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Sistema respiratório pulmoes

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Sistema respiratório – pulmões
· Pulmões
Diferenças anatômicas interespécies – divisão em lobos e lóbulos: lobo e a estrutura macro, os lóbulos são segmentos de grupos de alvéolos. Os bovinos e suínos tem pulmões com lóbulos bem definidos, equinos tem pulmão intermediário, e felinos e cães tem lobos bem definidos, quase sem lóbulos, quase sem tecido conjuntivo.
O grau de lobulacao e importante, pois tem relação com a movimentação de ar, com que ele flua de um grupo de alvéolos aos outros que e feita por poros de kohn(comunicação entre os lóbulos que facilitam a comunicação de ar) responsáveis pela união de grupos de alvéolos/ventilação colateral. Ruminantes não tem uma boa comunicação entre lóbulos, ao contraria dos carnívoros, por exemplo.
Anormalidades de inflamação:
a. Calcificacao(calcinose): pode ser distrófica (necrose) ou metastática ( por plantas calcinogenicas como Solanum malacoxylum ou hiperparatireoidisto). Torna o órgão rígido, sem elasticidade, o cálcio se deposita no septo alveolar (aumenta distancia entre células endotelial e pneumocito, eficiências das trocas gasosas e diminuída). Granulomas e alguns abscesso podem causar calcificação
Anormalidades de inflacao
b. Atelectasia: ocorre quando há colabamento da estrutura alveolar e o pulmão não consegue inflar tornando-o escuro, de consistência firme. Pode ser doença congênita ( devido a obstrução do trato respiratório, ou deficiência na produção de surfactante- subtancias produzida por pneumocito do tipo 2, diminui a tensão superficial que permite que os alvéolos não colabem) ou adquirida que pode ser: 
Compressiva: devido a compressão externa, como tumores/massas, Timpanismo, efusão pleural, hidrotorax;
Obstrutiva: devido a aspiração/produção de exsudato;
Hipostática: edema pulmonar, quando animal fica em decúbito lateral por muito tempo;
Massiva: obstrução de ramos maiores como grandes artérias, brônquios e bronquíolos importantes, inalação de oxigênio em alta concentração de 80 a 100%, faz com que seja rapidamente absorvido e faz com que ocorra colabamento.
c. Enfisema : e a hiperinflação dos alvéolos que pode levar a ruptura da parede alveolar, sendo em animais sempre uma patologia secundaria, como por exemplo a obstrução de ar que ocorrem nas bordas dos pulmões de bovinos por agonia em abatedouros. Os grupos de alvéolos vao se rompendo e coalescendo, tornando o saco alveolar em bolsa alveolar que tem menor capacidade de trocas gasosas. Outras causas primarias que levam a enfisema e dificuldade de expiração do ar (processo passivo, pode estar relacionado a obstrução) ou devido a dificuldade de inspiração (processo ativo).
Quando se tem uma pneumonia com produção de exsudato, por exemplo, as vias áreas(bronquíolos, brônquios e alvéolos) ficam parcialmente ou repletos com líquidos/exsudato. Para conseguir respirar e necessária mais forca, o ar forca a passagem para dentro do alvéolo, mas como a expiração e um processo passivo, o ar entra nos alvéolos, mas a saída do ar não tem a mesma pressão pra vencer o exsudato que esta obstruindo a passagem. Em um próximo ciclo ocorre a mesma coisa. O ar residual se acumula ao longo do tempo, tendendo a dilatação dos alvéolos ate que a parede se rompa, formando grandes bolsões de ar, geralmente nas extremidades do pulmão, onde há acumulo de exsudatos e onde o retorno do ar e mais difícil.
Macroscopicamente há aumento de volume principalmente nas bordas (hipercrepitantes, hiperinflamadas e mais claras), sendo principalmente pulmonar, mas em bovinos devido a quantidade de poros de kohn pode ser um enfisema intersticial. A inflação dos alvéolos e ruptura, produz uma área geralmente na borda sensível, havendo possibilidade de rompimento dessas áreas do pulmão, e o ar extravasar para a cavidade torácica, ocorrendo um pneumotórax(acumulo anormal de ar entre a pleura e o pulmão causando colabamento do pulmão – devido a pressão negativa que faz com que o diafragma consiga fazer os pulmões inflarem).
Distúrbios metabolitos e circulatórios
Hiperemia/congestão: e importante do ponto de vista inflamatório, pois o pulmão se encontra hiperemico em pneumonias. A congestão e encontrada em casos de ICCE. De processos regentes como pneumonias agudas
Hemorragia: traumas, coagulopatias( dificuldade de coagulação sanguínea), CID, sepse, HPIE (hemorragia pulmonar induzida pelo exercício que ocorre em equinos em exercício intenso, ocorre sangramento pulmonar e ate epitaxe-hemorragia nasal).
Edema: edema pulmonar, causa mortis devido a insuficiência respiratória, hemodinâmico ( não inflamatório. Exemplo: ICCE, e por aplicação de soro intravascular em grande volume de forma rapida) ou aumento de permeabilidade ( inflamatório). Pode ocorrer dentro do alvéolo, e pulmões lobulados pode ocorrer nos septos e subpleural (pleura com aspecto gelatinoso), a pleura retrai levemente porque o pulmão esta com volume aumentado. O aspecto dos pulmões ficam brilhantes, gelatinosos, impressão das costelas e drenam ao corte um liquido espumoso – espuma devido a movimentos respiratórios com proteínas( pode atingir a traqueia e as narinas).
Embolia: o que cair dentro de uma veia se for um embolo com tamanho maior que dos capilares, param no pulmões. Gordura, fragmento de ossos, liquido amniótico, tromboêmbolos, embolos de bactérias.
Neoplasias pulmonares
As primarias são raras, ocorrem em 0,5% dos cães e 0,2-0,3% dos felinos. As mais comuns porem raras, são carcinomas pulmonares. Animais mais acometidos por viverem em centros urbanos, pois contato com carcinógenos por via aerogena e maior. Secundarias são as metástases e são muito comuns – carcinoma de tireoide e mama em felinos, carcinoma uterino em vacas, hemangiossarcoma, osteossarcoma, melanoma, linfoma e carcinoma de mama em cães. Padrão de distribuição de metástases e aleatório. 
Pleura e cavidade torácica
· Calcificação pleural: podem acontecer em animais com distúrbios renais graves (hiperparatireoidismo secundário renal), casos de intoxicação com vitamina D ou analagos. O aspecto da lesão e estriado, formando grandes costas esbranquiçadas e ocupando toda a musculatura (no corte e possível escutar a faca ranger). 
· Pneumotórax: e uma doença importante, pois há um acumulo anormal de ar entre pleura e pulmão causando o colabamento do pulmão (devido a pressão negativa que faz com que o diafragma consiga fazer os pulmões inflarem). Pode ser causado por trauma de tórax (como fratura de costela), devido a biopsia (iatrogênico, punção), ruptura de pulmão, traqueia e brônquios. Na necropsia, para analisar a pressão negativa do tórax deve-se perfurar o diafragma para ver se há entrada de ar dentro da cavidade, e o diafragma abaixa. 
· Efusão pleuras: pode ser dos tipos:
-transudato: pouca proteína e sem infiltrado inflamatório – ICC, variações de pressão hidrostática, translucido;
-exsudato: muitas proteínas e pode ter células inflamatórias e restos celulares-inflamacoes); pode ter texsudatos purulentos devido a bacterias
-sangue: hemotórax, hemorragias – devido a rupura de vasos, pulmao
-linfa: quilotórax, ruptura do ducto torácico);
· Pleurite/pleurisia: e a inflamação da pleura (visceral ou parietal), sendo que o exsudato presente pode variar dependendo do agente infeccioso. As principais consequências são as aderências resultantes do processo inflamatório (pus, fibrinas) e a cicatrização, tornando a respiração mais difícil. Mais comum encontrar como parte da broncopneumonia fibrosa (pasteurelose pnemonica bovina e ovina como pleuropneumonia bovina/suína são alterações inflamatórias fibrinosas onde encontra grande quantidade de fibrina recobrindo a pleura). Em PIF encontra lesões piogranulomas e na pleurite fibrinosa o aspecto macroscópico e uma superfície rugosa, substancia esbranquiçada recobrindo.
· Neoplasia: mais frequente e mesotelioma, apesar de ser raro. Nódulos múltiplos arborescentes (parecem couve flor, esbranquiçadas e arborescentes alguns locais avermelhados). Mesoteliomas formam pequenas projeções, que tem aspecto de couve flor, são nódulos. E um turmor malignos. Cavidade