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FP105 – Portfólio
Portfólio 
INDICAÇÕES GERAIS:
Para a elaboração do Portfólio, devem ser seguidas, fielmente, as indicações dadas no Guia do Portfólio, tanto em termos de estrutura como de conteúdo.
Extensão: 32 páginas, no máximo (sem contar as instruções e os enunciados).
Tipo de letra: Arial.
Tamanho: 11 pontos.
Espaçamento entre linhas: 1,5.
Alinhamento: Justificado.
O trabalho deve ser realizado neste documento Word e seguir o procedimento oficial de entrega. Sob nenhuma hipótese ele deve ser enviado ao e-mail do(a) professor(a).
Finalmente, o trabalho que não cumprir as condições de identificação não será corrigido. 
NOME: EDERVAL PEREIRA DE SOUZA
USUÁRIO: BRFPMME1207920
PROFESSORA: KATHILÇA SOUZA 
DATA: 20/07/2024
PORTIFÓLIO I
Barra do Bugres/MT – Brasil
2024
Índice
Introdução .......................................................................................................................... 4
Ponto de Partida ................................................................................................................ 5 
Experiências de Aprendizagem ....................................................................................... 10
Reflexão Pessoal ............................................................................................................. 19
Outras experiências relevantes ........................................................................................ 22
Autoavaliação ................................................................................................................... 23
Plano de Ação .................................................................................................................. 24
Referências bibliográficas ................................................................................................ 24
1. Introdução
Com o intuito de aprofundar os conhecimentos na área de formação buscamos no mestrado essa imersão profunda, de forma a ampliar ainda mais os saberes e experiências obtidos ao longo dos mais de 30 anos de trabalho como educador. Investir em qualificação sempre foi um aspecto decisivo em nossa carreira profissional, com possibilidade inclusive, de nos tornar um pesquisador em educação. 
O PNE (BRASIL, 2001, p. 40), trata da formação continuada dos professores como uma das formas de valorização do magistério e melhoria da qualidade da educação:
É fundamental manter na rede de ensino e com perspectivas de aperfeiçoamento constante os bons profissionais do magistério [...] A formação continuada dos profissionais da educação pública deverá ser garantida pelas secretarias estaduais e municipais de educação, cuja atuação incluirá a coordenação, o financiamento, e a busca de parcerias com as Universidades e Instituições de Ensino Superior.
Nessa perspectiva o professor reflexivo ainda é um dos maiores pontos de apoio para a formação do aluno pesquisador; muito mais que um multiplicador de conteúdos, o professor como orientador, por meio da formação continuada, será capaz de promover a valorização do magistério e democratização dos saberes, acesso e apropriação do conhecimento que possa atender as demandas atuais, preparando o discente para o enfrentamento das situações desafiadoras do mundo globalizado.
Segundo Saviani (2000), a função social da escola é transmitir o conhecimento historicamente construído ao longo do tempo, para que o indivíduo perceba criticamente a realidade social e possa se comprometer com a sua transformação.
Este portfólio reúne parte do aprendizado adquirido ao longo dos três primeiros quadrimestres onde relacionamos as principais ideias e trabalhos desenvolvidos e suas implicações práticas, bem como avaliar nosso progresso acadêmico, tornando-se uma ferramenta prática de acesso ao histórico das atividades realizadas e as experiências adquiridas.
O documento apresentado objetiva uma reflexão de nossa evolução acadêmica através das experiências de aprendizagem abordadas que foram mais significativas no bloco comum do curso.
Iniciamos relembrando através do “Ponto de Partida”, nossas impressões e expectativas prévias. A escolha da profissão, o trabalho a ser desenvolvido e a visão ampliada de ser agente de transformação, nos prepararam para chegar nesse nível. 
As experiências de aprendizagem apresentadas, demonstram as aplicações práticas dos conteúdos e vislumbra a mudança de paradigmas, além de nos inspirar a ter novas vivências educativas capazes de reinventar o cotidiano escolar.
2. Ponto de partida
A educação brasileira, segundo a lei maior do Brasil - Constituição Federal (1988), estabelece que todos têm direito à educação, sendo esta dever do Estado e da família. Diante do cenário atual de um mundo em constantes transformações com o grande avanço das tecnologías e a inteligencia artificial, a responsabilidade da escola em minimizar problemas sociais nunca esteve tão utópica.
Foram inúmeras as minhas experiências formativas e profissionais no âmbito da educação anterior ao meu início nesse curso de mestrado e que são por mim consideradas realmente significativas e relevantes para minha carreira como profissional da educação. Nesse momento vou procurar singularizar sobre aquilo que foi de fato mais relevante, argumentar e refletir sobre tudo isso que me ocorreu até aqui.
Ao longo desses anos de dedicação a educação pude conviver com muitas experiências formativas e profissionais que me foram especialmente relevantes na minha carreira profissional. Dentre a experiências formativas posso citar aqui o curso de 2º grau Magistério, o curso de Licenciatura em Pedagogia e curso de Pós-graduação em Educação Interdisciplinar. 
Já em relação as minhas experiências profissionais, vou descrever sobre meu período na educação no campo em sala multisseriada, também como foi lecionar no ensino fundamental inicial na zona urbana, bem como atuar como professor orientador (tutor) em curso de graduação à distância.
Entendo que qualquer formação na vida de um profissional é relevante, mas há aquelas que são de fato consideradas mais importantes e são sobre essas que vou procurar descrever.
Então foi de 1994 a 1996, que obtive a minha primeira formação profissional, sendo essa no curso de 2º grau Magistério. E a primeira a gente nunca esquece. Pra mim foi um período de muito corre-corre, pois eu trabalhava oito horas diárias na escola e no período noturno frequentava as aulas do curso, mas foi muito proveitoso. Nesse curso aprendi muito e também aperfeiçoei tudo aquilo que eu já sabia. Aprendi sobre didática, técnica, metodologia, pesquisa, leitura e escrita; também conheci algumas leis que regia a educação a época. Os estágios supervisionados eram aqueles momentos onde de fato tínhamos a proximidade na prática daquilo que estudávamos em sala de aula, esse aprendizado foi muito valioso pra mim enquanto professor.
Outra formação profissional que é para mim muito marcante, foi o curso superior de Licenciatura em Pedagogia, o qual realizei pela Universidade Federal de Mato Grosso na modalidade de ensino à distância, no período de 2000 a 2004. Apesar do cansaço das viagens para seminários fora da sede do meu município, foi muito bom o contato com novas colegas professores, as tutoras, os professores formadores, os estudos do material que nos eram fornecidos pela Universidade, as leituras completares e os encontros presenciais para discussão dos conteúdos, realização das provas e os seminários (onde fazíamos e assistíamos apresentações e ouvíamos palestras de cunho educacional). Nessa formação puder aprender sobre muitas teorias educacionais e testá-las na prática de sala. Porque o curso exigia que estivéssemos lecionando no ensino fundamental inicial para realizá-lo.
Em 2003, mesmo antes de terminar a graduação iniciei então o curso de Pós-graduação em Educação Interdisciplinar. O curso era semipresencial, tínhamos aulas um final de semana sim e outro não, como não havia internet levávamos trabalhos pra fazer em casa para entregar ou apresentar na próximaaula. Foi um momento de muito aprendizado também, havia muitos estudos teóricos, mas também havia momentos de práticas e atividades que levávamos para desenvolver em sala de aula. O ensino interdisciplinar foi uma paixão minha por um longo tempo.
A relevância dessas minhas experiências formativas, foram de certa forma pra mim muito especiais e me trouxeram muito aprendizado. 
Nos anos de 1992 a 1994 e posteriormente nos anos de 1997 e 1998, foi o período em lecionei em escolas rurais (nomenclatura da época), hoje conhecidas como escolas do campo. Essa ainda era uma época em que os professores eram “pegos a laço” para lecionar. As dificuldades eram muitas, além de ser professor, você era faz tudo: diretor, coordenador, secretário, vigia (porque já morava na unidade escolar), zelador (porque limpava o pátio da escola), merendeiro, funcionário da limpeza; então devido a isso e também ao salário que era extremamente baixo, havia essa dificuldade em encontrar professor. Isso sem falar da ausência do poder público, a equipe de supervisão da secretaria municipal de educação vinha a escola uma ou duas vezes durante o ano letivo. Mas o que me marcou muito foram os acolhimentos das comunidades onde trabalhei e o respeito que tinham pelo professor, assim como as crianças também eram muito respeitosas e educadas.
Em 1992, quando iniciei minha carreira no Magistério, ainda muito jovem, com apenas 21 anos, tinha como formação apenas a 8ª série, hoje 9º ano do ensino fundamental, não tinha didática e muito menos saberes pedagógicos e práticos, mas procurei aprender com as dificuldades. Esse foi um momento de minha vida que estudei muito, como diz o ditado: “a necessidade faz o sapo pular”; participava dos cursos de formação presencial que ocorria sempre no início dos anos letivos e eram oferecidos pela Secretaria Municipal de Educação, assinava a revista Escola e o jornal A Alfabetizadora e estava sempre lendo tudo o que me auxiliasse em meu trabalho. Li muito sobre “construtivismo”, que era moda na época.
Nas escolas rurais as salas eram multisseriadas, tinham alunos de 1ª a 4ª séries todos juntos numa mesma sala de aula. No início foi um sufoco e um desespero pra mim dar conta de aplicar quatro planos de aulas ao mesmo tempo. Mas isso foi bom, porque aprendi a criar estratégias de ensino e também a construir material didático com coisas simples e que fazia com as crianças aprendesse com mais facilidade.
Posteriormente veio a minha experiência em dar aula em escolas municipais da zona urbana. Era um sonho que eu tinha de dar aulas pra uma série só, uma turma única em uma sala de aula. Nossa, que susto junto com decepção ao mesmo tempo. As salas eram super lotadas de alunos, “só faltava sair alunos pela janela”. As crianças não tinham o mesmo comportamento daquelas da zona rural. 
Tive que me reinventar novamente. Tive que produzir material didático em maior quantidade, formar grupos de alunos de acordo com suas habilidades e ritmos de aprendizagens. 
O lado positivo, que havia uma coordenadora pedagógica presente para auxiliar nos momentos de dificuldades, também conversava muito com meus colegas professores no período das horas atividades na sala de professores, com isso realizávamos muitas trocas de conhecimentos e aprendizagens. 
De 2012 a 2016, tive a oportunidade e a experiência de trabalhar como professor orientador (tutor) num curso de Licenciatura em Pedagogia na modalidade EaD no Polo da UAB (Universidade Aberta do Brasil) do meu município pela UFMT, onde aprendi muito sobre educação com os professores, os colegas orientadores e os(as) coordenadores(as) do curso. Esse pra mim foi um período muito relevante de aprendizagem e troca de conhecimento na minha vida profissional.
Tínhamos que participar de formação em todas as disciplinas, porque éramos nós quem tirava as dúvidas tanto em grupo e quanto individual dos acadêmicos; ainda bem que esse foi um momento em que a educação estava passando por diversas transformações graças as novas tecnologias de informação e comunicação (TIC), o que facilitava o contato com os estudantes. Mas o trabalho era intenso, devido a isso havia a necessidade de dedicação de 40 horas semanas e muitos finais de semana na ativa. 
Não há como desvincular educação e permanente formação dos profissionais que nela atuam. Além da aquisição de saberes aplicados na escola, a área tecnológica vem se estabelecendo como um dos pilares da educação, sendo base para a globalização das aprendizagens, ampliando uma r ede de apoio, mesmo que a passos lentos, como vemos aqui no Brasil.
Cada vez mais os profissionais têm acesso à dispositivos tecnológicos. Mesmo em áreas consideradas vulneráveis do ponto de vista social, houve um avanço e a tendência é que se expanda cada vez mais. Em meio ao caos da pandemia, pudemos observar m obilizações de diversos setores da sociedade para fazer a escola chegar ao aluno e como professora atuante em sala de aula, vi a categoria se reiventar para lidar com a tecnologia que ainda assusta muitos profissionais. 
Aulas ministradas pelo celular, computador, desenvolvimento de aplicativos direcionados às diversas áreas da educação, atividades impressas e muitos outros recursos foram disponibilizados para que a educação brasileira não tivesse tantos prejuízos. O processo de ensino e aprendizagem passou a ser da forma m ais literal possível responsabilidade da família e do estado. Foi mais fácil também perceber os abismos. Famílias sem emprego, sem renda, crianças sem merenda, que muitas vezes era a única refeição da criança no dia. Pais, mães e demais responsáveis que, mesmo apresentando condições de ordem econômica, se omitiram frente à pandemia e simplesmente abandonaram seus filhos intelectualmente. Ficou muito nítido a corresponsabilidade ou a ausência dela nesse contexto.
Diante desse relato, corroboro com a necessidade urgente de aparelhamento das escolas e recondução dos profissionais da educação aos cursos de formação não somente para fins burocráticos, mas especialmente políticas públicas e estratégias que visem a atualização constante desses profissionais. O mestrado para mim sempre foi um sonho muitas vezes distante, seja pelas questões pessoais, financeiras e de organização do tempo. Mas resolvi aproveitar mais uma oportunidade. A educação à distância ganhou respeito face à necessidade de seguir em frente que o ser humano teve após o impacto inicial da pandemia. 
Dentre as carências que ainda permeiam a formação dos profissionais da educação, afirmo que o aumento salarial ainda é uma das estratégias que mais produzem efeito na melhoria da qualidade da educação. Prof issionais de outr as áreas com a formação proporcional à de um professor recebem valores totalmente diferentes e mais altos.
Para refletir sobre as crenças e representações que já possuo em relação à educação vou destacar alguns aspectos: minha visão atualmente sobre a educação e de que maneira concebo o processo de aprendizagem; minha crença em relação ao desempenho das TICs no campo educacional, bem como as funções que acredito que devem desempenhar os professores e os alunos no processo de aprendizagem. 
A educação tem passado por constantes transformações, mas entendo que ainda estamos aquém daquilo considerado importante para que a escola se torne atrativa e seja de fato um local onde o aluno permaneça com entusiasmo e desenvolva todo seu seu conhecimento formal almejado para sua vida. É necessário acompanhar a evolução dos tempos e, atualmente as mudanças ocorrem muito rapidamente e educação não se preparou para tal.
Dentro disso está o processo de aprendizagem, o qual na minha concepção deve ser contínuo e permanente. E a aprendizagem ocorre de várias formas: com a proximidade, com a convivência com o objeto de conhecimento, sendo instigado para tal, bem como acoplado a experiências anteriores.
Algo que na minha concepção deveria ser melhor utilizado na educação são as TICs (Tecnologias da Informação e Comunicação) no sentido de contribuir e facilitar o processo de aprendizagem. Masvejo o nosso professorado utilizando pouco das TICs mais moderna que estão à disposição, talvez por falta de capacitação de como utilizá-las em suas práticas. As TICs quando são bem utilizadas potencializam a aprendizagem, auxilia na ampliação e na absorção do conteúdo, entre outras possibilidades. As TICs vieram para aprimorar o ensino aprendizagem, mas qual não pode também ser um amuleto.
No processo ensino-aprendizagem entendo que o papel do professor é de facilitador, de orientador, de mediador entre conhecimento e o educando. Papel hoje difícil de desempenhar, devido à falta de interesse dos alunos, falta de acompanhamento da família e também a falta de apoio especificamente do poder público com investimentos na formação do professor para ele tenha conhecimento o suficiente para adequar sua prática a experiências dos alunos. Cabe ao aluno nesse processo ter gana por conhecimento, participar efetivamente, ser pesquisador, curioso e estar aberto a novas experiências no campo do saber formal.
Quando se trata de necessidades de formação, entendo que todo profissional tem uma carência ou outra e, comigo não é diferente, tanto é que estou aqui para fazer o mestrado com o intuito de ter mais uma formação e consequentemente adquirir um pouco mais de experiência profissional. 
Sei do tamanho do desafio que terei pela frente, que já se avizinha, pois realizar um curso na modalidade à distância requer muita resiliência e ser disciplinado. Mas pretendo encarar essa nova etapa de formação com muito afinco e vontade de vencer.
Entendo que a educação cada vez mais pede professores preparados para enfrentar os desafios que surge a cada momento com evolução do processo tecnológico e esse desinteresse e afastamento dos alunos da escola por ter o mundo na palma de suas mãos com um click. 
Quero estar preparado para ajudar o aluno a utilizar essas ferramentas tecnológicas de forma correta, com intuito de lhe dar uma formação digna como cidadão e experiência para que o mesmo seja capaz de implementar mudanças que traga benefícios para si e para o meio em que vive.
As minhas expectativas é de conseguir concluir a formação de mestrado com êxito e com experiência o suficiente para fazer a diferença na minha vida como profissional na educação. Isso é uma meta que tracei quando decidi fazer o mestrado.
Meu objetivo com o curso é primeiramente adquirir e compartilhar conhecimento ao longo de minha jornada e depois também melhorar meus rendimentos, não posso ser hipócrita de não dizer isso.
Com a conclusão desse curso de mestrado também almejo voos maiores no universo educacional, como por exemplo me tornar um professor pesquisador em algo que possa contribuir no processo ensino aprendizagem com a utilização das TICs, também quem sabe poder refletir um pouco sobre o ensino híbrido.
3. Experiências de aprendizagem 
3.1 Experiência de aprendizagem 1
A primeira experiência que destaco foi a realizada na disciplina FP 078 – Interculturalidade e Educação, que foi “Identificar um problema relacionado com a interculturalidade que esteja se apresentando num contexto escolar real. A partir desse problema, deveríamos: Descrever as particularidades do problema, a partir dos referentes do modelo crítico de educação intercultural e a bibliografia da disciplina. Partindo da descrição realizada, o grupo deverá desenhar uma intervenção para o desenvolvimento intercultural do problema identificado. Para tanto, devem considerar os conteúdos referentes ao modelo crítico: Os critérios para o desenvolvimento da interculturalidade; Um dos enfoques metodológicos; O princípio da diversificação”. 
A atividade prática do nosso grupo trabalho teve como objetivo apresentar uma atividade intercultural a ser desenvolvida na E.E. Alfredo José da Silva, no município de Barra do Bugres/MT, cujo objetivo era de ofertar ao aluno mestrando em educação oportunidades de vivenciar as experiências, estruturando as atividades e promovendo situações de ensino-aprendizagem que possibilite uma formação organizada, regularizada e com otimização das estratégias didáticas, com o intuito de trazer uma reflexão, a formação, adequação e ajuste nas experiências e práticas docente que possa permitir uma aprendizagem e um melhor processo no contexto de ensino-aprendizagem significativa, flexível democrática, intercultural (Bordenave & Pereira, 2012). 
A atividade visava propiciar a interação entre os sujeitos sociais de diversas culturas, favorecendo o respeito, à integração e a socialização entre eles numa convivência pacífica, privilegiando a formação participativa, cooperativa, equitativa, inclusiva do outro em sua alteridade, que compartilha saberes, numa prática educativa libertária, flexível, democrática e fomentadora da pesquisa da educação a partir do encontro de diferentes. 
Pelo exposto, a interculturalidade poderá ser um instrumento de transformação da realidade trabalhado pela educação para criar um clima que propicie relações educativas interculturais que possibilite a desconstrução de elos de poder hegemônico e histórico do negro na sociedade contemporânea contada nos livros didáticos, que ainda subalterna os demais, principalmente as minorias, “neste sentido constrói-se diversas propostas de educação intercultural as que se regem na maioria a dos casos como propostas das políticas educacionais que ainda tem uma visão não contextualizada que si diz respeito ao processo de transformação da realidade” (FUNIBER, 2024, p. 2).
Tivemos a oportunidade de desenvolver essa atividade prática com estudantes do ensino fundamental e médio, entre 12 e 17 anos, provenientes de diferentes contextos sociais, religiosos, culturais e étnicos.
Implementando, interpretando acerca dos comportamentos apresentado para estar buscando o melhor entendimento sobre diversidade cultural, mesmo entendendo a sua complexidade, uma vez que, para além do contexto escolar, se- á “de admitir a complexidade sociocultural das relações interculturais”. Diante disso, é assumida uma posição complexa que favorece a construção de soluções com a participação de interlocutores. (FUNIBER, 2024, p. 54). 
O motivo da escolha dessa escola foi por ela agregar alunos de vários bairros da cidade, onde convivem em meio a trajetória conflitiva, de racismo, discriminação e preconceito; a escola recebe esses discentes com culturas diferentes sendo um desafio educacional.
Uma realidade que exige uma abordagem de ensino adequada que sirva de impulsionamento para a promoção do ensino, exercendo a função de tornar a aprendizagem mais significativa, oportunizando a compreensão e o espírito crítico do aluno (Libâneo,1994).
Na interação dos(as) estudantes no ambiente escolar observa-se várias formas de manifestações preconceituosas entre eles. Exposto, onde surge um problema identificado pelo corpo docente, ao saber da existência de preconceitos racismo e discriminação, alunos oriundos em relação aos alunos de outro bairro, principalmente quanto à sua religião, ao vestuário e os acessórios que estão ligados aos mesmos. Sendo a falta de conhecimento e informação em relação à cultura do negro, o principal gerador do problema. 
As principais particularidades identificadas do problema em questão, tendo como referência o modelo crítico de educação intercultural foram:
● A falta de conhecimento e informação em relação a cultura do negro e a inserção de políticas educacionais voltada para os fatores geradores dos problemas, no contexto da interculturalidade.
● Os valores familiares são conflitantes com valores éticos promovidos pela escola.
● A falta de diálogo faz com que haja discriminação, preconceito e racismo no contexto social.
● O entendimento dos alunos e professores a respeito da lei, e sua funcionalidade (verdadeira/hegemônica/absoluta) em relação a sociedade.
Para o desenvolvimento da intervenção que será proposta para a efetivação da implantação da interculturalidade no ambiente escolar, propomos inicialmente aos estudantes que realizem uma pesquisa em grupo. 
Para atender ao princípio da diversificação, os gruposdevem ser compostos de forma heterogênea, buscando integrar os mais “diversos tipos de relações: trabalho prático; de pesquisa; de observação; de análise; de exposição; de debate; de interpretação, sobre o tema citado etc.” (FUNIBER,2021, p.73). 
A pesquisa deve focar na forma de organização social, os hábitos locais em vista de entender e contextualizar como proposta pedagógica, esta ação busca estabelecer um enfoque cooperativo, onde determinamos que a composição dos grupos supracitados deverá ser heterogênea, ou seja, deve ser por alunos oriundos e não oriundos do mesmo bairro, uma vez que, “favorece que os estudantes estabeleçam mecanismos de colaboração e ajuda. Por outro lado, estimula a coesão grupal ao conectar as suas tarefas individuais para alcançar um objetivo comum”. (FUNIBER,2021, p.22). 
Seguindo no desenvolvimento da intervenção, será proposto aos alunos num segundo momento, um debate a respeito do que foi coletado sobre os aspectos já mencionados no povoado em questão. Findado o debate, os alunos irão expor os pontos que mais chamaram a sua atenção. 
Além disso, devem apresentar soluções em formas teatrais, poesia, contos populares, rituais e outras manifestações culturais, além de convidar líderes/representantes da escola e dos bairros para apresentar alguns dos seus conhecimentos acerca do que foi discutido. 
Ao longo da atividade, cada grupo deve apresentar um aspecto da cultura para todos com o objetivo de socialização dos estudantes dos bairros e da comunidade escolar, sendo um critério para a promoção da cultura em estudo. Além disso, o grupo que estiver se apresentando será assistido por um intérprete em língua de sinais para assistir aos alunos com necessidades especiais, promovendo equidade.
3.2 Experiência de aprendizagem 2
Em relação a segunda experiência, destaco a atividade prática da disciplina FP080 - Resolução e transformação de conflitos no âmbito escolar, a qual foi “Descrever uma situação de mediação na qual estivesse presente, no mínimo, três dos princípios estudados. Identificar (nomear) os princípios presentes na situação.
As relações humanas envolvem conflitos desde que o homem passou a viver em sociedade. Os pensamentos e atitudes de cada indivíduo interferem na organização social, como um todo. Quando avaliamos um contexto institucional de grandes proporções, como uma escola, com todas as especificidades inerentes a um contexto de formação e preparo para a vida, é inevitável que surjam situações que requeiram intervenções tanto imediatas, quanto a longo prazo, para resolução de conflitos. 
Conflitos fazem parte de nosso dia a dia, de nossos cotidianos, no entanto, é necessário e importante que estejamos preparados para poder intervir, resolver e transformar. A escola, assim como a família, são espaços privilegiados para esse exercício de aprendizagem, pois são espaços primários de interação em grupos, por tal, espaços de aprendizagem e formação. Se aprendermos desde cedo que, assim como os conflitos são inevitáveis eles também são passíveis de solução, estaremos em condições de experimentar e proporcionar relações mais sadias, relações humanizadas entre todas as pessoas.
Para resolver um conflito temos que compreendê-lo, pois tal processo, interativo e dinâmico, pressupõe a coordenação de diferentes aspectos e pontos de vista. Nesse sentido, a resolução satisfatória de um conflito exige que descendamos de nosso próprio ponto de vista para contemplarmos, simultaneamente, rever as operações de reciprocidade e síntese, pois ocorrem outros pontos de vista diferentes e, por muitas vezes, opostos aos nossos.
Para tanto, faz-se necessário analisar a situação enfrentada, expor adequadamente o problema e buscar soluções que permitam resolvê-lo de maneira satisfatória para os envolvidos.
É imprescindível que a escola seja um espaço de diálogo e interação, que o ambiente seja agradável ao convívio, pacífico e que todas as relações sejam pautadas em um processo democrático, mas que respeitem as leis e a ordem estabelecidas para o convívio social.
A mediação de conflitos, dentro da escola, faz-se necessária, uma vez que este ambiente é o primeiro espaço de socialização entre os seres humanos e que perpassa grande parte de sua vida, desde os primeiros anos até a vida acadêmica.
A mediação é uma negociação com intervenções de um terceiro natural, baseada nos princípios da voluntariedade das partes, da neutralidade e imparcialidade do terceiro (mediador) e na confidencialidade do processo, afim de que as partes em litígio encontrem soluções que sejam mutuamente satisfatórias.
Segundo (Martínez Zampa, 2009, p. 40). O trabalho da mediação escolar voltado para uma cultura de paz também envolve, num outro momento, a formação direta dos próprios alunos/as para que atuem como agentes mediadores. Esses/as alunos/as formados/as nas técnicas e procedimentos de resolução de conflitos podem atuar como uma caixa de ressonância do trabalho de mediação ampliando seu alcance dentro e fora do ambiente escolar. Dessa forma, a escola contribui, através de seu papel pedagógico, para a formação da cidadania.
O presente trabalho é uma proposta de intervenção mediadora para um conflito que envolve uma questão muito discutida nos dias de hoje: a questão de gênero. 
Durante muito tempo as opções sexuais dos indivíduos ou foram ignoradas ou foram tratadas com hostilidade, hoje temos um panorama diferente na teoria, mas na prática, muitos conflitos ainda são visíveis na nossa sociedade. 
Muitos dos conflitos de gênero são fenômenos complexos que requerem seu enfrentamento, pois é uma problemática em que os sentimentos pessoais, além de provocarem a exclusão ou a invisibilidade das pessoas, ainda é capaz de causar danos psicológicos, até irreversíveis, principalmente em se tratando de crianças e adolescentes, como no contexto analisado. 
Estes embates são reflexos de interações entre as histórias pessoais e interpessoais, que utilizam as diferenças de sexo para estabelecer o domínio de umas pessoas sobre as outras. 
Ao lado da intervenção direta nas situações de conflitos, essa dimensão pedagógica da mediação escolar é a característica mais importante de um processo de mediação em âmbito escolar; afinal, a escola é o ambiente de formação e de educação mais importante das sociedades ditas democráticas. Poderíamos dizer que a mediação escolar tem seu valor de relevância social justamente pelo processo pedagógico que implementa. No processo como um todo, reside a importância da mediação, sobretudo pela sua função pedagógica, educativa, ao tratar o conflito a partir de uma atitude de diálogo (Nascimento etapa.,2010, p. 24). Assim, a mediação escolar, através de todas suas ações, tem a finalidade de ir gerando uma cultura para a paz (Vinyamata, 2003).
O conflito inicia-se em uma escola estadual do interior do Estado de Mato Grosso, com aproximadamente 30 mil habitantes, sendo uma cidade que segue uma cultura ainda um tanto conservadora, onde diferentes posturas e estilos de vida não são bem vistos ou aceitos com naturalidade. 
Em um certo dia Amadeu, um aluno de 2º ano do ensino médio, vai ao banheiro feminino, pois se considera do gênero feminino, onde adentra e se depara com Fabiana, aluna do 1º ano do ensino médio que se sente constrangida, promove uma discussão. 
Uma funcionária intervém, as envolvidas saem, mas o assunto toma maiores proporções lá fora: os outros alunos começam a assumir posições favoráveis ou desfavoráveis ao direito de Amadeu utilizar o banheiro feminino e a polêmica chega a alguns pais, que cobram um posicionamento da direção.
Em um primeiro momento, dois princípios estudados nesta disciplina precisam ser acionados, a “sensibilidade” e a “capacidade de escuta”: Amadeu e Fabiana devem ser ouvidos, pela equipe diretiva e coordenação, expor suas opiniões e sentimentos, para que o planejamento da intervenção mediadora possa acontecer de forma que contemple as duas visões de mundo, que na verdade, irão representar as posições dos demais estudantes,na situação de resolução do conflito.
A estratégia escolhida, após reunirem direção e coordenação, foi buscar alternativas como fazer um debate por turma abordando as questões de gênero, criando critérios de comportamento e proporcionando diferentes olhares, dentro da comunidade escolar, pois a problematização dos aspectos sociais, culturais e psicológicos presentes nos conflitos de gênero podem gerar ações que previnem, identificam e atuam contra as exclusões, os preconceitos e as discriminações advindas das diferenças de sexo.
O terceiro e último princípio estudado nesta disciplina que precisa ser acionado é “estilo cooperativo": logo após esse debate, em todas as turmas, a escola irá promover um seminário com apresentações dos resultados obtidos por todas as turmas e organizar uma palestra por um profissional experiente e renomado, que deverá abordar o assunto com suas diversas nuances e implicações, levando os alunos a perceberem que a resolução de conflitos interpessoais é um processo contínuo e necessário no contexto escolar e nas suas atitudes, enquanto cidadãos conscientes, responsáveis pelas futuras relações democráticas e éticas.
Conflitos religiosos estão presentes no cotidiano escolar e comunitário, quase que de maneira simultânea, um vai potencializando o outro. Várias tradições religiosas fazem da crítica e demonização de outra denominação ou religião quase que fundamento. É sobre esse tipo de comportamento e manipulação que devemos falar e estar aletas. Nenhuma religião é melhor ou pior do que outra, nenhum sagrado pode ser demonizado.
3.3 Experiência de aprendizagem 3
Em relação a terceira experiência, destaco a atividade prática da disciplina de FP103 – Fundamentos da educação especial: processos de atenção à diversidade, a qual foi sugerida da seguinte maneira: “Vocês atuarão como uma equipe docente de um centro educativo e fazer uma proposta para o processo de formação de um aluno com necessidades especiais”.
A escola é um espaço democrático coletivo, onde se busca não apenas distribuir conhecimentos, mas também contribuir de forma efetiva no desenvolvimento integral de seus educandos. Com base nessa perspectiva, a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) traz, dentre as competências gerais, temas como Repertório Cultural, Empatia e Cooperação.
Com base em acontecimentos recentes em nossa escola, percebemos que ainda precisamos avançar, buscando estratégias que nos possibilitem vivenciar uma escola realmente inclusiva.
Desta forma o presente trabalho buscou elencar falhas, levantar dados e apresentar propostas concretas para que a escola caminhe rumo a uma educação de qualidade e para todos.
Ao observarmos e analisarmos a situação ocorrida em nossa instituição de ensino, relacionada ao aluno “X”, podemos destacar os seguintes pontos falhos:
1. Falta de diálogo entre escola e família.
2. Omissão de informações sobre o incidente. O fato de a escola ter feito o atendimento, sem informar de imediato a família, gera a sensação de incerteza, diminuindo a credibilidade e prejudicando o fortalecimento de vínculos. O registro escrito é importante, mas cabe considerar que muitos familiares não possuem bom nível de leitura e interpretação, que os permitam compreender informações escritas, bem como a falta de hábito de buscar informações nas agendas dos alunos.
3. Negligência por parte do professor monitor, que deveria estar junto ao aluno durante a realização da atividade.
4. Falha no processo de comunicação do ocorrido. Mesmo havendo o registro na agenda, a família deveria ter sido comunicada verbalmente e, procedido o registro da conversa em ata. Esse tipo de atitude deve ser tomada sempre que possível, pois resguarda a escola. Em especial, neste caso, em que já houve “mal-estar” entre a mãe e a escola devido a acontecimento semelhante. Cabe ressaltar que, em caso de acidentes é importante que a família seja acionada e decida se há necessidade de atendimento médico ou não.
5. Falta de adaptação da proposta curricular/planejamento das aulas de forma a considerar as capacidades, potencialidades e nível de compreensão dessa criança acerca das atividades propostas para a turma. Pode ser que ela tenha se machucado por não ter conseguido acompanhar a atividade e não por uma agressão direta do colega.
O aluno X, possuía 8 anos de idade e está regulamente matriculado na turma do 3º ano do Ciclo de Alfabetização. A criança faz acompanhamento médico e possui diagnóstico de Transtorno Global do Desenvolvimento (CID 10 - F84), associado à Deficiência Mental (CID 10 - F70). Apresenta boa convivência e comunicação, respeitadas as particularidades do espectro autista e da deficiência mental. 
Diante do fato ocorrido com o aluno “X”, é impossível não nos atentarmos para o fato de que algo está errado em relação ao atendimento prestado em nossa instituição de ensino. Atender de maneira a contemplar a diversidade é um desafio já posto à educação, e precisamos nos esforçar para desvendá-lo e superá-lo.
Contudo, não é tarefa fácil, pois vivemos em uma sociedade repleta de diversidades: étnico-racial, religiosa, cultural... E isso traz a necessidade de rever posturas, valores, concepções e chegarmos ao ápice: mudar! Sanches (2005), afirma que se gerar uma escola inclusiva se constitui no grande desafio da educação atual.
Segundo a autora, vivenciar uma educação inclusiva “imputa à escola a responsabilidade de excluir para incluir e de educar a diversidade dos seus públicos, numa perspectiva de sucesso de todos e de cada um, independentemente da sua cor, raça, cultura, religião, deficiência mental, psicológica ou física.” (Sanches, 2005, p.128)
Para que consigamos vivenciar essa mudança, se faz necessário compreender a escola como um espaço democrático, que humanize a aprendizagem e a assegure. 
De acordo com MEC (2007, p. 7), é preciso “Uma escola que veja o estudante em seu desenvolvimento – criança, adolescente e jovem em crescimento biopsicossocial; que considere seus interesses e de seus pais, suas necessidades, potencialidades, seus conhecimentos e sua cultura.”
Assim, essa proposta se configura não apenas em um roteiro de atividades, mas sim, um instrumento de investigação-ação, através do qual buscaremos conhecer mais da realidade vivenciada, a fim de fomentar a construção de uma nova realidade: a de uma educação inclusiva, que atenda não apenas o aluno “X”, mas a todos. 
Objetivos
· Desenvolver uma cultura de respeito às diferenças;
· Criar e desenvolver estratégias que ajudem a transformar a escola em um espaço inclusivo;
· Conhecer e implementar metodologias de trabalho na diversidade que permitam o aprendizado em diferentes formatos;
· Explorar as possibilidades didáticas oferecidas pelos diferentes formatos do espaço virtual;
· Utilizar TIC que permita maior interação do grupo, incluindo a todos;
As TICs nos oferecem a oportunidade de transmitir informações em diferentes formatos, que podem ser adaptadas às habilidades dos alunos, mas também permitem que os alunos produzam informações em diferentes formatos.
Cabe ressaltar que as TICs permitem a personalização, que favorecem estratégias de aprendizagem que consideram interesse, característica e gostos pessoais e a construção colaborativa de conhecimentos, contribuindo no trabalho coletivo e estreitamento de laços de convivência e amizade entre os pares.
Assim, além da utilização de Jogos Educativos Digitais, que visem o trabalho cooperativo, serão propostas atividades pontuais, voltadas para a equipe docente, alunos, família e demais funcionários da escola, a fim de buscaram as mudanças significativas no atendimento, gerando qualidade e inclusão. 
Atividades foram realizadas voltadas para escola (equipe pedagógica e docente):
Desenvolver mudanças pedagógicas e na estrutura curricular que devem ser individualizadas dentro de um projeto escolar que atende as demandas e singularidades frente às limitações além do desenvolvimento de habilidades, dada à diversidade dos alunos incluídos;
Participar de formações oferecidas pela escolae seus parceiros, acerca do trabalho inclusivo;
Buscar informações e formação continuada que ampliem seus conhecimentos acerca da inclusão e de novas metodologias de trabalho, em especial, as TICs; 
Priorizar o desenvolvimento de habilidades sociais e cognitivas;
Acompanhar individualmente na sala de aula e atividades externas, como Educação Física, sem comprometimento de sua autonomia e autoestima;
Avaliar inicialmente por meio de sondagem os alunos atendidos, a fim de perceber suas limitações e potencialidades, sem com isso subestimar ou rotular os alunos;
Buscar acesso a equipe que atende alunos com necessidades especial (como psicólogo, psicopedagogo, fonoaudiólogo, terapeuta ocupacional e etc.);
Potencializar as formas de intervenção, através de trabalhos em grupos, para que possam aprender interagindo com os pares; 
Oferecer ensino cooperativo, em especial através de Jogos Educativos;
Realizar o plano de ações que cabem a família em parceria com a escola;
Garantir a sua participação no processo de aprendizagem, adaptação e socialização do aluno;
Ter um canal direto de comunicação e mantido com a escola, assim como, como oportunizar o contato com o especialista que acompanha o aluno;
Motivar o aluno para sua educação e autonomia, tomando consciência das competências e habilidades a serem adquiridas;
Incluir o educando em atividades, respeitando suas potencialidades, priorizando a inclusão social;
Supervisionar anotações, tarefas, material escolar, recados, etc;
Auxiliar o desenvolvimento das habilidades importantes para seu crescimento, como organização, compromisso, responsabilidade, pontualidade, respeito, etc.
Atividades voltadas para os alunos foram as seguintes:
Hora do Cinema, onde os alunos irão assistir e depois conversar sobre alguns filmes como Procurando Nemo, Irmão Urso e Megamente. O objetivo é perceber que as diferenças existem, mas que elas não nos tornam melhores ou piores: apenas diferentes! Por isso, precisamos compreender, respeitar e aceitar as diferenças de forma empática.
Auxiliar o desenvolvimento das habilidades importantes para seu crescimento, como organização, compromisso, responsabilidade, pontualidade, respeito, etc.
Propor aos alunos a construção de uma “cidade para todos”.
Para isso, utilizaram o Piskel (software de edição de imagens) e o programa Engine Construct 2. Os alunos serão distribuídos em grupos, onde refletirão questões como direito de todos e o que é preciso para vivenciar uma cultura de paz e inclusão. 
Esta proposta traz à tona a necessidade inquestionável de enxergarmos o mundo e todos com outros olhos. E a mudança só acontece quando todos estão engajados e comprometidos com ela. Assim, essa proposta contou com o envolvimento de todos: escola (direção, serviço pedagógico, professores e demais funcionários), alunos e famílias.
4. Reflexão pessoal
4.1 Reflexão pessoal sobre a experiência 1
Percebe-se que “este critério serve para favorecer a autoestima do aluno/a que pertence a grupos culturais historicamente subordinados, de modo que se promova a valorização pública de sua identidade cultural. Igualmente, é possível mostrar a pluralidade das identidades”. (FUNIBER, 2024, p.66). 
Os professores no final de cada apresentação fazem adequação, com as devidas explanações e pontos de vista, abordados no projeto em que os participantes manifestam situações similares, que os aproximam e passem a enxergar o outro, numaperspectiva que não a do preconceito, do racismo e da discriminação. 
Desse modo, o professor usará a didática como ferramenta para construir a aceitação e o respeito pelo “diferente”, pelo desconhecido. Ligando os conhecimentos acadêmicos que os alunos estão construindo com a experiência vinda do cotidiano dos alunos. E nesse sentido, “uma didática intercultural vai ter ferramentas que permitam estabelecer vínculos duradouros entre a cultura acadêmica e a cultura experiencial” (FUNIBER, 2021, p.73).
No passo seguinte, o coordenador da atividade indica os grupos para a próxima parte do projeto cultural, que é a exposição. Passando a explicar a intenção e importância das atividades e o que se espera delas. Com o intuito de que os alunos trabalhem e desenvolvam os critérios de: reconhecimento próprio, saberes e as práticas locais, a identificação e o reconhecimento das diferenças e da “alteridade” e a problemática de conflitos culturais, racismo e relações culturais negativas. Além de fomentar questionamentos para despertar o interesse dos alunos quanto a importância e o valor histórico dessa cultura na construção e fortalecimento de uma sociedade igualitária.
Ainda nesse contexto de fortalecimento da cultura negra, e por consequência da cultura Afro-brasileira, em 2003, a Lei 10. 639, entrou em vigor e alterou a Lei de Diretriz da Educação, tornando obrigatória a inclusão da história e cultura afro-brasileira na grade curricular do ensino fundamental e médio. Desde então, escolas de todo o Brasil tem compartilhado novas práticas que vêm transformando gradativamente o ensino tradicional, tornando-o mais inclusivo e diversificado, refletindo, assim, a real face da população brasileira.
Considero como sendo uma experiência muito valiosa para o enriquecimento do meu conhecimento em relação a interculturalidade na educação.
4.2 Reflexão pessoal sobre a experiência 2
Efetivadas as atividades de intervenções mediadoras propostas, a escola deverá escrever um estatuto de uso dos banheiros, elaborado em consonância com as conclusões acordadas a partir dos debates e ajustadas no seminário. O estatuto deve representar a vontade da maioria e ser acatado por todos. 
Vários são os autores/as que alertam para a necessidade de renunciar à crença na função messiânica da escola. É verdade que queremos uma escola, um âmbito escolar, de relações com equidade no cotidiano, mas isso só vai acontecer se abrimos as portas para acolher, para conviver com as diferenças, se permitimos que o cotidiano escolar e seus espaços possam ser reconhecidos como lugares do exercício educativo mas amplo, balizado pela diversidade.
Conflitos entre os alunos/as são múltiplos e bem variados, ocorrem na sala de aula e fora dela. A maioria deles acontecem por mal-entendidos ou preconceitos. Também por causa do status, conflitos de interesses, opiniões contrárias em trabalhos de equipes, diferenças culturais. Como por exemplo podemos citar: piadas, insultos, ciúmes, bullying, ciber bullying, racismo, xenofobia, violência de gênero.
Criação de ambientes de aprendizagem seguros: os programas que enfatizam estes objetivos incidem na diminuição da violência, redução dos conflitos entre estudantes, particularmente dos conflitos intergrupais baseados nas diferenças étnicas raciais; ao mesmo tempo, procuram reduzir o número de suspensões, o absenteísmo e o abandono escolar, frequentemente relacionados com ambientes de aprendizagem inseguros.
4.3 Reflexão pessoal sobre a experiência 3 
A avaliação desta proposta de atividade se deu de maneira qualitativa, observando as interações e as respostas dos envolvidos na vivência e convivência cotidiana.
Com a realização da proposta percebeceu uma melhora significativa também nos resultados acadêmicos, uma vez que se buscar ressignificar a prática docente, buscando uma forma de ensinar que inclusa a todos e promova mais interação entre os pares, ressaltando que, de acordo com FUNIBER (s.d.), é preciso fazer com que os alunos, principalmente os que possuem necessidades especiais, se sintam parte ativa na sala de aula.
É importante a compreensão de que a diversidade nos torna não apenas diferentes, mas únicos e, portanto, “não há sentido buscarmos uma escola homogênea, no que diz respeito aos alunos, materiais, objetivos, conteúdos, avaliações ou métodos didáticos.” (FUNIBER, s.d., p.19).
É preciso que as escolas se comprometam em oferecer uma educação de qualidade, em um espaço democrático, respeitando o pluralismo de ideias e as diferenças individuais. Apenas assim poderá contribuir de maneira significativa na formação dos cidadãos,defendendo e ajudando a garantir condições de vida com dignidade a todas as pessoas. Mas isso só é possível a partir do esforço coletivo – através desse conseguiremos mudar a face da educação.
Espera-se a compreensão de que a intenção da educação inclusiva é “conseguir que a educação escolar contribua para a redução dos processos de exclusão social, pelo qual sofrem muitos alunos, seja pela situação de desvantagem sociocultural, seja por suas características particulares (capacidades, classe social, necessidades econômicas).” (FUNIBER, s.d., p. 24)
Por isso, se faz necessário que as escolas busquem desenvolver uma gestão comprometida com a busca da excelência na qualidade do ensino ofertado e preocupação com a aprendizagem, garantindo a todos os direitos a aprendizagem e convivência social, independentemente de qualquer particularidade.
Apenas assim será possível desenvolver um trabalho que transformará as intenções educativas em ações.
5. Outras experiências relevantes
O trabalho desenvolvido na disciplina Organização e gestão dos centros educativos promoveu reflexões sobre a escola, gestão democrática e seus componentes, compreendendo os princípios que a compõem e com a sua liderança, ou seja, o gestor ou o professor em sala de aula se posiciona, pois existe uma preocupação demasiada que a escola tem como fatores de aumento ou queda de desempenho, situações que envolvem seus discentes e que ultrapassam as barreiras e muros da escola. Foi importante olhar e trabalhar o lado social e funções sociais inerentes a outras instituições como a família.
A proposta de gestão democrática e participativa expressa um movimento no qual as atividades são pensadas, com intenções claras e definidas, resultando em decisões coletivas. Um ponto fundamental a ser considerado é a construção permanente e contínua do processo. 
Segundo Vieira (2007):
Todas as definições situadas na esfera de abrangência da escola, dizem respeito, também, à gestão educacional, sobret udo, quando se trata do setor público. Isto porque esta existe em função daquela, havendo entre ambas uma intercomplementaridade. 
A participação da comunidade escolar, bem como o envolvimento de todos os profissionais da educação, são alguns dos favorecedores de uma gestão bem sucedida. Promover a gestão democrática implica em criar estratégias para a prática de uma escola pública de qualidade, começando dentro da própria escola. É defendida por apresentar mecanismos que visem a melhoria da qualidade da educação ofertada, por envolver seus atores e amplia participação dos segmentos na construção do projeto político pedagógico. 
Passado um longo período, com a aprovação da Lei 9394/96, Lei de Diretrizes e Bases da Educação brasileira (LDB) que garante, entre outros, a gestão democrática na escola, a educação brasileira conquistou o direito de, efetivamente, refletir a necessidade e a importância da participação consciente dos gestores, pais e/ ou responsáveis, alunos, professores e demais profissionais da educação com relação às decisões a serem tomadas no cotidiano escolar, na busca de um compromisso coletivo para alcançar resultados educacionais mais significativos. 
É importante ressaltar que os retrocessos promovidos na educação pelo governo atual, como cortes de verbas e recursos, criação de escolas militares com membros gestores indicados, segregação dos alunos especiais entre outros, só diminuíram e enfraqueceram políticas e programas que poderiam auxiliar no avanço das conquistas nessa área, inclusive a gestão democrática.
Valorizar o desenvolvimento de uma sociedade mais justa e igualitária, agregada ao fato de fortalecer cada vez mais a democracia no processo pedagógico, faz da gestão democrát ica, uma oportunidade real de transformar a escola em um espaço público onde diversas pessoas têm a possibilidade de articular suas ideias, estabelecer diálogos e considerar diferentes pontos de vista, tudo em prol da qualidade da educação.
6. Autoavaliação 
A autoavaliação é um processo de autoconhecimento. Seu caráter formativo e emancipatório permite que haja contínuo crescimento por parte do educando, práticas reflexivas dos estudos e identificação de alternativas para superar as dificuldades que possam ocorrer.
O mestrado no formato EAD nos proporcionou o ingresso nessa modalidade e desde então, os aprendizados foram inúmeros. Para atender às demandas do curso, foram estabelecidas rotinas de estudo, cronograma de leituras e visitas periódicas ao campus virtual.
A maior dificuldade enfrentada foi realizar trabalhos em grupo. Encontrar pares que compartilham das mesmas práticas de estudo e que possuem o mesmo comprometimento com o curso foi um dos entraves mais desgastantes desses quadrimestres. Após algumas tentativas, foi possível compartilhar momentos de estudo com pessoas que prezam por estudar com atenção e dedicação. E tudo passou a fluir com mais leveza. As trocas de experiências, a divisão de tarefas e a busca por desenvolver trabalhos bem elaborados, passou a ser parte do cotidiano do grupo.
As disciplinas apresentadas trouxeram ricas aprendizagens e as atividades propostas possibilitaram o desenvolvimento de diversas experiências prazerosas no ambiente escolar onde atua, além do compartilhamento de ideias com outros profissionais e colegas de curso. Crenças como qualidade inferior dos cursos à distância foram redimensionadas e hoje é possível afirmar que o mestrado pode sim ser realizado nessa modalidade com eficácia e excelência.
7. Plano de ação
Objetivos:
Reestruturar cronograma de estudos;
Realizar leituras de outras bibliografias, além da sugreridas pelos professores;
Conhecer as regras da APA;
Participar de reuniões, fóruns e outros momentos de aprendizagem propostos pela instituição.
Metas: 
Organização dos materiais de estudo em blocos dentro do cronograma; 
Elaboração dos trabalhos propostos simultaneamente com os estudos das disciplinas para evitar atrasos;
Melhorias efetivas no desempenho dos estudos.
Como aluno do mestrado faz-se necessário ampliar a carga horária de dedicação ao curso, estudar com mais afinco as normas da APA, continuar agindo de forma ética, proativa e responsável; Refletir sobre as leituras, demonstrando at ravés de ações, os resultados obtidos com base no que leu.
A dedicação à pesquisa que será desenvolvida permitirá que se constitua um novo olhar sobre a realidade educacional, que por muito tempo foi visto sob a perspectiva do senso comum.
Desenvolver um olhar mais apurado e por consequência agir de forma mais dinâmica, permitindo que a mudança alcance os pares e promova uma mudança em larga escala. 
A postura adotada enquanto participante do curso será de sujeito ativo, aproveitando esse momento privilegiado de desenvolvimento, procurando favorecer o desenvolvimento de práticas baseadas em reflexões e debates, que permitam aos educandos criar conexões entre o contéudo e a realidade, a teoria e prática. Assim, se tornará mais fácil agir de maneira transformadora em seu contexto de atuação.
Referências Bibliográficas
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FUNIBER. (s.d.). Fundamentos da Educação Especial: Processos de atenção à diversidade. 198p.
FUNIBER. (s.d.). As TICs na sala de aula. Aplicações didáticas e utilização de recursos. 122p.
Libâneo, J. C. (1990). Didática. Cortez Editora. São Paulo. 
MEC. (2007) SECRETARIA DE EDUCAÇÃO BÁSICA. Indagações Sobre
Currículo. Diversidade e Currículo. Brasília. 48 p.
Unesco. (2009). Investir na diversidade cultural e no diálogo intercultural. Unesco .
SAVIANI, D. Da nova LDB ao Novo Plano Nacional de Educação: por uma outra políticaeducacional. Campinas: Autores Associados, 2000.
Sanches, I. (2005). Compreender, Agir, Mudar, Incluir. Da investigação-acção à educação inclusiva. Revista Lusófona de Educação, (5), 127-142
VIEIRA, S. L. Política(s) e gestão da educação básica: revisitando conceitos simples. RBPAE – v.23, n.1. 2007, p. 45.
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