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1 2 APRESENTAÇÃO Olá cursista! Bem Vindo ao Curso Robótica Educacional! A SECTI - Secretaria da Ciência, Tecnologia, Inovação e Educação Profissional por meio do Projeto Qualificar ES oferta cursos de qualificação profissional, possibilitando novas oportunidades e para qualificação do cidadão que procura aperfeiçoar seu conhecimento, com vistas a melhor qualidade de vida. O curso é destinado aos profissionais que trabalham como docentes e aficcionados por automação e robótica, e auxiliará como ferramenta fundamental para iniciantes neste universo dos autômatos. O mercado de trabalho está em expansão, há oportunidades de trabalho em empresas de diversos ramos de atuação, desde o comércio, prestação de serviços e instituições públicas. Nesse curso você aprenderá técnicas de arquivamento, entre outros. Ao final desse curso você estará apto para: • Atuar profissionalmente no desenvolvimento de projetos robóticos; • Implementar projetos de forma otimizada. Por isso, ler o material, compartilhar experiências no chat, interagir com o tutor online no chat, trazer exemplos, fazer os exercícios, e fazer pesquisas sobre os assuntos abordados e assistir vídeos em streaming de vídeos é de fundamental importância para o desenvolvimento do seu aprendizado. Desejo a você, bons estudos! 3 INTRODUÇÃO À ROBÓTICA Os conhecimentos básicos de Cinemática, Dinâmica e Controle de manipuladores robóticos é essencial para a compreensão e aplicação de outros tópicos relacionados à robótica (locomoção, visão, programação, sensoriamento, manipulação, I.A., CAD, CAM). Para iniciar o entendimento deve-se começar com os estes três assuntos: Cinemática, Dinâmica e Controle. CINEMÁTICAé a parte da Mecânica que descreve o movimento, determinando a posição, a velocidade e a aceleração de um corpo em cada instante. DINÂMICAé a parte da Física que se preocupa em estudar as causas dos movimentos e seus possíveis efeitos. Mas o que é movimento? Bem, primeiro devemos definir um referencial, ou seja, um conjunto de coordenadas fixo, também denominado sistema de referências. O mais utilizado cotidianamente é o sistema cartesiano, com coordenadas (x,y,z). Feito isto, podemos definir que movimento é a variação da posição com o tempo. Ou seja, a mudança de coordenadas do corpo com o tempo. CONTROLE ROBÓTICOé a operação que consiste em fazer que a configuração de um mecanismo articulado seja controlado a partir de um sinal de comando que dependa dele mesmo. DEFINIÇÃO DE ROBÔ A origem da palavra: robota (checo) = trabalho utilizada em 1921 por KarelCapek, escritor checo, na sua peça “R.U.R. (Rossum’s Universal Robots)” para denominar máquinas criadas para substituir humanos; Definição do R. I. A. do R. I. A. (Robot Institute Institute of America): “Um robô (industrial) é um manipulador programável, multifuncional projetado para manipular material, partes, ferramentas, ou 4 dispositivos específicos, através de movimentos programados variáveis para executar uma variedade de tarefas”. VANTAGENS DO USO • Aumento de precisão e produtividade; • Maior flexibilidade em comparação com máquinas especialistas; • Melhores condições para o trabalho humano, com o emprego dos robôs para a execução de tarefas repetitivas e em ambientes perigosos; AMBIENTES PERIGOSOS: NUCLEAR; • Metalurgia; • Mineração; • Altas tensões, ... AMBIENTE INDUSTRIAL: • Manufatura. APLICAÇÕES MÉDICAS: • Cirurgia. CNC 5 PRINCIPAIS APLICAÇÕES ● Manipulação de materiais; ● Carga e descarga de materiais; ● Pintura; ● Soldagem; ● Montagem Veja o mecanismo criado por Theo Jansen https://www.youtube.com/watch?v=Pj-NqWDH2qE Princípio do funcionamento https://www.youtube.com/watch?v=NM4q-f68TlY 6 TIPOS DE ROBÔS ROBÔ CARTESIANO (PPP) A principal vantagem é de realizar movimentos lineares em 3D, o modelo cinemático é simples e atuadores pneumáticos de baixo custo podem ser utilizados. Sua desvantagem é que necessitam de grande espaço para operar e o seu espaço de trabalho é relativamente pequeno (não consegue atingir regiões sob objetos). ROBÔ CILÍNDRICO (RPP) Vantagens: modelo cinemático simples; fácil visualização; bom acesso em cavidades; pode utilizar potentes atuadores hidráulicos. Desvantagem: espaço de trabalho restrito. ROBÔ ESFÉRICO (RRP) Vantagens: o espaço de trabalho é relativamente grande, podendo-se até inclinar para pegar objetos do chão. Desvantagem: modelo cinemático complexo. • ROBÔ ARTICULADO (RRR) Vantagens: emulam as características do braço humano, possuindo grande flexibilidade; alcança um espaço de trabalho grande; comporta motores elétricos; pode alcançar posições sob objetos. Desvantagens: cinemática complexa; controle difícil de movimentos lineares; estrutura não rígida quando estendido. OUTROS MÉTODOS DE CLASSIFICAÇÃO DE ROBÔS Fonte de energia (tipo de acionamento) 7 As juntas robóticas são normalmente acionadas por atuadores: • Elétricos: são os mais utilizados, tendo como principal vantagem que são limpos e silenciosos; • Hidráulicos: apresentam as características de rápida resposta e de produzirem grandes forças, tendo desvantagem que apresentam vazamentos, necessitam de equipamentos periféricos – como bombas e tanques – que resultam em uma maior manutenção e geração de ruídos; • Pneumáticos: são simples e baratos, com aplicação limitada a desvantagem é que não podem ser empregados em operações que necessitam de precisão. Área de aplicação Robôs Montadores: geralmente são pequenos, acionados por atuadores elétricos e apresentam a configuração do manipulador antropomórfico, SCARA ou cartesiano; Robôs não montadores: são utilizados em operações de soldagem, pintura, deslocamento, exploração, manipulação, transporte e armazenamento de materiais. Método de controle Malha aberta: é o método de controle mais antigo, cujos movimentos são limitados por batentes mecânicos, que podem acionar interruptores para desligar/ligar atuadores em uma sequência fixa. Malha fechada (MF): os robôs que empregam este método são chamados de servo-robôs. 8 Outros Métodos de Classificação de Robôs Robôs de repetição com controle ponto a ponto: apresentam o método mais simples de controle em MF. Um conjunto de pontos discretos são ensinados ao robô, porém não há controle de trajetória do efetuador entre dois pontos consecutivos. Aplicações limitadas. Robôs de repetição com controle de trajetória: a trajetória do efetuador pode ser controlada. Por exemplo, pode ser ensinado ao robô que o efetuador deve seguir uma linha reta entre dois pontos ou um arco em uma operação de soldagem (a trajetória pode ser definida por uma função). Pode-se, também, controlar a velocidade/aceleração do efetuador. Punhos Robóticos Punho é o conjunto de juntas entre o antebraço e a ferramenta. Os punhos mais comuns são os esféricos, cujos eixos das juntas (RRR) interceptam-se em um mesmo ponto, simplificando a análise cinemática, por permitirem o desacoplamento do posicionamento e a orientação de um efetuador. Movimentos do punho esférico: Guiagem (Yaw); Arfagem (Pitch); Rolamento (Roll). 9 EFETUADORES Os efetuadores (órgão terminal ou ferramentas) desempenham o trabalho. O tipo mais simples de efetuadores são as garras, que possuem o movimento de abrir e fechar. O objetivo dos robôs manipuladores é interagir com seu meio ambiente deslocando um objeto ou uma ferramenta ou algum dispositivo especial. Para isso, necessita de um dispositivo que permita tal interação. Esse dispositivo é conhecido com o nome de Órgão Terminal ou Efetuador que é o elemento encarregado do manuseio propriamente dito da peça. Fixado no extremodo último elo, conhecido como ÓRGÃO TERMINAL. Projetado para fácil remoção e substituição. Projetado para uma aplicação específica. APLICAÇÃO A utilização de robôs pode trazer um grande benefício para automatização das indústrias, mas não se deve esperar que os resultados desejados serão alcançados, se não tiver conhecimento em detalhes do processo de manufatura ou de trabalho. 10 O modelo RA605 possui 3 juntas rotativas. Eles são os mais usados nas indústrias, por terem uma configuração semelhante o do braço humano, (braço, antebraço e pulso). O pulso e unido a extremidade do antebraço, o que propicia juntas adicionais para orientação do órgão terminal. Este modelo de configuração e o mais versátil dos manipuladores, pois assegura maiores movimentos dentro de um espaço compacto. Ele é compacto e ágil com 6 eixos para a montagens precisas, usinagem complexa e manipulação e peças.As aplicações incluem: pick-and-place, manuseio, montagem, rebarbação, afiação, polimento e usinagem. Exemplo: Nome: Robô Articulado de 6 eixos - RA605 Categoria: Linha Robótica Mercado de atuação: Automação Industrial, Automotivo, Eletrônica, Máquinas Operatrizes, Processo de Alimentos 11 ARQUITETURA DOS ROBÔS Os circuitos eletrônicos podem ser projetados para piscar repetidamente uma luz, tocar uma nota musical, entre outros. Porém, para que um circuito eletrônico possa executar qualquer tarefa útil, ele precisa ser capaz de se comunicar com o “mundo real”. Para que isso ocorra, os circuitos necessitam de certos dispositivos que permitam fazer a leitura de dados. Em outras palavras, um circuito eletrônico deve ser capaz de fazer alguma coisa e, sensores ou transdutores, são componentes perfeitos para executar alguma tarefa. A palavra transdutor é um termo genérico utilizado para a definição de sensores. Um transdutor é um dispositivo capaz de detectar uma larga variedade de diferentes formas de energia, tais como movimento, sinais elétricos, radiação, energia térmica ou magnética, etc. Existem diferentes tipos de sensores e transdutores, analógicos e digitais, de entrada e de saída de sinais. A escolha do transdutor que será utilizado depende do tipo de sinal ou processo a ser detectado ou controlado. Os transdutores que executam uma função de “entrada” são comumente chamados de Sensores. Os dispositivos que executam uma função de “saída” são geralmente chamados de Atuadores e são usados para controlar algum dispositivo externo. 12 ATUADORES São os componentes que consomem energia elétrica da fonte ou das pilhas para realizar uma ação. Os atuadores são fixados sempre na estrutura estáticado robô. Para melhor diferenciar, podemos classificar os atuadores em dois grupos: ROTACIONAIS Os rotacionais são os atuadores que através de energia elétrica geram ou fornecem ação em movimentos que possuam rotação e torque. Os atuadores, normalmente, atuam diretamente nas estruturas dinâmicas, para que a energia possa ser transmitida. Comparando com o corpo humano, os atuadores seriam o pulmão e o estômago, pois através da energia dos alimentos e oxigênio é possível 13 manter o corpo funcionando e se movimentando. No robô, os atuadores utilizam a energia elétrica provinda das pilhas e transformam em energia cinética (energia de movimento). EMISSORES Os Emissores são os atuadores diferente dos geradores, que ao invés de produzir energia cinética, utilizam energia elétrica para a emissão visual, sonora, calórica e magnética. Para a robótica, estes atuadores são essenciais, pois além de efeitos visuais, podem transmitir estado de uma ação. Voltando a comparar com o corpo humano, os atuadores seriam, por exemplo, as cordas vocais, que transforma a energia do corpo em energia sonora, produzindo ruído que desejamos. LED Infra Vermelho Buzzer Solenóide LDR Sensor de temperat ura SENSORES Na robótica, os sensores são de extrema importância, pois são responsáveis por transformar todas as informações no ambiente que cerca o robô em informações digitais. Para efeito de comparação, os sensores no corpo humano seriam, por exemplo, os olhos, que interpretam a visão e através de sinais elétricos 14 transmitem ao cérebro, ou também o ouvido, que capta os ruídos e interpreta em sinais elétricos para o cérebro. Esta comunicação ocorre por sinais através de cabos elétricos que entram no microcontrolador. Estes sinais podem ser gerados de dois modos. SINAL DIGITAL Sinal Digital é uma sequência discreta (descontínua) no tempo e em amplitude. Isso significa que um sinal digital só é definido para determinados instantes de tempo, e que o conjunto de valores que pode assumir é finito. O sinal digital ocorre através de uma lógica Booleana ou lógica Binária(Sim ou Não, Verdadeiro ou Falso, 1 ou 0), ou seja, ele envia um sinal parao microcontrolador dizendo se é Sim (Verdadeiro, 1) ou Não (Falso, 0). SINAL ANALÓGICO Sinal Analógico é um tipo de sinal contínuo que varia em função do tempo. A representação de um sinal analógico é uma curva. Como mostra a figura abaixo. Como exemplo, se um sinal varia seus valores 0 a 10, o sinal analógico passa por todos os valores intermediários possíveis (0.01 , 0.566 , 4.565 , 8.55...). Sendo assim a faixa de freqüência é bem maior e não tão confiável. 15 Sensores Digitais: Fim de Curso Sensor Magnético Sensor de Nível Sensor de Presença LDR Sensor de Luz Sensor de temperatura SENSORES ANALÓGICOS Sensores analógicos são sensores que ao invés de transmitir sinal binário(1 ou 0), transmite uma medida que é verificada pela tensão de corrente(“voltagem”) que chega no microcontrolador, deste modo podemos verificar,por exemplo, intensidades diferentes de luz. O Quarto módulo que iremos aprofundar é a Lógica, o conceito essencial para a robótica. Sem lógica não há robótica, pois é responsável pelo controle de todo o robô, ou seja, pela ativação dos atuadores através do sinal dos sensores. 16 Como no corpo humano o cérebro que distribui e toma decisões, a lógica é no robô que toma as decisões e distribuí os comandos com base na programação ou no sinal dos sensores. Na lógica da Robótica, é possível dividir em dois tipos de lógica. A lógicas das ligações constitui no ato de que o robô tome determinadas decisões sem precisar da utilização de programação ou intervenção humana, decidindo através de seus sensores e chaves, utilizando o relé por exemplo. Para exemplificar, iremos utilizar o robô seguidor de linha, que através dor ele faz a roda do carrinho virar para o outro lado utilizando uma inversão de polaridade do motor, ou um exemplo mais simples onde o robô somente liga se a chave estiver fechada. Para realizar Lógica das Ligações, podem-se utilizar diversos elementos elétricos e mecânicos. Intensidade de Luz Intensidade de Calor Distância Intensidade Sonora Sensor de cor 17 MICROCONTROLADORES Os Microcontroladores são circuitos integrados com vários recursos para entregar a solução mais completa possível. Os microcontroladores são usados em produtos e dispositivos automatizados, possuem núcleo processador, memória de programação para armazenamento e interface para conexão com recursos periféricos de entrada e saída e o seu consumo de energia é relativamente baixo. As necessidades de aplicações embarcadas conceberam o conceito e desenvolveram as arquiteturas que hoje baseiam os microcontroladores PIC, ATmega, 8051, ATtiny, AT89S, entre outros. Os microcontroladores são programados geralmente por computadores ou discos de memória. Microcontrolador é um pequeno computador (SoC) num único circuito integrado o qualcontém um núcleo de processador, memória e periféricos programáveis de entrada e saída. A memória de programação pode ser RAM, NOR flash ou PROM a qual, muitas vezes, é incluída no chip. Os microcontroladores são concebidos para aplicações embarcadas, em contraste com os microprocessadores utilizados em computadores pessoais ou outras aplicações de uso geral. Microcontroladores são usados em produtos e dispositivos automatizados, como os sistemas de controle de automóvel, dispositivos médicos implantáveis, controles remotos, máquinas de escritório, eletrodomésticos, ferramentas elétricas, brinquedos e outros sistemas embarcados. Ao reduzir o tamanho e o custo em comparação a um projeto que usa um dispositivo microprocessado, microcontroladores tornam-se econômicos para controlar digitalmente dispositivos e processos. Microcontroladores de sinal misto são comuns, integrando componentes analógicos necessários para controlar sistemas eletrônicos não digitais. 18 O seu consumo de energia é relativamente baixo, normalmente, na casa dos miliwatts e possui habilidade para entrar em modo de espera (Sleep ou Wait) aguardando por uma interrupção ou evento externo, como, por exemplo, o acionamento de uma tecla, ou um sinal que chega via uma interface de dados. O consumo destes microcontroladores em modo de espera pode chegar na casa dos nanowatts, tornando-os ideais para aplicações onde a exigência de baixo consumo de energia é um fator decisivo para o sucesso do projeto. De forma diferente da programação para microprocessadores, que em geral contam com um sistema operacional e um BIOS, o programador ou projetista que desenvolve sistemas com microcontroladores, geralmente, cria todo programa que será executado pelo sistema ou pode usar um sistema operacional próprio para microcontroladores chamado de RTOS. MICROCONTROLADOR PIC16F877A O microcontrolador PIC16F84A faz parte da popular família de microcontroladores de 8 bits e núcleo de 14 bits (série PIC16F...) lançada pela MICROCHIP. Ele oferece um conjunto de instruções e funcionalidades bastante amplo e tamanho reduzido já que possui encapsulamento PDIP 18 pinos. 19 MICROCONTROLADOR AT89C4051 O Microcontrolador AT89C4051 é um circuito integrado CMOS 8-bit de alta performance e baixo consumo de energia, possui 4 Kbytes de memória Flash, 128 bytes de memória RAM, 15 portas digitais I/O, 2 contadores/timer de 16- bits, comparador analógico e oscilador interno. GRAVADOR EPROM UNIVERSAL O TOP2013 é um programador Seeit universal. O TOP2013 foi projetado para trabalhar com componentes de até 32 pinos de diversos fabricantes. Esses componentes incluem memórias EPROM, EEPROM e FLASH. Uma lista completa de dispositivos compatíveis pode ser encontrada na folha de dados do produto. Com um núcleo ARM Cortex 32, o programador TOP2013 está alojado em um pacote compacto. Também oferece baixa perda de potência e proteção contra sobrecorrente. Basta conectar o TOP2013 a um PC usando um cabo USB. O TOP2013 inicia automaticamente a programação assim que detecta que um dispositivo foi inserido corretamente no conector fêmea ZIF40. 20 FAMÍLIA ARDUINO Arduino é uma plataforma de prototipagem eletrônica de hardware livre e de placa única, projetada com um microcontrolador Atmel AVR com suporte de entrada/saída embutido, uma linguagem de programação padrão, a qual tem origem em Wiring, e é essencialmente C/C++. O objetivo do projeto é criar ferramentas que são acessíveis, com baixo custo, flexíveis e fáceis de se usar por principiantes e profissionais. Principalmente para aqueles que não teriam alcance aos controladores mais sofisticados e ferramentas mais complicadas. Pode ser usado para o desenvolvimento de objetos interativos independentes, ou ainda para ser conectado a um computador hospedeiro. Uma típica placa Arduino é composta por um controlador, algumas linhas de E/S digital e analógica, além de uma interface serial ou USB, para interligar-se ao hospedeiro, que é usado para programá- la e interagi-la em tempo real. A placa em si não possui qualquer recurso de rede, porém é comum combinar um ou mais Arduinos deste modo, usando extensões apropriadas chamadas de shields. A interface do hospedeiro é simples, podendo ser escrita em várias linguagens. A mais popular é a Processing, mas outras que podem comunicar-se com a conexão serial são: Max/MSP, Pure Data, SuperCollider, ActionScript e Java. Em 2010 foi realizado um documentário sobre a plataforma chamado Arduino: The Documentary. 21 Vários modelos de Arduino SHIELDS ARDUINO Um dos fatores determinantes para a enorme versatilidade e popularidade da plataforma Arduino são os shields. Eles são placas de circuito que podem ser conectadas ao Arduino, encaixando-se perfeitamente por cima dele, e expandindo suas capacidades. Estas placas podem conter displays de LCD, sensores, módulos de 22 comunicação ou relês, por exemplo. A capacidade de expansão possibilita uma infinidade de aplicações de maneira simples e rápida. E mesmo com a enorme gama de shields já disponíveis no mercado, caso seu projeto precise de algo diferente, você pode criar um shield que o atenda. Shields para Arduino A seguir são exibidos os conectores de alimentação para conexão de shields e módulos na placa Arduino UNO: Conectores de alimentação Arduino UNO R3 Conectores de alimentação Arduino UNO R3 IOREF - Fornece uma tensão de referência para que shields possam selecionar o tipo de interface apropriada, dessa forma shields que funcionam com a placas Arduino que são alimentadas com 3,3V. podem se adaptar para ser utilizados em 5V. e vice-versa. 23 ESET - pino conectado a pino de RESET do microcontrolador. Pode ser utilizado para um reset externo da placa Arduino. 3,3 V. - Fornece tensão de 3,3V. para alimentação de shield e módulos externos. Corrente máxima de 50 mA. 5 V - Fornece tensão de 5 V para alimentação de shields e circuitos externos. GND - pinos de referência, terra. VIN - Pino para alimentar a placa através de shield ou bateria externa. Quando a placa é alimentada através do conector Jack, a tensão da fonte estará nesse pino. ESP32 O ESP32 é um único chip combo Wi-Fi e Bluetooth de 2,4 GHz projetado com os terminais de 40 nm de ultra baixo consumo de energia da TSMC tecnologia. Ele é projetado para alcançar a melhor potência e desempenho de RF, mostrando robustez, versatilidade e confiabilidade em uma ampla variedade de aplicações e cenários de energia. ESP32 da Espressif O módulo ESP32 é um módulo de alta performance para aplicações envolvendo WiFi, contando com um baixíssimo consumo de energia. Com 4 MB de memória flash, o ESP32 permite criar variadas aplicações 24 Para projetos de IoT1, acesso remoto, webservers2 e dataloggers3, entre outros. O ESP32 é um componente de baixo custo e alta performance, que se caracteriza por ser um SOC (System on a Chip) contendo microcontrolador, wifi e bluetooth BLE integrados. O ESP32 foi desenvolvido pela Espressif Systems e tem configurações bem interessantes: • CPU: Microprocessador Xtensa dual-core (or single-core) 32-bit LX6 microprocessor, operatingat 160 or 240 MHz andperformingatupto 600 DMIPS • Ultra lowpower (ULP) co-processor • Memory: 520 KiB SRAM • Wi-Fi: 802.11 b/g/n/e/i • Bluetooth: v4.2 BR/EDR and BLE • 12-bit SAR ADC upto 18 channels • 2 × 8-bit DACs • 4 × SPI • 2 × I2S interfaces • 2 × I2C interfaces • 3 × UART 1 IoT Internet das coisas (Internet of Things) 2 Servidor web (web server) 3 O Datalogger é um instrumento eletrônico que registra dados de temperatura e/ou umidade, em um determinado intervalo de tempo preestabelecido,para análise posterior. 25 • Wake upfrom GPIO interrupt, timer, ADC measurements, capacitivetouch sensor interrupt RASPBERRY RaspberryPi é uma série de computadores de placa única do tamanho reduzido, que se conecta a um monitor de computador ou TV, e usa um teclado e um mouse padrão, desenvolvido no Reino Unido pela Fundação RaspberryPi. Todo o hardware é integrado numa única placa. O principal objetivo é promover o ensino em Ciência da Computação básica em escolas, inclusão e empoderamento social, sendo multiplataforma, considerando as mais consagradas marcas de videogames do mundo é também como parte deste processo uma excelente plataforma, tanto para a indústria quanto para as casas inteligentes e os IOT - Internet das Coisas, marcando e melhorando o nível de empregabilidade, por tecnologias que nos permitem adentrar na era dos exabytes, da revolução digital, ad-hoc, promovendo procedimentos únicos, específicos, Inovação tecnológica, que é uma saída resiliente aos entraves sociais, tendo muito mais dados sobre a vida a partir desta fase de nuvens e Big Data, os negócios e as atividades finas, core business, e portanto, com conceitos de qualidade total, competitividade em maior escala, primeiro mundo de um modo mais abrangente, tudo neste fino e poderoso hardware a todas as idades também. Baseado em um system on a chip (SoC) Broadcom BCM2835, que inclui um processador ARM1176JZF-S de 700 MHz, GPU VideoCore IV, e 512 MB de memória RAM em sua última revisão. O projeto não inclui uma memória não-volátil - como um disco rígido - mas possui uma entrada de cartão SD para armazenamento de dados. 26 O RaspberryPi 3 model B contém um processador 1.2GHz 64-bit quad- core ARMv8 CPU, 1 GB de RAM, Bluetooth 4.1. 27 REFERENCIAS CIRIACO, Douglas. O que é RaspberryPi?.Disponível em <https://canaltech.com.br/hardware/o-que-e-raspberry-pi/ >. Acesso em 17 abr. 2019. ESPRESSIF. ESP32 Series: datasheet. Disponível em <https://www.espressif.com/sites/default/files/documentation/esp3 2_datasheet_en.pdf >. Acesso em 5 abr. 2019. JÚNIOR, Joab Silas da Silva. Conceitos básicos de cinemática. Disponível em <https://mundoeducacao.bol.uol.com.br/fisica/ conceitos-basicos-cinematica.htm>. Acesso em 15 abr. 2019. JÚNIOR, José Alberto Naves Cocota. Elementos de robótica. Disponível em <http://professor.ufop.br/sites/default/files/cocota/ files/elemroboticaintro.pdf >. Acesso em 17 abr. 2019. LEMOS, Manoel. Conheça os shields e incremente seu Arduino com eles. Disponível em <https://blog.fazedores.com/conheca-os-shields- e-incremente-seu-arduino-com-eles/ >. Acesso em 15 abr. 2019. TELES, Elaine. Arduino: O que é? Pra que serve? Quais as possibilidades?: uma plataforma — muitas possibilidades. Disponível em https://medium.com/nossa-coletividad/arduino-o-que-%C3%A9- pra-que-serve-quais-as-possibilidades-efbd59d33491 >. Acesso em 1mar. 2019. 28