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CONSULTA DE ENFERMAGEM EM CRIANÇA

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e a finalidade 
(OLIVEIRA, 2005). 
Pele 
Coloração: Dependerá de alguns fatores, como raça e descendência predominantes, 
podendo ser clara, rosada, castanho, vermelha, amarela. 
O enfermeiro deve conhecer as alterações, que somadas a outros sinais e sintomas, podem 
representar algum problema de saúde da criança 
(OLIVEIRA, 2005) 
Alterações da coloração: 
Palidez: pode representar anemia, doenças crônicas, edema ou choque. 
Equimose: são áreas grandes e difusas, geralmente azuis ou negras, causadas por hemorragias 
sob a pele, resultantes de traumatismos. 
Eritema: pode ser resultado do aumento do fluxo sanguíneo, inflamação local, alergias. Comum 
no recém-nascido. 
http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/saude_crianca_crescimento_desenvolvimento.pdf
Cianose: tom azulado, podendo representar hipotermia, redução de hemoglobina, falência da 
bomba cardíaca, hemoglobina desoxigenada (OLIVEIRA, 2005). 
Alterações da coloração: 
Icterícia: coloração amarelada da pele, decorrente de sua impregnação por bilirrubina; é achado 
comum, especialmente nas crianças com idade entre 48 e 120 horas de vida. 
RN a termo (37-40 semanas de gestação): 
Fisiológica: início após 24 horas de vida, visível entre o 2º e 3º dia após o nascimento, 
diminuindo no 5º-7º dia, sem tratamento. 
Principais causas: imaturidade (Ex.: renal, hepática e na formação das hemoglobinas). 
Perfusão periférica: Tempo de enchimento capilar 
O DE Perfusão Tissular Periférica Ineficaz refere- se à redução na circulação sanguínea para a 
periferia, a qual é capaz de comprometer a saúde. 
Textura: lisa, levemente seca. 
Turgor tecidual: elasticidade da pele, indicando o estado de hidratação da criança (OLIVEIRA, 
2005). 
 
Couro cabeludo e cabelo: 
Limpos (verificar pediculose, abcessos, miíases). 
Cabelos brilhantes, variando de acordo com a genética. 
Unhas: róseas, convexas, macias e firmes (não quebradiças). 
Unhas quebradiças podem indicar alguma hipovitaminose. 
Unhas curtas e mal aparadas podem indicar o hábito da criança de roer unhas (HOCKENBERRY 
e WILSON, 2014). 
 
Linfonodos: 
Devem ser avaliados de acordo com a parte do corpo da criança que está sendo 
examinada. 
Os linfonodos não são palpáveis. 
Quando palpáveis podem indicar sinal de infecção/inflamação próxima à região palpada. 
 
Fonte: adaptado de HOCKENBERRY e WILSON, 2014, p.117 
 
 
 
Cabeça e pescoço: avaliar o formato e a simetria. 
O crânio do RN possui suturas e fontanelas que permitem o crescimento do cérebro até, 
aproximadamente, 2 anos de idade e protege a estrutura cerebral de impactos externos. 
 
 Fonte: Adaptado de HOCKENBERRY e WILSON, 2014, p.189 
O crânio deve ser palpado para verificar as suturas e as fontanelas presentes: 
Suturas–frontal, coronal (direita e esquerda), sagital, lambdoide (direita e esquerda) e 
fontanelas–anterior ou bregmática e a lambida (18 meses), lambdoide ou posterior (3 meses). 
 
Olhos: avaliar o formato e a simetria, presença de lágrimas, movimentos palpebrais, secreção e 
acompanhamento/fixação da luz. 
Conjuntiva bulbar e córnea: devem ser de cor transparente e demonstrar umidade por meio do 
brilho. A opacidade da córnea pode representar traumatismos, lesões ou cicatrizes, devendo ser 
investigada. 
Esclerótica: deve ser clara e, no RN, pode ser levemente azulada. 
Pupilas: fotorreagentes, isocóricas, redondas e simétricas. 
O RN possui a visão monocular e podem ser, eventualmente, verificados estrabismo transitório 
e nistagmohorizontal. 
São necessários a verificação da binocularidade e o acompanhamento a partir do 3º e 4º meses 
de vida. 
É importante realizar uma investigação oftalmológica mais detalhada caso ocorra a presença de 
estrabismo após essa fase (BRASIL, 2012 A). 
 
Inspeção das estruturas internas do olho: 
O enfermeiro deve utilizar o oftalmoscópio. 
RN: avaliar a importante presença do reflexo vermelho (teste do olhinho) uniforme e brilhante, 
demonstrando as artérias, a mácula e a fóvea central. 
Acuidade visual (para crianças maiores de 4 anos). 
 
Ouvidos: 
Inspeção das estruturas externas do ouvido. 
Avaliar a implantação das orelhas, medindo o alinhamento e a altura da implantação (linha 
imaginária da órbita externa do olho até o occipúcio craniano). 
O topo do pavilhão deverá passar pela linha imaginária, a higiene e se há presença de secreção 
externa. 
Inspeção das estruturas internas do ouvido: permitem visualizar a membrana timpânica por 
meio da luz, usando o otoscópio: 
Posicione a criança adequadamente (sentada ou deitada / lateral). A criança deve ser contida, 
caso não colabore ou seja RN ou lactente. 
Retificação do canal auditivo permite a visualização do tímpano: 
Lactentes: puxar a orelha para baixo e para trás. 
Maiores de 3 anos: puxar a orelha para cima e para trás. 
 
Fonte: HOCKENBERRY; WILSON, 2014; p. 123 
 
Boca, garganta e dentes: 
Estruturas internas da boca: 
Bochechas e gengivas úmidas e sem lesões. 
Palatos íntegros; úmidos ou se apresentam Palatosquise: Fenda palatina ou do palato, de 
caráter congênito, também chamada de goela de lobo. 
Amídalas (sem edema, brilhante e rósea). 
Dentes: presença ou ausência (sem idade definida para surgimento). 
Desde o nascimento deve ser constituído o hábito de higienização bucal da criança, orientando 
o cuidador e estimulando a criança nesse sentido. 
Diagnóstico e tratamento dos problemas bucais. 
 
 Fonte: http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer /0,,EMI328589-15151,00.html 
 https://www.altoastral.com.br/jeito-certoescovar- dentes-criancas/ 
Tórax e o sistema cardiopulmonar: 
O tórax deve, inicialmente, ser inspecionado quanto: ao formato; à simetria; aos movimentos 
respiratórios; ao desenvolvimento mamário. 
O posicionamento dos pontos ósseos (costela e esterno) (BRASIL, 2012; HOCKENBERRY; 
WILSON, 2014). 
 
http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer
https://www.altoastral.com.br/jeito-certoescovar-%20dentes-criancas/
Tórax e o sistema cardiopulmonar: O formato da caixa torácica da criança do período neonatal 
até o final do período de lactente, o diâmetro anteroposterior é igual ao diâmetro transversal 
ou lateral. 
 
Conforme a criança cresce, o tórax aumenta mais na direção transversal, tornando o diâmetro 
anteroposterior menor (BRASIL, 2012; HOCKENBERRY; WILSON, 2014). 
 
 
O perímetro torácico (PT) é menor que o perímetro cefálico (PC) até os dois anos de idade, 
quando essas medidas se igualam. 
Após os dois anos de idade, o PT começa a ficar maior que o PC. 
 
O desenvolvimento mamário nas meninas é verificado no período pré-puberal, geralmente 
tendo início aos 10 anos de idade. 
Investigar: desenvolvimento mamário antes desse período ou tardiamente (BRASIL, 2012 B; 
BRASIL, 2008). 
 
Observar os movimentos respiratórios. 
Verificar a frequência; Ritmo; Profundidade; Qualidade (sem esforço, com esforço). 
Auscultar, para identificar as características predominantes e os locais das alterações. 
 
Pulmões: 
Observar os movimentos respiratórios. 
Verificar a frequência; Ritmo; Profundidade; Qualidade (sem esforço, com esforço). 
Auscultar, para identificar as características predominantes e os locais das alterações. 
 
 
 
Ausculta pulmonar: 
Utilize o estetoscópio adequado ao tamanho da criança (neonatal ou pediátrico). 
 Neonatos, lactentes e pré-escolares: deve ser realizada, preferencialmente, na região dorsal, 
com a criança posicionada no colo do cuidador, ou sentada, favorecendo a ausculta dos sons 
respiratórios. 
A respiração do RN é do tipo costoabdominal: comuns as variações de frequência e ritmo 
respiratório, com pausas respiratórias curtas. 
Certifique-se de que a criança esteja calma e que não esteja chorando, falando ou rindo. 
Ambiente: aquecido e silencioso; Estetoscópio aquecido; Abordagem simétrica e comparativa 
entre os hemitórax