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N-1883 REV. E 05 / 2016
PROPRIEDADE DA PETROBRAS 21 páginas, Índice de Revisões e GT
Apresentação de Projeto de
Instrumentação/Automação
Procedimento
Esta Norma substitui e cancela a sua revisão anterior.
Cabe à CONTEC - Subcomissão Autora, a orientação quanto à interpretação do
texto desta Norma. A Unidade da PETROBRAS usuária desta Norma é a
responsável pela adoção e aplicação das suas seções, subseções e
enumerações.
CONTEC
Comissão de Normalização
Técnica
Requisito Técnico: Prescrição estabelecida como a mais adequada e que
deve ser utilizada estritamente em conformidade com esta Norma. Uma
eventual resolução de não segui-la (“não-conformidade” com esta Norma) deve
ter fundamentos técnico-gerenciais e deve ser aprovada e registrada pela
Unidade da PETROBRAS usuária desta Norma. É caracterizada por verbos de
caráter impositivo.
SC - 10
Prática Recomendada: Prescrição que pode ser utilizada nas condições
previstas por esta Norma, mas que admite (e adverte sobre) a possibilidade de
alternativa (não escrita nesta Norma) mais adequada à aplicação específica. A
alternativa adotada deve ser aprovada e registrada pela Unidade da
PETROBRAS usuária desta Norma. É caracterizada por verbos de caráter
não-impositivo. É indicada pela expressão: [Prática Recomendada].
Cópias dos registros das “não-conformidades” com esta Norma, que possam
contribuir para o seu aprimoramento, devem ser enviadas para a
CONTEC - Subcomissão Autora.
Instrumentação e
Automação Industrial
As propostas para revisão desta Norma devem ser enviadas à CONTEC -
Subcomissão Autora, indicando a sua identificação alfanumérica e revisão, a
seção, subseção e enumeração a ser revisada, a proposta de redação e a
justificativa técnico-econômica. As propostas são apreciadas durante os
trabalhos para alteração desta Norma.
“A presente Norma é titularidade exclusiva da PETRÓLEO BRASILEIRO
S. A. - PETROBRAS, de aplicação interna na PETROBRAS e Subsidiárias,
devendo ser usada pelos seus fornecedores de bens e serviços,
conveniados ou similares conforme as condições estabelecidas em
Licitação, Contrato, Convênio ou similar.
A utilização desta Norma por outras empresas/entidades/órgãos
governamentais e pessoas físicas é de responsabilidade exclusiva dos
próprios usuários.”
Apresentação
As Normas Técnicas PETROBRAS são elaboradas por Grupos de Trabalho
- GT (formados por Técnicos Colaboradores especialistas da Companhia e de suas Subsidiárias), são
comentadas pelas Unidades da Companhia e por suas Subsidiárias, são aprovadas pelas
Subcomissões Autoras - SC (formadas por técnicos de uma mesma especialidade, representando as
Unidades da Companhia e as Subsidiárias) e homologadas pelo Núcleo Executivo (formado pelos
representantes das Unidades da Companhia e das Subsidiárias). Uma Norma Técnica PETROBRAS
está sujeita a revisão em qualquer tempo pela sua Subcomissão Autora e deve ser reanalisada a
cada 5 anos para ser revalidada, revisada ou cancelada. As Normas Técnicas PETROBRAS são
elaboradas em conformidade com a Norma Técnica PETROBRAS N-1. Para informações completas
sobre as Normas Técnicas PETROBRAS, ver Catálogo de Normas Técnicas PETROBRAS.
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Sumário
1 Escopo ................................................................................................................................................. 5
2 Referências Normativas ...................................................................................................................... 5
3 Símbolos ou Siglas .............................................................................................................................. 6
4 Documentos de Referência ................................................................................................................. 6
4.1 Padronização de Material para Tubulação ............................................................................ 6
4.2 Planta de Classificação Elétrica de Área ............................................................................... 6
4.3 Planta de Drenagem .............................................................................................................. 6
4.4 Planta de Ventilação e Ar Condicionado ............................................................................... 7
4.5 Memorial Descritivo do Processo ........................................................................................... 7
4.6 Relatórios de Análise de Risco .............................................................................................. 7
5 Condições Gerais de Documentos de Projeto .................................................................................... 7
6 Condições Específicas ........................................................................................................................ 8
6.1 Projeto Básico ........................................................................................................................ 8
6.1.1 Folha de Dados de Processo (FD) ................................................................................ 8
6.1.2 Matriz de Causa e Efeito (DE) ....................................................................................... 8
6.1.3 Fluxograma Preliminar de Engenharia (DE) .................................................................. 9
6.1.4 Folha de Dados de SIF (FD) .......................................................................................... 9
6.1.5 Memória de Cálculo de Verificação do SIL e do MTTFS da SIF (MC) .......................... 9
6.1.6 Critérios de Projetos para Instrumentação (ET) ............................................................ 9
6.1.7 Memorial Descritivo de Automação (MD) ...................................................................... 9
6.1.8 Arquitetura de Sistema de Automação e Controle (DE) .............................................. 10
6.1.9 Especificação Técnica para Sistemas Especiais (ET) ................................................. 10
6.1.10 Diagrama de Controle de Processo (DE) .................................................................. 10
6.1.11 Descritivo de Malhas de Controle (MD) ..................................................................... 10
6.1.12 Memorial Descritivo do Sistema de Instrumentação (MD) ........................................ 10
6.1.13 Lista Preliminar de Alarmes e Pontos de Ajuste (LI) ................................................. 10
6.1.14 Memorial Descritivo de Automação de Equipamentos (MD) ..................................... 10
6.1.15 Especificação Técnica de Automação de Equipamentos (ET) .................................. 11
6.2 Projeto Executivo ................................................................................................................. 11
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6.2.1 Cronograma de Projeto (CR) ....................................................................................... 11
6.2.2 Lista de Documentos de Projeto (LD) .......................................................................... 11
6.2.3 Lista de Instrumentos (LI) ............................................................................................ 11
6.2.4 Lista de Cabos (LI) ....................................................................................................... 11
6.2.5 Listas de Materiais (LI) ................................................................................................. 12
6.2.6 Lista de Alarmes e Pontos de Ajuste (LI) ..................................................................... 12
6.2.7 Lista de Entradas e Saídas (LI) ...................................................................................12
6.2.8 Lista de Comunicação (LI) ........................................................................................... 12
6.2.9 Mapa de Carregamento (LI) ......................................................................................... 13
6.2.10 Especificação Técnica do Sistema de Supervisão e Controle (ET) .......................... 13
6.2.11 Documentação do Sistema Instrumentado de Segurança ........................................ 13
6.2.12 Memória de Cálculo de Dimensionamento de Elementos Primários de Vazão (MC) 13
6.2.13 Memória de Cálculo de Dimensionamento de Válvula de Controle (MC) ................. 13
6.2.14 Memória de Cálculo de Dimensionamento de Válvula de Alívio e Segurança (MC) 13
6.2.15 Memória de Cálculo de Dimensionamento de Poço de Temperatura (MC) .............. 13
6.2.19 Fluxograma de Engenharia (DE) ............................................................................... 14
6.2.20 Padronização de Material para Instrumentação (ET) ................................................ 14
6.2.21 Diagrama de Interligação Elétrica (DE) ..................................................................... 15
6.2.22 Diagrama de Segmento de Rede de Campo (DE) .................................................... 15
6.2.23 Planta de Arranjo da Sala de Controle (DE) .............................................................. 15
6.2.24 Planta de Instrumentação Pneumática (DE) ............................................................. 16
6.2.25 Planta de Instrumentação Elétrica (DE)..................................................................... 16
6.2.26 Planta de Encaminhamento de Multicabos na Sala de Controle (DE) ...................... 17
6.2.27 Diagrama de Malha (DE) ........................................................................................... 17
6.2.28 Diagrama Lógico (DE) ................................................................................................ 17
6.2.29 Detalhe de Instalação ao Processo (DE) ................................................................... 18
6.2.30 Detalhe de Instalação Pneumática (DE) .................................................................... 18
6.2.31 Detalhe de Instalação Elétrica (DE) ........................................................................... 18
6.2.32 Diagrama Funcional (DE) .......................................................................................... 19
6.2.33 Lista de Cargas Elétricas de Instrumentação (LI) ...................................................... 19
6.2.34 Detalhes Gerais de Montagem (DE) .......................................................................... 19
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6.2.35 Desenho de Arquitetura de Sistema de Automação e Controle (DE) ....................... 20
6.2.36 Folha de Dados de Instrumentos (FD) ....................................................................... 20
6.2.37 Requisição de Material (RM) ..................................................................................... 20
6.2.38 Parecer Técnico (PT) ................................................................................................. 20
6.2.39 Documentação Emitida pelos Fabricantes ................................................................ 20
6.2.39.1 Cronograma de Fabricação (CR) ...................................................................... 21
6.2.39.2 Desenhos dos Equipamentos, Instrumentos, Telas de Interfaces Gráficas (IHM)
e Materiais (DE) ................................................................................................. 21
6.2.39.3 Lista de Documentos (LD) ................................................................................. 21
6.2.39.4 Relatórios de Ensaio (RL) .................................................................................. 21
6.2.39.5 Manuais de Montagem, Operação e Manutenção de
Equipamentos/Instrumentos (MA) ..................................................................... 21
6.2.39.6 Certificados (CE) ................................................................................................ 21
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1 Escopo
1.1 Esta Norma discrimina os documentos e o seu conteúdo mínimo para a elaboração e
apresentação de projetos de instrumentação/automação para a PETROBRAS. Os conteúdos aqui
descritos referem-se somente aos aspectos relativos à disciplina de instrumentação/automação.
1.2 Esta Norma se aplica a procedimentos iniciados a partir da data de sua edição.
1.3 Esta Norma contém somente Requisitos Técnicos.
2 Referências Normativas
Os documentos relacionados a seguir são indispensáveis à aplicação deste documento. Para
referências datadas, aplicam-se somente as edições citadas. Para referências não datadas,
aplicam-se as edições mais recentes dos referidos documentos.
PETROBRAS N-76 - Materiais de Tubulação para Instalações de Refino e Transporte;
PETROBRAS N-381 - Execução de Desenhos e Outros Documentos Técnicos em Geral;
PETROBRAS N-898 - Símbolos Gráficos e Designações para Esquemas Elétricos;
PETROBRAS N-1692 - Apresentação de Projetos de Tubulação;
PETROBRAS N-1710 - Codificação de Documentos Técnicos de Engenharia;
PETROBRAS N-1882 - Critérios para Elaboração de Projetos de Instrumentação;
PETROBRAS N-1913 - Preparação de Requisição de Material;
PETROBRAS N-1931 - Material de Tubulação para Instrumentação;
PETROBRAS N-2064 - Emissão e Revisão de Documentos de Projeto;
PETROBRAS N-2595 - Critérios de Projeto, Operação e Manutenção para Sistemas
Instrumentados de Segurança em Unidades Industriais;
PETROBRAS N-2791 - Detalhes de Instalação de Instrumentos ao Processo;
PETROBRAS N-2802 - Folhas de Dados de Instrumentação - Coletânea;
PETROBRAS N-2833 - Formulários e Listas para Projetos de Instrumentação;
PETROBRAS N-2900 - Gerenciamento de Alarmes;
IEC 61131-3 - Programmable Controllers - Part 3: Programming Languages;
IEC 61439-1 - Low-Voltage Switchgear and Control Gear Assemblies – Part 1: General
Rules;
IEC TR 60890 - A Method of Temperature-Rise Verification of Low-Voltage Switchgear and
Control Gear Assemblies by Calculation;
ISO 5807 - Information Processing - Documentation Symbols and Conventions for Data, Program
and System Flowcharts, Program Network Charts and System Resources Charts;
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ISO/IEC 11411 - Information Technology - Representation for Human Communication of
State Transition of Software;
ISO/IEC 14763-3 - Implementation and Operation of Customer Premises Cabling – Part 3:
Testing of Optical Fibre Cabling;
ISA 5.1 - Instrumentation Symbols and Identification;
ISA 5.2 - Binary Logic Diagrams for Process Operations;
ISA 5.4 - Instrument Loop Diagrams.
3 Símbolos ou Siglas
APR Análise Preliminar de Riscos;
CAD “Computer Aided Design”;
CAE “Computer Aided Engineering”;
CP Controlador Programável;
CV Coeficiente de Vazão;
EMED Estação de Medição;
FBD “Function Block Diagram”;
HAZOP “Hazard and Operability Study”;
IHM Interface Humano-Máquina;
MTTF Tempo Médio para Falhar ("Mean Time to Fail");
MTTFS Tempo Médio para Falhar no Modo Seguro (“Mean Time to Fail Safe”);
PERT “Program Evaluation and Review Technique”
SDCD Sistema Digital de Controle Distribuído;
SIF Função Instrumentada de Segurança ("Safety Instrumented Function - SIF");
SIL Nível de Integridade de Segurança ("Safety Integrity Level - SIL");
SIS Sistema Instrumentado de Segurança;
STT Sistema de Telemetria de Tancagem;
STVM Sistema de Telecomando de Válvulas Motorizadas;
VAC Ventilação e Ar Condicionado.
4 Documentos de ReferênciaDocumentos de engenharia de outras disciplinas necessários para o desenvolvimento do projeto de
instrumentação.
4.1 Padronização de Material para Tubulação
Documento que descreve todas as características técnicas dos materiais usados no projeto de
tubulação, serve como base para a emissão da “Padronização de Material para Instrumentação”.
Como exemplo, pode ser citada a PETROBRAS N-76.
4.2 Planta de Classificação Elétrica de Área
Desenho contendo todos os equipamentos e a classificação das áreas por presença ou probabilidade
de existência de atmosfera explosiva, o que permite à instrumentação definir o tipo de proteção que
deve ser utilizado nos instrumentos e a especificação dos materiais elétricos para a sua instalação.
4.3 Planta de Drenagem
Desenho utilizado em projetos com envelopes elétricos, que permite prever elevação dos
componentes enterrados para possibilitar a drenagem.
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4.4 Planta de Ventilação e Ar Condicionado
Desenho que deve ser usado para informar, no sistema de controle, os alarmes relativos ao sistema
de VAC, possibilitando ações e até paradas da unidade por falta de condições de sobrevivência.
4.5 Memorial Descritivo do Processo
Documento que contém a concepção e fundamentos do processo, dos equipamentos característicos,
do funcionamento da instalação, em acordo com os fluxogramas, descrevendo a forma prevista de se
fazer o controle, se os equipamentos operam em paralelo ou em série, o que se espera de
determinado equipamento e que princípios físicos ou químicos os equipamentos utilizam.
4.6 Relatórios de Análise de Risco
Documento que contém os nomes do coordenador e dos técnicos da equipe participante, bem como
o resultado da análise. A análise deve mostrar os desvios estudados, as suas causas, as
consequências (se houver), e indicar se existe algum meio de proteção. Sendo identificada uma
consequência grave, sem proteção adequada, apresentar uma recomendação ou observação que a
elimine ou a atenue. São exemplos APR e HAZOP.
5 Condições Gerais de Documentos de Projeto
5.1 Os documentos constantes desta Norma são os documentos normalmente utilizados em um
projeto de instrumentação. A lista de documentos de projeto deve ser acordada com a PETROBRAS.
Conforme o porte e a forma de apresentação do projeto, documentos citados nesta Norma podem ser
omitidos, assim como documentos não citados podem ser incluídos.
5.2 Os documentos estão agrupados na Seção 6 pela fase de projeto onde comumente eles
aparecem. Documentos citados para projeto básico podem ser utilizados no projeto executivo ou
vice-versa, conforme a necessidade.
5.3 Os documentos do projeto de instrumentação devem ser elaborados conforme a PETROBRAS
N-381.
5.4 O conteúdo descrito para cada documento desta Norma representa o mínimo necessário à sua
aceitação por parte da disciplina de instrumentação/automação da PETROBRAS.
5.5 Todo e qualquer documento deve conter uma lista dos documentos de referência, tanto aqueles
usados no processo de criação do documento, assim como aqueles que o complementam.
5.6 Todos os campos de qualquer formulário devem estar preenchidos. Quando o campo não for
utilizado, preencher com um traço “-”.
5.7 Sempre que um formulário padronizado em papel for substituído por um equivalente em meio
digital, o conteúdo deve, obrigatoriamente, ser o mesmo. A forma pode ser alterada desde que
acordado com a PETROBRAS.
5.8 Os documentos da projetista e dos fabricantes fazem parte do projeto executivo.
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5.9 Os documentos do projeto devem ser emitidos conforme critérios da PETROBRAS N-2064 e
codificados pela PETROBRAS N-1710.
5.10 Ferramentas de Automação de Projeto
Quando o projeto for executado com ferramentas de CAE ou CAD, baseadas em banco de dados,
estas devem possuir telas de acesso que apresentem ao usuário as mesmas informações contidas
nos documentos, permitindo a geração de relatórios para recuperação destas informações e um
controle de revisão para cada documento emitido a partir do banco de dados. Estas ferramentas
devem ser aprovadas pela PETROBRAS.
6 Condições Específicas
Os documentos do projeto de instrumentação e automação devem conter, no mínimo, as informações
citadas em 6.1 e 6.2, a menos que indicado em contrário pela PETROBRAS. As siglas entre
parêntesis se referem aos códigos de documento, conforme Anexo A da PETROBRAS N-1710.
6.1 Projeto Básico
Os documentos abaixo relacionados, conforme a organização da empresa podem ser emitidos pelas
disciplinas de instrumentação e/ou processo.
6.1.1 Folha de Dados de Processo (FD)
6.1.1.1 Deve ser emitida nos formulários padronizados pela PETROBRAS N-2802. Deve conter
todas as informações de processo necessárias à seleção e dimensionamento dos instrumentos.
6.1.1.2 As folhas de dados de processo não contidos na PETROBRAS N-2802 devem ser emitidas
em formulários similares aos definidos na PETROBRAS N-2802, contendo todas as informações de
processo necessárias ao projeto de detalhamento e especificação dos instrumentos.
6.1.2 Matriz de Causa e Efeito (DE)
Deve mostrar o inter-relacionamento entre os eventos (causa) e as ações (efeito), que devem ocorrer
de forma automática e controlada pelo sistema (SIS, SDCD etc.). Deve ser apresentada em uma
forma matricial com as causas nas linhas e os efeitos nas colunas.
6.1.2.1 Devem ser relacionadas as sequências automáticas (parada, partida ou manobras
operacionais) e as sequências de segurança. Estas sequências podem estar em documentos
distintos ou no mesmo documento, desde que devidamente identificadas.
6.1.2.2 As linhas da tabela devem conter a descrição da causa de processo seguida do “tag” do
iniciador do evento e número do fluxograma onde o iniciador está localizado. Notas aplicáveis podem
ser exibidas em uma coluna separada.
6.1.2.3 Analogamente, cada coluna da tabela deve conter a descrição do efeito de processo, seguida
do “tag” do atuador (ou descrição da ação, quando o “tag” estiver indisponível) e do número do
fluxograma onde o atuador está localizado.
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6.1.2.4 Os “tags” devem ser os dos elementos que executam as funções de iniciador e atuador,
podendo ser uma chave configurada no equipamento de supervisão, uma válvula solenóide ou outro.
6.1.2.5 A intersecção entre linhas e colunas deve ser marcada com um "X" conforme a associação
entre causa e efeito. Referência a notas também são permitidas, quando aplicáveis.
6.1.3 Fluxograma Preliminar de Engenharia (DE)
Deve conter as malhas de controle, indicações, alarmes e intertravamentos, explicitando as funções
dos instrumentos e sua identificação (“tag”), localização, tipo de sinal de controle (pneumático,
eletrônico e digital), tipo da instrumentação de supervisão (painel convencional, SDCD, CP) e
válvulas de segurança e alívio. Deve conter, também, notas explicativas e recomendações ou
exigências do projeto básico quanto à locação ou outros requisitos pertinentes à instrumentação.
Deve indicar ainda as interligações de intertravamentos e controles com as unidades fornecidas em
“pacotes” e sistema de controle avançado.
6.1.4 Folha de Dados de SIF (FD)
Deve ser emitida conforme descrito na PETROBRAS N-2595.
6.1.5 Memória de Cálculo de Verificação do SIL e do MTTFS da SIF (MC)
Deve ser emitida conforme descrito na PETROBRAS N-2595.
6.1.6 Critérios de Projetos para Instrumentação (ET)
Deve ser emitido em formulário no formato A4, conforme a PETROBRAS N-381, e conter os
conceitos, normas e critérios paraorientar a execução dos documentos do projeto de detalhamento,
que sejam complementares ou diferentes dos descritos na PETROBRAS N-1882. Critérios
específicos de outras tecnologias (exemplo: “Foundation Fieldbus”) devem estar descritos quando
não houver um documento específico para esse fim.
6.1.7 Memorial Descritivo de Automação (MD)
Destinado a definir as estratégias de automação a adotar para um grupo de equipamentos ou
procedimento de processo. Deve ser emitido em formulário no formato A4, ou deve ser indicado o
documento padronizado já existente que deve ser seguido.
6.1.7.1 Deve apresentar os requisitos funcionais de automação e controle, as interfaces previstas
com outros sistemas, as lógicas típicas de controle e sequenciamento, assim como qualquer outro
requisito de automação necessário.
6.1.7.2 A elaboração de diagramas para descrição de lógicas e sequenciamentos devem, seguir um
dos seguintes formatos:
a) “Sequential Function Chart”, conforme a IEC 61131-3;
b) “State Diagram”, conforme a ISO/IEC 11411;
c) “Program Flowchart”, conforme a ISO 5807.
6.1.7.3 A utilização de outros padrões, além daqueles citados no 6.1.7.2, deve ser acordada
previamente com a PETROBRAS.
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6.1.8 Arquitetura de Sistema de Automação e Controle (DE)
Deve mostrar de forma simbólica os equipamentos principais do sistema (SDCD, CP, Servidores de
Dados, CP de Segurança, STVM, STT, IHM, EMED, sistema analítico, unidades “pacotes” e outros),
sua localização física e de que maneira se interligam. Neste documento devem estar claros os tipos
de redes, os meios de comunicação e os protocolos utilizados.
6.1.9 Especificação Técnica para Sistemas Especiais (ET)
Deve ser emitida em formulário no formato A4 e conter todos os dados e especificações, necessários
ao projeto de detalhamento e a compra do sistema. São exemplos típicos: STVM, STT, sistema de
supervisão, controle e aquisição de dados, sistema analítico e SIS.
6.1.10 Diagrama de Controle de Processo (DE)
Deve ser emitido em formulário no formato A4 e conter detalhes das malhas de controle regulatório
com uma definição clara das funções e cálculos envolvidos, sua interligação com outras malhas,
cascatas e “bias”. Deve ser elaborado quando o fluxograma de engenharia não esclarecer
completamente a função da malha. Deve atender a ISA 5.1.
6.1.11 Descritivo de Malhas de Controle (MD)
Deve ser emitido em formulário no formato A4 e conter explicações sobre o objetivo e forma de
funcionamento das malhas de controle, bem como explicitar as equações, parâmetros e algoritmos a
serem ajustados nas funções envolvidas nestas malhas. Complementa e pode ser complementado
pelo diagrama de controle de processo.
6.1.12 Memorial Descritivo do Sistema de Instrumentação (MD)
Deve ser emitido em formulário no formato A4 e conter informações que permitam o entendimento do
projeto de instrumentação/automação como um todo, o escopo de fornecimento de materiais,
equipamentos e serviços e a descrição dos diversos elementos dos sistemas de instrumentação,
individualmente.
6.1.13 Lista Preliminar de Alarmes e Pontos de Ajuste (LI)
Deve ser emitida em formulário em formato A4 uma Lista Preliminar de Alarmes e Pontos de Ajuste,
conforme descrito na PETROBRAS N-2900.
6.1.14 Memorial Descritivo de Automação de Equipamentos (MD)
Destinado a definir as estratégias de automação a adotar para um equipamento específico, deve ser
emitido em formulário no formato A4 ou deve ser indicado o documento padronizado já existente que
deve ser seguido.
6.1.14.1 Deve apresentar os requisitos funcionais de automação, as interfaces previstas com outros
sistemas, as lógicas típicas de controle, e qualquer outro requisito de automação necessário a
execução do controle daquele tipo de equipamento.
6.1.14.2 Normalmente necessário para as definições de automatismos de fornos, bombas,
compressores, turbo-geradores, ventiladores etc.
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6.1.15 Especificação Técnica de Automação de Equipamentos (ET)
Destinado a definir as estratégias de automação e requisitos necessários ao fornecimento de
equipamentos, deve ser emitido em formulário no formato A4, ou deve ser indicado o documento
padronizado já existente que deve ser seguido.
6.1.15.1 Deve apresentar os códigos e normas a serem seguidos, o escopo de fornecimento do
equipamento em si, da instrumentação e painéis associados, assim como dos serviços contidos no
fornecimento.
6.1.15.2 Deve conter os requisitos funcionais de controle e automação, a definição das necessidades
de interface com outros sistemas ou equipamentos, seja ela física ou via comunicação digital, assim
como requisitos de treinamento, testes e documentação necessários à correta operação e
manutenção do equipamento.
6.1.15.3 Normalmente necessário na aquisição de “pacotes”, como compressores e turbogeradores,
por exemplo.
6.2 Projeto Executivo
6.2.1 Cronograma de Projeto (CR)
Deve listar cronologicamente as atividades/documentos que serão realizadas/emitidos, o grau de
interdependência entre as atividades/documentos, inclusive considerando as outras disciplinas, com
um diagrama de barras associado, identificando as datas de início e fim da atividade e o tempo de
duração. Poderá estar incluso em outro cronograma geral juntamente com outras disciplinas. Deverá
ser gerado em ferramenta de software aprovada pela PETROBRAS.
6.2.2 Lista de Documentos de Projeto (LD)
Deve conter todos os documentos a serem emitidos no projeto e campos para o número do
documento, título, formato, revisão, propósito da emissão e data da emissão (última ou previsão).
Poderá estar incluso em outra lista geral juntamente com outras disciplinas.
6.2.3 Lista de Instrumentos (LI)
Deve ser emitida no formulário padronizado pela PETROBRAS N-2833. Deve conter todos os
instrumentos da unidade, inclusive instrumentos fornecidos com os equipamentos e “pacotes”. Os
instrumentos devem ser listados por malha, em ordem alfabética e crescente. A lista de instrumentos
deve ser elaborada no início do projeto e usada com ferramenta de controle de andamento do projeto,
portanto deve ser revisada, após inclusão ou exclusão de instrumentos, emissão ou cancelamento de
documentos, ou quando necessário. Os documentos somente devem ser lançados na lista após sua
emissão. Funções lógicas/matemáticas configuráveis e tagueadas devem ser indicadas na lista.
6.2.4 Lista de Cabos (LI)
6.2.4.1 Deve ser emitida nos formulários padronizados pela PETROBRAS N-2833. Caso a opção do
projeto seja pelo formulário simplificado, deve ser emitido, obrigatoriamente, o diagrama de
interligação elétrica. No preenchimento, utilizar folhas separadas por caixa de junção, ou por
armário/painel, e listar os tipos de cabos conforme a PETROBRAS N-1882. Todos os pares e bornes
reservas devem estar indicados.
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6.2.4.2 A lista de cabos de rede deve ser emitida em documento separado.
6.2.5 Listas de Materiais (LI)
6.2.5.1 Devem ser emitidas em formulário nos formatos A4 ou A3.
6.2.5.2 As listas devem mostrar o material, suas especificações técnicas, quantidades e revisões de
quantidade.
6.2.5.3 As listas podem ser organizadas por documento ou por tipo de material e devem sempre
relacionar os documentos de onde se originam as quantidades indicadas.
6.2.5.4 Caso no projeto não exista requisição de material, as descrições dos itens das listas de
materiais devem estar completas, possibilitando a compra.
6.2.6 Lista de Alarmes e Pontos de Ajuste (LI)
6.2.6.1Formulário conforme descrito na PETROBRAS N-2900, contendo as informações de alarme
de “pacotes” que forem disponibilizados na interface de operação da sala de controle, alarmes de
sistema, entre outros, que não são definidos no Projeto Básico.
6.2.6.2 A PETROBRAS N-2900 deve ser consultada para detalhamento do conteúdo de cada campo.
6.2.7 Lista de Entradas e Saídas (LI)
Deve ser emitida por equipamento (SDCD, CP de Segurança, CP etc.) em formulário no formato A4
ou A3. Deve conter, no mínimo, os seguintes campos:
a) “tag”;
b) tipo (entrada analógica, saída analógica, entrada discreta etc.);
c) endereço físico (identificação que permita localizar o ponto físico da entrada ou saída no
equipamento);
d) alimentação (2 fios ou 4 fios para entrada analógica ou nível de tensão para entrada e
saída discreta);
e) tipo de contato (NA/NF, para entrada discreta definir em função do contato do campo,
para saída discreta definir em função do contato do equipamento);
f) estado em operação (energizado ou desenergizado, para entrada e saída discreta);
g) redundância (sim ou não).
6.2.8 Lista de Comunicação (LI)
Deve ser emitida em formulário no formato A4. Deve conter todos os dados que são trocados por
cada via de comunicação entre equipamentos (SDCD, CP, CP de Segurança e outros) por meio
digital. As informações devem ser agrupadas conforme o tipo, de acordo com a organização do meio
de comunicação, tendo, no mínimo, os seguintes campos:
a) de (equipamento de origem);
b) para (equipamento destino);
c) tipo de comunicação (ModBus, ProfiBus ou outro);
d) “tag”;
e) função;
f) endereço lógico.
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6.2.9 Mapa de Carregamento (LI)
6.2.9.1 Deve ser emitido em formulário no formato A4. Deve conter a informação que permita
identificar os diversos cartões e os instrumentos neles alocados. Deve conter também a posição de
cada cartão no sistema tendo, no mínimo, os seguintes campos:
a) painel ou gabinete;
b) rack ou coluna;
c) posição ou “slot”;
d) tipo do cartão (entrada, saída, analógico, digital etc.);
e) modelo ou código;
f) posição dos instrumentos alocados (por cartão).
6.2.9.2 Os cartões de rede devem estar descritos de forma similar.
6.2.10 Especificação Técnica do Sistema de Supervisão e Controle (ET)
Deve ser emitida em formulário no formato A4. Deve definir os equipamentos, suas especificações
técnicas, as formas de comunicação entre os diversos componentes do sistema, com seus requisitos
técnicos e toda e qualquer informação técnica relevante para o correto entendimento do sistema de
supervisão. Pode ser complementada por outras especificações.
6.2.11 Documentação do Sistema Instrumentado de Segurança
A documentação do SIS deve ser distinta e destacada dos outros documentos de projeto. Deve ser
composta pelos documentos relacionados na PETROBRAS N-2595.
6.2.12 Memória de Cálculo de Dimensionamento de Elementos Primários de Vazão (MC)
Deve ser emitida em formulário no formato A4. Deve incluir o cálculo das dimensões, da vazão
máxima e do diferencial de pressão. Deve ser feita para elementos sob medida ou padronizados,
observando as considerações dos requisitos estabelecidos pelos critérios de projetos. Devem ser
informados o software e versão utilizados.
6.2.13 Memória de Cálculo de Dimensionamento de Válvula de Controle (MC)
Deve ser emitida em formulário no formato A4. Deve ser calculado o CV, nível de ruído, velocidade
de saída e faixa de controle (“stroke”) sendo observadas as considerações feitas pelas normas
aplicáveis e requisitos estabelecidos pelos critérios de projetos. Devem ser informados o software e
versão utilizados.
6.2.14 Memória de Cálculo de Dimensionamento de Válvula de Alívio e Segurança (MC)
Deve ser emitida em formulário no formato A4. Deve ser dimensionado o orifício das válvulas de
alívio e segurança, tendo como base os dados de processo, as normas aplicáveis e requisitos
estabelecidos pelos critérios de projetos. Devem ser informados o software e versão utilizados.
6.2.15 Memória de Cálculo de Dimensionamento de Poço de Temperatura (MC)
Deve ser emitida em formulário no formato A4 com base em dados de processo, em normas
aplicáveis e em requisitos de projeto. Todas as especificações devem ser registradas, incluindo
comprimento, diâmetro, espessura, geometria e material do poço. Devem ser informados o software e
versão utilizados.
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6.2.16 Memorial de Cálculo de Enlace Óptico (MC)
Deve ser emitido em formulário no formato A4. Deve apresentar o cálculo de atenuação óptica,
considerando todas as perdas no enlace (comprimento do cabo, emendas, conectores etc.), conforme
ISO/IEC 14763-3, observando as considerações dos requisitos estabelecidos pelos critérios de
projetos. Devem ser informados o software e versão utilizados.
6.2.17 Memória de Cálculo para Medição de Nível através de Pressão Diferencial (MC)
Deve ser emitida em formulário no formato A4. Deve incluir no cálculo as distâncias entre os bocais
(vasos, torres etc), os diferenciais de pressão, o líquido de selagem e sua respectiva densidade,
além dos valores (“range”) para a calibração do instrumento. Devem ser informados o software e
versão utilizados.
6.2.18 Memória de Cálculo para Elevação de Temperatura em Painéis (MC)
6.2.18.1 Devem ser apresentadas as memórias de cálculo de dissipação térmica dos painéis,
visando o dimensionamento do sistema de climatização do ambiente de instalação.
6.2.18.2 Este documento deve ser emitido em formulário no formato A4 e conter no mínimo as
seguintes informações:
a) dissipação térmica projetada por painel;
b) a área de dissipação considerada em função do arranjo;
c) o aumento de temperatura interna a meia-altura do painel, sem as medidas de
climatização propostas;
d) o aumento de temperatura interna no topo do painel, sem as medidas de climatização
propostas.
6.2.18.3 A apresentação dos resultados deve ser realizada em concordância com a IEC TR 60890 ou
com a IEC 61439-1.
6.2.18.4 Métodos de apresentação alternativos devem ser previamente acordados com a
PETROBRAS.
6.2.19 Fluxograma de Engenharia (DE)
Os requisitos gerais do fluxograma devem atender a PETROBRAS N-1692. Com relação à
instrumentação, deve conter as malhas de controle, indicação, alarme e intertravamento mostrados
de forma detalhada, com a função de cada instrumento, sua identificação e localização, tipo de sinal
de controle (pneumático, eletrônico) e tipo da instrumentação (painel convencional, SDCD, CP). Os
acessórios necessários à instalação dos instrumentos não devem ser mostrados, a menos que
necessários à compreensão das suas funções. As válvulas de controle devem ter indicadas a sua
posição em caso de falha. As válvulas de alívio e segurança devem ter indicados os diâmetros e
classe de pressão dos bocais de entrada e saída. Devem ser indicados, inclusive, os instrumentos de
unidades fornecidas em “pacotes”, quando não houver um fluxograma próprio dos mesmos. A
simbologia deve seguir os critérios da ISA 5.1.
6.2.20 Padronização de Material para Instrumentação (ET)
Deve ser emitida em formulário no formato A4. Deve ser o documento que descreve todas as
características técnicas dos materiais usados no projeto de instrumentação, sendo correlacionados
com os de tubulação. Como exemplo, pode ser citada a PETROBRAS N-1931.
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6.2.21 Diagrama de Interligação Elétrica (DE)
6.2.21.1 Deve ser emitido em formulário nos formatos A2 ou A1. O uso de outro formato de
formulário deve ser acordado previamente com a PETROBRAS. Deve conterinformações que
permitam a ligação dos cabos ou multicabos no instrumento, nas caixas de junção, nos armários, nos
painéis, identificando o borne, fio, cabo, eletrodutos, permitindo a ligação correta de todos os
elementos do circuito, desde o campo até o sistema de supervisão.
6.2.21.2 A separação por área física ou equipamento também é aceitável para atender as
necessidades de montagem no campo.
6.2.22 Diagrama de Segmento de Rede de Campo (DE)
6.2.22.1 Deve ser emitido em formulário no formato A3. O uso de outro formato de formulário deve
ser acordado previamente com a PETROBRAS. Aplicável para rede de válvulas motorizadas, redes
de instrumentos de campo, redes de monitoramento de máquinas e outras.
6.2.22.2 Deve conter informações que permitam o entendimento da rede como um todo, mostrando:
a) ponto de origem (interface com o Sistema Supervisório);
b) cabos de interligação com identificação, incluindo cabos de fibra óptica;
c) comprimento dos segmentos;
d) dispositivos e componentes principais;
e) elementos de interligação, caixas de junção, terminadores e outros acessórios.
6.2.22.3 Informações específicas de cada tipo de rede que propiciem um melhor entendimento e
organização das informações devem constar deste documento. Por exemplo, no caso de segmentos
de rede “Foundation FieldBus”, devem ser indicados:
a) consumo de corrente no segmento;
b) tempo do macrociclo;
c) tempo de comunicação assíncrona;
d) tempo de comunicação síncrona;
e) comprimento total;
f) valor da tensão (V) disponível para a alimentação de cada instrumento pertencente ao
segmento (cálculo de queda de tensão).
6.2.22.4 A emissão deste documento não elimina a necessidade de emissão do diagrama de malha.
6.2.23 Planta de Arranjo da Sala de Controle (DE)
6.2.23.1 Deve ser emitida em formulário nos formatos A1 ou A0. Deve apresentar a planta baixa da
sala de controle com todos os painéis e equipamentos (inclusive os futuros) que compõem a sala,
identificados e posicionados em escala, tendo indicada a sua altura. Indicar cortes da chegada dos
cabos, bandejas, canaletas e pisos falsos. Mostrar também os sistemas auxiliares como baterias,
telecomunicações, ar condicionado, pressurização e outros.
6.2.23.2 Prever espaço para circulação, entrada e saída de equipamentos e manutenção.
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6.2.24 Planta de Instrumentação Pneumática (DE)
6.2.24.1 Deve ser emitida em formulário nos formatos A1 ou A0. Deve ser feita na mesma escala e
limites da planta de tubulação, indicando equipamentos e colunas e as linhas de distribuição de ar
com seus diâmetros e elevações.
6.2.24.2 Os instrumentos e caixas de junção pneumáticas, sua locação e elevação, devem estar
indicadas, assim como as interligações entre instrumentos de campo e a simbologia utilizada.
6.2.24.3 Devem ser representadas a seta norte e coordenadas do desenho e quando forem mais de
dois desenhos deve haver, junto à legenda, uma planta-chave da unidade com a localização do
desenho em questão hachurada.
6.2.24.4 Devem constar no documento também dados como largura de bandejas, elevações e
mudanças de elevação, suportes, quantidade e identificação dos tubos e multitubos que nela
trafegam, e qualquer outro dado necessário à correta interpretação do documento e montagem.
6.2.24.5 Deve ser feito um sumário de todo o material constante na planta, inclusive os materiais de
suportes necessários à montagem, sendo aceitável uma lista emitida em separado, desde que
relacionada à planta.
6.2.24.6 É permitida a incorporação deste documento à planta de instrumentação elétrica, desde que
o documento não fique muito congestionado.
6.2.25 Planta de Instrumentação Elétrica (DE)
6.2.25.1 Deve ser emitida em formulário nos formatos A1 ou A0. Deve ser feita na mesma escala e
limites da planta de tubulação e/ou elétrica, indicando equipamentos e colunas.
6.2.25.2 Os instrumentos e caixas de junção elétricas e eletrônicas, sua locação e elevação, devem
estar indicados.
6.2.25.3 Dados como bitola dos eletrodutos, largura de bandejas, elevações e mudanças de
elevações, tipo de sinal, quantidade e identificação de cabos e multicabos, devem estar indicados no
desenho, assim como os suportes necessários.
6.2.25.4 Devem ser representadas a seta norte e coordenadas do desenho, número do desenho em
que a planta continua, e, quando forem mais de dois desenhos deve haver junto à legenda uma
planta-chave da unidade com a localização do desenho em questão hachurada.
6.2.25.5 Deve ser feito um sumário de todo o material constante na planta, inclusive os materiais de
suportes necessários à montagem, sendo aceitável uma lista emitida em separado, desde que
relacionada à planta.
6.2.25.6 A simbologia e codificação devem ser feitas conforme a PETROBRAS N-898, sempre que
aplicável.
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6.2.26 Planta de Encaminhamento de Multicabos na Sala de Controle (DE)
6.2.26.1 Deve ser emitida em formulário nos formatos A1 ou A0. Deve mostrar a forma de chegada
dos multicabos na sala de controle e o percurso que eles fazem até o seu destino. As interligações
entre os painéis devem, também, estar detalhadas, assim como cortes e detalhes de canaletas,
bandejas e eletrodutos com a identificação dos cabos e circuitos.
6.2.26.2 Indicar os pontos de aterramento para a instrumentação e os cabos de ligação deste ponto
às barras de terra da elétrica.
6.2.26.3 Deve ser feito um sumário de todo o material constante na planta, inclusive os materiais de
suportes necessários à montagem, sendo aceitável uma lista emitida em separado, desde que
relacionada à planta.
6.2.26.4 Os cabos e multicabos devem ser identificados de forma que se possa acompanhar o seu
encaminhamento dentro da sala.
6.2.27 Diagrama de Malha (DE)
6.2.27.1 Deve ser emitido em formulário no formato A3. Os instrumentos devem estar distribuídos em
colunas de acordo com a sua localização física (campo, caixa de junção, armário de rearranjo, painel,
SDCD e outros). Devem constar no documento todos os componentes da malha com seus “tags”, a
identificação de todos os terminais nos instrumentos, painéis, caixas de junção e armários, a
identificação de cabos e multicabos, a ligação a fontes de energia, mostrando os valores de tensão
e/ou pressão, representando também os fusíveis com suas capacidades e barras de aterramento.
6.2.27.2 O documento deve mostrar a malha completa, contendo inclusive as informações
pertinentes ao SDCD, tais como: borneiras, localização, endereçamento físico e representação
simplificada das funções configuradas.
6.2.27.3 Deve ser representada uma malha por folha, exceto quando forem somente de indicação,
onde até três malhas podem ser mostradas.
6.2.27.4 Devem ser representadas no documento a simbologia e codificação e conter folha índice
com os “tags” em ordem alfabética e o número da folha, quando o documento tiver mais de 15 folhas.
A ISA 5.4 deve ser utilizada como referência.
6.2.28 Diagrama Lógico (DE)
6.2.28.1 Deve ser gerado conforme o critério previsto na ISA 5.2 ou, no modelo de “Function Block
Diagram” (FBD) da IEC 61131-3, com as respectivas simbologias. Deve ser emitido em formato A3,
A2 ou A1 conforme definição do usuário, de forma a permitir o entendimento inequívoco da lógica.
6.2.28.2 Deve apresentar as lógicas e funções discretas a serem executadas, incluindo além
daquelas definidas no projeto básico, as lógicas de reconhecimento, rearme e contorno de funções
assim como de automatismos e seleção de partida de equipamentos (principal e reserva).
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6.2.28.3 As informações de uma mesma lógica devem (sempre que possível) estar contidas em uma
mesma folha, facilitando a compreensão. O documento deve representar a lógica na sua forma mais
simplificada.
6.2.28.4 Os valores de parâmetros ajustáveis como: temporizadores, contadores etc. devem estar
indicados de forma clara.
6.2.28.5 Deve incluir folha de índice com os “tags” em ordem alfabética e números das páginas onde
os “tags” são referenciados.
6.2.29 Detalhe de Instalação ao Processo (DE)
6.2.29.1 Deve ser emitido no formulário padronizado pela PETROBRAS N-2833, em conformidade
com a PETROBRAS N-2791.
6.2.29.2 Devem constar no documento, todos os materiais necessários à montagem, sua
especificação (classe de pressão, diâmetro, tipo do material), o limite de fornecimento entre a
tubulação e a instrumentação, orientação das tomadas, inclinação dos tubos nas montagens remotas,
e suas respectivas elevações.
6.2.29.3 Nos instrumentos de pressão diferencial as tomadas de alta e baixa pressão devem estar
claramente identificadas.
6.2.29.4 Deve haver uma folha com a simbologia utilizada e quando o documento tiver mais
de 15 folhas, um índice com os “tags” em ordem alfabética.
6.2.30 Detalhe de Instalação Pneumática (DE)
6.2.30.1 Deve ser emitido no formulário, padronizado pela PETROBRAS N-2833.
6.2.30.2 Devem constar no documento, todos os materiais necessários à montagem, sua
especificação (classe de pressão, diâmetro, tipo do material), o limite de fornecimento entre este
detalhe e a planta de locação pneumática, assim como toda a parte pneumática, desde a válvula de
bloqueio do suprimento de ar, até as interligações entre instrumentos, todos representados em uma
única página. Caso a instrumentação do painel seja também pneumática, os pontos de conexão até o
painel devem estar identificados.
6.2.30.3 Deve haver uma folha com a simbologia utilizada e quando o documento tiver mais
de 15 folhas, um índice com os “tags” em ordem alfabética.
6.2.31 Detalhe de Instalação Elétrica (DE)
6.2.31.1 Deve ser emitido no formulário padronizado pela PETROBRAS N-2833.
6.2.31.2 Devem constar no documento, todos os materiais necessários à montagem, sua
especificação (diâmetro, tipo do material, grau de proteção, tipo de proteção) e o limite de
fornecimento entre este detalhe e a planta de locação elétrica, geralmente um condulete.
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6.2.31.3 Deve haver uma folha com a simbologia utilizada e quando o documento tiver mais
de 15 folhas, um índice com os “tags” em ordem alfabética.
6.2.31.4 O detalhe deve trazer claramente indicado a qual classificação elétrica de área ele atende.
6.2.32 Diagrama Funcional (DE)
6.2.32.1 Deve ser emitido em formulário no formato A3 e a simbologia deve estar de acordo com a
PETROBRAS N-898.
6.2.32.2 Deve mostrar todos os circuitos elétricos que executam a lógica de controle e/ou
intertravamento de um equipamento ou sistema.
6.2.32.3 Devem constar no documento todas as alimentações, os instrumentos que façam parte do
circuito, chaves, fusíveis, reles e bornes.
6.2.32.4 Todos os elementos devem ser mostrados em condições de prateleira.
6.2.32.5 O documento deve ser orientado por endereços de forma a se achar facilmente os contatos
de um relé ou chave em outras folhas e vice versa.
6.2.33 Lista de Cargas Elétricas de Instrumentação (LI)
6.2.33.1 Deve ser emitida em formulário no formato A4 e deve conter a descrição das cargas
elétricas de instrumentação, sua localização, a potência, tensão e a frequência. (CA ou CC).
6.2.33.2 Para sistemas de alimentação confiável deve ser especificada a sua autonomia em caso de
falta da alimentação normal.
6.2.34 Detalhes Gerais de Montagem (DE)
6.2.34.1 Deve ser emitido em formulário no formato A3, podendo ser usados os formulários
padronizados pela PETROBRAS N-2833.
6.2.34.2 Devem ser incluídos neste documento detalhes de estruturas metálicas (painéis locais),
suportes para montagem de instrumentos, eletrodutos e bandejas.
6.2.34.3 Deve estar listado para cada detalhe de suporte os instrumentos ou equipamentos em que o
referido detalhe se aplica.
6.2.34.4 Deve haver uma folha com a simbologia utilizada e quando o documento tiver mais
de 15 folhas, um índice com os “tags” em ordem alfabética.
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6.2.35 Desenho de Arquitetura de Sistema de Automação e Controle (DE)
Deve mostrar de forma simbólica todos os equipamentos do sistema (SDCD, CP, Servidores de
Dados, CP de Segurança, STVM, STT, IHM, EMED, sistema analítico, unidades “pacotes” e outros),
com sua identificação, sua localização física e de que maneira se interligam. Neste documento devem
estar claros os tipos de redes, os meios de comunicação e os protocolos utilizados.
6.2.36 Folha de Dados de Instrumentos (FD)
Deve ser emitida nos formulários padronizados pela PETROBRAS N-2802. Deve conter as
informações necessárias ao projeto de detalhamento e à compra dos instrumentos.
6.2.37 Requisição de Material (RM)
Deve ser emitida de acordo com PETROBRAS N-1913 e N-2833.
6.2.38 Parecer Técnico (PT)
Deve conter:
6.2.38.1 Objeto
Definição do objeto, citando a documentação emitida para a compra.
6.2.38.2 Propostas
Apresentação da documentação recebida para análise técnica.
6.2.38.3 Análise Técnica
Resumo do trabalho de análise dos documentos recebidos, bem como do trabalho de ratificação,
homogeneização e uniformização dos itens analisados. Esta análise deve incluir prazos de
fornecimento.
6.2.38.4 Conclusão
Indicação conclusiva do parecer.
NOTA Quando houver mais de uma proposta, junto com o parecer técnico deve ser apresentado
um mapa comparativo das propostas apresentadas devendo conter todos os itens
relacionados nas folhas de dados, requisições de materiais e outros documentos
integrantes do pedido de compra.
6.2.39 Documentação Emitida pelos Fabricantes
Além dos documentos comuns de projeto já mencionados, a documentação emitida pelos fabricantes
deve incluir o descrito em 6.2.39.1 a 6.2.39.6.
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6.2.39.1 Cronograma de Fabricação (CR)
Deve ser elaborado, de preferência, pelo sistema PERT, diagrama de “Gantt” ou similar com a
identificação clara do(s) caminho(s) crítico(s) para a fabricação do(s) equipamento(s). Deve ser
fornecido juntamente com a proposta técnica, de maneira simplificada e apresentado pelo vencedor
da concorrência, de maneira detalhada.
6.2.39.2 Desenhos dos Equipamentos, Instrumentos, Telas de Interfaces Gráficas (IHM) e
Materiais (DE)
Devem ser emitidos para aprovação da projetista conforme prioridade para fabricação dos materiais,
bem como liberação de informações para o desenvolvimento do projeto. Devem, posteriormente, ser
emitidos em caráter certificado.
6.2.39.3 Lista de Documentos (LD)
A lista deve identificar todos os documentos a serem elaborados pelo fabricante e deve, para cada
documento relacionado, mostrar as datas previstas para sua emissão.
6.2.39.4 Relatórios de Ensaio (RL)
Os documentos de compra emitidos pela projetista devem definir quais os ensaios de “tipo”
necessários. Devem também definir a necessidade do envio de resultados de ensaios em
“protótipos”. Os relatórios dos ensaios realizados devem ser encaminhados ao órgão de projetos,
para apreciação, tão logo sejam efetuados, quer tenham sido assistidos pelo comprador ou não.
6.2.39.5 Manuais de Montagem,Operação e Manutenção de Equipamentos/Instrumentos (MA)
Documentos encaminhados pelo fabricante/fornecedor, ao órgão responsável pelo projeto executivo
contendo, no mínimo:
a) especificações técnicas do equipamento/instrumento, bem como todos os componentes
e acessórios solicitados;
b) desenhos esquemáticos e diagramas elétricos detalhados indicando componentes e
pontos de teste;
c) folhas de dados devidamente preenchidas “como comprado” ou “como construído”;
d) tabelas de comunicação (endereçamento lógico, exemplo: “ModBus”) que permitam a
configuração de todos os sistemas digitais interligados ao equipamento sendo fornecido
conforme padrão PETROBRAS;
e) procedimentos para montagem;
f) procedimentos para operação;
g) lista de peças sobressalentes para 2 anos de operação;
h) catálogos técnicos com todos os dados característicos;
i) relatórios de testes e ensaios;
j) instruções para armazenagem.
6.2.39.6 Certificados (CE)
Devem ser fornecidos os certificados que atestam o atendimento às especificações de compra ou
características específicas de instalação, uso ou desempenho, exigidos pela PETROBRAS, por
órgãos reguladores ou por legislação específica. Devem ser emitidos por entidades credenciadas
legalmente.
-PÚBLICO-
N-1883 REV. E 05 / 2016
IR 1/1
ÍNDICE DE REVISÕES
REV. A
Não existe índice de revisões.
REV. B
Partes Atingidas Descrição da Alteração
Todas Revisadas
REV. C
Partes Atingidas Descrição da Alteração
Todas Revisadas
REV. D
Partes Atingidas Descrição da Alteração
Todas Revisadas
REV. E
Partes Atingidas Descrição da Alteração
Todas Revisadas