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Olá! Seja bem-vindo(a) à disciplina Ética e Relações Humanas no Trabalho! 
 
Convidamos você para mergulhar em um conteúdo que nos levará a formular 
muito mais perguntas do que respostas. Esta disciplina pretende despertar sua 
curiosidade, sua vontade de conhecer mais, sua necessidade de compreender 
melhor. 
Se você estiver se perguntando: “Como vou aprender mais se eu não chegar 
às respostas corretas?”, nós vamos argumentar: muitas vezes, criar as 
melhores perguntas nos faz aprender mais do que simplesmente ler respostas 
preestabelecidas. 
E então, está disposto(a) a aceitar este desafio? Vamos embarcar juntos nesta 
viagem pelas questões da ética? Vamos lá! 
Para começarmos, vamos lançar a seguinte questão: Será que existe um 
conceito universal sobre ética? 
Na verdade, a ética habita nosso cotidiano. Não há como escaparmos deste 
assunto. A ética nasce de uma realidade social. O autor Serrano (2009, p. 16) 
cita Hans Kelsen para explicar que a ética é resultado de construções racionais 
que geram princípios, normas e regras, tanto gerais como particulares, 
construções que têm como função servir de base para se justificar 
determinadas atitudes. 
 
 
 
 
© 2014 Anhanguera Educacional. Proibida a reprodução final ou parcial por qualquer meio de 
Como citar este material: 
FREGNI, Carla P. Ética e Relações Humanas no Trabalho: Pensando sobre Ética. 
Caderno de Atividades. Valinhos: Anhanguera Educacional, 2015. 
Nome 
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Quando pesquisamos a origem da palavra ética, descobrimos que é grega, 
vinda do termo ethos, que significa bom costume/boa conduta. Esse termo 
acabou evoluindo para o termo, em português, conhecido por ética. 
 
 
 
 
Da Antiguidade à Contemporaneidade 
 
Da Antiguidade para nossa Contemporaneidade, o significado de ética 
percorreu e, ainda percorre, uma longa trajetória, alimentando acaloradas 
discussões entre filósofos, políticos, empresários, professores e todos os tipos 
de estudiosos. 
Para nos ajudar a compreender os caminhos pelos quais o conceito de ética 
ainda percorre, vamos nos embasar nas explicações dadas pelo Prof. Clóvis de 
Barros Filho durante uma aula aberta sobre ética em dezembro de 2013. 
 
 
 
Saiba Mais! 
 
Discutir Ética – Aula aberta com o professor e filósofo Clóvis de 
Barros Filho 
Nesta aula, o Prof. Clóvis de Barros Filho fala aos alunos grevistas da ECA. A 
discussão gira em torno do caráter dialético da ética, isto é, da necessidade 
de conversarmos e, juntos, chegarmos às regras de nossa convivência. 
Nome 
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Nessa aula, Barros Filho explica que os gregos consideravam o mundo algo 
finito e ordenado. Davam-lhe o nome de Cosmos. Segundo suas crenças, cada 
indivíduo nascia com uma função predeterminada que se encaixava 
perfeitamente no funcionamento desse Cosmos. As pessoas que prezavam 
pelas boas condutas eram aquelas que se dedicavam a desenvolver seus 
talentos natos, integrando-se às engrenagens perfeitas desse Cosmos 
ordenado. 
Em contrapartida a essa visão grega, a modernidade e as descobertas 
científicas trouxeram novas informações que acabaram levando a humanidade 
a constatar que, na verdade, o ser humano não nascia para cumprir uma 
missão cósmica, e sim nascia porque as leis da natureza levam à procriação 
das espécies. 
Com essa constatação, o homem mudou sua forma de pensar: apesar de não 
nascermos por causa de todo um planejamento cósmico, temos de praticar 
condutas que nos levem a conviver uns com os outros da melhor maneira 
possível. Assim, a procura por boas condutas continua. 
Mas, afinal, o que são boas condutas? A procura pela resposta a essa 
pergunta leva a muitas formas de pensar. Uma delas é conhecida por 
pensamento consequencialista, para o qual uma conduta é considerada boa 
: 
Saiba Mais! 
 
 
 
 
 
 
 
BARROS FILHO, Clóvis. Discutir Ética (Aula aberta). 2013. Duração 
1:28:27. Disponível em: http://goo.gl/w6F8Sd. Acesso em: 13 out. 2014. 
http://goo.gl/w6F8Sd
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ou não conforme o resultado a que ela leva, ou seja, quando as consequências 
são positivas, a conduta é considerada boa e vice-versa. 
Os filósofos dividiram o pensamento consequencialista em dois tipos: o 
pragmático e o utilitarista. Talvez, muito mais importante do que decorar 
esses dois termos seja compreendê-los. 
O pensamento consequencialista é dividido em função de duas considerações 
sobre as consequências geradas pelas condutas humanas: 
1. Consequência para a própria pessoa que praticou a conduta (o tipo 
pragmático). 
2. Consequência para a maior parte de pessoas impactadas pela 
conduta de alguém (o tipo utilitarista). 
Explicando melhor: o pensamento consequencialista pragmático avalia que 
uma conduta é boa quando leva o praticante ao sucesso desejado por ele 
mesmo. Vamos pensar em um exemplo do dia a dia? Quando um aluno é 
aprovado ao final do semestre, ele atingiu o sucesso esperado, certo? 
Portanto, para o consequencialista pragmático, sua conduta foi boa. 
Quanto ao pensamento consequencialista utilitarista, considera-se que uma 
boa conduta é aquela que leva à satisfação do maior número de pessoas 
possível, ou seja, uma conduta será boa quando a maioria das pessoas 
impactadas for beneficiada e uma minoria não o for. 
Compare os dois tipos de pensamentos consequencialistas expostos na Figura 
1.1: 
Figura 1.1 Pensamentos consequencialistas. 
 
Fonte: autora 
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Que tal analisarmos esses dois tipos de pensamentos? Vamos começar pelo 
pensamento consequencialista pragmático. Supondo que o aluno (do 
exemplo apresentado) tivesse colado em todas as provas, sua conduta seria 
considerada boa? Segundo esse tipo de pensamento consequencialista, seria 
boa, sim, pois ele teria atingido seu intento final: a aprovação. 
Agora, vamos passar para a análise do pensamento consequencialista 
pragmático. Será que é sempre positivo obter vantagem para uma maioria? E 
como fica a minoria? Lembre-se de que o extermínio de judeus durante a 
Segunda Guerra Mundial acontecia sob o aplauso da maioria dos alemães... 
Diante dessas reflexões, somos obrigados a considerar que há fragilidade 
nesses dois tipos de pensamentos, não é mesmo? 
O pensamento consequencialista não dá valor à conduta humana pelo modo 
como ela é praticada, mas sim pelos efeitos que ela acarreta. Portanto, o que 
acaba sendo avaliado não é a conduta em si mesma. 
Immanuel Kant, filósofo que viveu no início da era moderna, propôs que se 
avaliasse uma conduta por seu próprio valor, e não pelo valor de suas 
consequências. 
De que maneira? Baseando-se em princípios. Mas, como definir esses 
princípios? Segundo Kant, cada princípio deveria ser universalizável, ou 
seja, ser naturalmente aceitável por todos. 
O autor Carlos Eduardo Meirelles Matheus, em seu audiolivro sobre Kant, 
Parte 2, apresentado pela Universidade Falada, aborda a construção teórica 
formulada pelo filósofo alemão a respeito da ética. 
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Kant propôs uma lei conhecida por Imperativo Categórico. Por ela, 
compreende-se que todo ser racional pode deduzir, por si mesmo, como deve 
agir em sociedade. 
Segundo o Imperativo Categórico, cada pessoa seria capaz de organizar os 
seguintes pensamentos: 
1. Devo agir de tal modo que a norma contida no meu ato possa se 
tornar uma norma universal. 
2. Não devo mentir porque não posso querer que mintam para mim, 
portanto, não devo mentir para os outros. 
Saiba Mais! 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: http://goo.gl/qwGMnU. Acesso em: out. 2014 
 
 
Kant: vida e obra 
 
No site da Universidade Falada, é possível adquirir a obra de Matheus em 
arquivo .mp3. Trata-se de uma obra em formato de audiolivro, possibilitando o 
aproveitamento do conteúdo enquanto se está no trânsito ou em filas. No site, 
é possível ainda ouvir um trecho do audiolivro. Vale a pena! 
MATHEUS, Carlos Eduardo Meireles. Kant: vida e obra. São Paulo: 
Universidade Falada. Trecho para audição disponível em: http://goo.gl/jTHP18. 
Acesso em: 15 out. 2014. 
http://goo.gl/qwGMnU
http://goo.gl/jTHP18
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3. Ninguém pode querer que a mentira se torne uma norma válida para 
todos, já que, deste modo, ninguém acreditaria em ninguém. 
A máxima que diz para nos colocarmos no lugar do outro, antes de agirmos, é 
muito utilizada até hoje quando pretendemos adotar uma conduta correta, não 
é mesmo? Tem sido aplicada na educação das crianças. 
Vamos analisar um exemplo? Você não gosta de que desconfiem de você, 
certo? Você seria capaz de confiar em estranhos que se aproximam quando 
você está fazendo um saque em caixa eletrônico às 23 horas? Pois é... Parece 
que até mesmo o Imperativo Categórico de Kant apresenta fragilidade... 
Howard (2011, p. 73-74) nos propõe uma análise bastante interessante sobre 
essa máxima – chamada, por ele, de A Regra de Ouro. Sua reflexão parte 
dela, chegando à Regra de Ferro. Veja o Quadro 1.1: 
 
Quadro 1.1 As variações da Regra de Ouro. 
 
REGRA DE OURO 
 
Faça aos outros o que deseja 
que eles façam a você. 
Nossas preferências 
governam o modo como 
tratamos os outros. 
 
 
 
 
REGRA DE PLATINA 
 
Faça aos outros o que eles 
esperariam que você fizesse. 
As preferências dos outros 
governam a maneira como 
você os trata. 
 
 
 
 
 
REGRA DE DIAMANTE 
Faça aos outros o que Buda, 
Maomé ou Jesus (ou a figura 
venerada por você) faria para 
você. 
 
Nossas aspirações 
governam a maneira como 
tratamos os outros. 
 
 
 
 
REGRA DE PRATA 
 
Não faça aos outros o que eles 
fazem a você. 
Nossas preferências éticas 
negativas governam nosso 
comportamento. 
 
 
 
Faça aos outros o que eles 
REGRA DE BRONZE 
fazem a você. 
As preferências dos outros 
governam nossas ações, 
Reflexão crítica 
(o que a regra significa) 
O que diz Regra 
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boas ou más. 
 
 
REGRA DE ALUMÍNIO 
Não deixe que os outros façam 
com você o que você não faria 
a eles. 
Nossas preferências pela 
ética negativa governam o 
comportamento preventivo. 
 
 
 
 
REGRA DE CHUMBO 
 
Arruíne os outros que o 
arruínam. 
Nossa tentação de revidar 
vence o comportamento 
ético. 
 
 
 
 
REGRA DE FERRO 
 
Faça aos outros antes que eles 
façam com você. 
Nossa antecipação de 
comportamento antiético 
vence as decisões éticas. 
 
 
Fonte: Adaptado de Howard (2011, p. 74) 
 
 
 
O autor Howard (2011) nos provoca a enxergar como muitas regras, algumas 
até consideradas sabedorias populares, podem levar a interpretações que não 
envolvem condutas éticas. 
Quando julgamos ser correto fazer aos outros o que gostaríamos que fizessem 
a nós, adotamos a premissa de que todos têm os mesmos gostos que temos. E 
isso não é verdade. Cada pessoa tem seu próprio jeito de ver a vida. Cada 
grupo tem seus próprios valores. E, seguindo este raciocínio, compreendemos 
como é frágil adotarmos os códigos de conduta religiosos como se fossem 
universais. 
Imagine a seguinte situação: 
 
Um avião, da El Al (companhia aérea nacional de Israel), estava para decolar 
de Nova York quando se atrasou por causa de uma confusão desencadeada 
por haredim (judeus ultraortodoxos). Eles se recusaram a se sentar ao lado de 
mulheres, porque sua religião não permite. Uma passageira – Amit Bem-Natan 
– declarou ao site Ynet que alguns haredim ficaram em pé nos corredores e se 
recusavam a ir para frente. Todos eles tinham bilhetes com assentos 
numerados e comprados com antecedência, mas pediram às mulheres que 
trocassem de assento. O voo acabou atrasando porque o avião não pode 
decolar enquanto houver passageiros em pé. 
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Outra passageira do voo (identificada apenas como Galit), disse que 
passageiros ultraortodoxos sugeriram que ela e seu marido se sentassem 
separados para se adaptar às exigências religiosas deles. Galit se negou, mas 
disse que acabou sentada ao lado de um homem heredi que se levantou do 
assento assim que a decolagem terminou e ficou em pé no corredor. 
Será que esse evento traz à tona um dilema ético? Será que os direitos 
religiosos devem se sobrepor aos direitos civis? Esse é um caso de bullying 
contra as mulheres? Seria uma prática de discriminação contra as mulheres? A 
companhia aérea deveria responsabilizar-se pelo conflito? Deveria ter 
articulado uma negociação? 
A notícia veiculada no site da Folha de S.Paulo traz muitos questionamentos 
que podem ser debatidos sob a luz de estudos do Direito, do Marketing, da 
Economia, da Política, da Globalização, entre muitas outras. 
Saiba Mais! 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: http://goo.gl/K33nW8. Acesso em: out. 2014. 
 
Companhia aérea de Israel é criticada por discriminação às mulheres 
 
Você poderá ler a notícia, na íntegra, sobre o impasse ocorrido entre os 
passageiros da companhia aérea nacional de Israel. Acesse o link indicado: 
SHERWOOD, Harriet. Companhia aérea de Israel é criticada por 
discriminação às mulheres. Folha de S.Paulo, 30 set. 2014. Disponível em: 
http://goo.gl/3jofBs. Acesso em: 8 out. 2014. 
http://goo.gl/K33nW8
http://goo.gl/3jofBs
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Segundo Matos (2011, p. 16), a ética deve pressupor liberdade; 
dignidade/responsabilidade; igualdade de oportunidades; e direitos 
humanos. Ao tentarmos aplicar esses elementos na análise da notícia sobre 
os haredim, percebemos que surgirão conflitos culturais e religiosos. Se, por 
um lado, os haredim têm direito à liberdade de escolher suas crenças 
religiosas, por outro, as mulheres, como cidadãs do mundo contemporâneo, 
também têm direito de ir e vir. Há também de se considerar a responsabilidade 
da companhia aérea quanto a solucionar as necessidades de seus clientes. 
Barros Filho, durante a aula aberta a qual nos referimos logo no começo deste 
tema, afirma que a questão da ética, em nossa contemporaneidade, é uma 
atividade ininterrupta de discussão a respeito de quais princípios queremos 
adotar para nos orientarmos em nossa convivência. Segundo ele, para se fazer 
ética, há de se considerar a perspectiva normativa (relativaàs regras a serem 
obedecidas) e a perspectiva aplicada (relativa ao modo de agir), ou seja, não 
basta apenas respeitarmos as regras do jogo ‒ precisamos participar das 
definições das regras do jogo em que jogaremos. 
Se considerarmos o exemplo do jogo, vamos constatar que a convivência em 
sociedade é constituída por vários jogos que vão acontecendo ao mesmo 
tempo: cada jogo tem seu conjunto de regras estabelecidas pelas próprias 
pessoas envolvidas nele. 
Seguindo esse raciocínio, será que podemos concluir que a ética é um 
conjunto de regras de conduta para determinado contexto sob determinadas 
condições sociais, econômicas, geopolíticas e culturais? 
Se aceitarmos essa conclusão, vamos compreender que falar de ética não é 
exatamente falar do que é certo ou errado, mas sim falar dos códigos de 
condutas ideais para determinada sociedade que vive sob determinadas 
condições. 
 
 
O Príncipe, de Nicolau Maquiavel 
 
Pesquisar sobre ética é como viajar para um mundo sem fronteiras. Podemos 
encontrar estudos da Grécia Antiga (berço das discussões sobre ética). 
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Podemos conhecer a versão cristã da ética na era Medieval. Podemos ler 
obras da época do Renascimento. Podemos estudar as posições de filósofos 
modernos. Podemos testemunhar a participação de interessados dos mais 
diversos perfis em debates a respeito do assunto em nossa atualidade. 
É possível que você já tenha lido O Príncipe, de Maquiavel. Se ainda não o fez, 
deve, pelo menos, ter ouvido falar. Esta obra é uma referência até hoje, apesar 
de ter sido escrita em 1513 e publicada apenas em 1532, após a morte do 
autor. Por que será que suas ideias alimentam debates até hoje? 
 
 
 
Saiba Mais! 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: http://goo.gl/VkTKbV. Acesso em: out. 2014. 
 
Segue link de uma resenha do livro O Príncipe, em que se destaca seus 
fundamentos teóricos bem como a construção do sentido moderno de política 
desenvolvida por Maquiavel. 
 
 
Apesar de ter sido publicada há quase 500 anos, a obra de Maquiavel traz 
reflexões totalmente aplicáveis à nossa contemporaneidade. 
MAQUIAVEL, Nicolau. O Príncipe. São Paulo: Cia das Letras, 2010. 
http://goo.gl/VkTKbV
http://goo.gl/ZY0oMe
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Nessa obra, Maquiavel apresenta quais seriam as melhores condutas para um 
príncipe conquistar e manter suas conquistas. Os pensamentos 
consequencialistas são perceptíveis em várias passagens do livro. 
Há um trecho em que Maquiavel escreve: “[...] pareceu-me mais conveniente 
procurar a verdade pelo efeito das coisas, do que pelo que delas se pode 
imaginar” (MAQUIAVEL, 1973, p. 69). 
Dentro do contexto do livro, podemos interpretar essas palavras do autor como: 
vale mais a vantagem que um príncipe obtém para si próprio por meio de 
suas condutas do que a conduta em si mesma. 
Há um documentário sobre a obra O Príncipe que faz uma paráfrase de 
algumas falas de Maquiavel. 
Saiba Mais! 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: http://goo.gl/m0hEix. Acesso em: 15 out. 2014. 
 
Documentário Grandes Livros: O Príncipe 
 
No episódio desta série de documentários produzidos pela Discovery Channel, 
apresenta-se O Príncipe, livro escrito por Nicolau Maquiavel em 1513, cuja 
primeira edição foi publicada postumamente, em 1532. Trata-se de um dos 
tratados políticos mais importantes já escritos, com papel crucial na 
construção do conceito de Estado como modernamente o conhecemos. Entre 
outras coisas, descreve as maneiras de se conduzir os negócios públicos 
internos e externos, e, fundamentalmente, como conquistar e manter um 
principado. 
GREAT BOOKS (série). O Príncipe. Produção: Discovery Channel. EUA. 
Documentário. Duração: 50:23 min. Disponível em: http://goo.gl/nKhK3O. 
Acesso em: 14 out. 2014. 
http://goo.gl/m0hEix
http://goo.gl/nKhK3O
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O trecho inicial do filme mostra um homem que escreve ao novo presidente dos 
Estados Unidos, dando-lhe conselhos sobre como manter seu poder na 
presidência. Aí está a comparação com a obra O Príncipe, em que Maquiavel 
começa escrevendo a Lourenço de Medici – um estadista da época do 
Renascimento Italiano – e lhe oferece seus estudos sobre como um príncipe 
deve agir para manter seu poder. 
O peso do pensamento consequencialista do tipo pragmático é mantido na 
paráfrase do filme, assim como está no livro. Ou seja: a conduta é avaliada em 
função das melhores consequências para quem a está praticando. Se 
analisarmos friamente o trecho do documentário, teremos a impressão de que 
o homem que escreve ao novo presidente dos Estados Unidos o aconselha à 
conduta do fingimento para poder manipular o povo e manter seu poder na 
presidência. 
O livro O Príncipe retrata esse mesmo contexto: utilizando-se de exemplos de 
homens poderosos, da Antiguidade à Renascença, o autor descreve como as 
vantagens oferecidas pelo poder e pela fortuna podem despertar a ambição de 
governantes, levando-os a atos desleais e violentos. 
A obra de Maquiavel tornou-se um instrumento para reflexões sobre ética. 
Trata-se de uma obra antiga cujos debates ainda são bem atuais: a prática de 
uma política totalmente isenta de condutas éticas, retratada por Maquiavel, é 
ainda uma realidade até hoje. 
Você deve saber que o termo maquiavélico surgiu a partir de O Príncipe. 
Alguns estudiosos defendem Maquiavel, afirmando que, na verdade, ele era 
um cidadão que defendia a moralidade. É provável que o autor tivesse a 
intenção de lançar debates sobre a falta de ética na política exatamente 
retratando o pior da prática da política. 
 
 
Sobre Ética e Moral 
Será que existem diferenças entre o conceito de ética e de moral? Na 
verdade, as palavras ética e moral têm a mesma origem. Como já vimos, ética 
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vem do grego ethos, significando bom costume/boa conduta. Quando a 
palavra foi traduzida para o latim, tornou-se mor-morus, significando também 
costume mor ou costume superior. É da tradução latina para o português 
que se tem a palavra moral. 
Atualmente, há muitas discussões sobre a diferenciação entre ética e moral. 
Há pensadores que aplicam conceitos diferentes a cada um dos termos e, 
ainda, há aqueles que preferem manter suas semelhanças. 
O autor Mário Sérgio Cortella, por exemplo, afirma que a ética é o conjunto de 
princípios que norteiam as condutas para o indivíduo conviver em sociedade. 
Quanto à moral, trata-se da prática dos princípios éticos. 
 
 
 
Saiba Mais! 
 
 
 
 
 
 
 
 
Jô Soares entrevista o Prof. Mário Sérgio Cortella 
 
Cortella é filósofo e escritor, com Mestrado e Doutorado em Educação, 
professor-titular da PUC-SP, com docência e pesquisa na Pós-Graduação em 
Educação e no Departamento de Teologia e Ciências da Religião. É professor- 
convidado da Fundação Dom Cabral (desde 1997) e ensinou no GVpec da 
FGV-SP (1998/2010). Foi Secretário Municipal de Educação de São Paulo 
(1991-1992). (Fonte: http://goo.gl/LesgXe. Acesso em: out. 2014) 
Acessando o link indicado, você poderá assistir a uma entrevista de Jô Soares 
com Cortella. Você poderá compreender sua visão sobre as diferenças entre 
ética e moral. 
REDE GLOBO. Programa do Jô: Entrevista com Mário Sérgio Cortella. 
Disponívelem: http://goo.gl/L2ZZPU. Acesso em: 8 out. 2014. 
http://goo.gl/LesgXe
http://goo.gl/L2ZZPU
Nome 
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O autor Clóvis de Barros Filho explica que a ética está ligada ao grupo e tem a 
pretensão de ser universal. A moral está ligada ao indivíduo, pois cabe a cada 
um, que convive em uma sociedade, decidir praticar ou não os princípios éticos 
determinados nessa sociedade. 
Vamos compreender melhor essa diferença entre ética e moral utilizando um 
exemplo fornecido pelo Prof. Clóvis de Barros Filho, quando ele esteve no 
programa Café Filosófico, em 2009, discutindo sobre o tema: Moral e Estilo de 
Vida na Crise da Contemporaneidade. 
 
 
 
 
 
Você sabia que, em alguns países europeus, você não compra jornal em 
bancas? No Brasil, por exemplo, escolhemos o jornal que desejamos levar, 
Saiba Mais! 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: http://goo.gl/h5nDLm. Acesso em: out. 2014. 
 
 
Moral e Estilo de Vida na Crise da Contemporaneidade 
 
O questionamento sobre a ética aparenta ser constante na sociedade. Com ou 
sem crise. Com mudança ou não de valores e paradigmas. O discurso da 
eficácia corporativa e suas metas, tão elogiados no início do século, hoje são 
duramente condenados. Problemas econômicos e ambientais sugerem o 
retorno aos valores fundamentados no respeito e na cooperação. 
BARROS FILHO, Clóvis. Moral e Estilo de Vida na Crise da 
Contemporaneidade. Programa Café Filosófico, 29 maio 2009. Disponível em: 
http://goo.gl/GTPPwt. Vídeo disponível em: http://vimeo.com/26390212. Acesso 
em: 15 out. 2014. 
http://goo.gl/h5nDLm
http://goo.gl/GTPPwt
http://vimeo.com/26390212
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vemos o preço, entregamos o dinheiro ao jornaleiro, ele faz a conta e nos dá o 
troco. É assim, não é? 
Pois bem! Na cidade de Genebra, na Suíça, não é assim. Há uma banqueta 
cheia de jornais. Não há ninguém vigiando. Você chega, abre a caixa, pega o 
seu jornal e deixa o dinheiro. Isso mesmo! Você deixa seu dinheiro junto a 
outras quantias já deixadas por outras pessoas. Se tiver direito a troco, você 
mesmo pega o valor devido. 
Agora, vamos refletir juntos. O que poderia passar pela cabeça de um 
estrangeiro, cuja cultura de origem fosse influenciada por ideias como a de 
levar vantagem em tudo? Pensaria em levar o jornal sem pagar por ele? 
Pensaria em levar todos os jornais sem pagar por eles? Ou, ainda, pensaria em 
levar o dinheiro já deixado por outros compradores? 
É provável que essas ideias acabem passando pela cabeça não só de alguns 
estrangeiros, mas, por que não dizer, pela cabeça de alguns suíços também. O 
que faz, então, uma pessoa resistir a essas tentações? A moral! A moral 
implica liberdade de escolha. 
Vamos pensar da seguinte maneira: o princípio de não roubar é uma 
determinação ética em Genebra (e em grande parte do mundo, claro). Trata-se 
de um princípio do código de ética. Cabe aos moradores e visitantes decidirem 
se vão cumprir esse princípio ou não. Caberá ao indivíduo que passa pela 
banqueta de jornais suíços ser moral ou não, ou seja, cabe a ele praticar ou 
não a ética preestabelecida. 
 
 
 
 
 
 
Ética Negativa: “Ética negativa são proibições que assumem a forma de ‘Você 
não deve...’ A ética negativa requer pouca ou nenhuma energia para ser 
cumprida. Veja ‘Não deverás matar’, por exemplo.” Por outro lado, a “Ética 
positiva são obrigações que assumem a forma ‘Deverás...’. A ética positiva 
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requer uma conduta virtuosa e energia para ser seguida. Por exemplo: 
‘Deverás alimentar os famintos’”. (HOWARD, 2011, p. 54) 
Genebra: “A famosa neutralidade suíça, conquistada em 1815, transformou em 
um grande centro administrativo do humanitarismo. A cidade abriga mais de 
200 organizações internacionais, como as sedes da ONU (Organização das 
Nações Unidas), da Cruz Vermelha e da OMC (Organização Mundial do 
Comércio). E também concentra um sem-número de bancos mundialmente 
reconhecidos por garantirem sigilo absoluto das contas de seus correntistas. 
Mas a maior contribuição de Genebra para o mundo não reside exatamente em 
suas instituições, e sim no seu caráter multicultural, que flui em teatros, óperas, 
mais de 1.300 cafés e restaurantes de gastronomia requintada, além de 2 mil 
anos de história retratados em dezenas de museus. Não à toa, 43% dos seus 
185 mil habitantes são estrangeiros, que convivem em perfeita harmonia a 
despeito da variedade de idiomas, preferências gastronômicas e manifestações 
artísticas. Definitivamente, a neutralidade suíça não faz de Genebra uma 
cidade morna. É imparcial sim, mas cheia de personalidade”. (GENEBRA. 
Disponível em: http://viajeaqui.abril.com.br/cidades/suica-genebra. Acesso em: 10 
out. 2014) 
Haredim: palavra também grafada como haredi (palavra hebraica cujo 
significado pode ser “temente”). Algumas fontes alertam que, atualmente, o 
termo pode ser considerado pejorativo, dependendo do contexto em que é 
utilizado. “A comunidade haredi, concentrada nos bairros religiosos de 
Jerusalém, é notável por seu isolamento e por sua força política, enquanto 
seus membros são isentos do serviço militar em troca de seus estudos 
religiosos.” (BERCITO, 2014, s.p.). 
Paráfrase: fenômeno linguístico que se apropria de determinado conteúdo 
(texto ou fala) transformando a maneira em que fora apresentado. A paráfrase 
acontece, basicamente, quando o conteúdo é mantido e a forma é modificada. 
Pragmático: realista, objetivo. É um adjetivo derivado do substantivo 
“Pragmatismo”, doutrina filosófica que defende que as ideias devem ter uma 
aplicação prática. 
http://viajeaqui.abril.com.br/cidades/suica-genebra
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Princípio: ponto de partida para julgar a validade de um caminho antes de se 
tomar uma decisão. Os princípios pessoais nascem das crenças e dos 
significados que as pessoas atribuem a suas próprias experiências. Os 
princípios éticos surgem das crenças e valores de determinada sociedade em 
determinado tempo. 
 
 
 
 
Instruções 
 
Agora, chegou a sua vez de exercitar seu aprendizado. A seguir, você 
encontrará algumas questões de múltipla escolha e dissertativas. Leia 
cuidadosamente os enunciados e atente-se para o que está sendo pedido. 
 
 
Questão 1 
“Para avaliar a ética de qualquer ação, vale distinguir três dimensões da ação: 
prudencial, legal e ética. Dentro da dimensão prudencial, distinguimos entre o 
que é prudente ou não; dentro da dimensão legal, entre o que é legal ou não; e 
dentro da dimensão ética, entre o que é certo ou errado.” (HOWARD, 2011, p. 
49) 
Com base no texto apresentado, avalie as asserções a seguir: 
 
I. Uma ação levanta questões na dimensão prudencial quando for de 
nosso interesse próprio, como se devêssemos ou não refinanciar nossa 
casa. 
 
II. Proibições como cometer assalto, dirigir em alta velocidade, assassinar 
ou portar drogas ilícitas pertencem à dimensão da ética. 
 
III. A dimensão ética envolve padrões predefinidos para o código de 
conduta correta. 
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É correto o que se afirmaem: 
 
a) I, apenas. 
 
b) II, apenas. 
 
c) I e III, apenas. 
 
d) II e III, apenas. 
 
e) I, II e III. 
 
Verifique a resposta correta no final deste material na seção Gabarito. 
 
 
 
Questão 2 
“Raciocinar é um processo de análise para formar julgamentos. Ele esclarece 
a distinção entre a ação certa e a errada. Racionalizar é um processo de 
construção de uma justificativa para uma decisão que suspeitamos que na 
realidade seja falha – e que com frequência se chegou por meio de um 
processo mental caracterizado pela maquinação e benefício próprio.” 
(HOWARD, 2011, p. 59) 
Considerando o texto apresentado, avalie as afirmações a seguir como correta 
(c) ou incorreta (i): 
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a) Normalmente, raciocinamos para evitar constrangimentos. 
 
b) A racionalização não deveria ser utilizada na tomada de uma decisão 
ética. 
c) A racionalização torna propositalmente indistintos o certo e o errado. 
 
d) Um exemplo de racionalização é o uso do ditado: “Todo mundo está 
fazendo isso”. 
e) Quando racionalizamos, distorcemos o raciocínio ético. 
 
Verifique a resposta correta no final deste material na seção Gabarito. 
 
 
 
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de análise das 
asserções apresentadas. 
a) I=i; II=c; III=i; IV=c; V=c. 
 
b) I=c; II=c; III=c; IV=i; V=i. 
 
c) I=i; II=i; III=c; IV=c; V=c. 
 
d) I=c; II=c; III=c; IV=c; V=c. 
 
e) I=i; II=c; III=c; IV=c; V=c. 
 
Verifique a resposta correta no final deste material na seção Gabarito. 
 
 
 
Questão 3 
 
Partindo da chamada Regra de Ouro, que diz “Faça aos outros o que deseja 
que eles façam a você”, Howard (2011, p. 73-74) propõe uma análise de 
variações dessa regra. A coluna esquerda da tabela apresentada contém as 
variações da Regra de Ouro, enquanto a coluna direita contém as respectivas 
interpretações propostas pelo autor. Correlacione as colunas de forma a fazer a 
correta associação entre elas. 
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I 
Faça aos outros o que eles esperariam 
que você fizesse. 
 
II 
Não faça aos outros o que eles fazem 
a você. 
 
III 
Faça aos outros o que eles fazem a 
você. 
 
IV 
Não deixe que os outros façam com 
você o que você não faria a eles. 
a 
Nossa tentação de revidar vence o 
comportamento ético. 
 
b 
As preferências dos outros governam 
nossas ações, boas ou más. 
 
c 
Nossas preferências éticas negativas 
governam nosso comportamento. 
 
d 
Nossas preferências pela ética negativa 
governam o comportamento preventivo. 
 
 
V Arruíne os outros que o arruínam. e 
As preferências dos outros governam a 
maneira como você os trata. 
Fonte: Adaptação de Howard (2011, p. 74) 
 
 
 
Assinale a alternativa que apresenta a associação correta entre as variáveis da 
Regra de Ouro e as interpretações: 
a) I=e; II=c; III=b; IV=d; V=a. 
 
b) I=a; II=c; III=b; IV=d; V=e. 
 
c) I=e; II=b; III=c; IV=d; V=a. 
 
d) I=e; II=c; III=b; IV=a; V=d. 
 
e) I=b; II=c; III=e; IV=d; V=a. 
 
Verifique a resposta correta no final deste material na seção Gabarito. 
 
 
 
Questão 4 
Com base no que aprendeu sobre os pensamentos consequencialistas, 
responda: 
Interpretações das variações da Regra de 
Ouro 
Variações da Regra de Ouro 
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a) O que caracteriza um pensamento consequencialista? 
 
b) O que você questionaria no tipo de pensamento consequencialista? 
 
c) Explique o que é um pensamento consequencialista pragmático e dê um 
exemplo. 
d) Explique o que é um pensamento consequencialista utilitarista e dê um 
exemplo. 
Verifique a resposta correta no final deste material na seção Gabarito. 
 
 
 
Questão 5 
Sabemos que o Prof. Mário Sérgio Cortella e o Prof. Clóvis de Barros Filho 
diferenciam os conceitos de ética e moral. O que eles dizem a respeito? Dê 
dois exemplos do que é ética e dois exemplos do que é moral, conforme 
definições dos professores. 
Verifique a resposta correta no final deste material na seção Gabarito. 
 
 
 
 
 
Falar de ética não é exatamente falar do que é certo ou errado, mas sim falar 
dos códigos de condutas ideais para determinada sociedade que vive em 
determinadas condições. O que acontece, em nossa contemporaneidade, é 
que a globalização tem dominado, cada vez mais, nosso cotidiano. Assim, as 
discussões sobre ética acabam envolvendo não só a cultura local, mas também 
o encontro entre diversas culturas sob as mais diversas circunstâncias. 
Até aqui, foi esta nossa intenção: despertar em você a vontade de encontrar 
respostas para as perguntas que vão surgindo. E, mais do que isso: perceber 
que podemos encontrar mais de uma resposta para a mesma questão. Reflita 
sobre tudo isso! 
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BARROS FILHO, Clóvis. Moral e Estilo de Vida na Crise 
Contemporaneidade. In: Café Filosófico, 29 maio 2009. Disponível em: 
http://www.cpflcultura.com.br/wp/2009/12/01/integra-moral-e-estilo-de-vida-na- 
crise-da-contemporaneidade-clovis-de-barros-filho/. Vídeo disponível em: 
http://vimeo.com/26390212. Acesso em: 15 out. 2014. 
BERCITO, Diogo. Judeus haredi aderem à vida secular em Israel. Folha de 
S. Paulo (On-line), Seção Mundo, 13 jan. 2014. Disponível 
em: http://goo.gl/M8rzlv. Acesso em: 15 out. 2014. 
GENEBRA. Disponível em: http://viajeaqui.abril.com.br/cidades/suica- 
genebra. Acesso em: 10 out. 2014. 
GREAT BOOKS. O Príncipe (Nicolau Maquiavel). 
Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=LUDOnaqziLo. Acesso 
em: 8 out. 2014. 
HOWARD, Ronald A. Ética Pessoal para o Mundo Real: criando um Código 
Ético e Pessoal para Guiar suas Decisões no Trabalho e na Vida. São Paulo: 
M.Books do Brasil, 2011. 
KRIESER, Paulo. Princípios pessoais são a base para o sucesso. 23 out. 
2008. Disponível em: http://goo.gl/Dt1itO. Acesso em: 10 out. 2014. 
MAQUIAVEL, Nicolau. O Príncipe. São Paulo: Cia das Letras, 2010. 
 
MATHEUS, Carlos Eduardo Meireles. Kant: vida e obra. São Paulo: 
Universidade Falada. Duração: 1:10. Trecho para audição disponível em: 
http://goo.gl/ImEaj8. Acesso em: 15 out. 2014. 
MATOS, Francisco Gomes de. Ética na gestão empresarial: da 
conscientização à ação. 2. ed. São Paulo: Saraiva, 2011. 
http://www.cpflcultura.com.br/wp/2009/12/01/integra-moral-e-estilo-de-vida-na-crise-da-contemporaneidade-clovis-de-barros-filho/
http://www.cpflcultura.com.br/wp/2009/12/01/integra-moral-e-estilo-de-vida-na-crise-da-contemporaneidade-clovis-de-barros-filho/
http://vimeo.com/26390212
http://goo.gl/M8rzlv
http://viajeaqui.abril.com.br/cidades/suica-genebra
https://www.youtube.com/watch?v=LUDOnaqziLo
http://goo.gl/Dt1itO
http://goo.gl/ImEaj8
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O PRÍNCIPE (Nicolau Maquiavel). Produção: Discovery Channel, EUA. 
Documentário. Duração: 50:23 min. Disponível em: 
https://www.youtube.com/watch?v=LUDOnaqziLo. Acesso em: 14 out. 2014. 
 
O QUE É ÉTICA? - Mario Cortella. Disponível em: 
https://www.youtube.com/watch?v=vjKaWlEvyvU. Acesso em: 8 out. 2014. 
 
PENSADOR. Frases de Maquiavel. Disponível em: 
http://pensador.uol.com.br/frases_de_maquiavel/. Acessoem: 8 out. 2014. 
 
REDE GLOBO. Programa do Jô: Entrevista com Mário Sérgio Cortella. 
Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=vjKaWlEvyvU. Acesso em: 8 
out. 2014. 
SERRANO, Pablo J. Ética Aplicada: moralidade nas relações empresariais e de 
consumo. Campinas: Editora Alínea, 2009. 
SHERWOOD, Harriet. Companhia aérea de Israel é criticada por discriminação 
às mulheres. Folha de S.Paulo, 30 set. 2014. Disponível em: 
http://goo.gl/OpfXmP. Acesso em: 8 out. 2014. 
 
 
 
 
Questão 1 
 
Resposta: Alternativa “C”. A asserção II está incorreta porque apresenta ações 
da dimensão legal, e não da dimensão ética. 
 
 
 
Questão 2 
 
Resposta: Alternativa “E”. A asserção I está incorreta porque é a racionalização 
que pode nos levar a criar desculpas para evitarmos constrangimentos. As 
asserções restantes estão corretas porque: a racionalização leva a pessoa a 
adotar condutas não verdadeiras; a racionalização leva à confusão entre o 
certo e o errado; quando nos justificamos dizendo que todo mundo faz igual, 
https://www.youtube.com/watch?v=LUDOnaqziLo
https://www.youtube.com/watch?v=vjKaWlEvyvU
http://pensador.uol.com.br/frases_de_maquiavel/
https://www.youtube.com/watch?v=vjKaWlEvyvU
http://goo.gl/OpfXmP
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estamos racionalizando, e a racionalização impede que raciocinemos de forma 
a encontrar a conduta ética. 
 
 
 
Questão 3 
 
Resposta: Alternativa “A”. A resposta desta questão encontra-se no Caderno 
de Atividades do Tema 1, item “Da Antiguidade à Contemporaneidade”. 
 
 
 
Questão 4 
 
Todo o embasamento teórico para as respostas envolvidas nesta questão pode 
ser encontrado no Caderno de Atividades do Tema 1, item “Da Antiguidade à 
Contemporaneidade”. 
 
 
 
Questão 5 
 
A resposta para esta questão pode ser encontrada no Caderno de Atividades, 
Tema 1, item “Sobre Ética e Moral”. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Como citar este material: 
FREGNI, Carla P. Ética e Relações Humanas no Trabalho: Pensando sobre Relações 
Humanas. Caderno de Atividades. Valinhos: Anhanguera Educacional, 2015. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Olá! Seja bem-vindo(a) à segunda aula da disciplina Ética e Relações 
Humanas no Trabalho. Nesta aula, vamos refletir sobre as relações humanas. 
Viver em sociedade nos parece bem natural. Afinal, desde os tempos das 
cavernas, o homem agrupava-se para viver melhor. É claro que, de lá para cá, 
a vida tornou-se bem mais complexa para nós, não é mesmo? Se, nos 
primórdios, o ser humano dedicava-se principalmente a caçar e a defender-se 
dos predadores, hoje, a vida nos envolve em uma mistura de aspectos bem 
mais sofisticados, como os políticos, os econômicos, os culturais, os científicos, 
os tecnológicos, entre outros tantos. 
Nossa proposta, neste tema, é refletir sobre como esses aspectos interferem 
na evolução das relações humanas. Vamos considerar a evolução do ponto de 
vista da complexidade, e não do ponto de vista de melhorias das relações 
sociais. 
Não pretendemos nos aprofundar em análises históricas, mas, sim, lançar um 
olhar panorâmico sobre alguns fenômenos sociais para percebermos de que 
maneira os aspectos mencionados influenciaram e ainda influenciam a vida em 
sociedade. 
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Da Antiguidade ao Iluminismo 
 
Costuma-se dividir a história ocidental em três períodos: Antiguidade, Idade 
Média e Idade Moderna. Quanto à nossa contemporaneidade, ou seja, o 
momento em que vivemos agora, ainda não há um consenso de como chamá- 
la. Alguns usam o termo pós-modernidade, enquanto outros usam a 
expressão modernidade tardia. É provável que, somente em uma próxima era 
histórica, tenhamos um nome oficial para esta era em que vivemos. 
Na Antiguidade, as relações humanas alcançavam uma dimensão importante 
pelo encontro das pessoas na cidade. Lá, eram realizadas trocas comerciais e 
trocas culturais. Aliás, o papel original da política surgiu nesta época. Formada 
por duas palavras gregas, pólis (cujo significado era cidade) e tikós (cujo 
significado era bem comum), a política propunha-se a ser um instrumento para 
o bem viver em sociedade. A conduta humana era fundamentada na crença de 
que o universo, sendo finito e ordenado, reservava uma missão de vida a cada 
indivíduo, que tinha a responsabilidade de desabrochar suas potencialidades e 
cumprir essa missão que o Cosmos lhe reservara. 
Ao deslocarmos nosso olhar para a Idade Média, encontraremos relações 
definidas por uma hierarquia de categorias sociais bem definidas: a realeza, a 
Igreja, os senhores feudais, os artesãos e os camponeses. Não havia mais a 
crença em um universo finito e ordenado. Era a Igreja Católica que 
determinava o código de conduta e regulava o convívio social. 
As relações humanas, na época medieval, eram marcadas por uma maioria de 
camponeses e artesãos pobres e aterrorizados por epidemias que eram vistas 
como castigo do demônio. Eles eram explorados por tributos dos senhores 
feudais e da Igreja, cujo clero constituía-se principalmente de indivíduos ricos. 
O calendário anual era marcado por atividades religiosas. As doenças eram 
tratadas com exorcismos. A Igreja monopolizava o conhecimento com a tutela 
das bibliotecas. Sua atuação não se limitava aos aspectos religiosos, pois eram 
os papas que coroavam os imperadores nas cerimônias de sagração. 
http://pt.wikipedia.org/wiki/Idade_Antiga
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Saiba Mais! 
 
Como era a vida na Idade Média 
 
Este texto, veiculado pela revista Aventuras na História, apresenta como teria 
sido o cotidiano da vida medieval: 
CORDEIRO, Tiago. Como era a vida na Idade Média. Aventuras na História, 1 
abr. 2010. Disponível em: http://goo.gl/31pfDf. Acesso em: 21 out. 2014. 
Diante dessa descrição sobre a Idade Média, compreendemos por que muitos 
autores a chamam de Idade das Trevas! 
 
 
 
 
 
Para combater as sombras que pairavam sobre as relações humanas 
medievais, surgiu o Iluminismo. 
 
 
O Iluminismo e a Revolução Francesa 
 
Resgatando o que foi o Iluminismo, vamos nos lembrar de que se tratou de um 
processo cultural que envolveu intelectuais da Europa do século XVIII. O 
Iluminismo propunha, principalmente: a valorização da razão humana, o 
domínio da natureza por meio do conhecimento e o questionamento à 
intolerância da Igreja e do Estado. 
A partir de então, a Igreja foi perdendo seu poder junto às sociedades 
ocidentais. A humanidade descobriu que as epidemias ocorriam por falta de 
higiene, e não por interferências do demônio. Descobriu-se, também, que as 
melhores colheitas aconteciam pela aplicação de técnicas agrícolas, e não com 
rituais religiosos. E ficou claro que pedaços do céu não estavam à venda. 
Foi o Iluminismo que impulsionou a Revolução Francesa em 1789. O Regime 
Absolutista da França daquela época inflamou a população, miserável e 
revoltada, contra a realeza. O contexto daquela época se parecia com um 
grande caldeirão, em que borbulhavam questões políticas, sociais, culturais e 
econômicas sobre as labaredas do anseio popular e da violência humana. 
http://guiadoestudante.abril.com.br/aventuras-historia/como-era-vida-idade-media-677615.shtml
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Saiba Mais! 
 
A Revolução Francesa 
 
O artigo, a seguir, trata da Revolução Francesa, um dos mais importantes 
acontecimentos da história do Ocidente. 
MACHADO, Fernanda. Revolução Francesa: Queda da Bastilha, jacobinos, 
girondinos, Napoleão. Revista Pedagogia e Comunicação, Seção História 
Geral, 15 jul. 2013. Disponível em: http://goo.gl/rej46m. Acesso em: 21 out. 
2014. 
É incrível como alguns eventos históricos trazem à tona o melhor e o pior das 
relações humanas. A Revolução Francesa, por exemplo, mostrou uma 
sociedade que buscava mais igualdade e liberdade, ao mesmo tempo em que 
se utilizava de ações violentas, como torturas e massacres, para atingir seus 
objetivos tão iluminados. 
 
 
 
http://educacao.uol.com.br/disciplinas/historia/revolucao-francesa-queda-da-bastilha-jacobinos-girondinos-napoleao.htm#fotoNav%3D2
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Saiba Mais! 
 
A Revolução Industrial na Inglaterra 
 
Para saber mais sobre a Revolução Industrial, o documentário A Revolução 
Industrial na Inglaterra, produzido pela Enciclopédia Britânica, aborda o 
contexto vivido pela Inglaterra durante este processo, abordando de modo 
bastante didático os principais pontos deste momento histórico. Vale a pena 
conferir! 
A REVOLUÇÃO Industrial na Inglaterra. (The Industrial Revolution in England) 
Produtor: David Thomson. Produção: Encyclopaedia Britannica Films, inc.; 
Encyclopaedia Britannica Educational Corporation. Chicago: Encyclopaedia 
Britannica Educational Corp., 1959. VHS. Duração: 26 min. Disponível em: 
https://www.youtube.com/watch?v=jt-o3EBQPMU Acesso em 28/07/2016. 
A Revolução Industrial 
 
A Revolução Francesa acelerou a Revolução Industrial, que trouxe avanços 
tecnológicos como a máquina a vapor e a eletricidade: surgia a Modernidade. 
As novas técnicas de produção, que esses inventos propiciavam, levavam a 
humanidade a manipular os recursos naturais como nunca havia feito. Novas 
divisões sociais surgiram: de um lado, os proprietários dos meios de produção; 
de outro lado, os trabalhadores. A nova relação social era estabelecida entre 
capital e mão de obra. 
A Revolução Industrial foi um processo que se iniciou na Inglaterra. Não há um 
consenso, entre os historiadores, a respeito de datas específicas. O que é de 
se esperar, pois mudanças socioeconômicas não acontecem do dia para a 
noite. São resultados de todo um processo que envolve também muitas outras 
dimensões, como a política, a cultural e a tecnológica. 
O que nos importa, neste momento, é saber que, entre 1840 e 1870, o 
progresso tecnológico e econômico ganhou força na Inglaterra com a adoção 
crescente de barcos a vapor, navios, ferrovias, fabricação em larga escala de 
máquinas e o aumento de fábricas que utilizavam a energia a vapor. 
 
https://www.youtube.com/watch?v=jt-o3EBQPMU
http://pt.wikipedia.org/wiki/Barco_a_vapor
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ferrovia
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Nome 
 
 
O advento das máquinas trazia promessas de melhorias na vida social e 
econômica. As ideias eram animadoras, afinal, as 18 horas que um artesão 
levava para produzir um sapato poderiam se transformar em 20 minutos de 
trabalho com a utilização das máquinas! Era claro o crescimento monstruoso 
da produtividade, não era? Assim, era possível concluir que as horas de 
trabalho na indústria iriam diminuir. As vendas aumentariam, e os operários 
poderiam ganhar mais. Ganhando mais, eles também poderiam comprar mais. 
Mais compradores, mais produção, mais venda e, assim, um ciclo econômico 
saudável que iria beneficiar todo o país! Puxa! Parecia um sonho, não? 
Na verdade, esse sonho não foi realizado plenamente. Você deve se lembrar 
de que, antes da chegada das máquinas, a sociedade da época era formada 
por nobres, burgueses, artesãos, agricultores e clero. A mudança de classe 
social não era possível aos indivíduos. Então, perguntamos: será que os 
artesãos e agricultores teriam condições de comprar máquinas e construir 
fábricas? Claro que não! Na verdade, eles acabaram constituindo a classe 
operária. 
E aqueles que tinham riqueza para se apropriar das máquinas (como os 
burgueses, por exemplo)? Será que eles se contentariam em vender a um 
preço baixo os produtos fabricados com o gasto de altos salários ao 
proletariado? A resposta é negativa também... 
As vendas aumentaram, sim, pois quem já era rico passou a comprar mais. O 
preço dos produtos não diminuiu proporcionalmente. Quanto aos operários, 
eles recebiam baixíssimos salários e péssimas condições de trabalho, pois os 
proprietários do capital não queriam comprometer seus lucros. O país se 
beneficiou, exportando muitos produtos. 
E a população em geral? Bem, teria de se organizar em sindicatos para 
combater a exploração pela qual sofria. Mas isso aconteceu bem depois. 
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O Capitalismo 
 
Se, até a Idade Média, os códigos de conduta eram determinados pela 
polaridade Igreja/Estado, com a Modernidade, um terceiro poder interfere na 
ordem das relações humanas: o capitalismo. 
Os proprietários das máquinas, ferramentas e recursos financeiros (os 
capitalistas) começaram a lucrar por meio da exploração de trabalhadores (o 
proletariado). Expliquemos: para ganhar mais com a venda de um produto, o 
capitalista oferecia a remuneração mais baixa possível ao proletariado. Deste 
tipo de relação social eclodiram as lutas de classes. De um lado, os 
capitalistas, tentando maximizar seus lucros, de outro lado, o proletariado, 
reivindicando melhores salários. 
Após a Segunda Guerra Mundial (1945), foi possível perceber algumas 
movimentações político-econômicas na Europa Ocidental, Estados Unidos e 
Japão. Uma das características marcantes foi o início de um processo de 
regulação da política macroeconômica pelo Estado para garantir o equilíbrio no 
campo econômico e a paz social no âmbito político. 
Para estimular o desenvolvimento da atividade produtiva, o Estado oferecia 
empréstimos e investimentos de longo prazo. Uma nova base para o regime 
de acumulação ‒ característico do capitalismo ‒ surgiu com um tripé formado 
pelo Estado, grandes corporações e sindicatos. 
Para nós, ocidentais, o regime capitalista é o que há de mais familiar, não é 
mesmo? Estamos imersos nele! Grande parte de nossas relações humanas 
acontece por meio da economia capitalista. 
No entanto, o capitalismo não é uma política econômica universal. Nem todos 
os países o adotaram. É claro que algumas nações socialistas converteram-se. 
Vale lembrarmos de um fato histórico muito marcante: a Queda do Muro de 
Berlim, em 1989. Esse evento acelerou as consequências da globalização, 
como a desregulamentação econômica em grande parte dos países pelo 
mundo. 
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Nome 
 
 
 
 
 
 
A Globalização 
Quando lemos notícias sobre globalização, podemos até achar que se trata de 
um fenômeno recente, não é mesmo? Só que muitos de seus aspectos já 
existiam desde a época dos fenícios. Podemos mencioná-los: interação 
humana em longas distâncias, expansão do comércio além dos limiteslocais, 
influência de culturas de outras nações, entre outros. 
Não há uma forma única de abordar o assunto da globalização. Alguns 
estudiosos consideram que se trata de um processo que surgiu com o início da 
expansão do capitalismo (século XVI). Outros preferem datar essa origem em 
meados do século XX, com o desenvolvimento das tecnologias da 
Saiba Mais! 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: http://www.livronauta.com.br/livro-Karl_Marx-A_Mercadoria-Atica-Flordolaciolivros-Sao_Paulo- 
19648026. Acesso em: out. 2014 
 
 
Publicado em 2006 pela Editora Ática, o livro Karl Marx: a mercadoria é um 
ensaio comentado por Jorge Grespan a respeito do primeiro capítulo da obra 
O Capital, de Karl Marx. A obra nos faz compreender a visão marxista a 
respeito do papel da mercadoria nas relações sociais do mundo moderno. 
Reproduzindo um trecho da quarta capa do livro: “as relações sociais do 
mundo moderno aparecem invertidas, coisificando as pessoas e conferindo às 
coisas, ao mesmo tempo, um poder sobrenatural”. 
MARX, Karl. A mercadoria. Tradução e Comentário Jorge Grespan. São 
Paulo: Editora Ática, 2006. 
http://www.livronauta.com.br/livro-Karl_Marx-A_Mercadoria-Atica-Flordolaciolivros-Sao_Paulo-19648026
http://www.livronauta.com.br/livro-Karl_Marx-A_Mercadoria-Atica-Flordolaciolivros-Sao_Paulo-19648026
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comunicação e da divisão internacional do trabalho. Canclini (2007, p. 41) 
explica que essas diferenças se devem ao modo como se define o processo da 
globalização. Aqueles que atribuem uma origem mais antiga consideram 
principalmente seu aspecto econômico. Os que atribuem uma origem mais 
recente consideram principalmente as dimensões políticas, culturais e 
comunicacionais. Sejam quais forem as considerações utilizadas na 
abordagem da globalização, trata-se de um processo que interfere nas 
relações humanas. 
Não podemos negar que a grande mola propulsora para o processo de 
globalização é a economia capitalista, e que as tecnologias da comunicação 
garantem a viabilização desse processo. Muito mais do que mercados 
internacionais, o mercado global permite, aos grandes grupos empresariais, a 
exploração de recursos de baixos custos (como fontes energéticas e mão de 
obra) praticamente em qualquer lugar do mundo, assim como oferecer seus 
produtos aos consumidores mais atraentes, estejam onde estiverem. 
Se, por um lado, a globalização nos leva à ideia de ligação entre os povos e a 
disponibilidade de tudo para todos, por outro lado, ela também pode levar ao 
agravamento de problemas e conflitos como desemprego, poluição, violência, 
narcotráfico, entre outros (CANCLINI, 2007, p. 43). 
Para compreendermos melhor, vamos imaginar uma grande corporação que 
desloca sua produção para determinado país cuja mão de obra tenha um custo 
muito baixo. Uma das consequências imediatas será o desemprego no país de 
origem dessa empresa. Outra consequência da globalização, que também 
devemos considerar, é a desvalorização crescente dos recursos humanos em 
países mais pobres. 
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Saiba Mais! 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Bangladesh: a revolta da "mão de obra barata" após desmoronamento 
de fábrica 
Centenas de milhares de trabalhadores envolveram-se em confrontos com a 
polícia, dois dias depois de o desmoronamento de uma instalação fabril matar 
mais de 270 pessoas nos arredores da capital. As autoridades tinham 
conseguido retirar 45 sobreviventes dos escombros do edifício que empregava 
mais de 3 mil pessoas, albergando vários ateliês pertencentes a empresas 
como a espanhola Mango ou a britânica Primark. 
BANGLADESH: a revolta da "mão de obra barata" após desmoronamento de 
fábrica. Euronews, 26 abr. 2013. Disponível em: 
https://www.youtube.com/watch?v=33qwY_jWudE. Acesso em: 19 out. 2014. 
 
 
Cultura e Discriminação 
 
Se pudéssemos simplificar o conceito de cultura, diríamos que ela é “formada 
por comportamentos humanos padronizados e regulados não pela vontade, 
desejo ou crença individual, mas pelos hábitos e costumes e, também, por 
certa imposição do meio social circundante” (COSTA, 2010, p. 15). 
Apesar de haver diferenças entre as culturas das mais diversas sociedades 
estabelecidas pelo mundo, “há elementos básicos que estão presentes em 
todas elas: as crenças; os valores; as normas e sanções; os símbolos; o 
idioma e a tecnologia” (DIAS, 2011, p. 50). 
Analisar a cultura de determinada sociedade nos permite compreender como 
ocorrem as relações humanas nessa sociedade. Você já ouviu falar do sistema 
de castas na Índia? Extintas por lei no fim da década de 1940, as castas faziam 
parte de um sistema de organização social que classificava as pessoas 
https://www.youtube.com/watch?v=33qwY_jWudE
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segundo a cor da pele e o grupo em que nasciam. Segundo o historiador Ney 
Vilela (apud NAVARRO, s.d.) da Unesp de Bauru, “define-se casta como um 
grupo social hereditário, em que as pessoas só podem casar-se com pessoas 
do próprio grupo, e que determina também sua profissão, hábitos alimentares, 
vestuário e outras coisas, induzindo à formação de uma sociedade sem 
mobilidade social”. 
Imagine nascer em uma casta menos privilegiada e não poder conquistar 
melhorias para sua própria vida. Tratava-se de um sistema de organização 
social em que não se dava o menor valor ao mérito. As relações sociais eram 
estabelecidas, desde o nascimento do indivíduo, com base na discriminação. 
Esse sistema foi extinto, mas ainda resta muito preconceito frente à origem 
familiar de cada pessoa. 
Na verdade, mesmo em sociedades que não tenham o sistema de castas, 
podemos encontrar dificuldades de mobilidade social. Seja por questões 
econômicas, educacionais, políticas ou religiosas, diferenças sociais estão 
presentes em toda a história da humanidade, e interligada a elas está a 
discriminação. 
As diferenças culturais podem provocar curiosidade e estranheza. Os 
muçulmanos consideram indecente uma mulher exibir o próprio rosto. Para a 
mulher ocidental, isso chega a ser bizarro. As mulheres de Bali expõem os 
seios e ocultam as pernas. As brasileiras acham normal exibirem suas pernas e 
acham indecente exibir os seios. Na Tailândia, não se pode acariciar a cabeça 
de uma criança, pois, segundo a tradição local, as crianças estão sob a 
proteção de Deus (DIAS, 2011, p. 133). Aqui, no Brasil, acariciar a cabeça de 
uma criança é uma prática bastante comum e considerada uma demonstração 
de carinho. 
Infelizmente, muitos conflitos e guerras são consequências de reações mais 
extremadas frente às diferenças culturais. 
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Evolução Tecnológica 
 
Nos últimos tempos, a evolução tecnológica tem crescido em ritmo acelerado. 
Se, na época das cavernas, as ferramentas mais importantes do homem eram 
sua machadinha e seus próprios dentes, hoje, vivemos rodeados por satélites, 
cabos de fibras ópticas e computadores dos mais variados tipos, tamanhos e 
potências. 
As relações humanas são intermediadas pela tecnologia. Do giz e quadro- 
negro ao celular de última geração, temos as mais variadas tecnologias 
aplicadas na interação humana. Umas priorizam a relação presencial; outras, a 
relação adistância. 
O uso das novas mídias possibilita o contato de pessoas pelo mundo, apesar 
de não terem o mesmo idioma, as mesmas crenças ou as mesmas situações 
socioeconômicas. Novas formas de relações humanas surgiram com o advento 
da internet. Nas palavras de Costa (2010, p. 179): 
Saiba Mais! 
 
 
 
 
 
 
 
O sistema social de castas na Índia e no mundo 
 
Confira mais informações sobre o sistema de castas sociais que, embora 
proibido na Índia e em outros locais do mundo, ainda influencia as relações 
humanas: 
NAVARRO, Roberto. O que é a sociedade de castas que existe na Índia? 
Mundo Estranho, Edição 66, s.d. Disponível em: http://goo.gl/oNc77A. Acesso 
em: 19 out. 2014. 
PINHEIRO, Cláudio Costa. A hierarquia da sociedade indiana. Ciência Hoje, 
31 maio 2012. Disponível em: http://www.cienciahoje.org.br/revista/materia/ 
id/614/n/a_hierarquia_da_sociedade_indiana. Acesso em: 20 dez. 2016. 
http://mundoestranho.abril.com.br/materia/o-que-e-a-sociedade-de-castas-que-existe-na-india
http://www.cienciahoje.org.br/revista/materia/id/614/n/a_hierarquia_da_sociedade_indiana
http://www.cienciahoje.org.br/revista/materia/id/614/n/a_hierarquia_da_sociedade_indiana
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Saiba Mais! 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Exclusão digital é retrato da exclusão social 
 
Leia mais sobre o relatório “Redefinindo a Exclusão Digital” (lançado no Fórum Global 
de Banda Larga Móvel 2013). Acesse o link: 
Relações que se criam com a comunicação em rede, pelo 
compartilhamento de informações, pela interatividade proposta por 
um jogo, pela colaboração em alguma forma de trabalho, ou pela 
solidariedade em relação a algum acontecimento da sociedade, 
constituem novas formas de sociabilidade. 
 
Se, por um lado, podemos elencar numerosos benefícios trazidos pelas novas 
tecnologias da comunicação, por outro, há algumas questões que nos 
convidam a refletir sobre o que ainda deve ser melhorado nas relações 
humanas intermediadas pelas tecnologias da comunicação. 
Matos (2012) destaca que a globalização dos meios de comunicação nos exige 
a responsabilidade ética, uma vez que nos tornamos o ponto de emissão e de 
recepção instantaneamente. Segundo ele, a tecnologia põe as pessoas em 
contato sem promover o relacionamento humano, que é fundamentado em uma 
comunicação que leva à avaliação crítica, ao discernimento das respostas, ao 
agregar conhecimento (MATOS, 2012, p. 32). 
Outra reflexão bastante pertinente é sobre a exclusão social pela exclusão 
digital. Um relatório independente, intitulado “Redefinindo a Exclusão Digital” 
(lançado no Fórum Global de Banda Larga Móvel 2013), declarou que, à 
medida que o acesso à rede está sendo resolvido em muitos países, inúmeros 
novos desafios, cada vez mais humanos, tais como acessibilidade e falta de 
habilidades, estão tornando-se as principais causas da exclusão digital para 
milhões de pessoas (FURLAN, 2013). 
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Nome 
 
 
 
 
 
 
Ser impedido de participar desta grande rede tecnológica propiciada pela 
internet também é uma forma de exclusão social, desenhando-se um novo tipo 
de marginalização. 
 
 
Social x Individual 
 
Até este momento, priorizamos uma abordagem bem macro a respeito das 
relações humanas, como você deve ter percebido. Nosso olhar foi distanciado 
do indivíduo em si mesmo para compreendermos movimentações sociais. 
Partimos da premissa de que, sendo uma criatura gregária, o homem prefere 
viver em grupos, ou seja, em sociedade. Então, trabalhamos nossos estudos 
por meio de verdadeiras pinceladas históricas que pudessem nos mostrar as 
dimensões macro e externa do ser humano em sua vida em sociedade. 
Porém, se a sociedade é constituída por indivíduos, os aspectos micro e 
internos também devem ser levados em consideração quando refletimos sobre 
relações humanas, não é mesmo? 
Podemos arriscar a dizer que é recente o pensamento que valoriza as 
questões individuais nas relações sociais. Aliás, tem sido um grande desafio, 
para a sociedade contemporânea, chegar a códigos de condutas sociais que 
sejam aceitos e praticados pela maioria, pois os indivíduos já reconhecem seu 
direito de levar a vida do jeito que acharem melhor. 
Na Antiguidade, cada indivíduo acreditava que havia uma missão cósmica 
reservada para ele. Na Idade Média, invariavelmente, príncipe virava rei e filho 
de artesão virava artesão. Na Modernidade, ou se era dono do capital ou 
proletário. Na contemporaneidade, podemos ser o que quisermos! 
Apesar da simplificação que utilizamos nesta exposição, a verdade é que, em 
nossa atualidade, não há papéis sociais absolutamente definidos como foi até 
então. Nos dias de hoje, podemos até mesmo mudar de sexo! 
FURLAN, Paula. Exclusão digital é retrato da exclusão social. 8 nov. 2013. Disponível 
em: http://goo.gl/xS4dDC. Acesso em: 19 out. 2014. 
http://b2bmagazine.consumidormoderno.uol.com.br/index.php/internet/item/3239-exclusao-digital-e-tambem-exclusao-social
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Saiba Mais! 
Novos sujeitos, novos relacionamentos 
 
Neste programa, o psicanalista e doutor em filosofia Joel Birman e sua 
convidada, a psicóloga Marcia Arán, discutem questões sobre as identidades 
sociais construídas em função do gênero (ou seja, em função de o indivíduo 
ser homem ou mulher). Esse programa do Café Filosófico nos provoca a refletir 
sobre as implicações dos movimentos feministas e dos movimentos GLS nas 
relações sociais contemporâneas. Vale a pena assistir! 
NOVOS sujeitos, novos relacionamentos. Palestrantes: Joel Birman e Márcia 
Arán. Café Filosófico. Módulo: Subjetivações Contemporâneas. Jul. 2009. 
Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=BoNvP7_H2Sk . Acesso em: 
20 dez. 2016. 
As relações humanas contemporâneas são complexas e cada vez menos 
delimitadas. Um anônimo hoje pode ser uma celebridade da internet amanhã. 
Uma celebridade de ontem pode viver no anonimato hoje. Um miserável pode 
enriquecer com a loteria. Um milionário de capa de revista pode ser encontrado 
vagando sem teto pelas ruas no futuro. 
As relações humanas em nossa contemporaneidade nos colocam desafios 
inéditos. Ao mesmo tempo, elas continuam tendo, como pano de fundo, as 
questões sociais, culturais, econômicas, políticas, religiosas e tecnológicas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Cosmos: ou Cosmo tem sua origem na palavra grega kósmos e significa 
ordem, organização, beleza, harmonia. É o conjunto de tudo o que existe, 
desde o microcosmo ao macrocosmo, das estrelas até as partículas 
subatômicas. O macrocosmo é o grande mundo, o Universo como um todo 
orgânico, em oposição ao ser humano (microcosmo), segundo as doutrinas 
filosóficas que admitem uma correspondência entre as partes constitutivas do 
https://www.youtube.com/watch?v=BoNvP7_H2Sk
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Nome 
 
 
Universo e as partes constitutivas do Homem. (SIGNIFICADOS.COM. 
Disponível em: http://www.significados.com.br. Acesso em 21 out. 2014) 
 
Crenças: são ideias sobre a natureza da vida. “Os indianos que seguem o 
budismo acreditam que sua alma reencarna em animais e objetos, por isso 
cultuam muitos animais que acreditam ser antepassados reencarnados. Para 
um ocidental que segue a religião cristã essa crença não tem nenhum 
significado.”(DIAS, 2011, p. 51). 
Discriminação: envolve a exclusão de pessoas, ou de grupos de pessoas, de 
um sistema de convivência e de direitos garantidos, seja por motivos sociais, 
religiosos, raciais, sexuais ou outros. 
Idioma: “é um elemento-chave da cultura. Considerando que outros animais se 
comunicam por sinais (sons e gestos cujos significados são fixos), os humanos 
se comunicam por meio de símbolos (sons e gestos de cujo significado 
depende de compreensões compartilhadas). Podem ser combinadas palavras 
de modo diferentes para carregar um número ilimitado de mensagens, não só 
sobre o aqui e agora, mas também sobre o passado e o futuro. O idioma é um 
sistema de símbolos que permitem que os membros de uma sociedade 
comuniquem-se uns com os outros.” (DIAS, 2011, p. 52). 
Normas: “traduzem crenças e valores em regras específicas para o 
comportamento. Detalham aquilo que pode e que não pode ser feito. Podem 
ser codificadas no direito (formal) ou ritualizadas nos costumes (informal). 
Utilizar o cinto de segurança nos carros passou a ser uma norma (formal). O 
fato de as pessoas sentarem nas cadeiras e não no chão é uma norma 
(informal). As normas variam bastante em intensidade, indo desde as mais 
rigorosas que regulam o comportamento nas religiões, até aquelas que 
norteiam nossos hábitos cotidianos.” (DIAS, 2011, p. 51) 
Sanções: “são punições e recompensas que são utilizadas para fazer com que 
as normas sejam seguidas. Sanções formais são recompensas e punições 
oficiais e públicas; sanções informais são não oficiais, às vezes são sutis e até 
mesmo provocam reações inconscientes no comportamento cotidiano. Tanto 
as sanções positivas, como o aumento de salário, uma medalha de honra ao 
http://www.significados.com.br/
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mérito, uma palavra de gratidão, um tapinha nas costas, ou um sorriso, como 
as sanções negativas, multas, ameaças, prisão, beliscão ou um olhar de 
desprezo são utilizadas para fazer com que haja uma conformidade com as 
normas.” (DIAS, 2011, p. 51-52) 
Símbolos: “são definidos como qualquer coisa que carrega um significado 
particular reconhecido pelas pessoas que compartilham uma determinada 
cultura. Um mesmo objeto pode simbolizar sentimentos diferentes em culturas 
diferentes. Um saiote na cultura escocesa é símbolo de masculinidade, o 
mesmo saiote na cultura brasileira tem o significado oposto – feminilidade.” 
(DIAS, 2011, p. 52) 
Sistema: é o conjunto de partes (ou subsistemas) que se relacionam entre si, 
uma dependendo da outra e uma influenciando a outra, de modo a formar um 
todo que alcance determinado resultado para ele mesmo e para suas partes. 
Tecnologia: “A palavra tecnologia tem origem no grego ‘tekhne’ que significa 
‘técnica, arte, ofício’ juntamente com o sufixo ‘logia’ que significa estudo. As 
tecnologias primitivas ou clássicas envolvem a descoberta do fogo, a invenção 
da roda, a escrita, dentre outras. As tecnologias medievais englobam 
invenções como a prensa móvel, tecnologias militares com a criação de armas 
ou as tecnologias das grandes navegações que permitiram a expansão 
marítima. As invenções tecnológicas da Revolução Industrial (século XVIII) 
provocaram profundas transformações no processo produtivo. A partir do 
século XX, destacam-se as tecnologias de informação e comunicação através 
da evolução das telecomunicações, utilização dos computadores, 
desenvolvimento da internet e ainda, as tecnologias avançadas, que englobam 
a utilização de Energia Nuclear, Nanotecnologia, Biotecnologia, etc. 
Atualmente, a alta tecnologia, ou seja, a tecnologia mais avançada é conhecida 
como tecnologia de ponta.” (SIGNIFICADOS.COM. Disponível em: 
http://www.significados.com.br. Acesso em: 21 out. 2014). 
 
A tecnologia “estabelece um parâmetro para a cultura e não só influencia como 
as pessoas trabalham, mas também como elas socializam e pensam sobre o 
mundo. Para uma pessoa do mundo rural, uma cidade grande como São Paulo 
http://www.significados.com.br/
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pode parecer tão fantástica como um parque de diversões para uma criança.” 
(DIAS, 2011, p. 52) 
Valores: “são concepções coletivas do que é considerado bom, desejável, 
certo, bonito, gostoso (ou ruim, indesejável, errado, feio e ruim) em uma 
determinada cultura. Valores influenciam o comportamento das pessoas e 
servem como critério para avaliar as ações dos outros. [...] Os japoneses 
apresentam valor da lealdade familiar. Em contraste, os americanos valorizam 
o individualismo.” (DIAS, 2011, p. 51) 
 
 
 
 
Instruções 
 
Agora, chegou a sua vez de exercitar seu aprendizado. A seguir, você 
encontrará algumas questões de múltipla escolha e dissertativas. Leia 
cuidadosamente os enunciados e atente-se para o que está sendo pedido. 
Questão 1 
Os itens de I a V apresentam algumas características das relações humanas. 
Avalie a qual período da história da humanidade cada item se associa, 
conforme a pertinência das características mencionadas. 
I. As novas técnicas de produção, como a máquina a vapor, levavam a 
humanidade a manipular os recursos naturais como nunca havia feito. 
II. A humanidade descobriu que as epidemias ocorriam por falta de higiene, e 
não por interferências do demônio. 
III. A política surge, pela primeira vez, e propõe-se a ser um instrumento para o 
bem viver em sociedade. 
IV. Os camponeses eram explorados por tributos dos senhores feudais e da 
Igreja, cujo clero constituía-se principalmente de indivíduos ricos. 
V. A exclusão digital pode levar à exclusão social. 
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Nome 
 
 
Assinale a alternativa que apresenta a correta associação entre cada item e o 
período histórico da humanidade: 
a. I=Revolução Industrial; II=Iluminismo; III=Antiguidade; IV=Idade Média; 
V=Pós-Modernidade. 
b. I=Revolução Industrial; II=Pós-Modernidade; III=Antiguidade; IV=Idade 
Média; V=Iluminismo. 
c. I=Revolução Industrial; II=Iluminismo; III=Idade Média; IV=Antiguidade; 
V=Pós-Modernidade. 
d. I=Pós-Modernidade; II=Iluminismo; III=Antiguidade; IV=Idade Média; 
V=Revolução Industrial. 
e. I=Iluminismo; II=Revolução Industrial; III=Antiguidade; IV=Idade Média; 
V=Pós-Modernidade. 
Verifique a resposta correta no final deste material na seção Gabarito. 
 
 
 
Questão 2 
Em relação ao que chamamos, em nossa contemporaneidade, de exclusão 
digital, podemos afirmar que: 
I. A exclusão digital e a exclusão social não mantêm qualquer ligação entre 
elas. 
II. Tornar a banda larga acessível para um maior grupo de pessoas pode 
diminuir a exclusão digital. 
III. Possibilitar o desenvolvimento de habilidades na utilização da internet ao 
maior número de pessoas pode diminuir a exclusão digital. 
É correto o que se afirma em: 
 
a. I, apenas. 
 
b. II, apenas. 
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Nome 
 
 
c. I e III, apenas. 
 
d. II e III, apenas. 
 
e. I, II e III. 
 
Verifique a resposta correta no final deste material na seção Gabarito. 
 
 
 
Questão 3 
Leia as afirmações e avalie a relação entre elas: 
 
I. As relações humanas contemporâneas são complexas e cada vez menos 
delimitadas. 
PORQUE 
 
 
 
II. Em nossa atualidade, não há papéis sociais absolutamente definidos, como 
foi há poucotempo. 
A respeito dessas afirmações, assinale a opção correta: 
 
a. As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa da 
I. 
b. As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma 
justificativa da I. 
c. A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa. 
 
d. A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira. 
 
e. As asserções I e II são proposições falsas. 
 
Verifique a resposta correta no final deste material na seção Gabarito. 
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Nome 
 
 
Questão 4 
Explique como as crenças, em determinada cultura, podem levar à prática da 
discriminação. Dê um exemplo. 
Verifique a resposta correta no final deste material na seção Gabarito. 
 
 
 
Questão 5 
Considerando-se que a mobilidade social significa a possibilidade de mover-se 
de um status social a outro, explique por que ela é impossível em um sistema 
de castas e é possível em um sistema capitalista. 
Verifique a resposta correta no final deste material na seção Gabarito. 
 
 
 
 
 
Você deve ter percebido que o universo dos estudos sobre as relações 
humanas é ilimitado. As áreas envolvidas são inúmeras e interconectadas: a 
social, a cultural, a política, a econômica, a religiosa, a tecnológica, entre 
outras. As relações entre as pessoas acontecem em um grande sistema que é 
a própria vida humana. Cada indivíduo é um subsistema dentro desse sistema 
maior, e isso significa que tudo o que acontece nessas relações interfere no 
todo e vice-versa. 
Não teríamos como esgotar o assunto em uma única aula. Aliás, trata-se de um 
assunto inesgotável. Deixaremos a você a missão de desbravar um pouco mais 
esse campo de pesquisa. Apodere-se de sua autonomia intelectual e bons 
estudos! 
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Nome 
 
 
 
 
 
A REVOLUÇÃO Industrial na Inglaterra. (The Industrial Revolution in England) 
Produtor: David Thomson. Produção: Encyclopaedia Britannica Films, inc.; 
Encyclopaedia Britannica Educational Corporation. Chicago: Encyclopaedia 
Britannica Educational Corp., 1959. VHS. Duração: 26 min. 
 
BANGLADESH: a revolta da "mão de obra barata" após desmoronamento de 
fábrica. Euronews, 26 abr. 2013. Disponível em: 
https://www.youtube.com/watch?v=33qwY_jWudE. Acesso em: 19 out. 2014. 
 
CANCLINI, Néstor G. A globalização imaginada. São Paulo: Iluminuras, 2007. 
 
 
CORDEIRO, Tiago. Como era a vida na Idade Média. Aventuras na História, 1 
abr. 2010. Disponível em: http://goo.gl/YrbqY3. Acesso em: 21 out. 2014. 
 
COSTA, Cristina. Sociologia: questões da atualidade. São Paulo: Moderna, 
2010. 
DIAS, Reinaldo. Sociologia Geral. 5. ed. São Paulo: Alínea, 2011. 
 
 
FURLAN, Paula. Exclusão digital é retrato da exclusão social. 8 nov. 2013. 
Disponível em: http://goo.gl/ROxaeN. Acesso em: 19 out. 2014. 
 
MACHADO, Fernanda. Revolução Francesa: Queda da Bastilha, jacobinos, 
girondinos, Napoleão. Revista Pedagogia e Comunicação, Seção História 
Geral, 15 jul. 2013. Disponível em: http://goo.gl/Voj08H. Acesso em: 21 out. 
2014. 
 
MARX, Karl. A mercadoria. Tradução e comentário de Jorge Grespan. São 
Paulo: Editora Ática, 2006. 
 
MARIA Antonieta. Direção de Sofia Coppola. Produção de Sofia Coppola, Rose 
Katz. EUA: American Zoetrope, Columbia Pictures do Brasil, 2007. 1 bobina 
https://www.youtube.com/watch?v=33qwY_jWudE
http://guiadoestudante.abril.com.br/aventuras-historia/como-era-vida-idade-media-677615.shtml
http://b2bmagazine.consumidormoderno.uol.com.br/index.php/internet/item/3239-exclusao-digital-e-tambem-exclusao-social
http://educacao.uol.com.br/disciplinas/historia/revolucao-francesa-queda-da-bastilha-jacobinos-girondinos-napoleao.htm#fotoNav%3D2
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Nome 
 
 
cinematográfica. Disponível em: 
https://www.youtube.com/watch?v=uBsSioNmQRI. Acesso em: 21 out. 2014. 
 
MATOS, Francisco Gomes de. Ética na gestão empresarial: da conscientização 
à ação. 2. ed. São Paulo: Saraiva, 2011. 
 
NAVARRO, Roberto. O que é a sociedade de castas que existe na Índia? 
Mundo Estranho, Edição 66. Disponível em: http://goo.gl/v6wZfy. Acesso em: 
19 out. 2014. 
 
NOVOS sujeitos, novos relacionamentos. Palestrantes: Joel Birman e Márcia 
Arán. Café Filosófico. Módulo: Subjetivações Contemporâneas. Jul. 2009. 
Disponível em: http://goo.gl/vbQPy6. Acesso em: 21 out. 2014. 
 
 
PINHEIRO, Cláudio Costa. A hierarquia da sociedade indiana. Ciência Hoje, 31 
maio 2012. Disponível em: http://goo.gl/GmnEy6. Acesso em: 21 out. 2014. 
 
SIGNIFICADOS.COM. Disponível em: http://www.significados.com.br. Acesso 
em: 21 out. 2014. 
 
 
 
 
Questão 1 
 
Resposta: Alternativa “A”. A correta associação dos itens pode ser encontrada 
no próprio conteúdo do Caderno de Atividades da Aula 2. 
 
Questão 2 
 
Resposta: Alternativa “D”. Os itens II e III podem ser localizados no link do 
Saiba Mais indicado em Evolução Tecnológica do Caderno de Atividades da 
Aula 2. Quanto à incorreção do item I, também pode ser verificada no texto do 
https://www.youtube.com/watch?v=uBsSioNmQRI
http://mundoestranho.abril.com.br/materia/o-que-e-a-sociedade-de-castas-que-existe-na-india
http://www.cpflcultura.com.br/wp/2011/04/14/novos-sujeitos-novos-relacionamentos-%E2%80%93-joel-birman-e-marcia-aran-2/
http://cienciahoje.uol.com.br/revista-ch/2012/292/a-hierarquia-da-sociedade-indiana
http://www.significados.com.br/
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Nome 
 
 
Saiba Mais: “[...] o mundo virtual e o real se fundem cada vez mais e a 
exclusão dessa realidade cria um novo tipo de marginalização.” 
 
Questão 3 
 
Resposta: Alternativa “A”. A resposta desta questão encontra-se no Caderno 
de Atividades da Aula 2, item Social x Individual. 
 
Questão 4 
 
Para esta questão, espera-se que a leitura do conteúdo do Caderno de 
Atividades da Aula 2 tenha sido completa, envolvendo também o item 
Conceitos Fundamentais. A resposta deve demonstrar a compreensão de 
que, diante da intolerância às diferenças entre crenças, as pessoas podem 
julgar e rejeitar aqueles que não compartilham as mesmas opiniões ou 
dogmas. Qualquer exemplo que ilustre essa ideia será aceitável para esta 
questão. 
 
Questão 5 
 
Em uma sociedade baseada em sistema de castas, o status social é herdado. 
Se seu pai tivesse sido um limpador de chão, você também o seria, mesmo 
que, de alguma forma, tivesse desenvolvido habilidades para fazer outras 
tarefas mais lucrativas. No sistema capitalista, há um espaço para a mobilidade 
social. Não é difícil encontrarmos casos de pessoas que enriqueceram a partir 
de seus próprios esforços, mesmo tendo nascido de pais pobres da zona rural. 
Essas pessoas buscam desenvolver-se e acumular novos conhecimentos e, 
por mérito, podem conquistar um status social bem melhor do que o de um 
agricultor. 
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1 
 
 
Como citar este material: 
FREGNI, Carla P. Ética e Relações Humanas no Trabalho: Pensando sobre o Indivíduo. 
Caderno de Atividades. Valinhos: Anhanguera Educacional, 2015. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Olá! Seja bem-vindo(a) à terceira aula da disciplina Ética e RelaçõesHumanas 
no Trabalho. Nesta aula, vamos refletir sobre o indivíduo. 
Até este momento, levantamos questões sobre a ética e sobre as relações 
humanas. Em nossa primeira aula, aprendemos que a ética está ligada a 
códigos de conduta que servem para orientar a boa convivência entre as 
pessoas. Em nossa segunda aula, vimos que as relações humanas são 
construídas sobre pilares como a política, a religião, a economia, a cultura, a 
tecnologia e outros que se interconectam. Utilizamos uma abordagem histórica 
para compreendermos melhor como esses pilares interferiram e interferem nas 
relações humanas. 
Nesta aula, pretendemos complementar nossas reflexões sobre relações 
humanas, lançando nossos olhares sobre o indivíduo, sobre seu papel social e 
sobre os desafios enfrentados em nossa contemporaneidade. 
Está preparado para mais uma viagem de questionamentos e debates? Vamos 
lá! 
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A Individualidade 
 
A individualidade pode tornar-se pivô de debates das mais diversas naturezas: 
política, religiosa, legal, filosófica, entre outras. Se formos curiosos, vamos 
descobrir que a palavra indivíduo vem do latim: individuus, ou seja, o que não é 
divisível. 
Afinal, por que tantas discussões opõem-se à individualidade, julgando-a 
inimiga do bem viver em sociedade ou oposta à caridade? Alguns chegam a 
dizer que o individualismo é como doença que isola a pessoa que não quer 
compartilhar experiências com seus semelhantes. 
Você já pensou sobre isso? O que é ser um indivíduo? 
 
Como dissemos, muitas áreas de estudo pesquisam a maneira de nos 
enxergamos como indivíduos. O psiquiatra Jacques Lacan passou cerca de 30 
anos de sua vida desenvolvendo um trabalho conhecido por estádio do 
espelho. O que motivou suas primeiras investigações para esse trabalho foi 
observar a reação de uma criança de colo ao olhar-se no espelho. Notou-se 
que ela conseguia perceber-se como criatura distinta daquela que a segurava, 
assim como de tudo ao seu redor. 
A observação de Lacan nos leva a compreender que, desde muito cedo, 
podemos nos perceber como pessoas que têm suas próprias ideias e suas 
próprias emoções. Quando nos descobrimos pensadores de nosso próprio 
mundo interior tomamos consciência de nossa individualidade. 
Em sua obra, a autora Costa (2010, p. 83) explica a conclusão de Lacan: 
 
Lacan teve então a certeza de se tratar de uma experiência cognitiva 
fundamental – mesmo sem ser capaz de manter a postura ereta ou 
de articular a palavra “eu”, o ser humano experimenta a matriz 
simbólica do Eu que o acompanhará pela vida toda. Trata-se de uma 
experiência de natureza simbólica que faz emergir a capacidade 
humana de se relacionar com o mundo circundante, e consigo 
próprio, por intermédio de signos. 
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Se você se assustou com a quantidade de termos técnicos dessa citação, não 
se preocupe! Não vamos embarcar em fundamentos da psicologia. 
Gostaríamos apenas de destacar que nos tornamos indivíduos quando tiramos 
significados pessoais de nossas próprias experiências de vida. 
Se pudéssemos explicar, de forma simplificada, o que é uma experiência de 
natureza simbólica, diríamos que se trata de uma experiência com base em 
símbolos e, portanto, não alcança uma explicação muito objetiva. Ou seja, 
quando você tenta explicar como foi essa experiência, você acaba falando 
coisas como: “um cheiro de gosto azedo” ou, então, “borboletas em meu 
estômago” ou “sons do silêncio”. É claro que a psicologia explicaria de forma 
muito mais elaborada. Jung, por exemplo, diria algo parecido com: 
 
[...] o símbolo é a melhor expressão possível de algo relativamente 
desconhecido, pois ele representa por imagens, experiências e 
vivências que incluem aspectos conscientes e inconscientes, isto é, 
desconhecidas da consciência. Como tal, o símbolo participa e existe 
sob a forma vivencial e experiencial, sendo impossível de ter seu 
significado esgotado ou determinado, possibilitando estabelecer 
múltiplas relações e analogias (JUNG apud SERBENA, 2010). 
 
Também devemos ressaltar que o significado de signo, mencionado na citação 
de Costa (2010, p. 83), nada tem a ver com astrologia... O signo é um elemento 
da linguagem humana que nos permite associar significados às coisas que nos 
rodeiam (desde as materiais até as imateriais). Esses significados são bastante 
complexos, envolvendo nossos sentidos e nossa mente. Vamos usar um 
exemplo? A ideia de “chuva” pode ser dita, escrita ou desenhada. Qualquer 
uma dessas formas pode ser considerada um código que carrega em si duas 
partes: aquela expressa pela forma representada (verbal, escrita ou 
desenhada) e aquela que nossa mente concebe como significado. Essas duas 
partes estão sempre presentes em qualquer signo utilizado pela humanidade. 
Para compreendermos melhor a capacidade humana de se relacionar por 
meio de signos, vamos propor-lhe um exercício mental. Imagine a seguinte 
situação: duas pessoas estão saindo de um vagão do metrô em São Paulo. Ao 
começarem a andar pelos corredores, percebem pessoas chegando com seus 
guarda-chuvas molhados. Para a primeira pessoa, essa imagem gerou uma 
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vontade enorme de chegar logo em casa, porque, certamente, sua mãe a 
receberia com bolinhos de chuva envoltos com açúcar e canela. Para a 
segunda pessoa, essa imagem deu-lhe desespero, pois, toda vez que chove, 
sua casa é tomada por enchente. 
Não é incrível como um mesmo signo pode despertar emoções e reações tão 
diferentes nas pessoas? Por mais que os mesmos indivíduos vivam em uma 
mesma sociedade, com a mesma cultura e, quem sabe, com a mesma 
educação, a individualidade está no interior de cada um. Não há como eliminá- 
la. 
 
Saiba Mais! 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Somos Todos Mutantes 
 
Nesta reportagem da Revista Superinteressante, discute-se o impacto que o 
surgimento de um indivíduo diferente em um grupo pode causar. O 
comportamento de rejeitar aquele que não é igual a todos acontece em muitas 
espécies, além da humana. 
“O problema é que sempre nos juntamos em tribos de ‘iguais’ para lutar contra 
qualquer coisa que pareça diferente. É parte da nossa natureza. É parte da 
natureza de qualquer animal - até por isso todos os mutantes sofrem, em 
todas as espécies. Mas, ironicamente, são os mutantes, os diferentes, que 
fazem a evolução andar. Não fosse por eles, nem seríamos todos macacos. 
Seríamos todos amebas, porque a evolução nem teria acontecido. Mas graças 
a ela, hoje, temos neurônios o bastante para decidir não nos comportar como 
amebas; cérebro suficiente para entender que o próprio conceito de raça é 
uma ilusão. Perpetrada por um instinto estúpido”. 
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A Identidade 
 
Os papéis sociais eram claros há bem pouco tempo. Pelo menos, isso é o que 
a história da humanidade nos mostra. Na Grécia antiga, os papéis eram 
designados pelo Cosmo finito e ordenado. Na Era Medieval, os papéis eram 
assumidos desde o berço: o clero, a realeza e os plebeus. Com a 
Modernidade: a burguesia e o proletariado. 
A relação humana, na verdade, sempre se baseou nas relações entre os 
papéis sociais. A relação entre mestre e discípulo; senhorfeudal e vassalo; 
padre e fiel; rei e súdito; senhor de engenho e escravo; ricos e pobres; chefe e 
funcionário; marido e esposa. Esta lista pode ir bem longe! 
O papel social garante uma identidade ao indivíduo. Se, por um lado, a 
construção identitária facilita a estruturação de uma sociedade, por outro lado, 
pode sufocar os talentos individuais de uma pessoa. 
Ao mesmo tempo, dar vazão às manifestações dos talentos individuais pode 
desestruturar completamente os códigos de conduta de uma sociedade que se 
organiza pela imposição de papéis para cada um de seus integrantes. 
Em nossa contemporaneidade, o indivíduo já tem bastante liberdade para 
escolher a trajetória de sua vida. E, ao mesmo tempo, grandes debates são 
inflados com a questão da quebra ética e do costume da má conduta que o 
individualismo pode causar. 
Talvez sejam os dois lados da moeda: a liberdade de ser o que se quer ser e 
a responsabilidade em ser agente para o bom convívio social. 
VERSIGNASSI, Alexandre. Somos todos mutantes. Superinteressante.com, 
maio 2014. Disponível em: http://super.abril.com.br/cotidiano/somos-todos- 
mutantes-803001.shtml. Acesso em: 27 out. 2014. 
http://super.abril.com.br/cotidiano/somos-todos-mutantes-803001.shtml
http://super.abril.com.br/cotidiano/somos-todos-mutantes-803001.shtml
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Saiba Mais! 
 
 
 
 
 
 
 
Novas Fronteiras da Subjetivação 
 
Assista à palestra de Benilton Bezerra Júnior, intitulada Novas Fronteiras da 
Subjetivação, no Programa Café Filosófico, em 2009, produzido pela TV 
Cultura. 
 
BEZERRA JÚNIOR, Benilton. Novas Fronteiras da Subjetivação. Café 
Filosófico, 2009. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=AwOIzQ7OiwE. 
Acesso em: 20 dez. 2016. 
 
Sujeito e Subjetivação 
 
Nos dias de hoje, os interesses individuais têm encontrado muitos caminhos 
para se manifestarem. Não é para menos que se discute tanto sobre o sujeito 
quanto sobre a subjetivação. 
 
 
 
 
 
Na palestra indicada no Saiba Mais, Dr. Bezerra Júnior define sujeito como o 
indivíduo que mantém uma relação com o mundo, mediada pela linguagem e 
pela cultura. Segundo ele, um sujeito é um indivíduo que tem consciência de 
que é alguém com vontades próprias e tem consciência de que o outro também 
é alguém com vontades próprias. 
Você deve estar se perguntando: mas não são assim todos os indivíduos? Na 
verdade, não! Vamos pensar juntos: será que aquelas pessoas que têm 
limitações mentais ou cerebrais conseguem manter relações significativas com 
o mundo a seu redor? Percebemos que não, certo? Seja por não terem 
https://www.youtube.com/watch?v=AwOIzQ7OiwE
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consciência ou por não dominarem a linguagem humana. Agora, sim, pudemos 
compreender a definição de sujeito! 
Então, vamos passar para a definição de subjetivação. A subjetivação 
acontece na medida em que o sujeito vai dando significado às suas 
experiências no mundo em que vive. 
Essa definição de subjetivação pode nos levar a algumas conclusões: se ela é 
construída a partir das vivências do sujeito, então ela não é definitiva: 
enquanto o sujeito estiver vivo, a subjetivação vai acontecendo. Além disso, ela 
não é válida para todos os sujeitos, pois cada um poderá dar os significados 
que quiser às suas próprias vivências. 
Então, vamos a mais uma questão? Quais são as influências que recaem sobre 
o sujeito na hora em que ele cria significados às suas experiências de vida? 
Algumas respostas nos vêm à cabeça imediatamente, não é mesmo? Com 
certeza, a educação que esse sujeito recebeu deve influenciar bastante, assim 
como seu jeito de ser, ou seja, sua personalidade. A cultura praticada na 
sociedade em que ele vive também é um fator de influência, além de suas 
crenças ou doutrinas religiosas. 
Esta reflexão nos levará a entender que a subjetivação é algo individual, mas 
totalmente influenciado pelo ambiente que cerca o indivíduo. Mais uma vez, 
repetimos: o ser humano é uma criatura gregária. Isso significa que a própria 
individualidade do homem necessita do outro para poder se formar. 
Como assim? Parece algo bem estranho isso que dissemos, não é mesmo? 
 
Convidamos você para nos acompanhar em uma hipótese bastante improvável. 
Se um ser humano vivesse absolutamente sozinho, desde seu nascimento, ele 
não ia perceber sua individualidade, porque seria o todo em seu próprio 
mundo! 
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Saiba Mais! 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: http://en.wikipedia.org/wiki/File:Kaspar_hauser.jpg. Acesso em: 27 out. 2014. 
 
O Enigma de Kaspar Hauser 
 
A história é de um bebê que teria crescido sozinho dentro de um porão na 
cidade de Nuremberg, em torno de 1812. Sem qualquer contato humano para 
que ninguém soubesse de sua existência, ele dormia com uma corrente que o 
prendia, sentado ao chão. Deixavam-lhe água e comida enquanto dormia. Já 
na idade adulta, um homem o tira do calabouço e o deixa em uma praça 
pública na cidade, com uma carta direcionada ao capitão da cavalaria local em 
1828. Sem saber falar nem andar, ele passa a fazer seus primeiros contatos 
com o mundo exterior e a sociedade da época. Ajudado por uma família, ele 
aprendeu a se comportar, a falar, ler, escrever, tocar piano, além de se 
interessar por jardinagem. Mas sempre observado com curiosidade e espanto 
pelos cidadãos. (Fonte: http://www.futura.org.br/blog/2013/01/18/o-enigma-de- 
kaspar-hause-e-a-atracao-da-semana-no-cineconhecimento/. Acesso em: 27 
out. 2014). 
 
 
O ENIGMA de Kaspar Hauser. Direção: Werner Herzog. Produção: Werner 
Herzog. Alemanha Ocidental: Zweites Deutsches Fernsehen (ZDF), 1974. 110 
min. Trailer disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=Wplj0ITkwho. 
http://www.futura.org.br/blog/2013/01/18/o-enigma-de-kaspar-hause-e-a-atracao-da-semana-no-cineconhecimento/
http://www.futura.org.br/blog/2013/01/18/o-enigma-de-kaspar-hause-e-a-atracao-da-semana-no-cineconhecimento/
https://www.youtube.com/watch?v=R9qxbd3uR48
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Nós somente nos percebemos como indivíduos e sujeitos porque somos 
sensíveis às reações das pessoas que estão à nossa volta. E, mais do que 
isso: dependendo do significado que damos às reações das pessoas à nossa 
volta, determinamos nossas ações com antecedência, não é mesmo? 
Quantas vezes percebemos isso em nosso cotidiano! Às vezes, o marido deixa 
de contar alguns problemas para a esposa porque ela pode reagir mal. Assim, 
o marido age em função de evitar uma reação indesejável da esposa. 
Outro exemplo: a jovem que tem seu primeiro encontro leva uma hora para 
decidir qual roupa vai usar e mais duas horas para se preparar. Tudo isso para 
conseguir determinada reação de seu pretendente: elogios e aprovação! 
Acesso em: 31 out. 2014. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A Redescrição da Subjetividade: as Bioidentidades 
 
Enquanto o mundo econômico enfrenta sua crise, assistimos à passagem de 
uma cultura fundamentada no sujeito psicológico, na qual a identidade estava 
referida preferencialmente ao registro da vida emocional interior, para outra, a 
cultura das bioidentidades, na qual a biologia e o corpo são as fontes 
privilegiadas nas quais buscamos a resposta para a questão fundamental: 
quemsou eu? 
 
 
CABRAL, Rossano L. A redescrição da subjetividade: as bioidentidades. Café 
Filosófico, 2009. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=vaEiY183BcA/ . 
Acesso em: 20 dez. 2016. 
https://www.youtube.com/watch?v=vaEiY183BcA
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Você deve ter percebido que o ponto de vista que utilizamos até agora é 
ocidental e contemporâneo. A liberdade para as significações individuais, ou 
pessoais, não é realidade para todas as civilizações. Atualmente, há muitos 
povos (como alguns orientais, por exemplo) cuja cultura e poder político 
impõem condutas às pessoas, que acabam sendo obrigadas a agir em função 
de leis, doutrinas religiosas e tradições culturais. 
Além disso, o que consideramos autonomia individual hoje nas culturas 
ocidentais é uma possibilidade recente. Lembre-se: a ditadura militar no Brasil 
só entrou em decadência há pouco mais de 30 anos! 
Com as rápidas reflexões que estamos fazendo, percebemos que não há como 
pensarmos no indivíduo sem pensarmos em relações humanas. Também não 
dá para pensarmos em relações humanas sem pensarmos em como sustentá- 
las, ou seja, se o homem depende das relações humanas, o que fazer para que 
elas sejam duráveis e para que elas realmente agreguem os indivíduos? 
Cairemos na questão da ética novamente! Não é para menos que pessoas dos 
mais diversos perfis e formações acadêmicas se debruçam sobre este tema há 
milênios! 
Quais devem ser as condutas ideais para que uma sociedade perdure com 
seus integrantes interagindo de forma satisfatória? Essa forma satisfatória é a 
mesma para todos os povos? Para todas as gerações? Sabemos que não! 
O que é aceitável no Brasil não pode nem ser sonhado no Afeganistão. Você já 
imaginou uma carioca sendo obrigada a usar uma burca? E uma afegã 
deparando-se com um biquíni tipo “fio dental”? Mesmo que elas mudassem de 
país, seria penoso tanto para uma quanto para a outra acostumar-se com 
costumes tão diversos daqueles com os quais foram criadas. 
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Ética e Valores 
 
A ética depende dos valores cultivados por determinada sociedade, e esses 
valores vão mudando no tempo e no espaço. Se pararmos para pensar sobre 
os avanços das pesquisas científicas, vamos concluir que nossos valores têm 
mudado de forma radical. 
Saiba Mais! 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: http://g1.globo.com/mundo/noticia/2014/07/tribunal-europeu-apoia-lei-francesa-que-proibe-veu- 
islamico-em-publico.html. Acesso em: nov. 2014. 
 
 
Tribunal Europeu apoia lei francesa que proíbe véu islâmico em 
público 
Tribunal Europeu de Direitos Humanos concorda com a lei francesa de 2010 
que proíbe o uso do véu islâmico integral (burca e niqab) em espaços 
públicos, pois decisão estaria de acordo com o entendimento de que as 
autoridades necessitam identificar os indivíduos para prevenir atentados 
contra a segurança das pessoas, dos bens e lutar contra a fraude de 
identidade. 
TRIBUNAL Europeu apoia lei francesa que proíbe véu islâmico em público. 
Globo.com, 1 jul. 2014. Disponível em: http://g1.globo.com/mundo/noticia/>. 
Acesso em: 28 out. 2014. 
http://g1.globo.com/mundo/noticia/2014/07/tribunal-europeu-apoia-lei-francesa-que-proibe-veu-islamico-em-publico.html
http://g1.globo.com/mundo/noticia/2014/07/tribunal-europeu-apoia-lei-francesa-que-proibe-veu-islamico-em-publico.html
http://g1.globo.com/mundo/noticia/2014/07/tribunal-europeu-apoia-lei-francesa-que-proibe-veu-islamico-em-publico.html
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Saiba Mais! 
 
 
 
 
 
 
 
 
A ética nos relacionamentos 
Gravada no dia 17/03/2006, a palestra expõe uma importante distinção entre 
ética e moral. Enquanto a moral vem de fora, do social, a ética nasce do 
indivíduo, vem do ego, pois depende de uma personalidade estruturada. A 
moral é superegoica, já que se trata de uma imposição do ambiente introjetada 
nos indivíduos. O programa trata também de questões importantes dos nossos 
tempos que envolvem a ética, como clonagem, células-tronco e aborto. 
 
COHEN, Claudio. A ética nos relacionamentos. Café Filosófico, 2012. 
Disponível em: http://www.cpflcultura.com.br/wp/2008/12/30/a-etica-nos- 
relacionamentos/. Acesso em: 20 out. 2014. 
 
Vamos pensar sobre o exemplo dado pelo psicanalista Claudio Cohen, em 
palestra intitulada A ética nos relacionamentos, produzida pelo Café Filosófico 
da TV Cultura em 2012: 
 
 
 
 
 
Ele nos conta que, até há pouco tempo, a área médica julgava a morte de um 
paciente por sua parada cardiorrespiratória. Ou seja: se o coração parava de 
bater, os aparelhos eram desligados, e a família tomava as providências 
fúnebres. 
No entanto, com o avanço tecnológico da medicina, chega-se à viabilidade do 
transplante de órgãos. E essa oportunidade de salvar vidas levou toda a 
sociedade médica a rever o conceito de morte. Dali em diante, o que definiria a 
http://www.cpflcultura.com.br/wp/2008/12/30/a-etica-nos-relacionamentos/
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morte de um indivíduo seria a morte cerebral. Assim, mesmo com o coração 
batendo, se houvesse morte cerebral, o corpo era mantido pelos aparelhos até 
que o órgão pudesse ser retirado, salvando outro indivíduo cujo cérebro ainda 
funcionasse. 
Não precisamos descrever como é difícil para uma família ver seu ente querido 
com o coração batendo com a ajuda de aparelhos e, mesmo assim, ter de 
considerá-lo morto. 
São os novos valores da modernidade. Isso não quer dizer que todas as 
sociedades vejam desta mesma forma. Por exemplo, na época em que os 
transplantes começaram a ser uma realidade, japoneses budistas recusavam- 
se a receber órgão de um ser morto. Eles tinham outros valores. 
É comum que pessoas com as mesmas necessidades, interesses e pontos de 
vista se reúnam para se fortalecer e, assim, conquistar suas aspirações frente 
a uma maioria ou frente a uma parcela social mais poderosa. Se formos 
pensar, é assim que muitas revoluções se manifestam. Muitos movimentos 
sociais acontecem desta forma. Podemos pensar no exemplo dos movimentos 
feministas e no movimento gay. É inegável que esses movimentos de minorias 
abalaram os princípios e valores de uma época e plantaram novas 
possibilidades éticas. Hoje, grande parcela da população feminina ocidental é 
aceita como mãe solteira sem ter de se esconder da sociedade. As pessoas 
chamadas, atualmente, de homoafetivas, sentem-se mais à vontade para 
manifestar suas preferências sexuais. 
Atualmente, por exemplo, não é ético discriminar alguém cuja cor de pele seja 
diferente da sua. É, inclusive, uma atitude passível de processos penais. Mal 
dá para imaginarmos que houve uma época em que os afrodescendentes não 
eram considerados nem seres humanos! A quebra de tantos paradigmas tem 
nos trazido muitos ganhos, apesar de nos depararmos, muitas vezes, com 
questões tão difíceis. 
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Vamos pensar no caso da fecundação in vitro. Trata-se da possibilidade que 
indivíduos têmem conceber uma criança mesmo que fisiologicamente seus 
organismos não sejam capazes de fazê-los naturalmente. A grande discussão 
ética a respeito é: o que fazer com os embriões que não foram implantados no 
útero da mãe? Eles podem ser congelados, aguardando sua vez? Afinal, esses 
embriões devem ser considerados bebês vivos? 
Nossa vida, nosso dia a dia ‒ seja pessoal, seja profissional ‒ coloca-nos 
questionamentos constantemente. Como deveríamos nos posicionar frente a 
eles? Matos (2012, p. 2) afirma que a sociedade apoia-se em três pilares 
éticos: a criação de oportunidades para todos; a vontade que possa gerar 
liberdade responsável; e o compromisso com o bem pessoal e o bem 
comum. Pode ser que, com base nesses pilares, possamos alcançar uma 
sociedade mais justa, livre e solidária. 
Saiba Mais! 
 
Como fazer super bebês 
 
“Imunidade a doenças como câncer. Maior resistência à obesidade. Seleção 
de características estéticas. Tudo isso já pode, ou logo poderá, ser 
programado antes do início da gravidez. Conheça o admirável (e lindinho) 
futuro dos bebês.” 
 
 
COSTA, Camilla; GARATONNI, Bruno. Como fazer super bebês. 
Superinteressante.com, fev. 2012. Disponível em: 
http://super.abril.com.br/ciencia/como-fazer-super-bebes-677777.shtml. 
Acesso em: 27 out. 2014. 
http://super.abril.com.br/ciencia/como-fazer-super-bebes-677777.shtml
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Quebra de Paradigmas 
 
Abordamos a questão da liberdade que temos como sujeitos detentores de 
nossas próprias decisões, caminhando por trajetórias que nós mesmos 
escolhemos. Também comentamos que essa autonomia individual quebra 
muitos paradigmas sociais. 
Vamos lembrar: o que é um paradigma? Simplificando, um paradigma é um 
modelo de pensamento. São ideias já bem estruturadas a respeito de algum 
assunto. Um paradigma leva à repetição de hábitos, costumes e opiniões. Um 
paradigma pode engessar o modo de ser das pessoas. 
É por isso que, diante de algo que choca, mas que de alguma forma leva as 
pessoas a reverem suas crenças, seus conceitos e valores, é comum que se 
diga: quebre seu paradigma! 
O que estamos vivendo atualmente já não tem as mesmas características da 
Era Moderna. Do século XX para o século XXI, muitos paradigmas foram 
quebrados. É exatamente por isso que acadêmicos, pesquisadores e cientistas 
tentam dar um nome para esse tempo em que vivemos. Alguns preferem Pós- 
Modernidade, outros, Hipermodernidade ou também Modernidade Tardia. A 
questão é saber se estamos realmente vivendo uma era de ruptura. 
Como já comentamos antes, talvez nós, que vivemos nesta era, não vamos 
conseguir mesmo nomeá-la. Isso será possível apenas olhando para trás e 
dando um nome ao que já aconteceu. Portanto, a tarefa ficará com as gerações 
futuras, não é mesmo? 
Uma das maiores responsáveis por estilhaçar os paradigmas mais intocáveis é 
a biotecnologia. Ela nos choca diariamente com propostas como plásticos que 
crescem em árvores; açúcar que vira acrílico; bioship que simula metabolismo 
de medicamentos no corpo humano; e, até mesmo, gravidez em homens! É 
chocante, sim. Aceitarmos a ideia de um homem grávido dependeria de 
quebrarmos um paradigma solidamente fundamentado na ciência: o homem 
tem cromossomos x/y. Isso é um ponto pacífico, não é mesmo? Uma criatura 
cujos cromossomos sejam x/x só pode ser mulher, certo? Mais ou menos... 
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Saiba Mais! 
 
 
 
 
 
 
Homem grávido dá à luz menina nos Estados Unidos 
 
O transexual americano Thomas Beatie deu à luz uma menina saudável na 
cidade de Bend, no Estado de Oregon, noroeste dos Estados Unidos. 
HOMEM grávido dá à luz menina nos Estados Unidos. BBC BRASIL.COM, 3 
jul. 2008. Disponível em: http://www.bbc.co.uk/. Acesso em: 27 out. 2014. 
 
Convidamos você para conhecer a história de Thomas Beatie. Sua identidade 
atual é masculina. Ele é casado com uma mulher, pai de família. Mas Thomas 
não nasceu com essa identidade. Ele nasceu como Tracy. Não pretendemos 
explorar aqui os motivos que levaram Tracy a passar por todo um processo 
biotecnológico de masculinização. Mas, ao fazê-lo, decidiu-se por manter seus 
órgãos femininos internos – o que lhe permitiu engravidar. Quando Tracy 
mudou sua identidade para Thomas, desejou ser pai. Tendo seu útero intacto, 
Thomas tornou-se um homem grávido! 
 
 
 
 
 
Esta é a nova era em que vivemos: os papéis sociais são fluidos. Tudo pode se 
transformar radicalmente. As identidades não são determinadas quando 
nascemos. Podemos mudá-las várias vezes no decorrer de nossas vidas. 
Essa fluidez dos papéis sociais, atualmente, pode levar a um mal-estar social. 
Aqueles que se acham portadores de crenças, valores e conhecimentos 
universais podem ser surpreendidos com novas possibilidades de se olhar a 
vida. Será que temos o direito de julgar o desejo de ser pai que uma pessoa 
http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2008/07/080703_transexual_filharg.shtml
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portadora de cromossomos x/x tenha? Será que temos o direito de julgar uma 
pessoa, portadora de saudáveis ovários e útero, que não queira ter filhos? 
Muitas vezes, o que provoca o mal-estar social não é a livre manifestação do 
sujeito e de suas subjetivações. O que pode provocar o total desastre social é a 
intolerância. Talvez, ela seja a mãe de muitas guerras... 
Quebrar paradigmas exige nos depararmos com perguntas como: 
 
1. Qual deveria ser o limite de ação para a humanidade? 
 
2. Até que ponto os avanços científicos são positivos para a evolução 
humana? 
3. É possível conciliar os interesses individuais com os interesses da 
coletividade? 
4. Qual é o equilíbrio entre tolerância e ordem social? 
 
Não existem respostas prontas! Que tal refletirmos sobre todas as que são 
possíveis? 
Bons estudos! 
 
 
 
 
 
Burca: símbolo do talibã afegão usado tradicionalmente pelas mulheres das 
tribos pashtuns do país. Cobre completamente a cabeça e o corpo, inclusive os 
olhos, em que há uma rede para permitir a visão. (Fonte: 
http://g1.globo.com/mundo/noticia/2014/07/tribunal-europeu-apoia-lei-francesa- 
que-proibe-veu-islamico-em-publico.html. Acesso em: 28 out. 2014. 
 
Experiência cognitiva: trata-se da experiência que ocorre por meio da 
cognição (palavra cuja origem é latina: noscere = saber, conhecer – com o 
prefixo com = junto). (Fonte: 
http://origemdapalavra.com.br/site/palavras/cognicao/. Acesso em: 21 out. 
2014). “A cognição envolve fatores diversos como o pensamento, a linguagem, 
http://g1.globo.com/mundo/noticia/2014/07/tribunal-europeu-apoia-lei-francesa-que-proibe-veu-islamico-em-publico.html
http://g1.globo.com/mundo/noticia/2014/07/tribunal-europeu-apoia-lei-francesa-que-proibe-veu-islamico-em-publico.html
http://origemdapalavra.com.br/site/palavras/cognicao/
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a percepção, a memória, o raciocínio etc., que fazem parte do desenvolvimento 
intelectual.” (Fonte: http://www.significados.com.br/cognitivo/. Acesso em: 20 
out. 2014). Assim, podemos considerar que as experiências que envolvem o 
pensamento, a linguagem, a percepção, a memória, o raciocínio, por exemplo, 
são experiências cognitivas. 
 
Jacques Lacan: “é um autor polêmico – discutidoe admirado, para alguns 
teóricos é considerado o maior psicanalista depois de Freud, ou até mesmo do 
seu porte; para os seus críticos, a teoria lacaniana é um retrocesso da 
psicanálise, um desvirtuador da teoria freudiana.” (Fonte: 
https://psicologado.com/abordagens/psicanalise/jacques-lacan-biografia. 
Acesso em: 16 out. 2014. Um de seus mais importantes trabalhos (o estádio do 
espelho) foi desenvolvido de 1936 a 1964. 
 
Linguistas: estudiosos que utilizam a ciência para explicar e descrever as 
manifestações linguísticas. 
 
Linguística: é a ciência que estuda a linguagem humana. 
 
Signos: a área da Linguística explica que utilizamos dois elementos principais 
para que a comunicação se materialize de forma plena: a linguagem, que 
representa todo o sistema de sinais convencionais, sejam estes de natureza 
verbal ou não verbal, e a língua, que representa um sistema de signos 
convencionais (de natureza gramatical) usados pelos membros de determinada 
comunidade, no nosso caso, a língua portuguesa. Partindo deste pressuposto, 
temos que o signo linguístico é concebido como um elemento representativo, 
constituindo-se de dois aspectos básicos: o significante e o significado, os 
quais formam um todo indissolúvel. (Fonte: 
http://www.portugues.com.br/redacao/o-signo-linguistico.html. Acesso em: 21 
out. 2010). Exemplificando: quando ouço a palavra “casa”, imagino minha 
própria casa, e meus sentimentos me levam à lembrança de como é bom estar 
descansando nela. O significante do elemento representativo “casa” (nesse 
exemplo) é o som que eu ouvi (alguém falando casa), e o significado desse 
http://www.significados.com.br/cognitivo/
https://psicologado.com/abordagens/psicanalise/jacques-lacan-biografia
http://www.portugues.com.br/redacao/o-signo-linguistico.html
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elemento representativo é a imagem que eu fiz da minha própria casa e 
também os sentimentos despertados quando me lembrei dela. 
 
 
Instruções 
 
Agora, chegou a sua vez de exercitar seu aprendizado. A seguir, você 
encontrará algumas questões de múltipla escolha e dissertativas. Leia 
cuidadosamente os enunciados e atente-se para o que está sendo pedido. 
Verifique a resposta correta no final deste material na seção Gabarito. 
 
 
 
Questão 1 
 
 
A lei francesa de 2010 que proíbe o uso do véu islâmico integral 
(burca e niqab) em espaços públicos está de acordo com o Convênio 
Europeu de Direitos Humanos, opinou nesta terça-feira (1º) a Grande 
Sala do Tribunal de Estrasburgo. O Tribunal Europeu de Direitos 
Humanos entende a necessidade das autoridades “de identificar aos 
indivíduos para prevenir atentados contra a segurança das pessoas e 
dos bens e lutar contra a fraude de identidade”. 
 
(TRIBUNAL Europeu apoia lei francesa que proíbe véu islâmico em público. 
Globo.com, 1 jul. 2014. Disponível em: 
http://g1.globo.com/mundo/noticia/2014/07/tribunal-europeu-apoia-lei- 
francesa-que-proibe-veu-islamico-em-publico.html Acesso em 28 out. 2014) 
 
A respeito do trecho da reportagem, podemos afirmar que: 
 
I. Alguns adeptos da religião islâmica poderão sentir-se privados de 
seu direito de manifestação religiosa. 
 
II. A lei francesa opõe-se completamente à liberdade de pensamento. 
 
III. Associar o uso de capacete de motociclista e de capuz ao uso da 
burca confirma que a lei não se volta às questões religiosas. 
http://g1.globo.com/mundo/noticia/2014/07/tribunal-europeu-apoia-lei-francesa-que-proibe-veu-islamico-em-publico.html
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É correto o que se afirma em: 
 
a) I, apenas. 
 
b) II, apenas. 
 
c) I e III, apenas. 
 
d) II e III, apenas. 
 
e) I, II e III. 
 
Verifique a resposta correta no final deste material na seção Gabarito. 
 
 
 
Questão 2 
A chamada Primeira Onda Feminista teria ocorrido no século XIX e avançado 
pelo começo do século XX. Este período aborda uma grande atividade 
feminista desenvolvida no Reino Unido e nos Estados Unidos. Foi o momento 
em que o movimento se consolidou em torno da luta pela igualdade de direitos 
para homens e mulheres. Estas se organizaram e protestaram contra as 
diferenças contratuais, a diferença na capacidade de conquistar propriedades e 
contra os casamentos arranjados que ignoravam os direitos de escolha e os 
sentimentos das mulheres. 
(GASPARETTO JR., Antônio. Primeira onda feminista. Disponível em: 
http://www.infoescola.com/historia/primeira-onda-feminista/. Acesso em: 26 
out. 2014) 
 
Com base no texto apresentado, analise as seguintes afirmações: 
 
I. O movimento de grupos de pessoas com os mesmos interesses e as 
mesmas necessidades pode levar a revoluções sociais. 
 
PORQUE 
 
II. A força de grupos organizados em torno de uma causa em comum 
pode ser o bastante para renovar alguns paradigmas sociais. 
http://www.infoescola.com/historia/primeira-onda-feminista/
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A respeito dessas afirmações, assinale a opção correta: 
 
a) As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa 
da I. 
 
b) As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma 
justificativa da I. 
 
c) A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição 
falsa. 
 
d) A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição 
verdadeira. 
 
e) As asserções I e II são proposições falsas. 
 
Verifique a resposta correta no final deste material na seção Gabarito. 
 
 
 
Questão 3 
 
Já foi normal duas pessoas se digladiarem até a morte para entreter a 
multidão. Também já foi normal queimar mulheres na fogueira por 
bruxaria e fazer pessoas trabalharem sem remuneração com direito a 
castigos físicos só pela cor da pele. Era normal também humanos se 
alimentarem de sua própria espécie e casarem sem amor. Já foi 
normal passar 40 horas da semana fazendo algo que se detesta, 
mentir para ganhar dinheiro e devastar florestas inteiras em busca de 
um suposto desenvolvimento. Peraí, este último ainda é normal. 
Afinal, será que ser normal ‒ e achar normais coisas que não 
deveriam ser ‒ pode ser uma doença? 
 
(BERGIER, Carolina. A doença de ser normal. Disponível em: 
http://super.abril.com.br/saude/doenca-ser-normal-755983.shtml. Acesso em: 
27 out. 2014). 
 
A respeito do texto apresentado, podemos afirmar que: 
 
I. Aceitar ou não algum evento social como normal está ligado aos 
valores culturais de determinada sociedade em determinada época 
histórica. 
http://super.abril.com.br/saude/doenca-ser-normal-755983.shtml
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II. O que é concebido como normal por determinada cultura, em 
determinada época histórica, tem a ver com o paradigma adotado por 
essa mesma cultura. 
 
III. A história da humanidade nos mostra que muitos paradigmas sociais 
foram quebrados por movimentos revolucionários. 
 
 
É correto o que se afirma em: 
 
a) I, apenas. 
 
b) II, apenas. 
 
c) I e III, apenas. 
 
d) II e III, apenas. 
 
e) I, II e III. 
 
Verifique a resposta correta no final deste material na seção Gabarito. 
 
 
 
Questão 4 
Leia o texto que segue: 
 
Uma das histórias mais bem documentadas envolvendocrianças lobo 
é a de duas meninas completamente selvagens, resgatadas por uma 
expedição que massacrou os lobos com quem elas viviam, perto de 
um vilarejo no norte da Índia, em 1920. O comportamento das duas 
crianças causou espanto, pois, quando foram encontradas, as 
meninas não sabiam andar sobre os pés, mas se moviam 
rapidamente de quatro. É claro que não falavam, e seus rostos eram 
inexpressivos. Queriam apenas comer carne crua, tinham hábitos 
noturnos, repeliam o contato dos seres humanos e preferiam a 
companhia de cachorros e lobos. 
 
(RISCHBIETER, Luca. A triste história das crianças lobo ou nem só de genes 
e cérebro vive o homem. Disponível em: 
http://www.educacional.com.br/articulistas/luca_bd.asp?codtexto=220. 
Acesso em: 27 out. 2014). 
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Responda à pergunta: por que os rostos das crianças selvagens eram 
inexpressivos? 
 
Verifique a resposta correta no final deste material na seção Gabarito. 
 
 
 
Questão 5 
 
O enigma de Kaspar Hauser 
 
A história é de um bebê que teria crescido sozinho dentro de um porão na 
cidade de Nuremberg, em torno de 1812. Sem qualquer contato humano para 
que ninguém soubesse de sua existência, ele dormia com uma corrente que o 
prendia, sentado ao chão. Deixavam-lhe água e comida enquanto dormia. Já 
na idade adulta, um homem o tira do calabouço e o deixa em uma praça 
pública na cidade, com uma carta direcionada ao capitão da cavalaria local em 
1828. Sem saber falar nem andar, ele passa a fazer seus primeiros contatos 
com o mundo exterior e a sociedade da época. Ajudado por uma família, ele 
aprendeu a se comportar, a falar, ler, escrever, tocar piano, além de se 
interessar por jardinagem, mas sempre observado com curiosidade e espanto 
pelos cidadãos. Incapaz de fazer mal a alguém, foi assassinado, 
provavelmente, pelos mistérios que cercavam sua existência. (Fonte: 
http://www.futura.org.br/blog/2013/01/18/o-enigma-de-kaspar-hause-e-a- 
atracao-da-semana-no-cineconhecimento/. Acesso em: 27 out. 2014). 
Diante do texto sobre a história de Kaspar Hauser, responda às questões que 
seguem: 
1. Será que Kaspar Hauser era capaz de sentir-se como indivíduo 
enquanto estava encarcerado? Explique sua resposta. 
2. O assassinato de Kaspar Hauser poderia encontrar alguma explicação 
na intolerância social? Explique sua resposta. 
 
Verifique a resposta correta no final deste material na seção Gabarito. 
http://www.futura.org.br/blog/2013/01/18/o-enigma-de-kaspar-hause-e-a-atracao-da-semana-no-cineconhecimento/
http://www.futura.org.br/blog/2013/01/18/o-enigma-de-kaspar-hause-e-a-atracao-da-semana-no-cineconhecimento/
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Este segundo tema voltou-se às questões do indivíduo como sujeito dotado de 
vontade e ação, inserido em uma sociedade que mantém seus próprios valores 
e cultura. Pudemos refletir sobre a natureza simbólica das experiências 
humanas e sobre nossa capacidade de nos relacionarmos por meio de signos. 
O conteúdo também nos possibilitou compreender os conceitos de sujeito e de 
subjetivação, assim como a relação entre valores e ética. Finalizamos nossas 
discussões com uma reflexão sobre a influência da quebra de paradigmas 
sobre as mudanças sociais. 
 
 
 
 
BEZERRA JÚNIOR, Benilton. Novas Fronteiras da Subjetivação. Café Filosófico, 
2009. Disponível em: http://www.cpflcultura.com.br/wp/2009/12/02/integra-novas- 
fronteiras-da-subjetivacao-benilton-bezerra-junior/. Acesso em: 24 out. 2014. 
 
CABRAL, Rossano L. A redescrição da subjetividade: as bioidentidades. Café 
Filosófico, 2009. Disponível em: http://www.cpflcultura.com.br/wp/2009/12/02/integra- 
a-redescricao-da-subjetividade-as-bioidentidades-rossano-lima-cabral-sao-paulo/. 
Acesso em: 27 out. 2014. 
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COSTA, Camilla; GARATONNI, Bruno. Como fazer super bebês. 
Superinteressante.com, fev. 2012. Disponível em: 
http://super.abril.com.br/ciencia/como-fazer-super-bebes-677777.shtml. Acesso em: 27 
out. 2014. 
 
COHEN, Claudio. A ética nos relacionamentos. Café Filosófico, 2012. Disponível em: 
http://www.cpflcultura.com.br/wp/2008/12/30/a-etica-nos-relacionamentos/. Acesso em: 
20 out. 2014. 
http://www.cpflcultura.com.br/wp/2009/12/02/integra-novas-fronteiras-da-subjetivacao-benilton-bezerra-junior/
http://www.cpflcultura.com.br/wp/2009/12/02/integra-novas-fronteiras-da-subjetivacao-benilton-bezerra-junior/
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25 
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DUARTE, Vânia M. do N. O signo linguístico. Disponível em: 
http://www.portugues.com.br/redacao/o-signo-linguistico.html. Acesso em: 21 out. 
2010. 
 
HOMEM grávido dá à luz menina nos Estados Unidos. BBC BRASIL.COM, 3 jul. 2008. 
Disponível em: 
http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2008/07/080703_transexual_filharg. 
shtml. Acesso em: 27 out. 2014. 
 
MATOS, Francisco G. Ética na gestão empresarial: da conscientização à ação. São 
Paulo: Saraiva, 2012. 
 
MOURA, Jovi. Jacques Lacan – Biografia. Disponível em: 
https://psicologado.com/abordagens/psicanalise/jacques-lacan-biografia. Acesso em: 
16 out. 2014. 
 
O ENIGMA de Kaspar Hauser. Direção: Werner Herzog. Produção: Werner Herzog. 
Alemanha Ocidental: Zweites Deutsches Fernsehen (ZDF), 1974. 110 min. Trailer 
disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=R9qxbd3uR48. Acesso em: 31 out. 
2014. 
 
ORIGEM DA PALAVRA. Disponível em: 
http://origemdapalavra.com.br/site/palavras/cognicao/. Acesso em: 21 out. 2014. 
 
SERBENA, Carlos Augusto. Considerações sobre o inconsciente: mito, símbolo e 
arquétipo na psicologia analítica. Rev. abordagem gestalt., Goiânia, v. 16, n. 
1, jun. 2010. Disponível em: 
http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1809- 
68672010000100010&lng=pt&nrm=iso>. Acesso em: 31 out. 2014. 
 
SIGNIFICADOS.COM. Significado de cognitivo. Disponível em: 
http://www.significados.com.br/cognitivo/. Acesso em: 20 out. 2014 
 
TRIBUNAL Europeu apoia lei francesa que proíbe véu islâmico em público. 
Globo.com, 1 jul. 2014. Disponível em: 
http://g1.globo.com/mundo/noticia/2014/07/tribunal-europeu-apoia-lei-francesa-que- 
proibe-veu-islamico-em-publico.html. Acesso em: 28 out. 2014. 
http://www.portugues.com.br/redacao/o-signo-linguistico.html
http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2008/07/080703_transexual_filharg.shtml
http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2008/07/080703_transexual_filharg.shtml
https://psicologado.com/abordagens/psicanalise/jacques-lacan-biografia
https://www.youtube.com/watch?v=R9qxbd3uR48
http://origemdapalavra.com.br/site/palavras/cognicao/
http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1809-68672010000100010&lng=pt&nrm=iso
http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1809-68672010000100010&lng=pt&nrm=iso
http://www.significados.com.br/cognitivo/
http://g1.globo.com/mundo/noticia/2014/07/tribunal-europeu-apoia-lei-francesa-que-proibe-veu-islamico-em-publico.htmlhttp://g1.globo.com/mundo/noticia/2014/07/tribunal-europeu-apoia-lei-francesa-que-proibe-veu-islamico-em-publico.html
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VERSIGNASSI, Alexandre. Somos todos mutantes. Superinteressante.com, maio 
2014. Disponível em: http://super.abril.com.br/cotidiano/somos-todos-mutantes- 
803001.shtml. Acesso em: 27 out. 2014. 
 
 
 
 
Questão 1 
 
Resposta: Alternativa “C”. A afirmação II está incorreta, porque a lei francesa 
não impede que as pessoas pensem da maneira que bem entenderem. Para a 
lei, a pessoa pode continuar mantendo suas crenças conforme a religião 
islâmica, só não pode manifestá-la por meio do véu. Pensar é uma coisa, 
manifestar-se é outra. 
 
 
 
Questão 2 
 
Resposta: Alternativa “A”. A afirmação II justifica a afirmação I porque a 
renovação de paradigmas sociais está ligada diretamente às revoluções 
sociais. 
 
 
 
Questão 3 
 
Resposta: Alternativa “E”. Os conceitos envolvidos por esta questão – por 
exemplo, o que são paradigmas, o que é a quebra de paradigmas, como 
funcionam os valores de uma sociedade – podem ser encontrados no Caderno 
de Atividades da Aula 3. 
http://super.abril.com.br/cotidiano/somos-todos-mutantes-803001.shtml
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Questão 4 
 
Um rosto sem sorriso é um rosto inexpressivo. O sorriso é uma manifestação 
simbólica que os humanos aprendem vivendo em sociedade. Por isso, crianças 
selvagens não sabiam sorrir: elas não aprenderam a interagir por meio de 
símbolos. 
 
 
 
Questão 5 
 
Resposta 1: É provável que Kaspar Hauser, enquanto estava encarcerado, 
simplesmente não tinha consciência de sua individualidade, pois o ser humano 
percebe-se como indivíduo ao relacionar-se com o outro. 
Resposta 2: O assassinato de Kaspar Hauser poderia ter sido resultado da 
intolerância das pessoas que o consideravam estranho e diferente de todos 
naquela comunidade. Atos de violência acontecem até hoje em função da não 
aceitação de um integrante do grupo que não consegue ser exatamente como 
a maioria. 
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Olá! Seja bem-vindo(a) ao quarto tema da disciplina Ética e Relações Humanas no 
Trabalho. Convidamos você para acompanhar as transformações ocorridas na relação 
entre homem e trabalho. 
O trabalho surge, inicialmente, como uma forma de se garantir a sobrevivência. A 
natureza está repleta de demonstrações de trabalhos como garantia para a sobrevivência. 
Em uma colmeia, por exemplo, as abelhas se organizam em três tipos de papéis: a abelha 
rainha, os zangões e as operárias. A partir da relação entre esses papéis, elas produzem o 
mel, que é a base de sua subsistência. 
Se, por um lado, o ser humano guarda muitas semelhanças com a natureza, por outro 
lado, diferencia-se bastante quanto à evolução de sua relação com o trabalho. Ao longo do 
tempo, podemos encontrar variações do significado que o homem já deu ao trabalho. 
Você sabia que o significado da palavra latina que deu origem à palavra trabalho era 
tripallium? E sabe o que significava? Tripallium era um instrumento de tortura. Para os 
gregos, o trabalho manual era algo penoso e devia ser executado pelos escravos 
(TOMAZI, 2000, p. 48). Daquele tempo para hoje, o significado do trabalho passou por 
muitas mudanças, chegando a ser classificado como algo enobrecedor. De qualquer 
forma, é bastante comum encontrarmos muitas pessoas que ainda encaram o trabalho 
como um verdadeiro tripallium. 
Como citar este material: 
FREGNI, Carla P. Ética e Relações Humanas no Trabalho: Relações Humanas no Trabalho. Caderno 
de Atividades. Valinhos: Anhanguera Educacional, 2015. 
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Trabalho: entre a Tortura e a Dignidade Humana 
 
Atualmente, há muitos autores que se baseiam em pesquisas para confirmar que 
funcionários felizes produzem mais. Os autores Dave Ulrich e Wendy Ulrich (2011, p. 25) 
mencionam alguns exemplos: 
“Ao longo de um período de 10 anos (1998 a 2008), as ‘melhores empresas para 
trabalhar’ têm uma apreciação de 6,8% em suas ações, comparada com 1,0% da 
empresa média.” 
“Ao longo de um período de sete anos, as empresas mais admiradas na lista da 
revista Fortune tiveram o dobro do retorno de mercado em relação à concorrência.” 
“Somente 13% dos empregados que não têm comprometimento recomendariam os 
produtos ou serviços da sua empresa, comparados com 78% dos empregados 
comprometidos.” 
 
 
Saiba Mais! 
 
Desenvolvimento da palavra trabalho 
 
Conheça a trajetória dos principais termos voltados ao conceito de trabalho. 
 
RODRIGUES, Sérgio. Trabalho, tortura e outras lutas: viva o Primeiro de Maio. 
Veja.com, 1 maio 2012. Disponível em: http://goo.gl/EkCQuB. Acesso em: 1 nov. 
2014. 
Saiba Mais! 
 
 
 
O trabalho dignifica o homem? 
 
A expressão, tão comumente usada, encontra explicação na psicologia, pois o 
trabalho é, sim, condição preponderante para a realização humana. 
MENDES, G. O trabalho dignifica o homem. O Nacional.com, 1 maio 2013. Disponível 
em: http://goo.gl/yFIUWa . Acesso em: 1 nov. 2014. 
 
 
Atividade profissional e distúrbios psicossomáticos 
 
O dilema de conciliar uma atividade profissional com prazer perdura até os 
nossos dias e pode ser fonte de distúrbios psicossomáticos para indivíduos e 
http://goo.gl/EkCQuB
http://goo.gl/yFIUWa
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Matos (2012, p. 19) afirma que “a felicidade na empresa cria condições adequadas para a 
efetiva produtividade”. Ele menciona quatro elementos importantes para se manter um 
ambiente organizacional propício: estilo gerencial participativo; conhecimento 
compartilhado; solidariedade; valorização pessoal. 
Parece bastante lógica a ideia de que trabalhadores satisfeitos tenham mais ânimo para 
realizar suas funções (o que aumenta a produtividade) e também ficam menos doentes 
(principalmente quando a fonte da doença é o estresse). Mas, será mesmo possível 
sermos totalmente felizes no trabalho? 
Ana Carolina Rodrigues, jornalista da Você/SA, apresenta uma discussão bastante 
pertinente sobre o amor ao trabalho. Ela menciona um discurso que Steve Jobs fez a 23 
mil alunos da Universidade de Stanford durante cerimônia de formatura (de lá para cá, o 
vídeo foi baixado mais de 20 milhões de vezes no YouTube). Em determinado momento de 
seu discurso, Jobs fala: “Você tem de encontrar o que você ama. A única maneira de fazer 
um excelente trabalho é amar o que faz. Se você ainda não encontrou, continue 
procurando, e não se acomode”. 
Pelo tom usado na fala de Jobs e pela quantidade de vezes que o vídeo foi visto, somos 
realmente capazes de acreditar que o “amor” ao trabalho é o caminho para a felicidade, 
não é mesmo? Por outro lado, não podemos deixar de lançar um olhar mais crítico e 
cuidadoso a respeito de qualquer radicalismo neste sentido. Em seu artigo, Rodrigues 
(2014, s.p.) provoca uma reflexão: 
 
Amar o ofício talvez seja mais simples para quem ocupa um cargo de destaque ou 
tem um negócio de sucesso — o que explicariaa crença de Steve Jobs. Mas, para 
grande parte dos trabalhadores mortais, a relação entre prazer e fazer é mais 
conflituosa. 
 
Não podemos negar que há um encadeamento lógico entre sermos bons naquilo que 
fazemos, sermos reconhecidos por isso e alcançarmos nossa realização. Precisamos 
de tempo e investimento para desenvolvermos nossas melhores competências. Porém, 
nossas necessidades financeiras nem sempre nos dão esse tempo, não é mesmo? Talvez, 
perda de produtividade para empresas. 
 
BALTHAZAR, Luci Endson. Afinal, é trabalho ou tripalium? 10 jun. 2013. Disponível 
em: http://goo.gl/WwD48s. Acesso em: 3 nov. 2014. 
http://goo.gl/WwD48s
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por isso, haja tantas pessoas desanimadas no trabalho. Rafael Alcadipani, professor da 
Fundação Getúlio Vargas, acrescenta: “Para a maioria das pessoas, a possibilidade de 
fazer o que ama é limitada pela obrigação de ter de ganhar dinheiro para sobreviver” 
(RODRIGUES, 2014). 
Então, essa reflexão nos leva a concluir que não há saída? É claro que há! E muitas! 
Seguem algumas dicas de pessoas entrevistadas pela jornalista Rodrigues (2014, s.p.): 
• “Às vezes, não conseguimos começar fazendo o que amamos, mas temos de ter 
foco para encontrar o que nos faz crescer e, então, nos aproximarmos do que nos 
faz feliz profissionalmente.” (Guilherme Gatti, diretor de marketing para a América 
Latina da FedEx, empresa de logística de São Paulo) 
• “Gostar do que faz é essencial, mas é preciso estar muito bem preparado para que 
as expectativas encontrem as oportunidades.” (Roger Ingold, presidente da 
consultoria Accenture de São Paulo) 
• “Fazer o que ama é um pouco de acaso e bastante de noção sobre as próprias 
limitações. Tem gente que ama tocar piano, mas nunca poderia fazer isso 
profissionalmente.” (Rafael Alcadipani, Professor da FGV-SP) 
• “Quando temos um propósito de vida bem definido, faremos coisas que 
verdadeiramente amamos e outras que nem tanto, mas que deverão ser realizadas 
com a mesma energia e dedicação para que o objetivo maior seja alcançado.” 
(Carlos Morassutti, vice-presidente de recursos humanos da Volvo, de Curitiba, 
Paraná). 
 
 
 
Saiba Mais! 
 
Entenda o “mundo do trabalho” e suas exigências 
 
No mundo do trabalho, os cenários se transformam rapidamente. É preciso 
estar muito atento para acompanhar as mudanças. Em momento de 
transformação, o desafio de manter-se bem-colocado no mercado de trabalho 
se torna mais complexo. Nessas horas, não adianta se afobar, mas também 
não é aconselhável se acomodar. Há dois caminhos que podemos trilhar: o do 
trabalho criativo e do trabalho acomodado. 
http://www.exame.com.br/topicos/marketing
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Como o Trabalho Virou Mercadoria 
 
O trabalho foi se transformando em mercadoria antes mesmo da eclosão da Revolução 
Industrial. Para que o trabalho se transformasse em mercadoria, foi necessário que o 
trabalhador fosse desvinculado de seus meios de produção, ficando apenas com sua força 
de trabalho para vender. Isso aconteceu na Inglaterra, por exemplo, com a expropriação 
dos camponeses, liberando as terras para a produção da lã. Esses camponeses e outras 
milhares de pessoas sem trabalho foram obrigados a se deslocar para as cidades. Esses 
dois fatores foram indispensáveis para a indústria têxtil, ou seja, foi possível dispor de 
muita matéria-prima e, ao mesmo tempo, de um exército de pessoas que possuíam 
apenas sua força de trabalho para vender. 
Diante deste contexto, surgem pessoas que conseguem acumular riquezas e ter dinheiro 
nas mãos para aplicar em empreendimentos voltados à fabricação de mercadorias em 
outra escala de produção e com outra finalidade: vender no mercado. Assim, pouco a 
pouco, ao trabalhador acabou restando apenas sua força de trabalho para oferecer. 
 
 
 
 
 
ENTENDA o “mundo do trabalho” e suas exigências. CMAIS.com, 19 abr. 2011. 
Disponível em: http://cmais.com.br/entenda-o-mundo-do-trabalho-e-suas-exigencias. 
Acesso em: 1 nov. 2014. 
 
 
Trabalho precisa de mais amor? 
Confira o artigo comentado anteriormente, de Ana Carolina Rodrigues, na íntegra: 
RODRIGUES, Ana Carolina. Trabalho precisa de amor? Exame.com, 28 ago. 2014. 
Disponível em: http://goo.gl/OG3wM4. Acesso em: 2 nov. 2014. 
Saiba Mais! 
 
O trabalho não é mercadoria! 
 
Viver para trabalhar ou trabalhar para viver? Viver sem trabalhar ou trabalhar 
sem viver? Estes dilemas atravessam os tempos. Agora, mais do que outrora, 
http://cmais.com.br/entenda-o-mundo-do-trabalho-e-suas-exigencias
http://goo.gl/OG3wM4
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A Concepção Protestante Puritana do Trabalho 
 
Se houve transformações na própria maneira de produzir mercadorias, alterando a divisão 
social do trabalho e toda a estrutura da produção, houve também mudança na maneira de 
pensar a respeito do ato de trabalhar. 
A Reforma Protestante propunha um novo significado para o trabalho que passava a ser 
visto como uma prática de virtude. Trabalhar arduamente levava ao êxito na vida material, 
o que era considerado uma expressão das bênçãos divinas sobre os homens. Ao cristão 
protestante era permitido alcançar riqueza, mas esta deveria ser reinvestida no trabalho 
para gerar mais oportunidades para outras pessoas trabalharem também. 
A concepção protestante puritana em relação ao trabalho acabou criando um contexto 
conveniente à burguesia comercial e depois à industrial, que precisava de trabalhadores 
dedicados e tolerantes em relação às condições precárias de trabalho e aos baixos 
salários. 
 
 
Trabalho e Capitalismo 
 
O aparecimento das máquinas, como consequência dos avanços tecnológicos, 
revolucionou o modo de produzir mercadorias: surgiram as fábricas, configurando o 
contexto da Revolução Industrial entre 1820 e 1840. O trabalhador não precisava ter um 
conhecimento específico sobre algum ofício. Sua relação com a máquina era basicamente 
ligá-la, manuseá-la e regulá-la. A concepção era: sendo um operador de máquinas 
eficiente, seria um trabalhador produtivo. 
O tear automático, inventado por Edmund Cartwright (TOMAZI, 2000, p. 50), substituiu os 
tecelões por trabalhadores com pouca qualificação e baixos salários. Foi deste contexto 
são centrais porque a globalização neoliberal está colocando o trabalho na 
gaveta do capital. Trata o trabalho como uma mercadoria, igual à terra, à 
água, à energia etc. 
BENINCÁ, Dirceu. O trabalho não é mercadoria! Jornal Mundo Jovem, edição 406, p. 
11, maio de 2010. Disponível em: http://goo.gl/qmU1rf. Acesso em: 7 nov. 2014. 
http://goo.gl/qmU1rf
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que surgiram debates sobre o conflito entre trabalho e capital, que originava o processo de 
exploração do trabalhador. 
A questão da exploração do trabalhador pelos capitalistas foi profundamente analisada por 
Karl Marx, no século XIX. Foi ele quem concebeu o conceito de mais-valia. Trata-se de 
um termo que explica o acúmulo de capital por meio do pagamento de salários inferiores 
em relação ao valor do que era produzido pelo trabalhador. 
O aperfeiçoamento contínuo dos sistemas produtivos deu origem a uma divisão de 
trabalho detalhada e encadeada, o que resultou, inclusive, na diminuição de horas de 
trabalho.Esta forma de organização do trabalho passou a ser chamada de fordismo, pois 
foi Henry Ford quem estruturou a produção em sua fábrica de automóveis. Esse modelo foi 
seguido por muitas outras indústrias, a ponto de representar uma nova etapa da produção 
capitalista. 
Iniciava-se, assim, o que muitos chamaram de a Era do Consumismo, ou seja, a produção 
em massa para o consumo em massa. Esse processo disseminou-se e atingiu quase todos 
os setores produtivos das sociedades industriais. 
Em paralelo às mudanças introduzidas por Henry Ford, já existiam as propostas de 
Frederick Taylor, que propunha a aplicação de princípios científicos na organização do 
trabalho, buscando maior racionalização do processo produtivo. 
Destacamos o papel de Ford e Taylor nesta época do capitalismo, mas também devemos 
mencionar dois outros elementos, externos à fábrica, que atuavam neste contexto: o 
Estado, criando mecanismos financeiros e legais, e o movimento sindical, que, nos 
Estados Unidos, transformaram-se em grandes estruturas administrativas que articulavam 
entre capitalistas, trabalhadores e Estado. 
A partir da década de 1970, desenvolveu-se uma nova fase no processo produtivo 
capitalista chamada de pós-fordismo ou de acumulação flexível, pois marcava um 
confronto direto com a rigidez do fordismo. Novos setores de produção surgiram, assim 
como novas maneiras de fornecimento de serviços financeiros e novos mercados. Surgiu, 
também, um grande movimento no emprego do chamado setor de serviços. Também 
surgiram indústrias novas em novas regiões, até então subdesenvolvidas. 
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O Trabalho na Era do Conhecimento 
 
Enfim, chegamos ao século XXI, e muitos estudiosos constatam que já não vivemos mais 
na Era Industrial, e sim na Era do Conhecimento. 
Em apresentação do programa Café Filosófico, da TV Cultura, o Prof. Marcos Cavalcanti, 
Professor da UFRJ, afirma que fomos educados pela sociedade industrial, mas vivemos na 
sociedade do conhecimento, o que nos traz alguns problemas em relação a como 
enfrentamos os desafios dessa nova era. Muitas corporações atuais ainda gerenciam seus 
negócios sem pensar em agregar conhecimento e serviços aos bens tangíveis que 
produzem. 
Cavalcanti aponta que mais da metade das exportações norte-americanas corresponde a 
bens intangíveis, ou seja, produtos como software, filmes, músicas, programas de televisão 
e consultorias. A Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico, cuja sigla 
é OCDE, declarou que, em 2000, 55% da riqueza gerada no mundo já vinha do 
conhecimento. 
 
 
 
Saiba Mais! 
 
O trabalho na balança de valores 
 
Desprezado e enaltecido no plano moral, o trabalho passou por 
transformações conceituais decisivas, cuja história, da Antiguidade ao mundo 
pós-industrial, ainda está longe de ter um fim. 
ALBORNOZ, Suzana. O trabalho na balança dos valores. Revista Cult, edição 139, 
2010. Disponível em: http://goo.gl/HQ2Xf4. Acesso em: 2 nov. 2014. 
Saiba Mais! 
 
Conhecimento: o diferencial no mercado de trabalho 
 
Para ser competitivo hoje é necessário saber aliar conhecimento com 
aplicabilidade. Destaca-se o profissional que busca soluções inovadoras e 
eficientes para os negócios da organização, que possui uma visão ampla da 
http://goo.gl/HQ2Xf4
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Vimos como a relação entre as pessoas e o trabalho foi se transformando ao longo do 
tempo. Percebemos, também, que essas transformações não aconteceram da noite para o 
dia, e, sim, resultaram de frequentes rupturas de modelos preestabelecidos. 
Apesar de tantas mudanças, algumas coisas ainda parecem ser as mesmas, como as 
diferenças sociais, o acúmulo de riqueza por alguns poucos grupos, a submissão da 
maioria à necessidade de vender suas horas de trabalho. 
Seja qual for o viés que utilizemos para discutir as questões das relações humanas no 
trabalho de nossa contemporaneidade, vamos sempre nos deparar com as questões de 
uma sociedade capitalista e voltada para o consumo. 
 
 
 
 
Acumulação flexível: também conhecida como Toyotismo, é um modelo de produção 
industrial idealizado por Eiji Toyoda (1913-2013) e difundido pelo mundo a partir da década 
de 1970, após sua aplicação pela fábrica da Toyota, empresa japonesa que despontou 
como uma das maiores empresas do mundo na fabricação de veículos automotivos. A 
característica principal desse modelo é a flexibilização da produção, ou seja, em oposição 
à premissa básica do sistema anterior ‒ o fordismo, que defendia a máxima acumulação 
dos estoques ‒, o toyotismo preconiza a adequação da estocagem dos produtos conforme 
a demanda. Assim, quando a procura por determinada mercadoria é grande, a produção 
aumenta, mas, quando essa procura é menor, a produção diminui proporcionalmente 
(PENA, s.d.). 
Bens tangíveis: são bens que podemos tocar. Um caderno, uma caneta, por exemplo, são 
bens tangíveis. Ao contrário, os bens intangíveis não podem ser tocados. A aula, por 
exemplo, é um bem intangível. É bastante importante que um negócio agregue 
tangibilidade a seus bens intangíveis e agregue intangibilidade a seus bens tangíveis, ou 
empresa e do seu trabalho por meio de um conhecimento global, o que o torna 
um multiespecialista. 
COELHO, Cinthia. Conhecimento: o diferencial no mercado de trabalho. Revista Ietec, n. 
26, jun./ago. 2009. Disponível em: http://goo.gl/CT9kfg. Acesso em: 2 nov. 2014. 
http://goo.gl/CT9kfg
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seja, ao vender um carro (que é um bem tangível), a montadora também disponibiliza o 
serviço de manutenção (que é um bem intangível) a seu cliente. Por outro lado, quando 
uma empresa de consultoria vende uma palestra (que é um bem intangível), ela também 
pode oferecer apostilas (que são bens tangíveis) a seu público. 
Fortune: estudos sobre as empresas mais admiradas, realizados pela Revista Fortune, 
envolvem pesquisa junto a executivos seniores e diretores de empresas legítimas, além de 
analistas financeiros, com a finalidade de determinar as empresas que apresentam as 
reputações mais sólidas dentro de seus setores e em todos os setores (EMPRESAS..., 
s.d.). 
Reforma Protestante: a Reforma Protestante foi apenas uma das inúmeras Reformas 
Religiosas ocorridas após a Idade Média e que tinham como base, além do cunho 
religioso, a insatisfação com as atitudes da Igreja Católica e seu distanciamento com 
relação aos princípios primordiais. Durante a Idade Média, a Igreja Católica tornou-se 
muito mais poderosa, interferindo nas decisões políticas e juntando altas somas em 
dinheiro e terras, apoiada pelo sistema feudalista. Desta forma, ela se distanciava de seus 
ensinamentos e caía em contradição, chegando mesmo a vender indulgências (o que seria 
o motivo direto da contestação de Martinho Lutero, que deflagrou a Reforma Protestante, 
propriamente dita), ou seja, a Igreja pregava que qualquer cristão poderia comprar o 
perdão por seus pecados. Outro fator que contribuía para a ocorrência das Reformas foi o 
fato de que a Igreja condenava abertamente a acumulação de capitais (embora ela mesma 
o fizesse). Logo, a burguesia ascendente necessitava de uma religião que a redimisse dos 
pecados da acumulação de dinheiro. Junto a isso, havia o fato de que o sistema feudalista 
estava agora dando lugar às Monarquias nacionais, que começavam a despertar na 
população o sentimento de pertencimento e colocavama Nação e o rei acima dos poderes 
da Igreja. Desta forma, Martinho Lutero, monge agostiniano da região da saxônia, 
deflagrou a Reforma Protestante ao discordar publicamente da prática de venda de 
indulgências pelo Papa Leão X. (FARIA,s.d.) 
Setor de Serviços: também conhecido por setor terciário, é aquele que engloba as 
atividades de serviços e comércio de produtos. É um dos três setores da economia, sendo 
os outros dois o Setor Primário (agricultura, extração mineral etc.) e o Setor Secundário 
(industrialização). Os serviços são definidos na literatura econômica moderna como “bens 
intangíveis”. O Setor Terciário envolve as provisões de serviços tanto para outros negócios 
http://www.infoescola.com/historia/reforma-protestante/
http://www.infoescola.com/historia/feudalismo/
http://www.infoescola.com/historia/reforma-protestante/
http://www.infoescola.com/historia/reforma-protestante/
http://www.infoescola.com/biografias/papa-leao-x/
http://www.infoescola.com/economia/setor-terciario/
http://www.infoescola.com/economia/setor-primario/
http://www.infoescola.com/economia/setor-secundario/
http://www.infoescola.com/economia/setor-terciario/
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como para consumidores finais. Estes podem estar envolvidos como transportes, vendas e 
distribuição de bens dos produtores aos consumidores; podem ser também de outros 
serviços não ligados diretamente ao produto final, como controle de pragas e 
entretenimento. Os bens podem ser transformados também, como acontece em um 
restaurante ou em uma eletrônica. Assim, o foco está na interação entre pessoas, 
proporcionando um produto ou serviço que satisfaça os anseios de quem o(s) demandou 
(GIRARDI, s.d.). 
Trabalho: pode-se definir trabalho, de acordo com o Dicionário do Pensamento Social do 
Século XX, como o “esforço humano dotado de um propósito e que envolve a 
transformação da natureza através do dispêndio de capacidades físicas e mentais”. 
Portanto, trabalho é toda atividade na qual o ser humano utiliza sua energia física e 
psíquica para satisfazer suas necessidades ou para atingir determinado fim, sendo 
elemento essencial da relação dialética entre o homem e a natureza, entre o saber e o 
fazer, entre a teoria e a prática. (MAGALHÃES; MAIA; MAZZOTTI, 2009). 
 
 
 
 
Instruções 
 
Agora, chegou a sua vez de exercitar seu aprendizado. A seguir, você encontrará algumas 
questões de múltipla escolha e dissertativas. Leia cuidadosamente os enunciados e atente- 
se para o que está sendo pedido. 
 
 
 
 
Questão 1 
“Seria alentador abordar o trabalho como meio de vida e de conquista da dignidade 
humana. Poder divisar o alívio do esforço/sofrimento no trabalho em face dos avanços 
tecnológicos e do conhecimento científico na história da humanidade. Contudo, o que se 
constata no mundo real do trabalho é um distanciamento crescente entre práticas 
organizacionais e direitos sociais conquistados. É o paradoxo que encerra o trabalho 
http://www.infoescola.com/economia/setor-terciario/
http://www.infoescola.com/sociologia/entretenimento/
http://www.infoescola.com/economia/setor-terciario/
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contemporâneo: sua combinação com precarização social, com adoecimento dos 
indivíduos e destruição ambiental”. 
(FRANCO, T.; DRUCK, G.; SILVA, E. S. As novas relações de trabalho, o desgaste mental 
do trabalhador e os transtornos mentais no trabalho. Rev. Bras. Saúde Ocup., São Paulo, v. 
35, n. 122, p. 229-248, 2010) 
 
Podemos concluir, a partir do texto apresentado, que: 
 
I. O paradoxo do trabalho contemporâneo está no adoecimento dos indivíduos por 
causa da destruição ambiental. 
 
II. Os avanços da tecnologia e do conhecimento científico não ajudaram a reduzir o 
sofrimento causado pelo trabalho. 
 
III. Nem sempre os direitos conquistados pela sociedade são contemplados pela 
organização. 
 
 
É correto o que se afirma em: 
 
a) I, apenas. 
 
b) II, apenas. 
 
c) I e III, apenas. 
 
d) II e III, apenas. 
 
e) I, II e III. 
 
Verifique a resposta correta no final deste material na seção Gabarito. 
 
 
 
Questão 2 
Analise as afirmações que se apresentam e avalie cada uma como Verdadeira (V) ou 
Falsa (F): 
I. O trabalho tornou-se mercadoria a partir do momento em que o trabalhador já 
não tinha mais posse sobre os meios de produção e lhe sobrava apenas sua 
própria força de trabalho para oferecer. 
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II. A burguesia beneficiou-se da concepção protestante puritana do trabalho, 
porque, a partir dela, o lucro podia ser visto como o fruto do trabalho que era 
abençoado. 
III. A divisão de trabalho detalhada e encadeada resultou no aumento de horas de 
trabalho. 
 
IV. Uma das práticas do chamado toyotismo determinava o aumento da produção, 
quando a procura por determinada mercadoria era grande, e sua diminuição, 
quando essa procura era menor. 
 
Assinale a alternativa que dispõe a correta avaliação que você fez: 
 
a) I=V; II=V; III=F; IV=V. 
 
b) I=V; II=F; III=F; IV=V. 
 
c) I=V; II=V; III=V; IV=F. 
 
d) I=F; II=V; III=F; IV=V. 
 
e) I=F; II=V; III=V; IV=F. 
 
Verifique a resposta correta no final deste material na seção Gabarito. 
 
 
 
Questão 3 
 
I. A globalização e a tecnologia aumentam a complexidade do ambiente de 
trabalho. 
 
PORQUE 
 
II. Com a internet, os clientes têm mais informações e opções sobre o que e como 
comprar, e mercados distantes substituíram os locais em alguns setores. 
 
 
Analisando as afirmações, conclui-se que: 
 
a) As duas afirmações são verdadeiras, e a segunda justifica a primeira. 
b) As duas afirmações são verdadeiras, e a segunda não justifica a primeira. 
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c) A primeira afirmação é verdadeira, e a segunda é falsa. 
d) A primeira afirmação é falsa, e a segunda é verdadeira. 
e) As duas afirmações são falsas. 
 
Verifique a resposta correta no final deste material na seção Gabarito. 
 
 
Questão 4 
Alguns estudiosos afirmam que ter um trabalho que propicie prazer é positivo tanto para o 
empregado como para o empregador. Levando isso em consideração, responda: 
1. Que benefícios profissionais adquire um trabalhador que sente prazer com o que 
faz? Explique sua resposta. 
2. Que vantagens o empregador alcança com empregados mais felizes no trabalho? 
Explique sua resposta. 
 
Verifique a resposta correta no final deste material na seção Gabarito. 
 
 
 
Questão 5 
Autores afirmam que vivemos em uma sociedade do conhecimento. O que caracteriza a 
sociedade do conhecimento? Quais são as oportunidades e as ameaças que esse tipo de 
sociedade propicia nas relações humanas no trabalho? 
 
Verifique a resposta correta no final deste material na seção Gabarito. 
 
 
 
 
Este quarto tema trouxe à tona discussões sobre a relação homem/trabalho. Vimos a 
trajetória que o significado de trabalho percorreu até os dias de hoje e pudemos refletir 
sobre a dualidade que ele carrega: o trabalho como tortura e o trabalho como realização 
profissional. Também tivemos a oportunidade de conhecer como o trabalho virou 
mercadoria, a concepção protestante frente ao trabalho, o caráter capitalista do trabalho 
contemporâneo e o trabalho na Era do Conhecimento. 
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Este tema nos deu alguns fundamentos para entendermos como e por que as relações 
humanas no mundo do trabalho chegaram ao que são hoje e também nos ajudará a refletir 
sobre discussões éticas neste contexto. 
 
 
 
 
ALBORNOZ, Suzana. O trabalho na balança dos valores. Revista Cult, edição 139, 2010. 
Disponível em: http://revistacult.uol.com.br/home/2010/03/o-trabalho-na-balanca-dos-valores/. 
Acesso em: 2 nov. 2014. 
 
 
BALTHAZAR, Luci Endson. Afinal, é trabalho ou tripalium? 10 jun. 2013. Disponível em: 
http://www.administradores.com.br/noticias/carreira/afinal-e-trabalho-ou-tripalium/76747/. Acesso 
em: 3 nov. 2014. . 
 
BENINCÁ, Dirceu. O trabalho não é mercadoria! Jornal Mundo Jovem, edição 406, p. 11, maio 
de 2010. Disponível em: http://www.mundojovem.com.br/artigos/o-trabalho-nao-e- 
mercadoria. Acesso em: 7 nov. 2014. 
 
CAVALCANTI, Marcos. Desafios contemporâneos: o trabalho. Café Filosófico, 1 dez. 2009. 
Disponível em: http://www.cpflcultura.com.br/wp/2009/12/01/integra-desafios-contemporaneos-o- 
trabalho-marcos-cavalcanti/. Acesso em: 1 nov. 2014. 
 
EMPRESAS mais admiradas segundo a revista Fortune. Disponível em: 
http://goo.gl/Ta9yAz. Acesso em: 1 nov. 2014. 
 
ENTENDA o “mundo do trabalho” e suas exigências. CMAIS.com, 19 abr. 2011. Disponível 
em: http://cmais.com.br/entenda-o-mundo-do-trabalho-e-suas-exigencias. Acesso em: 1 nov. 
2014. 
 
 
FARIA, Caroline. Reforma Protestante. Disponível em: 
http://www.infoescola.com/historia/reforma-protestante/. Acesso em: 3 nov. 2014. 
http://revistacult.uol.com.br/home/2010/03/o-trabalho-na-balanca-dos-valores/
http://www.administradores.com.br/noticias/carreira/afinal-e-trabalho-ou-tripalium/76747/
http://www.mundojovem.com.br/artigos/o-trabalho-nao-e-mercadoria
http://www.mundojovem.com.br/artigos/o-trabalho-nao-e-mercadoria
http://www.cpflcultura.com.br/wp/2009/12/01/integra-desafios-contemporaneos-o-trabalho-marcos-cavalcanti/
http://www.cpflcultura.com.br/wp/2009/12/01/integra-desafios-contemporaneos-o-trabalho-marcos-cavalcanti/
http://goo.gl/Ta9yAz
http://cmais.com.br/entenda-o-mundo-do-trabalho-e-suas-exigencias
http://www.infoescola.com/historia/reforma-protestante/
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GIRARDI, Edson C. Setor Terciário. Disponível em: http://www.infoescola.com/economia/setor- 
terciario/. Acesso em: 3 nov. 2014. 
 
MAGALHÃES, Edith Maria Marques; MAIA, Helenice; MAZZOTTI, Alda Judith Alves. 
Representações sociais de trabalho docente por professores de curso de pedagogia. 2009. 
20 p. Trabalho Simpósio ‒ Estácio de Sá, Rio de Janeiro, 2009. 
 
MATOS, Francisco Gomes de. Ética na gestão empresarial: da conscientização à ação. 2. 
ed. São Paulo: Saraiva, 2011. 
 
MENDES, G. O trabalho dignifica o homem. O Nacional.com, 1 maio 2013. Disponível em: 
http://www.onacional.com.br/geral/cidade/37224/0+trabalho+dignifica+o+homem. Acesso em: 1 
nov. 2014. 
 
PENA, Rodolfo F.A. Toyotismo. Disponível em: 
http://www.mundoeducacao.com/geografia/toyotismo.htm. Acesso em: 3 nov. 2014. 
 
 
RODRIGUES, Ana Carolina. Trabalho precisa de amor? Exame.com, 28 ago. 2014. 
Disponível em: http://exame.abril.com.br/revista-voce-sa/noticias/trabalho-precisa-de-amor. 
Acesso em: 2 nov. 2014. 
 
RODRIGUES, Sérgio. Trabalho, tortura e outras lutas: viva o Primeiro de Maio. Veja.com, 1 
maio 2012. Disponível em: http://goo.gl/UcqyZO. Acesso em: 1 nov. 2014. 
 
SANTOS, K. Trabalho como conceito filosófico. Revista Filosofia. Disponível em: 
http://filosofia.uol.com.br/filosofia/ideologia-sabedoria/42/artigo290788-1.asp. Acesso em: 2 
nov. 2014. 
 
TOMAZI, Nelson D. Iniciação à sociologia. 2. ed. São Paulo: Atual, 2000. 
 
 
ULRICH, Dave; ULRICH, Wendy. Por que trabalhamos: como grandes líderes constroem 
organizações comprometidas que vencem. Porto Alegre: Bookman, 2011. 
http://www.infoescola.com/economia/setor-terciario/
http://www.infoescola.com/economia/setor-terciario/
http://www.onacional.com.br/geral/cidade/37224/0%2Btrabalho%2Bdignifica%2Bo%2Bhomem
http://www.mundoeducacao.com/geografia/toyotismo.htm
http://exame.abril.com.br/revista-voce-sa/noticias/trabalho-precisa-de-amor
http://goo.gl/UcqyZO
http://filosofia.uol.com.br/filosofia/ideologia-sabedoria/42/artigo290788-1.asp
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Questão 1 
 
Resposta: Alternativa D. 
 
Esta questão tem a pretensão de exigir do aluno paciência com a leitura e o 
desenvolvimento da interpretação do texto. A afirmação I está incorreta porque o paradoxo 
do trabalho contemporâneo (mencionado no texto) está no fato de que, mesmo diante de 
altas tecnologias e de avançadas descobertas da ciência, o ser humano ainda continua 
sofrendo com a precarização social, o adoecimento e a destruição do meio ambiente. 
 
 
 
Questão 2 
 
Resposta: Alternativa A. 
 
As ideias das quatro afirmações estão no próprio conteúdo deste tema. Devemos ressaltar 
que o item III é falso porque afirma exatamente o contrário do que deveria ser: a divisão de 
trabalho detalhada e encadeada resultou na diminuição de horas de trabalho. 
 
 
Questão 3 
 
Resposta: Alternativa A. 
 
Esta questão pretende resgatar um conhecimento que, na verdade, já deve ter sido 
absorvido pelo aluno com a própria multidisciplinaridade oferecida pelo curso. 
 
 
 
Questão 4 
 
Para a resposta, espera-se que o estudante traga à tona reflexões sobre a relação do bem- 
estar do funcionário com aquilo que faz e a quantidade/qualidade de sua produção. Para 
ele mesmo, os benefícios são: a preservação de sua saúde, realização e reconhecimento 
profissionais; para o empregador, maior produtividade e menores custos. 
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Questão 5 
 
Esta questão exigirá do estudante autonomia de estudo na busca de informações 
complementares. A sociedade do conhecimento é caracterizada pelo importante papel das 
novas tecnologias, por exemplo, as tecnologias da comunicação e a biotecnologia. Muito 
mais pessoas, em relação a períodos históricos anteriores, têm muito mais acesso a muito 
mais informações. As experiências humanas são aceleradas: o que valia ontem já não 
valerá mais hoje. A vantagem nas relações humanas no trabalho pode estar ligada às 
oportunidades de desenvolver melhor as competências profissionais, e as ameaças estão 
no distanciamento e “esfriamento” entre as pessoas. 
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Olá! Seja bem-vindo(a) à quinta aula da disciplina Ética e Relações Humanas 
no Trabalho. Nesta aula, convidamos você para mergulhar no mundo 
corporativo e compreender o ambiente em que as relações humanas 
desenvolvem seus códigos de conduta no trabalho. 
Você já deve ter se deparado com os mais diversos termos que se referem a 
empresas, não é mesmo? Entre eles, podemos citar: organizações, 
corporações, instituições, empreendimentos, negócios, entre tantos outros. 
Para esta aula, não vamos considerar qualquer diferença entre esses termos. 
Ao ler qualquer um deles, você deverá entender a mesma coisa: uma empresa, 
como essas que já conhecemos, seja qual for sua dimensão, seu setor de 
atuação, seu ramo de negócio, sua nacionalidade,com ou sem fins lucrativos, 
do passado ou do presente, pública ou privada. 
Mesmo que você não tenha passado pela experiência de ser funcionário(a) de 
uma empresa, elas fazem parte de sua vida, fornecendo crédito financeiro, 
refeições, entretenimento, consultas médicas, eletrodomésticos, aulas, ajuda 
social, entre tantos outros produtos e serviços. 
Por se tratar de uma entidade que reúne pessoas que se inter-relacionam, 
questões éticas e morais são inevitáveis nas corporações. E é exatamente por 
isso que estudaremos este universo neste tema. 
Como citar este material: 
FREGNI, Carla Patrícia. Ética e Relações Humanas no Trabalho: O Mundo 
Corporativo. Caderno de Atividades. Valinhos: Anhanguera Educacional, 2015. 
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As Características das Organizações 
 
Na composição deste tema, contaremos com a ajuda do autor Reinaldo Dias 
que, em sua obra Sociologia das Organizações (2008, p. 25-26), expõe alguns 
conceitos que nos serão úteis. 
Podemos encontrar variadas definições para organização. Depois de pesquisar 
o que dizem alguns autores como Peter Drucker, Anthony Giddens, Herbert 
Simon, Robert Srour, Amitai Etzioni, entre outros, Reinaldo Dias chegou a sete 
características gerais das organizações: 
1. As organizações são sistemas sociais, ou seja, possuem regras 
preestabelecidas que ditam como devem ocorrer os relacionamentos 
cotidianos para que os objetivos sejam alcançados. 
2. As organizações compreendem grupos de pessoas associadas que 
buscam atingir objetivos em comum por meio de relações formalizadas, 
e, quando necessário, qualquer membro pode ser substituído sem que 
haja risco à sobrevivência da entidade. 
3. As organizações podem perdurar muito mais tempo do que os 
próprios indivíduos que a criaram. 
4. As organizações são universais, isto é, podem existir em qualquer 
lugar em que seja necessária uma atividade coletiva para se atingir 
determinados objetivos. 
5. As organizações apresentam identidade própria, traduzida pela 
forma como se relacionam com outras organizações ou outras pessoas. 
6. As organizações apresentam um sistema de comunicação que é 
responsável pela regulação das relações entre os indivíduos e pelo 
controle social da direção sobre o trabalho executado nos diversos 
setores da organização. Devemos considerar, também, a existência de 
um sistema informal de comunicação, uma vez que há inúmeros grupos 
informais que coexistem com a estrutura formal da organização. 
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7. As organizações multiplicam a capacidade individual por meio da 
divisão do trabalho. Em outras palavras: processos executados por 
diferentes pessoas fazem que haja o aumento da eficiência e a 
produção de melhores resultados do que a soma dos trabalhos 
individuais. 
 
 
 
 
As sete características, elaboradas por Dias (2008, p. 25-26), podem ser 
aplicadas tanto a tribos indígenas como às grandes corporações do Vale do 
Silício. Por isso mesmo, ele as definiu como características gerais. 
Esta disciplina deverá focar seus debates em três tipos de organizações, 
divididos, atualmente, da seguinte forma (DIAS, 2008, p. 31): 
Saiba Mais! 
 
Os desafios do RH com mão de obra para a construção civil 
Construtora oferece três programas de seleção e formação para obter o melhor time. 
Confira! 
 
PUGLIESI, Nataly. Os desafios do RH com mão de obra para a construção civil. Você 
RH, 3 abr. 2014. Disponível em: http://goo.gl/pjxEQB. Acesso em: 5 nov. 2014. 
 
Investir em comunicação com os funcionários pode aumentar os lucros 
A comunicação interna, nas organizações, gera redução da rotatividade de 
funcionários, aumento da produtividade e maior índice de satisfação e fidelização do 
consumidor final. Leia o artigo da jornalista Carolina Cassiano e compreenda o que 
atualmente é chamado de endomarketing. 
 
CASSIANO, Carolina. Endomarketing: solução caseira. Disponível em: 
http://goo.gl/HnF5nd. Acesso em: 4 nov. 2014. 
http://goo.gl/wmj66d
http://goo.gl/pjxEQB
http://goo.gl/pjxEQB
http://goo.gl/HnF5nd
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As sete características, elaboradas por Dias (2008, p. 25-26), podem ser 
aplicadas tanto a tribos indígenas como às grandes corporações do Vale do 
Silício. Por isso mesmo, ele as definiu como características gerais. 
Esta disciplina deverá focar seus debates em três tipos de organizações, 
divididos, atualmente, da seguinte forma (DIAS, 2008, p. 31): 
 
 
1) Organizações Públicas: criadas para solucionar questões ligadas ao 
bem comum. 
2) Organizações Privadas: criadas para atender o interesse privado em 
sua dimensão econômica. 
3) Organizações do 3º Setor: criadas para atender interesses privados (de 
conteúdo não econômico) ou interesses comuns a certos setores da 
população que não encontram soluções na administração pública. 
Exemplos desse tipo de organização são as ONGs, fundações, 
organizações filantrópicas, entre outros. 
 
 
As organizações devem ser vistas como agentes sociais, uma vez que 
influenciam e determinam a vida de outros agentes (coletivos e individuais). 
Algumas intervenções sociais das organizações são mencionadas por Reinaldo 
Dias (2008, p. 29): 
 
 
1. Criação do mercado de trabalho. 
 
2. Contribuição para a estratificação social. 
 
3. Intervenção no meio ambiente, do qual toma seus recursos. 
 
4. Produção de mercadorias, movimentando a economia. 
http://goo.gl/HnF5nd
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Ambientes Organizacionais 
 
As organizações não só agem sobre a sociedade, como também recebem 
influência dela. As teorias da administração nos ensinam que uma empresa 
está imersa em um ambiente com diversos elementos que interferem em seu 
dia a dia e que também são influenciados por ela. Seu ambiente externo é 
dividido em dois: microambiente (composto por fornecedores, compradores e 
clientes) e macroambiente (composto pela sociedade, pela política, pela 
economia, pela tecnologia, entre outros). 
É desta dinâmica que surge a abordagem das organizações como sistemas 
abertos: uma empresa é parte de um todo cujas partes interagem entre si 
(interatuantes) e dependem umas das outras (interdependentes). Devemos 
compreender que a própria empresa é um todo cujas partes internas (como sua 
área financeira, de produção, de marketing, de RH e outras) também são 
interatuantes e interdependentes. 
Há um termo, muito aplicado por profissionais na área de gestão, que é: 
stakeholders. Essa palavra inglesa refere-se a todos os públicos que fazem 
parte dos ambientes interno e externo de uma corporação. Conviver bem com 
esses públicos é importante para a empresa que pretende alcançar seus 
resultados. Organizações que pretendem alcançar sucesso estão sempre 
atentas às expectativas de seus stakeholders. 
Em artigo da Harvard Business School Press (apud KLUYVER, 2012, p. 9), 
Marco Iansiti comparou este contexto organizacional ‒ em que empresas 
recorrem a redes de parcerias para obter sucesso sustentável – a um 
ecossistema biológico. Daí surgiu a expressão ecossistema de negócios, em 
que as empresas alcançam êxito ou fracasso como um todo, uma vez que as 
partes desse todo estão interligadas. 
Após esta construção conceitual que fizemosa respeito das organizações e do 
contexto em que atuam, fica fácil deduzir como é importante a questão da ética 
empresarial para a sustentação desse ecossistema de negócios. 
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Ética e Ecossistema de Negócios 
 
O modo de atuação de uma empresa interfere em todo o ambiente em que ela 
está inserida; portanto, ela poderá prejudicar o funcionamento do ecossistema 
de negócios quando agir de má-fé ou quando tomar decisões que poderão 
prejudicá-lo. 
Quando uma empresa divulga seu código de conduta e não o respeita na 
prática, todos seus relacionamentos dentro do ecossistema de negócios 
poderão ruir! Em outras palavras: uma empresa que não é ética compromete 
sua longevidade e também a de seus parceiros de negócios. 
Francisco Gomes de Matos, em sua obra Ética na Gestão Empresarial (2012), 
afirma que hoje, mais do que antes, a ética é uma questão de sobrevivência 
para as empresas. A ética transformou-se em um forte diferencial de qualidade 
Saiba Mais! 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Empresas válidas 
 
Segundo Arantes (2012), o lucro que as empresas alcançam como consequência de 
objetivos altruístas nada mais é do que a premiação e o meio de perpetuação do 
bem-estar que promovem na sociedade. 
Esta obra desperta reflexões importantes sobre o papel das organizações no contexto 
em que vivemos hoje ‒ com relações humanas fragilizadas e meio ambiente em risco 
de colapso. 
 
ARANTES, Nélio. Empresas válidas: como elas alcançam resultados superiores ao 
servirem a sociedade. São Paulo: Évora, 2012. 
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e de conceito público. Uma imagem institucional positiva e o respeito que a 
corporação demonstra pelo meio ambiente, por exemplo, são fatores muito 
valorizados pelos consumidores atuais. 
 
 
 
Saiba Mais! 
 
As 10 práticas de Responsabilidade Social Empresarial que os 
consumidores mais valorizam 
Pesquisa realizada pelo Instituto Akatu aponta quais são as práticas de 
Responsabilidade Social Empresarial que os consumidores brasileiros mais valorizam 
nas companhias e alerta: apenas 8% da população diz acreditar nas informações de 
RSE que as empresas divulgam atualmente. 
SPITZCOVSKY, Débora. As 10 práticas de RSE que os consumidores mais 
valorizam. Revista Planeta Sustentável, 26 abr. 2013. Disponível em: 
http://goo.gl/GoW24q. Acesso em: 4 nov. 2014. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: Fábrica da Kimberly-Clark, no interior de São Paulo: em 2015, a caldeira movida a gás natural 
será substituída por uma a biomassa. 
 
Movidas a Energia Verde 
Em 2015, entrará em operação em uma das cinco fábricas da Kimberly-Clark, 
fabricante de artigos de higiene pessoal, como lenços de papel e fraldas descartáveis, 
uma caldeira movida a biomassa. 
 
VIEIRA, Renata. Movidas a energia verde. Exame.com, 1 nov. 2014. Disponível em: 
http://goo.gl/1VQXFx. Acesso em: 4 nov. 2014. 
http://goo.gl/GoW24q
http://goo.gl/1VQXFx
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Nome | 
 
 
Quando uma empresa decepciona seu público-alvo, suas vendas caem e ela 
pode não sobreviver. A empresa que consegue enxergar a conduta ética, como 
forma de manter seus negócios a longo prazo, demonstra ter visão de futuro e 
consciência de que faz parte de um sistema: se ela o prejudicar, também 
poderá sair prejudicada. 
Já mencionamos que a ética está intimamente ligada a questões culturais, não 
é mesmo? Então, podemos imaginar como são importantes as adaptações das 
regras de conduta entre as filiais de uma multinacional. O que é aceito como 
normal em um país pode ser encarado como escândalo em outro. 
O ecossistema de negócios é algo bastante complexo, dinâmico e, na maioria 
das vezes, imprevisível. Atualmente, então, mais do que nunca! A globalização 
tem trazido grandes desafios ao mundo corporativo. Uma empresa que atue de 
forma global pode extrair sua matéria-prima de um país, tocar sua produção em 
outro país e concentrar suas vendas em um terceiro país! As decisões das 
organizações de hoje são tomadas com urgência e atingem dimensões que 
ultrapassam os limites geográficos em que as empresas-mãe atuam. 
 
 
Ética do Lucro 
 
Matos (2012, p. 13), mencionado anteriormente, criou o conceito de Ética do 
Lucro, cujas bases seriam quatro condições essenciais e simultâneas em um 
empreendimento: 
1. Lucro aplicado na renovação contínua da empresa. 
 
2. Lucro aplicado à retribuição societária. 
 
3. Lucro aplicado em salários justos. 
 
4. Lucro aplicado em ações de solidariedade social. 
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Nome | 
 
 
 
Saiba Mais! 
 
 
 
A renovação empresarial e os líderes dos novos tempos 
 
As empresas não crescem para sempre. A velocidade das mudanças no mundo 
moderno introduziu a incerteza como fator preponderante na sociedade em que 
vivemos. Essa incerteza reduz o tempo de reação, e o sucesso depende cada vez 
mais da adaptabilidade a essas mudanças. 
 
ALVAREZ FILHO, Jose Ruy. A renovação empresarial e os líderes dos novos tempos. 
Revista Digital, s/d. Disponível em: http://goo.gl/Fy4t5w. Acesso em: 5 nov. 2014. 
 
Benefícios fazem toda diferença nas 150 melhores empresas 
Segundo um estudo realizado pelo instituto de Ensino e Pesquisa Insper, em conjunto 
com a Hays, consultoria especializada em remuneração e benefícios, apenas 20% 
dos candidatos estão interessados no valor do salário. Para 90% deles são os 
recursos não financeiros que os mantêm na companhia ou os fazem considerar uma 
nova proposta. 
 
SENDIN, Tatiana. Benefícios fazem toda diferença nas 150 melhores empresas. 
Revista Você S.A., 12 set. 2013. Disponível em: http://goo.gl/tjwqbL. Acesso em: 5 
nov. 2014. 
 
 
A proposta de Matos (2012) é bem pertinente. No entanto, muitas vezes, a 
organização se vê diante de interesses conflitantes entre seus stakeholders. 
Vamos analisar o seguinte exemplo: tanto os acionistas como os consumidores 
são stakeholders de uma organização. Os interesses dos acionistas giram em 
torno de obter o máximo de retorno sobre os investimentos que fez na 
empresa. Os interesses dos consumidores giram em torno de obter o máximo 
de benefícios dos produtos/serviços comprados pelo melhor preço. Ao baixar 
os preços para satisfazer os consumidores, a empresa desagrada os 
acionistas, e, ao aumentar os preços para agradar os acionistas, a empresa 
desagrada os consumidores. 
http://goo.gl/Fy4t5w
http://exame.abril.com.br/topicos/insper
http://exame.abril.com.br/topicos/remuneracao
http://goo.gl/tjwqbL
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É claro que esse é um exemplo bastante simplificado, mas ilustra o que 
gostaríamos de mostrar: o grande desafio que as organizações enfrentam ao 
tentar conciliar sua rede de relações, sua conduta ética e sua longevidade. 
 
 
O Contexto Organizacional Contemporâneo 
 
Srour, em sua obra Casos de ética empresarial (2011), propõe uma figura que 
nos permite visualizar o contexto contemporâneo das organizações. 
 
Figura 5.1 O contexto contemporâneo. 
 
Fonte: SROUR, Robert H. Casos de Ética Empresarial. Rio de Janeiro: Elsevier, 2011. p. 33 
 
 
 
O autor destacaquatro grandes forças no contexto contemporâneo: a 
Revolução digital; o Capitalismo mundial competitivo; a habitabilidade do 
planeta em risco; e a Vulnerabilidade ampliada das empresas. 
Conforme propõe a figura, cada força tem suas características específicas: 
 
1. A Revolução digital é marcada pela tecnologia da informação; pelas 
telecomunicações em tempo real; e pela desmaterialização da 
economia. 
2. O capitalismo mundial competitivo é caracterizado pela globalização 
econômica com produção mundial e pelo sistema financeiro planetário. 
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3. A habitabilidade do planeta em risco é marcada pela valorização da 
ecologia; pela mudança climática; e pela escassez de recursos naturais. 
4. A vulnerabilidade ampliada das empresas caracteriza-se por regimes 
políticos liberais; por uma mídia plural e investigativa; e pelo poder 
de decisão do cliente. 
 
Saiba Mais! 
 
A era das fábricas inteligentes está começando 
A indústria automobilística está entre as mais robotizadas do mundo, mas, ainda 
assim, a unidade mais moderna da BMW, com seus mais de 1 000 robôs, é um caso à 
parte. Os funcionários, todos de colete azul, acompanham tudo a distância pelas telas 
de computadores. 
 
COSTA, MELINA; STEFANO, Fabiane. A era das fábricas inteligentes está 
começando. Revista Exame, Seção Notícias, 9 jul. 2014. Disponível em: 
http://goo.gl/DR438g. Acesso em: 6 nov. 2014. 
 
Se a empresa não apresentar uma solução em até 30 dias, ele poderá até desistir 
da compra 
Com apenas 5 meses de uso, a geladeira Continental comprada pela engenheira de 
produção Andrea Cristina Siqueira, de 48 anos, parou de funcionar. Após duas 
tentativas desastrosas de conserto, em que ela perdeu todos os alimentos, decidiu ir à 
autorizada. “Deram-me um laudo e falaram para eu pedir a troca à loja. No final, 
consegui uma de outra marca. Não tive assistência alguma da Continental”. 
 
RODRIGUES, Jerusa. Consumidor tem poder de escolha. Estado de São Paulo, 
Seção São Paulo, 14 out. 2013. Disponível em: http://goo.gl/rDH378. Acesso em: 6 
nov. 2014. 
 
Está em curso uma maciça migração do eixo dinâmico do capitalismo global 
para o Oriente 
Na opinião do economista e cientista Marcos Troyjo, a pólvora foi inventada no 
Oriente, pelos chineses. O Ocidente a aprimorou. O capitalismo pode ter sido criado 
no Ocidente, mas é a Ásia que o está redefinindo. 
 
TROYJO, Marcos. Pólvora e Capitalismo. Folha de S.Paulo, 10 out. 2014. Disponível 
em: http://goo.gl/BZ5yul. Acesso em: 06 nov. 2014. 
http://www.exame.com.br/topicos/autoindustria
http://goo.gl/DR438g
http://goo.gl/rDH378
http://goo.gl/BZ5yul
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A Influência da Cultura Organizacional nas Relações Humanas no 
Trabalho 
Dias (2008, p. 205) nos apresenta uma explicação muito sensata para a origem 
de uma cultura organizacional. Ele nos lembra que uma empresa não surge de 
um processo autônomo, ou seja, ela não nasce do nada. As empresas são 
criadas por indivíduos (seus fundadores) que mobilizam grupos de pessoas ao 
redor de objetivos específicos, sabendo que a ação individual não daria conta 
de atingir tais objetivos. Em sua obra, Dias (2008, p. 205) destaca: 
 
Movimentos sociais ou novas religiões começam com profetas, 
messias ou outro tipo de líder carismático. Grupos políticos são 
iniciados pelos líderes que apresentam novas visões e novas 
soluções para os problemas. Empresas são criadas pelos 
empreendedores que têm uma visão de como o esforço combinado 
de certo grupo de pessoas pode criar um novo bem ou serviço de 
mercado. 
 
Dias (2008, p. 204-205) cita o autor Schein ao apresentar três fontes das quais 
se origina a cultura de uma empresa: 
1. Crenças, valores e suposições dos fundadores da organização. 
2. As experiências adquiridas entre os membros do grupo com a 
evolução da organização. 
3. Novas crenças, valores e suposições trazidos por novos membros e 
novas lideranças que foram se incorporando à organização ao longo 
do tempo. 
Uma corporação, cujos fundadores e colaboradores (funcionários) são nativos 
da região em que ela é fundada, mantém a essência da cultura regional. Com a 
expansão da globalização, percebemos que as empresas que atuam 
mundialmente demonstram uma hibridação (mistura) entre as culturas do seu 
país de origem e dos países em que atuam. Multinacionais também 
representam cultura organizacional híbrida. A cultura da fábrica da Toyota, no 
Brasil, não é, com certeza, a mesma de uma fábrica Toyota no Japão. 
Não só a cultura regional ou nacional influencia diretamente a cultura de uma 
empresa. As crenças familiares e religiosas de cada funcionário também 
compõem a cultura organizacional, assim como pontos de vista específicos, 
conforme a área da formação profissional. É comum, por exemplo, 
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testemunharmos algumas discussões entre a área financeira e a área de 
produção, cada uma com sua visão própria em relação às metas corporativas. 
 
Nas organizações, existem, de modo geral, sistemas de valores 
diferentes que competem entre si e que criam um mosaico de 
realidades organizacionais em lugar de uma cultura corporativa 
uniforme (DIAS, 2008, p. 206). 
 
Robbins (2014, p. 351) explica que as corporações são compostas por cultura 
e subculturas. A cultura organizacional garante uma unicidade distinta à 
empresa, ou seja, é configurada por crenças e valores que são adotados ou 
respeitados pela maioria de seus membros (funcionários). As subculturas 
exprimem “problemas ou experiências comuns que os membros enfrentam no 
mesmo departamento ou localização” (ROBBINS, 2014-B, p. 351). 
 
 
 
 
 
O Clima Organizacional 
 
Segundo Dias (2008, p. 213), o clima organizacional “se constitui a partir do 
momento em que os membros se defrontam com as ideias preconcebidas das 
pessoas sobre o seu local de trabalho e o dia a dia da organização”. As 
pesquisas de clima organizacional, aplicadas pela área de Recursos Humanos 
(RH) da empresa, medem o grau de satisfação, as expectativas e as 
necessidades dos colaboradores de uma organização. 
É bem provável que você já tenha sentido os efeitos de um clima 
organizacional. Quando trabalhamos com pessoas cujas atitudes são positivas, 
Saiba Mais! 
 
Natura se destaca em cultura corporativa, diz consultora britânica 
Uma empresa não é feita apenas de números, resultados e produtividade. Os valores 
morais e éticos e a postura interna e externa de uma companhia, a chamada cultura 
organizacional, podem fazer toda a diferença no sucesso dos negócios. 
CARVALHO, Luciana. Natura se destaca em cultura corporativa, diz 
consultora britânica. Revista Exame, Seção Negócios, 14 jun. 2010. Disponível 
em: http://goo.gl/3BxELi. Acesso em: 6 nov. 2014. 
http://goo.gl/3BxELi
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somos inspirados a dar nosso melhor, não é mesmo? Mas, quando temos de 
enfrentar um cotidiano empresarial com grupos medíocres, ficamos totalmente 
desmotivados... 
 
Quando todos possuem o mesmo sentimento geral sobre o que é 
importante ou quão bem as coisas estão, o efeito dessas atitudes 
será maior do que a soma das partes individuais. Isso também parece 
ser uma verdade nas organizações (ROBBINS,2010, p. 505). 
 
Climas organizacionais podem ser criados propositalmente ou naturalmente. 
Também podem não ser notados pela direção da organização. Seja como for, o 
clima organizacional nasce das relações humanas no trabalho e recai sobre 
elas, causando danos ou benefícios aos membros da corporação. 
 
 
 
 
 
Efeitos do Cotidiano Corporativo sobre os Membros da Organização 
 
Um clima organizacional já instaurado na corporação pode impactar positiva ou 
negativamente a vida de seus membros. O estresse é considerado um impacto 
negativo quando compromete a convivência entre os funcionários e os 
resultados produtivos da corporação. Segundo Robbins (2014-A, p. 427), 
algumas medidas gerenciais podem diminuir os aspectos problemáticos do 
estresse: certificar-se de que o funcionário está bem-ajustado ao trabalho; 
deixar claro o que se espera dele; redefinir as tarefas quando elas estiverem 
Saiba Mais! 
 
Quatro atitudes que mudam o clima da empresa, segundo o Hay Group 
Durante quatro anos, o Hay Group, consultoria de gestão de negócios, ouviu cerca de 
620.000 pessoas, de 135 companhias que operam no Brasil, para descobrir o que 
pode ou não melhorar o clima organizacional e quais fatores podem colaborar para o 
engajamento efetivo dos funcionários de uma empresa. 
BARBOSA Daniela. 04 atitudes que mudam o clima da empresa, segundo a Hay 
Group. In: Exame.com. Seção Negócios. 29 ago. 2012. Disponível em: 
http://exame.abril.com.br/negocios/noticias/4-atitudes-que-mudam-o-clima-da- 
empresa-segundo-o-hay-group. Acesso em: 09 fev. 2015. 
http://exame.abril.com.br/negocios/noticias/4-atitudes-que-mudam-o-clima-da-empresa-segundo-o-hay-group
http://exame.abril.com.br/negocios/noticias/4-atitudes-que-mudam-o-clima-da-empresa-segundo-o-hay-group
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sobrecarregando-o; possibilitar o envolvimento e a partição desse funcionário, 
entre outras. 
Diante de fatores pessoais que geram estresse nos membros da organização, 
os gestores têm certo limite de interferência até por questões éticas. “Para 
ajudar com a questão, muitas empresas começaram programas de bem-estar e 
assistência aos funcionários.” (ROBBINS, 2014-A, p. 427) 
A Figura 5.2 é uma replicação daquela apresentada por Robbins (2014-A, p. 
426). Por meio dela, temos a oportunidade de conhecer as potenciais fontes de 
estresse e suas consequências fisiológicas, psicológicas e comportamentais. 
 
Figura 5.2 Fontes de estresse em potencial. 
 
Fonte: Robbins (2014-A, p. 426) 
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Cada vez mais, as empresas têm consciência do impacto do estresse sobre os 
funcionários, pois pode repercutir em queda da produtividade, faltas no trabalho 
e falhas nas tarefas envolvidas. 
 
 
 
 
 
 
Desmaterialização da economia: processo de valorização de produtos 
intangíveis (como conhecimento, cultura, serviços em geral), que exigem 
menor exploração de recursos naturais (como energias do meio ambiente). 
Estresse: é uma condição dinâmica em que um indivíduo se depara com uma 
restrição, oportunidade ou demanda relacionada ao que ele deseja, cujo 
resultado é percebido como algo incerto e importante. O estresse é uma 
questão complexa. Ele é positivo quando a situação oferece uma oportunidade 
para alguém se desenvolver, por exemplo, o processo de concentração pelo 
qual um atleta passa pode ser estressante, mas pode levar a um desempenho 
máximo. Mas, quando restrições ou exigências são postas sobre nós, o 
estresse pode se tornar negativo. (ROBBINS, 2014-A, p. 426) 
Mídia plural e investigativa: em nossos estudos, o significado tem a ver com 
a diversidade de plataformas de comunicação existente hoje em dia, a 
convergência entre essas plataformas e a diversidade das vozes atuantes nas 
mídias, uma vez que a internet permite que não só jornalistas ou 
Saiba Mais! 
 
As regras para vencer o estresse no trabalho 
Não é só o corpo que esmorece quando o nível de estresse atinge o pico. De acordo 
com o médico Marcelo Dratcu, coordenador da consultoria SCER - Sustentabilidade 
Humana e Corporativa, os sintomas atingem três esferas: física; psíquica; e 
existencial. 
PATI, Camila. As regras para vencer o estresse no trabalho. Revista Exame, Seção 
Carreira, 6 jul. 2014. Disponível em: http://goo.gl/s4yoLN. Acesso em: 8 nov. 2014. 
http://www.exame.com.br/topicos/stress
http://goo.gl/s4yoLN
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comunicadores especializados atuem de forma investigativa: atualmente, 
qualquer pessoa que tenha acesso às novas tecnologias pode ser um agente 
midiático. 
Retribuição societária: “É a parte destinada à justa remuneração aos 
investidores, que bancaram o risco do negócio.” (MATOS, 2012, p. 13) 
Organizações filantrópicas: são entidades caracterizadas por sociedade sem 
fins lucrativos (associação ou fundação), criadas com o propósito de produzir o 
bem, tais como: assistir à família, à maternidade, à infância, à adolescência, à 
velhice, promovendo, ainda, a habilitação e reabilitação das pessoas 
portadoras de deficiência e integração ao mercado do trabalho. Para ser 
reconhecida como filantrópica pelos órgãos públicos, a entidade precisa 
comprovar ter desenvolvido, pelo período mínimo de três anos, atividades em 
prol dos mais desprovidos, sem distribuir lucros e sem remunerar seus 
dirigentes. (Revista Filantropia) 
Regimes políticos liberais: em regimes políticos liberais, a imposição do 
Estado sobre a vida privada é reduzida, permitindo a ocorrência de: eleições 
democráticas, garantia dos direitos civis e de propriedade privada, liberdade de 
imprensa, livre comércio e liberdade religiosa. 
 
 
 
 
Instruções 
 
Agora, chegou a sua vez de exercitar seu aprendizado. A seguir, você 
encontrará algumas questões de múltipla escolha e dissertativas. Leia 
cuidadosamente os enunciados e atente-se para o que está sendo pedido. 
 
 
Questão 1 
Srour, em sua obra Casos de Ética Empresarial (Elsevier, 2011), destaca 
quatro grandes forças no contexto contemporâneo: a revolução digital; o 
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capitalismo mundial competitivo; a habitabilidade do planeta em risco; e a 
vulnerabilidade ampliada das empresas. A respeito dessas forças, podemos 
afirmar: 
 
I. A habitabilidade do planeta está em risco por causa da constante 
exploração sustentável do homem aos recursos naturais da terra. 
 
II. A divulgação, na internet, de críticas de consumidores a determinada 
marca de produtos ou serviços pode deixar uma empresa vulnerável. 
 
III. A revolução digital facilitou a desmaterialização da economia por 
valorizar companhias cuja matéria-prima é fundamentada em 
conhecimento. 
 
IV. A queda das barreiras comerciais entre países acelerou o processo de 
globalização econômica. 
É correto o que se afirma em: 
 
a) I e II, apenas. 
 
b) I e III, apenas. 
 
c) III e IV, apenas. 
 
d) I, II e IV, apenas. 
 
e) II, III e IV, apenas. 
 
 
 
Questão 2 
 
Em 2015, entrará em operação uma caldeira movida a biomassa em uma das 
cinco fábricas da Kimberly-Clark, fabricante de artigos de higiene pessoal, 
como lenços de papel e fraldas descartáveis. O equipamento que gera vapor — 
energia essencial à operação de várias indústrias — será instaladona unidade 
de Mogi das Cruzes, em São Paulo, e funcionará à base de uma mistura de 
matéria orgânica composta, entre outras coisas, de fibras de celulose que 
http://www.exame.com.br/topicos/kimberly-clark
http://www.exame.com.br/topicos/higiene-pessoal-e-beleza
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sobrarão do processo de fabricação do papel higiênico Neve. A empresa não é 
a única a adotar as caldeiras movidas a energia verde. A fabricante de papel e 
celulose Klabin, a fabricante de cosméticos Natura e a de bebidas Ambev, 
entre outras, vêm usando a biomassa em suas caldeiras, em vez de fontes 
fósseis, como o diesel, o óleo pesado, chamado de BPF, e o gás natural. 
 
VIEIRA, Renata. Movidas a energia verde. Exame.com, 1 nov. 2014. 
Disponível em: http://goo.gl/BlIOFR. Acesso em: 4 nov. 2014. 
 
A respeito do assunto apresentado pelo texto, podemos afirmar: 
 
I. Demonstrar responsabilidade com o meio ambiente pode levar ao 
fortalecimento da marca institucional das corporações junto a seu 
público-alvo. 
 
II. O único motivo para que as empresas contemporâneas invistam na 
pesquisa de fontes alternativas de matéria-prima é a sustentabilidade. 
 
III. A solução da Kimberly-Clark pode indispor a empresa frente a muitos de 
seus stakeholders, como sociedades de proteção ambiental. 
É correto o que se afirma em: 
 
a) I, apenas. 
 
b) II, apenas. 
 
c) I e III, apenas. 
 
d) II e III, apenas. 
 
e) I, II e III. 
 
Verifique a resposta correta no final deste material na seção Gabarito. 
 
 
 
Questão 3 
“O homem é um ser cultural – composto de valores e características pessoais, 
conhecimentos e experiências. Ao se reunir com outros, vai se formando uma 
cultura grupal específica, com a construção de verdades comuns, que são os 
http://www.exame.com.br/topicos/klabin
http://goo.gl/BlIOFR
http://www.exame.com.br/topicos/kimberly-clark
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princípios aceitos que dão consistência ao pensamento e às ações 
estratégicas. Nesse contexto, o estilo de liderança renovadora, promovendo a 
integração dos líderes, é essencial à qualidade da cultura em formação. A 
incompreensão desse fenômeno e o desrespeito aos valores culturais e éticos 
– verdades comuns – explicam os retumbantes fracassos de parceiras, fusões 
e incorporações, sem estratégia de integração intercultural.” 
 
MATOS, F. G. Ética na gestão empresarial: da conscientização à 
ação. São Paulo: Saraiva, 2012. p. 121. 
 
 
 
Considerando o texto apresentado, avalie as seguintes asserções e a relação 
proposta entre elas. 
 
I. A cultura organizacional pode ser fator de sucesso para uma empresa. 
PORQUE 
 
II. Uma cultura organizacional não internalizada pode desagregar os 
membros da corporação. 
A respeito dessas asserções, assinale a opção correta: 
 
a) As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa 
da I. 
 
b) As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma 
justificativa da I. 
 
c) A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa. 
 
d) A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira. 
 
e) As asserções I e II são proposições falsas. 
 
Verifique a resposta correta no final deste material na seção Gabarito. 
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Questão 4 
 
(Texto I) 
 
Em sua obra Sociologia das organizações (Saraiva, 2012, p. 29), Reinado Dias 
afirma que as organizações devem ser vistas como agentes sociais, uma vez 
que influenciam e determinam a vida de outros agentes. Uma das intervenções 
mencionadas é a criação do mercado de trabalho. 
Responda: 
 
A empresa pode causar prejuízos ou benefícios com esse tipo de intervenção? 
De que maneira? Explique. 
Verifique a resposta correta no final deste material na seção Gabarito. 
 
 
 
Questão 5 
 
Qual é a relação existente entre a ética empresarial e a longevidade da 
corporação? Explique sua resposta. 
Verifique a resposta correta no final deste material na seção Gabarito. 
 
 
 
 
 
Este tema nos levou a conhecer conceitos teóricos sobre o mundo corporativo, 
como as características das organizações; os ambientes organizacionais; o 
clima organizacional; o ecossistema de negócios; entre outros. Também 
pudemos compreender a relação entre ética e lucro, os efeitos do cotidiano 
corporativo sobre os membros da organização e a influência da cultura 
organizacional nas relações humanas no trabalho. Este conteúdo nos fornece 
fundamentos para o melhor entendimento da ética nas relações humanas do 
trabalho. 
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Nome | 
 
 
 
 
 
ALVAREZ FILHO, Jose Ruy. A renovação empresarial e os líderes dos novos 
tempos. Revista Digital, s/d. Disponível em: http://goo.gl/J6PHwk. Acesso em: 5 
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ARANTES, Nélio. Empresas válidas: como elas alcançam resultados 
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BARBOSA Daniela. 04 atitudes que mudam o clima da empresa, segundo a Hay 
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à ação. 2. ed. São Paulo: Saraiva, 2011. 
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http://exame.abril.com.br/negocios/noticias/4-atitudes-que-mudam-o-clima-da-empresa-segundo-o-hay-group
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http://goo.gl/tWb2AD
http://goo.gl/N3aH37
http://goo.gl/hxrWqA
http://exame.abril.com.br/revista-exame/noticias/a-fabrica-do-futuro
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Nome | 
 
 
 
 
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http://exame.abril.com.br/carreira/noticias/as-regras-para-vencer-o-stress-no-trabalho. 
Acesso em: 8 nov. 2014. 
 
PUGLIESI, Nataly. Os desafios do RH com mão de obra para a construção 
civil. Você RH, 3 abr. 2014. Disponível em: <http://exame.abril.com.br/revista- 
voce-rh/noticias/como-crescer-mais>. Acesso em: 5 nov. 2014.QUAL O CONCEITO de entidade filantrópica? Revista Filantropia, s/d. 
Disponível em: http://goo.gl/f5Qkcn. Acesso em: 4 nov. 2014. 
 
QUESADA, Priscila. Editora Abril: 57 anos de história. Professional Publish. 
Disponível em: http://www.professionalpublish.com.br/?id=77,1,view,2,8264,sid. 
Acesso em: 5 nov. 2014. 
 
ROBBINS, Stephen. A nova administração. São Paulo: Saraiva, 2014-A. 
 
 
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 . Fundamentos do comportamento organizacional. São Paulo: 
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RODRIGUES, Jerusa. Consumidor tem poder de escolha. Estado de São 
Paulo, Seção São Paulo, 14 out. 2013. Disponível em: http://goo.gl/5dtppx. 
Acesso em: 6 nov. 2014. 
http://exame.abril.com.br/carreira/noticias/as-regras-para-vencer-o-stress-no-trabalho
http://exame.abril.com.br/revista-voce-rh/noticias/como-crescer-mais
http://exame.abril.com.br/revista-voce-rh/noticias/como-crescer-mais
http://goo.gl/f5Qkcn
http://www.professionalpublish.com.br/?id=77%2C1%2Cview%2C2%2C8264%2Csid
http://goo.gl/5dtppx
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Nome | 
 
 
SENDIN, Tatiana. Benefícios fazem toda diferença nas 150 melhores 
empresas. Revista Você S.A., 12 set. 2013. Disponível em: http://goo.gl/tlwXZd. 
Acesso em: 5 nov. 2014. 
 
SPITZCOVSKY, Débora. As 10 práticas de RSE que os consumidores mais 
valorizam. Revista Planeta Sustentável, 26 abr. 2013. Disponível em: 
http://goo.gl/BSS0nt. Acesso em: 4 nov. 2014. 
 
SROUR, Robert H. Casos de Ética Empresarial. Rio de Janeiro: Elsevier, 2011 
 
 
VIEIRA, Renata. Movidas a energia verde. Exame.com, 1 nov. 2014. Disponível 
em: http://exame.abril.com.br/revista-exame/noticias/movidas-a-energia-verde. 
Acesso em: 4 nov. 2014. 
 
 
 
 
 
Questão 1 
 
Resposta: Alternativa E. 
 
A afirmação I é falsa, porque, na verdade, a habitabilidade do planeta está em 
risco por causa da exploração agressiva e não sustentável do homem aos 
recursos naturais da terra. 
 
Questão 2 
 
Resposta: Alternativa A. 
 
A afirmação I é bem esclarecida no conteúdo do Caderno de Atividades da 
Aula-Tema 5. A alternativa II está incorreta, porque as empresas não pensam 
apenas em sustentabilidade quando criam novas soluções de produção: 
pensam também em lucratividade. A alternativa III está incorreta, porque a 
empresa, na verdade, agrada as sociedades de proteção ambiental quando 
desenvolve soluções que agridam menos o meio ambiente. 
http://goo.gl/tlwXZd
http://goo.gl/BSS0nt
http://exame.abril.com.br/revista-exame/noticias/movidas-a-energia-verde
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Nome | 
 
 
Questão 3 
 
Resposta: Alternativa B. 
 
A segunda asserção é justificativa para uma asserção como: A cultura 
organizacional pode ser fator de fracasso para uma empresa. 
 
 
 
Questão 4 
 
Ao oferecer empregos à sociedade, as empresas podem contribuir 
positivamente para o crescimento econômico, pois os membros dessa 
sociedade conquistam condições financeiras que permitirão sua participação 
no mercado consumidor. Quando uma empresa fecha, muitos trabalhadores 
são demitidos, e, assim, acontece o inverso: pessoas desempregadas são 
excluídas do mercado consumidor ou ficam inadimplentes, gerando o 
enfraquecimento da economia. 
 
Questão 5 
 
Uma empresa que pratica a ética geralmente não decepciona seu público-alvo, 
conquistando a fidelidade de seus clientes e, portanto, perenidade em seus 
negócios. A empresa ética prefere manter sua credibilidade, mesmo com 
perdas de curto prazo, pois tem certeza de que uma imagem confiável no 
mercado poderá garantir-lhe a longevidade. A história demonstra casos de 
empresas que divulgaram sabotagem em seus produtos, mesmo sabendo que 
haveria queda imediata em seus lucros. Em contrapartida, essa atitude levou a 
uma consolidação de sua confiabilidade junto ao público-alvo, que voltou a 
comprar, tirando-a do prejuízo de curto prazo. 
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Olá! Seja bem-vindo(a) à sexta aula-tema da disciplina Ética e Relações 
Humanas no Trabalho, que trará à tona questões relacionadas à ética dentro das 
organizações. 
Nossa contemporaneidade nos traz desafios difíceis que devemos superar: o 
aquecimento global; a ameaça de escassez dos recursos naturais; os efeitos 
colaterais dos transgênicos e dos agrotóxicos, entre outros. Diante deste 
contexto, a humanidade se questiona a respeito de suas condutas nas mais 
diversas áreas em que se faz presente: econômica, social, cultural, ambiental, 
política e tecnológica. 
Sendo um dos agentes mais importantes de nossa sociedade atual, as 
organizações não ficam longe desses debates, colocando-se no centro de 
constantes questionamentos sobre suas contribuições positivas ou negativas no 
cenário contemporâneo. 
Como citar este material: 
FREGNI, Carla P. Ética e Relações Humanas no Trabalho: Ética nas Organizações. 
Caderno de Atividades. Valinhos: Anhanguera Educacional, 2015. 
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Saiba Mais! 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Aplicação de herbicida em lavoura de milho. A ingestão de milho geneticamente modificado e do 
herbicida Roundup, independentemente da dose, provocou efeitos negativos na saúde de ratos 
observados em estudo francês (Foto: Soil Science/ Flickr – CC BY 2.0) 
 
Efeitos colaterais do milho transgênico 
Estudo feito com ratos aponta efeitos prejudiciais do consumo de alimentos 
geneticamente modificados. Em sua coluna de setembro, Jean Remy 
Guimarães comenta a pesquisa, divulgada nesta semana, e seus 
desdobramentos. 
 
GUIMARÃES, Jean R. D. Sobre milho transgênico, câncer e festinhas. In: Ciência 
Hoje, Coluna Planeta em Transe, 21 set. 2012. Disponível em: 
<http://www.cienciahoje.org.br/noticia/v/ler/id/2871/n/ 
sobre_milho_transgenico,_cancer_e_festinhas>. Acesso em: 19 dez. 2016. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: http://goo.gl/aqzDlR. Acesso em: 19 nov. 2014. 
Sem zerar efeito estufa, a temperatura do globo poderá subir 2°C 
 
Ao apresentar os textos sínteses dos mais recentes relatórios do Painel 
Internacional de Mudança Climática (IPCC), o presidente do grupo científico, 
http://www.cienciahoje.org.br/noticia/v/ler/id/2871/n/sobre_milho_transgenico%2C_cancer_e_festinhas
http://www.cienciahoje.org.br/noticia/v/ler/id/2871/n/sobre_milho_transgenico%2C_cancer_e_festinhas
http://goo.gl/aqzDlR
http://www.exame.com.br/topicos/ipcc
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Rajendra Pachauri, afirmou não haver outra saída aos governos senão o corte 
das emissões de gases do efeito estufa para evitar o aumento de 2°C na 
temperatura da terra até o fim do século. “A comunidade científica falou. Agora 
passo o bastão aos governos.” 
 
MARIN, Denise C. Sem zerar efeito estufa, temperatura subirá 2°C. Exame.com, 3 
nov. 2014. Disponível em: http://goo.gl/JiVBcW. Acesso em: 8 nov. 2014. 
 
 
Consumo exagerado acelera processo de escassez dos recursos 
minerais 
Na sociedade atual, a aquisição de bens e produtos tornou-se sinônimo de 
prestígio social e bem-estar. Pesquisa divulgada pelos grupos wMcCann e 
.Mobi em 2011 revela que 44,4% dos consumidores brasileirosconvencionais, 
ou seja, quase metade deste público, pretende trocar de celular em até seis 
meses. Com relação aos automóveis, de custo mais elevado, esta 
periodicidade está em torno de 2 anos e oito meses. 
 
LIMA, Yahell L. Consumo exagerado acelera processo de escassez dos recursos 
minerais. CMAIS, Seção Educação, 12 jun. 2012. Disponível em: 
http://goo.gl/TvAmn2. Acesso em: 4 nov. 2014. 
 
 
 
 
 
 
 
Função da Corporação na Sociedade 
Ainda é comum a consideração de que as ONGs não devem valorizar o lucro e 
de que ele seja o foco imprescindível das empresas privadas. Talvez possamos 
fazer duas reflexões: 
1o As ONGs devem valorizar o lucro, pois ele poderá garantir maiores 
resultados à sua missão não lucrativa. 
2o As empresas privadas deveriam enxergar o lucro como um meio, e não 
como um fim. 
http://www.exame.com.br/topicos/efeito-estufa
http://goo.gl/JiVBcW
http://www.slideshare.net/WMcCannBR/consumidor-mvel-2011
http://goo.gl/TvAmn2
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Em sua obra Empresas Válidas, Arantes (2012, p. 19) defende a ideia de que as 
empresas são concessões sociais, ou seja, 
 
Ao lhes transferir o trabalho que era feito individualmente pelas 
pessoas, a sociedade delega às empresas a responsabilidade de 
produzir o que tenha valor para ela e que, portanto, contribua para o 
crescimento social. 
 
O ponto de vista do autor confirma a responsabilidade social que as corporações 
devem assumir, uma vez que atuam não só como agentes econômicos, mas 
também como agentes do progresso e da riqueza social (ARANTES, 2012, p. 
19). 
Atualmente, pesquisadores chegam à conclusão de que nem sempre 
corporações que priorizam os lucros alcançam sucesso ou longevidade, e, 
muitas vezes, corporações que priorizam sua missão empresarial são mais 
lucrativas. 
Arantes (2012, p. 14), que também exerce atividades como consultor de 
empresas, apresenta uma comparação entre o desempenho de um de seus 
clientes e o de seu concorrente – ambos do ramo de mineração de carvão. 
Enquanto seu cliente despendia um valor considerável em equipamentos e em 
pessoal para a compactação dos resíduos (a fim de evitar que os gases se 
desprendessem e poluíssem a atmosfera), o concorrente de seu cliente 
mantinha seu foco apenas nos baixos custos e nos altos lucros, sem assumir 
qualquer responsabilidade com as implicações dos resíduos de seu processo 
produtivo. Os resultados dessas empresas nos surpreendem: além de causar 
danos ao meio ambiente, a empresa concorrente via seus prejuízos 
aumentarem, resultando em “perdas significativas a seus funcionários, credores 
e à comunidade onde estava localizada” (ARANTES, 2012, p. 14). Quanto à 
empresa cliente de Arantes (2012), ela alcançava resultados significantes, além 
de credibilidade no mercado. 
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Saiba Mais! 
 
Conduta ética do grupo farmacêutico dinamarquês Novo Nordisk 
“O grupo farmacêutico dinamarquês Novo Nordisk, fabricante da metade da 
insulina consumida no planeta, tem regularmente orientado médicos de todo o 
mundo a ensinar a seus pacientes como melhorar a própria dieta e, com isso, 
reduzir a necessidade de insulina. 
É curioso, já que, sendo um empreendimento capitalista, a política adotada 
pode reduzir os lucros almejados. Ocorre que a receita não deixa de aumentar, 
porque as vendas crescem. E mais: a lucratividade não está sofrendo declínio! 
Como explicar o paradoxo? Pelos efeitos substantivos que o respeito 
conquistado junto a médicos, consumidores e até governos produz sobre o 
negócio.” 
 
Confira esse e outros cases na obra a seguir: 
SROUR, Robert H. Ética empresarial. 4. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2013. p. 185. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
The Corporation 
 
A partir da polêmica decisão da Suprema Corte de Justiça americana 
concluindo que uma corporação, aos olhos da lei, é uma “pessoa”, são 
analisados os poderes das grandes corporações no mundo atual. A exploração 
da mão de obra barata no Terceiro Mundo e a devastação do meio ambiente 
são alguns dos fatos explorados, que entrevistam presidentes de corporações 
como a Nike, Shell e IBM, além de Noam Chomsky, Milton Friedman e Michael 
Moore. (Sinopse disponível em: http://goo.gl/jbvtYk. Acesso em: 21 nov. 2014). 
http://goo.gl/jbvtYk
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A Importância dos Insumos Intangíveis 
 
O cenário em que atuam as empresas contemporâneas é marcado pela 
sociedade da informação e pela economia do conhecimento. Isso significa 
que o valor das organizações não se limita a seus ativos materiais (capital físico 
e capital financeiro), mas também inclui seus ativos intangíveis (capital 
intelectual e capital de reputação) (SROUR, 2012, p. 242). 
Diante desse novo contexto, novos insumos são necessários para que as 
corporações ajustem-se às novas exigências do mercado. Matos (2012, p. 42) 
apresenta uma relação de importantes fatores a serem adotados pelas 
organizações com visão sustentável: 
• A criatividade. 
 
• A inovação. 
 
• O marketing personalizado. 
 
• A liderança integrada. 
 
• A valorização humana. 
 
• A parceria. 
 
• A qualidade. 
 
• A descentralização. 
 
• A ética. 
 
• A solidariedade. 
 
• A cidadania. 
THE CORPORATION: The Pathological Pursuit of Profit and Power. Direção: 
Jennifer Abbott, Mark Achbar, Joel Baken. Produção: Mark Achbar. Canadá: 
Zeitgeist Films, 2003. Documentário. 2h25min. 1 bobina cinematográfica. Site 
oficial do filme (em inglês) disponível em: http://thecorporation.com/. Trailer 
disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=d4b75P7eNfM. Acesso em: 21 
nov. 2014. 
http://thecorporation.com/
https://www.youtube.com/watch?v=d4b75P7eNfM
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Diante da lista de insumos, proposta por Matos (2012, p. 42), propomos as 
seguintes reflexões: 
1. Todos os insumos mencionados têm características intangíveis. 
 
2. A presença da cidadania e da solidariedade mostra uma nova exigência 
do mercado: a responsabilidade corporativa. Até pouco tempo atrás, 
esses elementos só eram contemplados por sociólogos, mas não por 
empresários. Hoje, já se compreende que uma empresa que pratica a 
solidariedade e a cidadania, por meio de seus funcionários, torna-se 
agente de melhoria de toda uma sociedade. 
3. O marketing personalizado leva as empresas a substituirem o olhar 
massivo sobre os consumidores por um olhar mais individualizado sobre 
seu público-alvo. Esse novo paradigma poderá conscientizar as 
corporações de suas responsabilidades em relação às reais 
necessidades dos clientes. 
4. A inovação é fruto da criatividade. Funcionários engessados e mal 
coordenados são incapazes de inovar. Daí a importância da 
descentralização e da liderança orquestrada. 
5. O mercado contemporâneo exige uma qualidade não só dos produtos e 
serviços, mas também das condutas das empresas. São valorizadas 
questões como transparência administrativa, responsabilidade social e 
ambiental, entre outras. 
6. Cada vez mais, a concorrência cooperativa tem sido procurada, ou seja, 
em vez da rivalidade destrutiva, explora-se a vantagem das parcerias que 
levam os rivais a se fortalecerem, mesmo não deixando de competir entre 
si. 
7. Para que se sustentem nesses novos tempos, as empresas terãode ser 
éticas, ou seja, deverão ter políticas claras, deverão demonstrar coerência 
entre suas premissas e suas decisões. Caso contrário, não receberão 
apoio de seus stakeholders por muito tempo... 
As mudanças nas relações humanas não acontecem do dia para a noite. 
Envolvem longos processos, rupturas de modelos e reconstrução de novos 
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modelos. É por isso que podemos encontrar corporações que ainda se prendem 
aos velhos paradigmas. 
Ao mesmo tempo, a morosidade dos processos de quebra de paradigmas não 
deve ser justificativa para práticas empresariais questionáveis, ainda 
encontradas hoje em dia. Srour (2013, p. 18) apresenta uma longa lista dessas 
práticas: a existência de um caixa 2; a maquiagem dos balanços financeiros; os 
subornos pagos a agentes públicos; a sonegação fiscal; a manufatura de 
produtos falsificados; a pirataria de bens simbólicos; o superfaturamento ou o 
subfaturamento; a venda de produtos ou prestação de serviços sem nota fiscal; 
o uso de informações privilegiadas; as propinas pagas a fiscais, policiais ou 
juízes; a especulação nos preços; a formação de cartéis; a exploração do 
trabalho infantil; a contratação de funcionários sem carteira assinada; o 
contrabando; o tráfico de influência nas esferas públicas; os danos ao meio 
ambiente; o desperdício de recursos naturais; as fraudes contábeis; o assédio 
moral e sexual etc. 
Saiba Mais! 
 
A gafe empresarial 
Srour (2011, p. 30) nos apresenta um case de um empresário de sucesso que 
destrói uma gigante corporativa de 25 mil funcionários ao pisotear na 
reputação de seu próprio negócio. Foram 8 anos para construir seu império e 
segundos para desabá-lo. 
 
“Em 1984, Gerald Ratner substituiu seu pai no comando de uma rede de 130 joalherias e, em 
menos de oito anos, construiu um império de 25 mil funcionários e de 2.500 lojas espalhadas 
no Reino Unido e nos Estados Unidos. Sua estratégia de sucesso se baseou na venda de joias 
baratas de baixo padrão e no jogo duro em relação aos fornecedores. Ademais, expandiu-se 
vertiginosamente comprando concorrentes debilitados. 
 
Incensado pela mídia, foi convidado em 1991 a discursar na conferência anual do Institute of 
Directors, no Royal Albert Hall de Londres. Seu público? Quatro mil executivos. Homem de 
marketing, Ratner pensou em descontrair a audiência fazendo piada. Contou que as pessoas 
sempre lhe perguntavam como conseguia vender joias tão baratas. Baixando a voz em tom 
de confidência, falou que revelaria seu segredo. E disse literalmente: “Os brincos que eu vendo 
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Individualidade e Cultura Organizacional 
 
A cultura organizacional pode facilitar ou dificultar a presença de posturas éticas. 
Lembrando que a cultura organizacional é o conjunto de crenças, valores, 
hábitos e atitudes dentro de uma empresa, podemos deduzir que valores 
altruístas e atitudes positivas podem sustentar as condutas éticas das 
organizações. 
Afinal, de onde nasce uma cultura organizacional? Depois que ela é instaurada, 
ela permanece imutável? 
Se utilizarmos uma óptica simplista, explicaremos da seguinte maneira: a cultura 
da organização começa com as crenças, os valores e as suposições de seus 
fundadores. Nos primórdios de uma corporação, os fundadores contratam 
pessoas que se alinham a seu modo de pensar e de agir. Com o tempo, novos 
empregados são contratados e orientados a se unir em função de crenças, 
valores e atitudes preconizados pela organização. Assim, os preceitos difundem- 
se, e a cultura organizacional implanta-se. 
No entanto, essa explicação simplista não inclui a complexidade da natureza 
humana. Não considera, por exemplo, as seguintes questões: 
1. O pensar e o sentir são de total deliberação do indivíduo, ou seja, são 
coisas que não se impõem. Cada um pensa e sente de maneira própria. 
custam menos que um sanduíche de camarão... E sabem por quê?” ‒ fez suspense e 
arrematou: “Porque é puro lixo!”. 
No dia seguinte, os tabloides ingleses estamparam o sarcasmo. A repercussão foi 
devastadora: os clientes se aglomeraram nas lojas para devolver os produtos... A rede perdeu 
£ 500 milhões em valor, Ratner teve de renunciar à presidência e a empresa se esfacelou. 
Seu nome, na literatura da administração, tornou-se sinônimo de ‘gafe empresarial’” (SROUR, 
2011, p. 30). 
 
Confira esse e outros cases na obra a seguir: 
SROUR, Robert H. Casos de ética empresarial. Rio de Janeiro: Elsevier, 2011. 
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2. As pessoas só vão seguir as crenças e os valores organizacionais quando 
se identificarem com eles ou quando acharem conveniente segui-los. 
3. Quando uma pessoa segue as crenças e os valores de uma corporação 
apenas para continuar empregada, a relação empregatícia pode não 
perdurar: é bastante comum que essa pessoa acabe demonstrando sua 
falta de adesão e, consequentemente, seja demitida ou, ela mesma, não 
suportando suas diferenças, peça demissão. 
4. Quando os fundadores de uma empresa tentam impor crenças e valores 
que destoam de suas atitudes, os funcionários não se comprometem, 
enfraquecendo a cultura organizacional. 
Ainda nos resta ressaltar: 
 
• Apesar de nos referirmos à ética empresarial, ela é a prática de 
pessoas físicas, e não da pessoa jurídica, ou seja, uma organização 
ética é aquela cujas pessoas que a compõem têm atitudes éticas. 
• Em nosso cotidiano, acabamos sempre assumindo o papel de algum 
tipo de stakeholder e, portanto, sempre teremos responsabilidade 
ética em relação ao ecossistema de negócios. 
• Apesar da dependência econômica que os indivíduos têm em relação 
ao trabalho, nem todos suportam submeter-se a uma cultura 
organizacional que vá contra seus próprios princípios. 
 
 
Ética Empresarial e Capitalismo Social 
 
É provável que você já tenha ouvido falar de capitalismo social. Atualmente, 
discute-se sobre a conciliação entre os interesses capitalistas das empresas 
privadas e os interesses sociais das comunidades que acolhem essas empresas. 
Essa tentativa de conciliação parece ser um desafio intransponível, mas, nos 
últimos tempos, temos visto muitas tentativas positivas no sentido de uma 
integração desses interesses antagônicos. 
Nossa contemporaneidade é marcada por dois fatores conhecidos por sociedade 
da informação e pela economia do conhecimento. Isso significa que o mercado 
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consumidor foi empoderado pelas novas tecnologias da comunicação e que a 
economia já não é mais só fundamentada na geração de produtos tangíveis, e 
sim na diversidade da oferta de produtos intangíveis e de serviços agregados. 
Diante deste contexto, as ações empresariais no mundo atual vivem sob estreita 
vigilância, e as empresas podem sofrer prejuízos à medida que elas mesmas 
provocam danos (SROUR, 2013, p. 166). 
O mercado de hoje leva as empresas a temerem as reações em cadeia de seus 
clientes, obrigando-as a praticar transações idôneas, mesmo que não sejam 
espontâneas (SROUR, 2013, p. 167). 
Segundo Srour (2013, p. 167), o sistema de mercado contemporâneo opera sob 
os comandos do risco. Na verdade, todos os agentes do ecossistema de 
negócios acabam enfrentando riscos e temores. 
A Figura 6.1 apresentauma relação de inquietações e sobressaltos de cada 
agente do sistema de mercado. 
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Figura 6.1 Riscos e temores enfrentados pelos agentes do sistema de mercado. 
 
Fonte: Adaptada de Srour (2013, p. 167) 
 
 
 
De sua parte, o Estado tenta assegurar um “mínimo legal indispensável para que 
o mercado opere ou promova a segurança jurídica” (SROUR, 2013, p. 167): 
• Direitos de propriedade. 
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• Liberdade para empreender. 
• Garantia de execução de contratos. 
• Normas que estabelecem a fronteira entre o lícito e o ilícito. 
• Legislação criminal, além de regras e sanções para prevenir a 
concorrência predatória como a dos dumpings ou dos cartéis. 
Em relação aos temores dos trabalhadores e consumidores, foram instituídas 
algumas garantias de caráter legal (SROUR, 2013, p. 167): 
• Direitos Civis e políticos. 
• Redes de proteção para os cidadãos (consumidores, usuários de serviços 
públicos, contribuintes, vítimas e testemunhas de crimes). 
O ecossistema de negócios de nossa atualidade parece oferecer maiores riscos 
do que nunca. A princípio, pode parecer uma visão trágica, mas devemos pensar 
melhor e concluir que, talvez, pelo fato de todos os agentes do cenário de 
negócios enfrentarem riscos, a necessidade de condutas éticas se faça cada vez 
mais presente. Se isso não for possível de maneira espontânea, que seja então 
sob “a existência de um mercado concorrencial; a mobilização incessante da 
sociedade civil; a disponibilidade de instrumentos de pressão como a mídia 
plural, as agências de defesa dos consumidores e a Justiça atuante” (SROUR, 
2013, p. 168). 
 
 
 
Saiba Mais! 
 
Ações ecologicamente corretas 
Leia a reportagem que Srour (2011, p. 35) disponibiliza em sua obra para 
ilustrar suas colocações a respeito de condutas éticas empresariais. Nela, 
compreendemos que o cuidado ético da Coca-Cola em relação à preservação 
de bacias hidrográficas, por exemplo, tem caráter estratégico e que, apesar 
disso, repercute em benefícios à sociedade: 
“A mudança climática global está tornando a água cada vez mais escassa, especialmente em 
países densamente povoados da zona temperada, como os Estados Unidos, que são o 
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principal mercado da Coca-Cola. O maior concorrente em todo o mundo no uso da água é a 
agricultura, que também apresenta seus próprios desafios de sustentabilidade. 
Daí que a sobrevivência da Coca-Cola a compele a ficar profundamente preocupada com os 
problemas de escassez de água, energia, mudança climática e agricultura. Uma meta da 
empresa é tornar suas fábricas “neutras em água”, devolvendo ao meio ambiente uma 
quantidade de água igual à que foi usada nas bebidas e na sua produção. Outra meta é 
trabalhar na conservação de sete grandes bacias fluviais, incluindo as dos rios Grande 
(fronteira México-Estados Unidos), Yang-tsé, Mekong e Danúbio, todos eles locais de grandes 
preocupações ambientais, além de fornecerem água à Coca-Cola. 
Essas metas de longo prazo somam-se a práticas ambientais e de redução de custos no curto 
prazo, como a reciclagem de garrafas plásticas, a substituição do plástico de petróleo das 
embalagens por material orgânico, a diminuição do consumo de energia e o aumento do 
volume de vendas com a redução no uso de água.” 
(DIAMOND JARED. As grandes empresas vão 
salvar o mundo? Veja, 30 dez. 2009. In: 
SROUR, 2011, p. 34-35). 
 
 
Leia o comentário de Srour a respeito da reportagem. 
 
COMENTÁRIO 
“Não nos iludamos. A Coca-Cola não foi acometida por um ataque de bom-mocismo, mas por 
uma clara percepção de que a correlação de forças mudou. De um lado, a sociedade civil tem 
condições de forçar as empresas a adotarem políticas socialmente responsáveis. De outro, a 
escassez de insumos pode destruir as condições de perpetuidade do negócio. Foram os 
dínamos para que a companhia adotasse uma estratégia de bom senso que inspirou 
intervenções prudentes: preservar as bacias hidrográficas, reduzir o uso de água e de energia, 
substituir o plástico de origem fóssil por material orgânico, renovável.” (SROUR, 2011, p. 35) 
 
Confira esses e outros cases na obra a seguir: 
SROUR, Robert H. Ética empresarial. 4. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2011. 
 
 
 
Imagem Corporativa e Reputação 
 
A reputação de uma empresa é construída e mantida por suas condutas no 
ambiente interno e no ambiente externo. Uma reputação positiva e sólida pode 
levar décadas para ser construída e alguns minutos na mídia para ser 
destruída... 
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Como um ativo intangível, a reputação de uma corporação está ligada 
diretamente à imagem que seus stakeholders criam a seu respeito. Nas palavras 
de Srour (2013, p. 184), a reputação empresarial é a “percepção que o imaginário 
popular tem quanto ao valor de uma empresa”. Segundo esse autor (2013, p. 
184), a reputação é um ativo que: 
• Compõe-se pelo valor das marcas e pela qualidade das relações 
mantidas com os públicos de interesse. 
• Equivale à consideração que os stakeholders conferem à empresa. 
• Corresponde ao posicionamento que se estabelece na mente dos 
públicos de interesse. 
• Vincula-se à identidade corporativa ou profissional, constituída pelos 
traços mais expressivos que os observadores atribuem. 
• Deriva de uma percepção que vai sendo construída dia após dia, à medida 
que a empresa satisfaz as expectativas de seus stakeholders. 
 
 
 
Saiba Mais! 
 
O caso da PEPSI, em Kerala, Índia 
Leia um case apresentado por Srour (2013, p. 184) e compreenda a 
importância das condutas empresariais para a manutenção de uma reputação 
positiva. 
 
 
“Quando a falta de chuva provocou escassez de água em 2002 em Kerala, na Índia, ativistas 
políticos promoveram manifestações contra as fábricas da Coca-Cola e da Pepsi na cidade, 
culpando-as de retirar muita água dos mananciais locais. Os hidrólogos da Pepsi 
demonstraram que a fábrica usava água de um aquífero profundo sem ligação com as fontes 
de água da cidade. Porém, mesmo assim, os protestos continuaram, e os gestores da Pepsi 
logo reconheceram que explicações científicas não saciariam pessoas sedentas. Deram-se 
conta de que engarrafar água e bebidas, enquanto a população circundante não tinha água 
nem para as necessidades básicas, era inaceitável para a comunidade. 
Com base em informações técnicas que haviam sido compiladas quando da construção da 
fábrica, a Pepsi melhorou o manancial da comunidade e, com isso, restabeleceu o 
fornecimento de água, além de construir mananciais comunitários em outras áreas. Ao mesmo 
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Empresas Orientadas pela Ética 
 
Segundo Srour (2013, p. 195), empresas sustentáveis devem ser “viáveis 
economicamente; justas socialmente e corretas ecologicamente”. Por essas três 
características, seria possível medir o impacto que as atividades de determinada 
empresa exercem sobre a habitabilidade do planeta. 
Srour (2013, p. 196) também afirma que é possível justificar as políticas de 
sustentabilidade pormeio de indicadores precisos. A Figura 6.2 ilustra os 
indicadores associados às dimensões econômica, social e ecológica. 
tempo, passou a observar métodos mais rigorosos de gerenciamento da água nos processos 
de produção, inclusive a perfuração de poços em sua área industrial para aumentar o 
reabastecimento do aquífero. 
Enquanto isso, os protestos contra a Coca-Cola prosseguiram e sua fábrica acabou sendo 
fechada pelo governo local no início de 2004. Depois desse êxito, os ativistas políticos, 
motivados por sentimentos antiamericanos, voltaram a atenção para a Pepsi. Cedendo às 
pressões, o governo de Kerala determinou o fechamento dessa segunda fábrica. Todavia, não 
contando com o apoio local, os protestos arrefeceram e a unidade foi reaberta quase que 
imediatamente. Com efeito, quando os ativistas tentaram fechar a Pepsi pela segunda vez, em 
fins de 2005, os próprios habitantes locais impediram a manifestação.” 
(SAVITZ, Andrew W.; WEBER, Karl. A 
empresa sustentável: o verdadeiro sucesso é 
lucro com responsabilidade social e ambiental. 
Rio de Janeiro: Elsevier, 2007. p. 162-163. In: 
SROUR, 2013, p. 184) 
 
 
Confira esses e outros cases na obra a seguir: 
SROUR, Robert H. Casos de Ética Empresarial. Rio de Janeiro: Elsevier, 2013. 
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Figura 6.2 Indicadores de atividades corporativas sustentáveis. 
 
Fonte: Adaptada de Srour (2013, p. 196) 
 
 
 
Srour (2013, p. 196) exemplifica também os tipos de cálculos possíveis a partir 
dos benefícios obtidos por meio de atividades altruístas: 
• Aumento da produtividade. 
• Aumento da receita. 
• Aumento do financiamento. 
• Aumento da participação no mercado. 
• Redução de riscos. 
• Diminuição dos custos de produção e de comercialização. 
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• Maior facilidade para contratar os melhores talentos e a maior retenção 
deles. 
A apresentação de indicadores e cálculos financeiros aos acionistas e 
investidores é uma forma de legitimar as condutas sustentáveis da corporação. 
Podemos encontrar, nos dias atuais, inúmeras práticas empresariais de caráter 
ético. As exigências às organizações contemporâneas não opõem a 
sustentabilidade à lucratividade (SROUR, 2013, p. 200). Em outras palavras: 
empresas visionárias conseguem combinar sua necessidade de lucro com as 
necessidades de seus stakeholders. Assim como em uma negociação do tipo 
ganha-ganha, organizações orientadas pela ética respondem às demandas de 
forma sustentável e inteligente. A Tabela 6.1 ilustra essa ideia: 
 
 
Tabela 6.1 Trocas mutuamente vantajosas. 
 
 
Fonte: Adaptada de Srour (2013, p. 196) 
 
 
 
As novas exigências do mercado contemporâneo não criam disfunções do ponto 
de vista capitalista (SROUR, 2013, p. 200). Isso significa que é possível, a uma 
empresa, agir sob conduta ética e, ao mesmo tempo, obter lucratividade. A 
sustentabilidade pode assegurar vantagens para as corporações em vários 
planos (SROUR, 2013, p. 200): 
• Proteção da empresa: à medida que permite identificar riscos iminentes 
e falhas operacionais, reduz riscos de prejudicar clientes, colaboradores 
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e comunidades locais, limita a frequência das intervenções de agências 
reguladoras e preserva a licença social para operar. 
• Gestão da empresa: à medida que reduz custos, aumenta a 
produtividade, elimina desperdícios e garante acesso a fontes de capital 
a custos mais baixos. 
• Promoção do crescimento da empresa: à medida que possibilita abrir 
novos mercados, lançar novos produtos e serviços, acelerar o ritmo da 
inovação, aumentar a lealdade e a satisfação dos clientes, conquistar 
novos clientes, desenvolver parcerias com públicos de interesse, valorizar 
a marca e a reputação. 
As empresas orientadas pela ética são economicamente viáveis, 
ecologicamente corretas e socialmente justas. A Figura 6.3 correlaciona o que 
Srour (2013, p. 200) chama de tríplice resultado: 
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Figura 6.3 Tríplice resultado para empresas orientadas pela ética. 
 
Fonte: Adaptada de Srour (2013, p. 200) 
 
 
 
 
Economia do conhecimento: autores que se referem à economia do 
conhecimento querem se referir à importância que essa abordagem da economia 
dá aos produtos intangíveis de nossa atualidade, como serviços agregados aos 
produtos tangíveis (garantias, serviços de manutenção, pós-venda etc.) e 
também produtos basicamente intangíveis, como aqueles ligados às tecnologias 
da informação, ao entretenimento, a terapias de qualidade de vida etc. 
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Liderança orquestrada: uma liderança orquestrada é aquela que distingue o 
potencial de cada membro da equipe e consegue trazer à tona o melhor de cada 
um e, ainda, conjugar talentos de maneira a chegar a resultados sinérgicos, ou 
seja, os resultados do grupo são maiores do que seria a soma dos resultados 
individuais. 
Missão empresarial: também conhecida por razão de ser de uma empresa. 
Geralmente, traduzida em uma declaração, a missão da empresa trata de 
esclarecer qual é sua vocação e que benefícios ela produzirá em proveito próprio 
e em proveito do ecossistema ao qual pertence. 
ONGs: Organizações Não Governamentais ‒ “São organizações formadas pela 
sociedade civil sem fins lucrativos e que têm como missão a resolução de algum 
problema da sociedade, seja ele econômico, racial, ambiental, etc., ou ainda a 
reivindicação de direitos e melhorias e fiscalização do poder público. Também 
chamado ‘terceiro setor’, embora essa definição não seja muito clara, as 
organizações sem fins lucrativos são particulares ou públicas, desde que não 
tenham como principal objetivo a geração de lucros e, que se houver geração de 
lucros, estes sejam destinados para o fim a que se dedica a organização não 
podendo este ser repassado aos proprietários ou diretores da organização.” 
(FARIA, s.d) 
Sociedade da Informação: expressão utilizada por alguns autores ao se 
referirem à nossa sociedade contemporânea. Com o avanço das novas 
tecnologias da comunicação, os representantes das diversas esferas sociais 
(política; econômica; cultural; corporativa; tecnológica; legal; entre outras) 
empoderam-se por meio do livre acesso às mais variadas informações e com 
direito a manifestar-se publicamente pela internet, por exemplo. 
Transgênicos: “São alimentos geneticamente modificados. Tudo o que forma 
os seres vivos é controlado pelo material genético, que é um grande conjunto de 
peças que definem as características de cada ser. O método de transgenia 
consiste na transferência de genes de um indivíduo para outro, sendo estes 
normalmente de espécies diferentes. Isso faz com que um indivíduo adquira 
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características do outro, sendo essas características positivas e/ou negativas.” 
(ENTENDAM..., s.d) 
 
 
Instruções 
 
Agora, chegou a sua vezde exercitar seu aprendizado. A seguir, você encontrará 
algumas questões de múltipla escolha e dissertativas. Leia cuidadosamente os 
enunciados e atente-se para o que está sendo pedido. 
 
 
Questão 1 
Em sua obra Empresas Válidas, Arantes (2012) defende a ideia de que as 
empresas são concessões sociais, ou seja: 
 
Ao lhes transferir o trabalho que era feito individualmente pelas 
pessoas, a sociedade delega às empresas a responsabilidade de 
produzir o que tenha valor para ela e que, portanto, contribua para o 
crescimento social.(ARANTES, 2012, p. 19). 
 
Considerando a ideia de empresas como concessões sociais, avalie as 
seguintes asserções e a relação proposta entre elas: 
 
I. As empresas fornecem bens e serviços a fim de atender continuamente 
às necessidades humanas. 
PORQUE 
 
II. As empresas são agentes econômicos, mas não interferem no progresso 
nem na riqueza social. 
A respeito dessas asserções, assinale a opção correta: 
 
a) As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa 
da I. 
 
b) As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma 
justificativa da I. 
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c) A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa. 
 
d) A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira. 
 
e) As asserções I e II são proposições falsas. 
 
Verifique a resposta correta no final deste material na seção Gabarito. 
 
 
 
Questão 2 
 
A respeito da reputação empresarial, podemos afirmar: 
 
I. Uma boa reputação pode facilitar a empresa na obtenção de créditos junto 
a órgãos de financiamento. 
 
II. Uma boa reputação pode aumentar o valor de mercado da empresa e 
facilita o acesso ao mercado de capitais. 
 
III. Uma boa reputação pode conferir legitimidade social à empresa para 
obter licença para operar. 
É correto o que se afirma em: 
 
a) I, apenas. 
 
b) II, apenas. 
 
c) I e III, apenas. 
 
d) II e III, apenas. 
 
e) I, II e III. 
 
Verifique a resposta correta no final deste material na seção Gabarito. 
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Questão 3 
 
As novas exigências do mercado contemporâneo não criam disfunções do ponto 
de vista capitalista (SROUR, 2013, p. 200). Isso significa que é possível, a uma 
empresa, agir sob conduta ética e, ao mesmo tempo, obter lucratividade. 
A respeito da postura corporativa sustentável, podemos afirmar: 
 
I. Uma conduta sustentável exige que a empresa identifique riscos 
iminentes e falhas operacionais, evitando que a empresa tenha de 
enfrentar problemas com as agências reguladoras. 
 
II. Uma conduta sustentável exige altos investimentos, aumentando os 
custos e nem sempre melhorando a produtividade, podendo levar a 
desperdícios por longos períodos. 
 
III. Uma conduta sustentável aumenta a lealdade e a satisfação dos 
clientes, além de levar à conquista de novos mercados, o que promove 
o crescimento da empresa. 
É correto o que se afirma em: 
 
a) I, apenas. 
 
b) II, apenas. 
 
c) I e III, apenas. 
 
d) II e III, apenas. 
 
e) I, II e III. 
 
Verifique a resposta correta no final deste material na seção Gabarito. 
 
 
 
Questão 4 
Leia o texto a seguir: 
 
“A Índia respondia há alguns anos por 30% das mortes causadas pela diarreia no mundo. A filial 
da Unilever neste país firmou parcerias com professores, líderes comunitários e órgãos públicos 
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com vistas à educação básica da população sobre práticas elementares de saúde, como lavar 
as mãos com sabonete. O programa “Despertar para a Saúde” atingiu 200 milhões de pessoas 
de baixa renda. Porém, antes de veicular a campanha, a Unilever investiu na reformulação de 
uma linha de sabonetes para ampliar seu poder bactericida e baixar o custo para o consumidor 
final. Logo depois, preparou milhares de mulheres para vender o produto num sistema porta a 
porta.” 
 
(SROUR, Robert H. Ética empresarial. 4. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 
2013. p. 196) 
 
Após ter lido o texto de Srour (2013), responda: 
 
1. A conduta da Unilever foi sustentável? Explique sua resposta. 
2. A conduta da Unilever pode ter criado um ciclo virtuoso? Explique sua 
resposta. 
Verifique a resposta correta no final deste material na seção Gabarito. 
 
 
 
Questão 5 
 
Por que a reputação de uma empresa é considerada um ativo intangível? 
 
Verifique a resposta correta no final deste material na seção Gabarito. 
 
 
 
 
 
O conteúdo deste tema dedicou-se a explorar algumas das questões mais 
debatidas sobre o comportamento ético empresarial atualmente. Pudemos 
perceber que o assunto é abrangente, envolvendo discussões sobre o papel 
social das corporações, a importância do comprometimento ético dos membros 
das organizações; as novas exigências do sistema de mercado atual, o peso da 
reputação corporativa positiva nos resultados das empresas; e as características 
do chamado capitalismo social. Foram apresentados alguns cases para que 
nossos estudos ficassem mais palpáveis com exemplos reais. É imprescindível 
a leitura de cada um deles para que tenhamos um aprendizado mais 
enriquecedor. 
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ARANTES, Nélio. Empresas válidas: como elas alcançam resultados superiores 
ao servirem a sociedade. São Paulo: Évora, 2012. 
ENTENDAM a polêmica dos transgênicos. Disponível em: http://goo.gl/6i6y2H. 
Acesso em: 10 nov. 2014. 
FARIA, Caroline. ONGS (Organizações Não Governamentais). Disponível em: 
http://goo.gl/8EdlJ1. Acesso em: 12 nov. 2014. 
 
GUIMARÃES, Jean R. D. Sobre milho transgênico, câncer e festinhas. Ciência 
Hoje, Coluna Planeta em Transe, 21 set. 2012. Disponível em: 
http://goo.gl/6dqEXq. Acesso em: 12 nov. 2014. 
 
LIMA, Yahell L. Consumo exagerado acelera processo de escassez dos 
recursos minerais. CMAIS, Seção Educação, 12 jun. 2012. Disponível em: 
http://cmais.com.br/educacao/noticias/n-a. Acesso em: 4 nov. 2014. 
 
MATOS, Francisco G. Ética na gestão empresarial: da conscientização à ação. 
São Paulo: Saraiva, 2012. 
MARIN, Denise C. Sem zerar efeito estufa, temperatura subirá 2°C. 
Exame.com, 3 nov. 2014. Disponível em: http://goo.gl/6vMtn6. Acesso em: 8 
nov. 2014. 
SROUR, Robert H. Ética empresarial. 4. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2013. 
 
 . Poder, cultura e ética nas organizações. 3. ed. Rio de Janeiro: 
Elsevier, 2012. 
 
 . Casos de Ética Empresarial. Rio de Janeiro: Elsevier, 2011. 
 
 
 
 
Questão 1 
 
Resposta: Alternativa C. 
http://goo.gl/6i6y2H
http://goo.gl/8EdlJ1
http://goo.gl/6dqEXq
http://cmais.com.br/educacao/noticias/n-a
http://goo.gl/6vMtn6
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A afirmação II é falsa, porque, na verdade, por fornecer bens e serviços à 
sociedade, as empresas caracterizam-se como agentes econômicos e cooperam 
com o progresso e com a riqueza social. 
 
Questão 2 
 
Resposta: Alternativa E. 
 
As três afirmações estão corretas porque uma empresa de boa reputação 
geralmente apresenta bons resultados financeiros, pois conquista solidez no 
mercado. Essa constatação nos faz entender que elas são vistas com 
credibilidadepelos órgãos de financiamento, pelos investidores e pela própria 
sociedade que acaba lhe conferindo o direito de operar seus negócios. 
 
Questão 3 
 
Resposta: Alternativa C. 
 
A resposta para esta questão está fundamentada nos seguintes itens que estão 
presentes no Caderno de Atividades do Tema 6: 
- Proteção da empresa, à medida que permite identificar riscos iminentes 
e falhas operacionais, reduz riscos de prejudicar clientes, colaboradores 
e comunidades locais, limita a frequência das intervenções de agências 
reguladoras e preserva a licença social para operar. 
- Gestão da empresa, à medida que reduz custos, aumenta a 
produtividade, elimina desperdícios e garante acesso a fontes de capital 
a custos mais baixos. 
- Promoção do crescimento da empresa, à medida que possibilita abrir 
novos mercados, lançar novos produtos e serviços, acelerar o ritmo da 
inovação, aumentar a lealdade e a satisfação dos clientes, conquistar 
novos clientes, desenvolver parcerias com públicos de interesse, valorizar 
a marca e a reputação. 
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Questão 4 
 
Resposta: 
 
1. A conduta da Unilever foi sustentável porque ela levou em consideração 
as dificuldades que a comunidade estava passando e assumiu seu papel 
de agente social, beneficiando as pessoas de baixa renda. Ao mesmo 
tempo, a corporação foi capaz de enxergar a longo prazo e perceber que 
sua ação social também lhe traria benefícios, pois fortaleceria sua 
reputação e seus laços com muitos stakeholders. 
2. A conduta da Unilever criou um ciclo virtuoso, porque melhorou a higiene 
e reduziu a diarreia, elevou a renda de quem vende o produto, contribuiu 
para o bem comum e ainda conquistou lucratividade para a organização 
(SROUR, 2013, p. 196). 
 
Questão 5 
 
Resposta: A reputação de uma empresa é seu ativo intangível porque lhe reputa 
valor no mercado. Quando uma corporação tem alta reputação, ela atrai 
investidores, atrai interesse de profissionais talentosos; atrai parcerias 
interessantes; sustenta força frente à sua concorrência; consegue a fidelização 
de clientes; tem facilidade de conquistar novos mercados; gera cobertura 
favorável da mídia; goza de relações positivas com as comunidades locais e 
autoridades etc. 
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Olá! O foco deste tema é a gestão ética de organizações com ou sem fins 
lucrativos, privadas ou públicas. 
A conduta ética em nossa sociedade tem ocupado espaço de destaque nos 
meios de comunicação nas últimas décadas. Estudos sobre a sustentabilidade 
da vida humana no planeta têm apontado previsões nada otimistas para um 
futuro próximo. Infelizmente, apesar disso, parece-nos que as ações dos 
governos e das corporações em geral ainda são muito tímidas para reduzir o 
impacto negativo dessas previsões. 
De qualquer forma, discussões sobre a responsabilidade dos indivíduos, da 
sociedade, do poder público, do poder privado e dos próprios meios de 
comunicação devem ser intensificadas para chegarmos a propostas de 
melhorias mais consistentes. 
A mola propulsora para que se inicie um processo de mudanças positivas é a 
própria ação humana, e é por isso que um ponto de partida conveniente é a 
conscientização da conduta gerencial corporativa, pois é ela que mobiliza toda a 
engrenagem produtiva em nossa sociedade predominantemente capitalista. 
 
 
 
 
 
 
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Como citar este material: 
FREGNI, Carla P. Ética e Relações Humanas no Trabalho: Gestão Ética. Caderno 
de Atividades. Valinhos: Anhanguera Educacional, 2015. 
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O Líder dos Novos Modelos de Gestão 
 
Começaremos lhe perguntando: o que é gestão, para você? 
 
Como se trata de uma palavra bastante utilizada em nosso dia a dia, a resposta 
vem de imediato: a gestão resulta de ações como gerenciar, administrar, realizar, 
dirigir, e assim por diante, não é mesmo? 
Atualmente, podemos encontrar esse termo em situações pessoais. Você já 
deve ter ouvido alguém te alertando: “Faça a gestão do seu tempo!”, “Faça a 
gestão de suas finanças!”, “Faça a gestão de sua carreira!”. 
Uma gestão ética acontece quando se aplicam recursos de forma ética para a 
realização de objetivos – sejam eles pessoais ou profissionais. 
Este conteúdo colocará atenção especial na gestão corporativa. O autor Matos 
(2012, p. 111), em sua obra Ética na Gestão Empresarial, sugere que se façam 
reflexões sobre a renovação dos modelos tradicionais de gestão. Segundo ele, 
o líder dos novos modelos de gestão deve ser, além de ético, também um 
educador e um empreendedor. 
Saiba Mais! 
 
Ética nos Negócios & Valores Corporativos 
 
 
A Pesquisa Código de Ética Corporativo tem um valor muito especial, pois foi 
a primeira iniciativa realizada pelo Instituto Brasileiro de Ética nos Negócios e 
que teve os resultados divulgados durante um evento de comunicação 
empresarial ocorrido em Fortaleza-CE, em maio de 2008. 
FLINTO, Douglas L. Ética nos Negócios & Valores Corporativos. Tem ou não tem? 
Eis a Questão! In: Pesquisa de Código de Ética 2014. Disponível em: 
http://goo.gl/Ltpv7q. Acesso em: 24 nov. 2014. 
http://goo.gl/Ltpv7q
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Um líder ético é consciente de que lidera pessoas, e não coisas. Um líder 
educador é consciente de sua responsabilidade em transmitir valores, induzir a 
atitudes e orientar ações visando objetivos em comum. Um líder empreendedor 
tem visão realizadora de futuro, transformando anseios e oportunidades em 
ganhos reais (MATOS, 2012, p. 111). 
Um gestor ético é aquele que fornece informações relevantes ao seu time; avalia 
e fornece feedback; abre espaço para a contribuição criativa; viabiliza os canais 
de comunicação; delega responsabilidades (MATOS, 2012, p. 78). 
Quando descrevemos essas características, pode parecer que as exigências a 
um gestor são grandes demais hoje em dia. Na verdade, não o são! Trata-se de 
exigências éticas. Como ainda vivemos em tempos de corrupção, a ética parece 
algo fora do padrão, não é mesmo? 
Ainda há resquícios de paradigmas ultrapassados que levam as empresas a 
continuar com seus modelos autoritários, centralizados e excessivamente 
burocratizados. Enfrentar os novos tempos exige o rompimento com velhos 
pensamentos, com velhos paradigmas. 
A gestão ética caracteriza-se por relações humanas que não giram apenas em 
torno de objetivos/metas e resultados, mas que também integram as pessoas 
por meio de princípios, valores e sentimentos em comum. É daí que surge o que 
chamamos de espírito de equipe. 
Os ambientes de trabalho são povoados por pessoas diferentes, com talentos, 
motivações e ambições individuais. Esse é um contexto bastante favorável para 
conflitos. A harmonização do clima organizacional acontece quando há, entre as 
pessoas, empatia e uma identificação ideológica que convergem para 
interesses comuns. É papel do gestor promover os elementos necessários para 
essa harmonização. 
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O Gerente-Líder 
 
Um gerente-líder é responsável por conciliar diferenças por meioda 
negociação, visando ao consenso. Devemos ressaltar que o consenso não leva 
à unanimidade. O consenso acontece quando há uma concordância em relação 
a pontos essenciais (MATOS, 2012, p. 112). 
Você já tinha ouvido falar desse termo: gerente-líder? 
 
Alguns autores diferenciam o papel do gerente e o papel do líder. O 
gerenciamento teria um caráter mais material, propiciando decisões objetivas em 
direção às metas. Por outro lado, a liderança teria um caráter mais humano, 
propiciando a condução de pessoas em direção às metas. A proposta de um 
novo modelo de gestão exige profissionais competentes em conduzir pessoas 
de forma humana e tomar decisões práticas ao mesmo tempo. 
Matos (2012, p. 111-115) explora as características ideais em relação ao 
gerente-líder. Podemos destacar as principais: 
• “É predominantemente participativo, envolvente, motivador.” 
• “Utiliza a negociação e o acordo para tomar decisões que se tornam, 
assim, corresponsabilizadoras.” 
• “Obtém resultados por consentimento e por consenso.” 
• “Procura desenvolver a cooperação criativa em lugar da competição 
predatória.” 
Saiba Mais! 
 
Um novo líder para nossa contemporaneidade 
 
Talento para lidar com pessoas. Disposição para encarar a complexidade. 
Espírito de equipe. Essas competências ganham o centro de uma 
transformação que vai forjar as novas lideranças e mudar as empresas. Você 
está preparado? 
TEIXEIRA, Alexandre. Como se tornar um líder do século 21. Época Negócios, s/d. 
Disponível em: http://goo.gl/YVlDqZ. Acesso em: 24 nov. 2014. 
http://goo.gl/YVlDqZ
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• “É flexível, evita radicalizar posição e usar de comportamento reativo 
que impeça análises críticas e reformulações.” 
• “Planeja seu tempo e o de sua equipe, desenvolve estratégias para 
administrar as crises e os conflitos do presente, sem prejuízo da 
renovação contínua, à base de percepção e de dinamização de 
oportunidades.” 
• “Compromete-se; não foge à responsabilidade por suas decisões e 
ações.” 
• “É agente ético da renovação contínua de sua equipe e da 
organização.” 
 
 
Áreas Éticas de Formação do Gerente-Líder 
 
Nos estudos de Matos (2012, p. 114-115), encontramos o que o autor chama de 
áreas éticas de formação de gerentes-líder. Trata-se de áreas de 
desenvolvimento de competências gerenciais que levariam a resultados 
mutuamente compensadores tanto para dirigentes como para dirigidos (MATOS, 
2012, p. 114). 
A Tabela 7.1 apresenta uma relação das áreas éticas de formação e suas 
respectivas propostas de desenvolvimento. 
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Tabela 7.1 Áreas éticas de formação do gerente-líder. 
 
 
Fonte: Adaptação de Matos (2012, p. 114-115) 
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Talvez seja desnecessário ressaltarmos que a Tabela 7.1 não é um roteiro para 
a construção de um super-homem. Matos (2012) é bastante claro a respeito: 
 
Um perfil gerencial não significa a intenção ingênua de querer montar 
um super-homem. São referências que compõem um quadro 
caracterológico ideal, que serve como orientação básica para a seleção 
e o desenvolvimento (MATOS, 2012, p. 115). 
 
É comum encontrarmos uma distância entre o que pregam as teorias e o que 
ocorre na prática. Apesar disso, precisamos de parâmetros que nos orientem 
durante um caminho de evolução. As características ideais do gerente-líder e as 
principais áreas para sua formação, propostas pelo autor Matos (2012, p. 111- 
115), podem nos servir de referência para alcançarmos a gestão ética. 
 
 
Condutas Éticas: entre o Individual e o Grupal 
 
Podemos encontrar olhares mais otimistas e menos otimistas a respeito da 
natureza humana. Gostaríamos de mencionar os estudos do psicólogo norte- 
americano chamado Philip Zimbardo. Professor no curso de psicologia na 
Universidade de Stanford, em 1971 Zimbardo liderou uma equipe de 
pesquisadores em um experimento que pretendia investigar o comportamento 
do ser humano quando vive em um grupo submetido a muitas pressões e 
cobranças. 
Sabe como esse experimento foi realizado? Nos porões do Instituto de 
Psicologia da Universidade. Eles simularam um ambiente de presídio e 
convidaram voluntários, entre os próprios alunos, para participar. Esses 
voluntários assumiam o papel de guardas ou prisioneiros. 
O experimento de Zimbardo acabou demonstrando que os voluntários que 
assumiram o papel de guardas formaram um grupo coeso e isento de 
consciência, levando os indivíduos a perderem sua identidade pessoal e seu 
senso de responsabilidade. A consequência constatada foi um clima de impulsos 
antissociais. 
Há teóricos que chamam esse fenômeno de desindividualização. É como se, ao 
formarem uma multidão, as pessoas perdessem sua consciência ética e agissem 
como criaturas selvagens. 
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É claro que estamos apresentando essas ideias de maneira bem panorâmica, 
pois os estudos são bem mais profundos e sofisticados. Nossa intenção é trazer 
a complexidade da natureza humana à tona e compreender o quanto essa 
natureza influencia a prática da ética. 
Devemos admitir que o ambiente corporativo pode ser bastante insalubre 
quando bombardeado pelas pressões de um mercado instável, pela exigência 
de resultados imediatos, pela rivalidade entre os parceiros e pela ambição 
desenfreada dos acionistas. 
Infelizmente, não é difícil encontrarmos empresas com um clima organizacional 
bastante parecido com o clima do presídio simulado de Stanford. 
Em sua obra Gerenciando com as Pessoas, Chiavenato (2013) explica que o 
clima organizacional é o “ambiente humano dentro do qual as pessoas de uma 
organização realizam seu trabalho”. 
O clima organizacional nasce da cultura organizacional e é impactado por crises 
externas (como mudanças político-econômicas do país) ou por crises internas 
(como fusões e aquisições entre empresas). 
Um clima organizacional positivo é marcado pela presença e manutenção do 
comportamento ético, desde a presidência até o chão de fábrica. Podemos 
afirmar que os colaboradores de uma empresa não manterão posturas éticas se 
a própria cúpula não toma decisões éticas. Na verdade, dentro da complexidade 
que mencionamos desde o começo de nossas discussões, a manutenção de 
posturas éticas envolve todo o ecossistema de negócios. 
Você deve se lembrar que o conceito de ecossistema de negócios considera a 
interatuação e interdependência entre todos os subsistemas. Portanto, a 
inexistência da ética em qualquer subsistema comprometerá a prática da ética 
no sistema como um todo. 
Agir sob a ética é uma escolha individual. O autor e Prof. Mário Sérgio Cortella 
costuma explicar, em suas palestras, que podemos sentir um impulso para 
aceitar um bônus em troca de algum favor. No entanto, como seres racionais, 
somos responsáveis por dizer sim ou não a esse impulso. Temos esse poder de 
escolha, e a ética exige essa consciência. 
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Saiba Mais! 
Gestão de Pessoas 
 
Cada vez mais, os executivos têm abandonado suas tradicionais funções 
administrativas para adotar uma posturade liderança renovadora e mais 
participativa. Antes, eles se fechavam a “sete chaves” em suas salas e ficavam 
distantes das equipes, mantendo o binômio “gerente versus subordinado”; 
hoje, porém, esse cenário vem se alterando à medida que os gerentes se 
transformam em líderes impulsionadores e gestores de pessoas, 
estabelecendo um novo binômio: “liderança versus colaboração”. 
Dividido em 12 capítulos, que versam sobre gestão, cultura corporativa e 
trabalho em equipe, o livro pretende ser um guia para o executivo aprender a 
lidar com sua equipe de trabalho. Atuando juntos, líderes e colaboradores 
podem proporcionar mais dinamismo e competitividade aos negócios, tendo 
como resultado o sucesso empresarial. 
CHIAVENATO, Idalberto. Gerenciando com as pessoas: transformando o 
executivo em excelente gestor de pessoas. 5. ed. Barueri: Manole, 2013. 
 
 
Consciência Ética 
 
Conforme Matos (2012), a consciência ética leva à capacidade de avaliar, julgar 
e à disposição para agir. É exatamente a consciência ética que faz um indivíduo 
resistir ao impulso que sentiu diante da oferta de bônus em troca de algum favor. 
A corrupção, portanto, é um padrão de comportamento em que as pessoas se 
deixam levar por meros impulsos, sem avaliar as consequências sistêmicas do 
evento em que se envolvem. Tomaremos um exemplo para explicarmos melhor: 
quando um executivo paga propina na compra de um terreno impróprio para a 
construção de sua fábrica, ele só considera o benefício subsistêmico, que é o 
sucesso de seu empreendimento. Por outro lado, despreza o malefício dos 
resíduos tóxicos de sua fábrica em todo o sistema, que é a vida humana ao redor. 
As considerações sistêmicas desse exemplo nos levam a crer que a decisão do 
executivo se limitou à intenção de que a fábrica alcançasse sucesso. Apesar do 
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empenho do executivo, o risco de fracasso estará presente, pois os prejuízos ao 
meio ambiente recairão sobre a comunidade local, comprometendo os recursos 
materiais e humanos. Não há como fugirmos desta realidade: o comportamento 
dos subsistemas (no caso de nosso exemplo: a fábrica) pode prejudicar o 
sistema como um todo (no caso de nosso exemplo: a comunidade local), e as 
consequências recairão ao próprio subsistema causador dos prejuízos (no caso 
de nosso exemplo: a fábrica). 
Decisões que desconsideram a manutenção do sistema como um todo nunca 
serão decisões éticas! 
 
 
Modelo de Gestão Ética 
 
Talvez não haja um único modelo ideal de organização. As variáveis envolvidas 
na realidade de cada empresa são tão específicas que ela pode conquistar 
sucesso atuando de determinada forma hoje, mas deverá mudar sua atuação 
em outro momento e sob outro contexto. De qualquer forma, é razoável 
discutirmos os principais pontos envolvidos em uma gestão considerada ética. 
Para Matos (2012, p. 121), um modelo estratégico para desenvolver a ética nas 
empresas deve ter como base de ação a clareza e a renovação contínua de uma 
cultura organizacional ética. Sem uma consciência ética de seus membros, a 
empresa não consegue atuar de forma ética e não enxerga a importância de 
educar seus colaboradores para uma contínua renovação fundamentada em 
condutas éticas. 
Em sua obra, Matos (2012, p. 126-128) propõe uma formulação do modelo de 
ética corporativa por meio de “um esforço coletivo em uma sequência interativa 
com as lideranças, em todos os níveis” (MATOS, 2012, p. 126). 
A Tabela 7.2 traz um resumo de sua proposta. 
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Tabela 7.2 Formulação do Modelo de Ética Corporativa. 
 
 
Fonte: Adaptação de Matos (2012, p. 126-128) 
 
 
 
A formulação do modelo de ética corporativa proposto por Matos (2012, p. 126- 
128) ressalta a importância de se discutir os valores e de traduzi-los em 
estratégias e ações, ou seja, a cultura traduz-se em valores, e a estratégia 
envolve a prática de valores e princípios éticos por meio de lideranças 
integradas. 
 
Saiba Mais! 
 
Indicadores de Gestão da Ética 
 
Os Indicadores de Gestão da Ética (IGE) foram idealizados pelo Instituto Brasileiro de 
Ética nos Negócios no início de 2012 e começaram a ganhar forma a partir de um 
“texto base”, elaborado pela Sra. Izilda Capeletto (ex-Diretora de Ética do Grupo AES 
Brasil) e pela professora de Ética da FGV-SP, Sra. Maria Cecília de Arruda. 
INSTITUTO BRASILEIRO DE ÉTICA NOS NEGÓCIOS. Indicadores de Gestão da 
Ética. Disponível em: http://goo.gl/QzTh6M. Acesso em: 24 nov. 2014. 
http://goo.gl/QzTh6M
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Entrevista com o Presidente do Instituto de Ética nos Negócios 
 
O recente escândalo de corrupção envolvendo a Petrobras colocou a ética no centro 
do debate. O que fazer em uma situação na qual é cobrado suborno? Como as 
empresas podem manter seus funcionários na linha? Assista à entrevista com o 
diretor-presidente do Instituto de Ética nos Negócios, Douglas Linares Flinto. 
 
PAGEL, Geovana. Ética nos Negócios: entrevista com Douglas Linares Flinto. Portal 
IstoÉ Dinheiro, 21 nov. 2014. Duração: 04:13 min. Disponível em: 
http://goo.gl/Wcpc8E. Acesso em: 24 nov. 2014. 
 
Os dilemas da ética 
 
Poucos assuntos têm sido tão discutidos nas empresas do mundo inteiro quanto à 
ética corporativa. Não poderia ser diferente. Desde a série de escândalos 
desencadeada pelas fraudes contábeis que abalaram a economia norte-americana 
no ano passado e reverteram o processo de duas décadas de glorificação dos 
executivos, um clamor moralizante atingiu os negócios. 
 
COHEN, David. Os dilemas da ética. Exame.com, 7 maio 2003. Disponível em: 
http://goo.gl/lT4Bkk. Acesso em: 24 nov. 2014. 
 
 
Dilemas Éticos na Gestão Corporativa 
 
Srour (2013, p. 141-163) dedica um capítulo às discussões do que ele chama de 
Dilemas Éticos de Base, ou seja, dúvidas que uma pessoa enfrenta na hora de 
decidir como agir diante de determinada situação que exige conduta ética. 
Alguns desses dilemas são mencionados por Srour (2013, p. 142): 
 
Por exemplo, o que mais importa: a justiça social ou o respeito à 
propriedade privada? A gratidão por favores oferecidos de um superior 
ou a justiça para com um colega que está sendo prejudicado por esse 
mesmo superior? A verdade ou a lealdade filial? A fidelidade às 
convicções ou a sobrevivência física? O compromisso de saldar uma 
dívida ou a caridade para com uma família esfomeada? 
 
A solução para dilemas éticos necessita de uma hierarquia de valores. Isto é: 
para conseguirmos decidir entre um impasse de valores, temos de ter um 
conhecimento prévio a respeito de qual valor vale mais em relação a outro sob 
http://goo.gl/Wcpc8E
http://goo.gl/lT4Bkk
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determinado contexto. Por exemplo: caberia ou não monitorar o uso que um 
funcionário faz das redes sociais durante o expediente? 
 
No campo empresarial, o que deve prevalecer: o respeito estrito à 
privacidade dos funcionários que utilizam computadores e navegam na 
internet ou a “tolerância zero”, que proíbe o uso de equipamentos da 
empresa para qualquer finalidade particular? (MATOS, 2013, p. 143) 
 
Recentemente, os meios de comunicação divulgaram a declaração do advogado 
Mário Oliveira Filho, representante do lobista Fernando Baiano, denunciadopor 
sua participação no esquema investigado pela Operação “Lava-Jato”: 
 
O empresário, se porventura faz uma composição ilícita com político 
para pagar alguma coisa, se ele não fizer isso, não tem obra. Pode 
pegar qualquer empreiteirinha e prefeitura do interior do país. Se ele 
não fizer acerto [com os políticos], não coloca um paralelepípedo no 
chão, disse Mario Oliveira Filho, que defende Baiano (VOITCH, 2014, 
s.p) 
 
Teríamos um dilema ético nessa colocação do advogado de Fernando Baiano? 
O que vale mais? Não burlar a lei ou garantir a sobrevivência de uma 
corporação? Nesse dilema, podemos também mencionar a prática do chamado 
“Caixa 2” em muitas organizações... Muitas delas argumentam que não têm 
como sobreviver a tantos impostos que o governo impõe a elas: sonegam para 
não decretar falência. O pressuposto que respalda essa argumentação é a tácita 
aceitação na crença de que a chamada “Lei de Gerson” também pode ser 
tolerável no ambiente empresarial brasileiro. 
O tema central aqui é: até que ponto trata-se de um dilema da ética empresarial 
ou uma espécie de comodismo diante de um consenso que isenta os 
empresários e advogados das responsabilidades por suas escolhas? 
 
Saiba Mais! 
 
Confira, a seguir, algumas referências para ajudá-lo a compreender a complexidade 
dos dilemas éticos nos negócios e no Brasil. 
Confira na íntegra a reportagem sobre a polêmica declaração do advogado de 
envolvido na Operação “Lava-Jato”: 
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VOITCH, Guilherme. Não se faz obra pública no Brasil sem acerto, diz advogado de 
lobista. Folha de S.Paulo, Seção Poder, 19 nov. 2014. Disponível em: 
http://goo.gl/Wp6Fa8 . Acesso em: 24 nov. 2014. 
 
 
“A Lei de Gerson”: imagem da crise na identidade brasileira 
Confira os textos, a seguir, com diferentes percepções sobre a chamada “Lei de 
Gerson”: 
 
GUROVITZ, Hélio. Viva a lei de Gerson! Superinteressante, fev. 2004. Disponível 
em: http://goo.gl/yMrlDH. Acesso em: 3 dez. 2014. 
 
SALLES, Ygor. Contra a ‘Lei de Gerson’. Folha de S.Paulo, 12 fev. 2014. Disponível 
em: http://goo.gl/92wUYB. Acesso em: 3 dez. 2014. 
 
 
Case da Editora Paladin Press Of Boulder 
 
Assassino baseia-se em manual técnico de executores para matar família e 
empregada 
 
SROUR (2013, p. 142-143) apresenta um case para debate sobre Dilema Ético de 
Base. Leia a seguir: 
 
“A editora Paladin Press of Boulder vendeu mais de 10 mil exemplares do livro 
Matador: Manual técnico para executores independentes, que fornece instruções 
eficazes para matar pessoas e sumir com o corpo. Em 1993, um homem de Maryland 
contratou um assassino para matar sua mulher, seu filho portador de deficiência e a 
empregada. A polícia encontrou o livro Matador na casa do assassino e uma 
investigação mostrou que ele seguiu o manual. A editora acabou aceitando a 
responsabilidade financeira pelo triplo assassinato cometido pelo leitor, em maio de 
1994.” (O Estado de São Paulo apud SROUR, 2013, p. 142-143). 
 
O que seria mais importante neste caso? A liberdade de expressão da editora em 
publicar a obra? O policiamento das consciências para prevenir atentados contra a 
vida? O direito à privacidade e à preservação da intimidade? 
http://goo.gl/Wp6Fa8
http://goo.gl/yMrlDH
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Em resumo, a vida corporativa oferece constantes situações que devem ser 
avaliadas sob a óptica da conduta ética. Sabemos que os debates são infindos 
e impasses acontecerão o tempo todo. Os gestores empresariais não deveriam 
fugir das responsabilidades pelas consequências de suas decisões. Sejam 
consequências para a própria corporação ou para a sociedade. 
 
 
 
 
Caixa 2: trata-se de uma expressão informal utilizada para apontar a prática que 
algumas empresas adotam na manipulação de seus resultados contábeis e 
consequente redução de gastos tributários. A ideia do Caixa 2 está diretamente 
ligada à sonegação de impostos. 
Cultura Organizacional Ética: conforme Matos (2012, p. 121), a cultura 
organizacional ética é fundamentada no desenvolvimento contínuo da 
consciência ética de seus membros; a presença da liderança ética, o 
comportamento ético e ações éticas. 
Empatia: basicamente, trata-se da capacidade que se tem de colocar-se no 
lugar do outro para entender melhor seu ponto de vista. Há menos conflitos em 
ambientes cujos membros praticam a empatia, pois a compreensão mútua se 
estabelece com maior facilidade. 
Identificação Ideológica: a utilização desta expressão, em nosso conteúdo, 
indica a concordância em relação a crenças e valores entre os membros da 
corporação. Quando grande parte dos colaboradores compartilha as mesmas 
ideias, há menos conflitos no ambiente e, assim, maior harmonia no clima 
organizacional. 
Confira essas e outras questões na obra: 
 
SROUR, Robert Henry. Ética empresarial. 4. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 
2013. p. 142-143. 
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Lideranças integradas: trata-se da atuação integrada das diferentes lideranças 
dentro de uma corporação, orientadas para a prática de princípios e valores 
comuns. 
Operação “Lava-Jato”: esquema de lavagem de dinheiro e evasão de divisas, 
denunciado em 2014, por meio de práticas ilícitas das diretorias da Petrobras 
que fraudavam contratos com empresas fornecedoras para obter pagamento de 
propina. 
 
 
 
 
Instruções 
 
Agora, chegou a sua vez de exercitar seu aprendizado. A seguir, você encontrará 
algumas questões de múltipla escolha e dissertativas. Leia cuidadosamente os 
enunciados e atente-se para o que está sendo pedido. 
 
 
Questão 1 
 
Em sua obra Ética na Gestão Empresarial, Matos (2012, p. 112) afirma que um 
gerente-líder é responsável por conciliar diferenças por meio da negociação, 
visando ao consenso. 
A respeito do conceito de gerente-líder, podemos afirmar que se trata do 
profissional que: 
 
I. Conduz pessoas de forma humana, sem deixar de tomar decisões 
práticas. 
 
II. Procura desenvolver a competição predatória, uma vez que o mercado 
atual exige agilidade agressiva. 
 
III. Obtém resultados por consentimento e por consenso. 
 
É correto o que se afirma em: 
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a) I, apenas. 
 
b) II, apenas. 
 
c) I e III, apenas. 
 
d) II e III, apenas. 
 
e) I, II e III. 
 
Verifique a resposta correta no final deste material na seção Gabarito. 
 
 
 
Questão 2 
 
Nos estudos de Matos (Ética na Gestão Empresarial, 2012, p. 114-115), 
encontramos o que o autor chama de áreas éticas de formação de gerentes- 
líder. Trata-se de áreas de desenvolvimento de competências gerenciais que 
levariam a resultados mutuamente compensadores tanto para dirigentes como 
para dirigidos. 
A partir deste conceito, faça a correta associação entre algumas das áreas 
mencionadas pelo autor (itens de A até D) e as ideias apresentadas pelos itens 
de I a IV. 
A correta associação é expressa pela alternativa: 
 
a) A=III; B=I; C=IV; D=II. 
 
b) A=I; B=II; C=IV; D=III. 
 
c) A=IV; B=III; C=II; D=I. 
 
d) A=II; B=III; C=IV; D=I. 
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e) A=I; B=III; C=IV; D=II. 
 
Verifique a resposta correta no final deste material na seção Gabarito. 
 
 
 
Questão 3 
 
“A editora Paladin Press of Boulder vendeu mais de 10 mil exemplares do livro 
Matador: Manual técnico para executores independentes, que fornece instruções 
eficazes para matar pessoas e sumir com o corpo. Em 1993, um homem de 
Marland contratou um assassino para matar sua mulher, seu filho portador de 
deficiência e a empregada. A política encontrou o livro Matador na casa do 
assassino e uma investigação mostrou que ele seguiu o manual. A editora 
acabou aceitando a responsabilidade financeira pelo triplo assassinato cometido 
pelo leitor, em maio de 1994.” 
 
(O Estado de São Paulo apud SROUR, 2013, p. 142-143) 
 
A respeito do texto apresentado, podemos afirmar: 
 
I. O caso pode trazer à tona um dilema ético entre a liberdade de 
imprensa, que a editora tem por direito, e a responsabilidade social 
que as corporações deveriam assumir. 
 
II. Ao assumir a responsabilidade financeira pelo triplo assassinato, a 
editora pode ter diminuído os impactos que o caso deve ter causado 
em sua reputação. 
 
III. A posse do livro, pelo assassino, traz à tona um dilema ético que está 
entre seu direito à privacidade e o policiamento das consciências para 
prevenir atentados contra a vida. 
 
 
É correto o que se afirma em: 
 
a) I, apenas. 
 
b) II, apenas. 
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c) I e III, apenas. 
 
d) II e III, apenas. 
 
e) I, II e III. 
 
Verifique a resposta correta no final deste material na seção Gabarito. 
 
 
 
Questão 4 
 
O Tabu do Estresse 
 
“A ONG britânica Mind, voltada para a saúde mental, publicou um levantamento 
referente ao estresse endêmico que acomete milhões de trabalhadores no Reino 
Unido e que acarreta a perda de bilhões de dólares em horas de trabalho. O mais 
curioso é que 93% mentiram a seus patrões a respeito do motivo real de seu 
absenteísmo. Alegaram dores de estômago, resfriados, dores de cabeça, 
consultas médicas, problemas em casa o doenças na família, menos o estresse 
no trabalho. Não confessaram que aguentam cada vez menos as pressões para 
o cumprimento de metas, nem tentaram discutir as questões referentes ao 
ambiente de trabalho em que prevalece o moral baixo, a baixa produtividade e 
formas escapistas de enfrentar as tensões.” 
(SROUR, Robert H. Casos de ética empresarial. Rio de Janeiro: 
Elsevier, 2011, p. 43) 
 
Após ter lido o texto, responda: Um gerente-líder poderia atuar de forma a 
melhorar este contexto? De que maneira? Explique. 
Verifique a resposta correta no final deste material na seção Gabarito. 
 
 
 
Questão 5 
“Nos Estados Unidos, quase um em cada seis diretores financeiros afirma ter 
sido pressionado a falsificar números da empresa nos últimos cinco anos, 
segundo pesquisa publicada em agosto pela CFO Magazine, publicação dirigida 
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a executivos financeiros. Quase um terço deles afirmou que sua empresa 
camuflava dívidas para causar boa impressão na bolsa de valores, geralmente 
com truques similares aos utilizados pela Enron”. 
 
(COHEN, David. Os dilemas da ética. Exame.com, 7 maio 
2003. Disponível em: http://goo.gl/Xyd2dM. Acesso em: 24 
nov. 2014) 
 
Após ter lido o texto, responda: Que dilema ético se destaca no contexto 
descrito? Explique. 
Verifique a resposta correta no final deste material na seção Gabarito. 
 
 
 
 
 
O conteúdo deste tema nos levou a compreender os aspectos que envolvem a 
ética e as relações humanas no trabalho. Conhecemos as principais 
características do gerente-líder e as possíveis áreas para sua formação. 
Entendemos a relação entre as condutas éticas individuais e as condutas éticas 
grupais. Pudemos também refletir sobre a consciência ética. Matos (2012) nos 
trouxe uma proposta para o modelo de gestão ética e Srour (2013) nos 
apresentou o conceito de dilemas éticos na gestão corporativa. 
 
 
 
 
CHIAVENATO, Idalberto. Gerenciando com as pessoas: transformando o 
executivo em excelente gestor de pessoas. 5. ed. Barueri: Manole, 2013. 
COHEN, David. Os dilemas da ética. Exame.com, 7 maio 2003. Disponível em: 
http://goo.gl/Cz9CRv. Acesso em: 24 nov. 2014. 
 
FLINTO, Douglas L. Ética nos Negócios & Valores Corporativos. Tem ou não 
tem? Eis a Questão! In: Pesquisa de Código de Ética 2014. Disponível em: 
http://goo.gl/cB11zb. Acesso em: 24 nov. 2014. 
http://goo.gl/Xyd2dM
http://goo.gl/Cz9CRv
http://goo.gl/cB11zb
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GUROVITZ, Hélio. Viva a lei de Gerson! Superinteressante, fev. 2004. 
Disponível em: http://super.abril.com.br/esporte/viva-lei-gerson-444339.shtml. 
Acesso em: 3 dez. 2014. INSTITUTO BRASILEIRO DE ÉTICA NOS 
NEGÓCIOS. Indicadores de Gestão Ética. Disponível em: 
http://www.ige.org.br/indicadores.php. Acesso em: 24 nov. 2014. 
 
LEI de Gerson. IstoÉ, Seção Brasil, Ed. 1578, 29 dez. 1999. Disponível em: 
http://goo.gl/oamA5I. Acesso em: 3 dez. 2014. 
 
PAGEL, Geovana. Ética nos Negócios: entrevista com Douglas Linares Flinto. 
Portal IstoÉ Dinheiro, 21 nov. 2014. Duração: 04:13 min. Disponível em: 
http://goo.gl/9ho5Ts. Acesso em: 24 nov. 2014. 
 
SALLES, Ygor. Contra a ‘Lei de Gerson’. Folha de S.Paulo, 12 fev. 2014. 
Disponível em: http://goo.gl/2AMLen. Acesso em: 3 dez. 2014. 
 
SROUR, Robert Henry. Ética empresarial. 4. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2013. 
 
TEIXEIRA, Alexandre. Como se tornar um líder do século 21. Época Negócios, 
s/d. Disponível em: http://goo.gl/50dBxS. Acesso em: 24 nov. 2014. 
 
VOITCH, Guilherme. Não se faz obra pública no Brasil sem acerto, diz 
advogado de lobista. Folha de S.Paulo, Seção Poder, 19 nov. 2014. Disponível 
em: http://goo.gl/5BVbhU. Acesso em: 24 nov. 2014. 
 
 
 
 
Questão 1 
 
Resposta: Alternativa C. 
 
A resposta dessa pergunta encontra subsídios no item “O Gerente-Líder” do 
Caderno de Atividades do Tema 7. 
http://super.abril.com.br/esporte/viva-lei-gerson-444339.shtml
http://www.ige.org.br/indicadores.php
http://goo.gl/oamA5I
http://goo.gl/9ho5Ts
http://goo.gl/2AMLen
http://goo.gl/50dBxS
http://goo.gl/5BVbhU
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Questão 2 
 
Resposta: Alternativa E. 
 
A resposta dessa pergunta encontra subsídios no item “Áreas éticas de formação 
do gerente-líder”, do Caderno de Atividades do Tema 7. 
 
Questão 3 
 
Resposta: Alternativa E. 
 
A resposta dessa pergunta encontra subsídios no item “Dilemas Éticos” do 
Caderno de Atividades do Tema 7. 
 
Questão 4 
 
Resposta: A resposta para essa questão deve basear-se nas ideias 
apresentadas no item “O Gerente-líder” do Caderno de Atividades do Tema 7. 
As características desse tipo de líder (vide relação que segue), apresentadas por 
Matos (2012, p. 111-115), evitariam a perda de receitas, a desmotivação do 
pessoal e a reduzida capacidade de atenção às demandas (por causa da falta 
de saúde causada pelo estresse). 
Características do Gerente-Líder: 
- “É predominantemente participativo, envolvente, motivador.” 
- “Utiliza a negociação e o acordo para tomar decisões que se tornam, assim, 
corresponsabilizadoras.” 
- “Obtém resultados por consentimento e por consenso.” 
- “Procura desenvolver a cooperação criativa em lugar da competição 
predatória.”- “É flexível, evita radicalizar posição e usar de comportamento reativo que 
impeça análises críticas e reformulações.” 
- “Planeja seu tempo e o de sua equipe, desenvolve estratégias para 
administrar as crises e os conflitos do presente, sem prejuízo da 
renovação contínua, à base de percepção e de dinamização de 
oportunidades.” 
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- “Compromete-se; não foge à responsabilidade por suas decisões e 
ações.” 
- “É agente ético da renovação contínua de sua equipe e da organização.” 
 
Questão 5 
 
Resposta: O dilema ético que se destaca no texto é em relação aos diretores 
que são pressionados a falsificar os números da empresa. Parece haver um 
impasse entre agir contra a ética e manter seu emprego ou manter uma conduta 
ética e arriscar-se a ser demitido. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Olá! Seja bem-vindo à oitava aula da disciplina Ética e Relações Humanas no 
Trabalho. Nesta aula, teremos a oportunidade de explorar esse assunto sob 
enfoque e considerações de nossa contemporaneidade: o século XXI. 
O que há de tão novo e diferente nos dias de hoje que nos leva a pensar em 
novos modelos para a prática da ética e das relações humanas no trabalho? 
Parece-nos que os modelos que utilizamos até o momento já não servem mais. 
Ao mesmo tempo, ainda não temos novos modelos totalmente testados. É bem 
provável estarmos vivendo entre Eras. 
Mudanças não são novidade para a humanidade. Mas, a velocidade com que 
elas têm acontecido, é inédita. Basta mencionarmos o ritmo dos lançamentos de 
produtos como televisores, smartphones, notebooks, dentre outros. 
A sensação que temos, muitas vezes, é a de não saber aonde essa aceleração 
toda nos levará. Os mais otimistas dizem que isso tudo nos levará a novas 
descobertas e melhorias para a humanidade. Os mais pessimistas dizem que 
isso tudo levará à extinção da humanidade. 
 
 
 
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Como citar este material: 
 
FREGNI, Carla P. Ética e Relações Humanas no Trabalho do Séc. XXI. 
Caderno de Atividades. Valinhos: Anhanguera Educacional, 2015. 
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Talvez haja razão nos dois extremos. Há, sim, motivos para ficarmos 
entusiasmados com tantas descobertas recentes e há sim, motivos para ficarmos 
assustados com tantos desvarios humanos. Não é para menos que dissemos, 
há pouco, que vivemos numa fase intermediária entre Eras. A empolgação e o 
caos convivem de maneira quase incompreensível. Alguns velhos paradigmas 
ainda tentam persistir, enquanto novos paradigmas tentam se estabelecer. 
Esse contexto macro interfere diretamente no ecossistema de negócios. E, pelos 
efeitos sistêmicos, corporações e pessoas acabam sendo afetadas também. 
 
 
 
Saiba Mais! 
 
Máquinas colaborativas 
 
Com o título: “Robôs ganham espaço nas pequenas empresas”, a reportagem 
apresenta as chamadas máquinas colaborativas. Trata-se de máquinas 
projetadas para trabalhar ao lado de pessoas em ambientes fechados. Esse 
tipo de tecnologia já pode ser adotada por pequenas empresas, pois seu custo 
é relativamente baixo: US$ 20.000. Empresas norte-americanas como 
fabricantes de bijuterias e brinquedos já adotaram as máquinas 
colaborativas para ampliar a produtividade e reduzir custos com mão de obra. 
AEPPE, Timothy. Robôs ganham espaço nas pequenas empresas. The Wall 
Street Journal. Versão em português, 19 set. 2014. Disponível em: 
http://goo.gl/MIGvSU. Acesso em: 29 nov. 2014. 
http://goo.gl/MIGvSU
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Desafios para as Empresas do Século XXI 
 
A substituição de mão de obra por tecnologias avançadas não é inovação da 
nossa contemporaneidade: trata-se de uma prática já encontrada na Revolução 
Industrial. A procura pela melhoria do processo produtivo, pelo aumento das 
vendas e pela diminuição de custos ainda faz parte do contexto do mercado 
atual. Então, o que há de diferente em nosso tempo? 
Podemos afirmar que o avanço acelerado das tecnologias, assim como a 
dimensão alcançada pela globalização, lançam novos desafios às corporações 
do século XXI. Talvez, a responsabilidade social e o compromisso com o meio 
ambiente nunca tenham sido tão exigidos às empresas como acontece hoje em 
dia. Os desdobramentos das práticas do ser humano sobre a natureza e sobre 
a própria vida demonstram-se mais como ameaças do que oportunidades. Nas 
palavras de Kluyver (2010, p. 48): 
Desdobramentos em áreas como demografia, doenças 
infecciosas, degradação de recursos, integração econômica, 
nanotecnologia, conflito internacional e governança 
acarretarão sérias consequências à estratégia corporativa. Elas 
podem reformular empresas ou setores inteiros. As empresas 
que estiverem em sintonia com esses desafios, prepararem-se 
para enfrentá-los e reagirem adequadamente terão mais 
chances de prosperar; aquelas que os ignorarem arriscarão a 
própria sorte (KLUYVER, 2010, p. 48). 
 
 
Há um estudo, lançado pela Penn State Center for Global Business Studies 
(apud KLUYVER, 2010, p. 47-48), que abrange uma previsão de tendências 
globais cujos processos são comparados aos movimentos tectônicos da terra. 
Em outras palavras, os processos ambientais, tecnológicos e sociais, detectados 
pelo estudo, movimentam-se de tal forma que revolucionarão o ambiente dos 
negócios. 
Algumas considerações podem ser levantadas a respeito (KLUYVER, 2010, p. 
48): 
1. Os movimentos ambientais surgem das interações entre as pessoas e seu 
meio ambiente. Exemplos são o crescimento da população mundial e a 
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urbanização. Esses movimentos criam impactos diretos sobre a gestão 
de recursos, a saúde e a qualidade de vida em todo o mundo. 
2. Os movimentos tecnológicos são identificados pelos avanços da 
biotecnologia, da nanotecnologia e dos sistemas de informação. Esses 
movimentos criam impactos sobre o crescimento e desenvolvimento 
econômico, sobre a integração global e sobre o surgimento da economia 
do conhecimento. 
3. Os movimentos sociais podem ser identificados pelas mudanças em 
governança internacional, assim como pelos valores políticos e culturais. 
Eles mantêm relação direta com a onda de democratização, 
desregulamentação e reforma governamental. 
 
 
As tendências do século XXI podem pressionar não só as empresas, mas o 
próprio ser humano a repensar seus valores e comportamento no sentido da 
sustentabilidade da vida humana. A consideração de condutas éticas será 
inevitável nessas reflexões. 
 
O peso da irresponsabilidade das empresas e dos governos 
 
Os meios de comunicação estão sempre divulgando notícias de multidões que 
perdem seus empregos, devido ao acelerado desenvolvimento tecnológico. 
Grandes corporações aproveitam-se dos mais fragilizados, como os 
adolescentes, que têm seus direitos severamente desrespeitados. Esse cenário 
nos dá a impressão de estarmos no século passado, não é mesmo? Infelizmente, 
trata-se do tempo presente. 
Em reportagem de Eva Dou, veiculada no The Wall Street Journal, uma triste 
realidade é trazida à tona: milhares de adolescentes chineses sãoenviados a 
uma cidade para montar aparelhos eletrônicos para algumas das maiores 
marcas do mundo. Muitos deles trabalham 12 horas por dia, durante seis dias 
por semana. Essas condições violam a regulação chinesa para trabalhadores 
com menos de 18 anos. Ao mesmo tempo, essa prática tem a chancela oficial 
do Ministério da Educação da China que, em 2010, afirmou que escolas de 
ensino técnico deveriam fornecer estudantes para suprir a falta de trabalhadores. 
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Muitos estudantes sentem que não têm outra escolha, pois muitas escolas 
condicionam a conclusão do curso a esses tipos de estágio. 
Infelizmente, temos que admitir que ainda existe muita hipocrisia por parte das 
corporações e dos governos. Leis são ignoradas e condutas imorais são 
praticadas por empresas, enquanto o Estado se corrompe em função do que lhe 
é conveniente. 
 
 
 
 
 
E, nessa realidade, podemos encontrar centenas de exemplos lamentáveis de 
irresponsabilidade com o ambiente e com o ser humano. 
Talvez, você já tenha ouvido falar do desmanche de navios nas praias de 
Bangladesh. Tudo começa quando um navio já não pode mais ser usado em 
navegações: seja por tempo de uso ou por avarias. Como o desmonte ficaria 
muito custoso às empresas responsáveis, elas repassam esses navios a 
atravessadores que os levam às praias, como a de Chitagong (em Bangladesh), 
e os encalha propositalmente. Em seguida, dezenas de homens, com 
ferramentas precárias e sem o mínimo de proteção (muitas vezes, descalços) 
rodeiam os navios encalhados e começam o trabalho de desmanche. 
Na reportagem de John Vidal, encontramos informações lamentáveis como 
seguem: 
Saiba Mais! 
 
Confira na reportagem de Eva Dou, disponível a seguir, o uso de mão 
de obra irregular pelas empresas chinesas, com aval do governo 
daquele país: 
 
DOU, Eva. Adolescentes suprem falta de mão de obra na China. Wall Street 
Journal, 26 set. 2014. Disponível em: 
http://br.wsj.com/articles/SB10553624399357934584804580176683685735428. 
Acesso em: 29 nov. 2014. 
http://br.wsj.com/articles/SB10553624399357934584804580176683685735428
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‘Em média, morre um trabalhador nos estaleiros a cada semana, e um 
trabalhador se fere a cada dia. Parece que ninguém se incomoda 
muito. É fácil substituir operários, para os donos dos estaleiros; quando 
um trabalhador se fere, há dez dispostos a substitui-lo. O governo 
recolhe impostos e finge que não vê’, diz Muhammad Shahin, dirigente 
do Young Power in Social Action (YPSA), um grupo de ativistas. 
Na semana passada, o Exxon Valdez, petroleiro responsável por um 
dos maiores derramamentos de petróleo da história dos Estados 
Unidos, em 1989, foi vendido para desmonte e deve ser desmantelado 
em uma praia de Bangladesh ou da Índia. 
‘É um absurdo que esse navio, que já causou uma grande catástrofe 
ambiental, possa poluir e matar mais uma vez’, diz Jim Puckett, diretor 
executivo da Basel Action Network, que trabalha para prevenir a 
globalização da crise dos produtos químicos tóxicos (VIDAL, 2012). 
 
 
Afinal, onde está a ética? Por que será que até aquelas organizações, que 
primam por suas imagens institucionais, deixam de lado a ética para violar os 
direitos humanos? Por que será que os governos são coniventes com essa 
situação? Por que será que nós compramos alguns produtos, mesmo sabendo 
que foram produzidos em regime semiescravo? 
Vivemos em uma Era de transição. Convivemos ainda com os antigos modelos 
da administração e, ao mesmo tempo, com a proposta de novos paradigmas 
como qualidade de vida; sustentabilidade; valorização do capital humano nas 
empresas etc. 
A economia capitalista sempre prezará pelo aumento da produção e pela 
redução de custos. A melhoria dos processos produtivos tem sido alcançada pelo 
desenvolvimento tecnológico. Máquinas cada vez mais potentes custam menos 
do que um funcionário e produzem muito mais. A competência intelectual de 
poucos é mais valorizada do que a competência operacional de muitos. Fontes 
tradicionais de energia começam a ficar escassas. 
Coloque, em uma panela de pressão, a combinação de uma multidão de 
desempregados, o acúmulo de riqueza nas mãos de poucos e um meio-ambiente 
cujos recursos naturais estão ficando escassos, e, não precisará colocar no fogo 
para ela explodir! 
Puxa, que olhar mais catastrófico, não? Pode até ser, mas se o ser humano não 
fizer nada para mudar a rota de sua trajetória, essa panela de pressão poderá 
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explodir, como já aconteceu várias vezes na história da humanidade, mas, com 
duas grandes diferenças: a dimensão da explosão e a velocidade com que as 
consequências iriam se alastrar seriam como nunca se viu até agora. 
 
O estágio atual do capitalismo e o futuro das organizações 
 
Em seu artigo, Marcos Tavares Ferreira discute as implicações do estágio atual 
do capitalismo no mundo e o futuro das organizações. Segundo ele, as práticas 
da escola neoclássica da administração ainda estão profundamente 
internalizadas em grande parte das empresas. 
Saiba Mais! 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
HOELZGEN, Joachim. Os cemitérios de navios do sul da Ásia. BOL Notícias. 
Seção Internacional. 09 maio 2009. Disponível em: 
http://noticias.bol.uol.com.br/internacional/2009/05/09/ult2682u1163.jhtm. Acesso 
em: 29 nov. 2014 
 
 
Leia a reportagem a seguir, sobre os riscos nos estaleiros de 
desmonte de Bangladesh: 
VIDAL, John. Os ricos nos estaleiros de desmonte de Bangladesh. 
Folha.com. Caderno Ilustríssima. 10 maio 2012. Disponível em: 
http://goo.gl/AJ4flX. Acesso em: 29 nov. 2014. 
http://noticias.bol.uol.com.br/internacional/2009/05/09/ult2682u1163.jhtm
http://goo.gl/AJ4flX
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Ferreira (2011) menciona três barreiras ao tentarmos mudar os paradigmas 
antigos e adotar novos paradigmas, mais adequados à nossa 
contemporaneidade: 
 
1ª Apesar de estarmos em pleno século XXI, muitas organizações ainda 
tratam seus negócios enxergando os problemas com base em eventos de 
curto prazo e, assim, tentam adiar a realização de mudanças inevitáveis 
na sua estrutura, torcendo para que algo inesperado aconteça. 
 
 
2ª As organizações, em geral, ainda resistem em abandonar os 
princípios básicos da teoria da escola neoclássica (divisão do 
trabalho, especialização, hierarquia e distribuição da 
autoridade e responsabilidade) que foi a sustentação da 
administração do século XX, inclusive dos modelos de gestão mais 
recentes como a qualidade e a reengenharia, porque eles ainda 
funcionam. Essas empresas consideram que todo o aprendizado é 
válido, desde que não vá de encontro a esses princípios. 
 
 
3ª As propostas, tendências e sistemas que envolvem as mudanças 
inevitáveis (redes neurais, complexidade, empresas inteligentes, redes 
sociais, consumo colaborativo, sustentabilidade, autonomia etc.) 
vão exigir esforços gerenciais, investimentos financeiros e cessão de 
poderes que ainda não foram muito bem absorvidos pela grande 
massa de empresários e donos de processos de negócios nas 
empresas comerciais e instituições públicas. O controle (centralizado) da 
produtividade e do desempenho ainda é um valor decisivo para essasorganizações. A democratização da estrutura dá, em geral, a sensação 
de perda de poder e, portanto, a perda do negócio. 
 
 
 
O autor Ferreira (2011) contribui com alguns questionamentos sobre a 
necessidade de se transformarem as práticas corporativas atuais: 
 
 
1. Será que os empresários e administradores terão motivação e segurança 
para dar flexibilidade, e até descontinuar, em determinados casos, 
algumas práticas fixadas no século XX? 
2. Será que os empresários e administradores terão a motivação e 
segurança para ceder espaço no processo decisório (estratégico) para os 
seus colaboradores? 
3. Será que as novas exigências dos mercados terão força para derrubar o 
poder da burocracia, que “reina” em determinadas organizações, em 
detrimento do mérito e do conhecimento? 
4. Será que as novas práticas darão valor real ao ser humano e não mais 
enxergarão os colaboradores como peças na engrenagem das operações 
das empresas? 
5. Será que, finalmente, poderemos ter um ambiente organizacional em que 
a fragmentação do trabalho seja abandonada e o todo seja reorganizado 
de forma sustentável? 
 
 
Muitos pensadores acreditam que a ética pode evitar o colapso de nosso sistema 
de vida. Ética na política, ética na economia, ética na sociedade, ética nas 
empresas, ética no dia a dia! 
Nosso sistema de vida está comprometido porque os vários subsistemas que o 
compõem estão corrompidos. Talvez, a evolução devesse começar pelo 
próprio indivíduo. Afinal, ele pode ser considerado o subsistema primordial 
de todo o sistema que é a vida humana, certo? 
 
 
 
 
 
 
 
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Ética e Web 2.0 
 
Em entrevista à Globo News, Gary Hamel – um dos mais respeitáveis autores 
da área de negócios em nossa contemporaneidade – leva-nos a compreender a 
importância de se reinventar a administração, para que possamos conciliar 
disciplina com criatividade. 
Segundo Hamel, o sistema administrativo foi projetado para garantir obediência, 
concordância e controle. Ainda precisamos disso, mas também é importante ter 
espaço para a criatividade, imaginação e iniciativa. 
Hamel também destaca o importante papel da internet na exigência de condutas 
organizacionais mais éticas. O autor afirma que, para enfrentar a nova crise no 
capitalismo, é preciso haver uma nova ética. Os executivos de hoje não são 
menos éticos do que os executivos do passado. É que a internet dá muita 
visibilidade a qualquer erro empresarial. Com o crescimento das organizações 
por meio da consolidação global, suas escolhas têm maiores consequências. As 
pessoas esperam que as grandes corporações obedeçam a padrões elevados – 
o que é justo. 
Para Hamel, as empresas são construções sociais. A sociedade tem o direito de 
cobrar mais responsabilidade das empresas pelo impacto sobre o meio 
ambiente, pelas práticas trabalhistas, pelo impacto sobre a saúde humana. 
 
 
 
Saiba Mais! 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Administração 2.0 
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Tendências atuais, segundo Matos (2012) 
 
O autor Matos (2012, p. 109-110), em sua obra Ética na Gestão Empresarial: da 
conscientização à Ação, seleciona alguns eventos que marcam a tendência de 
se resgatar a naturalidade nas relações de trabalho. Sua abordagem é bastante 
otimista e podemos destacar algumas das tendências mencionadas por ele: 
1. Estruturas horizontais no lugar das verticais, oferecendo mais 
flexibilidade para relacionamentos mais informais, participação nas 
discussões e decisões. 
2. Comissões de empregados; cogestão e participação nos lucros. 
3. Sindicalismo com visão macro da qualidade das condições de 
trabalho. 
4. Integração empresa-governo-comunidade. 
5. Maior acesso à escolha e às modernas fontes de informação tornam 
os empregados mais exigentes e, consequentemente, a empresa é 
levada a formular políticas que compatibilizem o crescimento da 
organização com o desenvolvimento dos recursos humanos. 
Independentemente de sermos mais otimistas ou mais pessimistas em relação 
às tendências do século XXI, devemos trabalhar por uma conscientização 
humana em relação a sistemas mais sustentáveis – seja em que área for – em 
função de um futuro mais promissor. 
 
 
 
 
Governança Corporativa: “Governança Corporativa é o sistema pelo qual as 
organizações são dirigidas, monitoradas e incentivadas, envolvendo as práticas 
Entrevista de um dos especialistas mais conceituados na atualidade. Gary 
Hamel aborda os novos modelos de gestão influenciados pela web 2.0 e o 
novo comportamento de consumo do século XXI. 
GLOBONEWS. Gary Hamel. Administração 2.0. Disponível em: 
http://www.youtube.com/watch?v=Iz9hVYrw8hI. Acesso em: 29 nov. 2014. 
http://www.youtube.com/watch?v=Iz9hVYrw8hI
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e os relacionamentos entre proprietários, conselho de administração, diretoria e 
órgãos de controle. As boas práticas de Governança Corporativa convertem 
princípios em recomendações objetivas, alinhando interesses com a finalidade 
de preservar e otimizar o valor da organização, facilitando seu acesso ao capital 
e contribuindo para a sua longevidade.” (Fonte: Instituto Brasileiro de 
Governança Corporativa. Disponível em: http://goo.gl/j1DCiZ. Acesso em: 29 nov. 
2014). 
Biotecnologia: “É o conjunto de conhecimentos que permite a utilização de 
agentes biológicos (organismos, células, organelas, moléculas) para obter bens 
ou assegurar serviços.” (Fonte: ORT. O que é biotecnologia? Disponível em: 
http://www.ort.org.br/biotecnologia/o-que-e-biotecnologia. Acesso em: 29 nov. 2014.). 
 
Nanotecnologia: “É um termo usado para referir-se ao estudo de manipulação 
da matéria numa escala atômica e molecular, ou seja, é a ciência e a tecnologia 
que focam nas propriedades especiais dos materiais de tamanho nanométrico. 
O principal objetivo é criar novos materiais, novos produtos e processos a partir 
da capacidade moderna de ver e manipular átomos e moléculas.” (Fonte: BRITO, 
Evaldo. Saiba o que é nanotecnologia e como ela pode mudar o futuro. 30 jul. 
2014. Disponível em: http://goo.gl/mHuPAH. Acesso em: 29 nov. 2014.). 
 
Movimentos tectônicos da terra: São movimentos das chamadas placas 
tectônicas (gigantescos blocos que compõem a camada sólida externa do 
planeta, sustentando os continentes e oceanos). (Fonte: GUIA DO 
ESTUDANTE. Principais placas tectônicas e seus movimentos. Seção 
Vestibular. 11 mar. 2011. Disponível em: http://goo.gl/5BGU5W. Acesso em: 29 
nov. 2014.) 
 
 
Instruções 
 
Agora, chegou a sua vez de exercitar seu aprendizado. A seguir, você encontrará 
algumas questões de múltipla escolha e dissertativas. Leia cuidadosamente os 
enunciados e atente-se para o que está sendo pedido. 
http://goo.gl/j1DCiZ
http://www.ort.org.br/biotecnologia/o-que-e-biotecnologia
http://www.techtudo.com.br/artigos/noticia/2013/03/saiba-o-que-e-nanotecnologia-e-como-ela-pode-mudar-o-futuro.html
http://guiadoestudante.abril.com.br/vestibular-enem/placas-tectonicas-seus-movimentos-621602.shtml
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13Questão 1 
 
O cenário dos negócios, neste século XXI, integra comportamentos inovadores 
e retrógados por parte das empresas. Ao mesmo tempo em que novas condutas 
são adotadas, aspectos tradicionais e, muitas vezes ultrapassados são 
conservados. 
 
Diante dessas considerações, julgue cada item como referente a aspectos 
retrógados (r) ou referente a aspectos inovadores (i). 
 
I. Maior acesso à escolha e às modernas fontes de informação por parte 
dos trabalhadores. 
II. Integração empresa-governo-comunidade. 
III. Divisão do trabalho, especialização e hierarquia. 
IV. Comissões de empregados; cogestão e participação nos lucros. 
V. Organização empresarial verticalizada. 
 
A alternativa que apresenta o correto julgamento dos aspectos é: 
 
a) I - i; II - i; III - r; IV - i; V - r. 
b) I - i; II - r; III - r; IV - i; V - r. 
c) I - i; II - i; III - r; IV - r; V - r. 
d) I - i; II - i; III - i; IV - i; V - r. 
e) I - i; II - r; III - r; IV - i; V - i. 
 
Verifique a resposta correta no final deste material na seção Gabarito. 
 
 
 
Questão 2 
 
Ao compararmos as condutas éticas das empresas do século XXI e as empresas 
de tempos anteriores, podemos concluir: 
I. Os executivos de hoje são menos éticos do que os executivos do 
passado. 
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II. As decisões das grandes corporações de hoje são mais impactantes 
do que as decisões das corporações do passado. 
III. A internet assume importante papel na exigência de condutas 
organizacionais mais éticas. 
É correto o que se afirma em: 
 
a) I, apenas. 
b) II, apenas. 
c) I e III, apenas. 
d) II e III, apenas. 
e) I, II e III. 
 
Verifique a resposta correta no final deste material na seção Gabarito. 
 
 
 
Questão 3 
 
Os movimentos tecnológicos como avanços da biotecnologia, da nanotecnologia 
e dos sistemas de informação criam impactos sobre o crescimento e 
desenvolvimento econômico, sobre a integração global e sobre o surgimento da 
economia do conhecimento. 
Podemos considerar os seguintes impactos sobre a ética empresarial: 
 
I. Tecnologias como a biotecnologia e a nanotecnologia podem 
promover maior efetividade à cadeia produtiva, como o aumento da 
produção e a redução dos custos. No entanto, é responsabilidade das 
corporações avaliar se os resultados de sua aplicação serão positivos 
ao ser humano. 
II. Os avanços tecnológicos dos sistemas de informação promovem a 
integração da economia global, pressionando as empresas a fecharem 
negócios ilícitos para não falirem. 
III. A internet propicia um empoderamento ao mercado consumidor que 
pode manifestar-se publicamente a favor ou contra os produtos e 
serviços das empresas, que passam a ter sua reputação mais 
vulnerável. 
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É correto o que se afirma em: 
 
a) I, apenas. 
b) II, apenas. 
c) I e III, apenas. 
d) II e III, apenas. 
e) I, II e III. 
 
Verifique a resposta correta no final deste material na seção Gabarito. 
 
 
 
Questão 4 
 
“Em média, morre um trabalhador nos estaleiros a cada semana, e um 
trabalhador se fere a cada dia. Parece que ninguém se incomoda muito. É fácil 
substituir operários, para os donos dos estaleiros; quando um trabalhador se 
fere, há dez dispostos a substitui-lo. O governo recolhe impostos e finge que não 
vê’, diz Muhammad Shahin, dirigente do Young Power in Social Action (YPSA), 
um grupo de ativistas.” 
 
VIDAL, John. Os ricos nos estaleiros de desmonte de Bangladesh. Folha.com. Caderno 
Ilustríssima. 10 maio 2012. Disponível em: http://goo.gl/LQKrnF. Acesso em: 29 nov. 2014. 
 
O texto apresentado é um recorte de reportagem, publicada na Folha.com, sobre 
o desmanche de navios na praia de Bangladesh. A respeito desse trecho, 
explique por que há falta de conduta ética por parte das corporações 
responsáveis pelo destino dos navios e por parte do governo. 
Verifique a resposta correta no final deste material na seção Gabarito. 
 
 
 
Questão 5 
 
Há um estudo, lançado pela Penn State Center for Global Business Studies 
(apud KLUYVER, 2010, p. 47-48), que abrange uma previsão de tendências 
globais cujos processos são comparados aos movimentos tectônicos da terra. 
Em outras palavras, os processos ambientais, tecnológicos e sociais, detectados 
http://www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/1088741-os-riscos-nos-estaleiros-de-desmonte-de-bangladesh.shtml
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pelo estudo, movimentam-se de tal forma que revolucionarão o ambiente dos 
negócios. 
Considerando-se que os movimentos sociais surgem das interações entre as 
pessoas e seu meio ambiente, que condutas empresariais poderiam criar 
impactos positivos sobre a gestão de recursos e sobre a qualidade de vida da 
comunidade em que está inserida? Explique sua resposta. 
Verifique a resposta correta no final deste material na seção Gabarito. 
 
 
 
 
 
Esta aula propôs reflexões sobre a ética e as relações humanas no trabalho sob 
o contexto do século XXI. Pudemos percorrer por ideias pessimistas e otimistas 
a respeito do futuro do ecossistema de negócios. Nossa intenção foi levantar as 
várias considerações sobre a trajetória da humanidade rumo ao futuro. Afinal, o 
que decidimos e fazemos hoje determinará aquilo que viveremos amanhã. 
 
 
 
 
AEPPE, Timothy. Robôs ganham espaço nas pequenas empresas. The Wall 
Street Journal. Versão em português, 19 set. 2014. Disponível em: 
http://goo.gl/XvNgxR. Acesso em: 29 nov. 2014. 
 
AZEVEDO, Erik. Fotos do infame desmanche de navios nas praias de Alang. 
Blog Mercante. 03 jun. 2010. Disponível em: http://goo.gl/mZXqqY. Acesso em: 
29 nov. 2014. 
BRITO, Evaldo. Saiba o que é nanotecnologia e como ela pode mudar o futuro. 
30 jul. 2014. Disponível em: http://goo.gl/BjcKGx. Acesso em: 29 nov. 2014. 
 
DOU, Eva. Adolescentes suprem falta de mão de obra na China. Wall Street 
Journal, 26 set. 2014. Disponível em: http://goo.gl/1GwyO7. Acesso em 29 nov. 
2014. 
http://goo.gl/XvNgxR
http://www.blogmercante.com/2010/06/fotos-do-infame-desmanche-de-navios-nas-praias-de-alang/
http://www.techtudo.com.br/artigos/noticia/2013/03/saiba-o-que-e-nanotecnologia-e-como-ela-pode-mudar-o-futuro.html
http://br.wsj.com/articles/SB10553624399357934584804580176683685735428
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FERREIRA, Marcos T. As Organizações do Século XXI: Tendências e 
Incertezas. Espaço Opinião. Disponível em: http://goo.gl/HG6SOv. Acesso em: 
28 nov. 2014. 
GLOBONEWS. Gary Hamel – Administração 2.0. Disponível em: 
http://www.youtube.com/watch?v=Iz9hVYrw8hI. Acesso em: 29 nov. 2014. 
 
GUIA DO ESTUDANTE. Principais placas tectônicas e seus movimentos. 
Seção Vestibular. 11 mar. 2011. Disponível em: http://goo.gl/G15y7A. Acesso 
em: 29 nov. 2014. 
MATOS, Francisco Gomes de. Ética na gestão empresarial: da conscientização 
à ação. 2. ed. São Paulo: Saraiva, 2011. 
HOELZGEN, Joachim. Os cemitérios de navios do sul da Ásia. BOL Notícias. 
Seção Internacional. 09 maio 2009. Disponível em: 
http://noticias.bol.uol.com.br/internacional/2009/05/09/ult2682u1163.jhtm. Acesso em 
29 nov. 2014. 
INSTITUTO Brasileiro de Governança Corporativa. Governança Corporativa. 
Disponível em: http://www.ibgc.org.br/inter.php?id=18161/governanca-corporativa. 
Acesso em 29 nov. 2014. 
KLUYVER, CorlenisA. de. Estratégia: uma visão executiva. 3. ed. São Paulo: 
Pearson, 2010. 
ORT. O que é biotecnologia? Disponível em: http://goo.gl/3RJfO0. Acesso em 29 
nov. 2014. 
VIDAL, John. Os ricos nos estaleiros de desmonte de Bangladesh. Folha.com. 
Caderno Ilustríssima. 10 maio 2012. Disponível em: http://goo.gl/m7v5Ux. 
Acesso em: 29 nov. 2014. 
http://cra-rj.org.br/site/cra_rj/espaco_opiniao_artigos/index.php/2011/05/31/os-processos-de-gestao-da-interacao-humana-him-e-as-suas-questoes/
http://www.youtube.com/watch?v=Iz9hVYrw8hI
http://guiadoestudante.abril.com.br/vestibular-enem/placas-tectonicas-seus-movimentos-621602.shtml
http://noticias.bol.uol.com.br/internacional/2009/05/09/ult2682u1163.jhtm
http://www.ort.org.br/biotecnologia/o-que-e-biotecnologia
http://www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/1088741-os-riscos-nos-estaleiros-de-desmonte-de-bangladesh.shtml
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Questão 1 
 
Resposta: Alternativa A. 
 
A resposta para essa pergunta encontra-se no Caderno de Atividades da Aula 8, 
itens: “Tendências atuais segundo o autor Matos” e “O estágio atual do 
capitalismo e o futuro das organizações”. 
 
 
 
Questão 2 
 
Resposta: Alternativa D. 
 
Não há estudos que comprovem diferenças éticas entre os executivos de hoje 
com os do passado. O que acontece é que o cenário do século XXI é bem mais 
complexo. Essa complexidade está implícita nas afirmações II e III: ações de 
empresas globais refletem em todo o mundo e a internet delega um poder ao 
mercado consumidor que monitora as condutas das empresas atuais. 
 
 
 
Questão 3 
 
Resposta: Alternativa C. 
 
As afirmações I e III são verdadeiras e autoexplicativas. A afirmação II é 
inaceitável, porque desconsidera a responsabilidade que todas as empresas têm 
frente às suas decisões: nenhuma delas é obrigada a agir de forma ilícita. 
 
 
 
Questão 4 
 
(Para que o estudante responda corretamente a questão, espera-se que ele 
tenha lido a reportagem indicada no Saiba Mais) 
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Resposta: As empresas proprietárias dos navios, assim como os 
atravessadores que encalharam os navios são irresponsáveis com todo o 
sistema de negócios, pois suas ações comprometem o meio ambiente pela 
poluição dos resíduos dos navios nas praias e alimentam uma cadeia de trabalho 
semiescravo. Quanto ao governo, não se impor com leis severas para evitar esse 
processo é uma conduta irresponsável e negligente. 
 
 
 
Questão 5 
 
Resposta: Empresas que adotam condutas éticas preocupam-se com os 
impactos de suas ações sobre o meio ambiente e sobre a comunidade em que 
vive. Zelar pela gestão dos resíduos de sua produção, com foco na 
sustentabilidade ambiental leva à perenidade dos recursos naturais. A 
responsabilidade social, implementada em programas de melhorias junto à 
comunidade em que a empresa está inserida pode criar melhores condições de 
vida à população, refletindo na qualidade de vida de seus funcionários.

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