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VENTILAÇÃO MECÂNICA DE A-Z Profª Gabriela Santa Maria Lucin Perfil de fisioterapeutas brasileiros que atuam em unidades de terapia intensiva Fisioter Pesq. v.15 n.2 São Paulo 2008 Emilia NozawaI; George J.V. Sarmento II; Joaquim M. VegaIII; Dirceu Costa IV; José Euclides P. SilvaV; Maria Ignez Z. Feltrim I • RESULTADOS • Dos questionários enviados a 1.192 hospitais, obtiveram-se respostas de 356 instituições (29,9%) correspondendo a 461 UTIs (38,6% dos questionários enviados). Distribuição do fisioterapeutas (%) segundo procedimentos q realizam Autonomia sobre a Ventilação Mecânica Não Invasiva e Invasiva SUPORTE VENTILATÓRIO QUEM PRECISA? INVASIVO OU NÃO? MODO VENTILATÓRIO VENTILADOR QUEM PRECISA DE VENTILAÇÃO MECÂNICA? FR > 35irpm Secreção Dor Barotrauma Complacência BE Debilidade muscular www.inspirar. com.br V.C. <5ml/Kg Do r Complacênc ia Secreção BE Debilidade Muscular www.inspirar. com.br GASOMETRIA NA DECISÃO DE SUPORTE! DOENÇA RESPIRATÓRIA Doença Pulmonar PO 2 DOENÇA DE BOMBA PCO2 F.M.R. VC DVR FR H HCO 3 CO 2 H2 O H2CO3 W FR + Suor HIPERCAPNIA HIPOVENTILAÇÃO ALVEOLAR ELIMINAÇÃO PRODUÇÃO Retentores → Suporte ventilatório → pH < 7,30 HIPÓXIA ALTERAÇÕES RELAÇÃO V/Q E ↓ DA DIFUSÃO MEM ALV-CAP. SHUNT → HIPÓXIA INDICADORES : dif(A-a)O2; PAO2/PaO2; PaO2/ FIO2 SHUNT PULMONAR FADIGA MUSCULAR RESPIRATÓRIA Incapacidade dos músculos de gerar Trabalho Efetivo → Incapacidade de manter Ventilação Alveolar. ↑ Vm ↓ Vc ↑ Fr Fadiga Hipercapnia Hipóxi a SV TOMADA DE DECISÃO • PaO2 > 60 mmHg; • PaCO2 < 45 mmHg; • pH ≥ 7,35; • PaO2/FiO2 > 200; • Vc > 5 ml/kg peso; • ↓ desconforto ventilatório; INVASIVO OU NÃO? INDICAÇÕES DA VNI: • Falência Respiratória Hipercápnica; • Falência Respiratória Hipoxêmica; • Fadiga da Musculatura Respiratória CONCEITOS EM VNI: *BIPAP *IPAP + EPAP *PSV + PEEP *CPAP Paw B I P A P espontânea Δpressão inspiratória = PSV Δpressão inspiratória = IPAP- EPAP EPAP=PEEP IPAP PEEP ΔPi P Caso pct apresente IRp pós –extubação EVITAR VNI!!! QUEM PRECISA? * Desconforto respiratório com dispnéia moderada a severa; * pH <7,35 e PaCO2 > 45 mmHg; * FR > 25 ipm; * FRAQUEZA muscular respiratória; * Suporte no Desmame difícil. • Insuficiência Respiratória Hipercápnica: ✓ DPOC AGUDIZADO →↓ performance da musculatura inspiratória → ↑ Wsr → fadiga e hipercapnia.; ✓ Pós-extubação; ✓ Agudização Fibrose Cística; ✓ Pacientes terminais que recusam QUEM PRECISA? • Insuficiência Respiratória Hipoxêmica: ✓ Edema Pulmonar Cardiogênico; ✓ Lesão Pulmonar Aguda; ✓ Complicações Infecciosas; ✓ IRp pós-operatória; ✓ IRp pós-broncoscopia. QUEM PRECISA? Edema Agudo de Pulmão O uso de CPAP é seguro e diminui a necessidade de intubação para pacientes com EPC, devendo ser aplicado precocemente e em conjunto com a terapia medicamentosa convencional. GRAU DE RECOMENDAÇÃO: A Pacientes com hipercapnia associada a hipoxemia parecem ser os que mais se beneficiam do uso da VNI com PEEP acrescido de pressão de suporte (PEEP + PS) no tratamento do EPC. O uso de pressão expiratória de 10 cmH2O parece ser o ponto chave do benefício respiratório/hemodinâmico para pacientes com edema agudo dos pulmões de origem cardíaca, tanto durante o uso do CPAP, quanto na VNI com PEEP + PS. GRAU DE RECOMENDAÇÃO: B Edema Agudo de Pulmão IPAP VC = 6 A 8 ml/kg peso Conforto EPAP Necessidade terapêutica Sat O2 > 93% Conforto VNI EFEITOS DA VNI NO TRATAMENTO DE PACIENTES COM DPOC FASE AGUDA . Trat. convencional VNI p Mortalidade 29% 9% = 0,02 Intubação traqueal 74% 26% < 0,001 Complicações 45% 14% < 0,001 Hospitalização (dias) 35 + 33 23 + 17 = 0,02 Brochard e cols - New England Journal of Medicine, 333:817-822, 1995 Effects of nasal pressure support on ventilation and inspiratory work in normocapnic and hypercapnic patients with stable COPD Vanpee D, Khawand CE, Rousseau L et al Chest 2002; 122 : 75 - 83 “...pacientes com DPOC estável, normocápnicos ou hipercápnicos, tem sua ventilação alveolar melhorada com o uso da VNI com PSV ou BiPAP, mas não com CPAP. Essas modalidades de VNI são capazes de reduzir o trabalho respiratório nesses pacientes .“ SUCESSO ? • Monitorar 0,5 a 2 h; • Diminuição da FR; • Aumento do VC; • Melhora do NC; • Diminuição da PCO2; • Aumento da PAO2 e/ou Sat O2; • Incapacidade de Tolerar a Máscara • Piora ou Persistência da Dispneia • Ausência de Melhora ou Piora na Gasometria • Instabilidade Hemodinâmica • Eletrocardiograma Alterado • Deterioração do Estado Mental • Distensão Abdominal QUANDO DESISTIR ? VNI 10 minutos IPAP = 10 cmH2O EPAP = 5 cmH2O 10 minutos IPAP = 15 cmH2O EPAP = 10 cmH2O 10 minutos IPAP = 20 cmH2O EPAP = 15 cmH2O Aquim, E.E.; Fogaça, V. ; Silva, R.F.A. e Réa-Neto, A. (2002) ALTERAÇÕES HEMODINÂMICAS ? Aquim, E.E.; Fogaça, V. ; Silva, R.F.A. e Réa-Neto, A. (2.002) ALTERAÇÕES HEMODINÂMICAS ? Aquim, E.E.; Fogaça, V. ; Silva, R.F.A. e Réa-Neto, A. (2.002) ALTERAÇÕES VENTILATÓRIAS ? Aquim, E.E.; Fogaça, V. ; Silva, R.F.A. e Réa-Neto, A. (2.002) ALTERAÇÕES VENTILATÓRIAS ? Aquim, E.E.; Fogaça, V. ; Silva, R.F.A. e Réa-Neto, A. (2.002) FIXADORES E MENTONEIRAS Adesivos Hidrocolóides V M I A ESCOLHA DO VENTILADO R • AFETA Médicos, Fisioterapeutas, Enfermeiros e Manutenção Escolhendo o VENTILADOR aquisição www.inspirar. b ADAPTABILIDADE E VERSATILIDADE DO VENTILADOR X NECESSIDADE DA INSTITUIÇÃO Escolhendo o VENTILADOR aquisição www.inspirar. b Tabela 1: Conceitos fundamentais para a compreensão do funcionamento do ventilador mecânico. Adaptada pela autora do artigo de Robert Chatburn, et al, A Taxonomy for Mechanical Ventilation: 10 Fundamental Maxims, Respiratory Care, vol 59, n.11, 2014. TIPOS DE APARELHOS VENTILATÓRIOS TODO VENTILADOR É UM GERADOR DE FLUXO! V X R = P X C = V PRINCÍPIOS BÁSICOS DA VM ◦ Pulmão: fole de compartimento único capaz de encher e esvaziar-se; ◦ C = ΔV/ΔP ◦ R = ΔP/Q ◦ VM: ar entra nos pulmões Pmus+Pvent EQUAÇÃO DO MOVIMENTO Paciente em vm → somatório de duas forças que são responsáveis pela entrada de ar 1ª) PRESSÃO NEGATIVA→ GERADA PELA MUSCULATURA RESPIRATÓRIA → pmus 2ª) PRESSÃO POSITIVA→ GERADA PELO VENTILADOR→ pvent Pmus + pvent = pressão de abertura das vias aéreas Pmus+ Pvent: opõem às pressões geradas pelo sr; Pres → P necessária para vencer resistência do sr Pel → gerada pela distensão das estrupturas elásticas do sr Pres + Pel = Pgerada pelo sr Pmus+Pvent = Pres+Pel EQUAÇÃO DO MOVIMENTO EQUAÇÃO DO MOVIMENTO Pmus+Pvent = Pres+Pel FxR V/C Pmus+Pvent = FxR + V/C Pva = FxR + V/C + PEEP Pva = FxR + V/C + PEEP Movimenta o gás Distende o pulmão Mantem aberto Espontânea x RPPI I E I E Pressure Volume Spontaneous Positive-Pressure I E I E Fase inspiratória Pr es sã o cm H 2 O 0 4 8 1 2 1 6 2 0 Vo lu m e m l 60 040 020 00 Tempo (segundos) Fl ux o L/ m in0 -2 0-4 0-6 0 2 0 4 0 Pausa inspiratória Fluxo = 0 Pulmões insuflados Fl ux o L/ m in0 -2 0-4 0-6 0 2 0 4 0 Pr es sã o cm H 2 O 0 4 8 1 2 1 6 2 0 Vo lu m e m l 60 040 020 00 Temp o Fase expiratória Fl ux o L/ m in0 -2 0-4 0-6 0 2 0 4 0 Pr es sã o cm H 2 O 0 4 8 1 2 1 6 2 0 Vo lu m e m l 60 040 020 00 Tempo (segundos) Pressão Positiva Expiratória Final (PEEP) Fl ux o L/ m in0 -2 0-4 0-6 0 2 0 4 0 Pr es sã o cm H 2 O 0 4 8 1 2 1 6 2 0 Vo lu m e m l 60 040 020 00 Tempo Ciclo Respiratório PRESSÃO FLUXO VOLUME TEMPO DISPARO FORMAS DE CICLAGEM CICLAGEM é a transição da fase inspiratória para a fase expiratória. Formas de ciclagem: • Volume • Tempo• Fluxo TIPOS DE APARELHOS VENTILATÓRIOS • CICLADO À TEMPO: - RESPIRAÇÃO CONTROLADA A PRESSÃO; - PRESSÃO CONSTANTE PARA UM TEMPO PREDETERMINADO; • CICLADO À VOLUME: - RESPIRAÇÃO A VOLUME; - Vt PREDETERMINADO • CICLADO À FLUXO: - RESPIRAÇÃO COM PRESSÃO DE SUPORTE; - PRESSÃO CONSTANTE DURANTE A INSPIRAÇÃO; 1 2 3 MODOS DE VM • PONTO DE REFERÊNCIA: - RESPIRAÇÃO ESPONTÂNEA Ventilação Espontânea P T CMV • VANTAGENS: - REPOUSO DOS MM RESPIRATÓRIOS; - MANTER E MANIPULAR AS TROCAS GASOSAS; - AUMENTAR O VOLUME PULMONAR; - SUSTENTAR A VIDA! • DESVANTAGENS: - REQUER UTILIZAÇÃO DE SEDAÇÃO E/OU NEUROBLOQUEADORES - ATROFIAS; - EFEITOS HEMODINÂMICOS ADVERSOS (VOLEMIA E PRESSÃO INTRATORÁCICA); • PCT determina FR e Vmin QUANDO é capaz de atingir um limiar mínimo de sensibilidade a fluxo ou pressão (trigger) previamente estipulados; • Modo inicial de escolha. • CICLOS CONTROLADOS E CICLOS ASSISTIDOS, REINICIANDO A JANELA A CADA CICLO ASSITIDO. A-CMV • CICLADO A VOLUME OU A TEMPO, COM FR PREDETERMINADA; janelas fixas. • RESPIRAÇÃO ESPONTÂNEA ADICIONAL, COM VT E FR DETERMINADOS PELO PCT; • USADO COM PS; SIMV • VANTAGENS - MAIOR CONFORTO PARA ALGUNS PCTS; - EFEITO HEMODINÂMICO MENOR; • DESVANTAGENS - AUMENTO DO TRABALHO RESPIRATÓRIO; - APNÉIA PROLONGADA EM FR MUITO BAIXAS! (BACKUP) SIMV VCV • Ciclado a volume • Pressão variável • Ajuste de fluxo : valor e tipo de onda • Possibilidade de ajuste de pausa inspiratória • VANTAGENS - VOLUME GARANTIDO; - CÁLCULO DE MECÂNICA; - CONTROLE SOBRE FLUXO E TEMPO. • DESVANTAGENS - PRESSÃO VARIÁVEL; - > RISCO DE VOLUTRAUMA. VCV PRESSÃO PLATÔ • ESTIMA-SE A PRESSÃO ALVEOLAR; • PRESSÃO DE DISTENSÃO ALVEOLAR. Peak pressure Plateau pressure MÉTODOS pressão platô: - Redução da peep - REDUÇÃO DE vt PRESSÃO PLATÔ pressão platô: -Barotrauma - Volutrauma - Diminuição de DC Ferguson N, e col, CCM, • 361 UTIS, 20 países 467 pacientes com SDRA VC Ppl < 30 cmH2O -- FLUXO Ciclos controlados: Fluxo = velocidade = 40-60l/ min F=V/t T=ti+te Vt e FR determinados ↑F→ < ti e >Ppi Ti:Te Relação I:E PCV: Ti FR Espontânea = 1:2 VCV: Vt Fluxo FR PAUSA INSP RELAÇÃO I:ERelação I:E Te MUITO CURTO PARA EXALAÇÃO: ? REDUÇÃO DA AUTO-PEEP PELA DIMINUIÇÃO DO Ti: REDUZIR Vt REDUZIR FR AUMENTAR FLUXO • Pressão constante durante toda fase inspiratória • Ciclado a tempo • Fluxo livre • Volume variável PCV VANTAGENS - PRESSÃO CONTROLADA - ESTABILIZAÇÃO ALVEOLAR - FLUXO LIVRE - PAUSA DINÂMICA DESVANTAGENS - VOLUME VARIÁVEL - IMPOSSIBILIDADE DE CÁLCULO DE MECÂNICA PCV PCV e Palveolar! VCV x PCV Prospective randomized trial comparing Pressure-Controlled Ventilation and Volume-Controlled Ventilation in ARDS. Esteban et al., CHEST 2000, 117:1690-1696. Conclusions: The increased number of extrapulmonary organ failures developed in patients of the VCV group was strongly associated with a higher mortality rate. The development of organ failures was probably not related to the ventilatory mode. Vantagem x Desvantagem Ex. ROTINA VCV Se Ppi > 40cmH2O ou Ppl > 30cmH 2O PCV INTERVENÇÃO FISIOTERAPÊUTICA Se Ppi > 40cmH2O ou Ppl > 30cmH 2O FR PCO2 e Conforto FIO2 < POSSÍVEL PARA SatO2 > 93% TOXICIDADE FiO2 > 60% por + 24Hs EFEITOS RESPIRATÓRIOS DO O2 • PaO2 > 170mmHg: depressão do centro respiratório (Quimiorreceptores carótida e Ao); • Atelectasia por absorção; • Traqueobronquite aguda; • ↑ produção radicais livres de O2. PEEP PEEP/ZEEP Elevar a PEEP–35 por três ciclos Zerar a PEEP por três ciclos Realizar a manobra 3x www.inspirar.com.br Ventilação funcional Imagem cedida pelo Dr. Antonio Duarte Curva PxV na SDRA Pressão nas vias aéreas V ol um e pu lm on ar a ci m a da C R F Pflex- inf INICIANDO A VM • MONITORIZAÇÃO DE SINAIS VITAIS • ESCOLHER O MODO VENTILATÓRIO COM MAIOR FAMILIARIDADE • INICIAR COM FiO2= 1, DIMINUIR PARA MANTER SpO2 > 93% • Vt INICIAL = 6 ml/Kg peso • AJUSTAR PARÂMETROS DE FR E Vmin : de acordo com critérios clínicos (pH) • PEEP : MANTER OXIGENAÇÃO - INICIAR COM 3-5 cmH2O - > 15 raramente será necessário • CONSIDERAR ANALGESIA, SEDAÇÃO OU NEUROBLOQUEADORES INICIANDO A VM O QUE é IMPORTANTE OBSERVAR AO VENTILAR EM VCV? www.inspirar.com.br O QUE é IMPORTANTE OBSERVAR AO VENTILAR EM PCV? www.inspirar.com.br Uma vez instalado o ventilador 1. Realizar medida da mecânica 2. Registrar no momento da coleta da gasometria (20 minutos após o início de adequado suporte ventilatório) o valor da SatO2 (registrar sua relação com o valor da gasometria) 3. Documentar modo inicial 4. Com a chegada da gasometria: adequar a FIO2 e a ventilação. 5. Documentar ajustes e modificações OVER DRIVE • Aumentar 50 % VM • Ventilação Controlada • FiO2 = 100% • Fl = 60 lpm www.inspirar.com.br Complacência Estática (Cest) Cest,sr 60 a 100ml / cmH2O 1.8 ml / cmH2O / Kg Cest,sr = Volume exalado Pressão alveolar – PEEP NORMAL > 50 ml/cm H2O MODERADAMENTE REDUZIDA 30 à 50 ml/cm H2O REDUZIDA < 30 ml/cmH2O EVOLUÇÃO DEPOIS DO INÍCIO DA VM • AVALIAR Ppl, FR e Vt • SINCRONIA PCT-VENTILADOR • SpO2 • HEMODINÂMICA OXIGENAÇÃO – PaO2 • PRINCIPAIS VARIÁVEIS: - FiO2 - PEEP • FCCS - Fundamental Critical Care Support: SpO2 > 92%; Reduzir FiO2 < 50% (0,5); VENTILAÇÃO – PaCO2 • PRINCIPAIS VARIÁVEIS: - Vt - FR - ESPAÇO MORTO • FCCS - Fundamental Critical Care Support: MANTER Vmin SEM INDUZIR A EFEITOS DELETÉRIOS. ASSINCRONIA ◦ AUTO-PEEP ◦ DISPARO ◦ FLUXO INADEQUADO AUTO PEEP • Esvaziamento lento : DPOC e ASMA • FRalta x Fluxo baixo x VCalto Relacão I:E invertida --não zera – não sensibiliza – não dispara a máquina AUTO PEEP • DISPARO INEFICAZ: - Sensibilidade inadequada; - Fraqueza excessiva; - Depressão do drive; - PEEPi; - Tins prolongado; - Medidas de correção??? ASSINCRONIAS DE DISPARO: • DUPLO DISPARO: • dois ciclos com mesmo esforço do pct: Tins vent < Tins neural - Medidas - VCV: aumentar VC; mudar modo para Pressão (fluxo livre) - PCV: aumentar Tins e/ou PC - PSV: aumentar PS ou diminuir % de ciclagem • AUTO DISPARO: - sensibilidade baixa; - Vazamentos, condensações no circuito; - Aumento da pressão torácica; - Medidas:??? AUTO DISPARO DISPARO INEFICAZ Hess DR. Respiratory Care 2005; 50: 166-82 DISPARO INEFICAZ DISPARO DUPLO AUTO DISPARO ASSINCRONIAS DE FLUXO • FLUXOinsp INEFICIENTE: uso de musc acss – Fome de ar! - VCV: fluxo menor do que a demanda - PCV/PS: parâmetros insuficientes para o pct - Medidas: corrigir causas de aumento de demanda: dor, febre, ansiedade - Ajustar Fluxo - Mudar modo - Aumentar Rise Time RISE TIME (TEMPO DE SUBIDA) • Ajuste da velocidade de pressurização da via aérea no início da inspiração; • PCV/PSV; • Tempo que o respirador requer para atingir a pressão selecionada; • Fixo em respiradores de gerações anteriores; Quando utilizar: RISE TIME ALTO RISE TIME BAIXO Obter Fluxo insp com > pico e Ti mais curto Obter Fluxo insp com < pico e Ti mais longo DPOC, alta Cest SARA, baixa Cest, asma • FLUXO INSP EXCESSIVO: - VCV: Fluxo alto - PCV/PS: Pressão alta, rise time alto; pressão vias aéreas maior que o ajustado – OVERSHOOT - Medidas??? CICLAGEM TARDIA: OVERSHOOT DE SAIDA Tins mecanico > Ti neural O que fazer? PCV: diminuir Ti PSV: aumentar % de ciclagem CICLAGEM PREMATURA ◦ Ti mecanico < Ti neural ◦ o que fazer? ◦ VCV: diminuir fluxo insp e/ou >VC; ◦ PCV: >Ti e/ou >PC; ◦ PSV: diminuir a % de ciclagem ou >PS. ASSINCRONIA O QUE DEVO FAZER? REVEJA MECÂNICA! • Se a elevação do fluxo elevar a pressão de pico para > 40 cmH2O. • Use MODO LIMITADO A PRESSÃO • PCV – BIPAP - PSV Se a interação não está boa. O que fazer ? Eventos Freqüência Percentual Resistência 266 23,0 Complacência 62 5,3 Interação 716 61,8 Resistência e Complacência 54 4,7 Complacência + Interação 13 1,1 Resistência + Interação 423,6 Resistência + Complacência + Interação 6 ,5 Total 1159 100,0 Acionamento de alarmes Antonio Duarte Tá piorando !!!! ✓ PaO2/FIO2 caindo < 200 ✓ Cest caindo < 30ml/cmH2O ✓ Pressão alveolar sobe ≥ 35 cmH2O FIQUE TRANQUILO Estratégia de proteção alveolar VENTILAÇÃO PROTETORA • Palv < 30 cmH2O • FR < 20 • Ti:Te = 1:1 • VT 4 a 6 ml / Kg • Peep mecânico = 2cmH2O > PInf One interpretation of these findings is that clinicians caring for patients with ALI are more focused on limiting Ppl, and if Ppl is less than or equal to 30 cm H O, they are less focused on limiting Vt. Crit Care Med 2014; 42:2278–2289 Effect of lung-protective ventilation with lower tidal volumes on clinical outcomes among patients undergoing surgery: a meta- analysis of randomized controlled trials Wan-Jie Gu MSc, Fei Wang MD PhD, Jing-Chen Liu MD CMAJ 2015. DOI:10.1503 /cmaj.141005 Interpretation: Anesthetized patients who received ventilation with lower tidal volumes during surgery had a lower risk of lung injury and pulmonary infection than those given conventional ventilation with higher tidal volumes. Implementation of a lung-protective ventilation strategy with lower tidal volumes may lower the incidence of these outcomes. Como vou relacionar curva PV e parâmetros na máquina? STRESS STRAIN STRAIN ◦ ALONGAMENTO DA ESTRUTURA ALVEOLAR COMPARADO COM A SUA POSIÇÃO EM REPOUSO ◦ RELACIONA-SE COM O VOLUME FINAL EXPIRATÓRIO STRESS ◦ TENSÃO SOBRE O PARÊNQUIMA PULMONAR ◦ RELACIONA-SE COM PRESSÃO TRANSPULMONAR Septo alveolar e interstício pulmonar com a insuflação pulmonar Amato & Marini, 1998 DRIVING PRESSURE ◦ Pressão de distensão = Ppl-PEEP ◦ Manter ≤ 15 cmH2O nos casos de SARA moderada a grave; Effects of positive end-expiratory pressure on alveolar recruitment and gas exchange in patients with adult respiratory distress syndrome. Ranieri, VM;1991. CÁLCULO DE PEEP IDEAL ◦ Desabilitar backup ◦ Mudar para VCV mantendo peep 25 (Vt 4ml/kg peso, fluxo = 60l/min, onda quadrada, FR = 10 ipm, FIO2=1) ◦ INICIAR COM PEEP 25, COM DECREMENTOS DE 2 cmH2O, mantendo por 10 ciclos; ◦ Calcular Cest para cada valor de PEEP; ◦ Diminuir progressivamente a PEEP até valores de Cest diminuir de forma evidente; ◦ PEEP IDEAL= PEEP com maior Cest + 2; ◦ Recrutar novamente e instalar a peep ideal. CÁLCULO DE PEEP IDEAL Ajuste da PEEP pela Complacência Suter PM e col. NEJM, 1975 Amato e col. NEJM, 1998 S ob re vi da ( % ) Dias após a randomização How to ventilate patients with acute lung injury and acute respiratory distress syndrome. Gattinoni,L., 2005; 11: 69-76 Ventilatory management of acute respiratory distress syndrome: A consensus of two. Marini, J., 2004; 32: 250-256. ↑ PEEP x ↓PEEP ABERTURA E FECHAMENTO DE ALVÉOLOS STRESS/STRAIN • QUANDO RECRUTAR? • POR QUE RECRUTAR? • PULMÃO É RECRUTÁVEL OU NÃO? Porque recrutar o pulmão? • Colapso alveolar • Lesão induzida • Elevada FIO2 www.inspirar. b Qual a nossa ROTINA? SARA -Rel < 200 -C < 30 -Rx + 1 qdrate (2/3) Estrategia Protetora VCV PCV Pplateau > 30 ou Cest,sr < 30 SatO2 < 92% com FiO2 = 60% Recrutar 35 PEEP Pi 50 120 seg Sem melhora em 24 horas Prono + Recrutame nto Experimentação com uso de TC: Vt e PEEP • PaO2; • Alterações PaCO2; • Alterações na Mecânica; • Resposta Hemodinâmica. Marini,2004. Bugedo, G; Int Care Med 2003; 29: 218–225 CPAP 30-40 40 s REPETIR Villagrá, A et al., Am J. Respir. Crit. Care Med. 2002 CPAP/PEEP Cest > 40 ml/cmH2O → CPAP 30 cmH2O - 40”/3x. Cest < 40 ml/cmH2O → CPAP 35 cmH2O - 40”/3x. Cest < 30 ml/cmH2O → PPI 15 cmH2O/PEEP 35 cmH2O - 2’/3x. MANOBRA RECRUTATIVA ROTINA = PEEP 35 cmH2O PCV 15 cmH2O ( 120 seg) AVALIANDO RESULTADOS RESPOSTA FUNCIONAL MODIFICAÇÕES NA Cest; PaO2/FiO2 > 300mmHg Efeitos colaterais da Manobra de Recrutamento INTERROMPA A MANOBRA!!! FC > 140 bpm ou < 60 bpm, arritmias PAM < 60 mmHg Qual a frequência de recrutamentos? • Não estabelecida • Desrecrutamento Determinando o número de manobras recrutativas TEMPO DE RESPOSTA FUNCIONAL The Pragmatics of Prone Positioning. Messerole, E. ,2002; 165: 1359-1363. Posicionamento prono • Facilita o recrutamento • Melhora a PaO2 / FiO2 • Fase inicial IRA hipoxêmica profilático CONTRA-INDICAÇÕES RELATIVAS • Grandes Queimados; • Trauma face, superfície ventral; • Fratura pélvica; • Arritmia Cardíaca; • Hipotensão; • Hipertensão craniana. CONSIDERAÇÕES ◦ Se houver dessaturação abaixo de 90% mantida após 10 minutos da rotação, retornar para supina. ◦ Coletar gasometria após 1 hora de prona. Considerar o paciente como respondedor se a PaO2/FIO2 aumentar em 20 ou PaO2 aumentar em 10mmHg. ◦ Retornar a posição supina se PCR, piora hemodinâmica grave, arritmias ou suspeita de deslocamento do TOT; “ A evidencia para a aplicação de manobras de recrutamento a pacientes com LPA/SDRA é ainda exígua...Não há evidencias disponíveis de que este beneficio nas trocas gasosas se traduza num beneficio em termos de desfecho clínico” GRAU DE RECOMENDAÇÃO : B J.Bras. Pneumol. 2007;33 (supl 2) : S 119-S 127 III Consenso Brasileiro de Ventilação Mecânica Alveolar Recruitment in Pulmonary and Extrapulmonary Acute Respiratory Distress Syndrome Comparison Using Pressure–Volume Curve or Static Compliance Arnaud W. Thille, M.D., Jean-Christophe M. Richard, M.D., Ph.D., Salvatore M. Maggiore, M.D., Ph.D.,V. Marco Ranieri, M.D., Laurent Brochard, M.D. Anesthesiology 2007; 106:212–7 “.....o recrutamento alveolar PEEP-induzido parece ser independente da causa de SARA...... em nosso estudo, o potencial para o recrutamento alveolar era tão bom nos pacientes com SARA pulmonar quanto naqueles com SARA extrapulmonar. As decisões sobre o nível de PEEP ou o uso de técnicas de recrutamento durante a ventilação mecânica não devem ser baseadas na origem da SARA.” Effect of Lung Recruitment and Titrated Positive End-Expiratory Pressure (PEEP) vs Low PEEP on Mortality in Patients With Acute Respiratory Distress Syndrome: A Randomized Clinical Trial Writing Group for the Alveolar Recruitment for Acute Respiratory Distress Syndrome Trial (ART) Investigators. JAMA. 2017;318(14):1335-1345. doi:10.1001/jama.2017.14171 VENTILAÇÃO MECÂNICA NO DPOC • TOT; • MODO INICIAL; • FiO2; • VC: 6 l/kg peso; • FR: 8-12 ipm; • Fluxo desacelerado, 40-60 l/min; • Te alto PEEP NO DPOC • PEEP externa: objetiva contrabalançar a Auto-PEEP; • Em VCV: avaliar Ppl ( diminuida ou mantida); • Em PCV: avaliar VCexal: - Se reduzir: piora da hiperinsuflação; - Se aumentar: desinsuflação. • A/C: PEEP = 85% do valor PEEPi VENTILAÇÃO MECÂNICA NA ASMA • MODO: PCV/VCV • VC: 6ml/kgpeso • Pins max: < 50 cmH2O • Ppl: < 35cmH2O • Auto-PEEP: <15 cmH2O • Fr: 8-12 • F: 60-100l/min • PEEP: 3-5 Manter CO2 < 80 mmHg e pH > 7,20 MODOS DE CONTROLE PRESSÃO SUPORTE: pressão programada, fluxo resultante, porém o ciclo termina quando um valor mínimo de fluxo é atingido (fluxo de corte) (25% fluxo pico). Vol e Ti dependem esforço e mecânica do paciente. DESMAM E PROTOCOLOS ❖ EMPIRISMO; ❖ FASES: 1. PRÉ-DESMAME: CRITÉRIOS CLÍNICOS; 2. PROCESSO DE DESMAME: MÉTODO DE INTERRUPÇÃO DA VM; 3. EVOLUÇÃO DO DESMAME: SUCESSO/ INSUCESSO. MÉTODO DE INTERRUPÇÃO TUBO T 2Hs PSV 7 cmH2O SINAL DE INTOLERÂNCIA RETORNO ÀS CONDIÇÕES PRÉVIAS MONITORAR 24 Hs INSUCESSO SUCESSO SIM NÃO OBSERVAR SE: FR > 35 ipm; SaO2 < 90% FC > 140 bpm; PA > 180 mmHg ou < 90 mmHg; Agitação, sudorese, alteração nível de consciência O QUE SABEMOS HJ? Brochard L. e col.; AJRCCM, 1994 456 pacientes 347 (76%) extubados após 2h em tubo T 109 randomizados em 3 grupos: 1. Tubo T: aumento progressivo até suportar 2h (até 3 tentativas/dia) 2. PS: ⇓ 2 a 4cmH2O 2x/d até 8cmH2O 3. SIMV (sem PS): ⇓ 2 a 4rpm até f < 4rpm por mais de 24h Tempo de desmame: ... Q ueSIM V r eta rda o d esm am e !! Ventilação sincronizada mandatória intermitente Recomendação: Evitar o modo ventilação mandatória intermitente sincronizada sem pressão de suporte (SIMV) como método de desmame ventilatório. Grau de Evidência: A III CONSENSO BRASILEIRO DE VM Estebán A e col.; NEJM, 1995 546 pacientes 416 (76%) extubados após 2h em tubo T 130 randomizados em 4 grupos: 1. Tubo T 1x/dia 2. Tubo T, 2 ou mais x/dia f < 35 rpm 3. PS: ⇓ 2 a 4cmH2O 2x/d até 5cmH2O (f < 25rpm) 4. SIMV (sem PS): ⇓ 2 a 4rpm até f < 4rpm por mais de 24h Muitos pacientes não necessitam de redução gradual de suporte ventilatório e sim de interrupção imediata da VM. ... Q ue Tub o T = P SV !!! Effect of Spontaneous Breathing Trial Duration on Outcome of Attempts to Discontinue Mechanical Ventilation. Esteban, A. e col. & Spanish Lung Failure Collaborative Group. Am J Respir Crit Care Med, 159:512-18, 1997 Teste e extubação c/ sucesso Teste c/ sucesso Reintubação Teste falho ...M eia ho ra é s ufi cie nte ! VM > 24 hs PSV TUBO T 7 cmH2O 15 cmH2O 30 min 2 hs Are Blood Gases Necessary in Mechanically Ventilated Patients Who Have Successfully Completed a Spontaneous Breathing Trial? Shawn R Pawson MD and Jack L DePriest MD Respir Care 2004;49(11):1316 –1319. BACKGROUND: The utility of routinely obtaining arterial blood gas analyses (ABGs) prior to extubation in patients who have successfully completed a spontaneous breathing trial is not known. OBJECTIVE: Review our practices and determine our extubation success rate with a policy of selective ABG utilization. CONCLUSION: ABG measurement does not appear to be a prerequisite to extubation following a clinically successful spontaneous breathing trial. www.inspirar. Recomendação: Os índices �siológicos preditivos de desmame pouco auxiliam na decisão de iniciar ou não períodos de respiração espontânea,ou na redução da taxa de suporte ventilatório. A relação freqüência respiratória/volume corrente (f/VT – índice de respiração rápida super�cial) parece ser a mais acurada. Grau de evidência: B Índices �siológicos preditivos de fracasso de desmame/extubação ... Q ue os índ ice s p red itiv os são des nec ess ário s !! ! DESMAME X VNI • 221 Pacientes • 48 hs – VM • Randomizados – Tto Convencional (107) VNI (114) Esteban et al. N. Engl. J. Med. 2004;350:2452-2460. MORTALIDADE Grupo VNI (25%) Grupo Controle ( 14%) – p = 0,048 Risco de óbito = 1,78 vezes Esteban et al. N. Engl. J. Med. 2004;350:2452-2460. ... Q ue a V NI não res gat a o in suc ess o!! ! Inspiratory Muscle Training is Ineffective in Mechanically Ventilated Critically Ill Patients Clinics 2005;60 (6):479-84 Pedro Caruso, Silvia DC Denari, Soraia AL Ruiz, Karla G Bernal, Gabriela M Manfrin, Celena Friedrich, Daniel Deheinzelin Resultados • TMI não abreviou o desmame da VM nem reduziu a taxa de re-intubação - inviabilidade de treino muscular em pacientes críticos (alterações fisiológicas) - overtraining - fadiga - baixa duração ou baixa carga de trabalho ... Q ue TM I nã o é efe tivo no des ma me !!! ANÁLISE DA CORRELAÇÃO ENTRE A ESCALA DE RAMSAY E O DESMAME DA VENTILAÇÃO MECÂNICA A. L. Quintas Neto; E. Eberhardt; L. A. Leandro;R. R. Barbosa; A. P. O. Rodrigues; E. E. Aquim ... Q ue a q uan tida de de sed açã o não é p rop orc ion al a o te mp o d e des ma me !!! ANÁLISE DA CORRELAÇÃO ENTRE A ESCALA DE RAMSAY E O DESMAME DA VENTILAÇÃO MECÂNICA A. L. Quintas Neto; E. Eberhardt; L. A. Leandro;R. R. Barbosa; A. P. O. Rodrigues; E. E. Aquim ... Q ue o te mp o d e s eda ção é pro por cio nal ao tem po de des ma me !!! www.inspirar.com. b Impacto da Bicicleta Ergométrica sobre o Desmame da Ventilação Mecânica E. E. Aquim;M. L. Cerqueira Neto;G. Girotto; M. C. Schneider; N. Mansour. Impacto da Bicicleta Ergométrica sobre o Desmame da Ventilação Mecânica E. E. Aquim;M. L. Cerqueira Neto;G. Girotto; M. C. Schneider; N. Mansour. www.inspirar.com. b ... Q ue a a tivi dad e fí sic a iso lad am ent e n ão red uz o tem po de des ma me !!! Fisioterapia Motora Precoce no Tratamento da Insuficiência Respiratória Aguda em Unidade de Terapia Intensiva Morris, PE; Goad A; Tompson C; Taylor K; Harri B; Passimore L; Ross A; Anderson L; Baker S; Sanches S; Penley L; Howard A; Dixon L; Leach S; Smal R; Hite D; Haponik E. (Crit. Care Med. 2008; 36;000-000 Published ahead of print) 330 pctes - VM > 48 h Grupo P = Protocolo (n=165) Grupo U = Cuidados Usuais (n=165) Grupo P recebeu + sessões de Fisioterapia 80% X 47% (p < 0,001) Grupo P saiu + precocemente da cama 5 X 11 dias (p < 0,001) Grupo P = menor tempo de internação em UTI 5,5 X 6,9 dias (p < 0,025) Grupo P = menor tempo de internação hospitalar 11,2 X 14,5 dias (p < 0,006) ... Qu e a Fis iote rap ia r edu z tem po de inte rna ção !!! O paciente está pronto para iniciar o desmame? Pré-desmame: Reversão do processo que provocou a IRpA Estabilidade hemodinâmica Sem fármacos vasoativos Estabilidade neurológica ( Glasgow>8) Sem fármacos sedativos Sem programação cirúrgica Sem distúrbio eletrolítico grave PaO2>60 c/FiO2 ≤ 0,4 e PEEP ≤ 5 cmH2O PaO2/FiO2>200 Pimax<-25 cmH2O Teste de autonomia Ventilatória Monitorar por 2 horas: f<30, SaO2>90%, FC<120, f/ Vt<106 Sem: agitação, sudorese, diminuição nível de consciência, respiração paradoxal, instabilidade hemodinâmica Si m Repouso em VM por 24 h Correção distúrbios clínicos Fisio respiratória Desmame gradual PSV p/ f<30 e Vt>5ml/ kg ↓ PSV de 2/2 Mantendo f/Vt < 106 Desmame difícil Reabilitação pulmonar Treinamento muscular Novas estratégias? PSV=7 e PEEP ≤ 5 cmH2O Monitorar por 2 horas: f<30, SaO2>90%, FC<120, f/ Vt<106 Sem: agitação, sudorese, diminuição nível de consciência, respiração paradoxal, instabilidade hemodinâmica Extubaç ão Si m Nã o Si m Nã oOliveira e cols; RBTI, v14:22-32 NOSSA ROTINA LAUDO FUNCIONAL ◦ RESISTÊNCIA ◦ COMPLACÊNCIA ◦ RESERVA FUNCIONAL Cest,sr LAUDO FUNCIONAL Rva Reserva Funcional PEEP Posicionamento Analgesia Terapia Manual PPI T H B Considerar BD Verificar TOT Sentar Atividade Física Considerar passeios fora da UTI PASSEIOS FORA DA UTI DESMAME DIFÍCIL Processo de desmame ⇒ falência respiratória ⇒ mín. 24hs repouso da musculatura respiratória. Equipe multidisciplinar avalia as causas da falha!!! Planejamento de manobras especiais e reabilitação!!! Objetivo: Medir o nº de pacientes submetidos a VM que tiveram sucesso na extubação da VM Unidade de tempo: mensal INDICADORES Nome do indicador: Sucesso na extubação da Ventilação Mecânica Gerência: Fisioterapia Setor: UTI’s Definido por : Coordenação de fisioterapia Data da Emissão: 04/02/05 Data da revisão: Sucesso na extubação = nº pctes c/ sucesso na extubação * 100 Paciente extubados mês Meta: 85% Interpretação: O índice será um número entre 0 e 100, onde o valor 100 significa que houve sucesso de 100% na extubação da VM. Campos Formulário de Coleta de Dados: Total de pacientes sob protocolo de VM Pacientes internados em leitos das UTI’s Padrão Referencial: Profisio Ventilações com duplo controle PAV Proportional Assist Ventilation • Respiração Espontânea; • Oferece assistência ao paciente em proproção ao seu esforço; • Ocorre uma avaliação do ciclo anterior e adaptações à mecânica do paciente; • Pressão de Suporte Adaptada. Ventiladores • Respironics • Dräger • Capacidade de mensurar o esforço do paciente a cada ciclo • Equação do Movimento: • Pmusc= Pres+Pel • Pmusc= QxR+V/C Aplicação Clínica % PAV = 10 a 90%, suporte do ventilador; Restante = esforço do paciente Critérios de Indicação •Drive respiratório • Controle neuromuscular intacto • Indicação para PS • Controle ventilatorio do paciente • Conhecimento das mudanças de mecânica • Ventilador responde à mudança de mecânica respiratória: --- MANTEM PROPORÇÃO DE TRABALHO FEITO PELO VENTILADOR; LIMITAÇÕES • 5-10% pcts não se adaptam: - Hiperinsuflação + fraqueza muscular; • Medida inadequada da Resistência: -Picos de fluxo altos -> > carga de trabalho resistivo -> PAV não compensa Volume controlado com pressão regulada - Pressure- Regulated Volume-Control (PRVC – Servo 300, Servo i), Adaptative Pressure Ventilation (APV – Hamilton Galileo), Auto-flow (Evita 4) e Variable Pressure Control (Venturi). *cicladas a tempo e limitadas a pressão que utilizam o volume corrente como feedback para ajustar continuamente o limite de pressão. AUTOFLOW • Usado em VCV; • Fluxo controlado passa a ser desacelerado e associado a PCV; • Demanda o VC predeterminado através da menor pressão inspiratória possível; • Reduz Ppi; • Permite ao pct resp esp em qq tempo durante o ciclo respiratório. AUTOFLOW AUTOFLOW: O QUE ACONTECE QUANDO ACIONADO? • A força da próxima vent mandatória é um fluxo mínimo para se obter o VC pré-determinado; • A pressão inspiratória final resultante é a pressão inspiratória utilizada no próximo ciclo; • Subsequentemente, o fluxo passa a ser desacelerado. • Expiração se inicia: Volume demandado é comparado com o pré- determinado; • A pressão inspiratória para o próximo ciclo é ajustado, para mais ou menos, de acordo com o volume inspiratório mensurado no ciclo anterior. AUTOFLOW: O QUE ACONTECE QUANDO ACIONADO? • A pressão inspiratória altera-se com uma variação de 3 mmbar por ciclo • Se o VC não for atingido: alarme de baixo volume é disparado AUTOFLOW: O QUE ACONTECE QUANDO ACIONADO? Vantagens do Autoflow VANTAGENS • MAIOR CONFORTO E MENOR STRESS AO PCT • RESPIRAÇÃO ESPONTÂNEA • PRESSÕES MENORES -> MENOR EFEITO HEMODINÂMICO AUTOFLOW • SE Vt > alarme de VC máx: fase inspiratória é finalizada • ALARME DE Ppi passa a exercer a função de Plim ATC (Automatic Tube Compensation) • Respiração espontânea; • Diminuir o trabalho resistivo imposto ao paciente pela presença da via aérea artificial – tubo orotraqueal ou traqueostomia. • Pode ser associado a PSV; Pressão de suporte com volume corrente garantido - Volume-Assured Pressure-Support (VAPS – Bird 8400Sti e Tbird), Pressure Augmentation (PA – Bear 1000) * ventilador muda do controle a pressão para o controle a volume dentro do mesmo ciclo. OBRIGADA!! gabismlucin@gmail.com