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/ Nesta webaula, estudaremos conceitos básicos de extrema utilidade na vida de um pro�ssional na área de farmacologia. Nesse sentido, veremos as de�nições dos seguintes tópicos: droga, fármaco, medicamento, remédio, forma farmacêutica e biodisponibilidade. Conceitos básicos: droga e fármaco Apesar de vários autores apresentarem certas variações nas de�nições, o conceito de droga pode ser entendido como uma substância química que, não sendo um nutriente, e, quando administrada em um organismo vivo, pode produzir algum efeito biológico, ou seja, alterações celulares com resultados bené�cos ou não. A de�nição de fármaco é que este representa uma substância química de�nida, com estrutura conhecida e que terá uma ação bené�ca pré-determinada ao organismo receptor, seja ela para pro�laxia, tratamento ou diagnóstico. Então todo fármaco é uma droga, mas nem toda droga é um fármaco. Conceitos básicos: medicamento e remédio Os medicamentos são produtos farmacêuticos que devem ser obtidos ou elaborados a partir de um processo farmacêutico, ou seja, uma manipulação ou industrialização, e que passem a ter uma ação bené�ca para o organismo. Já o remédio possui um conceito mais amplo, podendo ser qualquer terapia, seja ela medicamentosa ou não, e que traga alguma melhoria ou bem-estar para o paciente. Por isso, um remédio pode ser uma massagem, uma conversa, acupuntura ou qualquer outra técnica aplicada ao paciente. Chegamos à conclusão de que todo medicamento é um remédio, mas nem todo remédio é um medicamento. Conceitos básicos: forma farmacêutica e biodisponibilidade A forma farmacêutica de um medicamento implica diretamente na via de administração e esta, por sua vez, possui uma in�uência muito grande na velocidade de absorção do fármaco, o que determina, também, o tempo de ação do fármaco. Um outro fator que deve ser levado em consideração é a biodisponibilidade de um medicamento, a qual depende da via de administração e também da forma farmacêutica adotada, sendo conceitos que interagem e podem gerar interferências entre si. A seguir, veremos alguns tipos de formas farmacêuticas de um medicamento: Medicamento genérico É um medicamento similar a um produto de referência ou inovador, que pretende ser intercambiável com ele; geralmente é produzido após a expiração ou renúncia da proteção de patente ou de outros direitos de exclusividade, após comprovada a sua e�cácia, segurança e qualidade e após sua designação pela DCB ou, na sua ausência, pela DCI. Medicamento de referência Produto inovador registrado no órgão federal responsável pela vigilância sanitária e comercializado no País, cuja e�cácia, segurança e qualidade foram comprovadas cienti�camente junto ao órgão federal competente, por ocasião do registro. Medicamento de similar É aquele medicamento que contém o mesmo ou os mesmos princípios ativos, apresenta mesma concentração, forma farmacêutica, via de administração, posologia e indicação terapêutica, e que é equivalente ao medicamento registrado no órgão federal responsável pela vigilância sanitária, podendo diferir somente em características relativas ao tamanho e forma do produto, prazo de validade, embalagem, rotulagem, excipientes e veículo, devendo sempre ser identi�cado por nome comercial ou marca. Para uma droga atuar e produzir seus efeitos sistêmicos característicos, deve primeiro ser absorvida e então atingir uma concentração e�ciente em seu local de ação. A absorção da droga geralmente é de�nida como a passagem da substância de seu local de administração para a corrente sanguínea (ADAMS, 2003). Farmacologia Conceitos básicos Você sabia que seu material didático é interativo e multimídia? Isso signi�ca que você pode interagir com o conteúdo de diversas formas, a qualquer hora e lugar. Na versão impressa, porém, alguns conteúdos interativos �cam desabilitados. Por essa razão, �que atento: sempre que possível, opte pela versão digital. Bons estudos! / E, para �nalizarmos nossos estudos, é interessante que nos aprofundemos um pouco mais na biodisponibilidade. A biodisponibilidade de um medicamento depende da via de administração e da formulação farmacêutica disponível, que são associadas entre si. Além disso, ambas podem ser fatores importantes na adesão do paciente ao tratamento. Finalmente, devemos lembrar que a escolha da via de administração não depende somente de fatores farmacológicos e farmacocinéticos, mas também de fatores clínicos e tecnológicos, sendo que a formulação medicamentosa condiciona, muitas vezes, a via de administração (VASQUEZ, 2010). Estude sobre esse conceito e veja um pouco mais sobre as vias de administração de fármacos em: VASQUEZ, M. L. M. Vias de administração. In: BARROS, E.; BARROS, H. M. T. Medicamentos na prática clínica. Porto Alegre: Artmed, 2010.