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6º ano (EF06HI19) Descrever e analisar os diferentes papéis sociais das mulheres no mundo antigo e nas sociedades medievais. A mulher na Grécia antiga Os atenienses associavam a esposa ideal às abelhas, já que ambas preparam o seu próprio alimento. Já os zangões, vivem no mesmo espaço, mas dependem delas para se alimentar. Segundo a maioria dos autores, as tarefas da esposa ateniense eram: cuidar da alimentação, armazenar os alimentos, gerenciar os trabalhos domésticos, fiar, tecer, entre outras. As esposas atenienses ficavam no interior do oikos, saindo apenas em ocasiões especiais como fazer compras pessoais e cumprir obrigações religiosas, mas sempre acompanhadas. Isso porém não valia para todos os grupos sociais, leia o trecho a seguir: A situação das mulheres atenienses pobres era um pouco diferente, pois essas necessitavam trabalhar fora do seu oikos, exercendo tarefas que são um prolongamento de suas atividades domésticas, tais como as de lavadeira e parteira, ou, ainda, vendedoras no mercado [...] A pólis dos atenienses privava as esposas da participação direta na vida política, bem como dos direitos civis, pois não eram autorizadas a conduzirem transações [...], como, por exemplo, compra e venda. [...] A condição jurídica da mulher a coloca sempre como dependente do homem: inicialmente seu pai, posteriormente seu esposo, seus filhos ou, na ausência destes, o parente masculino mais próximo. [...] LESSA, Fábio de Souza. Mulheres de Atenas: Mélissa – do Gineceu à Agorá. Rio de Janeiro: Mauad X, 2010; p. 56-58. A mulher na Roma antiga Os romanos chamavam de família tudo o que estava sobre o poder do pai de família e que dividiam em três grupos: os animais falantes, os semi-falantes e as coisas. Assim, o pai possuía mulher, filhos e escravos como animais falantes, vacas e cachorros como animais semi-falantes [...] casas e mobília como coisas. [...] O patriarca era chamado de pater famílias, “pai de família” [...]. Funari, Pedro Paulo. Grécia e Roma. São Paulo: Contexto, 2009. p. 98-99. As mulheres eram, em geral, elogiadas por serem bondosas, bonitas, boas costureiras, modestas, cuidadosas [...]. Funari, Pedro Paulo. Império e família em Roma. São Paulo: Atual, 2000. p. 15. Mas em Roma, a mãe de família gozava de maior liberdade do que na Grécia: participava dos jantares e acompanhava o marido às cerimônias e aos jogos. A matrona dirigia os trabalhos domésticos e, embora cercada de grande respeito, ao se tornar viúva passava para a tutela de seu filho mais velho ou do parente mais próximo do marido. Corassin, Maria Luiza. Sociedade e política na Roma antiga. São Paulo: Atual, 2001. p. 95. Matrona: mãe de família. A mulher na sociedade medieval O texto a seguir foi escrito por um medievalista brasileiro; leia-o com atenção. A sociedade medieval [...] nutriu um desprezo generalizado pelas mulheres. Sociedade masculina e guerreira, designava geralmente os dois sexos chamando-os de “o lado da espada” e “o lado da roca”. O instrumento, espada ou roca, indicava a função de quem o empregava. No lar e fora dele fiar e bordar eram atividades femininas. [...] Entretanto, não devemos pensar na mulher medieval como um grupo compacto oprimido pelos homens. [...] Não é possível alinhar, num mesmo plano, condessas e castelãs com servas e camponesas livres [...]. A opressão muitas vezes foi exercida pelas mulheres poderosas sobre as suas dependentes. [...] Os documentos [...] registram a participação feminina em inúmeros serviços. Ela plantava ervilhas, feijão, pescava, batia o trigo, ordenhava as vacas, tosquiava os carneiros, Apenas deixava de cultivar e lavrar a terra. [...] A mulher de condição servil, como o marido, desempenhava todas as tarefas mencionadas e algumas vezes podia ser obrigada a prestar serviços na casa do senhor. [...]. Macedo, José Rivair. A mulher na Idade Média. São Paulo: Contexto, 1990; pp. 25-28.