municípios, modificou o sistema tributário, previu 
a criação do contencioso administrativo tributário, vedou a reeleição 
para o Poder Executivo etc. (PAULO; ALEXANDRINO, 2017).
A CONSTITUIÇÃO DE 1988
O Brasil estava sob o regime de ditadura militar desde 1964 e a 
Constituição de 1967 foi o reflexo dos rigores decorrentes daquela 
situação. Naquela Carta estavam extintos os direitos individuais e 
sociais ou ao menos esquecidos. A extinção acontecia para que 
pudesse manter a integridade da ditadura militar, trazendo aos atos 
praticados um certo ar de “legitimidade” (HEMÉTRIO, 2017).
As Emendas Constitucionais apresentadas praticamente 
desfiguraram a Constituição de 1988. Contudo, ainda assim, houve a 
feição de uma social democracia, criando um Estado 
Democrático-Social de Direito.
A CONSTITUIÇÃO DE 1988
-> Estado Democrático-Social de Direito deve ser entendido como 
uma estrutura jurídica e política, e como uma organização social e 
popular, em que os direitos sociais e trabalhistas seriam tratados 
como direitos fundamentais (MARTINEZ, 2003). Assim, segundo 
Martinez (2003, s.p.), “os direitos sociais encontrar-se-iam sob a 
guarda de garantias institucionais que os defendessem do assédio 
privatista”.
A CONSTITUIÇÃO DE 1988
As principais características da Constituição Federal de 1988, ou 
também conhecida como Constituição Cidadã, são:
a) Direito de voto para os analfabetos.
b) Voto facultativo para menores entre 16 e 18 anos.
c) Redução do mandato do presidente de 5 para 4 anos.
d) Eleições em dois turnos (para os cargos de presidente, 
governadores e prefeitos de cidades com mais de 200 mil 
habitantes). 
A CONSTITUIÇÃO DE 1988
e) Os direitos trabalhistas passaram a ser aplicados também aos 
domésticos.
f) Direito à greve.
g) Liberdade sindical.
h) Diminuição da jornada de trabalho de 48 para 44 horas semanais. i) 
Licença-maternidade.
j) Licença-paternidade.
k) Décimo-terceiro salário para os aposentados.
l) Seguro-desemprego. 
A CONSTITUIÇÃO DE 1988
m) Férias remuneradas com acréscimo de 1/3 do salário.
n) Eleições diretas para os cargos de Presidente da República, governadores de 
estados e prefeitos municipais.
o) Sistema pluripartidário.
p) Fim da censura aos meios de comunicação, obras de arte, músicas, filmes, 
teatro etc. (HEMÉTRIO, 2017). 
O presidente da Câmara dos Deputados, Ulysses Guimarães, declarou, em 27 de 
julho de 1988, a entrada em vigor da nova Constituição Federal, que tinha sido 
batizada de Constituição Cidadã. Entende-se que a descrição foi dada em razão do 
Brasil ter acabado de sair da ditadura militar. A Assembleia Nacional Constituinte 
era composta por 487 deputados e 72 senadores.
A CONSTITUIÇÃO DE 1988
Em 21 de abril de 1993 ocorreu um plebiscito no Brasil, para determinar a 
forma e o sistema de governo do país, realizado para dissipar dúvidas que 
pairavam nos meios acadêmicos.
A nova Constituição tinha uma ideologia mais para parlamentarismo do que 
para presidencialismo. Após a redemocratização do Brasil, uma emenda da 
nova Constituição de 88 determinava a realização de um plebiscito. Os 
eleitores iriam decidir se o país deveria ter um regime republicano ou 
monarquista, controlado por um sistema presidencialista ou parlamentarista. 
A lei número 8.624, promulgada pelo presidente Itamar Franco, em 4 de 
fevereiro de 1993, regulamentou a realização do plebiscito. Ganhou, com larga 
margem de votos, o sistema republicano/ presidencialista, que vigora até os 
dias atuais (HEMÉTRIO, 2017).
A CONSTITUIÇÃO DE 1988
A Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 encontrase 
vigente até o momento, a chamada Constituição Cidadã.
Como as demais constituições, seus preceitos são, em um 
determinado momento histórico, regrar e harmonizar as confusões, 
os conflitos e interesses dos membros de uma sociedade. Nesse 
sentido essa Constituição trata desde os direitos fundamentais e 
organiza os Poderes bem como o Estado em sua totalidade. 
CONSTITUCIONALISMO, PODER CONSTITUINTE E OS 
PRINCÍPIOS, DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS
O objetivo deste estudo é apresentar o processo de formação do 
constitucionalismo, sua fase antiga e, em especial, a sua fase moderna. 
Como o movimento surgiu e o que o caracteriza. Influências históricas, 
econômicas, filosóficas e jurídicas fazem parte do presente trabalho. 
Ainda, tem-se a pretensão de explanar sobre o poder constituinte e as 
suas espécies. Neste tópico o acadêmico deverá compreender como 
surge a constituição. Será realizada uma explanação sobre os princípios, 
direitos e garantias constitucionais, finalizando a unidade com a 
organização do Estado. Espera-se que o acadêmico tenha uma melhor 
compreensão sobre a estrutura da constituição.
CONSTITUCIONALISMO
A princípio, pode-se dizer que o constitucionalismo seria uma espécie 
de freio, contrapeso, ou seja, formas de limitações para a utilização do 
poder político. Assim, podemos entender como freios e contrapesos os 
mecanismos de separação dos poderes do Estado, evitando 
interferências.
De acordo com Ataliba (1995, p. 121), “a origem formal do 
constitucionalismo está ligada às constituições escritas e rígidas dos 
Estados Unidos da América, em 1787, após a Independência das 13 
Colônias, e da França, em 1791, a partir da Revolução Francesa, 
apresentando dois traços marcantes”. Esses dois traços são a 
organização do Estado e a limitação do poder estatal, com a referência 
aos direitos e garantias fundamentais.
CONSTITUCIONALISMO
Já segundo Miranda (1990, p. 138), “o Direito Constitucional 
norte-americano não começa apenas neste ano, sem esquecer os 
textos da época colonial que o integram no nível de princípios e 
valores ou de símbolos, como a Declaração de Independência, a 
Declaração de Virgínia e outras Declarações de Direitos dos 
primeiros Estados". Como se pode observar, existe uma relação 
muito forte entre o constitucionalismo e a essência de uma 
Constituição, esta que é a ordenação fundamental de um país ou de 
um Estado.
CONSTITUCIONALISMO
Em sentido lato, segundo Bernardes (2012),

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