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RESUMO livro texto Fisiologia aplicada a atividade motora

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FISIOLOGIA APLICADA À ATIVIDADE MOTORA
UNIDADE I: Resumo
A prática de exercícios físicos requer maior demanda energética do organismo visando à manutenção da atividade muscular. A energia derivada dos nutrientes ingeridos na alimentação tem fundamental importância para o fornecimento de energia química, contribuindo com a preservação do trabalho muscular a partir da geração de adenosina trifosfato (ATP).
 Dentre os vários sistemas envolvidos no fornecimento energético para a ressíntese de ATP, podemos destacar o papel das reservas de substratos energéticos que, por diferentes vias de fornecimento de energia, contribuem para a constante homeostase energética. 
A intensidade e/ou duração do exercício físico, bem como o estado inicial das reservas de substratos energéticos e o nível de treinamento do atleta, podem interferir sobre a predominância na ativação de uma ou de outra via metabólica, indicando maior utilização de um determinado substrato energético. Assim, os fosfatos de alta energia, os estoques de glicogênio muscular e hepático, e os lipídios estocados nos adipócitos podem contribuir em maior ou menor magnitude com a geração de energia durante o exercício físico. 
Atividades realizadas por longo período de tempo podem apresentar um equilíbrio (steady state) entre a capacidade de geração de energia e a demanda decorrente da atividade muscular. Contudo, nos momentos iniciais do exercício físico em altas intensidades, a ativação das reservas de substratos energéticos torna-se fundamental para o atendimento da maior exigência metabólica. Desta forma, o funcionamento e/ou a ativação destas vias de fornecimento de energia tem como objetivo prover uma quantidade adequada de nutrientes para o desempenho da atividade muscular. 
 Exercícios
 Questão 1. (UEL 2003) No gráfico a seguir observa-se a produção de CO2 e ácido lático no músculo de um atleta que está realizando atividade física.
Sobre a variação da produção de CO2 e ácido lático em A e B, analise as seguintes afirmativas:
 I – A partir de T1 o suprimento de O2 no músculo é insuficiente para as células musculares realizarem respiração aeróbica. 
II – O CO2 produzido em A é um dos produtos da respiração aeróbica, durante o processo de produção de ATP (trifosfato de adenosina) pelas células musculares. 
III – Em A as células musculares estão realizando respiração aeróbica e em B um tipo de fermentação. 
IV – A partir de T1 a produção de ATP pelas células musculares deverá aumentar. 
Das afirmativas, são corretas: 
A) Apenas I e II. 
B) Apenas III e IV.
 C) Apenas I, II e III. 
D) Apenas I, II e IV.
 E) Apenas II, III e IV 
Resposta correta: alternativa C. 
Análise das afirmativas 
I – Afirmativa correta. 
Justificativa: em T1 está ocorrendo o que chamamos de processo anaeróbico, fermentação, com produção limitada de ATP. Para aumentar a produção de ATP, as mitocôndrias são fundamentais e serão elas que permitirão a maior produção de ATP por ser aeróbica.
 II – Afirmativa correta. 
Justificativa: a respiração aeróbica precisa de O2 para produzir energia em forma de ATP e calor e elimina o CO2 .
 III – Afirmativa correta. Justificativa: em A temos como resultado o CO2 , portanto, representa uma respiração aeróbica, e em B temos a produção de ácido lático, que ocorre no processo anaeróbico, de fermentação. 
IV – Afirmativa incorreta.
 Justificativa: a partir de T1 o processo continuará ocorrendo dentro das mitocôndrias e resultará em maiores ganhos de ATP.
 Questão 2. (Fatec 2007) Se as células musculares podem obter energia por meio da respiração aeróbica ou da fermentação, quando um atleta desmaia após uma corrida de 1.000 m por falta de oxigenação adequada de seu cérebro, o gás oxigênio que chega aos músculos também não é suficiente para suprir as necessidades respiratórias das fibras musculares, que passam a acumular: 
A) Glicose. 
B) Ácido acético. 
C) Ácido lático. 
D) Gás carbônico. 
E) Álcool etílico.
UNIDADE II: Resumo
 Nesta unidade foi possível analisar que o sistema nervoso central é composto pelo encéfalo e pela medula espinhal. O que chamamos de encéfalo, pode ser categorizado em pelo menos seis estruturas que, diferentemente da medula, estão todas localizadas dentro da caixa craniana. Compõem as referidas estruturas os hemisférios cerebrais, o diencéfalo, o cerebelo, o mesencéfalo, a ponte e o bulbo. 
Os hemisférios cerebrais direito e esquerdo são unidos pelo corpo caloso, que é a estrutura que permite a comunicação entre eles. Por sobre os hemisférios cerebrais está localizada a camada enrugada do córtex cerebral, que é dividida em quatro lobos: frontal, parietal, temporal e occipital. 
O lobo frontal é responsável pelo intelecto e pelo controle motor. O lobo temporal, pela audição; o parietal pelo estímulo sensorial geral; e o occipital pela visão. 
No lobo frontal está situado o córtex motor primário, que controla os movimentos voluntários. Seus neurônios se projetam diretamente para a medula, na qual fazem comunicação com os neurônios motores, que levam a informação para os músculos esqueléticos, responsáveis pelo movimento.
 O sistema nervoso central funciona interligado ao denominado sistema nervoso periférico. Este é composto pelos grupos de neurônios gânglios, pelos nervos espinhais e pelas terminações nervosas. O sistema nervoso periférico é subdividido em sistema nervoso somático e sistema nervoso autonômico. O primeiro abastece o SNC com informações fornecidas por neurônios sensoriais dispostos na pele, nos músculos e nas articulações, para que o SNS use essas informações para o controle das funções dos órgãos efetores. Já o sistema nervoso autonômico controla o funcionamento das vísceras, dos músculos lisos e das glândulas exócrinas. Ele é constituído de três subunidades: sistemas nervosos simpático, parassimpático e entérico. 
Todo o funcionamento do sistema nervoso acontece através das suas unidades básicas, que são as células. Existem dois tipos de células neurais: as células da glia e os neurônios. As células da glia são responsáveis pela sustentação, proteção e nutrição dos neurônios. Os neurônios são as células responsáveis pela geração e propagação da informação. Eles produzem sinais elétricos que são transmitidos entre neurônios e desses para os órgãos efetores ou para o sistema nervoso central. Graças a essa capacidade dos neurônios, o sistema nervoso é capaz de coletar sinais do meio exterior e de se ajustar a ele.
 Vimos ainda que o sinal neural usado pelos neurônios para comunicação é denominado potencial de ação. Um potencial de ação é uma inversão na polaridade que ocorre em determinados trechos da membrana neuronal. Essa inversão de polaridade apenas pode acontecer porque a distribuição desigual de íons dentro e fora do neurônio cria uma diferença de carga elétrica entre esses dois ambientes, trata-se do potencial de repouso da membrana. 
A sinalização entre neurônios pode acontecer através de duas formas de comunicações, que chamamos de sinapses. Um tipo de sinapse é a elétrica, a outra é a química. Na sinapse elétrica as células têm contato e o sinal elétrico de uma célula é transmitido diretamente para a outra por meio de canais comunicantes. Na sinapse química não há contato entre as células e a comunicação entre elas é feita por meio de um mensageiro químico denominado neurotransmissor. 
Nesse sentido, foi possível observar que as sinapses químicas podem ser excitatórias ou inibitórias. Numa sinapse excitatória ocorre a despolarização da membrana, e a célula fica com sua carga interna menos negativa, podendo chegar a ficar positiva. Na sinapse inibitória ocorre a hiperpolarização da membrana da célula pós-sináptica e seu interior fica ainda mais negativo. A despolarização ocorre devido à abertura de canais de sódio existentes na membrana neural, enquanto a hiperpolarização ocorre devido à abertura de canais de cloreto ou potássio.
 A geração de um PA depende de uma despolarização mínima que deve ser da grandeza de 15 mV. Essa despolarização mínima é chamada de limiar de excitação. Quando a abertura