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Universidade Estácio de Sá Curso de Teologia Filosofia da Educação Proposta de prática como componente curricular Professor tutora: Antonio Sérgio de Giacomo Macedo Aluno: Alexandre Pozzo Salomão José Número: 202003016012 Data: 14/09/2020 Entrevista com um professor/a, de qualquer etapa da educação; educação infantil, ensino fundamental, ensino médio ou ensino superior. Esse relatório tem a finalidade de apresentar a proposta de prática com componente curricular realizada com a professora Simone Predes Teixeira Ponce de Carvalho, com formação em: - Magistério. - Pedagogia - Pós-graduação em processo de conclusão em ludopsicopedagogia. - Especialização em educação infantil e infância. Atualmente leciona na escola Escola turma da Monica localizado à Rua: Horácio Wells 540 – Bairro Irajá, Rio de Janeiro Com objetivo de refletir e pensar sobre as relações de aprendizados existentes na sala de aula, o dia a dia, utilizando o conhecimento do conteúdo estudado na matéria de Filosofia da Educação. Introdução A educação é importante para o desenvolvimento das pessoas em todos os setores de sua vida, visto que vivemos em sociedade e nesse caso a educação se faz necessária para a formação de cidadãos e indivíduos conscientes. Não se pode negar que a educação passou por uma série de transformações no decorrer do tempo, e que existem inúmeros problemas, ainda mais no que diz respeito ao ato de educar. Educar não é uma tarefa fácil, muitos professores hoje em dia, se encontram desestimulados de sua prática como educador, no entanto educar não é tarefa apenas do professor, a sociedade em geral também tem grande influência na formação pessoal de cada ser humano. A nossa sociedade precisa entender e reconhecer que é através da educação que o indivíduo se tornará alguém mais tolerante e consciente acerca de seus próprios atos em relação ao outro, e que a educação é imprescindível para a organização, sendo assim, estaremos caminhando para uma efetiva mudança no cenário do nosso país, investindo mais recursos em educação. O que é ensinar? Muito tem se questionado o que é ensinar e como ensinar. O ato de ensinar não se baseia simplesmente em passar o conteúdo, mas em utilizar o conteúdo a ser ensinado como instrumento. Esse instrumento que o professor utiliza tem o objetivo de socializar o aluno, ou melhor, de humanizar o aluno. Podemos aqui nos lembrar de neutralidade, mas a didática não é neutra, a maneira que ensinamos imprime e muito no aluno a visão que ele tem do mundo. Sendo assim, não ensinamos somente o conteúdo, mas também o modo de agir em sociedade. Podemos resumir da seguinte maneira, o trabalho educativo é o ato de produzir direta e intencionalmente em cada indivíduo singular, a humanidade que é produzida histórica e coletivamente pelo conjunto de homens, o professor tem um compromisso político com o aluno. Grande parte dos alunos perguntam: por que eu preciso saber disto? E a didática atual postula que nosso papel é mostrar utilidade dos conhecimentos que eles estão adquirindo, pois foi-se a época em que os professores simplesmente pregavam a matéria para os alunos, e esses somente aceitavam. Agora tudo isso é mais fácil? Não! Exige prática e cada vez mais estudo, e não custa nada tentar métodos novos em tempos modernos, tudo com o objetivo final de formarmos não melhores alunos, mas melhores seres humanos que precisam conviver em sociedade. Como você escolhe seus procedimentos de ensino? Uma das principais dificuldades dos professores se trata de escolher qual o melhor método de ensino para utilizar em sala de aula. Isso porque um determinado método de ensino funciona melhor para alguns alunos, mas pode ser menos eficaz para outros. Além disso, há aqueles professores que adotam determinadas metodologias e que tem complicações para serem mais flexíveis. Por esse motivo gosto de utilizar a multiplicidade de métodos de ensino a meu favor, aquele que o momento pede, apesar das diferenças entre esses métodos, o objetivo é sempre o mesmo: promover uma formação de qualidade, por meio de conhecimentos sólidos repassados para os alunos, usando a tecnologia como aliada, um dos maiores desafios do mundo contemporâneo está no adequado uso da tecnologia em seu favor, em sala de aula. Você se baseia em algum Teórico? Qual? Como? Sim, gosto muito dos métodos de Paulo Reglus neves Freire, porque no meu olhar mais amplo ele é considerado o mentor da educação para a consciência, ele defendia com objetivo da escola ensinar a criança a “ler o mundo” para tranforma-lo, utilizando na prática as propostas desenvolvidas pelo educador brasileiro, tendo como ponto de partida a linguagem e o diálogo, e se caracteriza por ser dinâmica que se faz e refaz a partir da interação coletiva, entre professores e alunos, a experiência dos estudantes no processo ensino-aprendizagem, de modo que eles consigam enxergar sentido e propósito nos estudos, desenvolver uma visão crítica sobre o mundo e adquirir o conhecimento com maior facilidade. Durante as aulas os alunos costumam ficar sentados em círculo, para que o diálogo e a interação sejam favorecidos e o aprendizado ao alcance de todos, sem barreiras e hierarquias. Como acontecem relações interpessoais em sala de aula? Como você trabalha os conflitos? Aqui na verdade as relações se estendem além da sala de aula, pois acreditamos que todos os alunos, educadores/funcionários, pais e familiares, tem seu papel no processo educacional. No ambiente escolar, as relações interpessoais são sempre próximas e afetivas e se constroem na perspectiva de um novo papel social para os alunos, o de estudantes que aprendem a conviver numa coletividade, a colocar e respeitar limites, manifestar opiniões e desejos, a ouvir e negociar. O contexto escolar é especialmente favorável à construção da cidadania, e os alunos assumem como parte de sua responsabilidade profissional a educação para a vida na esfera pública, o que inclui disposição para o diálogo, para relações positivas com as diferenças, para a tolerância e o respeito mútuo. Primeiro, enxergar o conflito de outra forma, pois quando enxergamos o conflito como algo negativo reagimos a ele com negação, fuga ou violência, seja ela verbal, física ou psicológica, nessa abordagem o outro é visto como adversário, que deve ser vencido. Por outro lado, quando percebemos o conflito como algo positivo reagimos a ele de forma construtiva, os conflitos funcionam como alavanca para aperfeiçoar a cooperação, o diálogo e o ambiente de convívio, o educador aqui deve ser visto como um mediador e não como inimigo. Manter uma boa relação entre professor e aluno é essencial para que os conflitos sejam vistos de outra maneira, envolver os estudantes na criação de normas e nas soluções de conflitos, quanto maior a identificação com uma causa, mais nos responsabilizamos e contribuímos para sua efetivação, pois crianças e adolescentes tem necessidades de se sentir parte de algo. Sendo assim, para que um sistema de regras de convivência na escola seja efetivo, é preciso incluir os estudantes no processo de criação das normas. Aprender a prevenir, gerir e resolver conflitos, conflitos latentes, que estão na iminência de ocorrer, a melhor estratégia é a prevenção. Há conflitos que são solucionáveis, uma vez que é impossível extinguir os motivos que lhe causaram. Os conflitos por diferença de gerações por exemplo, uma vez que é impossível dissolver a diferença de idade, criar espaço de troca de experiência, é uma boa alternativa para que alunos e educadores conheçam a realidade uns dos outros. Por fim, há conflitos que podem ser resolvidos bem, quanto a esses, é necessário envolver todas as partes relacionadas para que através do diálogo, possam compreender a situação construindo soluções em cooperação, assim os estudantes desenvolvem uma noção de responsabilidade e respeito ao lidar com suas relações sociais. Lidar com conflito é um dos grandes desafios da escola, eles por muitas vezes são diários, no mundo contemporâneo. Além disso as mudançasno cenário educacional são cada vez mais frequentes e muitas vezes lidar com essas transformações é desafiador. Conclusão A conclusão é que cada professor tende a desenvolver o seu próprio perfil, influenciado ou não por alguma prática pedagógica específica, tendo em vista sempre a necessidade e as potencialidades de seus educandos. O papel fundamental é buscar sempre novas alternativas de ação em sala de aula, estar em permanente reflexão crítica sobre práticas pedagógicas, pois mais importante do que o tipo de prática usada, é a forma como ela é direcionada e vivenciada e o motivo de sua realização. Assim a escola tende a se tornar interessante ao aluno, na medida que são envolvidos em atividades que promovem sua participação ativa. O papel fundamental da Filosofia da Educação é tornar o homem um ser inconformado com o que lhe é posto para assim construir seu próprio pensamento sobre a realidade a qual vive, fornecer subsídios para que o mesmo construa conhecimento significativos que o permita ter condições de conhecer e garantir seus direitos, esse processo de mudança e construção de um ideário pedagógico tanto individual, como coletivo, é sempre dinâmico, pois a Filosofia não é um mundo fechado, pronto e feito, mas um mundo aberto e em pleno desenvolvimento. Notamos que a educação tem tido por finalidade, apenas a formação técnica das pessoas, permanentemente refletindo criticamente sobre a prática pedagógica viabilizando somente o processo ensino – aprendizagem de conteúdo em sala de aula, mas a educação deve ser vista como muito mais que isso. Uma vez que, entender a educação como instrumento de inclusão para a possibilidade de melhoria na qualidade de vida do indivíduo é consequentemente beneficiar uma nação inteira. Fontes de pesquisas https://jus.com.br/artigos/69263/a-importancia-da-educacao-na-construcao-de-uma-sociedade-mais-justa https://pt.wikipedia.org/wiki/Pedagogia_da_Autonomia https://siteantigo.portaleducacao.com.br/conteudo/artigos/educacao/a-arte-de-ensinar/14161 https://educador.brasilescola.uol.com.br/estrategias-ensino/trabalhando-as-relacoes-interpessoais.htm