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CENTRO DE ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO AO ADOLESCENTE DIRETORIA TÉCNICA ORIENTADOR DA CONSTRUÇÃO DE RELATÓRIOS DOS ADOLESCENTES* Gestão: Presidente – Berenice Gianela Vice-Presidente – Antônio Cláudio Flores Piteri Diretora Técnica – Maria Eli Coloca Bruno Assistentes de Direção: Penha Lúcia Valério Ramos Volúnia Sublime Tosin Diretoria Técnica São Paulo, SP 2016 *Este documento é de uso dos profissionais que compõem a equipe de referência do adolescente e gestores da Fundação CASA CENTRO DE ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO AO ADOLESCENTE DIRETORIA TÉCNICA APRESENTAÇÃO A Diretoria Técnica da Fundação CASA/SP, preocupada com o desenvolvimento das medidas socioeducativas, que é responsável – internação, internação sanção e semiliberdade e com os programas de internação provisória e atendimento inicial, desenvolveu o Caderno “Orientador da Construção de Relatórios dos Adolescentes”, para auxiliar os profissionais das áreas na sua elaboração, sem, entretanto, condicionar a liberdade própria dessas profissões e / ou das áreas de trabalho. O documento pretende, apenas, definir diretrizes para o acompanhamento individual do Adolescente e os momentos (prazos) em que se fazem necessários a elaboração desses para que subsidiem e informem aos operadores do direito responsáveis pela aplicação e acompanhamento das medidas e dos programas assim como os próprios adolescentes e familiares As áreas técnicas da Fundação CASA, Pedagógica, de Saúde e de Segurança, representada em todos os níveis hierárquicos: central, regional, local, gozam de total liberdade conceitual, porém cabe a área central a responsabilidade pela definição de diretrizes, baseadas em legislação, conhecimento acadêmico e de contribuições da prática cotidiana acumulada pelos profissionais que atendem os adolescentes. A Regional garante a disseminação das diretrizes aplicadas no cotidiano e os profissionais sua aplicação. Nesse diapasão que a gestão democrática e participativa se consolida nessa gestão da Fundação CASA. Maria Eli Coloca Bruno Diretora Técnica CENTRO DE ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO AO ADOLESCENTE DIRETORIA TÉCNICA INTRODUÇÃO No Encontro de Planejamento realizado em abril de 2013 a temática discutida e desenvolvida pelos grupos constituídos após apresentações de atuações realizadas nos Centros Rio Amazonas e Praia Grande II, na direção da elaboração de Diagnóstico Polidimensional e Plano Individual de Atendimento apresentaram-se resultados consolidados posteriormente pela Diretoria Técnica no que se refere aos conceitos, abordagens e conteúdos. Estes resultados consolidados constam do documento “Documento síntese da discussão da Diretoria Técnica no VII Encontro Estadual de Gestão e Planejamento Estratégico Fórum Permanente” do Grupo de Anexos. A partir daqui é constante a busca pelas gestões e equipes pela qualificação das ações e intervenções necessárias ao bom desenvolvimento de bons, eficazes, eficientes e efetivos Diagnósticos Polidimensionais que orientem adequadamente a construção do PIA e consequentemente a elaboração de PIA(s) – Plano Individual de Atendimento – que busquem auxiliar o adolescente, que cumpre medida socioeducativa, possibilidades de rever sua trajetória social e possibilitar seu desenvolvimento enquanto cidadão de direitos e deveres na vida pós medida, tanto na comunidade como no convívio familiar, tornando-o sujeito de sua própria história. A construção do Diagnóstico Polidimensional e do PIA é estruturante para o atendimento socioeducativo e acontecem pela ação e intervenção dos profissionais que atuam nos Centros no convívio com os adolescentes. Por este motivo também foram pauta dos Encontros de Planejamento subsequentes a Agenda Multidisciplinar que organiza os atendimentos, que resultarão em Relatórios, e Plano de Contingencia, o qual direciona os atendimentos em casos de intercorrências que inviabilizam o cumprimento da Agenda Multidisciplinar. Não necessariamente nesta ordem também foram discutidos a Equipe de Referência e o Plano Político Pedagógico. Nota-se que em todas as pautas do Planejamento Estratégico tanto o Poli, quanto o PIA ocupam lugar importante para adolescentes enquanto atenção e para as gestões em todos os níveis enquanto organização e acompanhamento da política socioeducativa local, regional e institucional. CENTRO DE ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO AO ADOLESCENTE DIRETORIA TÉCNICA Ao longo deste processo de qualificação e desenvolvimento de Relatórios referentes aos Adolescentes e/ou ao cumprimento da medida por estes ocorreu a implantação do Plano de Bonificação por Resultados. A Diretoria Técnica considerou o momento de implantação do Bônus oportunidade para definição e nomenclatura dos diferentes Relatórios que já eram produzidos pelas equipes dos Centros, pois tanto a elaboração do Diagnóstico Polidimensional quanto a do Plano Individual de Atendimento – PIA passaram a ser indicadores na avaliação das ações institucionais para a atribuição percentual pecuniária aos funcionários da Fundação CASA. Este Caderno – Orientador para Construção de Relatórios de Adolescentes na Fundação CASA, foi apresentado numa primeira versão no Encontro de Supervisores na Escola de Formação e Capacitação em 2015. Em 2016 em segunda versão a Diretoria Técnica o apresenta sob título de Orientador considerando a importância das informações que traz em seu conteúdo para todas as gestões e equipes que atuam diretamente junto aos Adolescentes. CENTRO DE ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO AO ADOLESCENTE DIRETORIA TÉCNICA MODELOS DE REGISTROS Um relatório é um conjunto de informações, utilizado para informar resultados, parciais ou totais, de uma ação inclusa num processo que está sendo ou que foi desenvolvido junto a um adolescente. Na Fundação Casa, dada a complexidade e amplitude das ações desenvolvidas junto aos adolescentes, no cumprimento de uma medida socioeducativa, de uma internação provisória ou no atendimento inicial, foram definidos como formatação dos relatórios, áreas especificas para cada profissional, ou seja, área psicológica, área social, área de saúde, área pedagógica, área de segurança e disciplina e uma conclusão da equipe multidisciplinar, doravante denominada Equipe de Referência. A Identificação do Adolescente é considerada na Fundação CASA para além de um procedimento, um componente importante ao traçar o perfil do Adolescente com foco na identidade deste. Há de se ressaltar que no conteúdo da Identificação do Adolescente registrada eletronicamente através de sistema próprio a cor de pele deve ser autodeclarada. A definição dos Relatórios nominalmente também se baseou no momento pelo qual o Adolescente encontra-se na Fundação, isto é, no Atendimento Inicial, na Provisória ou cumprindo medida. Seguem abaixo as denominações adotadas: 1. Relatório Inicial: Relatório elaborado pela Assistente Social, quando da entrada do adolescente, após apreensão em NAI/CAI/CAIP¹, para informar o Poder Judiciário, na apresentação do Adolescente. ¹NAI – Núcleo de Atendimento Inicial. CAI – Centro de Atendimento Inicial. CAIP – Centro de Atendimento de Internação Provisória. 2. Relatório Inicial de Diagnóstico: Esse relatório é elaborado pela equipe de referência, para acompanhar o adolescente, quando a audiência é em outra comarca, diferente daquela em que foi apreendido, e não houve tempo hábil para equipe elaborar o CENTRO DE ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO AO ADOLESCENTE DIRETORIA TÉCNICA diagnóstico polidimensional. É característico dos CAIP’s – Centro de Atendimento de Internação Provisória. Se for marcado para o adolescente uma nova audiência, ou aplicada medida, será completado no próprioCentro, ou em outro no qual o Adolescente for inserido, e elaborado o Relatório de Diagnóstico Polidimensional. 3. Relatório de Diagnóstico Poli Dimensional: Relatório elaborado nos Centros de Internação Provisória (CAIP), nos Centros de Atendimento de Semiliberdade e nos Centros de Atendimento de Internação quando ocorrer entrada direta neste, pela equipe de referência após o atendimento individual do adolescente, por cada componente da equipe, e discutido em conjunto para elaboração do Parecer. Esse relatório dever estar concluído no máximo até 30 (trinta) dias da custódia do adolescente, e inserido no sistema SIG – Sistema de Informação de Gestão. O referido relatório é utilizado na composição dos indicadores do Bônus. Sempre que possível, o adolescente e a Família devem participar da reunião para elaboração do parecer. 4. Relatório Inicial de Cumprimento da Medida – PIA: Relatório elaborado pela equipe de referência nos Centros de Internação, Centros de Semiliberdade e Centros de Internação Sanção, após atendimento individual do adolescente pelos membros da Equipe de Referencia, e finalizado em reunião, com a presença do adolescente e familiar, para definição de metas. Esse relatório deve ser concluído até no máximo 45 (quarenta e cinco) dias da sentença que decretou a medida de internação, semiliberdade ou internação sanção, e incluído no sistema (SIG). Este relatório também é utilizado na composição dos indicadores do Bônus. 5. Relatório de Desenvolvimento do PIA: Relatórios elaborados no decorrer do cumprimento da medida, baseados nos atendimentos realizados por cada profissional, avaliando o cumprimento das metas propostas, e após reunião da equipe com o adolescente e família, é encaminhado a cada 03 (três) meses ao Poder Judiciário, ainda que este não tenha sido estipulado em sentença. CENTRO DE ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO AO ADOLESCENTE DIRETORIA TÉCNICA É um relatório que também deve ser inserido no sistema SIG. Se necessário devem ser acrescentadas ou revistas metas no decorrer do cumprimento da medida e na avaliação pela equipe ou profissional. 6. Relatório de Avaliação de Medida: Relatório elaborado após a avaliação da equipe de referência do adolescente, com a participação do adolescente e família considerando o cumprimento das metas estabelecidas no PIA. No momento da elaboração deste relatório a Equipe avalia a possibilidade de dar continuidade no PIA enquanto plano de vida, em outra medida ou saída da Fundação CASA sem a indicação de outra medida, correspondendo a saída com Extinção de Medida. É realizado nos Centros que desenvolvem programa de Internação e Semiliberdade e não há prazo definido para ser elaborado. 7. Relatório de Manifestação Técnica: São relatórios elaborados sempre que for necessário dar conhecimento e/ou resposta ao Poder Judiciário / Ministério Público ou Defensoria, de eventos importantes na condução da medida socioeducativa, e/ou da restrição de liberdade provisória pela equipe de referência. Nas Semiliberdade, através da Manifestação Técnica da Equipe de Referência, serão comunicados os descumprimentos de medidas, informando as ações realizadas para resgatar o adolescente. Nos Centros de Internação e Internação Provisória, esses relatórios informam, situações de convivência protetora, de preservação de integridade física, complementação de informações solicitadas, entre outras e sempre que a equipe precisar se comunicar com o Poder Judiciário. Todos os relatórios listados são os que dão subsídios para que o Poder Judiciário, ouvido o Ministério Público e a Defensoria, decida sobre o cumprimento da medida imposta ao adolescente, e/ou sobre a privação de liberdade. Outros relatórios fazem parte do conjunto de documentação do adolescente, durante o cumprimento da medida, quais sejam: CENTRO DE ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO AO ADOLESCENTE DIRETORIA TÉCNICA Relatório de Convivência Protetora: Esse relatório deverá ser elaborado sempre que o adolescente for inserido em convivência protetora, seja com isolamento dos demais adolescentes, e/ou apenas como atenção especial da Equipe. Tem formatação especifica com os seguintes campos: - Identificação; - Informações sobre a inserção em Convivência Protetora; - Acompanhamento da Convivência Protetora quando ultrapassar os 30 dias. É de responsabilidade da equipe de referência do adolescente que o acompanhará durante o tempo que durar a situação de convivência protetora propondo e revendo atividades indicadas para o Adolescente. Relatório de Transferência: Relatório que deverá ser elaborado sempre que a equipe de referência do Centro, entender que é benéfico para o adolescente sua transferência de Centro, seja após esgotar as possibilidades de colocá-lo em convivência normal, ou outras ocasiões. Não é necessário ser feito quando se trata de transferência por alteração de artigo. Em todas as demais situações há necessidade da Equipe de Referência, preencher o relatório e encaminhar a Divisão Regional para análise e orientação. O relatório contém campos de identificação, motivos que fundamentam a necessidade de transferência, diagnóstico das áreas, psicossocial, pedagógica, saúde, segurança, ações executadas pelas áreas, resultados alcançados, sugestão de Centros. A Supervisão, e a Regional devem analisar e encaminhar a Diretoria Técnica quando concordar com o pleito. Todos os relatórios devem ser preenchidos no Módulo SIG (Sistema de Informações Gerenciais) e serão incorporados no Portal do Adolescente na aba Relatórios. O conteúdo dos relatórios é de responsabilidade de cada profissional e as diretrizes estão contidas nos cadernos e/outros documentos das áreas especificas. Serão arquivados na Pasta “Execução de Medidas do adolescente”, devidamente assinados pelos autores. CENTRO DE ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO AO ADOLESCENTE DIRETORIA TÉCNICA ANEXO SUPERINTENDÊNCIA PEDAGÓGICA Marisa Fortunato - Superintendente Pedagógica Neuza Maria Ewerton Flores - Gerente da Área Escolar Carlos Alberto Robles - Gerente da Área de Educação Física e Esporte Ana Maria da Silva - Gerente da Área de Educação Profissional Wellington do Carmo Medeiros de Araújo - Gerente da Área de Arte e Cultura CENTRO DE ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO AO ADOLESCENTE DIRETORIA TÉCNICA Superintendência Pedagógica Contribuições à supervisão quanto a elaboração, avaliação e acompanhamento dos relatórios pertinentes à área pedagógica. I – Introdução A Diretoria Técnica apontou no documento inicial os vários tipos de relatórios que se referem aos adolescentes desde seu ingresso na Fundação considerando as várias etapas e tipos de atendimento. A partir disso, entrando no universo pedagógico, as orientações a seguir têm por objetivo auxiliá-los na abordagem, no acompanhamento e na análise dos vários relatórios dos adolescentes produzidos nos Centros de Atendimento. Dialogando com o Caderno da Superintendência Pedagógica – Educação e Medida Socioeducativa: conceito, diretrizes e procedimentos, publicado em 2010, e disposto para consulta no site da Fundação CASA, acreditamos poder contribuir para que a atuação da Supervisão seja qualificada na análise do que se produz enquanto relatórios. Ampliando nosso olhar e o desejo de contribuição acreditamos na capacidade que a supervisão tem de contribuir para a reflexão das Equipes, somando esforços formativos para que este instrumento – Relatório -, tão importante para os adolescentes e não menos para todos nós que cotidianamente nos defrontamos com a responsabilidade de atendê-los. Com isso, podemos afirmar que “pelas nossas mãos” os adolescentes terão suas vidas ressignificadas e reapresentadas à justiça para então, alémdele sujeito e objetivo da nossa ação, sermos também avaliados em nossa competência e seriedade pelo o que conseguimos, no conjunto da Equipe Multiprofissional, produzir em medida socioeducativa. Ao escrevermos este documento resgatamos o Caderno da Superintendência Pedagógica e reforçamos sua importância. Procuramos a partir do capítulo 4 sensibilizar as equipes que acompanham os Centros a olharem as condições existentes e como as ações foram planejadas para que o trabalho educativo possa se concretizar no cotidiano de cada Centro de atendimento. CENTRO DE ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO AO ADOLESCENTE DIRETORIA TÉCNICA II – Um começo de Conversa Antes de adentrarmos nos vários tipos de relatórios que deverão ser elaborados pela área pedagógica, considerando os diversos momentos pelo qual o adolescente passa na Fundação, achamos interessante iniciarmos a conversa chamando a atenção da equipe de supervisão para alguns tópicos a fim de aprofundar o olhar no acompanhamento dos Centros, da área pedagógica e da pasta dos adolescentes. 1. Olhar à organização do Setor Pedagógico Uma vez organizado, na sua estrutura e funcionamento, uma vez bem planejada a agenda de atividades da parte para todo e vice-versa, indagar-se-á sobre o que e como poderá ser feito, cada vez melhor, o trabalho. Pensamos que a primeira abordagem para a avaliação e posterior apoio às equipes se dá à medida em que ouvimos e analisamos como os Centros estão organizados a partir do que as Superintendências propõem para que possam trabalhar. A saber, na especificidade desse relato, a Superintendência Pedagógica. No Caderno da Superintendência Pedagógica1 falamos sobre a Organização do Trabalho, no âmbito da Sede e dos Centros e, também, sobre os papéis dos profissionais que compõem a equipe: Pedagogos, Profissionais de Educação Física, Agentes Educacionais e claro, do gestor do setor, o Coordenador Pedagógico. Atentem-se para os papéis e atuações pensadas especificamente aos agentes educacionais e ao profissional de educação física. Percebam que preocupados com a ação que pede o olhar cuidadoso ao Diagnóstico Polidimensional e ao atendimento do PIA, estes profissionais tiveram suas ações desenhadas, cuidadosamente, para que possam acompanhar as áreas de formação da Superintendência Pedagógica e dos adolescentes. São, portanto, referências das áreas (Escolar, Educação Profissional, Arte e Cultura e Educação Física e Esporte) e dos adolescentes. Ainda é o profissional Pedagogo que com sua atribuição clara e bem definida é o principal responsável pela aplicação e análise dos diagnósticos que apontam as condições de aprendizagem dos adolescentes bem como em ajudar a qualificar os relatórios e 1 Vide Caderno Superintendência Pedagógica. Educação e medida socioeducativa: conceito, diretrizes e procedimentos. Capitulos 3 e 4. CENTRO DE ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO AO ADOLESCENTE DIRETORIA TÉCNICA registros de acompanhamento dos referências no que diz respeito ao desenvolvimento cognitivo e o processo de aprendizagem dos adolescentes. Vide papéis e orientações no caderno. Observem que para que eles, os profissionais do setor pedagógico, se constituam como referências das áreas e dos adolescentes é importante saber até que ponto conhecem os fundamentos e a organização pensada para sua atuação no setor. O Coordenador Pedagógico é peça importante na formação e organização de sua equipe mesmo quando, em momentos sazonais, elas não se configurem como o desejado ou como o que realmente deveriam ser. É dessa organização que se dará a efetividade na construção do POLI e PIA dos adolescentes e como resultado disso, a confecção dos Registros nos vários momentos e especificidades necessárias às confecções dos relatórios, nos Centros de Atendimento (CAI, CAIP, CIP, CI, SEMILIBERDADE). 2. Registro de Acompanhamento Pedagógico O ato de conhecer é permanente? Por que é importante registrar? Antes de mais nada é preciso não esquecer que: Cada adolescente é único e diferente. Pareceres iguais pressupõe adolescentes iguais. Como dissemos, este material deve ajudar os supervisores a avaliar a qualidade do registro que compõe o desempenho dos adolescentes e que irão alimentar as pastas. Aqui abrimos um complemento ao diálogo ao conteúdo já tratado no Caderno da Superintendência Pegagógica2. 2.1 A Observação Todo ato de registrar/escrever sobre alguém ou algo, pressupõe um mergulho reflexivo, pressupõe observar o que e sobre o que iremos relatar, seja na fase oral, 2 Vide Caderno Superintendência Pedagógica. Educação e Medida socioeducativa: conceito, diretrizes e procedimentos. Pag. 68 e 69. CENTRO DE ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO AO ADOLESCENTE DIRETORIA TÉCNICA quando falo sobre algo ou alguém - e esta é a prática mais comum e mais “fácil”, ou seja na fase “escrita”, quando então transcrevemos e registraremos para nós mesmos e para o outro ou outros vários, os elementos da observação. Passamos aí para o processo de ter a “história”, o trabalho que objetivamos desenvolver com o adolescente, contado “ao mundo”. O Relato para ser efetivo precisa da troca, da discussão em equipe pois, ao observar, “temos diferentes formas de ver”. As mesmas situações observadas podem trazer conclusões ou avaliações diferentes. Quando conversamos sobre o adolescente ampliamos nossas informações. Note que se os educadores observarem só o bom comportamento e assim registrá-lo, isto não os farão colaborar com a ampliação do termo e não os farão, também, diferentes na análise que culmina com o olhar “técnico” da equipe de segurança, pois não terão aqui representados seus conhecimentos advindos das suas formações específicas. 2.2 O que e como observar? Observar – Ação que precisa ser aprendida. Nem sempre nossa capacidade de observar está suficientemente desenvolvida. Veja o que diz a professora Madalena Freire: “Não fomos educados para olhar pensando o mundo, a realidade, nós mesmos. Nosso olhar cristalizado nos estereótipos produziu em nós paralisia, fatalismo e cegueira…. O ver e o escutar fazem parte do processo da construção do olhar. Em geral, não ouvimos o que falam; mas sim o que gostaríamos de ouvir”. Olhar envolve atenção e presença. O olhar e o escutar que fazem parte da observação tem funções bem definidas, servem para: Conhecer cada vez mais quem são os adolescentes e a relação deles com a realidade da qual fazem parte. CENTRO DE ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO AO ADOLESCENTE DIRETORIA TÉCNICA Conhecer para avaliar e planejar as ações educativas que irão acontecer. Como ferramenta básica do trabalho cotidiano a observação está presente nas diferentes atividades da equipe pedagógica: 1. Está na busca de compreender cada vez melhor os adolescentes. A observação buscará saber como trabalham na sala de aula, quais seus interesses, suas dificuldades e facilidades, sua forma de se relacionar com os colegas com os professores, arte-educadores, instrutores e suas características pessoais – timidez, agitação, concentração, habilidades e sua forma de pensar. As entrevistas iniciais e o Diagnóstico Polidimensional são instrumentos importantes e que deverão ter seus registros adequados para auxiliar tanto no planejamento do que se observa, como se o que foi planejado para atender o adolescente está mostrando eficácia para o seu PIA. 2. Está na avaliação do que sabem sobre os adolescentes. O diagnóstico inicial, as entrevistas e o diálogo com os adolescentes são os elementos presentes e concomitantes à ação de quem observa. Não precisamos inventar um novo ser ou uma nova situação. Esses registros iniciais já nos dão pistas sobre os adolescentes para o iníciodo trabalho. 3. Está no acompanhamento do planejamento. A equipe pedagógica acompanha o desenvolvimento das ações planejadas, a equipe avalia sua própria ação, notando os aspectos onde planejou de acordo com a realidade do CASA e nos momentos onde se afastou dela. 4. Está no registro dos agentes educacionais de referência e dos demais profissionais que compõem a equipe pedagógica. Todos os profissionais envolvidos com a ação pedagógica contribuem para a observação. É fundamental considerar a ação dos parceiros que atuam nas áreas de formação. Eles contribuirão com os profissionais do pedagógico a ampliarem o olhar. É possível concluir que a observação é elemento importante nos atos de registrar, avaliar e planejar. Não se esqueçam que o setor pedagógico foi organizado definindo profissionais como referência de área e dos adolescentes e, na CIP, para a Área Escolar parte da ação que pressupõe o desenvolvimento do PEC, ou a qualquer CENTRO DE ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO AO ADOLESCENTE DIRETORIA TÉCNICA tempo a proposta advinda da rede e orientada pela GESC, é executada pelo pedagógico. No que os educadores observam, um poderoso instrumento para a sua própria formação é desencadeado. A observação e a troca, entre e junto, com a equipe pedagógica ocupará um lugar-chave importante para seu próprio aperfeiçoamento. É sua principal fonte de informação. É através de um diagnóstico constante das atuações dos adolescentes, a partir das informações que têm, do que infere e interpreta, que a equipe pedagógica pode alcançar uma melhoria em sua prática educativa. 3. O Registro Como registro o cotidiano e a construção dos relatórios dos adolescentes? Embora observar seja uma necessidade verdadeira, ela não é tudo. Além de observar é importante: Saber o que fazer com o que se observa. Ampliar os conhecimentos em relação ao que é observado. Saber mudar os aspectos negativos de tal forma que não impeçam os adolescentes de avançarem. O que será que falta a eles? Qual a melhor forma de fazê-los avançar? No CASA a possibilidade de trocar com profissionais das várias áreas de atendimento é uma ferramenta concreta de colaboração e apoio às conclusões. Observo, primeiramente, se me faço presente. Se estou com e para os adolescentes. Sem presença e/ou distante deles, a ação não existe! CENTRO DE ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO AO ADOLESCENTE DIRETORIA TÉCNICA Quem mais se relaciona com os adolescentes, quem mais poderia trocar informações e ajudar a desvendar o que se observa? Trocar na equipe pedagógica e participar das discussões nas equipes multiprofissionais é ferramenta singular e sem limites para as aplicações da prática pedagógica. Diferentemente de outros profissionais da área técnica, a equipe pedagógica atua com os jovens em situações coletivas – salas de aula, de cursos, grupos culturais e esportivos – cabendo ao educador referência observar o jovem no desenvolvimento das diversas atividades, também, buscar informações junto aos profissionais que as desenvolvem. Para isso, sugerimos que cada referência possua: Um caderno com algumas páginas dedicadas a cada um dos adolescentes que acompanham e nele serão anotados os fatos significantes que caracterizam a forma de aprender, de conviver de cada um, com as datas das observações. Dar atenção às perguntas feitas pelos adolescentes. Elas sempre têm um sentido para quem pergunta. Registrar é uma marca da humanidade. Orientar a equipe pedagógica para que registrem, para que anotem as observações acerca dos adolescentes é de grande valor ao ato de intervenção e acompanhamento da supervisão. Orientem, dialoguem sobre isso e não deixem de querer ver as produções. Cobrem!!! Paulo Freire dizia que a gente pensa melhor quando pensa a partir do que faz, da prática. Pensar sobre a prática sem registrá-la tem muitas limitações. Acabamos ficando com lembranças, podemos esquecer, podemos perder a riqueza do acompanhado. O registro escrito mostra o pensamento de seu ator. Colabora para a organização do trabalho, respeita o adolescente em seu atendimento e o que foi planejado. É ferramenta de diálogo com os adolescentes que podem e devem saber CENTRO DE ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO AO ADOLESCENTE DIRETORIA TÉCNICA o objetivo das observações e do registro. Devem participar dos próprios avanços e desafios. Quem registra, quem produz o material escrito que irá compor as pastas dos adolescentes deve ser levado a refletir que: O relatório do adolescente não é uma ata. Cada relatório é único por que cada adolescente é único. É preciso pensar, ao escrever, que seu texto será lido por alguém. Não deixe coisas subentendidas, escreva de forma que possa ser lida e compreendida por qualquer leitor. Quando apontarem os verbos que dizem respeito a comportamento, participação e/ ou usarem termos vagos ou genéricos é importante que os oriente à tradução, indagando os sobre o que querem dizer com isso e solicitar que “traduzam”, ampliem na forma de escrita o significado da palavra genérica. O que é ter bom comportamento em uma linguagem pedagógica e de acordo com o planejamento? O que o faz ser participativo? Etc. Registro se aprende fazendo. Melhora a cada intervenção, melhora com o diálogo e com a prática. Para a intervenção formativa no setor pedagógico, a boa supervisão quando do acompanhamento dos registros das Pastas Pedagógicas, pode e deve dar grandes contribuições com foco à melhoria dos registros/relatórios dos adolescentes. Ao redigirem os pareceres observem se os educadores: Levam em conta os destinatários. Utilizam linguagem clara, simples, precisa e adequada ao público. Consideram o caráter oficial do documento. Observam ortografia, concordância, coerência e coesão textual, formatação. Sabem nomear os relatórios e pareceres. Utilizam verbos e expressões que indicam processo. Consideram o conjunto das informações, os diagnósticos e relatórios já efetuados e se estão presentes no registro como parte da análise histórica e evolutiva do adolescente. Utilizam palavras diminutivas, há que corrigi-los. CENTRO DE ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO AO ADOLESCENTE DIRETORIA TÉCNICA Evitam contradições. Evitam comparações. 3.1 Dicas para iniciar um relatório Percebe-se o progresso de... Durante esse trimestre... Com base nos objetivos trabalhados no trimestre, foi possível observar que o adolescente... Observando o desempenho do adolescente foi constado que... 3.2 Traduzindo bom comportamento e participação Demostra respeito pelos colegas e profissionalismo no Centro através..... Colabora nas atividades coletivas, atuando em grupo .... Aceita sugestões dos profissionais e dos colegas...... Contribui para a integração do grupo...... 3.3 Traduzindo desenvolvimento no ensino-aprendizagem Ex 1: Demonstra superação na dificuldade de leitura e escrita? Lê com fluência diferentes textos, fazendo conexões com a realidade. Lê e interpretar os textos trabalhados pelas diversas áreas de formação sem maiores dificuldades. Escreve, ordena e amplia frases, formando textos concretos e lógicos. Sabe interpretar os comandos quando dados pelos arte educadores, instrutores de cursos, professores da rede e profissional de Educação Física. Ex 2: Como se relaciona nas atividades em grupo? Consegue participar das atividades colaborando com as discussões. É colaborativo com os professores, instrutores, arte educadores e nas atividades de educação física. Sabe ouvir o colega. Sabe sobre a importância de respeitar as várias opiniões. CENTRO DE ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO AO ADOLESCENTE DIRETORIA TÉCNICA Compreende o que é consenso. Ex 3: Como se desenvolvenas atividades ofertadas através das oficinas de arte cultura? A oficina escolhida com ele e para ele tem colaborado para que, por exemplo, ele supere a dificuldade com a leitura e escrita e aprenda a se expressar através de outras linguagens. Vem melhorando a sua expressão e superando sua dificuldade com leitura e escrita através da oficina de música, teatro, entre outras. Nota: Sabemos que cada atividade tem um objetivo que pretende desenvolver com o adolescente. É importante perceber que ao inseri-lo em alguma oficina, esta trará colaboração ao seu desenvolvimento como: melhorar sua expressão e consciência corporal, seu relacionamento interpessoal, sua expressão oral, seu potencial criativo, etc. Ex 4: Nos cursos de qualificação profissional básica como tem sido a sua participação? Participa das discussões propostas pelos instrutores. Participa das atividades coletivas, ex:- jornais, festivais, exposições. Tem seu repertório acerca da possibilidade de profissões ampliado. Expressa desejos e sonhos profissionais. Na parte especifica dos cursos percebe destreza, habilidade para continuar estudando esta área de formação. Nota: É importante perceber que cada curso ofertado tem objetivos gerais e específicos que estão atrelados ao desenvolvimento de habilidades. Conhecer os cursos e seus conteúdos favorece inserção mais adequada dos adolescentes e isto trará contribuição ao seu desenvolvimento Ex 5: E nas atividades da educação física e esporte? Vem superando as dificuldades que foram observadas em seu CENTRO DE ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO AO ADOLESCENTE DIRETORIA TÉCNICA diagnóstico. Nas atividades interativas percebe-se desenvolvimento de boa relação interpessoal. Tem desenvolvido senso de trabalho coletivo e individual. Para tal, em cada área/gerência é preciso saber: Quais habilidades e conhecimentos foram trabalhados com o adolescente? Quais os avanços que ele vem demonstrando nessas áreas? Apresenta alguma área a ser melhor desenvolvida? Que sugestões podem ser oferecidas neste sentido? Atividades? Jogos? Leituras? Que trabalhos o Centro vem realizando junto ao adolescente? Como o adolescente se refere ao seu desenvolvimento neste período? 3.4 Pontos de Atenção Registros exigem exercício por parte dos profissionais. Onde fazem os registros das observações, como está a agenda para o bom trabalho das equipes? Prestar atenção nas manifestações dos adolescentes (orais e escritas). Aprender a descrever a refletir teoricamente sobre tais manifestações. 3.5 O que não deve ser feito Relatórios listando algumas habilidades aleatoriamente sem uma conexão. Enfatizar apenas as habilidades que o adolescente ainda não adquiriu, aparentando muitas vezes que o “problema” é só dele e irreversível. Ex: O adolescente não conhece, não sabe, não realiza etc. Sugestão: Substituir por “ainda não conhece”, “precisa desenvolver” ou “será necessário trabalhar”. CENTRO DE ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO AO ADOLESCENTE DIRETORIA TÉCNICA 3.6 O que fazer Abordar questões cognitivas que revelam a observação ou compreensão dos adolescentes em seus estágios de desenvolvimento, durante o cumprimeto da medida. Analisar as possibilidades do adolescente de se desenvolver, de ir além naquela habilidade ainda não adquirida. Descrever o desenvolvimento próprio de cada adolescente destacando seus avanços e conquistas. Expôr as necessidades e intervenções a serem feitas durante o processo de cumprimento da medida e ou ensino – aprendizagem. PARA REFLETIR O parecer é, sobretudo, a imagem de um trabalho. “Ao relatarmos um processo efetivamente vivido, naturalmente encontraremos as representações que lhe dêem verdadeiros sentido?” Jussara Hoffmann, 1998 CENTRO DE ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO AO ADOLESCENTE DIRETORIA TÉCNICA III – Relatórios 1. Relatório Inicial do Adolescente Nesse relatório não há participação da equipe pedagógica considerando tratar-se de documento elaborado após a apreensão do jovem a fim de informar ao juiz. 2. Relatório Inicial de Diagnóstico Por se tratar de relatório elaborado anteriormente ao diagnóstico polidimensional com o objetivo de apresentá-lo ao juiz, quando da audiência em outra comarca, indicamos que a área pedagógica contribua com informações básicas da trajetória escolar pregressa do jovem enfocando sua relação com a escola e o meio social. Deve constar nos registros a seriação, o nome, o ano e a frequência escolar anterior à sua entrada na Fundação. 3. Relatório de Diagnóstico Polidimensional A Superintendência Pedagógica instituiu o modelo de “Entrevista Inicial” e nele há a orientação específica para sua utilização com foco na abordagem do entrevistar de acordo com a concepção pedagógica proposta. Em, no máximo, 30 dias da custódia do adolescente, o diagnóstico deverá estar pronto e inserido no sistema SIG. ATENÇÃO Nunca é demais chamar a atenção das equipes dos Centros que alguns jovens já passaram pela Fundação e, em algum momento, realizaram avaliações, fizeram atividades, participaram de cursos etc por isso, o novo diagnóstico polidimensional deve levar em consideração as informações contidas em sua pasta. O diálogo com o jovem deve partir da retomada de alguns pontos, algumas questões e da trajetória ali descritas. CENTRO DE ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO AO ADOLESCENTE DIRETORIA TÉCNICA Esse diagnóstico, na maioria das vezes, é realizado em Centros de Internação Provisória – CIP, mas em caso de entradas diretas deverá ser realizado em Centros de Internação, Internação Sanção e Semiliberdade. O diagnóstico polidimensional deve procurar, com a ajuda do instrumento de “Entrevista Inicial”, entender o percurso educacional do adolescente em todas as modalidades educativas desenvolvidas e, ainda, as informações somadas o Parecer Avaliativo ampliará a qualidade da análise necessária aos os conteúdos pertinentes ao registro dos dados: Não poderá faltar: Como ocorreu a escolarização, identificando seu estágio de aprendizagem, possíveis defasagens e suas hipóteses, potencialidades e habilidades. Os avanços obtidos e registrados em Parecer Avaliativo, de acordo com os módulos e oficinas vivenciados no Projeto vigente. Deve buscar compreender quais as experiências culturais e esportivas, Quais suas habilidades e preferências, Qual a expectativa profissional do adolescente e que relações estabelece com o mundo do trabalho etc.3 O entrevistador deve cuidar para não induzir respostas ou comentários, menos ainda emitir juízos de valor do tipo: “isto é bom”, “aquilo foi errado”. É importante usar algumas expressões estimuladoras e, ter postura que favoreça a expressão do entrevistado, tais como: “e daí para frente, o que aconteceu?”; “muito bem, continue”; “sua explicação é boa” ou “muito boa”; “vamos retomar de onde você parou”, principalmente no caso do entrevistado se dispersar em relação ao eixo da narrativa. 3 Caderno Superintendência Pedagógica. Educação e Medida Socioeducativa: conceito, diretrizes e procedimentos. Pag. 49 CENTRO DE ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO AO ADOLESCENTE DIRETORIA TÉCNICA Os dados obtidos deverão ser anotados sem que a preocupação com a anotação iniba a espontaneidade da seleção. Após a entrevista: O entrevistador deverá retomar os apontamentos e organizá-los de forma mais clara, lançando-os em folha própria de registro. O registro deve ser o mais fiel possível e para tal orientamos para que o entrevistador não confie em sua memória.O distanciamento no tempo, além do limite, resulta em perda de dados e em interpretações às vezes subjetivas. Como subsídio para o Diagnóstico Polidimensional incluímos, também, as avaliações da área escolar e da educação física e esporte. Avaliação de Leitura, Escrita e Matemática: A avaliação tem por objetivo aferir os conhecimentos básicos de leitura, escrita e matemática. Deve, preferencialmente, ser aplicada na CIP. A aplicação deve ser feita individualmente pelo pedagogo. O resultado deste diagnóstico deve favorecer a elaboração de planos de atendimento individualizado visando à superação de possíveis dificuldades de aprendizagem. A avaliação deve compor a pasta pedagógica a ser encaminhada para a CI em caso de internação. Na transcrição dos resultados para instrumental específico (SQL 31077) constante em pasta devem ser registradas as dificuldades de aprendizagem apresentadas. CENTRO DE ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO AO ADOLESCENTE DIRETORIA TÉCNICA E, muito importante: constar o levantamento de hipóteses acerca do porque o adolescente apresenta tais dificuldades, ou seja, possibilidades que levaram o mesmo, até a data em questão, não desenvolver as habilidades e competências adequadas à sua condição atual. registrar as observações do aplicador no que se refere as ações e reações expressadas pelo adolescente durante a aplicação da avaliação. Obs: É imprescindível que esse material sirva de subsídio para as discussões junto à Equipe Multiprofissional, com vistas ao Polidimensional e, primordial, tornar os resultados acessíveis aos Professores da Rede Pública de Ensino que ministram aulas nos Centros. Outros documentos da área Escolar e da Educação Física que comporão o conjunto dos Relatórios e alimentarão a Pasta Pedagógica até da sua alteração da medida ou saída em liberdade: Parecer avaliativo: documento oficial da SEE que se constitui de registros indicadores de avanços escolares dos alunos, a ser considerado na continuidade dos estudos, pelas escolas da rede pública de ensino. Será preenchido e assinado somente pelo professor e analisado conjuntamente com o Coordenador Pedagógico da Unidade. No documento deve ter as seguintes informações: Contextualização do aluno/aluna (quem é, nome, idade e quanto tempo participa do Projeto); Contextualização da atividade (Tema, Subtema); Explicitar os objetivos, conceitos e habilidades das atividades propostas identificando as dificuldades do aluno em relação às mesmas; Analisar os avanços das habilidades de leitura e escrita e apropriação de valores, considerando cada módulo e seus objetivos, possibilitando CENTRO DE ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO AO ADOLESCENTE DIRETORIA TÉCNICA identificação de novos direcionamentos para evolução da aprendizagem do aluno; O mesmo deverá ser entregue no ato da extinção de medida para que a escola recipiendária possa dar continuidade aos estudos do aluno considerando o avanço alcançado no seu percurso escolar. Caso o mesmo tenha alteração de medida socioeducativa deverá ser encaminhado através da Pasta Pedagógica ao Centro de Internação destinatário, com os mesmos propósitos. Atestado de Frequência: constitui-se em um documento oficial que será emitido pelas Escolas Vinculadoras das Unidades, no momento da extinção e/ou alteração de medida socioeducativa a ser cumprida em meio aberto. Portfólio - conjunto organizado das produções elaboradas em sala de aula, de cada aluno, durante a permanência no Projeto, devendo lhe ser entregue, na extinção e/ou alteração da medida para meio aberto. Em caso de transferência deverá ser encaminhado ao centro recipiendário. A elaboração do Portfólio como registro pessoal das aprendizagens do adolescente é ponto fundamental na concepção pedagógica adotada pelo PEC. Tem como finalidade ter organizado o registro de seus aprendizados e reflexões no decorrer de sua passagem pelo projeto. Deve conter apenas produções dos alunos e, portanto, constitui-se em material para seu uso e de sua propriedade, não devendo ser manuseado por ninguém sem sua permissão expressa. É importante que o adolescente tenha essa informação, que seja respeitado nas decisões que tomar quanto ao uso de seu Portfólio e que o leve consigo quando de sua saída da Fundação CASA. A organização do Portfólio é de responsabilidade do aluno com a supervisão direta do Professor. CENTRO DE ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO AO ADOLESCENTE DIRETORIA TÉCNICA Avaliação Diagnóstica em Educação Física A Avaliação tem por objetivo analisar o desenvolvimento dos adolescentes, compreendendo quais são as experiências pessoais e sociais significativas realizadas em sua trajetória de vida. É feita pelo profissional de Educação Física. Para ilustrar o que se espera coletadas nessa avaliação, ilustraremos com o exemplo de uma personagem, a seguir: “Conceição de todos Nós” (Avaliação Diagnóstica em Educação Física pg. 63-64), adolescente, que cresceu e viveu em área rural, não frequentou escola, nem usufruía de equipamentos esportivos públicos. Quando criança ajudava seus pais na produção de carvão. Sua única diversão era andar de cavalo. Por um equívoco, cumpriu medida socioeducativa. Para implementação dos registros, o profissional de Educação Física deve: Compreender os significados da construção biológica e cultural e da representação visível corporificada nas formas de viver desse adolescente, sendo o ponto de partida para a avaliação inicial em educação física, que contribuirá para o estudo de caso, ou seja, o Diagnóstico Polidimensional. O que utilizará? Avaliação em Educação Física e as informações levantadas durante a aplicação da “Entrevista Inicial” com o seu roteiro orientador, conforme falamos nas páginas, acima. Esse conjunto subsidiará a discussão de caso para encaminhamentos. Assim que “Conceição de Todos Nós” foi inserida na CIP, o Profissional de Educação Física observará as informações coletadas no instrumental da “Avaliação Diagnóstica Inicial - Eixo Pedagógico (Pasta Pedagógica) e, As transcreverá para o corpo do instrumental da área de educação física (Análise da entrevista inicial referente as Vivências Motoras). CENTRO DE ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO AO ADOLESCENTE DIRETORIA TÉCNICA O que deverá ter percebido? quais foram as vivências motoras, onde as praticou (escola, clubes esportivos), houve uma lapidação dos gestos motores (treinamento). Na CIP, o profissional aplicará a avaliação do contexto biológico (testes físicos). Os resultados coletados serão registrados no instrumental (1ª Avaliação CIP) e comparado ao protocolo da PROESP. Esta comparação informará ao Profissional de Educação Física as condições de saúde que a adolescente se encontra, S para saudável e N para não saudável. Com as análises contidas no campo das “Vivências Motoras” e da “Avaliação Biológica – Eixo Saúde”, será feito sugestões de encaminhamento para esta adolescente. Os dados da entrevista devem contribuir com o entendimento dos resultados encontrados com a aplicação das avaliações . Além dessas avaliações e à entrevista inicial outros eventuais registros de acompanhamento e desenvolvimento da aprendizagem nas aulas e oficinas do PEC, e nas atividades de educação física e esporte devem contribuir na elaboração do relatório do Diagnóstico Polidimensional. Conduta primordial para os registros: Os eventuais registros dos alunos em si e seus avanços (ou não avanços) devem servir de referência para promover as aprendizagens e não para para rotulá-los em uma perspectiva punitiva e excludente. Arte e Cultura e Educação Profissional A Entrevista Inicial será utilizada prevalecendo a conduta posta no roteiroCENTRO DE ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO AO ADOLESCENTE DIRETORIA TÉCNICA Os elementos levantados são, com a devida análise e hipóteses necessárias, transportados para os registros. Nessas áreas, em especial, deixá-lo expressar suas experiências, suas crenças de forma tranquila é essencial. 4. Relatório Inicial de Cumprimento de Medida – PIA Sentença decretada.... em até 45 dias, a equipe deverá saber e ter registrado, Qual será o plano traçado para o desenvolvimento da medida? Obs: Adolescentes com múltiplas passagens, as informações pregressas já deverão estar organizadas. É inconcebível a repetição de questões desconsiderando que já cumpriu medida socioeducativa em outro momento. Quais os dados que deverão ser registrados? Os resultados da avaliação diagnóstica da área escolar, da avaliação de Educação Física e das informações coletadas atinentes à Arte e Cultura e a Educação Profissional que dificuldades o adolescente apresenta no âmbito da leitura e escrita e da matemática, qual a série que irá cursar, que ações serão ofertadas para superar problemas com leitura e escrita, por exemplo. que outras demandas no âmbito da escolarização surgiu em seu diagnóstico. quais atividades serão propostas para ajudá-lo a superar qual o prazo que será dado pra a reavaliação das metas Mundo do Trabalho - suas possíveis experiências, desejos, dúvidas CENTRO DE ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO AO ADOLESCENTE DIRETORIA TÉCNICA acerca de profissões que trabalho já exerceu em que estágio o adolescente está com relação a sua formação escolar, como desenvolve sua fala, como compreende as questões que lhe foram feitas, qual o seu nível de vocabulário, como se comporta diante das questões (timidez, fala com desenvoltura, é retraído, expressa dificuldade de se relacionar em grupo etc.). quais cursos poderão ser ofertados a eles para fazer potencializar o que foi observado, quais as atividades artística, culturais e esportivas serão ofertadas Como os dados deverão ser registrados? Vejam as orientações na parte inicial do documento e, observem que: as escolhas devem ter relação com suas habilidades e dificuldades encontradas. no que tal atividade ou tal ação contribuirá para superar dificuldades ou potencializar habilidades. o Plano Inicial deve ser muito bem escrito, muito bem elaborado e de fácil compreensão a todos, inclusive aos adolescentes. o sucesso do Plano depende da boa análise do diagnóstico e das escolhas das ações. o plano deverá ser apresentado ao Judiciário portanto, é muito importante que seja bem elaborado, sem ACHISMOS. Onde buscar informações sobre as atividades, sobre os cursos? Consultem o material das Gerências e o Caderno da Superintendência Pedagógica. CENTRO DE ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO AO ADOLESCENTE DIRETORIA TÉCNICA 5.Relatório de Desenvolvimento do PIA A palavra desenvolvimento se remete a avaliação, acompanhamento, observação, replanejamento quando necessário, medição e registro. O adolescente está em cumprimento de medida e o que inicialmente foi pensado está em desenvolvimento. Quem contribuirá para a melhor análise do desenvolvimento do PIA na área pedagógica? Os professores da rede saberão avaliar os avanços das habilidades e competências obtidos através das propostas de intervenção traçadas no plano individual de atendimento. Os profissionais de referência dos adolescentes Os parceiros vários contratados pelas gerências Os possíveis parceiros que se relacionam diretamente com os CASA,s Os profissionais da educação física. Para ilustrar, usaremos um curso na área de Administração, como exemplo. Curso de Arquivador Um futuro profissional que atuará nessa área, ou nessa função, terá como responsabilidade organizar documentar, orientar usuários, auxiliar na recuperação de dados, disponibilizar fontes de dados, providenciar aquisição e incorporação de material etc. Trabalham em espaços que exigem muita organização e atenderão demandas que facilitarão o trabalho de muitos outros trabalhadores. Percebam que algumas habilidades este adolescente já deverá ter para poder fazer parte da turma de alunos deste curso. Deverá saber ler e escrever com certa desenvoltura, ter noção espacial e estética etc. Os adolescentes que estão no CENTRO DE ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO AO ADOLESCENTE DIRETORIA TÉCNICA ensino fundamental II com menos ou nenhuma defasagem, bem como os adolescentes que cursam o ensino médio são os mais indicados para a formação da turma. Feito o diagnóstico do desenvolvimento educacional o curso contribui para desenvolver e aprimorar algumas competências pessoais como: solicitude, controle emocional, criatividade, cordialidade, flexibilidade, liderança, motivação, capacidade de organização, paciência, atenção, capacidade de localização, atenção aos detalhes, boa comunicação e agilidade. Ainda, do ponto de vista da escolarização o adolescente terá acesso à leitura e escrita, aos cálculos de temporalidade dos arquivos, à história etc. São esses os elementos que deverão ser observados e registrados. Percebeu-se que o adolescente tem potencialmente criatividade, mas lhe falta paciência, foco, cordialidade com os colegas e equipes. Será que o curso tem colaborado para o desenvolvimento dessas competências. Ele tem se mostrado diferente? O que o educador acha acerca do desenvolvimento do aluno? O que falta? Um outro exemplo que amplia o conceito e extrapola a formação da área, se dá nas oficinas da área de alimentação que além de desenvolver na especificidade competências formativas através de seus cursos específicas também agrega valor às questões observadas pelas demais superintendências, como: - desenvolver ou colaborar para percepção de sua autoimagem, sua higienização básica como lavar as mãos, cortar as unhas, manter-se asseado, ampliar a olfato, tato, audição e ter noção de temporalidade, trabalho em equipe, manusear talheres, sentar-se à mesa, dividir a produção etc. Não importa se as informações são repetidas pelas áreas. Importa se são registradas e se ganham o valor que compete a cada área, por exemplo: - Se aprendeu a limpar as unhas, além do conceito que talvez interesse à Superintendência de Saúde, no âmbito pedagógico entendeu no curso da área de alimentação que os profissionais que atuam nesta área precisam conhecer as técnicas de higiene dos alimentos, dos utensílios, do espaço e a sua higiene pessoal para manusear alimentos. Este é o registro pedagógico, na especificidade da Educação Profissional, que não poderá deixar de existir. CENTRO DE ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO AO ADOLESCENTE DIRETORIA TÉCNICA Cada curso, além da base comum descrita acima, oferta na especificidade um rol de competências específicas a serem desenvolvidas. Verifiquem todos os cursos e o que de diferente há que possa colaborar no desenvolvimento do grupo de adolescentes. Permitam a implementação das metodologias participativas. 6.Relatório de Avaliação de Medida Este é o relatório que irá consolidar os dados observados, o que conseguiu “modificar” ao longo da medida e no que cada área contribuiu para isso. Além disso, houve a identificação com alguma área em especial, demostra desejo em seguir seus estudos e vislumbra querer, por exemplo, se profissionalizar em alguma carreira? Compreende o caminho que deverá percorrer? Quais as etapas formativas que terá que cumprir e do ponto de vista do protagonismo, percebe o que e como lhe cabe atuar para conquistar o que deseja? É importante, para além de dizer que cursos, oficinas e atividades e ou modalidades esportivas ele fez ou está fazendo queno relatório apareça o que: ele aprendeu ou vem aprendendo que traz a exata percepção de mudança e de atendimento ao seu PIA. seu interesse em dar continuidade aos estudos, via ETEC, Faculdades, Sistema S etc. no caso de “Conceição de Todos Nós”, será aplicada a segunda reavaliação, e como na primeira compara-se todos os resultados obtidos nesta avalição com a própria adolescente, verificando-se seu desenvolvimento e aquisição das metas estabelecidas através das ações educativas. diante das reavaliações biológicas, “Conceição de Todos Nós”, apresentou indicadores superiores aos testes anteriores, porém ainda não satisfatórios na perspectiva da saúde. E nas ações educativas, a adolescente começa a perceber através dos jogos vivenciados, a sua transcendência para fatos da vida (tendo um autoconceito mais positivo, começou a não se esconder CENTRO DE ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO AO ADOLESCENTE DIRETORIA TÉCNICA nos conflitos que o jogo pode gerar, dando suas opiniões para resolução do conflito. Articular mais e de forma positiva em seu benefício e do grupo). todo o processo escolar vivenciado pelo aluno no centro, avanços avanços dos alunos constantes em instrumental específico (SQL 31082) em consonância com as avaliações docentes. coletados na discussão com a família, registrar três escolas para continuidade dos estudos, com vistas a garantia da matrícula do aluno após cumprimento da medida de internação. incluir os espaços identificados na comunidade para continuidade do trabalho iniciado nos Centros, com vistas ao desenvolvimento da aprendizagem do adolescente. informações pertinentes a inscrições em projetos ou cursos que possam ter continuidade em outros espaços. 7. Relatório de Manifestação Técnica e da Equipe de Referência 8. Outros relatórios 1. Relatório de convivência protetora Quando o adolescente está em um momento que exige maior cuidado para com ele e com os outros, os mesmos elementos deverão ser observados, no entanto, com um olhar diferenciado para a situação singular em que ele, em especial, está vivenciando. A situação pode potencializar competências ou favorecer um desenvolvimento mais lento, mais acanhando ou até, inexpressiva. As equipes que o atendem devem rever suas metas e o foco principal é a sua reintegração no grupo de forma harmônica e respeitosa. Os educadores devem ter conhecimento da situação para ajuda-lo bem como favorecer que os demais adolescentes amadureçam sua inserção no convívio. CENTRO DE ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO AO ADOLESCENTE DIRETORIA TÉCNICA É importante registrar – “ Não pode faltar” dificuldades a serem superadas e plano de trabalho considerando o período em que o aluno permanecerá afastado do ambiente escolar. as atividades desenvolvidas pelo aluno durante o período estabelecido para o afastamento do convívio no âmbito das áreas de formação. 2. Relatório de transferência do adolescente O que deverá constar o diagnóstico realizado e a proposta de trabalho pedagógico individualizado. avanços obtidos e as dificuldades a serem superadas, atualização do histórico da situação escolar. as observações acerca da educação profissional organizada e encaminhada para que a equipe que o receba possa dar sequência ao trabalho. as observações acerca das atividades ofertadas em arte e cultura. As observações sobre as atividades em educação física. Adjetivando, traduzindo Para auxiliar na análise e não permitir que a abstração nos leve a várias interpretações comprometendo a avaliação dos adolescentes, registramos abaixo, o que se compreende por alguns termos que se postos em registros sem a devida tradução á sua interpretação, incorrem em terminologias vagas, abstratas. Alguns, entre tantos outros que deverão buscar analisar para melhor traduzir o atendimento e qualificar o registro dos relatórios dos adolescentes. Capacidade Empreendedora: Facilidade para identificar novas oportunidades de ação, propor e implementar soluções e necessidades que se apresentam, de forma assertiva, inovadora e adequada. CENTRO DE ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO AO ADOLESCENTE DIRETORIA TÉCNICA Comunicação: Capacidade de ouvir, processar e compreender o contexto da mensagem, expressar-se de3 diversas formas e argumentar com coerência usando feedback de forma adequada para facilitar a interação entre as pessoas. Criatividade: Capacidade para conceber soluções inovadoras viáveis e adequadas para situações apresentadas. Dinamismo: Capacidade para atuar de forma ativa e arrojada diante de situações diversas. Flexibilidade: Habilidade para adaptar-se oportunamente às diferentes exigências do meio e capacidade de rever posturas diante de argumentações convenientes. Liderança: Capacidade para catalisar os esforços grupais a fim de atingir ou superar os objetivos organizacionais estabelecendo um clima motivador, formando parcerias e estimulando o desenvolvimento da equipe. “ Cuidado com o termo liderança negativa”. Liderança é uma competência por si só! Motivação: Capacidade de demonstrar interesse pelas atividades a serem executadas, tomando incitativas e mantendo atitude de disponibilidade e de apresentar postura de aceitação e tônus muscular que indicam energia para os trabalhos. Organização e Planejamento: Capacidade para planejar o trabalho, atingindo resultados por meio do estabelecimento de prioridades, metas tangíveis, mensuráveis e dentro de critérios de desenvolvimento válidos. Relacionamento Interpessoal: Habilidade para interagir com pessoas de forma empática, inclusive diante de situações conflitantes, demonstrando atitudes positivas, comportamentos maduros. Visão Sistêmica: Capacidade para perceber a integração e interdependência das partes que compõe o todo, visualizando tendências e possíveis ações capazes de influenciar o futuro. Garantir a expressão do adolescente é garantir riqueza na “coleta” CENTRO DE ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO AO ADOLESCENTE DIRETORIA TÉCNICA Percebam que sem uma metodologia em que o adolescente possa atuar nas atividades, possa expressar –se em ideias e participando das ações, dificilmente as competências poderão ser percebidas levando assim ao erro avaliativo a observação dos profissionais de referência dos adolescentes e à pobreza no registro dos relatórios. Todos, principalmente a equipe de segurança, deve ter conhecimento das propostas. Os profissionais referência da área podem e devem ser um grande interlocutor com as demais equipes, auxiliando a coordenação pedagógica para esclarecer o conceito e a metodologia para o desenvolvimento das atividades e sua importância para a avaliação dos adolescentes. Lembrem-se que ser habilidoso em alguma coisa, não significa ser competente. Bom trabalho! IV – Referência bibliográfica Brasil. MEC. Trabalhando com a educação de jovens e adultos. Caderno 3 Observação e Registro. Ministério da Educação. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/secretaria-de-educacao-continuada-alfabetizacao- diversidade-e-inclusao/publicacoes/194. Acesso em 24 de agosto 2015. SÃO PAULO. Fundação CASA. Educação e Medida Socioeducativa: conceito, diretrizes e procedimentos. Superintendência Pedagógica. São Paulo, 2010. Freire, Madalena. Observação registro reflexão:Instrumentos metodológicos I. São Paulo: PND – Poduções Gráficas Ltda, 1996, 2ª edição. http://portal.mec.gov.br/secretaria-de-educacao-continuada-alfabetizacao-diversidade-e-inclusao/publicacoes/194 http://portal.mec.gov.br/secretaria-de-educacao-continuada-alfabetizacao-diversidade-e-inclusao/publicacoes/194 CENTRO DE ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO AO ADOLESCENTEDIRETORIA TÉCNICA ANEXO SUPERINTENDÊNCIA DE SAÚDE Décio Perroni Ribeiro Filho - Superintendente de Saúde Vera Maria de Marco Felicissimo - Gerente Psicossocial Ana Carolina Carvalho Lutfi - Gerente de Saúde Natalia Salmazo - Gerente de Nutrição Olga Cristiane Lembo - Gerente de Medicina e Segurança do Trabalho CENTRO DE ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO AO ADOLESCENTE DIRETORIA TÉCNICA DIREÇÕES PARA A ELABORAÇÃO DE RELATÓRIOS DE SAÚDE Os relatórios elaborados durante o cumprimento da medida socioeducativa têm como objetivo informar de forma sucinta e clara ao judiciário os aspectos do adolescente enquanto permanecer na Instituição. O relatório da área de saúde, por sua vez, visa fornecer informações sobre as condições de saúde do adolescente e sua trajetória na instituição, fornecendo informações pertinentes relacionadas inclusive ao processo de educação em saúde. Os relatórios têm caráter avaliativo, desta forma, não podem ser realizados e assinados pelo auxiliar de enfermagem, no entanto, a participação deste profissional na confecção dos relatórios e nas discussões como referência de saúde é de fundamental importância. Desta forma, sendo o enfermeiro o profissional habilitado para realizar os relatórios de saúde de todos os adolescentes, os Centros precisam se organizar de modo a antecipar as datas e os relatórios a serem elaborados pelo profissional. Relatórios realizados durante a permanência do adolescente na Fundação CASA: - Relatório Inicial do Diagnóstico Polidimensional; - Relatório Inicial do Cumprimento da Medida – PIA; - Relatório de Desenvolvimento do PIA; - Relatório de Avaliação da Medida; - Relatório de Transferência; e - Relatório de Convivência Protetora. Relatório Inicial do Diagnóstico Polidimensional – POLI O POLI é fundamentado no item 6.2.2. do SINASE – Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo, e no artigo 25 do Regimento Interno da Fundação CASA. Consiste num relatório construído após investigação, com a finalidade de revelar a trajetória de vida do adolescente, sua família e necessidades, a partir do olhar dos componentes da equipe de referencia do adolescente. Deve ser realizado quando o adolescente está em cumprimento do artigo 108 do ECA – Estatuto da Criança e do Adolescente – e atualizado na medida de Internação. Ao Confeccionar o POLI, deve-se atentar para: CENTRO DE ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO AO ADOLESCENTE DIRETORIA TÉCNICA - acolhimento do adolescente pela equipe de referencia; - Observação de receptividade e aceitação das orientações e tratamentos de saúde propostos; e - discussão junto à equipe de referencia de questões pertinentes, expondo o ponto de vista de cada área. Para confecção do POLI o caso do adolescente deve ser discutido pelas equipes, porém cada equipe irá elaborar seu relatório com base nas especificidades de sua área e complementação das informações acerca do adolescente das demais áreas. O relatório de saúde consiste em um compêndio de informações de todas as áreas da saúde pelas quais o adolescente passou sejam elas de atendimento no próprio Centro, ou mesmo na rede SUS – Sistema Único de Saúde. Ao realizar o POLI deve-se avaliar a pasta de saúde do adolescente e atende-lo individualmente, com o intuito de compreender as necessidades em saúde deste. O POLI deve conter: - breve história de saúde do adolescente, registrando-se informações importantes que tenham impacto durante a permanência na instituição; - tratamentos medicamentosos, não se faz necessária descrição do medicamento e sua posologia, somente qual tratamento; - internações hospitalares recentes, e o que ocasionou sua internação; - situação vacinal; - condições de saúde; - resultado do Fagerstrom (grau de dependência) e conduta; - avaliação de saúde do adolescente pela equipe de saúde, descrevendo somente alterações no quadro de saúde. Neste ponto, pode-se embasar na consulta médica ou de enfermagem, pois há avaliação corporal completa do adolescente, abordar durante a entrevista quanto a limitações corporais, contato com portadores de doenças infectocontagiosas, uso de substancias psicoativas e realizar exame físico. É importante ressaltar que não há necessidade de transcrever a avaliação feita pelo profissional de saúde que está na pasta de saúde, mas sim elencar informações que podem causar ou causaram impacto na saúde do adolescente; - não há necessidade de expor o adolescente ao se divulgar doenças infectocontagiosas cujo contágio não se faz por meio de relação social. Desta forma CENTRO DE ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO AO ADOLESCENTE DIRETORIA TÉCNICA entende-se que não é necessário colocar no relatório diagnósticos que podem ser estigmatizantes para o jovem tais como HIV e DTS; - realização ou não da primeira consulta odontológica pragmática; - levantamento da necessidade de realização de exames, encaminhamentos para especialista e retornos; - tratamentos em andamento; - caso o adolescente seja saudável, não há necessidade de informar situações de normalidade, como: eupneico, contactuando, deambulando, afebril, corado, hidratado, entre outros. Tais informações não contribuem para demonstrar que o adolescente está saudável, uma vez que se relate desta forma; - os dados de saúde devem ser claros, objetivos, sem perder a qualidade e conter informações que servirão de orientador para a realização do PIA. Para a confecção do POLI deve-se atentar para: - uso de drogas lícitas e ilícitas; - atenção à saúde mental e psiquiátrica, conforme os artigos 64, parágrafo 7° e 65 do SINASE que dispõem sobre os adolescentes com indícios de transtorno mental, deficiência mental ou associados, deverão ser avaliados por equipe multidisciplinar e multisetorial; - uso de psicotrópicos; - diagnosticar o grau de conhecimento e criticidade em relação a cuidados de higiene, alimentação, consumo de substancias psicoativas, saúde sexual e reprodutiva, bem como doenças sexualmente transmissíveis; - cumprimento do prazo de entrega; Na entrada do adolescente deve-se verificar se o mesmo possuí o Cartão Nacional de Saúde (cartão SUS) e sua situação vacinal através da avaliação da Caderneta de Vacinação, caso não possuam, providenciar. Verificar também se o adolescente possuí pendencias em relação ao uso de próteses ou órteses. CENTRO DE ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO AO ADOLESCENTE DIRETORIA TÉCNICA Relatório Inicial de Cumprimento da Medida – PIA O PIA está embasado no artigo 26 do Regimento Interno da Fundação CASA, é realizado quando o adolescente inicia o cumprimento da medida de internação, ou seja, artigo 122 do ECA. O PIA é construído pela equipe de referencia, com a participação do adolescente e de sua família, embasado nos diagnósticos levantados durante o POLI, o PIA tem como objetivo a pactuação de metas a serem alcançadas por intermédio de intervenções propostas e construídas em conjunto com o adolescente e família, impactando na construção do projeto de vida com enfoque da inclusão do adolescente na sociedade criando perspectivas para o futuro desvinculado da prática do ato infracional; Através do PIA é proposta a construção do novo projeto de vida, consiste num conjunto de metas que serão responsáveis pela ressignificação do contexto onde o adolescente está inserido, seu papel na sociedade, comunidade e família, dado significação para a construção de uma nova trajetória a partir da análise de suas necessidades. No âmbito da saúde, o plano elaborado proporá ações em promoção e educação em saúde, integrando ações socioeducativas, estimulando a autonomia, responsabilizando as suas escolhas, melhorando as relações interpessoais e o fortalecimento das redes de apoio ao adolescentee família. O PIA deve conter: - breve histórico de saúde do adolescente, com relevância às intercorrências ocorridas durante o espaço de tempo de confecção do POLI e PIA, registrando-se informações importantes que tenham impacto durante a permanência na instituição; - achados do polidimensional não descritos anteriormente; - acompanhamento dos tratamentos iniciados, se o adolescente apresentou melhor ou não; - novos diagnósticos a serem abordados pela equipe em conjunto com o adolescente; - metas construídas / pactuadas em conjunto com o adolescente e família; - acompanhamento das ações de saúde, como atualização da situação vacinal; - intercorrências de saúde que o adolescente apresentou durante o período; CENTRO DE ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO AO ADOLESCENTE DIRETORIA TÉCNICA - intervenções / ações propostas para o alcance das metas; Para a confecção do PIA deve atentar-se para: - o que foi apresentado no POLI, como demandas a serem resolvidas; - não utilização de termos como: determinado, estabelecida, traçado, e sim construído, pactuado; - aproveitar a presença da família para aprofundar informações relevantes, como qualidade do sono, ansiedade, irritabilidade, etc; - as metas devem ser descritas por verbos no infinitivo, como: melhorar, aprimorar, criar, entre outros; - a meta é um objetivo a ser alcançado por meio de intervenções / ações que permearão o processo. Esse processo pode se dar em uma fase ou mais, de acordo com as necessidades do adolescente; - a vacinação, confecção do cartão SUS, avaliações médicas, odontológicas e de enfermagem não constituem metas do adolescente, e sim atribuições da equipe de saúde; - exemplos de metas e intervenções: - melhorar higiene corporal – orientação quanto a forma correta de higienização do corpo, frequência de troca de roupas e aparo de unhas e cabelo; demonstração da forma correta do uso do sabonete, shampoo e desodorante; - melhorar a higiene bucal – orientação quanto a utilização de materiais: escova, fio dental, pasta de dente, periodicidade da higienização; - aprimorar o conhecimento em DST / AIDS, doenças endêmicas na área de moradia do adolescente e outras – participação em grupos de esclarecimento de dúvidas, leitura de conteúdo associado a temática; - retomar tratamentos pregressos – agendamento de consulta com especialistas, reinserção em tratamento. O PIA deve ser avaliado constantemente no desenvolvimento da medida, ininterruptamente. Novas metas podem ser inseridas conforme a necessidade, assim como a proposta de novas ações, bem como as metas alcançadas devem ser registradas. CENTRO DE ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO AO ADOLESCENTE DIRETORIA TÉCNICA As metas para o adolescente e a família não são aquelas que a equipe deseja, mas sim o que o adolescente necessita e que são passíveis para consolidação de seu novo projeto de vida. Relatório de Desenvolvimento do PIA O Relatório de desenvolvimento do PIA deve ser realizado trimestralmente a partir da data de internação, descrevendo como o adolescente executa / desenvolve a medida, pontuando o que foi atingido diante das metas pactuadas e o andamento das ações propostas. Deve ser construído avaliando-se as demandas apresentadas pelo adolescente inicialmente e as ações que foram realizadas para a solução da demanda inicial. Neste momento deve-se avaliar se aquilo que foi proposto teve efetivação, se há necessidade de mudar as ações propostas para a elaboração de um melhor resultado. É importante constar no relatório: - estado geral de saúde do adolescente; - estado nutricional (crescimento e desenvolvimento); - tratamento aos quais o adolescente foi submetido; - ocorrências de intercorrências durante o período; - acompanhamento das metas / ações propostas; - diagnósticos de novas demandas de saúde; - construção de novas metas; - inclusão em oficinas de temas relacionados à saúde. Para a otimização da elaboração do Relatório de Desenvolvimento do PIA, deve- se estudar a Pasta de Saúde, consultar relatórios anteriores e avaliar o adolescente para que seja dada continuidade no processo, pois pode ocorrer a necessidade da retomada de metas consideradas alcançadas. CENTRO DE ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO AO ADOLESCENTE DIRETORIA TÉCNICA Exemplos de conteúdo do Relatório de Desenvolvimento do PIA: - adolescente apresentou demandas de dor de cabeça e dificuldade visual. Foi encaminhado para consulta oftalmológica, e diagnosticado com miopia e aguarda confecção dos óculos; - adolescente fazia acompanhamento no CAPS devido ao uso de substancia psicoativa e insônia. Reiniciado o tratamento e submetido a exames diagnósticos. Em retorno médico houve alteração do tratamento medicamentoso, segue aguardando a realização de exames; - nos atendimentos iniciais apresentava-se pouco comunicativo e resistente, atualmente apresenta-se mais confortável, comunicativo e receptivo; - apresentação de problemas nutricionais (se houve perda ou ganho ponderal, se foi avaliado pela nutricionista). Exemplo: adolescente obteve um ganho de 15 kg desde sua admissão, atingindo IMC apropriado para sua idade. Ou: adolescente ganhou 9 kg, sendo necessário a intervenção da nutricionista por estar com IMC acima do apropriado para a idade. Relatório de Avaliação da Medida Neste momento deve-se enfatizar a mudança do adolescente, relatando o alcance das metas e comportamentos positivos (se houverem). Neste relatório devem estar descritos os resultados alcançados durante a medida, fazendo uma avaliação completa, e não somente de fatos isolados. Deve-se realizar um comparativo com o estado de saúde no início e ao termino da internação, tal como as mudanças no comportamento em práticas de saúde. É importante identificar se todas as metas foram alcançadas, e quando não alcançadas, esclarecer o motivo. Estabelecer se as metas foram ou não alcançadas consiste numa atribuição do adolescente, pois o resultado esperado para a equipe pode divergir do que o adolescente necessita, sempre escutar o adolescente em suas necessidades, dando oportunidade de exprimir o que lhe é importante. Não podemos esquecer que as ações que propomos devem ser possíveis de se alcançar fora do ambiente institucional, pois estamos preparando o adolescente para o convívio social. CENTRO DE ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO AO ADOLESCENTE DIRETORIA TÉCNICA De forma multidisciplinar, deve-se apontar os aspectos observados com relação às dificuldades, potencialidades, condições de superação, tanto para o adolescente quanto para sua família. A conclusão da medida se faz pela equipe de referencia, e não isoladamente, assim cada área apresenta seus registros que deverão ser discutidos multidisciplinarmente. Relatório de Transferência do Adolescente Este relatório deverá ser elaborado sempre que a equipe de referencia do Centro entender o benefício da transferência do adolescente. Não é necessário ser confeccionado quando a transferência se dá por alteração de artigo, nas demais situações, há a necessidade de a equipe de referencia preencher e encaminhá-lo a Divisão Regional, para análise e orientação. O relatório de transferência contém campos de identificação, motivos que fundamentam a necessidade de transferência, diagnósticos das áreas psicossocial, pedagógica, saúde, segurança e disciplina além das ações executadas pelas áreas, com resultados alcançados. Posteriormente o relatório é encaminhado à supervisão e à Regional, que avaliarão encaminhando-o à Diretoria Técnica, quando de acordo. No que se refere à área de saúde devem ser preenchidos os campos de número 4 e 9, detalhados a seguir: No campo 4 que solicita a descrição dobre o diagnóstico elaborado sobre esse adolescente,devemos nos atentar aos diagnósticos elencados no POLI do adolescente. Quanto ao campo 9, descrição das ações executadas na área da saúde, tomando-se como base o diagnóstico e o plano traçado, devem ser elencadas todas as intervenções propostas no PIA às quais este adolescente foi submetido. Relatório de Convivência Protetora Este relatório deverá ser preenchido sempre que o adolescente for inserido em convivência protetora, seja por isolamento dos demais adolescentes, e/ou devido a necessidade de atenção especial observada no desenvolvimento de atividades coletivas. CENTRO DE ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO AO ADOLESCENTE DIRETORIA TÉCNICA Para este relatório não há campo especifico para a saúde, mas deverá atuar em sua confecção através da discussão de caso juntamente com a equipe multidisciplinar, através da referencia estabelecida na saúde para o adolescente em questão. A seguir apresentamos informações gerais para colaborar com a confecção dos relatórios, atentando sempre ao prazo de entrega: O que deve conter nos relatórios - informação geral do estado de saúde; - intercorrências relevantes durante o período (não é necessário escrever que o adolescente caiu na quadra e apresentou escoriações); - atendimentos realizados no período (passou em consulta médica de enfermagem e odontológica, detalhando somente o que for importante); - participação em atividades de saúde; - acompanhamento de tratamentos de saúde; - referencia de onde foram colhidas as informações; - acompanhamento das metas construídas (exceto POLI). O que evitar nos relatórios - dados antropométricos - situações de anormalidade (consciente, orientado, contactuando, deambulando, afebril, acianótico, eupneico, ...); - descrição das datas de atendimento; - detalhamento minucioso de informações; - uso de siglas (quando o fizer colocar o significado); - uso de termos técnicos (quando o fizer colocar o significado); - nome e posologia de medicamentos; - exposição de doenças cuja a divulgação do diagnóstico não foi permitida pelo adolescente; - informações sobre outras áreas; - citar nome dos profissionais que atenderam o adolescente; - colocar o resultado numérico do Fagerstron, somente o grau de dependência e conduta; CENTRO DE ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO AO ADOLESCENTE DIRETORIA TÉCNICA - exposição de informações / doenças que ferem o sigilo e privacidade. O relatório consiste em informações relevantes a medida socioeducativa. Dicas - para nos referirmos ao local onde o adolescente está não usamos o termo Unidade e sim Centro; - o local de atendimento pela enfermagem é o ambulatório e não a enfermaria; - adolescente (termo utilizado para pessoas até os 18 anos); - jovem (termo utilizado para pessoas acima dos 18 anos) - não utilizar o termo queixa e sim demanda; - não transcrever a consulta de enfermagem no relatório, a consulta de enfermagem embasa o conteúdo do relatório; - não colocar anotações de enfermagem no relatório; Resumo O Poli – Relatório de Diagnóstico Polidimensional pode estar baseado na anamnese e diagnóstico de enfermagem. O Pia – Relatório Inicial de Cumprimento da Medida, está baseado nos objetivos de saúde e ações que permitirão o alcance das metas. O Relatório de Desenvolvimento do Plano Individual de Atendimento está baseado nas evoluções / demandas. Relatório de Cumprimento de Medida está baseado nos resultados. Norteador para Relatório de Diagnóstico Polidimensional – Poli - nome ou adolescente; - estado de saúde; - nega: tratamentos, doenças pregressas (relevantes), internações hospitalares, uso de medicamentos (evitar nome e posologia), histórico de drogas ou alergias; - refere...mencionar as peculiaridades de cada adolescente (resultado – intervenção Fagerstron); - apresenta...mencionar as peculiaridades de cada adolescente; - intervenções que estão em andamento (consultas, tratamentos, especialidades, exames). CENTRO DE ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO AO ADOLESCENTE DIRETORIA TÉCNICA Norteador para Relatório Inicial do Cumprimento de Medida: Pia, intervenções construídas em conjunto com o adolescente a partir dos diagnósticos estabelecidos no Poli. Preferencialmente utilizar os verbos no infinitivo (realizar, aprimorar, agendar, introduzir, etc). - nome ou adolescente; - introdução: relatório elaborado em reunião de equipe de referencia e consulta de enfermagem ou com informações colhidas na pasta de saúde; - objetivos levantados pelo adolescente; - demandas não levantadas no Poli / intercorrências; - ações levantadas em conjunto com o adolescente: consultas médicas, de enfermagem e odontologia; palestras; consultas com especialistas; oficinas; orientações individuais ou coletivas; imunização; cadastro no SUS; - finalização: exemplo, segue recebendo assistência conforme as necessidades. Norteador para Relatório de Desenvolvimento do Plano Individual de Atendimento. - nome do adolescente e estado de saúde; - intercorrências e condutas; não colocar datas, utilizar a palavra período; - acompanhamento de metas. Norteador para Relatório de Cumprimento de Medida (Conclusivo) - nome ou adolescente e estado de saúde; - metas e ações concluídas ou não. CENTRO DE ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO AO ADOLESCENTE DIRETORIA TÉCNICA ORIENTADOR PARA ELABORAÇÃO DE RELATÓRIOS TÉCNICOS SERVIÇO SOCIAL O orientador para elaboração de relatórios técnicos visa nortear os profissionais do serviço social na confecção dos instrumentais: INFORMAÇÃO INICIAL DO ADOLESCENTE, RELATÓRIO INICIAL DE DIAGNÓSTICO, RELATÓRIO DE DIAGNÓSTICO POLIDIMENSIONAL, RELATÓRIO INICIAL DE CUMPRIMENTO DE MEDIDA, RELATÓRIO DE DESENVOLVIMENTO DO PLANO INDIVIDUAL DE ATENDIMENTO e RELATÓRIO DE AVALIAÇÃO DE MEDIDA, e se encontra fundamentado no caderno “Bases de Apoio Técnico para o Serviço Social na Fundação CASA”. Tendo em vista que todas as ações interventivas realizadas pelo assistente social, com o adolescente, família e rede socioassistencial, devem ser registradas na Pasta do Serviço Social, objetivando subsidiar a construção de relatórios técnicos na área do serviço social, são descritas a seguir as mencionadas intervenções: abordagem técnica individual e/ou grupal com adolescentes e famílias; estudo social; diagnóstico social; discussão de caso com a equipe de referência; diagnóstico polidimensional; construção, implementação, avaliação e redirecionamento do PIA; visita domiciliar e comunitária; acompanhamento dos adolescentes em atividades internas e externas, bem como o resultado/análise do instrumental ASSIST. Quanto às ações desenvolvidas com a rede socioassistencial, necessitam também ser anotados na citada pasta técnica, os contatos e encaminhamentos realizados aos recursos comunitários e as informações obtidas no acompanhamento das inclusões de adolescentes e famílias na referida rede, assim como os contatos com profissionais de outros centros de atendimento e com executores de medidas socioeducativas em meio aberto, caso os adolescentes já tenham sido atendidos por esses programas. Da mesma forma, deverão ser registradas a inserção do adolescente em convivência protetora; as ocorrências de violência que o envolva; a aplicação de Comissão de Avaliação Disciplinar – CAD ou orientação pela Equipe de Referência do Adolescente nos casos de faltas cometidas pelo mesmo. No que concerne aos relatórios técnicos, o profissional do serviço social deve se valer do estudo social para conhecer e se inteirar amplamente da realidade apresentada em determinado contexto, objetivando a superação do que CENTRO DE ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO AO ADOLESCENTE DIRETORIA TÉCNICA aparenta ser e sem perder de vista as diferenças existentes entre cadasujeito ou situação e o seu conteúdo deve estar direcionado especificamente para a área social, considerando – o adolescente inserido no contexto sociofamiliar, família e rede socioassistencial. Ressalta-se que de acordo com o contido no caderno Bases de Apoio Técnico para o Serviço Social o estudo social se constitui em instrumento que possibilita conhecer, analisar e contextualizar a história de vida do sujeito, contemplando sua visão de mundo, sua forma de ser, de pensar, suas relações sociais e os impactos que as políticas públicas refletem em seu cotidiano. Assim, a história de vida dos sujeitos deve ser resgatada na sua complexidade, abrangendo ainda, dentre outros aspectos, as relações familiares e sociocomunitárias; formação educacional e profissional; inserção no mundo de trabalho; situação habitacional, de saúde e previdenciária; dependência e inclusão ou não, na rede socioassistencial; aspirações; desejos e projetos de vida, devendo ser consideradas as expressões da questão social identificadas. Necessário ainda reafirmar que os relatórios, embora, não tenham caráter pericial, tem por finalidade: subsidiar a decisão do poder judiciário e a defensoria pública na defesa do adolescente; sistematizar a comunicação com o juízo que acompanha tanto a fase de conhecimento (internação provisória), quanto a da execução (Internação e semiliberdade); otimizar o intercâmbio de informações entre os executores das medidas socioeducativas, assim evitando a repetição de procedimentos ou a descontinuidade de ações; e proporcionar forma e organização ao plano de atendimento, tornando possível a mensuração e o controle das ações previstas (prazos e prognósticos) desde o primeiro relatório. A elaboração de um relatório técnico pressupõe que seu conteúdo contemple, dentre outros aspectos: • as fontes das informações: entrevistas com adolescentes e famílias; grupos com adolescentes e famílias; contatos com a rede socioassistencial; discussão do caso com a equipe de referência; observações em atividades do cotidiano do adolescente; visita domiciliar; documentos pesquisados e outros (leitura da pasta do Adolescente); CENTRO DE ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO AO ADOLESCENTE DIRETORIA TÉCNICA • a análise crítica da integralidade das informações obtidas sobre o caso, fundamentada nas várias manifestações da questão social, que se constitui no objeto de trabalho do assistente social; • a sequência lógica das informações/ dos fatos; • a nitidez das informações, não permitindo entendimentos equivocados, pois esta forma de comunicação, diferentemente da verbal não oferece oportunidade de clarificações e poderá sofrer diferentes interpretações, que variarão conforme a ótica de leitura e análise dos fatos; • as ações programadas/ agendadas e os motivos da não realização das mesmas; • coerência e convergência das informações com os relatos de todas áreas evidenciando a realização de discussão do caso com a equipe de referência; • utilização de linguagem técnica. Na sequência, constam outras considerações relativas ao conteúdo dos relatórios técnicos definidos pela Fundação CASA, a saber: INFORMAÇÃO INICIAL DO ADOLESCENTE: pela característica peculiar de breve permanência do adolescente no programa de atendimento inicial (artigo 175 do ECA), o instrumental deverá ser elaborado de forma célere pelo assistente social, contendo o estudo social inicial, fundamentado em informações fornecidas pelo adolescente e seus familiares, e se possível, de profissionais de outros equipamentos executores das medidas socioeducativas, se porventura o mesmo já tenha sido inserido anteriormente. RELATÓRIO INICIAL DE DIAGNÓSTICO: elaborado quando o adolescente se encontrar em internação provisória, deverá contemplar minimamente o estudo social inicial e hipóteses diagnósticas da área social, considerando que poderá não haver tempo hábil para a realização das ações interventivas necessárias conforme descrito no caderno Bases de Apoio Técnico para o Serviço Social, face ao prazo exíguo que pode ser estabelecido pelo Poder Judiciário para a realização da audiência. Fundamental referir que caso o adolescente não seja liberado pelo poder judiciário, o assistente social deverá concluir o estudo social. RELATÓRIO DE DIAGNÓSTICO POLIDIMENSIONAL: elaborado quando o adolescente se encontrar em internação provisória, deverá se basear no diagnóstico CENTRO DE ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO AO ADOLESCENTE DIRETORIA TÉCNICA social, com foco na família e relações comunitárias, considerando os indicadores apontados no caderno Bases de Apoio Técnico para o Serviço Social e também nas informações das demais áreas, a serem obtidas por meio de discussões do caso com a equipe de referência, que possam complementá-lo, e dessa forma o mencionado diagnóstico fundamentará e comporá o diagnóstico Polidimensional, especialmente em relação as condições do núcleo familiar e suas possibilidades de apoio ao adolescente. RELATÓRIO INICIAL DE CUMPRIMENTO DE MEDIDA (PIA): elaborado quando o adolescente estiver sentenciado com a medida socioeducativa de semiliberdade ou internação, deverá contemplar dentre outros aspectos, a definição de metas exequíveis na construção do PIA relacionadas exclusivamente a área social, de acordo com o estabelecido pelo SINASE, quais sejam: relações sociais, familiares e comunitárias, aspectos dificultadores e facilitadores da inclusão social, necessidades, avanços e retrocessos. Importante reafirmar que o PIA, será considerado homologado quando não houver impugnação judicial, findo o prazo de 3 (três) dias, contados a partir do recebimento do plano pela autoridade judiciária (artigo 41 e parágrafos da Lei 12594/2012) Necessário ressaltar que no programa de semiliberdade o adolescente poderá dar entrada no centro de atendimento já sentenciado com a medida socioeducativa, e assim ao assistente social caberá a elaboração do estudo social, diagnostico social, e consequentes procedimentos. RELATÓRIO DE DESENVOLVIMENTO DO PLANO INDIVIDUAL DE ATENDIMENTO: deverá estar fundamentado no desenvolvimento do adolescente e família no processo socioeducativo, frente às intervenções realizadas no âmbito social de acordo com os objetivos do PIA, relatando, analisando e avaliando criticamente os avanços e retrocessos ocorridos e consequente redirecionamento das metas estabelecidas, se necessário. O acompanhamento da família nesse processo é o foco principal e deve permear as ações interventivas do assistente social. RELATÓRIO DE AVALIAÇÃO DE MEDIDA: deverá estar embasado nos resultados obtidos por meio de todas as intervenções realizadas junto ao adolescente, família e rede socioassistencial desde o início do cumprimento da medida, retratando a sua evolução. CENTRO DE ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO AO ADOLESCENTE DIRETORIA TÉCNICA Esse instrumental deverá comprovar a existência de sustentação e apoio para retorno do adolescente ao convívio familiar e comunitário, por meio de relatos do assistente social que acompanha o caso, e se possível também com a juntada de documentos comprobatórios dos recursos da rede socioassistencial, que atendem ou atenderão o grupo familiar. Na hipótese de familiares ausentes, durante o processo socioeducativo do adolescente, quer seja por inexistência de vínculos afetivos, falecimento ou detenção dos responsáveis, moradia distante do centro de atendimento dificultando o contato e outros, deve haver um esforço no sentido da preparação de sua saída, criando condições reais de vida “pós medida”, em ação conjunta com os recursos comunitários. Para tanto, devem ser consideradas também outras pessoas que mantenham vínculos significativos e positivos comesse jovem, que possam lhe oferecer sustentação durante o desenvolvimento do processo socioeducativo e após o cumprimento da medida, e assim na ausência dessas pessoas, a opção de abrigamento deve ser estudada como opção. O assistente social deve ainda considerar que esgotadas as possibilidades acima mencionadas, o adolescente deve ser preparado para conduzir sua vida de forma independente e autônoma. Para EUNICE T. FÁVERO (2005): “O relatório técnico se configura também como um instrumento de relação de poder ou num saber, convertido em poder de verdade, que contribui, para definição do futuro de crianças, adolescentes e famílias, na medida em que é utilizado como uma das provas que compõem ou que podem compor os autos”. A autora refere ainda sobre: “.... a necessidade da constante atenção e do compromisso técnico, político e ético do assistente social, para dar conta de uma ação que, de fato, tenha como direção a efetivação de direitos e não venha a se estabelecer como uma inquisição em busca de punição, disciplinamento ou enquadramento moralizante”. A seguir, são relacionados outros instrumentais que compõe o conjunto de relatórios definidos pela Fundação CASA. RELATÓRIO DE TRANSFERÊNCIA: fundamentado na discussão do caso com a equipe de referência que definiu pela necessidade de transferência do CENTRO DE ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO AO ADOLESCENTE DIRETORIA TÉCNICA adolescente, cabe ao assistente social se manifestar nos itens comuns às diversas áreas de atuação. Nas questões intrínsecas ao serviço social, deve contextualizar a situação familiar baseada no estudo social e diagnóstico social, as metas estabelecidas no PIA, relatando os avanços e retrocessos ocorridos, bem como as intervenções realizadas e propostas junto ao adolescente, grupo familiar e rede socioassistencial. MANIFESTAÇÃO TÉCNICA: deve ser elaborada quando solicitadas informações pelo poder judiciário, ministério público e defensoria, ou quando houver intercorrências durante o processo socioeducativo do adolescente, quais sejam: descumprimento de medida socioeducativa, inserção em convivência protetora, mudança de endereço residencial da família, dentre outros. INSTRUMENTAL DE CONVIVÊNCIA PROTETORA: deve ser elaborado pela equipe de referência do adolescente quando existir situação de risco a sua integridade física, psicológica ou perigo de vida, que impeça a sua permanência com os demais jovens ou que necessitem de atenção especial dos profissionais nas atividades coletivas, não podendo ser privado sob qualquer hipótese, dos direitos estabelecidos na legislação pertinente. O assistente social deverá demonstrar no instrumental, de forma detalhada, as intervenções a serem realizadas com o adolescente, com foco especial no seu grupo familiar e dos demais adolescentes envolvidos, considerando que a família é corresponsável na condução da ação socioeducativa, objetivando seu retorno ao convívio coletivo. Referências Bibliográficas BRASIL. Estatuto da Criança e do Adolescente - ECA, Lei Federal 8.069, de 13/07/90. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/CCIVIL_03/leis/L8069.htm. Acesso aos 30/06/2015. BRASIL. Sistema Nacional de Atendimento socioeducativo (SINASE). Brasília: Secretaria Especial dos Direitos Humanos. Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, 2006. Disponível em: http://www.conselhodacrianca.al.gov.br/sala-de-imprensa/publicacoes/sinase.pdf. Acesso aos 30/06/2015. CENTRO DE ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO AO ADOLESCENTE DIRETORIA TÉCNICA BRASIL. Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (SINASE). Lei Federal 12.594, de 18 de janeiro de 2012. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2012/lei/l12594.htm. Acesso aos 30/06/2015. FÁVERO, E. T. Instruções sociais de processos, sentenças e decisões. Acesso em 10/07/2015 http://www.cressma.org.br/site/wpcontent/uploads/2013/08/Texto_Eunice_F%C3%A1 vero.pdf __________; MELÃO, M. J. R.; JORGE, M. R. T. O Serviço Social e a Psicologia no Judiciário: construindo saberes, conquistando direitos. São Paulo: Cortez, 2005. SÃO PAULO, Bases de apoio técnico para o Serviço Social na Fundação CASA. Fundação CASA - Centro de Atendimento Socioeducativo ao Adolescente, Superintendência de Saúde - Gerência Psicossocial, 2012. CENTRO DE ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO AO ADOLESCENTE DIRETORIA TÉCNICA ORIENTADOR PARA ELABORAÇÃO DE RELATÓRIOS TÉCNICOS PSICOLOGIA Este documento tem como objetivo orientar os profissionais da área da Psicologia no que se refere a elaboração dos Relatórios, a respeito dos adolescentes inseridos no Programa de Internação Provisória ou em cumprimento de medida socioeducativa de Semiliberdade ou de Internação na Fundação CASA, reiterando o contido nas Bases de Apoio Técnico para a Psicologia. Logo, este orientador pretende reafirmar a importância da linguagem escrita, princípios éticos, técnicos e científicos da profissão que devem subsidiar a elaboração dos Relatórios, conforme orientação do Conselho Federal de Psicologia. Cabe reafirmar que o trabalho do psicólogo na Fundação CASA parte da realização da avaliação psicológica, mas diferentemente do psicólogo perito, não se restringe a ela. Enquanto que, para o profissional da Fundação CASA, ela é a base norteadora do escopo de intervenções que pretendem atuar na dimensão subjetiva com vistas a apoiar o desenvolvimento da autonomia e cidadania do adolescente. Adiante serão discorridos alguns pontos acerca da elaboração dos Relatórios e da Avaliação Psicológica, os quais são importantes de serem cuidadosamente observados pelos profissionais dos Centros de Atendimento de Internação Provisória, Internação e Semiliberdade. Sobre o caráter científico da Avaliação Psicológica De acordo com a Resolução nº 007/2003, a Avaliação Psicológica, como processo técnico e científico, requer metodologias específicas, planejamento prévio e cuidadoso, segundo a demanda e os fins aos quais se destina. Deve ser subsidiada em dados colhidos e analisados, a partir de um instrumental teórico- técnico (entrevistas, dinâmicas, testes psicológicos, observação, exame psíquico, intervenção verbal) e embasada em referencial científico adotado pelo psicólogo, não cabendo a emissão de juízos de valor e/ou opiniões dogmáticas desprovidas de fundamentação científica. É através dela que se obtém informações pertinentes para a compreensão da subjetividade, funcionamento e comportamento humano, sendo importante enfatizar que fatores históricos, culturais, sociais, econômicos e políticos são elementos constitutivos da subjetividade do indivíduo, e ao profissional CENTRO DE ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO AO ADOLESCENTE DIRETORIA TÉCNICA psicólogo cabe a compreensão e a contextualização destas determinações. O profissional deve estar atento que as produções pautadas no saber “psi” podem gerar efeitos importantes na regulação da vida, já que tem o poder de marcar e estigmatizar, quando realizadas de modo descontextualizado, e sem oferecer propostas e investimentos nos aspectos de vulnerabilidade do indivíduo, identificados através da avaliação psicológica. A conflitualidade com a Lei também oferece pistas dos acontecimentos sociais que reverberam no cotidiano e na intimidade do adolescente, sendo um dos aspectos de sua vida a ser considerado na Avaliação Psicológica. O ato infracional cometido e a possível escalada infracional podem indicar a gravidade ou não de tais acontecimentos e, portanto, ele ganhará sentido somente se contextualizado na história do adolescente. Sem esta contextualização e entendimento de que a violência protagonizada pelos adolescentes é produzida por múltiplas causalidades, há o risco de um esvaziamento desta discussão, desdobrando na impossibilidade deintervir em seus condicionantes. Ainda segundo a Resolução CFP nº 007/2003, que regulamenta a Elaboração de Documentos Escritos, o relatório é uma apresentação descritiva destes achados diagnósticos. Ele tem a finalidade, portanto, de apresentar os procedimentos e resultados gerados pelo processo da Avaliação Psicológica, relatando sobre o encaminhamento, as intervenções, o diagnóstico, o prognóstico e evolução do caso, limitando-se a fornecer somente as informações necessárias relacionadas à demanda, garantindo a preservação da intimidade da pessoa atendida. Ainda de acordo com a referida resolução, para que o diagnóstico decorrente da Avaliação Psicológica atenda a finalidade que se destina, é importante ter cuidado quanto à comunicação de seus resultados. A linguagem escrita no que se refere à estrutura, composição de parágrafos e frases, além da correção gramatical é fundamental para que o texto comunique clara e harmonicamente o que pretende. Os termos devem ser compatíveis com a linguagem profissional, seguidos de explicação e/ou conceituação do fundamento teórico, visto que a diversidade epistemológica dos profissionais que terão acesso ao Relatório Psicológico, pode dificultar a precisão da informação. CENTRO DE ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO AO ADOLESCENTE DIRETORIA TÉCNICA Sobre os princípios éticos da Avaliação Psicológica O psicólogo deve nortear as informações da avaliação psicológica considerando o preconizado no Código de Ética Profissional. Dentre tais princípios, destacam-se os deveres profissionais na relação com o adolescente e sua família quanto ao sigilo profissional, às relações com a Justiça, identificando possíveis riscos e compromissos em relação à utilização das informações presentes nos documentos. O saber “Psi” e os saberes das demais equipes na elaboração dos Relatórios na Fundação CASA Ainda que seja importante primar pela especificidade de cada área, quando em equipe de referencia, é fundamental a discussão do caso. A troca de saberes permite ampliar o conhecimento e ter uma visão integral do adolescente. Através disso, é possível implementar ações conjuntas entre: as equipes, o adolescente e seus familiares, de modo a alcançar as metas propostas e atender as demandas de maneira personalizada. Deste modo, é imprescindível que o Relatório expresse coerência na descrição e a convergência das intervenções. Finalidades dos Relatórios Os relatórios apresentam as seguintes finalidades: - Subsidiar o poder judiciário para atribuição ou não, de medida socioeducativa ou ainda, acompanhar o desenvolvimento da medida em curso e avaliar a possibilidade de extinção ou substituição da mesma. - Sistematizar a comunicação com o poder judiciário, a medida que estabelece prazos determinados para o envio de informações do caso. - Otimizar o intercâmbio de informações entre os profissionais dos programas socioeducativos e assim, possibilitar a análise de procedimentos realizados e sua continuidade ou desfecho. Portanto, os relatórios elaborados na Fundação CASA obedecem uma sequência e estão estruturados de acordo com a fase processual que o adolescente se encontra, sendo dispostos da seguinte maneira: CENTRO DE ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO AO ADOLESCENTE DIRETORIA TÉCNICA 1. Relatório Inicial de Diagnóstico Elaborado no Programa de Internação Provisória tem como objetivo transmitir ao judiciário, informações iniciais sobre a história de vida do adolescente em relação ao seu desenvolvimento psicológico, o que inclui também a contextualização do ato infracional, contendo hipóteses diagnósticas iniciais dada a brevidade de sua apresentação. No que tange os aspectos psicológicos é possível retratar os resultados da entrevista inicial e o exame das funções psíquicas (orientação espaço-temporal, senso percepção, atenção, memória, humor e afeto, pensamento), ponderando as possíveis demandas em saúde mental. 2. Relatório de Diagnóstico Polidimensional Em acordo com as diretrizes institucionais, o Relatório de Diagnóstico Polidimensional é elaborado quando o adolescente estiver em Internação Provisória, contudo, não havendo tempo hábil de ser realizado durante o referido programa, deve ser realizado imediatamente após a chegada do adolescente na medida de Internação ou Semiliberdade. Este relatório tem como objetivo retratar a visão integral do adolescente atendido. No que se refere à especificidade da área de psicologia, que compõe o Relatório Polidimensional, há que se considerar a elaboração da avaliação psicológica que deve ser fundamentada em instrumentos técnicos e abordagem teórica, conforme apontado anteriormente. Vale acrescentar, que os achados diagnósticos poderão ser revistos durante todo o cumprimento da medida socioeducativa. 3. Relatório Inicial de Cumprimento de Medida (Plano Individual de Atendimento - PIA) O Relatório Inicial de Cumprimento de Medida é elaborado quando o adolescente for sentenciado com medida socioeducativa de Internação ou Semiliberdade. Este relatório é um desdobramento do Relatório de Diagnóstico Polidimensional e, portanto, o planejamento das ações necessárias com vistas a CENTRO DE ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO AO ADOLESCENTE DIRETORIA TÉCNICA atender as demandas levantadas, configurando-se no Plano Individual de Atendimento (PIA). Especificamente quanto à área da psicologia, deve-se relatar as metas e intervenções voltadas à saúde mental a serem desenvolvidas durante a execução da medida socioeducativa. Neste sentido, as metas do PIA devem ser traçadas correspondendo às condições cognitivas, psicológicas e emocionais do adolescente, em detrimento das expectativas do profissional ou Poder Judiciário. Por exemplo, identificado no Diagnóstico Polidimensional eventos no histórico do adolescente que possam apontar prejuízos cognitivos, é importante planejar uma avaliação diagnóstica mais específica com a finalidade de proposição de metas assertivas, o que pode incluir, a extinção da medida socioeducativa, caso se verifique que o jovem não reúna condições de assimilá-la. Ressalta-se que este relatório será homologado, conforme dispõe o artigo 41 do SINASE (Lei nº 12.594 de 2012) e deverá atender ao que preconiza a referida Lei, em seu Capítulo IV, artigos 52 a 55. 4. Relatório de Desenvolvimento do PIA Diz respeito ao acompanhamento do adolescente na medida socioeducativa quanto ao desenvolvimento das metas estabelecidas em seu PIA. Na área da psicologia, tem por finalidade apontar os avanços, os retrocessos e/ou as possíveis reformulações das referidas metas, de acordo com as demandas apresentadas pelo adolescente no decorrer do processo socioeducativo. 5. Relatório de Avaliação de Medida O Relatório de Avaliação de Medida é confeccionado quando os objetivos possíveis de serem alcançados durante o cumprimento da medida socioeducativa foram atingidos. A equipe de referência retratará no relatório a avaliação realizada juntamente com o adolescente e seus familiares, sobre as metas planejadas e seus efeitos na vida do adolescente. Será avaliado se a medida socioeducativa cumpriu a função pretendida em relação ao Plano Individual de Atendimento, e quais os encaminhamentos necessários para a continuidade dos avanços em direção ao CENTRO DE ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO AO ADOLESCENTE DIRETORIA TÉCNICA processo de ampliação de repertório de vida alternativo à prática de atos infracionais através do acesso à ampla gama de direitos sociais. O conteúdo da área da psicologia, portanto, é uma síntese da evolução do caso a partir do diagnóstico psicológico, passando pelo planejamento das intervenções, sua execução, resultados e encaminhamentos. Assim, é importante apontar neste relatório todos os investimentos realizados e as condiçõesdo adolescente para a vida em liberdade relatando, quando pertinente, os suportes oferecidos com a efetivação dos encaminhamentos a partir da interlocução com os equipamentos da rede de saúde mental. 6. Relatório de Manifestação Técnica da Equipe de Referência Consideram-se informações relevantes a serem comunicadas, aquelas que alteram a condução da medida socioeducativa, tais como: aprovação em vestibular, cursos, vagas de emprego, morte súbita de familiar, tentativa de suicídio, entre outras. O relatório de Manifestação Técnica da Equipe de Referência, destina-se a informar eventos relevantes que ocorram na execução da medida socioeducativa, com caráter de urgência da transmissão da informação. Cabe esclarecer que estas informações relevantes e urgentes, podem ser comunicadas em quaisquer relatórios, a diferença é que a Manifestação Técnica pode ser remetida em qualquer tempo, independentemente do envio de outros relatórios. 7. Relatório de Convivência Protetora Trata-se de relatório de trânsito interno, a ser elaborado pela equipe de referência, se destina a informar situações que coloquem em risco a integridade física e psicológica do adolescente na convivência com os demais. Estas situações podem se configurar em decorrência da evolução de tensionamentos relacionais entre um adolescente e seus pares, ou ainda, em virtude de ideação e/ou tentativa de suicídio, já que a condição da Convivência Protetora não implica, necessariamente, na retirada do adolescente da convivência coletiva. A decisão da inclusão/manutenção do adolescente em isolamento deve ser cuidadosamente avaliada pela equipe de referência, pois ainda que a equipe garanta CENTRO DE ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO AO ADOLESCENTE DIRETORIA TÉCNICA a integridade física, a simples iminência de exposição ao risco, na perspectiva do adolescente, pode desencadear importantes agravos psicológicos. A contribuição do psicólogo na proposta de trabalho prevista neste relatório, deve observar que a permanência do adolescente em isolamento, mesmo que visando a sua proteção, guarda relação com inversão de valores e submissão à lógica da estigmatização e segregação. Neste sentido, a garantia de direitos dos adolescentes isolados não pode ser violada, e o planejamento de intervenções socioeducativas junto aos adolescentes que cometeram os atos de violência, não podem ser prescindidos. Assim, o plano de ação proposto pela equipe multiprofissional deve coexistir com a preocupação em não contribuir com a manutenção das culturas e comportamentos estigmatizantes e/ou segregadores. 8. Relatório de Transferência Este relatório, de trânsito interno, será elaborado quando houver disparidade entre o risco corrido pelo adolescente com a capacidade interventiva da equipe. Ou seja, há que se considerar o esgotamento das possibilidades interventivas da equipe, sendo a transferência, o último recurso. A perspectiva psicológica que fundamentará a demanda de transferência, deve ser composta em conjunto com o saber do serviço social e, portanto, considerar esta necessidade com a análise de seus desdobramentos psicossociais. O relatório deverá abordar todas as intervenções realizadas no âmbito da psicologia, exitosas ou não. O conteúdo do documento também deverá incluir as intervenções planejadas e não executadas, assim servirá tanto como norteador, bem como otimizará o desenvolvimento de ações para a equipe que receberá o adolescente. Referências Bibliográficas BICALHO, Pedro Paulo Gastalho de. Ética e Direitos humanos sob o crivo da avaliação psicológica: validade e fidedignidade em questão. In: Ano da avaliação psicológica textos geradores. Brasília: CFP, 2011, p. 89-93. Disponível em http://site.cfp.org.br/wp- CENTRO DE ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO AO ADOLESCENTE DIRETORIA TÉCNICA content/uploads/2013/04/anodaavaliacaopsicologica_prop8.pdf. Acesso aos 17/07/2015. BRASIL. Estatuto da Criança e do Adolescente - ECA, Lei Federal 8.069, de 13/07/90. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/CCIVIL_03/leis/L8069.htm. Acesso aos 30/06/2015. BRASIL. Sistema Nacional de Atendimento socioeducativo (SINASE). Brasília: Secretaria Especial dos Direitos Humanos. Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, 2006. Disponível em: http://www.conselhodacrianca.al.gov.br/sala-de-imprensa/publicacoes/sinase.pdf. Acesso aos 30/06/2015. BRASIL. Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (SINASE). Lei Federal 12.594, de 18 de janeiro de 2012. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2012/lei/l12594.htm. Acesso aos 30/06/2015. CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA. Código de Ética do Psicólogo. Disponível em http://site.cfp.org.br/wp-content/uploads/2012/07/Co%CC%81digo-de- %C3%89tica.pdf. Acesso aos 17/07/2015. CRISTO E SILVA, Fábio Henrique Vieira de, & ALCHIERI, João Carlos. Laudo psicológico: operacionalização e avaliação dos indicadores de qualidade. Psicol. cienc. prof. [online]. 2011, vol.31, n.3, pp. 518-535. ISSN 1414-9893. Disponível em http://dx.doi.org/10.1590/S1414-98932011000300007. Acesso aos 17/07/2015. FUNDAÇÃO CASA. Bases de apoio técnico para a psicologia na Fundação CASA. Superintendência de Saúde. São Paulo: 2012. Disponível em http://www.fundacaocasa.sp.gov.br/View.aspx?title=superintendência-de- saúde&d=1168. Acesso aos 17/07/2015 RAUTER, Cristina. Diagnóstico psicológico do criminoso: tecnologia do preconceito. In: Coleção Pensamento Criminológico - Criminologia e Subjetividade CENTRO DE ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO AO ADOLESCENTE DIRETORIA TÉCNICA do Brasil. Vol. 8, p. 83-111. Rio de Janeiro: Editora Renavan, 2003. Disponível em https://gabrieldivan.files.wordpress.com/2010/02/cristina-rauter-criminologia-e- subjetividade-no-brasil-colecao-pensamento-criminologico-vol-8-2003.pdf. Acesso aos 17/07/2015. CENTRO DE ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO AO ADOLESCENTE DIRETORIA TÉCNICA ANEXO SUPERINTENDÊNCIA DE SEGURANÇA E DISCIPLINA Carlos Alberto Corade - Superintendente de Segurança e Disciplina Rogerio de Abreu Carneiro - Gerente de Operações Denis Batista Gomes - Gerente Segurança Interna Marcelo Agripino dos Santos - Gerente de Suporte Operacional Flavio Jari Depieri - Gerente de Segurança Externa CENTRO DE ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO AO ADOLESCENTE DIRETORIA TÉCNICA Orientação para preenchimento dos Relatórios dos adolescentes no SIG Com intuito de implementar os trabalhos da Equipe de referência na elaboração do diagnostico polidimensional e PIA (Plano Individual de Atendimento) foi inserido no SIG (Sistema de Informação de Gestão) o módulo RELATÓRIOS. O agente de apoio socioeducativo responsável pela transcrição dos dados deve acessar o SIG (Sistema de Informação de Gestão) e clicar no ícone abaixo: Após essa etapa deve selecionar o jovem que iremos inserir o relatório selecionar dentre as opções abaixo, qual é o relatório a ser inserido e transcrevê-lo. CENTRO DE ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO AO ADOLESCENTE DIRETORIA TÉCNICA Também é importante ressaltar que está é a forma oficial de elaboração de relatórios de adolescente durante o período em que ele estiver nos Centros da Fundação CASA-SP. A equipe de referencia deve transcrever para esta ferramenta a síntese das observações feitas nos instrumentais da Pasta de Segurança e Disciplina, sobretudo os instrumentais do Registro Individual de Observação – RIO (DTI 34171) e do Registro Individual de Conduta – RIC. (DTI 31074). Importante ressaltar o quanto o preenchimento correto desses instrumentais permite a equipe de segurança informações fundamentais na formulação do relatório, esta equipe passa24 horas por dia acompanhando os adolescentes em suas atividades, durantes as refeições, durante o descanso, durante o despertar, durante as aulas formais, atividades educativas, lazer, enfim a equipe faz o acompanhamento diuturno do adolescente durante todo o cumprimento da medida socioeducativa, portanto, tem capacidade de fazer relatórios consistentes no que se refere ao quanto este adolescente se desenvolve. Para tanto a equipe deve fazer o acompanhamento a partir do conceito correto, ou seja, a partir da equipe de referência, a partir de um diagnóstico formulado por todas as áreas do atendimento + adolescente + família, a partir de um plano elaborado pela equipe + adolescente + família; a equipe deve e pode fazer este acompanhamento objetivando o retorno do jovem ao convívio social como protagonista de sua história, e com base nesses dados trabalhar a prevenção de ocorrências individuais e coletivas efetivando e ratificando o trabalho preventivo da área de segurança. Com base nesse pressuposto segue orientação abaixo para o AAS de como realizar este relatório: No Relatório de Diagnostico Polidimensional o Para inserção de dados neste relatório devemos levar em consideração o primeiro preenchimento do Instrumental RIO (Registro Individual de Observação) de todos os quatro agentes que compõem a equipe de referência do jovem; é importante neste relato buscar além das informações comportamentais que são contempladas pelo instrumental, buscar obter informações durante o diálogo com o adolescente a respeito do que levou o mesmo a praticar o ato infracional, bem como o que foi discutido pela equipe durante a elaboração do diagnóstico. CENTRO DE ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO AO ADOLESCENTE DIRETORIA TÉCNICA No Relatório Inicial de Cumprimento de Medida o Neste relatório a equipe deve se atentar para definir as metas propostas e construídas em conjunto com o adolescente, estas metas devem ser claras, deve contemplar o entendimento da importância da existência de regras e do respeito a elas, a respeito de um comportamento que o mesmo deve melhorar, como, por exemplo, no emprego de gírias, ou de manter alguns comportamentos, por exemplo, a organização do dormitório, enfim, as metas que a Equipe de Segurança definirá em conjunto com o adolescente se referem de maneira geral, aos aspectos do Registro Individual de Observação – RIO e as mesmas devem ser fundamentadas exemplificando o quanto aquele comportamento influencia na vida do adolescente negativamente ou positivamente. No Relatório de Desenvolvimento do Plano Individual de Atendimento o Neste relato deve constar a evolução do jovem na medida, deve a equipe relatar se as metas definidas estão sendo alcançadas, se o jovem se encontra bem no relacionamento com todos no ambiente, se houve envolvimento ou não do adolescente em alguma ocorrência e caso tenha se envolvido seu entendimento e reflexão mediante a sanção aplicada ou intervenção socioeducativa realizada, enfim neste relato deve a equipe transparecer como o adolescente está na medida e sempre como base nos relatos dos Instrumentais da Pasta de Segurança e Disciplina. No Relatório de Avaliação de Medida o Neste relato é muito importante enfatizar a mudança do adolescente, relatar o alcance das metas, relatar a capacidade de interação com todos, a capacidade de superação, bem como enfatizar os comportamentos positivos, e seu entendimento de respeito as regras, enfim neste relato deve constar avaliação da equipe do resultado da medida para este jovem. Vale a pena enfatizar que a partir do momento em que a equipe se apropria do papel de referência o relacionamento junto aos jovens consequentemente melhora, pois as situações onde a segurança apenas intervia ela passa a prevenir, quando isto acontece os momentos críticos passam a ser evitados ou quando não evitados por uma série de questões que fogem muitas vezes a atuação da área da segurança tem sua solução facilitada, pois os adolescentes conseguem perceber que a equipe está exercendo seu papel e não apenas subjugando, punindo, CENTRO DE ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO AO ADOLESCENTE DIRETORIA TÉCNICA retaliando. Portanto, compor a equipe de referência em todos os plantões, agir como um exemplo para o adolescente, alimentar a Pasta de Segurança e Disciplina adequadamente, inserir relatos no SIG, possibilita a equipe prevenir ocorrências de forma individualizada, somando a esta postura individual, o Centro poderá adotar normas e regras claras facilitando a convivência entre todos no ambiente. Trabalhando a partir do sistema de postos de serviços e do desenvolvimento de um plano de contingência; os relatórios acima discutidos para a área de segurança funcionam como fontes de conhecimento sobre adolescentes podendo ser utilizados como ferramentas potenciais de prevenção de conflitos e situações limites coletivas constituindo-se desta forma, os relatórios, em ferramentas eficientes, eficazes e efetivas no trabalho preventivo da área de segurança. Possuir um plano de contingencia com ações para as equipes num momento de atenção podendo evitar conflitos e situações limites coletivas, sendo dessa forma eficiente eficaz e efetivo no trabalho preventivo da área de segurança. ***Importante: toda inserção de relatório deve se buscar personaliza-los substituindo as palavras (adolescente, jovem, interno) pelo primeiro nome do adolescente o qual o relatório pertence. CENTRO DE ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO AO ADOLESCENTE DIRETORIA TÉCNICA ANEXO COMITÊ INSTITUCIONAL QUESITO COR Coordenação do Comitê Institucional Quesito Cor: Penha Lúcia Valério Ramos – Assistente de Direção Danielli do Lago Hyppolito de Lima – Psicóloga e Chefe de Seção Técnica da DRM I CENTRO DE ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO AO ADOLESCENTE DIRETORIA TÉCNICA A QUESTÃO ÉTNICO-RACIAL A questão étnico-racial, por tratar-se de um eixo na política de atendimento da Fundação CASA-SP, em razão do retrato da população atendida, deve ser considerada na sua transversalidade e abordada, portanto, por todas as áreas, inclusive na elaboração de relatórios. Inicialmente, vale lembrar que considerar tal questão no contexto socioeducativo significa o profissional ter uma leitura conjuntural da situação, considerando o processo sócio histórico dessa população, desde sua chegada ao país e a condição pela qual teve que se estabelecer, analisando os impactos na formação individual e o papel social constituído ao longo do tempo, estruturalmente presente na sociedade. Os impactos mencionados acima contemplam manifestações e sintomas já diagnosticados na saúde pública, especialmente na esfera da saúde mental, uma vez que afetam a autoimagem, a auto percepção, implicando num sentimento de menos valia e invisibilidade frente aos outros. Cada profissional na sua prática deve relevar essa condição na individualidade do jovem e dos familiares atendidos, materializando essa compreensão na abordagem que venha adotar, considerando essa característica como uma variável a ser estudada no diagnóstico dimensionando como o adolescente se reconhece a partir da sua cor, e ainda não menos relevante, na sua condição de gênero; com isso, então definindo intervenções que amparem essas necessidades. Portanto, incluir o eixo étnico racial na política de atendimento implica ao profissional desenvolver não exatamente uma ferramenta ou instrumento de trabalho, mas, sobretudo uma postura diante do jovem e seus familiares, a qual lhe permita uma abordagem que dê vistas a uma necessidade tão latente e anônima, que sequer pode ser reconhecida pelo próprio sujeito. A extensão desse processose desdobra na elaboração do relatório, assumindo a função de revelar a legitimidade da questão como fator de adoecimento social, ou seja, é imprescindível que a discussão acerca da etnia resgate a dívida social e política que vem se reproduzindo ao longo do tempo, expressando seus impactos no desenvolvimento sociocultural e psicológico da nossa população, sejam os jovens ou as famílias – considerando nesse âmbito a violência, juventude, CENTRO DE ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO AO ADOLESCENTE DIRETORIA TÉCNICA preconceito/racismo/exclusão e acessibilidade, e ainda quais as ações de enfrentamento que vieram se consolidando na contrapartida. Mas, a pergunta que surge é...na prática, como se apresenta essa discussão nos diversos pareceres? Respeitando a especificidade de cada área, o que vale ressaltar aqui são as indicações substanciais: - A singularidade da questão na formação do sujeito fica na competência da psicologia, - A amplitude mencionada aqui quanto a análise do contexto sociopolítico e o processo histórico compete ao serviço social, - Toda a dimensão da construção cultural e potencialidades a partir das características individuais e aprendidas precisam ser contempladas pelo pedagógico, realçando as raízes culturais e profissionais de origem africana, - Já a saúde necessariamente precisa considerar e expressar nesse documento as características genéticas, particularidades e, possíveis enfermidades que se apresentem no adolescente, relativas à sua raça/cor, as quais merecem a atenção e cuidados pertinentes, - As informações e análises das demais áreas poderão subsidiar a segurança e disciplina quanto ao seu olhar sobre o jovem e a sua circulação e posição no ambiente frente aos demais, favorecendo a relação cotidiana e um documento que considere essas questões como variáveis sobre seu comportamento. Ignorar esta questão seria perpetuar a invisibilidade que se arrasta sobre esta população, e certamente contribuir para um processo de discriminação e marginalização de uma maioria – jovens pobres e pretos – que buscam se estabelecer e romper essa condição por caminhos enviesados. E, ainda, não tratar disso implica no distanciamento da Política da instituição, na construção do Diagnóstico Polidimensional e PIA, os quais não conseguiriam “afetar” na essência da necessidade desse adolescente/família. CENTRO DE ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO AO ADOLESCENTE DIRETORIA TÉCNICA ANEXO LEGISLAÇÃO CENTRO DE ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO AO ADOLESCENTE DIRETORIA TÉCNICA CONSOLIDAÇÃO DE NORMATIVOS REFERENTES AO PIA LEI Nº 12.594, DE 18 DE JANEIRO DE 2012. TÍTULO I DO SISTEMA NACIONAL DE ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO (Sinase) CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES GERAIS Art. 1º Esta Lei institui o Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (Sinase) e regulamenta a execução das medidas destinadas a adolescente que pratique ato infracional. (...) III – (...) § 3º Entendem-se por programa de atendimento a organização e o funcionamento, por unidade, das condições necessárias para o cumprimento das medidas socioeducativas. § 4º Entende-se por unidade a base física necessária para a organização e o funcionamento de programa de atendimento. (...) CAPÍTULO II SINASE PIA Art. 53. O PIA será elaborado sob a responsabilidade da equipe técnica do respectivo programa de atendimento, com a participação efetiva do adolescente e de sua família, representada por seus pais ou responsável. Art. 55. (...) (...) Parágrafo único. O PIA será elaborado no prazo de até 45 (quarenta e cinco) dias da data do ingresso do adolescente no programa de atendimento. ---*--- PORTARIA NORMATIVA N° 224/2012 Artigo 1° - Aprovar o novo Regimento Interno dos Centros de Atendimento de Internação e de Semiliberdade da Fundação CASA – SP, nos termos do ANEXO desta Portaria. Seção III (do Anexo) – Do Diagnóstico Polidimensional e do Plano Individual de Atendimento Artigo 25 – (...) § 1° - A proposta de Plano Individual de Atendimento será elaborada e enviada ao Juízo no prazo de até 45 (quarenta e cinco) dias da data do ingresso do adolescente no Centro de Atendimento. ---*--- ORDEM DE SERVIÇO DT N° 563/2012 1) Que o cumprimento das medidas de internação (...), está diretamente ligado, a elaboração do Plano Individual de Atendimento (PIA), (...). (...) X. O relatório a ser encaminhado ao Poder Judiciário após 45 (quarenta e cinco dias) da data do INGRESSO do adolescente no programa de internação, será o resultado do trabalho da equipe junto ao adolescente e família nesse período e se constituirá num primeiro relatório da Internação ou da Semiliberdade. 1 Documento síntese da discussão da Diretoria Técnica no VII Encontro Estadual de Gestão e Planejamento Estratégico Fórum Permanente São Paulo, agosto de 2013. 2 SUMÁRIO APRESENTAÇÃO ............................................................................................................... 3 1. Síntese da apresentação dos casos exitosos ......................................................... 5 2. Síntese do trabalho em grupos sobre o Poli e o PIA ............................................. 6 2.1 DIAGNÓSTICO POLIDIMENSIONAL .................................................................... 6 2.1.1 Conceito .............................................................................................................. 6 2.1.2 Conteúdo ............................................................................................................. 7 2.1.3 Abordagem ......................................................................................................... 9 2.2 PLANO INDIVIDUAL DE ATENDIMENTO ......................................................... 11 2.2.1 Conceito ............................................................................................................ 11 2.2.2 Conteúdo ........................................................................................................... 11 2.2.3 Abordagem ....................................................................................................... 12 3. Síntese do trabalho em grupos sobre temas específicos ................................... 14 3.1 FAMÍLIA .................................................................................................................... 14 3.2 GRUPO DE REFERÊNCIA ................................................................................... 15 3.3 AGENDA MULTIPROFISSIONAL ........................................................................ 17 3.4 PLANO DE CONTINGÊNCIA ............................................................................... 19 3.5 MÚLTIPLAS PASSAGENS ................................................................................... 20 3.6 SEMILIBERDADE – QUEBRA DE MEDIDA ...................................................... 23 CONSIDERAÇÕES FINAIS ............................................................................................. 25 ANEXOs .............................................................................................................................. 28 3 Apresentação A Fundação Casa desde o segundo semestre de 2005 vem, anualmente realizando Encontros Estaduais com o objetivo de aprimorar a atuação junto aos adolescentes custodiados em seus Centros de Atendimento. Esses encontros encerram um período de planejamento que se inicia com a elaboração / revisão do Plano Político Pedagógico nos centros, sob a supervisão das regionais e a apresentação á executiva da fundação em encontros por Divisão Regional. Durante os Encontros nas regionais foi sentida a necessidade de aprofundar a discussão de temasrelacionados ao atendimento dos adolescentes e também de algumas situações especificas da área técnica e da área administrativa. Assim a agenda do VII Encontro Estadual- Fórum Permanente de Gestão e Planejamento Estratégico, realizado de 9 a 12 de abril de 2013 em Aguas de Lindóia foi definida: Dia 9/04 Apresentação da Dra. Berenice Giannella – presidente da fundação – com aspectos do atendimento as medidas sócio educativas no Brasil e em São Paulo Apresentação do diretor Administrativo – desempenho das áreas subordinadas no ano de 2012 Apresentação da Diretora Técnica – encaminhamento das discussões da área técnica no Encontro Dia 10 /04 Apresentação do diagnóstico polidimensional do Casa Rio Amazonas Apresentação do plano individual de atendimento do casa praia grandeII 4 Trabalho em grupos – sobre os dois temas Trabalho em grupos – assuntos administrativos Dia 11/04 Trabalho em grupo-sobre os temas - família - grupo de referencia - agenda - multireincidencia x jovens adultos - plano de contingencia - semi –liberdade - questões administrativas Dia 12/04 Plenária A população alvo desse Encontro foram as encarregadas técnicas dos Centros, encarregados administrativos das regionais, supervisores, diretores regionais e de divisão administrativa, superintendentes, gerentes e assistentes da DT, dirigentes da escola para capacitação e treinamento, ouvidoria, corregedoria e executiva da fundação. O que apresentaremos nesse documento será o resultado das Discussões em grupo com o objetivo de subsidiar os trabalhos a serem desenvolvidos nos Centros pela área técnica. Os assuntos administrativos foram tratados em documento a parte. 5 1. Síntese da apresentação de experiências bem sucedidas dentro dos temas em discussão Para exemplificar o trabalho que é realizado pelos Centros de Atendimento Socioeducativo em relação ao Diagnóstico Polidimensional e Plano Individual de Atendimento, foram indicados para cada tema, respectivamente, o CASA Rio Amazonas e o CASA Praia Grande II. No que diz respeito ao Diagnóstico Polidimensional, a apresentação tratou dos seguintes aspectos: Conceito de Diagnóstico e de Polidimensional - POLI Pontos a serem observados em cada uma das áreas de atendimento (psicologia, social, pedagógico, saúde e segurança) Sistematização das ações desenvolvidas pelos profissionais referência de cada área (equipe de referência); importância da integração das áreas; composição das equipes e organização do trabalho Exemplo de como o Diagnóstico Polidimensional contribui para a decisão judicial Quanto ao Plano Individual de Atendimento – PIA foram elencados os seguintes aspectos: Conceito Objetivo Quem participa Processo de elaboração e execução Anexo, ao final deste documento, as apresentações realizadas pela Direção dos Centros de Atendimento Socioeducativo. 6 2. Síntese do trabalho em grupos sobre o Poli e o PIA Após a apresentação das experiências, os participantes foram organizados em seis grupos heterogênios, de modo a garantir a participação de todas as áreas, sendo que três grupos foram responsáveis pela discussão do Diagnóstico Polidimensional (Poli) e os outros três pela discussão do Plano Individual de Atendimento (PIA). As discussões foram orientadas para contemplar os seguintes aspectos: conceito, conteúdo e abordagem, os quais foram organizados e sistematizados conforme apresentamos a seguir. 2.1 DIAGNÓSTICO POLIDIMENSIONAL 2.1.1 Conceito O diagnóstico polidimensional caracteriza-se por uma construção de hipóteses sobre o jovem em cumprimento de medida socioeducativa, com base nos diversos saberes (saúde, segurança, pedagógico, psicológico, serviço social e jurídico), objetivando uma visão integral desse jovem, considerando suas peculiaridades e o contexto por ele vivido, a fim de nortear as intervenções da equipe multiprofissional. Dessa forma, o Poli permite revelar aspectos que norteiam a trajetória de vida do jovem e sua família, com características e demandas a partir do olhar específico das equipes de referência, em um processo humanizado, baseado na escuta, respeito e empatia, a fim de levantar dados sobre possíveis encaminhamentos e subsidiar a decisão judicial, pois, caso seja aplicada alguma medida socioeducativa, deverá constituir-se em requisito básico para elaboração do PIA. Em outras palavras, o Poli é um processo realizado por equipe multiprofissional, com o objetivo de conhecer o jovem em suas diversas dimensões (cognitiva, afetiva, social, cultural, etc.), sendo necessário que as informações colhidas em cada área sejam articuladas, interpretadas e resignificadas, 7 de tal forma que contribuam para o conhecimento e o entendimento da sua singularidade, sendo um instrumento norteador para a construção do PIA. 2.1.2 Conteúdo A realização do diagnóstico polidimensional prevê o levantamento de dados e informações, a discussão e análise dos dados coletados e sua conclusão, com a finalidade de elaborar um parecer único do adolescente, de modo que cada área contribua com seu conteúdo e conhecimento específico. Na área da Psicologia, o conteúdo constitui-se basicamente do histórico infracional; do histórico de desenvolvimento afetivo, sexual, social e da dinâmica familiar (dificuldades, perdas, proteção, risco e potencialidades); do resultado da aplicação do Assist (relação com as drogas); das relações interpessoais e do comportamento no ambiente de privação de liberdade; da hipótese diagnóstica; das intervenções realizadas e dos encaminhamentos pertinentes. Em síntese, deve-se considerar dentre outros aspectos: • Os fenômenos psicológicos, possibilidades de vinculação, autoestima e autoimagem; O sofrimento diante da privação de liberdade; A presença de figura de autoridade, de modelos e papéis desempenhados; As interelações; A reação da família em frente ao ato infracional; O início da vida sexual, responsabilidades, vida reprodutiva, autocuidado; A relação e pertencimento a Grupos, 8 A vulnerabilidade social; • A influência e a liderança do jovem dentro dos grupos; • A motivação do ato infracional; • Os condicionantes históricos e sociais do ato infracional; • O raciocínio lógico, pensamento, percepção, juízo de valor, criticidade e afetividade. Na área do Serviço Social, o conteúdo envolve a constituição e os vínculos familiares, as relações sociais e comunitárias; o estudo socioeconômico; a documentação pessoal e dos familiares; a hipótese diagnóstica, prevendo a articulação e os encaminhamentos à rede socioassistencial, tanto dos jovens quanto de seus familiares. Basicamente, o diagnóstico deve pautar-se nos seguintes aspectos: • Estudo social; • Estudo das redes de serviços; • Levantamento de necessidades para encaminhamento para várias áreas. Na área Pedagógica, o conteúdo baseia-se na trajetória escolar do jovem e sua relação com o processo de ensino e aprendizagem, considerando suas possibilidades e dificuldades, por meio de uma avaliação diagnóstica de leitura, escrita e matemática e da avaliação de psicomotricidade, buscando conhecer suas vivências e expectativas quanto à escolarização e profissionalização, considerando também suas experiências esportivas e culturais, a fim de realizar encaminhamentos pertinentes à garantia de direitos e a construção de um projeto de futuro. Dessa forma, devem ser considerados os seguintes aspectos: 9 • Experiência escolar; • Avaliação diagnóstica proposta; • Vivências culturais e esportivas; • Experiência e expectativas quanto ao mercado de trabalho; • Detecção da área de interesse; • Trajetória educacional da família. Na área de Segurança,o conteúdo do Poli deve pautar-se no relacionamento interpessoal do jovem com seus pares, família e equipe multiprofissional; na relação com as normas e regras de acordo com o Regimento Interno; nas características de liderança; na capacidade de adaptação, apresentação pessoal e higienização; no cuidado com seus pertences e no comportamento dentro e fora do Centro, durante o período de internação provisória. Em relação à área da Saúde, o Poli prevê a realização de Anamnese (histórico do jovem e família), o levantamento da situação do cartão SUS e da carteira vacinal, os encaminhamentos de rotinas (médico e odontológico) e os encaminhamentos específicos (de acordo com a demanda – nutricionista, psiquiatra, dermatológica etc.); as orientações educativas de prevenção; a aplicação do Fargeston(vinculação com uso de nicotina) e seus desdobramentos de acordo com resultado. Em síntese, o conteúdo do diagnóstico deve pautar-se nas ações de promoção, prevenção e assistência à saúde integral do adolescente. 2.1.3 Abordagem A abordagem do diagnóstico polidimensional deve ser multiprofissional, com base na integralidade e individualidade do adolescente, considerando o papel dos profissionais e da família no atendimento socioeducativo, desde o acolhimento até a definição judicia. 10 O diagnóstico polidimensional é elaborado nos Centro de Internação Provisória(CIP), preferencialmente. Caso não tenha sido, será elaborado pelas equipes dos Centros de Internação e nos de Semiliberdade, sendo utilizados os aspectos relevantes de cada área, de acordo com o já especificado Elaboração do relatório de Diagnóstico Polidimensional. Após o atendimento das áreas especificadas, o diagnostico deverá ser elaborado em reunião da equipe de referência do adolescente finalizando com um parecer conjunto ´ Esses apontamentos por área e a conclusão serão incorporado ao Sistema de informações gerenciais(SIG) sob o título -Relatório polidimensional e após apreciação do encarregado de área técnica será encaminhado ao Poder Judiciário. A avaliação das área será realizada através de entrevistas individuais com o adolescente e família, entrevistas de acolhimento do adolescente e família, visita domiciliar e comunitária( mapeamento da rede sócio assistencial) aplicação de testes (Fargestron e Assist e outros a escolha do profissional) consultas de enfermagem , médica e odontológicas, atendimento de enfermagem na entrada levantamento de documentação ( carteira de identidade , de trabalho , título de eleitor e cartão sus , cpf), observação do comportamento ao ser recebido , e ao receber as orientações sobre cotidiano do centro, e comportamento junto aos profissionais e outros jovens, analise da pasta do adolescente quando já teve passagens pelo sistema sócio educativo, realização de avaliação diagnóstica de escrita, leitura e matemática de acordo com as especificidades das áreas. Na área pedagógica, de saúde e segurança a equipe deve fazer uma reunião prévia com o membro da equipe de referência do adolescente para que sejam incorporados cada analise dos profissionais que acompanham os adolescentes na 11 rotina, nas atividades de esporte, arte cultura, ensino formal, nas consultas médicas de enfermagem e odontológica e nos plantões diurnos e noturnos; 2.2 PLANO INDIVIDUAL DE ATENDIMENTO 2.2.1 Conceito O Plano Individual de Atendimento (PIA) consiste em um instrumento de intervenção, baseado no diagnóstico polidimensional, considerando as necessidades, interesses e objetivos manifestos pelo adolescente e sua família, respeitando sua individualidade. Constitui-se em um processo de trabalho, conduzido pela Equipe de Referência, no qual o adolescente e sua família pactuam metas e compromissos a serem alcançados durante o cumprimento da medida socioeducativa, oportunizando a construção de seu projeto de vida, visando seu retorno à sociedade1. As metas estabelecidas são constantemente avaliadas, pondendo ser alcançadas ou revistas para seu redirecionamento. 2.2.2 Conteúdo O conteúdo do PIA constitui-se da organização de ações e de intervenções que norteiam o atendimento socioeducativo, desde o início até o encerramento da medida, e deve estar diretamente relacionado ao projeto de vida do adolescente, com metas direcionadas a vida social em liberdade. Nessa perspectiva, o Plano Individual de Atendimento deve pautar-se nos elementos contidos no diagnóstico polidimensional, nos objetivos declarados pelo 1 Cf. Art. 26 § 2º do Regimento Interno dos Centros de Atendimento de Internação e de Semiliberdade da Fundação CASA-SP, 2012. 12 adolescente, nos aspectos que envolvem a participação da família, nas especificidades e nas metas2 estabelecidas em cada área. 2.2.3 Abordagem A abordagem será realizada de forma integrada e fundamentada, tendo as questões emergentes do diagnóstico polidimensional como ponto de partida, bem como, as aptidões e interesses do adolescente e suas demandas familiares, levando-se em conta sua história de vida, as quais são apreendidas por meio da escuta e da observação. Nessa perspectiva, o Plano Individual de Atendimento orienta o atendimento socioeducativo do adolescente, por meio de ações integradas realizadas pela equipe de referência, constituindo-se em um espaço de escuta, estímulo, resignificação de valores, de modo a favorecer processos que permitam a participação efetiva do adolescente e de sua família. O processo de elaboração do PIA prevê a realização de: • Reunião por área para conhecimento do diagnóstico polidimensional; Reunião realizada pela equipe de referência para análise do diagnóstico polidimensional e propostas de encaminhamentos pertinentes ao atendimento do adolescente; Reunião da equipe de referência com o adolescente e a família, para o estabelecimento de ações a serem desenvolvidas e metas a serem atingidas num determinado período. 2 As metas devem ser preferencialmente quantificáveis em relação ao seu alcance e prever o investimento na qualidade da intervenção profissional. A meta é do adolescente e não das áreas, sendo que todas contribuem para o seu alcance e na qualidade da intervenção. 13 Para o efetivo acompanhamento do PIA, as equipes de referência deverão reunir- se periodicamente, ao menos uma vez mês; sempre que o adolescente demandar e quando da necessidade de discutir os redirecionamentos. Essas reuniões visam, entre outros aspectos: Conhecer o adolescente, por meio da discussão de caso a partir do diagnóstico polidimensional; Ouvir o adolescente em suas necessidades; Possibilitar ao adolescente se conhecer e compreender suas potencialidades, competências, dificuldades, individualidade, desejos, expectativas... Envolver o adolescente e sua família no processo de desenvolvimento do PIA; Construir, acompanhar e avaliar as metas junto ao adolescente e família, buscando desenvolver sua autonomia. Para qualificar o processo de elaboração do PIA e seu efetivo acompanhamento, faz-se necessário um trabalho junto às equipes que busque ultrapassar o senso comum, de modo a romper com preconceitos, tanto da própria equipe como do adolescente, família e sociedade. Além disso, faz-se necessário investir na qualificação dos relatórios e demais registros para que estes explicitem, de forma clara e objetiva, o posicionamento da equipe. O relatório _Plano Individual de atendimento (PIA) será, após discussão da equipe de referência com o adolescente e família, relatado no SIG sob o título relatório do PIA e depois de revisto pelo encarregado técnico do Centro ou diretor (semi liberdade) será encaminhado ao Poder Judiciário no prazo máximo de 45 dias do ingressodo adolescente no programa de atendimento.( internação ou semi liberdade). 14 A revisão das metas estabelecidas no PIA serão realizadas sempre que for ou solicitada pelo defensor, Ministério Publico devidamente deferidas pelo Juiz ou pelo adolescente e família ou ainda pela própria equipe de referencia diante de fatos novos OBS.: As metas serão estabelecidas em conjunto entre o adolescente, família e equipe, não cabendo metas por áreas especificas sem discussão conjunta e cordada- não existem metas dos profissionais para o adolescente e sim com o adolescente. 3. Síntese do trabalho em grupos sobre temas específicos O trabalho sobre os temas específicos foi realizado em grupos heterogêneos e orientado por meio de um roteiro de questões, a fim de contribuir para a problematização de cada tema e orientar a sistematização, sendo cada grupo responsável em discutir, sistematizar e apresentar o resultado dos trabalhos sobre cada uma das temáticas, a saber: 3.1 FAMÍLIA - De que família estamos falando? A família é a unidade básica da sociedade podendo ser formada por pessoas unidas por laços consanguíneos e/ou por afinidade e afetividade. A família tem função primordial de proteção e desenvolvimento, sobretudo potencialidades para dar apoio emocional a seus membros. Ampliando o conceito de família da qual estamos falando identificamos como um grupo ou pessoas com as quais os adolescentes possuam vínculos afetivos, respeitando-se os diferentes arranjos familiares com histórico e diferenças culturais. 15 - Qual o papel da família no desenvolvimento da medida socioeducativa? Resgatar sua condição essencial de afetividade e suas funções primordiais de prover e proteger o adolescente através da corresponsabilidade durante a elaboração e acompanhamento de seu Plano Individual de Atendimento – PIA, com vistas ao alcance de sua autonomia para exercício da cidadania. - Como trabalhar a família nesse processo? Promover o acolhimento à família pela área de serviço social do Centro de Atendimento, desenvolvendo ao longo do processo socioeducativo uma escuta qualificada desprovida de juízo de valor, para que haja a compreensão do funcionamento de como são estabelecidas as relações no grupo familiar, construindo uma relação de confiança mútua. Esta compreensão prevê uma ação compartilhada por toda a equipe do Centro, família e rede de serviços, prevendo na metodologia da abordagem familiar o atendimento individual e grupal, a elaboração do plano familiar de atendimento, a inclusão e acompanhamento da família em programas sociais, promovendo seu empoderamento de modo que ela se reconheça como agente no processo de acompanhamento do Plano Individual de Atendimento do adolescente – PIA. 3.2 GRUPO DE REFERÊNCIA - O que é equipe de referência (conceito)? É um grupo de profissionais do Centro de Atendimento envolvidos no processo socioeducativo, provenientes das áreas de saúde, segurança e 16 pedagogia. Com o objetivo de atender o adolescente e família em sua integralidade, dentro de suas necessidades e potencialidades, favorecendo a elaboração e eficiência do Poli e PIA com efetividade. - Como se constitui uma equipe de referência? A equipe de referência se constitui a partir de um grupo de profissionais formado por: psicólogo, assistente social, agente educacional, agente de apoio socioeducativo e enfermeiro, os quais se tornam uma equipe por meio da organização e efetivação de encontros, com a finalidade de individualizar o adolescente, realizar a complementação entre as diferentes áreas, bem como discutir e se apoderar dos resultados deste trabalho. Esta constituição se dará pela articulação do encarregado de área técnica, compreendendo a importância de se estabelecer vínculos entre profissionais, adolescente e família. O conhecimento da história de vida do adolescente, das contingências do ato infracional e de suas demandas viabilizarão as ações e o planejamento das áreas. A agenda multiprofissional do Centro deverá reservar espaço semanal par o encontro da equipe de referencia com os adolescentes que são responsáveis garantindo no mínimo uma reunião mensal por adolescente, após conclusão do PIA - Qual a diferença entre equipe multiprofissional e equipe de referência? Equipe Multiprofissional: é uma referência conceitual a partir da VISÃO da FCASA, sendo que: o Contempla todas as áreas do Centro (saúde, administrativo, pedagógico e segurança); o Os parceiros atuam na medida socioeducativa, mas não são membros da equipe multiprofissional; o Tem atuação direta e indireta no atendimento; 17 o Caracteriza-se pelas atribuições e abordagem específica dos profissionais; o Garante o atendimento no âmbito coletivo. Reúne-se para discutir/definir: Procedimentos; PPP; Eventos; Ações planejadas; Plano de contingência; o Constitui-se na base de sustentação para a equipe de referência; o É articulada e direcionada pelos gestores do Centro. Equipe de Referência: o Tem como foco o atendimento individualizado do adolescente; o Atua na qualificação do atendimento, através da presença educativa e exemplaridade; o Parte de uma abordagem intencional, integral e facilitadora no processo socioeducativo; o Possui uma perspectiva multiprofissional; o Tem como desafio transcender o conceito para uma ação efetiva diante das necessidades/prioridades e objetivos do adolescente e família. 3.3 AGENDA MULTIPROFISSIONAL - Como organizar a agenda multiprofissional do Centro? A organização da agenda deverá considerar o planejamento de cada Centro de Atendimento e suas peculiaridades, por meio de discussões 18 com todas as áreas, garantindo o atendimento da legislação vigente e das diretrizes institucionais propostas, respeitando as necessidades do adolescente. Deverá abranger as atividades de todas as áreas de atendimento, prevendo flexibilidade e garantindo a efetivação do cotidiano do Centro. - O que é a agenda multiprofissional e a agenda do adolescente? AGENDA MULTIPROFISSIONAL: É um instrumento de gestão que organiza o trabalho de todas as áreas, desde o despertar até o repousar dos adolescentes, considerando os perfis, os programas de atendimento, os aspectos físicos e estruturais e o quadro funcional dos Centros. AGENDA DO ADOLESCENTE: Construída a partir do PIA, trata-se de uma ferramenta de organização do cotidiano dos adolescentes, contemplando todas as áreas de atendimento. - De quem é a responsabilidade de montar a agenda do Centro e a do adolescente? AGENDA MULTIPROFISSIONAL: É de responsabilidade de toda equipe multiprofissional sob a coordenação dos Encarregados de Área Técnica. AGENDA DO ADOLESCENTE: Deve ser construída pela equipe de referência conjuntamente com adolescente e acompanhamento da família, considerando o PIA. 19 3.4 PLANO DE CONTINGÊNCIA - Para que o Centro precisa do Plano de Contingência? É um instrumento que busca delinear ações ordenadas e clarificadas, pautadas em medidas mediatas e imediatas, embasadas na ótica e na prática preventiva que visa otimizar e garantir a execução dos trabalhos propostos, objetivando salvaguardar a integridade dos adolescentes, servidores, parceiros e patrimônio; bem como a garantia da execução do Plano Político Pedagógico – PPP. - Quem é responsável pela elaboração? Todas as áreas envolvidas diretamente no Centro devem participar da discussão do plano, dentro de suas especificidades e considerando as diretrizes que norteiam a execução da medida socioeducativa. Sua elaboração caberá aos representantes de cada setor e toda a gestão do Centro, com suporte da Divisão Regional,representada pelo UAISAS, Supervisão Técnica e Encarregado de Segurança. - E pela Execução? Todas as áreas envolvidas direta e indiretamente: terceirizadas, conveniadas, parceiros (SE e PAR), ou seja, é responsabilidade de cada ator participar da rotina do Centro. - A quem cabe coordenar e multiplicar esse plano? 20 Todos os gestores do Centro, assistidos por representantes da Divisão Regional. 3.5 MÚLTIPLAS PASSAGENS - Quais são as dificuldades de sua aplicação e formas de se aperfeiçoar? Dificuldades: o Não considerar as características de cada região; o Equipes despreparadas e desmotivadas; o Falta de compreensão do servidor da importância de seu papel no trabalho socioeducativo; o Despertar no adolescente a compreensão de sua realidade e possibilidade de alterar e construir seu projeto de vida; o Estrutura física inadequada; o Quadro funcional incompleto; o População excedente; o Baixa escolarização dos adolescentes; o Ausência de políticas públicas; o Estabelecimento e manutenção dos critérios de progressão e regressão. Formas de aperfeiçoar: o Melhor preparo das equipes, de acordo com o perfil do Centro em que irá atuar; 21 o Mapeamento da realidade, considerando o local de origem do adolescente e a efetivação da articulação com a rede socioassistencial; o As estruturas físicas; o Adequação e capacitação do quadro funcional; o Cumprimento integral da Lei do Sinase; o Mobilização dos três poderes para o enfrentamento da falta de política pública; o Alinhamento da proposta de trabalho junto à equipe; o Adaptação da proposta frente à estrutura existente; o Adequação do número de jovens por equipe de referência (menor proporção x complexidade de casos); o Qualificar o processo seletivo para ingresso na Fundação CASA. o As características e os riscos no ponto de vista da segurança ambiental para servidores e jovens do Centro; o Intensificar e incluir os jovens nas discussões relacionadas ao treinamento de brigada de incêndio e situações de risco de acidentes; o Treinamento de primeiros socorros para todos os servidores e jovens do Centro; o Qualificar o processo seletivo para ingresso na Fundação CASA; o Pensar uma forma de atendimento psicossocial e de saúde diferenciada para servidores que atuam neste contexto. - Como trabalhar com jovens com múltiplas passagens, com idades diferentes e acima de 18 anos? 22 O Plano Individual de Atendimento deve ter a perspectiva de aprofundar a formação que o jovem recebeu em sua medida anterior, dando a ele o direito de opinar, dialogando sobre suas necessidades, com vistas ao protagonismo. Reconfiguração das atividades oferecidas. Rever a proposta pedagógica – ensino formal, educação profissional e demais áreas que compõem o atendimento socioeducativo. Centro com estrutura física diferenciada e população reduzida, frente à complexidade dos casos. Capacitação e formação continuada das equipes. Fortalecer as ações relacionadas ao envolvimento com drogas e cidadania. Organização por idade, considerando as especificidades das fases de desenvolvimento. Estreitamento/fortalecimento da comunicação entre parceiros e equipe multiprofissional do Centro. - Como trabalhar com jovens com mais de uma passagem, em centros de jovens de primeira passagem? Maior atenção e monitoramento; Qualificação do trabalho; Utilização adequada das ferramentas institucionais (POLI, PIA, CAD, intervenções socioeducativas, equipe de referência). Fortalecimento da equipe multidisciplinar com relação ao diagnóstico do adolescente visando à intervenção rápida e adequada. 23 Desenvolver trabalho integrado com a equipe multiprofissional e de referência, adolescente e família, focando na ética, compromisso e relacionamento interpessoal, respeitando as diretrizes estabelecidas. Elaboração do diagnóstico polidimensional, com qualidade. Inserção em cursos/atividades de acordo com suas necessidades e anseios, conforme as metas estabelecidas em seu PIA. Resgatar vínculos afetivos e familiares. 3.6 SEMILIBERDADE – QUEBRA DE MEDIDA - Quais as medidas de enfrentamento, para o problema de quebra de medida, no momento da recepção, na saída autorizada e na saída do final de semana? Propiciar ações formativas e subsídios para o quadro funcional (equipe de referência), abordando temáticas de interesse, como por exemplo, família, drogas etc.; Intensificar as ações de esclarecimento do papel e da função da medida de semiliberdade, evitando ações equivocadas internamente e qualificando a interpretação das medidas (CIPs, CIs); Retomar os contatos entre as medidas e externamente com PJ, MP, DF, e rede socioassistencial. Ações a nível Institucional Regional e do Centro; Enfrentar a questão das drogas que influenciam o índice de descumprimento de medida; Buscar garantir que tanto o Assist quanto o Fargestron sejam realizados nos Centros de Internação Provisória para melhor subsidiar os encaminhamentos na medida de semiliberdade. 24 Dar continuidade a capacitação e acompanhamento para os profissionais relacionados ao Assist. Promover, para funcionários, adolescentes e famílias, ações de divulgação dos malefícios das drogas, com recursos próprios da Fundação Casa e com apoio de parceiros externos, para subsidiar as intervenções da equipe de referência junto ao adolescente. Propor a revisão da estrutura de funcionamento dos Centros de Atendimento, guardando-se suas diferenças de capacidade e quadro funcional, avaliando-se as demandas pelas Regionais; Retomar a discussão da necessidade de retorno do coordenador de equipe no período noturno. - Qual o papel da família no processo de trabalho da equipe multiprofissional? Coparceria e corresponsabilidade; Zelar pelo cumprimento das metas do PIA; Participar das reuniões de família. - Para que se constitui uma equipe de referência? Por ser uma Diretriz do SINASE e do Regimento Interno, objetivando um atendimento individualizado, visando o empoderamento e responsabilizando todos os envolvidos na execução da medida socioeducativa (psicossocial, pedagógico, segurança e disciplina), para atenção integral do adolescente. 25 Considerações finais O VII Encontro Estadual de gestão e planejamento estratégico foi considerado pela totalidade dos participantes como um encontro que contribuiu em muito na melhor compreensão das propostas e necessidades de aperfeiçoamento da atuação dos profissionais da fundação junto aos adolescentes em conflito com lei. As discussões em grupo foram muito ricas e proveitosas e permitiram uma troca importante de experiências. As plenárias provocaram discussões aprofundadas de cada tema e as apresentações da experiências dos dois centros foi um ponto alto, pois demonstraram que apesar das inúmeras dificuldades enfrentadas pelos Centros quanto estrutura física, servidores desgastados excesso de população, ausência de corpo funcional, é possível realizar um trabalho de qualidade dentro das diretrizes da Fundação. Esse documento é uma síntese das discussões sem a riqueza das experiências vivenciadas, mas representa um início de aprofundamento dos temas propostos. Esperamos que seja utilizado nos centros como fonte de discussão e que muitas contribuições sejam encaminhadas para complementar essas colocações. Os agradecimentos aos organizadores do Encontro, aos participantes e equipe diretiva da Fundação pela oportunidade. Agradecimento especial ao grupo da Gerência de Tecnologia e Informática(GTI), a equipe da Assessoria de Relações Públicas sem osquais não poderíamos ter tido sucesso no encontro. 26 BERENICE MARIA GIANNELLA PRESIDENTE DA FUNDAÇÃO CASA MARIA ELI COLLOCA BRUNO DIRETORA TÉCNICA FRANCISCO CARLOS ALVES DIRETOR ADMINISTRATIVO SUPERINTENDENTES CARLOS ALBERTO CORADE DÉCIO PERRONI RIBEIRO FILHO MARISA FORTUNATO ASSISTENTES DE DIREÇÃO PENHA LÚCIA VALÉRIO RAMOS VOLÚNIA SUBLIME TOSIN DIRETORA DA ESCOLA PARA FORMAÇÃO E CAPACITAÇÃO PROFISSIONAL MONICA MOREIRA DE OLIVEIRA BRAGA CUKIERKOM 27 DIRETORES DE DIVISÃO CELSO ROBERTO QUINTILIANO DIRCEU BIAPINO DE JESUS GUILHERME ASTOLFI CAETANO NICO IVANETE GONÇALVES DE OLIVEIRA JOÃO CARLOS DO ESPIRITO SANTO JULIO CESAR PADOVAN MAGALI RAINATO MARCIO BISCUOLA DE MORAES MARLY MOURA ROSELI CREPALDI SÉRGIO DE OLIVEIRA REVISÃO DIRETORIA TÉCNICA 2013 28 ANEXOs 29 DIAGNÓSTICO POLIDIMENSIONAL 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 42 43 44 45 46 47 48 49 50 51 52 53 54 VII ENCONTRO ESTADUAL PARA PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO 2013 09 a 12 de Abril de 2013 Relação de Participantes SEDE NOME CARGO UNIDADE 1 Berenice Giannella Presidente PR 2 Antonio Cláudio Flores Piteri Vice-Presidente PR 3 Ana Claudia Marino Bellotti Chefe de Gabinete PR 4 Maria Eli Colloca Bruno Diretora Técnica DT 5 Francisco Carlos Alves Diretor Administrativo DA 6 Jadir Pires de Borba Corregedor COR 7 Almira de Oliveira Voshida Leite Ouvidoria OUV 8 Adilson Fernandes de Souza Assessor de Medidas AMSE 9 Mauricio da Silva Correia Assessor de Planejamento GP 10 Marisa Fortunato Superintendência Pedagógica DT 11 Carlos Alberto Corade Superintend.Segurança e Disciplina DT 12 Décio Perroni Ribeiro Filho Superintendência de Saúde DT 13 Mônica Moreira O. Braga Cukierkorn EFCP / Diretora EFCP 14 José Carlos Pereira da Silva DTI / Diretor DA 15 Denilson Araújo de Oliveira Imprensa AI 16 Eliel Nascimento Imprensa AI 17 Penha Lucia Valério Ramos DT / Assistente de Direção DT 18 Rose Iracema Martim Garcia Martins DT / NUPRIE DT 55 19 Volúnia Sublime Tosin DT DT 20 Carlos Alberto Robles Gerente de Ed. Fis. Esporte DT 21 Carmen Silvia Cintra Torres de Carvalho Gerente de Arte e Cultura DT 22 Neuza Maria Ewerton Flores Gerente Escolar DT 23 Ana Maria da Silva Gerente de Educação Profissional DT 24 Vera Mª de Marco Felicíssimo Gerente de Assist. Psicossocial DT 25 Ana Laura Martins Garcia Gerente de Saúde DT 26 Izildinha Gonçalves de Almeida Souza Gerente de Medicina e Seg. Trabalho DT 27 Natália Salmazo Gerente de Orientação Nutricional DT 28 Denis Batista Gomes Gerente Operacional DT 29 Rogério de Abreu Carneiro Gerente de Segurança Interna DT 30 Marcelo Agripino dos Santos Gerente de Suporte Operacional DT 31 Flavio Jari Depieri Gerente de Segurança Externa DT 32 Carlos Leme Goulart DA / DFIN DA 33 Romes Aziz Sabbag DA / DSUP DA 34 Cosme Ivanildo de Almeida DA / DRH DA 35 Edivaldo Cesar Simei DA / DOPIM DA 36 Sebastião Balejo DA / DLogística DA 37 Roseli Gouvêa EFCP / Coordenadora CEA EFCP 38 Marcos Brunini EFCP / Coordenador CFC EFCP 39 Noeli Buono EFCP / Coordenadora do CFI EFCP 40 Ana Cristina do Canto Lopes Bastos EFCP / Coordenadora do CPDoc EFCP 41 Arilton Pereira Leite DTI DA 56 42 Daniel Lofeu da Costa DTI DA 43 João Paulo Puntel Vagen DTI DA 44 Odenilson dos Santos Bonfim DTI DA 45 Teresa Tavares Relações Públicas ARP 46 Karin Valle Relações Públicas ARP 47 Luciana Melli Gabinete da PR PR 48 Edson de Barros Monteiro Presidência PR 49 Fernando Vince Vicenti Presidência PR DIVISÃO REGIONAL METROPOLITANA – DRM I NOME CARGO UNIDADE 1 MAGALI RAINATO DIRETOR DE DIVISÃO REGIONAL 2 DANIELLI DO LAGO HYPPOLITO DE LIMA CHEFE DE SEÇÃO TÉCNICA REGIONAL 3 HUMBERTO CARLOS GONÇALVES CHEFE DE SEÇÃO ADMINISTRATIVA REGIONAL 4 EDSON DE OLIVEIRA Encarregado de Segurança REGIONAL 5 Rosely Carvalho SUPERVISOR REGIONAL 6 Roseli Aparecida Silva SUPERVISOR REGIONAL 7 Luciana Monteiro dos Santos Coordenador Pedagógico CASA Sorocaba III 8 MARCIA CRISTINA RIBEIRO Coordenador Pedagógico CASA Franco da Rocha 9 Almara Alessandra Checoni DIRETOR DA UAISAS UAISAS 10 Zanate Ferreira Cardoso Encarregado - Área Técnica CASA Atibaia 11 Sandra Regina dos Anjos Encarregado - Área Técnica CASA Bragança Paulista 12 Maria de Fátima Cesarini Schimidt Encarregado - Área Técnica CASA Dom Gabriel Paulino Bueno Couto 13 Glaucia Gonçalves Moreno Encarregado - Área Técnica CASA Novo Tempo 14 Rosana Camargo Campelo Ferraz Encarregado - Área Técnica CASA Sorocaba I e II 57 15 Luciana Tessaro Zorzan Encarregado - Área Técnica CASA Sorocaba III 16 Francine Gonçalves Pinto Encarregado - Área Técnica CASA Sorocaba IV 17 Fernanda Venancio Narciso Encarregado - Área Técnica CASA Franco da Rocha 18 Elizabeth Aparecida da Silva Comuana Encarregado - Área Técnica CASA Jacarandá 19 Maria Aparecida Silva Lisboa Encarregado - Área Técnica CASA Rio Negro 20 Suely Leite de Azevedo Encarregado - Área Técnica CASA Tapajós 21 Renata Valetti Santos Diretor - Centro de Semiliberdade CASA de Semiliberdade Jundiaí 22 Wildes Fernandes de Oliveira Diretor - Centro de Semiliberdade CASA de Semiliberdade Sorocaba Diretores dos Centros de Internação - apenas no último dia (manhã) 11 1 Nilson Gomes de Sena Diretor - Centro de Internação CASA Jacarandá 2 Oscarina M. A. Neta Rodrigues Diretor - Centro de Internação CASA Rio Negro 3 Jose Carlos Policarpo Diretor - Centro de Internação CASA Tapajós 4 Keila Costa da Silva Diretor - Centro de Internação CASA Novo Tempo 5 Rodrigo Marques Diretor - Centro de Internação CASA Franco da Rocha 6 Marili Angelo Diretor - Centro de Internação CASA Atibaia 7 Ana Lucia Garcia Nunes dos Santos Diretor - Centro de Internação CASA Bragança Paulista 8 Marcio Valerio Ruiz Alves Diretor - Centro de Internação CASA Dom Gabriel Paulino Bueno Couto 9 Agueda de Jesus Silva Diretor - Centro de Internação CASA Sorocaba I e II 10 Moyses Adriano Martins Diretor - Centro de Internação CASA Sorocaba III 11 Francisco Alves Pinto Diretor - Centro de Internação CASA Sorocaba IV 58 DIVISÃO REGIONAL METROPOLITANA LESTE 1 – DRM II NOME CARGO UNIDADE 1 Roseli Crepaldi DIRETOR DE DIVISÃO REGIONAL 2 Eliana Rosa Silva Ferreira CHEFE DE SEÇÃO TÉCNICA REGIONAL 3 Ademir Aparecido Antunes CHEFE DE SEÇÃO ADMINISTRATIVA REGIONAL 4 Reginaldo Alves de Lima ENCARREGADO DE SEGURANÇA REGIONAL 5 Eunice F.P. Meni dos Santos SUPERVISOR REGIONAL 6 Bárbara A. S. dos Anjos SUPERVISOR REGIONAL 7 Cintia T. R. Dias Silva COORDENADOR PEDAGÓGICO CASA Itaquera 8 Maria Aparecida de Oliveira Costa COORDENADOR PEDAGÓGICO CASA Ferraz de Vasconcelos I e II 9 Daniela Peres Garcia DIRETOR DA UAISAS UAISAS 10 Menilzula Maurída S. Coelho Encarregado - Área Técnica CASA Ferraz de Vasconcelos I e II 11 Natache Khrystie C. Oliveira Encarregado - Área Técnica CASA NovoHorizonte - Guaianazes I 12 Karla Trufelli Righi Encarregado - Área Técnica CASA Guaianazes II 13 Silvia Regina S. Di Pietro Encarregado - Área Técnica CASA Encosta Norte 14 Cristiane Ricardo Encarregado - Área Técnica CASA Fazenda do Carmo 15 Lúcio de Oliveira Encarregado - Área Técnica CASA Vila Conceição 16 Claudia Rocco Encarregado - Área Técnica CASA Chiquinha Gonzaga 17 Luciano Francisco Righeto Encarregado - Área Técnica CASA Chiquinha Gonzaga 18 Celia Regina Cofani Encarregado - Área Técnica CASA Itaquera 19 Vanderlei Vieira de Souza Diretor - Centro de Semiliberdade CASA de Semiliberdade Azaléia 20 Rosana Marfil de Oliveira Diretor - Centro de Semiliberdade CASA de Semiliberdade Fênix 21 Vânia Laurindo Diretor - Centro de Semiliberdade CASA de Semiliberdade Prof Paulo Freire 59 22 Dolores Cristina de Sá Diretor - Centro de Semiliberdade CASA de Semiliberdade Sabará 23 Wagner Machado Diretor - Centro de Semiliberdade CASA de Semiliberdade São Mateus 24 Marcos Roberto Hamer Diretor - Centro de Semiliberdade CASA de Semiliberdade Umbó 25 Wladymir Tarabay Gonzalez Diretor - Centro de Semiliberdade CASA de Semiliberdade Uraí Diretores dos Centros de Internação - apenas no último dia (manhã) 1 Israel Simões Pimentel Diretor - Centro de Internação CASA Ferraz de Vasconcelos I e II 2 Newton Oliveira do Sacramento Diretor - Centro de Internação CASA Novo Horizonte - Guaianazes I 3 Oswaldo Bonfim Junior Diretor - Centro de Internação CASA Guaianazes II 4 Orlando Vilmar Mendes Diretor - Centro de Internação CASA Itaquera 5 Alessandro Augusto Santos Diretor - Centro de Internação CASA Encosta Norte 6 Almir C. de Andrade Diretor - Centro de Internação CASA Fazenda do Carmo 7 Eder dos Santos Diretor - Centro de Internação CASA Vila Conceição 8 Claudia Pasquini de Almeida Diretor - Centro de Internação CASA Chiquinha Gonzaga DIVISÃO REGIONAL METROPOLITANA LESTE 2 – DRM III NOME CARGO UNIDADE 1 IVANETE GONÇALVES DE OLIVEIRA DIRETOR DE DIVISÃO REGIONAL 2 PAULA MAGILA CHEFE DE SEÇÃO TÉCNICA REGIONAL 3 ALESSANDRA BATISTA LEITE CHEFE DE SEÇÃO ADMINISTRATIVA REGIONAL 4 ROBSON PRIKADANOVIC ENCARREGADO DE SEGURANÇA REGIONAL 5 ADRIANA DE FATIMA NIGRE CARDOSO SUPERVISOR REGIONAL 6 SOPHIE HELENA M. I. ASSUMPÇÃO SUPERVISOR REGIONAL 60 7 LEONORA LEÃO DE OLIVEIRA COORDENADOR PEDAGÓGICO CASA Rio Tocantins 8 SANDRO DE SOUZA MEDEIROS COORDENADOR PEDAGÓGICO CASA Rio Tâmisa 9 Cilene Batista Carlos Brandão DIRETOR DA UAISAS UAISAS 10 PAULO ROGÉRIO DE OLIVEIRA Encarregado - Área Técnica CAI Gaivota 11 MIRTA DE SANTANA SOARES Encarregado - Área Técnica CASA Itaparica 12 NILCE SIMIE SHIMABUKORO Encarregado - Área Técnica CASA Rio Paraná 13 SILVIA MARIA GOBBO Encarregado - Área Técnica CASA Rio Turiassu 14 SOLANGE APARECIDA CAMARGO Encarregado - Área Técnica CASA Rio Nilo 15 TEREZA CHRISTINA KISS Encarregado - Área Técnica CASA Topázio 16 WALTER DA SILVA GOMES Encarregado - Área Técnica CASA Juquiá 17 MARIA CELIA JARDIM DE MACEDO Encarregado - Área Técnica CASA Rio Tâmisa Diretores dos Centros de Internação - apenas no último dia (manhã) 1 Nicea Martins de Sousa Diretor - Centro de Internação CAI Gaivota 2 Ricardo Wagner Cuevas Diretor - Centro de Internação CASA Itaparica 3 Sonia Regina Gomes da Silva Cesário Diretor - Centro de Internação CASA Rio Paraná 4 Antonio Augusto de Oliveira Diretor - Centro de Internação CASA Rio Turiassu 5 Jairo Silva Cavalcante Diretor - Centro de Internação CASA Rio Nilo 6 Lindemberg Aparecido de Luna Diretor - Centro de Internação CASA Rio Tocantins 7 Rosangela Lima Marinelli Diretor - Centro de Internação CASA Topázio 8 Marilda de Oliveira Diretor - Centro de Internação CASA Juquiá 9 Fernando Faria de Andrade Diretor - Centro de Internação CASA Rio Tâmisa 61 DIVISÃO REGIONAL METROPOLITANA OESTE – DRM IV NOME CARGO UNIDADE 1 DIRCEU BIAPINO DE JESUS DIRETOR DE DIVISÃO REGIONAL 2 LOURIVAL CLEMENTINO DE NORONHA JÚNIOR CHEFE DE SEÇÃO TÉCNICA REGIONAL 3 MARIA JOSÉ SILVA CALDAS FAGUNDES CHEFE DE SEÇÃO ADMINISTRATIVA REGIONAL 4 EMERSON DE SOUSA ENCARREGADO DE SEGURANÇA REGIONAL 5 BERNARDETH MARTINS DE SOUSA SUPERVISOR REGIONAL 6 MAURICIO ANDRADE SUPERVISOR REGIONAL 7 SANDRA CECILIA DA SILVA COORDENADOR PEDAGÓGICO CASA Jardim São Luiz 8 ALEXANDRE DE OLIVEIRA FERNANDES COORDENADOR PEDAGÓGICO CASA Osasco 9 ROSANA CRISTINA SQUITTINO AUN DIRETOR DA UAISAS UAISAS 10 ROSANA GUIGOU ROCHA DA COSTA Encarregado - Área Técnica CASA Osasco I e II 11 ROSANA DE JULIO RAMOS Encarregado - Área Técnica CASA Feminina Parada de Taipas 12 HELENA AMARAL LOTUFO Encarregado - Área Técnica CASA Pirituba 13 DANIELA BARRETO VELOSO Encarregado - Área Técnica CASA Nova Aroeira 14 DORCAS DA CONCEIÇÃO XAVIER Encarregado - Área Técnica CASA Cedro 15 CAMILA PINHEIRO PROENÇA Encarregado - Área Técnica CASA Ipê 16 CLAUDIA FERREIRA DE MELLO Encarregado - Área Técnica CASA Jardim São Luiz I e II 17 SILVIA HELENA MANÇAN Encarregado - Área Técnica CASA Jatobá 18 PATRICIA BASTIANON AZEVEDO Encarregado - Área Técnica CASA Nogueira 19 DANIELLE FIDELIS DE OLIVEIRA Encarregado - Área Técnica CASA Vila Leopoldina 20 TÂNIA REGINA PASSADORE Diretor - Centro de Semiliberdade CASA de Semiliberdade Araré 21 ENY MATSUCURA YAMADA Diretor - Centro de Semiliberdade CASA de Semiliberdade Guararema 62 22 EDILSON JOSE GOMES Diretor - Centro de Semiliberdade CASA de Semiliberdade Ibituruna 23 ALMUNITA DOS SANTOS FERREIRA PERERA Diretor - Centro de Semiliberdade CASA de Semiliberdade Jacirendi 24 SERGIO NICOMEDIS LOPES Diretor - Centro de Semiliberdade CASA de Semiliberdade Nundiaú DIVISÃO REGIONAL METROPOLITANA NORTE – DRM V NOME CARGO UNIDADE 1 SÉRGIO DE OLIVEIRA DIRETOR DE DIVISÃO REGIONAL 2 JANETE DIAS DO AMARAL CHEFE DE SEÇÃO TÉCNICA REGIONAL 3 ROSANGELA BARBOSA MANGUEIRA CHEFE DE SEÇÃO ADMINISTRATIVA REGIONAL 4 EDVALDO ROMERO DE LIMA ENCARREGADO DE SEGURANÇA REGIONAL 5 ANDREA CELICE SUPERVISOR REGIONAL 6 ROSIMEIRE ROSA DE SNTANA SUPERVISOR REGIONAL 7 RIVALDO DOS SANTOS COORDENADOR PEDAGÓGICO CASA VILA GUILHERME 8 REGIANE SILVA SOUZA COORDENADOR PEDAGÓGICO CASA PAULISTA 9 Valeria Fabiane Ramos da Silva DIRETOR DA UAISAS UAISAS 10 KATY VALDERANO Encarregado - Área Técnica CASA Itaqua I 11 TEREZA FERREIRA DA SILVA LUPIANHEZ Encarregado - Área Técnica CASA Itaqua II 12 VILMA APARECIDA DOS SANTOS Encarregado - Área Técnica CASA Vila Guilherme 13 MARILZA BEVILAQUA Encarregado - Área Técnica CASA Bela Vista 14 ZENAIDE MARA DE MATOS Encarregado - Área Técnica CASA Belém 15 MARCIA PASCOALETE ROSA Encarregado - Área Técnica CASA Bom Retiro 16 REINALDO LOPES Encarregado - Área Técnica CASA João do Pulo 17 EUNICE DOS SANTOS ARAÚJO Encarregado - Área Técnica CASA Nova Vida 63 18 FABIANA NUNES FARIA Encarregado - Área Técnica CASA Paulista 19 GISELDA DE CASTRO P DA SILVA Encarregado - Área Técnica CASA Ouro Preto 20 FLAVIA MANGOLIN DE BARROS Analista téc. Assistente social internação CASA São Paulo 21 Vitor Fernandes Ribeiro Diretor - Centro de Semiliberdade CASA de Semiliberdade Alvorada 22 Paulo Airton Rossato Diretor - Centro de Semiliberdade CASA de Semiliberdade Caetanos 23 Katia Munhaes Silva Diretor - Centro de Semiliberdade CASA de Semiliberdade Ícaro DIVISÃO REGIONAL METROPOLITANA CAMPINAS - DRMC NOME CARGO UNIDADE 1 MÍRIAM ANTUNES DIRETOR ADJUNTO REGIONAL 2 HUGO LIMA GUIMARÃES CHEFE DE SEÇÃO TÉCNICA REGIONAL 3 HIGOR VITOR ALMEIRA PEREIRA CHEFE DE SEÇÃO ADMINISTRATIVA REGIONAL 4 JOSÉ MARIA DOS SANTOS LIMA ENCARREGADO DE SEGURANÇA REGIONAL 5 FERNANDAFEITOSA DO VALE SUPERVISOR REGIONAL 6 MICHELI GALVÃO SUPERVISOR REGIONAL 7 GISELI MARIA RODRIGUES DE OLIVEIRA COORDENADOR PEDAGÓGICO CASA JEQUITIBA - CAMPINAS 8 MAXWELL GOMES CARDOSO DE JESUS COORDENADOR PEDAGÓGICO CASA Maestro Carlos Gomes - Campinas 9 REGINA LUIZA DA SILVA DIRETOR DA UAISAS UAISAS - Campinas 10 MARIANA DE OLIVEIRA Encarregado - Área Técnica CASA Maestro Carlos Gomes - Campinas 11 JANAINA PEREIRA G. DE ZOPPA Encarregado - Área Técnica CASA Campinas 12 ROSELI DA CRUZ SANTOS DA COSTA Encarregado - Área Técnica CASA Mogi Mirim 13 GILMARA GARCIA Encarregado - Área Técnica CASA Laranjeiras - Mogi Mirim 14 RENATA DANTAS DE ALMEIDA Encarregado - Área Técnica CASA Limeira 64 15 LUCI CLAUDIA DE SOUZA Encarregado - Área Técnica CASA Morro Azul - LIMEIRA 16 MIRIAM EUNICE GONÇALVES Encarregado - Área Técnica CASA Rio Piracicaba 17 FLAVIA CORREA MELLO COSTA Encarregado - Área Técnica CASA Escola Rio Claro 18 YARA BERNARDES CORAGEM Encarregado - Área Técnica CASA Jequitibá - Campinas 19 SANDRA REGINA DA SILVA BUENO Encarregado - Área Técnica CASA Rio Amazonas - Campinas 20 JULIANA ZAVARIZE EVANGELISTA Diretor - Centro de Semiliberdade CASA de Semiliberdade Mogi Mirim DIVISÃO REGIONAL LITORAL - DRL NOME CARGO UNIDADE 1 JOÃO CARLOS DO ESPÍRITO SANTO DIRETOR DE DIVISÃO REGIONAL 2 VIVIANE TEIXEIRA RODRIGUES CHEFE DE SEÇÃO TÉCNICA REGIONAL 3 MAURICIO DOMINGUES LORES CHEFE DE SEÇÃO ADMINISTRATIVA REGIONAL 4 FRANCISCO TORRES DA SILVA ENCARREGADO DE SEGURANÇA REGIONAL 5 CARMEM CECÍLIA DE FREITAS SUPERVISOR REGIONAL 6 REGINA CÉLIA LIMA DE SOUZA SUPERVISOR REGIONAL 7 APARECIDA ARAÚJO COORDENADOR PEDAGÓGICO CASA São Bernardo I 8 MARIA LUISA PRADO LEMOS COORDENADOR PEDAGÓGICO CASA Praia Grande I 9 Adriana Cristina Alaby Barão DIRETOR DA UAISAS UAISAS 10 MARIA APARECIDA MOURA SILVA Encarregado - Área Técnica CASA Peruíbe 11 DANIELA SCHOBER NAVARRO Encarregado - Área Técnica CASA Mauá 12 DANIELA BARBOZA DE OLIVEIRA Encarregado - Área Técnica CASA Praia Grande I 13 RACHEL FISCHER Encarregado - Área Técnica CASA Mongaguá 14 JOSÉ ALVES DE OLIVEIRA Encarregado - Área Técnica CASA Praia Grande II 15 CELIA REGINA DE MELO PARENTE Encarregado - Área Técnica CASA São Bernardo I 65 16 IVANI APARECIDA RIBEIRO Encarregado - Área Técnica CASA São Bernardo II 17 ALEXANDRE GABRIELLY Encarregado - Área Técnica CAIP e CASA Guarujá 18 JANE SALGADO ANDRIANI PETRIZZO Encarregado - Área Técnica CASA Vila de São Vicente 19 IVANIR DOS SANTOS PEREIRA Diretor - Centro de Semiliberdade CASA de Semiliberdade São Bernardo DIVISÃO REGIONAL NORTE - DRN NOME CARGO UNIDADE 1 GUILHERME ASTOLFI CAETANO NICO DIRETOR DE DIVISÃO REGIONAL 2 THIAGO JOSÉ FERNANDES CHEFE DE SEÇÃO TÉCNICA REGIONAL 3 AURÉLIO OLIMPIO DE SOUZA CHEFE DE SEÇÃO ADMINISTRATIVA REGIONAL 4 PAULO MARCELO FERNANDES ENCARREGADO DE SEGURANÇA REGIONAL 5 JOSIANE MORETTI SUPERVISOR REGIONAL 6 HELGA DE SOUZA CACHEIRA SUPERVISOR REGIONAL 7 VANESSA FARIA COORDENADOR PEDAGÓGICO CASA Sertãozinho 8 IVONE KARINA DIAS DA SILVA COORDENADOR PEDAGÓGICO CASA Ouro Verde 9 ELIANE CRISTINA PEREIRA DIRETOR DA UAISAS UAISAS 10 FAIHRA BEIRIGO SHIMAMURA ENCARREGADO DE ÁREA/TÉCNICA CASA Batatais 11 ANA CRISTINA FREITAS MORETE ENCARREGADO DE ÁREA/TÉCNICA CASA Franca 12 MICHELE RAMOS NAVES ENCARREGADO DE ÁREA/TÉCNICA CASA São Carlos 13 ANA PAULA MITSUE ASONUMA ENCARREGADO DE ÁREA/TÉCNICA CASA Taquaritinga 14 WELBERTH DRUMOND ENCARREGADO DE ÁREA/TÉCNICA CASA Araraquara 15 RAQUEL COSTA DE RIZZO ANALISTA TÉCNICO/PEDAGOGO CASA Ouro Verde 16 MARIANE CRISTINA GASPAR ENCARREGADO DE ÁREA/TÉCNICA CASA Ribeirão Preto 17 MARIA AUXILIADORA DE LIMA RIBEIRO ENCARREGADO DE ÁREA/TÉCNICA CASA Rio Pardo 18 KARINA LUIZ DE SOUZA ENCARREGADO DE ÁREA/TÉCNICA CASA Sertãozinho 66 19 PAULA RENATA PARO BOMBIG DIRETOR DE UNIDADE CASA de Semiliberdade Barretos 20 IZAURA ALEIXO DO NASCIMENTO ANALISTA TÉCNICO/ASSISTENTE SOCIAL CASA de Semiliberdade Araraquara 21 CRISTIANE APARECIDA RIBEIRO DIRETOR DE UNIDADE CASA de Semiliberdade Ribeirão Preto DIVISÃO REGIONAL OESTE- DRO NOME CARGO UNIDADE 1 JULIO CESAR PADOVAN DIRETOR DE DIVISÃO REGIONAL 2 ANA PAULA FERREIRA DE CASTRO CHEFE DE SEÇÃO TÉCNICA REGIONAL 3 GLAUCE APARECIDA MURARI NOGUEIRA CHEFE DE SEÇÃO ADMINISTRATIVA REGIONAL 4 CARLOS AUGUSTO MARTINS JUNIOR ENCARREGADO DE SEGURANÇA REGIONAL 5 RENATA CRISTINA GALVES D. GONÇALVES SUPERVISOR REGIONAL 6 JANAINA RAMALHO FERRAZ PEREIRA DE SOUZA SUPERVISOR REGIONAL 7 JOILSON MOTA GARCIA COORDENADOR PEDAGÓGICO CASA Rio Dourado 8 MARTA DE SOUZA R. CAZONATO COORDENADOR PEDAGÓGICO CASA Araçá 9 ANDRÉA TOMAZ DE ALMEIDA DIRETOR DA UAISAS UAISAS 10 TATIANA DE OLIVEIRA SANTOS ROZAN ENCARREGADO DE ÁREA/TÉCNICA CASA Araçatuba 11 MARIANE VIVIANE TAROCO TARIFA ENCARREGADO DE ÁREA/TÉCNICA Irapuru I 12 CILENE DE OLIVEIRA CAPRISTANO ENCARREGADO DE ÁREA/TÉCNICA Irapuru II 13 ALESSANDRA DE CÁSSIA SILVA CAMPOS ENCARREGADO DE ÁREA/TÉCNICA CASA Mirassol 14 JULIANA PRUDÊNCIO LOPES ENCARREGADO DE ÁREA/TÉCNICA CASA São José do Rio Preto 15 LIZANDRA BELLONI DE PAULA LIMA ENCARREGADO DE ÁREA/TÉCNICA CASA Araçá 16 MARIA DAS DORES DUTRA DE SOUZA ENCARREGADO DE ÁREA/TÉCNICA CASA Marília 17 ANA LUCIA GONÇALVES CALAZANS ENCARREGADO DE ÁREA/TÉCNICA CASA Rio Dourado 67 18 VÂNIA MARTINS MONTESI FACHI ENCARREGADO DE ÁREA/TÉCNICA CASA Tanabi 19 ADRIANA BAGGIO BALSALOBRE POLO ENCARREGADO DE ÁREA/TÉCNICA CASA Vitória Régia 20 PARACELSO SEBASTIÃO DI MANNO Diretor - Centro de Semiliberdade CASA de Semiliberdade Fernandópolis 21 EDISON DE OLIVEIRA Diretor - Centro de Semiliberdade CASA de Semiliberdade Marília 22 PRISCILA TERCIOTI TOSTA / CLÁUDIA REGINA MENDONÇA VICTÓRIO Diretor - Centro de Semiliberdade CASA de Semiliberdade São José do Rio Preto Diretores dos Centros de Internação - apenas no último dia (manhã) 1 CLÁUDIA REGINA MENDONÇA VICTÓRIO Diretor - Centro de Internação CASA Araçatuba 2 DANIELA CHAVES GONÇALVES DE ANDRADE Diretor - Centro de Internação e Intern Provisória CASA Tanabi 3 ROSEMEIRE OLIBONI Diretor - Centro de Internação CASA Vitória Régia 4 SONIA MARIA PESSOA Diretor - Centro de Internação e Intern Provisória CASA Irapuru I 5 LUCIANA RIBEIRO DA SILVA TERUEL Diretor - Centro de Internação CASA Mirassol 6 MARCELO AUGUSTO GIL CAPELOCI Diretor - Centro de Internação e Intern Provisória CASA Araçá 7 JOSÉ ROBERTO FERREIRA LIMA Diretor - Centro de Internação CASA Rio Dourado 8 JOSÉ CLÁUDIO DE OLIVEIRA Diretor - Centro de Internação CASA Irapuru II 9 ANDRÉ LUÍS GOMES DOS SANTOS Diretor - Centro de Internação e Intern Provisória CASA São José do Rio Preto DIVISÃO REGIONAL SUDOESTE - DRS NOME CARGO UNIDADE 1 Celso Roberto Quintiliano DIRETOR DE DIVISÃO REGIONAL 2 Marlene Pereira dos Santos CHEFE DE SEÇÃO TÉCNICA REGIONAL 3 Eleni da Silva Nunes CHEFE DE SEÇÃO ADMINISTRATIVA REGIONAL 4 Abaré Luamir Pereira da Silva ENCARREGADO DE SEGURANÇA REGIONAL 5 Alberto Darakdjian Silva SUPERVISOR REGIONAL 6 Clotilde Paixão Luiz SUPERVISOR REGIONAL 68 7 Eunice Morad COORDENADOR PEDAGÓGICO CASA MADRE TERESA DE CALCUTÁ I e II 8 Maximina Francisca de Almeida COORDENADOR PEDAGÓGICO CASA BAURU 9 Fernanda Augusta Penacci DIRETOR DA UAISAS UAISAS 10 Ana Amélia Miyashiro ENCARREGADO DE ÁREA/TÉCNICA CASA Botucatu 11 Eliza Salles Massafera Tavares ENCARREGADO DE ÁREA/TÉCNICA CASA Feminino de Cerqueira César I e II 12 Maria Aline Ferraz Munhoz ENCARREGADO DE ÁREA/TÉCNICA CASA Cerqueira César III 13 Soraya de Souza Moraes ENCARREGADO DE ÁREA/TÉCNICA CASA Esperança 14 Ursula Radespiel Martins ENCARREGADO DE ÁREA/TÉCNICA CASAMadre Teresa de Calcutá I e II - Iaras 15 Ana Maria Barbin ENCARREGADO DE ÁREA/TÉCNICA CASA Bauru 16 Gislene Aparecida Braga ENCARREGADO DE ÁREA/TÉCNICA CASA Rio Novo - Iaras 17 Marcia Fernanda Cafundó ENCARREGADO DE ÁREA/TÉCNICA CASA Três Rios Iaras 18 Eder Carlos Trindade Diretor - Centro de Semiliberdade CASA de Semiliberdade Bauru Diretores dos Centros de Internação - apenas no último dia (manhã) 1 Grasiela Piva Ruiz Dias CASA Feminino de Cerqueira César I e II 2 Rosana da Silva Vieira CASA Esperança 3 Silvana Regina de M. Yonashiro CASA Bauru 4 Jovelino Pereira Carriel CASA Botucatu 5 Marcello Rossini CASA Cerqueira César III 6 Robson Leite Gonçalves CASA Madre Teresa de Calcutá I e II - Iaras 7 Paulo Ricardo Pinheiro M. de Almeida CASA Rio Novo - Iaras 8 Oswaldo Caetano Jr CASA Três Rios Iaras 69 DIVISÃO REGIONAL VALE DO PARAÍBA - DRVP NOME CARGO UNIDADE 1 MARLY MOURA DIRETOR DE DIVISÃO REGIONAL 2 MARCELA GIUDICISSI REHDER CHEFE DE SEÇÃO TÉCNICA REGIONAL 3 MARIA APARECIDA DE SOUZA NEVES CHEFE DE SEÇÃO ADMINISTRATIVA REGIONAL 4 CRISTIANO TEODORO ENCARREGADO DE SEGURANÇA REGIONAL 5 ROBERTA HENRIQUE SUPERVISOR REGIONAL 6 FÁBIO ROCHA DE CASTRO SUPERVISOR REGIONAL 7 FERNANDA POSH CARVALHO DE SOUZA COORDENADOR PEDAGÓGICO CASA Jacarei 8 ANA CAROLINA CAMPOS BELTRÃO FEITOSA COORDENADOR PEDAGÓGICO CASA Guarulhos Feminino 9 ANA PAULA DA SILVA ALMEIDA DIRETOR DA UAISAS UAISAS 10 CAROLINA FARIA D. L. NOGUEIRA ENCARREGADO DE ÁREA/TÉCNICA CASA Arujá 11 LUCIANA GUAGLIANO LUCCA ENCARREGADO DE ÁREA/TÉCNICA CASA Caraguatatuba 12 JULIANA CAETANO REYS ENCARREGADO DE ÁREA/TÉCNICA CASA Guarulhos I 13 CÉLIA MARIA DIAS ENCARREGADO DE ÁREA/TÉCNICA CASA Guarulhos II 14 CREUZA MARIA RIBEIRO DE MORAIS BEZERRA ENCARREGADO DE ÁREA/TÉCNICA CASA Guarulhos Feminino 15 MARIA LUCIANA GRAGA DA SILVA Analista Técnica - assist. social CASA Jacareí 16 ANA PAULA BRIET SILVA ENCARREGADO DE ÁREA/TÉCNICA CASA Lorena 17 CASSIA REGINA NEVES OLIVEIRA ENCARREGADO DE ÁREA/TÉCNICA CASA Tamoios 18 MARGARETE PEREIRA GOYANO ENCARREGADO DE ÁREA/TÉCNICA CASA Taubaté CENTRO DE ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO AO ADOLESCENTE 4 BERENICE MARIA GIANNELLA PRESIDENTE DA FUNDAÇÃO CASA ANTONIO CLAUDIO FLORES PITERI VICE - PRESIDENTE DA FUNDAÇÃO CASA MARIA ELI COLLOCA BRUNO DIRETORA TÉCNICA FRANCISCO CARLOS ALVES DIRETOR ADMINISTRATIVO PENHA LÚCIA VALÉRIO RAMOS ASSISTENTE DE DIREÇÃO DT SUPERINTENDENTES CARLOS ALBERTO CORADE DECIO PERRONI RIBEIRO FILHO MARISA FORTUNATO Equipe de Apoio Logístico – Diretoria Técnica Andrea Parra Martins – Assistente Ítalo Renan Martins – Tec. da Informação Marcelo Pires Dantas – Tec. da Informação Michael Kritsch Junior – NUPRIE Robson Marques Granado – Tec. da Informação Rose Iracema Martim Garcia Martins – NUPRIE