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CLAREAMENTO DENTAL EM DENTES VITAIS

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CLAREAMENTO DENTAL EM DENTES VITAIS 
 
O sucesso do clareamento dental depende da técnica utilizada e da etiologia da alteração de cor (extrínsecas ou 
intrínsecas) 
Alterações extrínsecas: afetam o dente apenas externamente. 
- Café e chás: presença de taninos 
- Alimentos e bebidas com corantes 
- Tabagismo: nicotina e alcatrão 
- Placa bacteriana (biofilme) 
 
Alterações intrínsecas: incorporação de pigmentos no interior do esmalte e/ou dentina. 
 Intrínsecas congênitas: 
- Amelogênese imperfeita 
- Tetraciclina (7º mês de gestação aos 8 anos de idade) 
- Displasia dentinária 
- Dentinogênese imperfeita 
 Intrínsecas adquiridas: 
- Pré-eruptivas: tetraciclina e flúor 
- Pós-eruptivas: iatrogenias, material restaurador, necrose pulpar, traumatismos, envelhecimento dental, minociclina, nicotina. 
 
Agentes clareadores: Fazem a liberação de radicais livres que promovem oxidação de pigmentos associados aos tecidos dentais. 
Deve permanecer em contato com o dente por tempo suficiente para penetrar no dente até encontrar os pigmentos. 
Pigmentos: Os pigmentos de cadeias complexas (anéis de benzeno e duplas ligações) acabam sendo fracionados em cadeias mais 
simples (através da oxidação). Os agentes clareadores transformam as moléculas complexas dos pigmentos em moléculas simples. 
Essas cadeias simples absorvem menos luz e se tornam mais claros. 
Agentes clareadores: quebram tais anéis benzênicos e duplas ligações 
- H2O2 (peróxido de hidrogênio) que pode se decompor em agua e oxigênio, agua e íon oxigênio, duas hidroxilas ou OOH
- e H+ - 
radicais livres. 
- Peróxido de carbamida: 36% de sua decomposição é H2O2 que se decompõe em radicais livres, outra parte de sua decomposição 
é ureia que se decompõe em amônia e gás carbônico. A ureia aumenta pH do meio (básico) e faz com que peroxido de hidrogênio 
se degrade mais devagar, agindo por mais tempo. 
 
PROTOCOLOS DE CLAREAMENTO: 
- Clareamento de consultório 
- Clareamento autoadministrado (caseiro) 
Limitações: paciente fumantes, gestantes (problemas gengivais), sensibilidade cervical, pacientes jovens com câmara pulpar ampla 
e pouca dentina, presença de trincas (ficam mais perceptivas). 
 
- Clareamento de consultório 
Anamnese, verificar expectativa do paciente, sensibilidade, hábitos (como tabagismo), condição oral, restaurações, recessão 
gengival etc. 
Uso possível de: peroxido de hidrogênio (35% a 40%) ou peroxido de carbamida (33% e 37%) 
O padrão ouro é o uso de peroxido de hidrogênio 35% tendo baixo peso molecular (grande poder em penetrar esmalte e dentina), 
capacidade de desnaturar proteínas (tornando moléculas mais simples) e aumento da ação clareadora. 
Protocolo para aplicação: 
- Afastamento labial e profilaxia prévia (agua e pedra pomes). 
- Tomada de cor inicial (mostrando ao paciente e fotografando). 
- Confecção de contentor (retentor) de língua com silicone adaptada para o paciente. 
- Aplicação de jato de ar na região de sulco gengival para reduzir umidade para aplicação da barreira. 
- Aplicação da barreira gengival (seringa com ponta aplicadora – não possui adesão química) de 1 a 1,5mm na região cervical do 
dente e 2 a 3mm nas gengivas. Colocar ate ultimo dente que aparece no sorriso. Evitar colocar barreira em áreas de inserção 
muscular para evitar deslocamento da barreira. Evita queimadura química do agente clareador. Atenção para colocar em papilas e 
ameias, essas devem estar protegidas. Barreira gengival deve ser fotopolimerizada. 
- Aplicação do peroxido de hidrogênio: 3 aplicações de 15min cada (entre as aplicações não lavar, remover com gaze e sucção) ou 
1 de 45min. 
- Manipulação do gel: H2O2 é liquido e deve ser misturado com gel espessante fornecido pelo fabricante para controlar 
escoamento na proporção 3:1. Sendo na clinica, 15 gotas de peroxido para 5 gotas do espessante sendo misturados por 40s até 
formar gel homogêneo. 
- Lavar apenas na ultima aplicação da consulta, após ter aspirado a maior quantidade. 
- Remover barreira gengival fotopolimerizada com instrumental. 
- Tomada de cor final e registro fotográfico. 
- Polimento com pasta diamantada e disco de feltro (não obrigatório e nem consenso). 
 
Intercorrências: 
o Contato do agente clareador com tecidos moles. Devemos aplicar solução neutralizante FGM 1,25% catalase. 
o Paciente com sensibilidade durante a sessão. Devemos suspender a aplicação imediatamente. 
o Paciente com sensibilidade após a sessão. Devemos aplicar agente dessensibilizante (ex: nitrato de potássio). Protocolo: 
afastamento labial, secagem dos dentes com jato de ar, aplicar 1-1,5mm de dessensibilizante sobre o dente, remover 
com sucção e gaze, lavagem. 
o Recomendar que o paciente não fume nas primeiras 24h 
o Pode receitar anti-inflamatório para o paciente 
o Dentes podem parecer muito claros após a sessão, pois estão desidratados. Com o tempo vão se reidratando e 
ajeitando a cor. 
 
Vantagens do clareamento de consultório: resultados mais acelerados, conforto para o paciente, melhor monitoramento pela 
profissional, ideal para pacientes não colaboradores, indicado para bruxistas e com desordens na ATM, pode ser realizado seletivo 
(em regiões pontuais). 
Geralmente são realizados 3 a 4 sessões de clareamento com intervalo de pelo menos 7 dias entre as sessões. Tipo de 
manchamento: tetraciclina exige maior numero de sessões. 
Papel da luz: fornecimento de calor (pode acelerar decomposição do peróxido, independente de tipo de luz, podendo penetrar 
mais, mas pode causar danos à polpa e hipersensibilidade) – luz mais relacionada ao marketing. 
- Clareamento autoadministrado (caseiro) 
Com orientação do CD, mas o paciente aplica. 
- Peroxido de hidrogênio – diversas concentrações (6, 7.5 e 10%) 
- Peroxido de carbamida – diversas concentrações (10, 15, 16, 20 e 22%) 
Anamnese, verificar expectativa do paciente, sensibilidade, hábitos (como tabagismo), condição oral, restaurações, recessão 
gengival etc. 
É necessário moldagem para confecção das moldeiras, feito em gesso tipo III em plastificadora a vácuo. Moldeira recortada 1 a 
2mm acima da margem gengival. 
Demonstrar como aplicar o clareador na moldeira na face vestibular. Deve aplicar o conjunto moldeira e deixar por 1 ou 2 horas 1x 
ao dia. O CD deve avaliar a cada 7 dias e tomar cor. 
Vantagens: técnica simples, fácil aplicação, pouco tempo de atendimento clinico, não promove alteração em periodonto ou 
restaurações, pode ser usada em vários dentes simultaneamente, custo reduzido, mesmos resultados que o de consultório (1 
semana de caseiro = 1 sessão de consultório). 
Técnica mista: 
2 sessões de clareamento de consultório (PH 35%) e 14 dias de clareamento caseiro (PC 10%).