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SUMÁRIO 1- INTRODUÇÃO 2 2- OBJETIVOS 4 3- JUSTIFICATIVA 5 4- METODOLOGIA DE CAMPO 6 5- RESULTADOS OBTIDOS 11 6- CONSIDERAÇÕES FINAIS 14 7- REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 15 1- INTRODUÇÃO A Topografia, como suma importância na Engenharia Civil, tem como principal objetivo, efetuar levantamentos, bem como a execução de medições de ângulos, distâncias e desníveis de uma poligonal. Através das atividades realizadas em campo, obtêm-se levantamentos e coletas de dados, e posteriormente realizam-se estudos e representam-se os resultados. O conjunto de pontos devidamente calculados e corrigidos, dão origem, via de regra, ao desenho topográfico, que se denomina Planta Topográfica, que é a própria representação da "porção da superfície terrestre", que fora objeto de levantamento (NAVY, 2005, P. 24). As efetivas medições, devem levar em consideração as extremidades da superfície avaliada, realizando-se o levantamento completo dos cantos da poligonal para posteriormente representar-se e realizar os cálculos em um meio plano. (NBR 13133, 1994; p. 8). Imagem1: Pontos de medição nas extremidades de uma poligonal Fonte: http://materiadocurso.blogspot.com.br/2012/11/levantamento-topografico.html Através de medidas angulares e lineares, trabalhadas na topografia, são calculadas áreas, volumes, coordenas entre outras atividades. Porém para tais são necessários conhecimentos sobre manuseio de instrumentação e técnicas de cálculos de medição devidamente reconhecidos e estabelecidos pelas normas de ABNT. (VEIGA, ZANETTI, FAGGION, 2007, P. 10). Na presente unidade, enfatiza-se a prática de campo, considerando-se um terreno triangular (3vértices) para fins de avaliação quanto à precisão na medição de três ângulos externos. Segundo a NBR 13133 (1994, p. 4) os pontos de apoio, representados pelos piquetes em questão, devem ser convenientemente distribuídos de modo que amarrem o terreno para efetivo levantamento topográfico, para que dessa forma sejam reconhecidas suas extremidades. Para efetivo cálculo e obtenção de resultados favoráveis, são levados em consideração os erros angulares, ou seja, a avaliação da incerteza dos dados obtidos seja pelos observadores, ou pela própria imprecisão dos instrumentos. (BORGES, 2004, p. 16). Em resumo os resultados utiliza-se a expressão matemática de erro angular tolerável dado por: Ea = (n ) onde n = números de estações ou piquetes. Na presente técnica, como o número de piquetes correspondem a apenas três unidades, a soma exata de todos os alfas obtidos através da técnica não devem ultrapassar o erro angular de Ea = 4’ 14”, tanto para limite superior, ou inferior, comparando-se com um resultado exato e preciso de 900º 00’ 00” + Ea. Em técnicas pretende-se encontrar a maior precisão possível para o fechamento angular da poligonal em questão. 2- OBJETIVOS Os objetivos principais do presente relatório são obter dados angulares de uma poligonal, analisar e discutir tais resultados obtidos, realizar e demonstrar os cálculos levando em consideração os erros angulares, e buscar o menor erro possível dentro dos padrões de precisão. 3- JUSTIFICATIVA A Topografia desempenha papel muito importante na Engenharia Civil, pois o conhecimento topográfico de um terreno irá exibir as características do mesmo, auxiliando na construção Civil. A Demonstração de uma porção da superfície terrestre devem respeitar normas concretas e pré-estabelecidas, e fazer a utilização de equipamentos precisos da forma mais correta possível. Para obterem-se resultados favoráveis, são levados em consideração erros angulares de medição, onde calculados com os resultados obtidos, procura-se a melhor precisão possível. 4- METODOLOGIA DE CAMPO Primeiramente fixaram-se os piquetes com auxilio de um martelo, em três pontos aleatórios, para demarcação das extremidades do terreno, formando-se uma poligonal de três arestas (triângulo). Imagem 2: Demarcação das extremidades da poligonal, uso de piquetes. Fonte: Arquivos do Grupo. Posteriormente fixou-se o tripé sobre um piquete ao centro do mesmo e instalou-se o fio de prumo a fim de alinhar o Tripé na melhor posição vertical possível. Imagem 3: Nivelamento do tripé com auxilio do fio de prumo Fonte: Arquivos do Grupo Imagem 4: Nivelamento do tripé Fonte: Arquivo do Grupo Instalou-se o Teodolito sobre o Tripé previamente nivelado e iniciou-se o processo de nivelamento e centragem do Teodolito, que consiste no acionamento de três parafusos calantes situados em sua base, e pela observação de uma bolha de ar. Acionou-se dois parafusos paralelos a bolha de ar, até que a mesma posiciona-se no centro de seu reservatório. Posteriormente acionou-se o segundo e o terceiro parafusos respectivamente, girou-se para qualquer lado, e as bolhas de ambos os lados, continuaram no centro de seu reservatório. Imagem 5: Nivelamento do Teodolito Fonte: Arquivos do Grupo Tomando-se o primeiro piquete, onde se nivelou o Teodolito, centrou-se a baliza em um dos outros dois piquetes e definiu-se a estação vante e a estação ré. Imagem 6: Primeiro ponto de medição. Definição estação vante e ré. Organização: Carolina P.R. Costa Tomadas decisões iniciaram-se os levantamentos topográficos. Girou-se o teodolito no sentido anti-horário, para não comprometimento dos resultados. Imagem 7: Centragem da Baliza Fonte: arquivos do Grupo Para efetuar medição do ângulo externo da estação, o manuseador do Teodolito primeiramente usufruiu-se da visada grossa em relação à baliza, que consiste em observar-se a parte superior do telescópio do Teodolito, localizar-se um pequeno triângulo branco, e alinhar-se o mesmo em relação à baliza. Posteriormente o observador fez uso da visada fina em relação à baliza, que consiste em observar diretamente pelo telescópio do Teodolito alinhando-se as linhas estadimétricas com centro horizontal da baliza posicionada verticalmente, realizando-se dessa forma a primeira medição. Anotaram-se os resultados, zerou-se o Teodolito (girando-o quando necessário) e repetiram-se o procedimento por mais três vezes na mesma estação. Imagem 8: Realização da Medição Fonte: Arquivos do Grupo. Posteriormente, com os ângulos da primeira medição anotados e dentro da permitida margem de erro, transportou-se o teodolito para o segundo e terceiro piquete respectivamente, nivelando-o e repetindo-se todos os procedimentos descritos acima. Imagem 9: Segundo ponto de medição. Definição estação vante e ré Organização: Carolina P. R. Costa Imagem 10: Terceiro ponto de medição. Definição estação vante e ré Organização: Carolina P. R. Costa 5- RESULTADOS OBTIDOS Realizado os três posicionamentos do Teodolito, e as respectivas medições efetuadas e anotadas, prosseguiram-se com os cálculos. Em termos, os resultados devem respeitar os erros angulares toleráveis, dado por margens de erros dentro dos parâmetros definidos. O cálculo de erros angular tolerável é dado por: Ea = n 0,5 Ea = 3 (2) = 4, 24’ onde: n= número de piquetes 24 deverá ser transformado em segundos Dessa forma temos: Ea = 4’ 14” A soma exata de todos os Alfas é dada por: = (n + 2) 180° = (3 + 2) 180° = 900° 00’ 00” Com base no cálculo de erro angular, relacionado com a soma exata de todos os alfas, temos: · Limite superior para o erro: 900° 00’ 00” + Ea = 900° 04’ 14” · Limite inferior para erro: 899° 55’ 46” Portanto, os resultados obtidos na aula prática têm como objetivo principal fundamentar-se em resultados completos e que se adequem aos parâmetros indicados. Os resultados foram exemplificados nas tabelas a seguir. Tabela 1: Valores obtidos no Primeiro Ponto de Medição Organização: Carolina P. R. Costa Leitura Ângulo Externo 1 297° 02' 16" 2 297° 02' 22" 3 297° 02' 05" Média 297° 02' 14" Tabela 2: Valores obtidos no Segundo Ponto de Medição Organização: Carolina P. R. Costa Leitura Ângulo Externo 1 302° 11' 27" 2 302° 11' 34" 3 302 11' 25" Média 302° 11' 29" Soma das duas médias encontras = 599° 13’ 43” 900°00’ 00” - 599° 13’ 43” = 300° 46’ 17” Onde: o resultado da próxima média angular deveria res aproximado ao resultado encontrado acima. Dessa forma temos: Tabela 3: Valores obtidos no Terceiro Ponto de Medição Organização: Carolina P. R. Costa Leitura Ângulo Externo 1 300° 46' 58" 2 300° 46' 53" 3 300° 46' 35" Média 300° 46' 49" Em tese e seguindo a prática dos cálculos a soma de todos os alfas da prática, comparado com a margem de erro angular e relacionado a uma tolerância de no máximo 60 segundos, obteve-se: Somatória de todas as médias efetuadas nas práticas: 899° 59’ 92” Tolerância = 900° 00’ 32” Percebe-se que os resultados obtidos pelo grupo na presente aula prática, atenderam e respeitaram os limites de erros angulares, visto que os resultados ficaram dentro dos limites, com uma variação muito pequena, se comparado a soma exata de 900° 00’ 00” . Em tese, os resultados foram bom e satisfatórios, e atenderam a expectativa do grupo. 6- CONSIDERAÇÕES FINAIS Em medições angulares realizadas em topografia, os resultados obtidos, devem seguir regras e erros angulares dentro de parâmetros pré-definidos. Contudo existem cálculos para os mesmos, onde a somatória dos resultados obtidos pelo grupo que desenvolve as medições deve adequar-se aos erros toleráveis. Contudo a presente unidade obteve resultados que se encaixam nos requisitos básicos, e obteve resultados muito favoráveis. 7- REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. (ABNT). NBR: 13133: Execução de Levantamento Topográfico. Rio de Janeiro, 1994. 35p. BORGES, A.C. Topografia Aplicada a Engenharia Civil. São Paulo: Edgard Blucher. NAVY, US. Construção Civil. Teoria e Prática. São Paulo: Hemus.2005. VEIGA, L.A.K; ZANETTI, M.A.Z; FAGGION, P.L. Fundamentos de Topografia. São Paulo: EDUSP: 2007. 7