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CONSULTA DE ENFERMAGEM EM CRIANÇA

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direito e esquerdo. 
 
 
Palpação, percussão e ausculta: feitas em toda a área de extensão do 
parênquima pulmonar. 
A percussão deve revelar o som claro pulmonar característico, exceto na área de 
projeção do fígado, onde o som pode ser submaciço ou maciço. 
 
Tórax e o sistema cardiopulmonar: coração 
Coloque a criança na posição sentada ou em semi-fowler. 
Verifique a presença de todos os pulsos –carotídeo, apical, braquial, radial, femoral 
(principalmente), poplíteo, tibial posterior e pedioso dorsal –e as características da pulsação –
pulso forte, fraco, ausente, presente, rítmico, arrítmico. 
A ausculta cardíaca compreende os focos aórtico, pulmonar, tricúspide e mitral. 
 
Ausculta cardíaca: realizada com a criança calma e repetida várias vezes, avaliando-se as bulhas 
nos focos em que são normalmente mais audíveis. 
O ictus cordis (pulsação do coração), em geral, não é visível e a palpação do precórdio é pouco 
perceptível. 
Localização: 
 
Fonte: HOCKENBERRY e WILSON, 2014 
 
Os sons cardíacos são encontrados de acordo com a localização anatômica das valvas cardíacas 
e estão descritas no quadro a seguir: 
B1 ou S1 (fechamento das valvas tricúspide e mitral). 
B2 ou S2 (fechamento das valvas aórtica e pulmonar). 
Durante a inspiração, podemos ouvir o desdobramento da B2 (fisiologicamente normal). 
 
* menores de 7 anos, posicionar no 4º EI. Adaptado de: Brasil (2012 B) e Hockenberry e Wilson (2014). 
Abdome: 
Iniciar pela inspeção, a ausculta e, então, a palpação. Posição ortostática, em decúbito dorsal. 
RN e lactentes: formato cilíndrico e proeminentes. 
Avalie o umbigo quanto à localização, higiene e características (BOWDEN; GREENBERG, 2005; 
HOCKENBERRY; WILSON, 2014). 
Avaliação do coto umbilical do RN: 
Inicialmente gelatinoso, seca progressivamente, mumificando-se entre o 3º ou 4º dia de vida, 
desprendendo-se do corpo em torno do 6º ao 15º dia. 
Fígado pode ser palpável até 2 cm abaixo da borda costal direita em lactentes menores. 
Baço não é palpável em nenhuma idade. 
As hérnias comuns em lactentes e podem ser palpadas: 
Hérnia inguinal: comum em meninos, com massa palpável na região escrotal. 
Hérnia femoral: comum em meninas, com massa palpável na região da superfície anterior da 
coxa. 
Hérnia umbilical: palpada na região periumbilical e evidenciada durante o choro, em RN e 
lactentes. (BOWDEN; GREENBERG, 2005; HOCKENBERRY; WILSON, 2014). 
Sistemas urinário e genital 
A avaliação da genitália da criança segue do exame abdominal, enquanto a criança ainda está 
em decúbito dorsal. 
Genitália Masculina: A palpação da bolsa escrotal permite verificar a presença ou ausência dos 
testículos, que podem encontrar-se também nos canais inguinais. Denomina-se criptorquia a 
ausência de testículos na bolsa escrotal ou canal inguinal. 
 
Recém-nascidos (RN): a primeira urina costuma ocorrer na sala de parto ou nas primeiras 48 
horas. Em mais de 90% ocorre nas primeiras 24 horas. 
Densidade urinária da criança é menor que a do adulto e, portanto, mais clara. 
Dorso e membros 
Dorso: o recém-nascido tem a curvatura dorsal em forma de C, a partir das curvas 
torácicas e pélvicas. 
 
 Fonte: Referência: BABY-2610206_960_720.JPG. Disponível em: 
<https://cdn.pixabay.com/photo/2017/08/08/03/50/baby- 2610206_960_720.jpg>. 
De acordo com os períodos etários, surgem as mudanças em relação ao tônus muscular da 
coluna cervical (que dá sustentação à cabeça) e da coluna vertebral, alterando gradativamente 
a postura típica da curva em S dobrada (BOWDEN, GREENBERG, 2005; HOCKENBERRY, WILSON, 
2014). 
Examine a coluna, se possível com a criança de pé e ereta. 
Com a coluna exposta, observe a região posterior, verificando se há assimetria dos ombros e 
quadris. 
Com a criança inclinada para frente, com as costas paralelas ao chão, observe de lado, notando 
assimetria ou proeminência gradil costal (BOWDEN, GREENBERG, 2005; HOCKENBERRY, 
WILSON, 2014). 
 
REFERÊNCIAS: 
MARCONDES, E. Pediatria básica. 9 ed. São Paulo: Sarvier, 2011. 3 TOMOS RODRIGUES, Y. T.; 
RODRIGUES, P. P. B. Semiologia pediátrica. 3 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2009. 
BOWDEN, V. R.; GREENBERG, C. S. Procedimentos de enfermagem pediátrica. 3 ed. Rio de 
Janeiro: Guanabara Koogan, 2013. 
SIGAUD, C. H de S., VERISSIMO, M de L. O. R. Enfermagem pediátrica: o cuidado de enfermagem 
a criança e ao adolescente. São Paulo: EPU, 2005. 
SCHMITZ, E. M. R. Enfermagem em pediatria e puericultura. São Paulo: Atheneu, 2005. 
HOCKENBERRY, M. J, WILSON, D. Wong: fundamentos de enfermagem pediátrica: adaptado à 
realidade brasileira. 9 ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2014. 
BRETAS, J. R. da S. Cuidados com o desenvolvimento psicomotor e emocional da criança. São 
Paulo: Iátria, 2006. 
BRETAS, J. R. da S.; SABATES, A. L.; RIBEIRO, C. A. Manual de exame físico para a prática da 
enfermagem em pediatria. São Paulo: Iátria, 2013.