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Faculdade Lusófona de São Paulo Curso: Fisioterapia - 5° Semestre Disciplina: Fisioterapia Preventiva CASO CLÍNICO - VÍDEO O vídeo acima mostra um pouco da jornada de trabalho de estivadores.Assista ao vídeo e siga o roteiro abaixo, simulando uma análise ergonômica do trabalho (o formulário completo encontra-se anexado na pasta de conteúdo, mas para esta atividade só é necessário responder os itens abaixo). Descrever a situação que justifica a necessidade de ação ergonômica.1. O ambiente de trabalho dos estivadores é um ambiente totalmente hostil. A situação geral de trabalho retratada pelo vídeo nos permite ver muitos riscos aos quais os mesmos estão propensos a sofrerem, em um determinado momento do vídeos nos deparamos com um quase acidente de trabalho, no qual o guindaste que desce a carga para os trabalhadores organizarem quase acaba acertando um deles.. A partir da avaliação do vídeo identificamos riscos suficientes para que seja feita uma intervenção para a melhoria deste trabalho para que não ocorram mais acidentes. Citaremos riscos nos quais observamos nessa atividades de trabalho além dos ergonômicos, tais como: •Riscos Físicos – Calor (por não ter ventilação dentro do compartimento do navio). Ruídos (emitido pelo guindaste e sonoridade do local). Umidade (por falta de ventilação e por ser litoral). •Riscos de Acidentes – Arranjo físico inadequado(layout da segurança do trabalho, principalmente por não tem um local específico que o guindaste descarregue as cargas). Máquinas e equipamentos sem proteção(o guindaste não possui um sistema adequado de descarga). Iluminação inadequada. Falta de equipamento de proteção (capacete, Sapato com bico de ferro, Luvas, Roupas muitos funcionários sem camisetas). •Riscos Ergonômicos – Esforço físico intenso, levantamento e transporte manual de peso, exigência de postura inadequada, imposição de ritmos excessivos, monotonia e repetitividade e controle rígido de produtividade Análise da tarefa: Descrição do cargo.2. O estivador é um trabalhador portuário autônomo que exerce uma atividade perigosa é o responsável por carregar e descarregar os produtos dos navios, arrumar mercadorias, manter a marcha e o equilíbrio das embarcações. O estivador exerce as funções de contramestre geral, contramestre de porão, mono técnico e operário de porão. O contramestre geral é o contato entre as empresas que operam no Porto, os conferentes e os trabalhadores, além de delegar funções ao contramestre de porão. Este coordena as equipes formadas pelos operários que movimentam a carga no interior do navio. Já os mono técnicos são os operadores das máquinas, empilhadeiras, tratores e guindastes. O estivador recebe no porão a carga transportada do cais pelo guindaste, arruma as mercadorias e facilita a sua distribuição. Além da força física, a profissão exige do trabalhador a organização racional das mercadorias no navio, para aproveitar os espaços, não danificar os produtos durante o transporte e distribuir o peso para não afetar a estabilidade do navio. A profissão de estivador confere muitos riscos à vida. Eles trabalham com carga pesada e, quando o porto não é modernizado, os riscos aumentam. Estivadores também tem que ser capazes de lidar com equipamentos como guindastes e empilhadeiras com segurança e eficiência, e eles precisam estar muito conscientes das questões de segurança emergentes, incluindo materiais perigosos a bordo do navio e em torno das docas. Análise da atividade: Comportamento como o trabalhador executa a atividade.3. Importante observar fatores internos e externos. (Verificar formação, experiência, idade, sexo e outros, bem como. Exemplo: disposição momentânea, como motivação, vigilância, sono, fadiga, etc. Trabalhadores do sexo masculino, com idades aproximadamente de 30 a 40 anos; trabalham dentro de um cais (onde é colocado a carga para transporte no navio), eles são responsáveis por desempilhar os sacos que dessem por um guindaste, e organizar dentro do cais, é um trabalho braçal, Não sendo necessário formação profissional. As atividades são executadas sem o uso de EPIs, trabalha com sobrepeso gerando mais cansaço, usos de ferramentas que já não estão em condições seguras de uso, ritmo acelerado e rotina estressante de trabalho que comprometem a concentração na atividade e o desempenho dos funcionários, fazendo com que seus funcionários não tenham motivação para trabalhar; Funcionário trabalhando com desatenção durante a realização da atividade, quase gerando um acidente podem comprometer o prazo de entrega, falta de observância das normas de segurança. Principais aspectos de dificuldades referidos pelos trabalhadores envolvidos no3.1 desenvolvimento da atividade. O trabalho frequente com cargas excessivas podem trazer sérios riscos à saúde, como por exemplo, tensão e esforço constante em músculos, ligamentos, articulações, e ossos podem causar deformações, tais como, escolioses e cifoses vertebrais, lombalgia, deformação do arco do pé e um estado inflamatório e doloroso dos músculos, diversas artroses nas articulações das vértebras, joelhos e tornozelos, devido aos repetidos microtraumatismos, devido também a posição errada para o esforço físico. A postura também é importante dada às modificações que pode produzir na circulação pelas mudanças que provoca na pressão hidrostática. A pressão sanguínea é aproximadamente de 90mmhg maior nos pés se a pessoa está em pé. Na existência da contração frequente dos músculos da perna, as válvulas venosas contribuem para compensar os efeitos negativos da pressão hidrostática, podendo provocar varizes. O manuseio e movimentação de cargas têm como principal risco os problemas da coluna, que são dolorosos e reduzem a mobilidade. O esforço físico pesado também provoca cansaço, fraqueza, além de doenças como hipertensão arterial, diabetes, úlceras, moléstias nervosas, alterações no sono. É um trabalho que exige muita atenção, pois o risco de acidente é grande, ainda mais se tratando de carga extremamente pesada. Recomendações •Não flexione o tronco (dobrar a coluna) ao abaixar-se para pegar uma carga no chão. O ideal é agachar-se; •Pegue e transporte a carga o mais próximo a seu corpo; •Mantenha as costas retas; •Evite levantar cargas torcendo o tronco para os lados e não se estique para alcançar uma carga que estiver em um lugar mais alto; •Não eleve cargas acima do nível da cabeça; •Sempre que for levantar ou movimentar uma carga, mantenha a postura de base: pernas afastadas umas das outras, joelhos semi flexionados, coluna ereta, braços próximos ao corpo (braços na vertical); •Se necessário, utilize luvas e EPIs adequados.