A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
98 pág.
ASPECTOS DE DIREITO CONSTITUCIONAL - AULA02

Pré-visualização | Página 6 de 8

p. 87).
PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS DO ESTADO BRASILEIRO
Então, temos que os princípios seriam um grupo de diretrizes, 
preceitos, exemplos de atuação que devem ser obedecidos pela 
população de um determinado local. A conceituação dos princípios está 
relacionada ao começo ou início de algo. São os pontos considerados 
iniciais para um determinado assunto ou questão. Os princípios 
também podem estar associados às normas essenciais que norteiam os 
estudos. Como exemplo temos: princípios da Física, os princípios da 
Contabilidade, os princípios do Direito etc. 
PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS DO ESTADO BRASILEIRO
Para Bandeira de Melo (2003, p. 45), princípio é, por definição, um 
“mandamento nuclear de um sistema, verdadeiro alicerce, disposição 
fundamental que se irradia sobre diferentes normas, compondo o 
espírito e servindo de critério para a sua exata compreensão e 
inteligência”. Seria exatamente “definir a lógica e a racionalidade do 
sistema normativo. É o conhecimento dos princípios que preside a 
intelecção das diferentes partes componentes do todo unitário” 
(BANDEIRA DE MELO, 2003, p. 45). O art. 1º da Constituição Federal 
resume de forma eficaz as características do Estado Brasileiro: Art. 1º A 
República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos 
Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado 
Democrático de Direito e tem fundamentos (BRASIL, 1988).
PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS DO ESTADO BRASILEIRO
Tem-se um resumo em uma única expressão dos atributos essenciais do 
Estado brasileiro:
Trata-se de uma federação (forma de Estado), de uma república (forma de 
governo) que adota o regime político democrático (traz ínsita a ideia de 
soberania assentada no povo). Constitui, ademais, um Estado de Direito 
(implica a noção de limitação do poder e de garantia de direitos 
fundamentais aos particulares) (PAULO; ALEXANDRINO, p. 87).
Assim, temos determinadas as seguintes características: uma federação 
como forma de Estado, uma república como forma de governo, uma 
democracia como uma forma de soberania popular e um Estado de Direito 
como forma de respeito aos direitos e garantias fundamentais.
REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL 
“A forma de Estado adotada no Brasil é a de uma federação, o que significa 
a coexistência, no mesmo território, de unidades dotadas de autonomia 
política, que possuem competências próprias discriminadas diretamente 
no texto constitucional” (PAULO; ALEXANDRINO, p. 88). Por forma de 
Estado, entende-se a maneira pela qual o Estado organiza o povo, o 
território e estrutura o seu poder relativamente a outros de igual natureza.
A Federação é composta pela União, estados-membros, Distrito Federal e 
municípios, conforme previsão dos arts. 1º e 18 da Constituição Federal. 
São pessoas jurídicas de direito público autônomas e estão sujeitas ao 
princípio da indissolubilidade do vínculo federativo (não existe em nosso 
país o direito de secessão).
REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL 
Federação então pode ser entendida como uma aliança. Vários Estados 
são reunidos e compõem um Estado Federal que, por sua vez, tem suas 
competências, autonomias e garantias. É uma aliança de Estados, uma 
unidade estatal superior e detentora da soberania externa.
->>> Secessão quer dizer separação de uma parte que pertence a uma 
unidade política para a formação de outra parte.
A forma federativa de Estado é, no Brasil, cláusula pétrea. Dispõe o art. 
60 da Constituição Federal: “Art. 60. A Constituição poderá ser 
emendada mediante proposta: § 4º Não será objeto de deliberação a 
proposta de emenda tendente a abolir: I - a forma federativa de 
Estado” (BRASIL, 1988).
REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL 
->>> Cláusula pétrea é um artigo da Constituição Federal que não pode 
ser alterado. É um artigo de uma lei, parte do texto jurídico e define 
direitos. Pétrea é um adjetivo para aquilo que é como pedra, imutável e 
perpétuo. 
Passando para a análise da forma de governo, tem-se que o Brasil é 
uma República e, assim, pode-se afirmar que a representatividade 
popular se dá por meio do voto e da eleição dos governantes. Assim, “o 
Brasil é uma república. Essa é a forma de governo adotada em nosso 
país desde 15 de novembro de 1889, consagrada na Constituição de 
1891 e em todas as constituições subsequentes” (PAULO; 
ALEXANDRINO, 2017, p. 88).
REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL 
A República descreve uma forma de governo em que o Chefe de Estado 
é eleito pelos representantes dos cidadãos ou pelos próprios cidadãos, 
e exerce a sua função durante um tempo limitado. Em uma República, o 
poder tem origem em um grupo de cidadãos, que delega esse poder ao 
Chefe de Estado ou Presidente da República.
A eleição de um Presidente da República é feita através do voto direto 
dos cidadãos ou por uma assembleia restrita. A função de presidente é 
exercida durante um período de tempo limitado, sendo que só pode 
exercer durante um número limitado de mandatos.
REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL 
Para esclarecer, o idioma utilizado de forma oficial na República 
Federativa do Brasil é a língua portuguesa, como disposto no art. 13 da 
Constituição Federal: “Art. 13. A língua portuguesa é o idioma oficial da 
República Federativa do Brasil” (BRASIL, 1988). Assim, o ensino nas 
escolas deve ser realizado nesta língua. Além de ter uma língua oficial, a 
República tem alguns símbolos que são: a bandeira, o hino, as armas e o 
selo nacional. É direito dos Estados, Distrito Federal e Municípios terem 
ou não seus símbolos. Como previsto no art. 13 da Constituição Federal: 
“§ 1º São símbolos da República Federativa do Brasil a bandeira, o hino, 
as armas e o selo nacional. § 2º Os Estados, o Distrito Federal e os 
Municípios poderão ter símbolos próprios” (BRASIL, 1988). (PGS 66-67)
INTERVENÇÃO
“A Constituição de 1988 não erigiu a forma republicana de governo ao 
status de cláusula pétrea. Entretanto, o desrespeito ao princípio 
republicano pelos estados-membros ou pelo Distrito Federal constitui 
motivo ensejador de medida drástica: a intervenção federal” (PAULO; 
ALEXANDRINO, 2017, p. 88). Prevê o art. 34 da Constituição de 
República Federativa do Brasil de 1988 que:
Art. 34. A União não intervirá nos Estados nem no Distrito Federal, 
exceto para:
I - Manter a integridade nacional; II - Repelir invasão estrangeira ou de 
uma unidade da Federação em outra;
INTERVENÇÃO
III - Colocar termo diante de grave comprometimento da ordem 
pública; IV - Garantir o livre exercício de qualquer um dos Poderes nas 
unidades da Federação;
V - Reorganizar as finanças da unidade da Federação que:
a) suspender o pagamento da dívida fundada por mais de dois anos 
consecutivos, salvo motivo de força maior;
b) Deixar de entregar aos Municípios receitas tributárias fixadas nesta 
Constituição e dentro dos prazos estabelecidos em lei; VI - Prover a 
execução de lei federal, ordem ou decisão judicial; VII - Assegurar a 
observância dos seguintes princípios constitucionais:
INTERVENÇÃO
a) forma republicana, sistema representativo e regime democrático;
b) direitos da pessoa humana;
c) autonomia municipal;
d) prestação de contas da administração pública, direta e indireta.
e) aplicação do mínimo exigido da receita resultante de impostos 
estaduais, compreendida a proveniente de transferências na 
manutenção e desenvolvimento do ensino e nas ações e serviços 
públicos de saúde (BRASIL, 1988).
INTERVENÇÃO
Na intervenção tem-se uma diminuição provisória de autonomia de 
determinado Estado. Então, essa intervenção pode acontecer e é 
legítima. Temos como exemplo a intervenção em curso no Rio de 
Janeiro e, ainda, a que também acontece em Roraima.
A intervenção pode ser entendida também como uma medida 
excepcional que só pode ser realizada se pautada em preceito 
constitucional, eis que seus maiores fundamentos são a manutenção 
e a defesa da soberania do Estado Federal.
INTERVENÇÃO
A intervenção é realizada e oficializada por decreto presidencial: 
“Art. 84. Compete privativamente

Crie agora seu perfil grátis para visualizar sem restrições.