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SEXUALIDADE 
E 
GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA
PROFª RUTH KELLY
ENTENDENDO CONCEITOS
• SEXO: biológico, anatomia do corpo;
• GÊNERO: valores e papéis que cada cultura identifica como masculino e
feminino;
• SEXUALIDADE: conceito amplo que engloba o sexo, quanto o gênero e
identidade sexual.
SEXUALIDADE
• Acompanha-nos desde a infância, sofrendo alterações ao longo do tempo.
• A adolescência tem características diferentes de todas as outras fases.
SEXUALIDADE
Segundo a OMS…
• Sexualidade não é sinônimo de relação sexual. Sexualidade é uma energia que 
nos motiva a procurar amor, contato, ternura e intimidade; que se integra como 
nos sentimos, movemos tocamos e somos tocados; é ser sensual e ao mesmo 
tempo sexual; ela influencia pensamentos, sentimentos, ações e interações e, 
por isso, influencia também a nossa saúde física e mental.
• A sexualidade acompanha-nos desde a infância e sofre modificações ao longo de 
toda a nossa vida.
SEXUALIDADE
• A sexualidade influencia pensamentos, sentimentos, comportamentos e
interações;
• Depende da pessoa, das suas características genéticas, das da educação
familiar, das interações ambientais, das condições socioculturais, etc;
• É na adolescência que se evidenciam os comportamentos socioafetivos e
sexuais.
SAÍDA DA INFÂNCIA
Meninas: Menstruação
Meninos: Primeira ejaculação
Emoções despertadas: 
- Angústia e culpa; 
- Experiências desejadas e, portanto, motivo de orgulho.
CARACTERÍSTICAS DA SEXUALIDADE
• Por volta dos 11 – 12 anos, o adolescente está mais voltado para si mesmo, para 
o seu corpo; 
• O despertar da masturbação: essa prática proporciona um conhecimento do 
corpo; 
• Mitos sobre a masturbação; 
• A masturbação faz parte do desenvolvimento normal;
SEXUALIDADE
- Entrar em contato com o corpo modificado é algo que, quase sempre, causa
desconforto e estranheza;
- Com a intensa excitação, característica da adolescência, sintomas como medos
e fobias podem aparecer;
- A relação de amizade com os amigos do mesmo sexo é uma forma de proteger-
se do contato com o sexo oposto, que é muito desejado, mas muito temido
também;
- O adolescente pode ter fantasias ou contato com pessoas do mesmo sexo;
SEXUALIDADE
- Por volta dos 15 anos, o adolescente começa a definir sua inclinação sexual;
- A masturbação ainda está presente, mas possui outras características, pois já é
acompanhada de fantasias com outras pessoas;
- O adolescente volta-se, geralmente, para o amor heterossexual;
- São frequentes as paixões platônicas;
SEXUALIDADE
- A pornografia, o uso de álcool ou drogas pode ser alvo de interesse dos
adolescentes;
- As relações em grupo podem acontecer em meio a sentimentos de inveja, ódio,
competição e traição;
- Para alguns adolescentes ocorrem as primeiras relações sexuais:
1. Os meninos tendem a espalhar a notícia;
2. As meninas ‘rendem-se’ a essa situação.
SEXUALIDADE
- Há um afloramento da criatividade, do otimismo, do desejo de justiça...
- No final da adolescência, o jovem está mais independente, não precisa tanto do
grupo e está à procura de um(a) parceiro(a), com uma capacidade maior de
desenvolver a ternura e o cuidado com o objeto amoroso;
- Há uma tendência a ir substituindo a masturbação pela relação sexual com
um(a) parceiro(a);
SEXUALIDADE
- Surgem os primeiros interesses sexuais e o início de relações íntimas (ficar,
namorar, transar);
- A perda da virgindade ainda é um marco importante para os jovens;
- A virgindade pode ser vivenciada com orgulho ou com culpa excessiva, de
acordo com a educação e tradição da família;
INICIAÇÃO SEXUAL PRECOCE
- Idade média da primeira relação sexual:
1. Ocorre entre 15 e 16 anos para os homens;
2. Para as mulheres ocorre aos 17 anos.
- O início cada vez mais precoce da atividade sexual pode expor os adolescentes
a risco aumentado de infecções por doenças sexualmente transmissíveis, a
gravidezes indesejadas e a abusos sexuais;
- Há um grande desconhecimento sobre relações sexuais.
SEXUALIDADE
• Há algumas décadas atrás, temas como a sexualidade, eram assunto tabu
Atualmente há muita informação, nomeadamente sobre os riscos do sexo não 
protegido. Mas, mesmo assim:
• muitos adolescentes iniciam a vida sexual precocemente;
• não utilizam o preservativo;
• contraem doenças sexualmente transmissíveis;
• Engravidam.
DADOS SOBRE A GRAVIDEZ NA 
ADOLESCÊNCIA
• 1 em 3 mulheres de 19 anos já são mães ou estão grávidas do 1º filho;
• 1 em 10 mulheres de 15 a 19 anos já tinham 2 filhos.
• 49,1% destes filhos foram indesejados;
• 54% das adolescentes sem escolaridade já haviam ficado grávidas;
• 6,4% das adolescentes com mais de 9 anos de escolaridade já eram mães ou
estavam grávidas do 1º filho.
DADOS SOBRE A GRAVIDEZ NA 
ADOLESCÊNCIA
• 55,6% dos jovens entre 16 e 25 anos não usam preservativos nas relações
sexuais.
• 18% das adolescentes entre 15 e 19 anos já ficaram grávidas alguma vez.
• Entre 17,5 milhões de meninas adolescentes existentes no país, 1,1 milhão
engravidam todo ano.
• Em cada grupo de 17 garotas 1 já está ou ficará grávida por ano.
COMO A GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA É VISTA HOJE:
Socialmente, a gravidez na adolescência é encarada como:
• Prejudicial à vida do/a adolescente; 
• Um problema de saúde pública; 
• Problema para a mãe e para a criança; 
• Gravidez de risco; 
• Paternidade irresponsável.
POR QUÊ É TÃO DIFÍCIL SER ADOLESCENTE E 
ESTAR GRÁVIDA?
• Quando se trata de uma adolescente, às mudanças emocionais e físicas, são
acrescidas questões de ordem psicossocial e ainda de falta de apoio, as quais
podem tornar a gravidez numa experiência traumática, num problema emocional
e de saúde, e de promotor de exclusão social.
• A adolescente deverá possuir conhecimento que lhe permita compreender a
maternidade e aceitar as mudanças corporais inerentes. Para isso, deverá ser
inserida em um programa de cuidados pré-natais adequados.
PRINCIPAIS QUEIXAS APRESENTADAS PELAS 
JOVENS GRÁVIDAS:
• Dificuldade na relação com os pais: desapontamento, culpas e acusações
poderão ocorrer quando da chegada da notícia.
• Dificuldade na relação consigo mesma, na integração da gravidez e da
expectativa da maternidade nos seus projetos e interesses de adolescente.
• Receio de possíveis alterações no relacionamento com o namorado.
• Dificuldade em conseguir gerir a relação com seu grupo de amigos.
FATORES ASSOCIADOS À GRAVIDEZ NA 
ADOLESCÊNCIA:
• Fatores individuais; 
• Fatores familiares; 
• Fatores ligados ao companheiro e ao relacionamento romântico; 
• Fatores comunitários e culturais.
PRINCIPAIS CAUSAS DA OCORRÊNCIA DE UMA 
GRAVIDEZ PREMATURA.
• Falta de utilização ou utilização incorreta dos métodos contraceptivos; 
• Repetir padrões de comportamento; 
• Privação de informações sobre sexo e gravidez por parte dos pais ou 
responsáveis; 
• Escolarização; 
• Influência dos meios de comunicação. “ Isso nunca vai acontecer comigo!”
PATERNIDADE
• A paternidade gera um período de transformações, uma vez que o pai
assume papel significativo advindo de mudanças e readaptações para
estabelecer novos papéis de responsabilidade.
• Implica não apenas a questão de transformações, mas também uma
questão social, que deve ser analisada e compreendida, pois determina
novos projetos no cotidiano de vida.
PATERNIDADE
• A paternidade nem sempre é uma função identificada, pois culturalmente
focaliza-se quase sempre o papel da mãe.
• A maioria dos parceiros adolescentes/jovens tem boa aceitação, porém
dizem enfrentar certa dificuldade no começo, por se tratar de um fato que
levou a várias mudanças na sua vida.
PATERNIDADE
• Estimular o pai adolescente a comparecer aos serviços de saúde, tanto
no pré-natal como no planejamento familiar, de modo a melhorar a
atenção à saúde reprodutiva e à paternidade responsável, pois com
certeza reduzirá a reincidência da gestação nesta faixa etária.
INDICADORES POTENCIAIS DE RISCO 
GESTACIONAL
• Se a adolescentefor menor do que 15 anos;
• Se tiver altura menor que 150 cm e peso menor que 45 kg;
• Se fumar, usar álcool ou drogas;
• Se tiver IST-HIV-AIDS ou doença infecciosa;
• Se tiver qualquer doença crônica ou anemia;
• Se engravidar devido a abuso sexual ou incesto;
• Se não fizer o pré-natal e se não houver apoio familiar e suporte social 
(abandono);
• Se tiver baixa renda, nível educacional baixo;
• Se for solteira e não estiver aceitando a gravidez;
CONSEQUÊNCIAS DE UMA GRAVIDEZ 
PREMATURA
Quanto à evolução da gestação, existem referências a maior incidência:
 Anemia materna; 
 Doença hipertensiva especificas na gravidez; 
 Desproporção céfalo-pélvica; 
 Infecção urinária ou vaginal; 
 Prematuridade; 
 Placenta prévia; 
 Baixo peso ao nascerem; 
 Complicações no parto; 
 Puerpério;
 Aumento do risco de depressão pós-parto.
OPÇÕES “COLOCADAS” AS ADOLESCENTES 
GESTANTES:
• Ter o bebê; 
• Casar; 
• Dar o bebê para a adoção; 
• Abortar; 
• Permanecer ou não em casa.
AÇÕES DE ENFERMAGEM
• Linguagem adaptada;
• Maior tempo para expressão de dúvidas/preocupações ;
• Detecção de problemas que necessitem referenciação (Psicologia/Assistente 
Social); 
• Orientar contraceptiva .
AÇÕES DE ENFERMAGEM
• Procurar detectar como a gravidez está sendo recebida pala(o) adolescente e
fazer as orientações necessárias ao que foi detectado, colocando-se à disposição
para continuar orientando(a) e para receber a família/adulto de referência.
• Agendar consulta de pré-natal o mais rápido possível e estimular a participação
do pai do bebê nas consultas.
• Notificar os casos de violência contra vulneráveis.
• Ensinos de amamentação específicos para adolescentes.
BIBLIOGRAFIA
• LUZ, Anna Maria Hecker, Mulher Adolescente: sexualidade, gravidez e maternidade, EDIOUCRS, 
1.ed., Porto Alegre: 1999, 234p.
• BRASIL. Ministério de Saúde. Secretaria de Assistência à Saúde. DATASUS. Sistema de informações 
hospitalares. Brasília, 2004 
• CARVACHO, I. E.; PINTO E SILVA, J. L.; MELLO, M. B. Conhecimento de adolescentes grávidas 
sobre anatomia e fisiologia da reprodução.Ver. Assoc. Med. Bras., São Paulo,V. 54, n.1,p.29-35, Feb. 
2008
• SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE DE SÃO PAULO; Fundação SEADE. Gravidez na 
adolescência passa de mãe para filha. Disponível em: www.saude.sp.gov.br. 
• SOUZA, M. M. C. A maternidade nas mulheres de 15 a 19 anos: um retrato da realidade. O mundo da 
Saúde, v. 23, n. 2, p. 93-105, 1998.

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