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Resumo 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Julho.2020 Gomes, E. 
Elsa Gomes, aluna integrante do quarto e último ano da licenciatura em Osteopatia na 
ESSCVP – Escola Superior de Saúde da Cruz Vermelha Portuguesa - Lisboa, no ano 
letivo 2019/2020, matriculada com o número 4503. Trabalho realizado no âmbito da 
Unidade Curricular Investigação em Osteopatia II, com acompanhamento e 
supervisão dos Exmos. Professores Doutores Silvia Gomes e João Silva. Email 
institucional para contacto: elsagomes4503@esscvp.eu 
Influência do diafragma nos distúrbios de ansiedade, a 
intervenção da Osteopatia: uma revisão sistemática integrativa 
Perturbações de ansiedade são dos distúrbios mais comuns entre as diversas patologias do 
foro mental. Caracteriza-se por uma dificuldade aparente do indivíduo ao nível do autocontrolo no 
que diz respeito a preocupações relacionadas com eventos dos mais diversos tipos ou origens, 
acompanhada sempre de sintomas como a ausência da capacidade de descanso, fadiga, défice de 
concentração, um sentimento de limite, um limiar de irritabilidade mais baixo e tensão muscular 
evidente. Este diagnóstico acarreta interferências significativas nas atividades do dia-a-dia, laborais e 
ocupacionais, e ainda, uma diminuição muito expressiva na qualidade de vida. Além disto, algumas 
condições clínicas são associadas às perturbações de ansiedade, tais como hiperventilação, 
hipertensão, síndromes dolorosas e ainda distúrbios cardiovasculares e gastrointestinais. Acredita-se 
que o controlo da frequência respiratória está intimamente associado a relaxamento e a uma 
diminuição dos níveis de stress, enquanto que, frequências respiratórias mais elevadas, têm vindo a 
ser associadas a quadros de ansiedade e disrupção emocional. O diafragma é de facto o músculo 
mais importante no ato de respirar e disfunções no diafragma estão intimamente ligadas a dispneia, 
e, em caso de dispneia, o diafragma apresenta um comportamento de acordo com a gravidade. 
Objetivo desta revisão foi, por um lado, esclarecer a relação entre disfunções no diafragma e 
a condição de hiperventilação associada ao distúrbio de ansiedade, e, por outro lado, estabelecer 
uma relação entre a intervenção terapêutica manual no diafragma e as consequências desta em 
pacientes com distúrbios de ansiedade. 
Métodos Para tal, foi feita uma pesquisa inicial, em bases de dados científicas (PubMed, IJOM 
e Scholar Google), com aplicação dos conceitos “ansiedade” E “diafragma” OU “respiração” OU 
“psicossomático” e “diafragma” E “disfunção” OU “relaxamento” OU “terapia”. Após a seleção dos 
artigos pesquisados foram sujeitos a revisão 36 artigos. 
Resultados: Este estudo permitiu concluir que existe uma relação bidirecional entre ansiedade 
e hiperventilação e uma relação estreita entre a segunda e o status do diafragma. Conclusão: Assim, 
após esta revisão, parece ser sugestivo que as técnicas que incidem sobre o relaxamento, 
fortalecimento e melhoria da performance do diafragma, inclusivamente técnicas osteopáticas, podem 
trazer benefícios a pacientes com disfunção respiratória, em especial, os que sofrem de distúrbios de 
ansiedade. 
 
PALAVRAS-CHAVE: Ansiedade; respiração; hiperventilação; diafragma; tratamento; manipulação. 
 
 Gomes, E. | Relação entre ansiedade e disfunção do diafragma: uma revisão integrativa | 2020 
 
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Abstract 
Anxiety disorders are among the most common disorders among the various mental pathologies. It is 
characterized by an apparent difficulty of the individual in terms of self-control with regard to concerns related 
to events of the most diverse types or origins, always accompanied by symptoms such as the absence of the 
ability to rest, fatigue, lack of concentration, a feeling of limit, lower threshold of irritability and obvious muscle 
tension. This diagnosis leads to significant interference in day-to-day activities, work and occupational, and 
also a very significant decrease in quality of life. In addition, some clinical conditions are associated with anxiety 
disorders such as hyperventilation, hypertension, painful syndromes and also cardiovascular and 
gastrointestinal disorders. It is believed that respiratory rate control is closely associated with relaxation and a 
decrease in stress levels, while higher respiratory rates have been associated with anxiety and emotional 
disruption. The diaphragm is in fact the most important muscle in the act of breathing and diaphragm 
dysfunctions are closely linked to dyspnea, and in the case of dyspnea, the diaphragm behaves according to 
gravity. 
Aim: The purpose of this review was, on one hand, to clarify the relationship between diaphragm 
dysfunction and the hyperventilation condition associated with anxiety disorder, and, on the other hand, to 
establish a relationship between manual therapeutic intervention in the diaphragm and its consequences in 
patients with anxiety disorders. 
Methods: For this, an initial search was made in scientific databases (PubMed, IJOM and Scholar 
Google), applying the concepts "anxiety" AND "diaphragm" OR "breathing" OR "psychosomatic" AND 
"diaphragm" OR "dysfunction" OR "relaxation" OR "therapy". After the selection of the researched articles, 36 
articles were reviewed. 
Results: This study concluded that there is a two-way relationship between anxiety and hyperventilation 
and a close relationship between the second and the diaphragm status. Conclusion: Thus, after this review, it 
seems to be suggestive that techniques that focus on relaxing, strengthening and improving diaphragm 
performance, including osteopathic techniques, may bring benefits to patients with respiratory dysfunction, 
especially those suffering from anxiety disorders. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Gomes, E. | Relação entre ansiedade e disfunção do diafragma: uma revisão integrativa | 2020 
 
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Introdução 
Perturbações de ansiedade e os problemas consequentes associados são dos distúrbios mais comuns 
entre as diversas patologias do foro mental. [1,2,5] A prevalência desta patologia, a nível mundial, é 
superior a 3%, chegando a ser maior que os distúrbios mentais associados ao consumo ilícito de 
substâncias [1,3]. Entre o ano de 2005 e 2015, verificou-se um aumento de 14.9% de casos a nível 
global, tendo-se terminado este período com 264 milhões de indivíduos diagnosticados com 
distúrbios de ansiedade [3]. De entre as patologias de âmbito psiquiátrico, apresenta uma 
prevalência superior a 31%, afetando aproximadamente 3% das crianças e 10.8% dos adolescentes. 
Verifica-se maior prevalência em adultos não jovens [1], no entanto existe um padrão de decréscimo 
destes números entre a população mais idosa [3]. A idade de aparecimento dos sintomas é 
extremamente variável, apresentando uma amplitude que resume praticamente toda a vida (figura1) 
[3]. 
figura 1 
 
 
 
 
 
Estima-se que exista uma contribuição genética entre os em 30% a 50% dos casos, sendo que os 
fatores ambientais têm um papel importantíssimo no desenvolvimento deste quadro em ambas as 
etiologias base, inclusive in útero [6]. Infelizmente, é uma condição crónica [6], sub-diagnosticada e 
sub-tratada, devido, em muito, à moldura repressiva [20], no que trata a distúrbios mentais, que existe 
na sociedade em geral, mesmo a nível global, e, ainda assim, é-lhe atribuído o sexto lugar no ranking 
de patologias que não conduzem, per si, a morte do indivíduo, embora causadoras de perda de saúde, 
em todas as regiões da OMS (Organização Mundial de Saúde). Associa-se mais frequentemente à raça 
caucasiana e ao sexo feminino, sendo que este apresenta aproximadamente prevalências superiores 
em duas a três vezes quando comparado com o sexo oposto [1,3]. Caracteriza-se por uma dificuldade 
 Gomes, E. | Relação entre ansiedade e disfunção do diafragma: uma revisão integrativa | 2020 
 
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aparente do indivíduo ao nível do autocontrolono que diz respeito a preocupações relacionadas com 
eventos dos mais diversos tipos ou origens, ocorridos imediatamente antes do episódio de crise até 
um período de seis meses, acompanhada sempre de sintomas como a ausência da capacidade de 
descanso com disfunção do ritmo circadiano, fadiga, défice de concentração, um sentimento de limite, 
um limiar de irritabilidade mais baixo e tensão muscular evidente [1,3,5]. Este diagnóstico acarreta 
interferências significativas nas atividades do dia-a-dia, e por isso na autonomia dos indivíduos, nas 
atividades laborais e ocupacionais e ainda uma diminuição muito expressiva na qualidade de vida que 
reportam. Além disto, algumas condições clínicas são associadas às perturbações de ansiedade, tais 
como hiperventilação, hipertensão, síndromes dolorosas e ainda distúrbios cardiovasculares e 
gastrointestinais [1,20], como boca seca, alterações do transito intestinal e náuseas [6]. No que diz 
respeito à fisiopatologia desta doença, sabe-se que, os distúrbios de ansiedade são resultado da 
atividade anormal, muitas das vezes, exacerbada, proveniente de uma rede complexa de conexões 
neuronais. Existem bases que parecem ser comuns a todos os indivíduos com distúrbios de ansiedade, 
como por exemplo, alterações, especialmente no hemisfério direito [7], ao nível das amígdalas [4,7] 
- grupos de neurónios que, juntos, formam uma massa esferoide de substância cinzenta com cerca de 
três centímetros de diâmetro, encontrada nas porções temporais de ambos os hemisférios cerebrais, 
integrando o sistema límbico, são um importante centro regulador do comportamento e, por isso, das 
respostas emocionais dadas e da reatividade a estímulos relevantes [4,6]. Mas, não só a amígdala tem 
vindo a ser implicada nos quadros de distúrbios de ansiedade, estudos demonstram que existem 
alterações significativas ao nível do córtex cingulado anterior [5,6,7] - parte anterior do córtex 
cingulado que desempenha um papel importante em várias funções autónomas do organismo, tais 
como a regulação da pressão arterial, frequência cardíaca e frequência respiratória. A elevação da 
frequência cardíaca e aumento da sudorese, relacionados intrinsecamente com o aumento atividade 
simpática e consequente alteração da produção hormonal ao nível do eixo hipofisário são, por isso, 
alterações reconhecidas, bem como o aumento da frequência respiratória [4,5,6]. Ou seja, uma 
disrupção da coordenação da atividade cerebral tem vindo a ser mencionada como essencial para a 
ocorrência destes distúrbios [6,7]. Acredita-se, que o controlo da frequência respiratória está 
intimamente associado a relaxamento e a uma diminuição dos níveis de stress, enquanto que 
frequências respiratórias mais elevadas têm vindo a ser associadas a quadros de ansiedade e disrupção 
emocional [8]. Conhecida a relação da ansiedade com o aumento da frequência respiratória, em 
particular com a diminuição do volume corrente em cada ciclo respiratório, torna-se pertinente um 
esclarecimento sobre os mecanismos de controlo respiratórios e a sua associação aos distúrbios de 
ansiedade. A respiração no ser humano pressupõe a ventilação, a difusão e a hematose alveolar. Para 
além de outras funções importantes, o sistema respiratório apresenta-se apto para as trocas gasosas 
 Gomes, E. | Relação entre ansiedade e disfunção do diafragma: uma revisão integrativa | 2020 
 
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necessárias à oxigenação normal do organismo por completo e à regulação do Ph sanguíneo com o 
aumento ou redução da frequência respiratória. Estes mecanismos são viáveis graças à existência de 
recetores periféricos, mas, também centrais. Estes últimos têm localização em neurónios bulbares que 
estimulam diretamente os músculos da respiração. Apesar da localização dos neurónios bulbares que 
intervêm diretamente nos atos de inspirar e expirar ser conhecida, a localização daqueles que são 
responsáveis por controlar o ritmo da respiração ainda não o é. No entanto sabe-se que a 
hiperventilação pode ser induzida, com referência ao sistema límbico [8,9], através de emoções fortes 
e suspiros de choro [9] – ações associadas a crises de ansiedade. Os músculos estimulados são, ao 
nível da inspiração, os intercostais externos, o pequeno peitoral, os escalenos e o diafragma; e ao nível 
da expiração, os músculos da parede 
abdominal e intercostais internos [9]. O diafragma é de facto o músculo principal envolvido no ato de 
respirar [9,10,12,20,27], para além de separar anatomicamente as cavidades torácica e abdominal [10] 
(figura 2). Apresenta-se com a forma de dupla cúpula [9,10,11,13], sendo que a direita é ligeiramente 
menos abaulada que a esquerda, devido à presença do fígado [11,13]. Assim, durante a inspiração, a 
cúpula esquerda atinge o quinto espaço intercostal e a direita a quinta costela. No que diz respeito à 
irrigação sanguínea, esta é feita por ramos diretos da artéria aorta e da torácica interna, enquanto que 
a drenagem é feita à através dos ramos diretos da veia frénica superior que drena posteriormente na 
veia 
cava 
inferior [11,13]. Relativamente à inervação, a motora e a sensitiva central é feita através dos nervos 
frénicos (C3-C5) e a sensitiva periférica é feita pelos nervos intercostais (T5-T11) e pelos subcostais 
figura 2
1 
 
 Gomes, E. | Relação entre ansiedade e disfunção do diafragma: uma revisão integrativa | 2020 
 
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(T12) [11,13,20]. O topo das cúpulas é constituído por uma zona plana de tecido conjuntivo chamada 
de centro frénico. O centro frénico baixa durante a inspiração graças à contração do diafragma, atuando 
de forma contrária ao longo da expiração [9,13]. Este abaixamento central do diafragma só é possível, 
graças ao facto das suas porções periféricas estarem fixadas à margem inferior da caixa torácica e às 
vertebras lombares superiores. Os pilares do diafragma são feixes musculotendíneos que se originam 
das faces anteriores dos corpos das três vértebras lombares superiores, do ligamento longitudinal 
anterior e dos discos intervertebrais. O pilar direito, maior e mais longo e o pilar esquerdo, ligam-se 
ambos ao ligamento arqueado mediano fibroso para formar o hiato aórtico. O diafragma está também 
fixado, de cada lado, pelo ligamento arqueado medial – espessamento da fáscia que recobre o músculo 
psoas maior, estendendo-se entre os corpos das vértebras lombares e a extremidade do processo 
transverso de L1 - e o ligamento arqueado lateral – ligamento que cobre o músculo quadrado do 
lombo, continuando do processo transverso de L12 até à extremidade da 12ª costela [13]. O diafragma 
alcança o nível superior máximo quando a pessoa está em decúbito dorsal, tendo a parte superior do 
corpo mais baixa que a inferior – posição de Trendelenburg. Ao contrário, atinge o limite máximo 
inferior quando a pessoa está sentada ou de pé [13]. Existem diferenças no processo fisiológico da 
respiração quando comparadas situações de repouso e quotidianas comuns, com situações de esforço 
respiratório [9,20]. A contração da musculatura envolvida, inclusive do diafragma, é muito mais 
acentuada durante situações de esforço, logo há uma necessidade mais precoce de relaxar, encurtando 
o ciclo respiratório, entrando em hiperventilação [9,20]. Torna-se por isso importante reconhecer as 
disfunções do diafragma. Estas podem ocorrer por fraqueza, paralisia ou outras [11]. Disfunções por 
fraqueza ou paralisia são associadas normalmente a atrofia muscular, tipicamente envolvem elevações 
completas de uma ou ambas as hemicúpulas [11,12]. Por regra, estes são achados incidentais na 
prática clínica, sendo raros os casos em que os pacientes apresentam já dispneia ou ortopneia. 
Contudo, exames que permitissem a avaliação da capacidade de expansão da caixa torácica 
apresentariam alterações consistentes com o achado. De entre as causas mais comuns de disfunção do 
diafragma encontram-se possíveis alterações aonível do nervo frénico. Ambas as condições podem 
ser temporárias ou permanentes, consoante a etiologia e o tratamento aplicado [11]. Em resumo, 
disfunções no diafragma estão intimamente associadas a dispneia [9,10,11,12,13], e, em caso de 
dispneia, o diafragma trabalha a favor da gravidade [13]. 
 
 
 
 
 Gomes, E. | Relação entre ansiedade e disfunção do diafragma: uma revisão integrativa | 2020 
 
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Métodos 
Esta revisão baseou-se na pesquisa de artigos científicos e outros documentos tais como teses, relatos 
de caso, guidelines e NOC’s, com recurso a bases de dados de pesquisa científica (PubMed, IJOM e 
Scholar Google) e, posteriormente, recorrendo a referências cruzadas, restringindo-se a pesquisa aos 
seguintes conceitos: “ansiedade” E “diafragma” OU “respiração” OU “psicossomático” e “diafragma” E 
“manipulação” OU “relaxamento” OU “terapia”.. Os critérios de elegibilidade aplicados foram: textos 
completos e publicados em língua inglesa e portuguesa. Não foi aplicada uma restrição especifica à 
amplitude temporal para as publicações elegidas, no entanto, foram selecionados artigos mais recentes 
em detrimento dos mais antigos, quando apresentavam conteúdo sobreponível. Assim, os artigos que 
foram revistos viram-se publicados entre 1994 e 2020. A seleção dos artigos, a partir do momento 
imediatamente após a pesquisa inicial, seguiu a orientação discriminada no PRISMA apresentado (figura 
3). 
figura 3 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Gomes, E. | Relação entre ansiedade e disfunção do diafragma: uma revisão integrativa | 2020 
 
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Resultados 
Após seleção criteriosa, foram revistos 36 artigos (tabela 1). Destes, 10 designados como revisões e 
apenas uma dessas era sistemática; 10 estudos prospetivos, dos quais apenas 4 eram randomizados 
e apenas dois tinham grupo de controlo com recurso a placebo. Um deles era um estudo de caso. As 
amostras destes, em específico, variaram entre n=1 e n=80. Para além dos mencionados foram revistos 
um estudo transversal analítico, dois estudos observacionais e um estudo quase-experimental de 
análise qualitativa. A integração das informações recolhidas e síntese das mesmas encontra-se descrita 
na secção “discussão”. 
 
AUTORES 
ANO DE 
PUBLICAÇÃO 
 
 
TÍTULO DO DOCUMENTO 
 
TIPO DE ESTUDO 
 
AMOSTRA 
 
CONCLUSÕES 
 
INFORMAÇÕES 
Kerr GA. et al14 
2001 
Feldenkraiss Awareness Through 
Movement and state anxiety 
Estudo prospetivo 
(n=45) 
O estudo conclui que a terapia baseada no método de 
Feldenkrais é benéfica na redução dos sintomas associados 
aos distúrbios de ansiedade. 
Sardinha A. et 
al15 
2009 
Manifestações respiratórias do 
transtorno de pânico: causas, 
consequências e implicações 
terapêuticas 
Revisão “Há muitas evidências de que, durante crises de ansiedade 
agudas, a estimulação respiratória é um evento comum em 
pacientes com tal diagnóstico.” 
Lima PAL. Et 
al16 
2011 
Alterações biomecânicas em 
portadores de doença pulmonar 
obstrutiva crônica 
Revisão Doentes com patologia respiratória apresentam alterações 
significativas da caixa torácica, inclusive a nível muscular. 
Sarro KJ. et al17 
2005 
Análise cinemática dos padrões de 
movimentação da caixa torácica de 
nadadores durante a respiração 
Estudo prospetivo 
(n=23) 
Os atletas de alta competição, em comparação com os não-
atletas apresentam padrões respiratórios otimizados em 
situações de esforço. 
Andrade JD. et 
al18 
2016 
Uso da ultrassonografia do 
diafragma na avaliação da 
hiperinsuflação dinâmica no 
portador da doença pulmonar 
obstrutiva crônica 
Estudo transversal 
analítico 
(n=135) 
Os doentes com doença pulmonar de base apresentam menor 
capacidade de expansão da caixa torácica, com menor 
mobilidade ao nível do diafragma. 
Ribeiro JBS. et 
al19 
2015 
Medidas das pressões do esfíncter 
esofágico inferior por manobras 
inspiratórias padronizadas 
Estudo observacional 
(n=8) 
Pacientes com DRGE apresentam menores pressões do EEI, 
relacionadas diretamente com o diafragma e o processo 
inspiratório. O treino desta musculatura pode conduzir à 
normalização das pressões e permitir uma melhoria dos 
pacientes. 
Veronese L. et 
al20 
2008 
O bloqueio respiratório e as suas 
consequências sobre a saúde 
emocional 
Monografia Existe uma associação direta entre o diafragma e distúrbios de 
ansiedade, por meio da interferência deste musculo na 
respiração. 
Guyon AJAA. et 
al21 
2020 
Respiratory Variability, Sighing, 
Anxiety, and Breathing Symptoms in 
Low- and High-Anxious Music 
Students Before and After 
Performing 
Estudo observacional 
(n=65) 
Foi comprovado, para a amostra testada, uma correlação 
positiva e de proporcionalidade direta entre diferentes níveis 
de stress (pré-atuação e pós-atuação) e sintomas 
respiratórios, entre eles a respiração superficial. 
Gilbert C. et 
al22 
2020 
Emotional sources of dysfunctional 
breathing 
Revisão Problemas do foro afetivo, mais e menos graves, promovem 
alterações ao nível da respiração, entre elas, a mais comum, 
hiperventilação. 
Zaccaro A. et 
al23 
2018 
How Breath-Control Can Change 
Your Life: A Systematic Review on 
Psycho-Physiological Correlates of 
Slow Breathing 
Revisão sistemática O autocontrolo da respiração no sentido de manter 
frequências respiratórias baixas teve resultados positivos ao 
nível do estado mental dos indivíduos e do seu bem estar 
geral. 
 Gomes, E. | Relação entre ansiedade e disfunção do diafragma: uma revisão integrativa | 2020 
 
Página 9 de 15 
 
Santana PV. 
et al24 
2018 
Músculos respiratórios na 
DPOC: atenção para o 
diafragma 
Revisão A musculatura diafragmática apresenta disfunções 
associadas a diminuição da capacidade de controlo 
respiratório em doentes com patologia pulmonar, 
piorando o seu prognostico e qualidade de vida em 
comparação com aqueles que apresentam o mesmo 
diagnóstico clínico sem disfunção do diafragma. 
Hagman C. et 
al25 
2011 
Breathing retraining - A five-year 
follow-up of patients with 
dysfunctional breathing 
Estudo prospetivo 
(n=50) 
A abordagem fisioterapêutica ao nível do diafragma mostrou-
se benéfica em doentes com disfunção respiratória e sem 
doença pulmonar de base. 
Courtney R. et 
al27 
2009 
The functions of breathing and its 
dysfunctions and their relationship 
to breathing therapy 
Revisão Uma abordagem terapêutica focada na respiração e no seu 
ritmo tem potencialidades para se mostrar eficaz no 
tratamento de pacientes quer com ansiedade, quer com 
outras condições que impliquem disfunção do ritmo normal 
respiratório. 
Vidotto LS. et 
al26 
2018 
Stop Thinking! I Can't! Do 
Attentional Mechanisms Underlie 
Primary Dysfunctional Breathing? 
Revisão Existe uma entidade denominada disfunção respiratória 
primária que pode ser entendida como a base de uma 
percentagem significativa de casos de distúrbios de ansiedade. 
Zeni TC. et al28 
2009 
O relaxamento respiratório no 
manejo do craving e dos sintomas 
de ansiedade em dependentes de 
crack 
Estudo quase-
experimental de 
análise quantitativa 
(n=32) 
Os resultados desta pesquisa demonstraram uma melhoria 
significativa, ao nível de todas as variáveis em estudo, pelo 
relaxamento respiratório em indivíduos sujeitos a distúrbios de 
ansiedade associados ao abuso de substâncias. 
Taylor AG. et 
al29 
2010 
Top-down and bottom-up 
mechanisms in mind-body medicine: 
development of an integrative 
framework for psychophysiological 
research 
Revisão As terapias que se focam no bem-estar geral de corpo e 
mente, mostraram-se benéficas no tratamento de distúrbios de 
ansiedade, diminuindo os sintomas acompanhantes, entre 
eles, disfunção do ritmo respiratório. 
Barreto PH. et 
al30 
2019 
Treinamento muscular 
inspiratório em pacientes com 
doença do refluxo 
gastroesofágico 
Estudo prospetivo 
randomizado(n=32) 
O treino da musculatura inspiratória, reduziu os sintomas da 
doença do refluxo gastroesofágico, aumentou 
significativamente a PImáx e observou-se aumento significativo 
da Pressão Intraesofágica. 
Monnerat CE. 
et al31 
2013 
Agulhamento do músculo diafragma 
e alterações do padrão respiratório: 
revisão bibliográfica 
Revisão Medidas de relaxamento e reeducação diafragmática, no caso 
com recurso a técnicas de acupuntura, permitem a melhoria de 
sintomas de disfunção respiratória por auxiliarem no uso 
correto da musculatura implicada. 
Tweeddale PM. 
et al32 
1994 
Breathing retraining: Effect on 
anxiety and depression scores in 
behavioural breathlessness 
Estudo prospetivo 
(n=36) 
Pacientes com distúrbios de ansiedade beneficiaram do treino 
da musculatura da inspiração. 
Marizeiro DF. 
et al33 
2018 
Immediate effects of diaphragmatic 
myofascial release on the physical 
and functional outcomes in 
sedentary women: A randomized 
placebo-controlled trial 
Estudo controlado, 
randomizado com 
placebo 
(n=75) 
A aplicação de técnicas manuais sobre o diafragma 
mostraram-se benéficas para o aumento da mobilidade e 
flexibilidade da caixa torácica. 
Meuret AE. et 
al34 
2004 
Respiratory Feedback for Treating 
Panic Disorder 
Estudo de caso 
(n=1) 
O treino da respiração e consciencialização da mesma no 
paciente mostraram benefícios na abordagem e tratamento 
dos distúrbios de ansiedade que apresentava. 
Macías EL. et 
al35 
Effects of manual therapy on the 
diaphragm in asthmatic patients: A 
randomized pilot study 
Estudo piloto 
randomizado 
(n=43) 
O tratamento manual ao nível do diafragma mostrou-se eficaz 
na redução dos sintomas associados à asma, por melhorar a 
capacidade respiratória. 
González-
Álvarez FJ. et 
al36 
Effects of a diaphragm stretching 
technique on pulmonary function in 
healthy participants: A randomized-
controlled trial 
Estudo controlado, 
randomizado com 
placebo 
(n=80) 
O estudo foi capaz de demonstrar que a técnica osteopática 
denominada diaphragm stretching foi eficaz no aumento da 
pressão inspiratória máxima e ainda na melhoria da função 
pulmonar. 
 
tabela 1 
 Gomes, E. | Relação entre ansiedade e disfunção do diafragma: uma revisão integrativa | 2020 
 
Página 10 de 15 
 
Discussão 
Os distúrbios de ansiedade em geral, e particularmente as crises agudas que estes pacientes 
apresentam, estão de facto associados a episódios recorrentes de hiperventilação. Chega a usar-se a 
terminologia de síndroma de hiperventilação (figura 4 34) [15,26,34]. Este tem por base múltiplas e 
complexas interações entre distúrbios orgânicos, 
respiratórios, psiquiátricos e fisiológicos. Assim, 
qualquer transtorno psiquiátrico, tal como os 
distúrbios de ansiedade, podem ser associados 
a esta síndrome, bem como a outros padrões 
respiratórios anormais. Existe por isso uma 
relação bidirecional entre estas duas entidades 
[15,29], confirmada pelo facto de indivíduos 
com hiperventilação idiopática terem scores 
mais altos em escalas de ansiedade e depressão 
do que indivíduos saudáveis. A hiperventilação 
pode, por isso, ser entendida como causa, 
consequência e sintoma acompanhante dos 
distúrbios de ansiedade. A hiperventilação 
aguda pode gerar anestesia, parestesia, ataxia, 
tremor, zumbido, extremidades frias, hiperidrose palmar, tonturas, perda de consciência, perturbações 
visuais, dores de cabeça e dores no peito. Sinais e sintomas claramente partilhados por pacientes com 
distúrbios de ansiedade. A hipótese mais aceite para explicar a sobreposição entre os sintomas da 
hiperventilação aguda e os dos transtornos associados à ansiedade baseia-se no facto de que pacientes 
com tal diagnóstico sofrem igualmente de episódios crônicos de hiperventilação, nos quais tendem a 
apresentar alcalose hipocápnica causada por hiperventilação aguda, e esta induzida por stress, o que 
gera os momentos críticos que relacionamos às crises agudas e espontâneas. Este estreito 
relacionamento impele os pacientes numa cascata difícil de interromper. Quando aumentam a 
frequência respiratória, diminuem fisiologicamente o CO2 presente no organismo – hipocapnia – o que 
gera sintomas como tonturas, parestesias, náuseas entre outros. Estes sintomas tendem a ser 
interpretados pelo paciente de forma discordante com o facto de a base ser apenas a hiperventilação 
forçada, levando-os a aumentar a sensação de medo e de limite, provocando, de forma inconsciente, 
um aumento ainda maior da frequência respiratória. Isto acontece até em pacientes com doença 
pulmonar de base. Para além do facto de que estes apresentam valores mais elevados de stress e maior 
figura 3 
 
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probabilidade de desenvolver distúrbios de ansiedade, é verdade também que isso se prende com o 
facto de, em momentos de crise, terem uma perceção disruptiva do controlo que têm sobre a doença, 
levando-os a sentirem medo e ansiedade e consequentemente agirem em conformidade, aumentando 
igualmente a frequência respiratória [15]. Em patologias crónicas pulmonares, como a DPOC (Doença 
Pulmonar Obstrutiva Crónica), documenta-se uma deterioração da musculatura envolvida no processo 
respiratório há medida que as crises normais à doença se vão estabelecendo. Durante uma crise, a 
inspiração torna-se rápida e superficial e a expiração encurtada, aumentando o volume residual de ar 
nos pulmões a cada ciclo respiratório, impossibilitando assim a saída eficaz do ar, causando a 
hiperinsuflação pulmonar. Regista-se o rebaixamento das hemicúpulas diafragmáticas resultando numa 
diminuição da pressão abdominal e, consequentemente, numa menor capacidade de expansão da caixa 
torácica, levando isto a uma evidente diminuição da mobilidade costal. Este processo resulta no 
encurtamento dos músculos ventilatórios, consistindo numa desvantagem mecânica para a capacidade 
de resposta às necessidades respiratórias. O tórax bloqueado, em inspiração, promove uma tensão 
excessiva e permanente das ligações musculares aponevróticas - tórax em tonel. A coluna cervical 
apresenta-se em retificação superior, ou seja, verifica-se uma ligeira flexão anterior da cabeça sobre a 
primeira vértebra cervical, de C1 sobre C2 e desta sobre C3. As regiões dorsal e lombar apresentam-
se em lordose, devido a contração excessiva causada pelo pilar do diafragma. Essas alterações 
promovem encurtamentos e deficiências da musculatura respiratória principal, sendo necessário que 
entrem em ação bilateral os músculos acessórios - trapézio, peitoral, esternocleidomastóideu e 
escalenos - caracterizando a respiração torácica superior com grande consumo de energia e aumento 
da tensão muscular [16,27]. Existe por isso uma marcada diminuição da mobilidade diafragmática 
nestes casos [16,18,24]. Esta disfunção prende-se com a perceção de dispneia, obstrução de vias 
aéreas, hiperinsuflação pulmonar, capacidade ventilatória, mas, não foi associada a atividades físicas, 
ou mais exigentes para o aparelho respiratório, quotidianas [24]. Outras patologias que dependem da 
pressão da caixa torácica durante o ato de inspirar, como a DRGE (Doença do Refluxo Gastro-Esofágico) 
parecem também beneficiar de um status otimizado do diafragma e de tratamentos com esse objetivo, 
uma vez que promovem um aumento dessa mesma pressão [19,30]. Por oposição, é notória a 
mobilidade deste músculo, bem como a otimização da sua performance, quando observamos atletas 
de alta competição, sendo estes capazes de otimizar a respiração mesmo em situações de esforço 
extremo [17]. Em suma, existe objetivamente uma relação estreita entre fraqueza muscular inspiratória 
e dispneia [24]. Indivíduos que apresentam stress emocional, por se apresentarem sob tensão 
emocional constante, alteram o seu padrão respiratório de costo-diafragmático para costal, causando 
disfunções muscularese cervicalgia por aumento da tensão nos músculos acessórios da respiração 
[31]. Tal tese torna-se muito mais credível quando terapias com base comportamental e física, no 
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âmbito do relaxamento muscular, se mostram eficazes no tratamento de distúrbio de ansiedade, 
diminuindo a frequência das hiperventilações, ajudando assim a controlar o aparecimento das crises 
[14,29,31,32,34]. É exemplo a terapia baseada no movimento que é denominado por Feldenkraiss 
Method. Segundo Kerr GA. Et al, movimentos repetidos perpetuados no tempo levam ao 
desenvolvimento de lesões musculares que podem condicionar o aparecimento de outras patologias, 
tais como distúrbios de ansiedade. Afirmam que este tratamento, com foco no autoconhecimento do 
corpo e movimento adequado mostrou-se eficaz na redução de estados de ansiedade [14]. “Segurar a 
respiração é o melhor meio de controlar os sentimentos (…) e impede de exprimir as emoções naturais” 
[20]. Sendo o bloqueio do controlo sobre a respiração inconsciente e embalado pelo medo e angústia, 
perigo ou punição, o aparecimento de condições extrapulmonares é expectável, associado 
precisamente a distúrbios de ansiedade e síndromes de hiperventilação. Quando surge a ansiedade, 
quer por um evento adverso, quer por meio da sua recordação por acesso a um estímulo sensorial que 
conecte os quadros – teoria de Pavlov - [22], existe contração muscular, por defesa [20]. Inclusivamente, 
estudos demonstram que atuações em público, quer no período pré-atuação quer no pós-atuação, os 
níveis de ansiedade estão mais elevados do que a linha de base normal para os mesmos indivíduos, 
mas, que os padrões respiratórios anormais acompanham lado a lado estes aumentos [21,34]. “Pode-
se então perceber que o trigger se dá com a própria respiração, porém, com a consciência da mesma” 
[20,23,27]. Isto verifica-se de tal forma que, estudos indicam correlação estabelecida de nível biológico 
e fisiológico, ao nível da interação dos sistemas límbicos e SNC (sistema nervoso central), capaz de 
comandar os movimentos autónomos, tais como a respiração não consciente [23]. Assim faz sentido 
que qualquer terapia baseada no relaxamento e treino diafragmático, com baixas frequências 
respiratórias, possa ter influência sobre crises de ansiedade [20]. Estudos com pacientes sem doença 
pulmonar de base, que apresentavam sintomas de disfunção respiratória, sujeitos a tratamentos 
fisioterapêuticos, com o objetivo de promover uma respiração centrada no diafragma, em diversas 
posições, sugerem que estes evoluíram no sentido da diminuição dos níveis de stress e ansiedade e 
do aumento da capacidade adaptativa ao nível do sistema respiratório para atividades quotidianas e 
até mesmo de exercício físico intenso [25]. Tendo-se assim verificado uma melhoria na qualidade de 
vida destes pacientes, e, paralelamente, uma diminuição do número de visitas a serviços de urgência 
[25]. Mais longe foram Zeni TC. et al ao demonstrarem que esta abordagem se mostrou eficiente em 
pacientes com distúrbios de ansiedade associados ao abuso de substâncias [28]. O território coberto 
por terapias respiratórias é grande, abrangendo áreas como a psicologia, a fisiologia, a espiritualidade 
e a biomecânica. E, a aprovação das técnicas descritas dirigidas ao melhoramento do desempenho 
diafragmático, também levou a que alguns estudos, com base em técnicas osteopáticas, com o mesmo 
propósito, fossem realizados. Também a osteopatia afirma que se a respiração com altas frequências 
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for estimulada por períodos prolongados, o diafragma e os músculos acessórios da respiração podem 
tornar-se cronicamente hipertónicos. O estado de vigilância, provocado por processos mentais e 
emocionais, contribui para a carga alostática e afeta a capacidade do corpo de manter a sua 
estabilidade e resposta à mudança. A respiração que responde a sentimentos e pensamentos, em vez 
de pistas metabólicas de quimiorrecetores, pode não estar alinhada com as necessidades físicas reais 
do corpo ou as suas necessidades metabólicas. Uma função fundamental de sobrevivência do aumento 
da unidade respiratória é preparar o corpo para a luta ou fuga. No sentido do restabelecimento da 
homeostasia, técnicas osteopáticas, como o stretching ao nível do diafragma (figura 5), foram estudadas. 
No que diz respeito ao aumento da flexibilidade do diafragma e da mobilidade da própria caixa torácica, 
estas técnicas mostraram-se benéficas e eficazes na redução dos sintomas associados a distúrbios de 
ansiedade [33,36]. Estes resultados foram inclusivamente estendidos para pacientes com diagnóstico 
prévio de asma [35]. 
 
 
 figura 5 
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Conclusão 
Este estudo permitiu concluir que existe uma relação bidirecional, forte, entre distúrbios de ansiedade 
e o síndrome de hiperventilação, sendo que este último, pode ser visto como uma causa, uma 
consequência, ou, ainda, um mero sintoma acompanhante. Permitiu afirmar igualmente a existência de 
uma relação estreita entre disfunção respiratória, em particular, elevada, e o status do diafragma. Assim, 
após esta revisão, parece ser sugestivo que qualquer técnica que incida sobre o relaxamento, 
fortalecimento e melhoria da performance deste músculo, inclusive técnicas osteopáticas, podem trazer 
benefícios a pacientes com disfunção respiratória, em especial, aqueles que sofram de distúrbios de 
ansiedade. 
 
 
 
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