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DFOF- Fonação A2

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DFOF- Fonação A2
Anatomofisiologia da Laringe
Função da laringe: um tubo que tem uma seletividade de ações abrindo o caminho para a via aérea superior se conectar via aérea inferior, ao abrir a laringe estamos na função de respiração e ao fecha-la separa-se a via aérea superior da inferior. 
Quando fechada a primeira opção reflexa que ela possui é a de proteção a via aérea, é justamente no momento de deglutição, protege a via aérea inferior para não ocorrer o risco de o alimento proveniente da boca ser desviado para a via aérea. 
A outra função de fechamentos da laringe é voluntária e serve para a fonação; existe fonação reflexa (tosse, pigarro, engasgo) existe uma inervação sensorial na laringe que caso aquele fechamento falhe e algo vá para o caminho da via aérea inferior a laringe em diferentes níveis (supra glótica - acima da prega vocal; glótica- na prega vocal e infra glótica- embaixo da prega vocal – a glote é o espaço entre as pregas vocais) que possuem receptores sensoriais e que se alguma coisa escapar ela ativa uma resposta reflexa de tirar deste caminho, gerando uma pressão (uma coluna de ar) muito forte para tirar o elemento estranho deste caminho. Quando mais desce a via aérea inferior mais intensa será a resposta.
*Única coisa que pode passar para a via aérea inferior é o ar, para fazer a troca gasosa nos alvéolos, para que ocorra a liberação de co2 e a absorção de o2 que irá circular e ‘’alimentar’’ todas as células dos nossos sistemas. Ritmo respiratório e Modo respiratório irão interferir nesta alimentação celular, quando se tem uma respiração muito curta e muito rápida não da tempo de fazer esta troca, acumulando co2 fazendo até a pessoa perder o estado de alerta. A respiração dentro das funções relacionadas com a fala, é difícil de interferir na mudança do padrão pois está muito relacionada a emoção.
· Pacientes com alteração respiratória podem desenvolver alterações musculares tensionais.
Quem inerva a laringe: Par Craniano X- nervo vago; um nervo misto ao sair do crânio possuí três divisões, uma que vai para a região da faringe e duas que vão para a laringe (superior e inferior). 
A laringe recebe informações para abrir e fechar do SN, esta informação para fala é voluntária (algo que aprendemos); o choro é a primeira expressão fonatória e de comunicação que temos depois passa a ter emissões articulatórias mais desenvolvidas. - Por ser voluntário e aprendido dá a condição de modificar completamente e em qualquer fase da vida. Quanto mais se repete um padrão motor, são comportamentos inconscientes que acabam sendo desenvolvidos muitas vezes pela personalidade do indivíduo e do ambiente em que está inserido. *sempre é possível mudar, não importa a idade; quando mais novo é mais fácil, porem quando adulto ainda é capaz de alterar.
-Temos caixa torácica; laringe e cabeça. Existe uma desproporção de tamanho, a laringe é uma estrutura pequena sofrendo influência de uma estrutura muito maior que irá jogar diferentes pressões aéreas para disparar o efeito de bernoulli - quem aproxima as pregas vocais é o SN e quem as faz vibrar é a pressão de ar. É necessário ter uma interação bem equilibrada para que consiga fonar pelo maior tempo possível e sem promover desajustes como por ex: se tem muita pressão a prega vocal não consegue ficar centralizada vibrando, ela afasta um pouco; se tem pouca pressão para continuar vibrando vai apertando a prega vocal pois vai acabando o ar. Muitas vezes as disfonias nascem deste desequilíbrio, e normalmente este desequilíbrio e este está relacionado normalmente a um desequilíbrio a muscular laríngeo. É necessário ajustar este equilíbrio, tendo que ajustar a pressão expiratória razoável para disparar e manter, mas não pode ser mais forte, e tem que ter uma resistência glótica suficiente para manter vibrando, mas também não abrir demais.
-Não respirámos pelo diafragma e sim com ele, quando o diafragma abaixa há a expansão para entrada de ar e aí ele contrai para empurrar a coluna de ar, e é possível perceber a expansão.
Qual a respiração adequada para poder falar? Costo diafragmática; uma respiração mais média e não tão superior da conta da fala também.
A traqueia está abaixo da cricoide, onde é feita a traqueostomia- um buraco feito na traqueia para dar acesso direto a via inferior.
*no vídeo é possível ver a prega vocal vibrando, o que se vê brilhando é a saliva onde há um acumulo de saliva, provavelmente ocasionado pelo fato da pessoa ter sido anestesiada ou por possuir uma alteração de sensibilidade pois normalmente não deveria ter acumulo de saliva no local, pois no momento em que esta aberto respirando esta saliva pode se deslocar para a via aérea, tem que ver as pregas vocais com brilho que mostra que a mesma esta hidratada e lubrificada porém sem acumulo de saliva.
As duas pregas vocais se completam, vão até a linha média ao mesmo tempo, se movimentam durante a fala: abrindo e fechando a prega vocal e elevando e abaixando a prega vocal, pois está mudando frequência, intensidade e a própria sonorização, ligando e desligando, quando a prega está parada ela está sustentando o som. O movimento das pregas vocais é latero lateral mas também é anteroposterior, a epiglote vai em direção as aritenoides – o que é comum é quem tem refluxo, o refluxo vibra na laringe, podendo ocasionar alterações de voz por refluxo na laringe, se é um refluxo intenso a pessoa pode aspirar o refluxo, com isto existem idosos que fazem pneumonia ou uma ‘’asma’’ por aspiração de refluxo, mesmo que em pouca quantidade.
A epiglote durante a fala está aberta para a voz subir e ser trabalhada no trato vocal, já na deglutição ela está fechada, fazendo a rampa para o alimento ir para o esôfago.
Cartilagens da Laringe
Sob a traqueia tem-se um anel chamado cricoide, é a base da laringe, é a última estrutura laringe antes de começar a via aérea inferior. Atrás da cartilagem cricoidea um músculo forte que ao contrair abre a laringe, é o cricoaritenoideo posterior.
*se tenho um músculo atrás da cricoide que está preso na cricoide e preso na aritenoide e quando contrai abre a laringe só pode ser o cricoaritenoideo posterior, assim o CAP – abre.
Em cima da cricoide, tem duas cartilagens que aparecem primeiro no desenvolvimento embriogenético, as aritenoides, são a unidade funcional da laringe, pois o músculo tireoaritenóideo, que é o músculo vocal – o corpo da prega vocal- vem da comissura anterior da cartilagem tireóidea e vai se inserir na cartilagem aritenóide. Quem faz a movimentação desta musculatura é a aritenóide, fazendo para o lado, para frente e para trás e para cima e para baixo. 
Em cima da cricoide tem a cartilagem maior da laringe a tireoide, na região anterior tem as alas que são possíveis palpar e localizar, para acha-las basta engolir e localizar a estrutura firme e mais larga que temos na região ou localizar pela preeminência laríngea do sexo masculino, que é a angulação da tiroide; pois na adolescência a tiroide masculina fecha mais sua angulação do que a feminina, este fechamento faz com que esta ponta se sobressaia *É uma preocupação da população de mulheres trans, de retirar esta marca de identificação do sexo masculino e a voz está absolutamente relacionada a identificação de sexo ou gênero. A modificação de voz da mulher trans é mais difícil pois possuem uma estrutura maior e uma frequência mais grave e características anatômicas mais marcantes.
A laringe está presa ao pescoço no osso hioide pela membrana tireóidea e sustentada pela musculatura infra hioidea, que faz uma rede que dá os movimentos para a laringe abaixar e a musculatura supra hioidea é para a laringe levantar, são músculos fortes. - estes músculos formam o assoalho da boca.
Para o que serve o movimento de subir e descer da laringe? Para deglutir, pois na hora que sobe a laringe fechada e vai para frente, este movimento a afasta mais ainda da via digestiva podendo abrir o esôfago, se a laringe não elevasse estaria ainda no nível do esôfago, quanto mais perto maior a probabilidade de ‘’seguir o caminho