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CENTRO DE ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO AO ADOLESCENTE 
 
DIRETORIA TÉCNICA 
 
 
 
 
 
 
 
ORIENTADOR DA 
CONSTRUÇÃO DE 
RELATÓRIOS DOS 
ADOLESCENTES* 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Gestão: 
Presidente – Berenice Gianela 
Vice-Presidente – Antônio Cláudio Flores Piteri 
Diretora Técnica – Maria Eli Coloca Bruno 
Assistentes de Direção: 
Penha Lúcia Valério Ramos 
Volúnia Sublime Tosin 
 
 
 
 
 
Diretoria Técnica 
São Paulo, SP 
2016 
 
*Este documento é de uso dos profissionais que compõem a equipe de referência do 
adolescente e gestores da Fundação CASA 
 
 
 
CENTRO DE ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO AO ADOLESCENTE 
 
DIRETORIA TÉCNICA 
 
APRESENTAÇÃO 
 
A Diretoria Técnica da Fundação CASA/SP, preocupada com o desenvolvimento 
das medidas socioeducativas, que é responsável – internação, internação sanção e 
semiliberdade e com os programas de internação provisória e atendimento inicial, 
desenvolveu o Caderno “Orientador da Construção de Relatórios dos Adolescentes”, 
para auxiliar os profissionais das áreas na sua elaboração, sem, entretanto, 
condicionar a liberdade própria dessas profissões e / ou das áreas de trabalho. 
O documento pretende, apenas, definir diretrizes para o acompanhamento 
individual do Adolescente e os momentos (prazos) em que se fazem necessários a 
elaboração desses para que subsidiem e informem aos operadores do direito 
responsáveis pela aplicação e acompanhamento das medidas e dos programas 
assim como os próprios adolescentes e familiares 
As áreas técnicas da Fundação CASA, Pedagógica, de Saúde e de Segurança, 
representada em todos os níveis hierárquicos: central, regional, local, gozam de total 
liberdade conceitual, porém cabe a área central a responsabilidade pela definição de 
diretrizes, baseadas em legislação, conhecimento acadêmico e de contribuições da 
prática cotidiana acumulada pelos profissionais que atendem os adolescentes. A 
Regional garante a disseminação das diretrizes aplicadas no cotidiano e os 
profissionais sua aplicação. Nesse diapasão que a gestão democrática e 
participativa se consolida nessa gestão da Fundação CASA. 
 
 Maria Eli Coloca Bruno 
 Diretora Técnica 
 
 
CENTRO DE ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO AO ADOLESCENTE 
 
DIRETORIA TÉCNICA 
INTRODUÇÃO 
 
No Encontro de Planejamento realizado em abril de 2013 a temática discutida e 
desenvolvida pelos grupos constituídos após apresentações de atuações realizadas 
nos Centros Rio Amazonas e Praia Grande II, na direção da elaboração de 
Diagnóstico Polidimensional e Plano Individual de Atendimento apresentaram-se 
resultados consolidados posteriormente pela Diretoria Técnica no que se refere aos 
conceitos, abordagens e conteúdos. Estes resultados consolidados constam do 
documento “Documento síntese da discussão da Diretoria Técnica no VII Encontro 
Estadual de Gestão e Planejamento Estratégico Fórum Permanente” do Grupo de 
Anexos. 
A partir daqui é constante a busca pelas gestões e equipes pela qualificação das 
ações e intervenções necessárias ao bom desenvolvimento de bons, eficazes, 
eficientes e efetivos Diagnósticos Polidimensionais que orientem adequadamente a 
construção do PIA e consequentemente a elaboração de PIA(s) – Plano Individual 
de Atendimento – que busquem auxiliar o adolescente, que cumpre medida 
socioeducativa, possibilidades de rever sua trajetória social e possibilitar seu 
desenvolvimento enquanto cidadão de direitos e deveres na vida pós medida, tanto 
na comunidade como no convívio familiar, tornando-o sujeito de sua própria história. 
A construção do Diagnóstico Polidimensional e do PIA é estruturante para o 
atendimento socioeducativo e acontecem pela ação e intervenção dos profissionais 
que atuam nos Centros no convívio com os adolescentes. Por este motivo também 
foram pauta dos Encontros de Planejamento subsequentes a Agenda Multidisciplinar 
que organiza os atendimentos, que resultarão em Relatórios, e Plano de 
Contingencia, o qual direciona os atendimentos em casos de intercorrências que 
inviabilizam o cumprimento da Agenda Multidisciplinar. Não necessariamente nesta 
ordem também foram discutidos a Equipe de Referência e o Plano Político 
Pedagógico. 
Nota-se que em todas as pautas do Planejamento Estratégico tanto o Poli, 
quanto o PIA ocupam lugar importante para adolescentes enquanto atenção e para 
as gestões em todos os níveis enquanto organização e acompanhamento da política 
socioeducativa local, regional e institucional. 
 
 
CENTRO DE ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO AO ADOLESCENTE 
 
DIRETORIA TÉCNICA 
Ao longo deste processo de qualificação e desenvolvimento de Relatórios 
referentes aos Adolescentes e/ou ao cumprimento da medida por estes ocorreu a 
implantação do Plano de Bonificação por Resultados. 
A Diretoria Técnica considerou o momento de implantação do Bônus 
oportunidade para definição e nomenclatura dos diferentes Relatórios que já eram 
produzidos pelas equipes dos Centros, pois tanto a elaboração do Diagnóstico 
Polidimensional quanto a do Plano Individual de Atendimento – PIA passaram a ser 
indicadores na avaliação das ações institucionais para a atribuição percentual 
pecuniária aos funcionários da Fundação CASA. 
Este Caderno – Orientador para Construção de Relatórios de Adolescentes na 
Fundação CASA, foi apresentado numa primeira versão no Encontro de 
Supervisores na Escola de Formação e Capacitação em 2015. 
Em 2016 em segunda versão a Diretoria Técnica o apresenta sob título de 
Orientador considerando a importância das informações que traz em seu conteúdo 
para todas as gestões e equipes que atuam diretamente junto aos Adolescentes. 
 
 
 
CENTRO DE ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO AO ADOLESCENTE 
 
DIRETORIA TÉCNICA 
MODELOS DE REGISTROS 
 
Um relatório é um conjunto de informações, utilizado para informar resultados, 
parciais ou totais, de uma ação inclusa num processo que está sendo ou que foi 
desenvolvido junto a um adolescente. 
Na Fundação Casa, dada a complexidade e amplitude das ações desenvolvidas 
junto aos adolescentes, no cumprimento de uma medida socioeducativa, de uma 
internação provisória ou no atendimento inicial, foram definidos como formatação 
dos relatórios, áreas especificas para cada profissional, ou seja, área psicológica, 
área social, área de saúde, área pedagógica, área de segurança e disciplina e uma 
conclusão da equipe multidisciplinar, doravante denominada Equipe de Referência. 
A Identificação do Adolescente é considerada na Fundação CASA para além de 
um procedimento, um componente importante ao traçar o perfil do Adolescente com 
foco na identidade deste. Há de se ressaltar que no conteúdo da Identificação do 
Adolescente registrada eletronicamente através de sistema próprio a cor de pele 
deve ser autodeclarada. 
A definição dos Relatórios nominalmente também se baseou no momento pelo 
qual o Adolescente encontra-se na Fundação, isto é, no Atendimento Inicial, na 
Provisória ou cumprindo medida. 
Seguem abaixo as denominações adotadas: 
 
1. Relatório Inicial: 
Relatório elaborado pela Assistente Social, quando da entrada do 
adolescente, após apreensão em NAI/CAI/CAIP¹, para informar o Poder 
Judiciário, na apresentação do Adolescente. 
¹NAI – Núcleo de Atendimento Inicial. 
 CAI – Centro de Atendimento Inicial. 
 CAIP – Centro de Atendimento de Internação Provisória. 
 
2. Relatório Inicial de Diagnóstico: 
Esse relatório é elaborado pela equipe de referência, para acompanhar o 
adolescente, quando a audiência é em outra comarca, diferente daquela em 
que foi apreendido, e não houve tempo hábil para equipe elaborar o 
 
 
CENTRO DE ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO AO ADOLESCENTE 
 
DIRETORIA TÉCNICA 
diagnóstico polidimensional. É característico dos CAIP’s – Centro de 
Atendimento de Internação Provisória. 
Se for marcado para o adolescente uma nova audiência, ou aplicada medida, 
será completado no próprioCentro, ou em outro no qual o Adolescente for 
inserido, e elaborado o Relatório de Diagnóstico Polidimensional. 
 
3. Relatório de Diagnóstico Poli Dimensional: 
Relatório elaborado nos Centros de Internação Provisória (CAIP), nos Centros 
de Atendimento de Semiliberdade e nos Centros de Atendimento de 
Internação quando ocorrer entrada direta neste, pela equipe de referência 
após o atendimento individual do adolescente, por cada componente da 
equipe, e discutido em conjunto para elaboração do Parecer. Esse relatório 
dever estar concluído no máximo até 30 (trinta) dias da custódia do 
adolescente, e inserido no sistema SIG – Sistema de Informação de Gestão. 
O referido relatório é utilizado na composição dos indicadores do Bônus. 
Sempre que possível, o adolescente e a Família devem participar da reunião 
para elaboração do parecer. 
 
4. Relatório Inicial de Cumprimento da Medida – PIA: 
Relatório elaborado pela equipe de referência nos Centros de Internação, 
Centros de Semiliberdade e Centros de Internação Sanção, após atendimento 
individual do adolescente pelos membros da Equipe de Referencia, e 
finalizado em reunião, com a presença do adolescente e familiar, para 
definição de metas. Esse relatório deve ser concluído até no máximo 45 
(quarenta e cinco) dias da sentença que decretou a medida de internação, 
semiliberdade ou internação sanção, e incluído no sistema (SIG). Este 
relatório também é utilizado na composição dos indicadores do Bônus. 
 
5. Relatório de Desenvolvimento do PIA: 
Relatórios elaborados no decorrer do cumprimento da medida, baseados nos 
atendimentos realizados por cada profissional, avaliando o cumprimento das 
metas propostas, e após reunião da equipe com o adolescente e família, é 
encaminhado a cada 03 (três) meses ao Poder Judiciário, ainda que este não 
tenha sido estipulado em sentença. 
 
 
CENTRO DE ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO AO ADOLESCENTE 
 
DIRETORIA TÉCNICA 
É um relatório que também deve ser inserido no sistema SIG. Se necessário 
devem ser acrescentadas ou revistas metas no decorrer do cumprimento da 
medida e na avaliação pela equipe ou profissional. 
 
6. Relatório de Avaliação de Medida: 
Relatório elaborado após a avaliação da equipe de referência do adolescente, 
com a participação do adolescente e família considerando o cumprimento das 
metas estabelecidas no PIA. No momento da elaboração deste relatório a 
Equipe avalia a possibilidade de dar continuidade no PIA enquanto plano de 
vida, em outra medida ou saída da Fundação CASA sem a indicação de outra 
medida, correspondendo a saída com Extinção de Medida. É realizado nos 
Centros que desenvolvem programa de Internação e Semiliberdade e não há 
prazo definido para ser elaborado. 
 
7. Relatório de Manifestação Técnica: 
São relatórios elaborados sempre que for necessário dar conhecimento e/ou 
resposta ao Poder Judiciário / Ministério Público ou Defensoria, de eventos 
importantes na condução da medida socioeducativa, e/ou da restrição de 
liberdade provisória pela equipe de referência. 
Nas Semiliberdade, através da Manifestação Técnica da Equipe de 
Referência, serão comunicados os descumprimentos de medidas, informando 
as ações realizadas para resgatar o adolescente. 
Nos Centros de Internação e Internação Provisória, esses relatórios informam, 
situações de convivência protetora, de preservação de integridade física, 
complementação de informações solicitadas, entre outras e sempre que a 
equipe precisar se comunicar com o Poder Judiciário. 
 
Todos os relatórios listados são os que dão subsídios para que o Poder 
Judiciário, ouvido o Ministério Público e a Defensoria, decida sobre o cumprimento 
da medida imposta ao adolescente, e/ou sobre a privação de liberdade. 
Outros relatórios fazem parte do conjunto de documentação do adolescente, 
durante o cumprimento da medida, quais sejam: 
 
 
 
 
CENTRO DE ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO AO ADOLESCENTE 
 
DIRETORIA TÉCNICA 
Relatório de Convivência Protetora: 
Esse relatório deverá ser elaborado sempre que o adolescente for inserido em 
convivência protetora, seja com isolamento dos demais adolescentes, e/ou 
apenas como atenção especial da Equipe. 
 Tem formatação especifica com os seguintes campos: 
- Identificação; 
- Informações sobre a inserção em Convivência Protetora; 
- Acompanhamento da Convivência Protetora quando ultrapassar os 30 dias. 
É de responsabilidade da equipe de referência do adolescente que o 
acompanhará durante o tempo que durar a situação de convivência protetora 
propondo e revendo atividades indicadas para o Adolescente. 
 
Relatório de Transferência: 
Relatório que deverá ser elaborado sempre que a equipe de referência do 
Centro, entender que é benéfico para o adolescente sua transferência de 
Centro, seja após esgotar as possibilidades de colocá-lo em convivência 
normal, ou outras ocasiões. 
Não é necessário ser feito quando se trata de transferência por alteração de 
artigo. Em todas as demais situações há necessidade da Equipe de 
Referência, preencher o relatório e encaminhar a Divisão Regional para 
análise e orientação. O relatório contém campos de identificação, motivos que 
fundamentam a necessidade de transferência, diagnóstico das áreas, 
psicossocial, pedagógica, saúde, segurança, ações executadas pelas áreas, 
resultados alcançados, sugestão de Centros. A Supervisão, e a Regional 
devem analisar e encaminhar a Diretoria Técnica quando concordar com o 
pleito. 
 
Todos os relatórios devem ser preenchidos no Módulo SIG (Sistema de 
Informações Gerenciais) e serão incorporados no Portal do Adolescente na aba 
Relatórios. 
O conteúdo dos relatórios é de responsabilidade de cada profissional e as 
diretrizes estão contidas nos cadernos e/outros documentos das áreas especificas. 
Serão arquivados na Pasta “Execução de Medidas do adolescente”, 
devidamente assinados pelos autores. 
 
 
CENTRO DE ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO AO ADOLESCENTE 
 
DIRETORIA TÉCNICA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ANEXO 
 
SUPERINTENDÊNCIA 
PEDAGÓGICA 
 
 
 
 
 
 
 
 
Marisa Fortunato - Superintendente Pedagógica 
Neuza Maria Ewerton Flores - Gerente da Área Escolar 
Carlos Alberto Robles - Gerente da Área de Educação Física e Esporte 
Ana Maria da Silva - Gerente da Área de Educação Profissional 
Wellington do Carmo Medeiros de Araújo - Gerente da Área de Arte e Cultura 
 
 
CENTRO DE ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO AO ADOLESCENTE 
 
DIRETORIA TÉCNICA 
Superintendência Pedagógica 
 
Contribuições à supervisão quanto a elaboração, avaliação e 
acompanhamento dos relatórios pertinentes à área pedagógica. 
 
I – Introdução 
A Diretoria Técnica apontou no documento inicial os vários tipos de relatórios 
que se referem aos adolescentes desde seu ingresso na Fundação considerando as 
várias etapas e tipos de atendimento. 
A partir disso, entrando no universo pedagógico, as orientações a seguir têm 
por objetivo auxiliá-los na abordagem, no acompanhamento e na análise dos vários 
relatórios dos adolescentes produzidos nos Centros de Atendimento. 
Dialogando com o Caderno da Superintendência Pedagógica – Educação e 
Medida Socioeducativa: conceito, diretrizes e procedimentos, publicado em 2010, e 
disposto para consulta no site da Fundação CASA, acreditamos poder contribuir 
para que a atuação da Supervisão seja qualificada na análise do que se produz 
enquanto relatórios. 
Ampliando nosso olhar e o desejo de contribuição acreditamos na capacidade 
que a supervisão tem de contribuir para a reflexão das Equipes, somando esforços 
formativos para que este instrumento – Relatório -, tão importante para os 
adolescentes e não menos para todos nós que cotidianamente nos defrontamos com 
a responsabilidade de atendê-los. 
Com isso, podemos afirmar que “pelas nossas mãos” os adolescentes terão 
suas vidas ressignificadas e reapresentadas à justiça para então, alémdele sujeito e 
objetivo da nossa ação, sermos também avaliados em nossa competência e 
seriedade pelo o que conseguimos, no conjunto da Equipe Multiprofissional, produzir 
em medida socioeducativa. 
Ao escrevermos este documento resgatamos o Caderno da Superintendência 
Pedagógica e reforçamos sua importância. Procuramos a partir do capítulo 4 
sensibilizar as equipes que acompanham os Centros a olharem as condições 
existentes e como as ações foram planejadas para que o trabalho educativo possa 
se concretizar no cotidiano de cada Centro de atendimento. 
 
 
CENTRO DE ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO AO ADOLESCENTE 
 
DIRETORIA TÉCNICA 
II – Um começo de Conversa 
Antes de adentrarmos nos vários tipos de relatórios que deverão ser elaborados 
pela área pedagógica, considerando os diversos momentos pelo qual o adolescente 
passa na Fundação, achamos interessante iniciarmos a conversa chamando a 
atenção da equipe de supervisão para alguns tópicos a fim de aprofundar o olhar no 
acompanhamento dos Centros, da área pedagógica e da pasta dos adolescentes. 
 
1. Olhar à organização do Setor Pedagógico 
 
Uma vez organizado, na sua estrutura e funcionamento, uma vez bem 
planejada a agenda de atividades da parte para todo e vice-versa, indagar-se-á 
sobre o que e como poderá ser feito, cada vez melhor, o trabalho. 
Pensamos que a primeira abordagem para a avaliação e posterior apoio às 
equipes se dá à medida em que ouvimos e analisamos como os Centros estão 
organizados a partir do que as Superintendências propõem para que possam 
trabalhar. A saber, na especificidade desse relato, a Superintendência Pedagógica. 
No Caderno da Superintendência Pedagógica1 falamos sobre a Organização 
do Trabalho, no âmbito da Sede e dos Centros e, também, sobre os papéis dos 
profissionais que compõem a equipe: Pedagogos, Profissionais de Educação Física, 
Agentes Educacionais e claro, do gestor do setor, o Coordenador Pedagógico. 
Atentem-se para os papéis e atuações pensadas especificamente aos 
agentes educacionais e ao profissional de educação física. 
Percebam que preocupados com a ação que pede o olhar cuidadoso ao 
Diagnóstico Polidimensional e ao atendimento do PIA, estes profissionais tiveram 
suas ações desenhadas, cuidadosamente, para que possam acompanhar as áreas 
de formação da Superintendência Pedagógica e dos adolescentes. 
São, portanto, referências das áreas (Escolar, Educação Profissional, Arte e 
Cultura e Educação Física e Esporte) e dos adolescentes. Ainda é o profissional 
Pedagogo que com sua atribuição clara e bem definida é o principal responsável 
pela aplicação e análise dos diagnósticos que apontam as condições de 
aprendizagem dos adolescentes bem como em ajudar a qualificar os relatórios e 
 
1 Vide Caderno Superintendência Pedagógica. Educação e medida socioeducativa: conceito, diretrizes e 
procedimentos. Capitulos 3 e 4. 
 
 
CENTRO DE ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO AO ADOLESCENTE 
 
DIRETORIA TÉCNICA 
registros de acompanhamento dos referências no que diz respeito ao 
desenvolvimento cognitivo e o processo de aprendizagem dos adolescentes. Vide 
papéis e orientações no caderno. 
Observem que para que eles, os profissionais do setor pedagógico, se 
constituam como referências das áreas e dos adolescentes é importante saber até 
que ponto conhecem os fundamentos e a organização pensada para sua atuação no 
setor. 
O Coordenador Pedagógico é peça importante na formação e organização de 
sua equipe mesmo quando, em momentos sazonais, elas não se configurem como o 
desejado ou como o que realmente deveriam ser. 
É dessa organização que se dará a efetividade na construção do POLI e PIA 
dos adolescentes e como resultado disso, a confecção dos Registros nos vários 
momentos e especificidades necessárias às confecções dos relatórios, nos Centros 
de Atendimento (CAI, CAIP, CIP, CI, SEMILIBERDADE). 
 
2. Registro de Acompanhamento Pedagógico 
 
O ato de conhecer é permanente? 
Por que é importante registrar? 
 
 Antes de mais nada é preciso não esquecer que: Cada adolescente é único e 
diferente. Pareceres iguais pressupõe adolescentes iguais. 
Como dissemos, este material deve ajudar os supervisores a avaliar a 
qualidade do registro que compõe o desempenho dos adolescentes e que irão 
alimentar as pastas. 
Aqui abrimos um complemento ao diálogo ao conteúdo já tratado no Caderno 
da Superintendência Pegagógica2. 
 
2.1 A Observação 
Todo ato de registrar/escrever sobre alguém ou algo, pressupõe um mergulho 
reflexivo, pressupõe observar o que e sobre o que iremos relatar, seja na fase oral, 
 
2 Vide Caderno Superintendência Pedagógica. Educação e Medida socioeducativa: conceito, diretrizes e 
procedimentos. Pag. 68 e 69. 
 
 
 
CENTRO DE ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO AO ADOLESCENTE 
 
DIRETORIA TÉCNICA 
quando falo sobre algo ou alguém - e esta é a prática mais comum e mais “fácil”, ou 
seja na fase “escrita”, quando então transcrevemos e registraremos para nós 
mesmos e para o outro ou outros vários, os elementos da observação. 
Passamos aí para o processo de ter a “história”, o trabalho que objetivamos 
desenvolver com o adolescente, contado “ao mundo”. 
O Relato para ser efetivo precisa da troca, da discussão em equipe pois, ao 
observar, “temos diferentes formas de ver”. 
As mesmas situações observadas podem trazer conclusões ou avaliações 
diferentes. 
Quando conversamos sobre o adolescente ampliamos nossas informações. 
Note que se os educadores observarem só o bom comportamento e assim 
registrá-lo, isto não os farão colaborar com a ampliação do termo e não os farão, 
também, diferentes na análise que culmina com o olhar “técnico” da equipe de 
segurança, pois não terão aqui representados seus conhecimentos advindos das 
suas formações específicas. 
 
2.2 O que e como observar? 
 
Observar – Ação que precisa ser aprendida. 
 
Nem sempre nossa capacidade de observar está suficientemente 
desenvolvida. Veja o que diz a professora Madalena Freire: 
 “Não fomos educados para olhar pensando o mundo, a realidade, nós 
mesmos. Nosso olhar cristalizado nos estereótipos produziu em nós paralisia, 
fatalismo e cegueira…. O ver e o escutar fazem parte do processo da construção do 
olhar. Em geral, não ouvimos o que falam; mas sim o que gostaríamos de ouvir”. 
Olhar envolve atenção e presença. 
O olhar e o escutar que fazem parte da observação tem funções bem 
definidas, servem para: 
 Conhecer cada vez mais quem são os adolescentes e a relação deles com a 
realidade da qual fazem parte. 
 
 
CENTRO DE ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO AO ADOLESCENTE 
 
DIRETORIA TÉCNICA 
 Conhecer para avaliar e planejar as ações educativas que irão acontecer. 
Como ferramenta básica do trabalho cotidiano a observação está presente 
nas diferentes atividades da equipe pedagógica: 
1. Está na busca de compreender cada vez melhor os adolescentes. 
A observação buscará saber como trabalham na sala de aula, quais seus 
interesses, suas dificuldades e facilidades, sua forma de se relacionar com os 
colegas com os professores, arte-educadores, instrutores e suas características 
pessoais – timidez, agitação, concentração, habilidades e sua forma de pensar. 
As entrevistas iniciais e o Diagnóstico Polidimensional são instrumentos 
importantes e que deverão ter seus registros adequados para auxiliar tanto no 
planejamento do que se observa, como se o que foi planejado para atender o 
adolescente está mostrando eficácia para o seu PIA. 
2. Está na avaliação do que sabem sobre os adolescentes. 
 O diagnóstico inicial, as entrevistas e o diálogo com os adolescentes são os 
elementos presentes e concomitantes à ação de quem observa. Não precisamos 
inventar um novo ser ou uma nova situação. Esses registros iniciais já nos dão 
pistas sobre os adolescentes para o iníciodo trabalho. 
3. Está no acompanhamento do planejamento. 
 A equipe pedagógica acompanha o desenvolvimento das ações planejadas, 
a equipe avalia sua própria ação, notando os aspectos onde planejou de acordo com 
a realidade do CASA e nos momentos onde se afastou dela. 
4. Está no registro dos agentes educacionais de referência e dos 
demais profissionais que compõem a equipe pedagógica. 
Todos os profissionais envolvidos com a ação pedagógica contribuem para a 
observação. É fundamental considerar a ação dos parceiros que atuam nas áreas de 
formação. Eles contribuirão com os profissionais do pedagógico a ampliarem o olhar. 
É possível concluir que a observação é elemento importante nos atos de 
registrar, avaliar e planejar. 
Não se esqueçam que o setor pedagógico foi organizado definindo 
profissionais como referência de área e dos adolescentes e, na CIP, para a Área 
Escolar parte da ação que pressupõe o desenvolvimento do PEC, ou a qualquer 
 
 
CENTRO DE ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO AO ADOLESCENTE 
 
DIRETORIA TÉCNICA 
tempo a proposta advinda da rede e orientada pela GESC, é executada pelo 
pedagógico. 
 
No que os educadores observam, um poderoso instrumento para a sua 
própria formação é desencadeado. A observação e a troca, entre e junto, com a 
equipe pedagógica ocupará um lugar-chave importante para seu próprio 
aperfeiçoamento. É sua principal fonte de informação. 
É através de um diagnóstico constante das atuações dos adolescentes, a 
partir das informações que têm, do que infere e interpreta, que a equipe pedagógica 
pode alcançar uma melhoria em sua prática educativa. 
 
3. O Registro 
 
Como registro o cotidiano e a construção dos relatórios dos adolescentes? 
Embora observar seja uma necessidade verdadeira, ela não é tudo. 
 
Além de observar é importante: 
 Saber o que fazer com o que se observa. 
 Ampliar os conhecimentos em relação ao que é observado. 
 Saber mudar os aspectos negativos de tal forma que não impeçam os 
adolescentes de avançarem. 
 
O que será que falta a eles? 
Qual a melhor forma de fazê-los avançar? 
 
No CASA a possibilidade de trocar com profissionais das várias áreas de 
atendimento é uma ferramenta concreta de colaboração e apoio às conclusões. 
Observo, primeiramente, se me faço presente. 
Se estou com e para os adolescentes. 
Sem presença e/ou distante deles, a ação não existe! 
 
 
 
CENTRO DE ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO AO ADOLESCENTE 
 
DIRETORIA TÉCNICA 
Quem mais se relaciona com os adolescentes, quem mais poderia trocar 
informações e ajudar a desvendar o que se observa? 
Trocar na equipe pedagógica e participar das discussões nas equipes 
multiprofissionais é ferramenta singular e sem limites para as aplicações da prática 
pedagógica. 
 Diferentemente de outros profissionais da área técnica, a equipe pedagógica 
atua com os jovens em situações coletivas – salas de aula, de cursos, grupos 
culturais e esportivos – cabendo ao educador referência observar o jovem no 
desenvolvimento das diversas atividades, também, buscar informações junto aos 
profissionais que as desenvolvem. 
Para isso, sugerimos que cada referência possua: 
 Um caderno com algumas páginas dedicadas a cada um dos adolescentes 
que acompanham e nele serão anotados os fatos significantes que 
caracterizam a forma de aprender, de conviver de cada um, com as datas 
das observações. 
 Dar atenção às perguntas feitas pelos adolescentes. Elas sempre têm um 
sentido para quem pergunta. 
 
Registrar é uma marca da humanidade. 
 
Orientar a equipe pedagógica para que registrem, para que anotem as 
observações acerca dos adolescentes é de grande valor ao ato de intervenção e 
acompanhamento da supervisão. 
Orientem, dialoguem sobre isso e não deixem de querer ver as produções. 
Cobrem!!! 
Paulo Freire dizia que a gente pensa melhor quando pensa a partir do que 
faz, da prática. 
Pensar sobre a prática sem registrá-la tem muitas limitações. Acabamos 
ficando com lembranças, podemos esquecer, podemos perder a riqueza do 
acompanhado. 
O registro escrito mostra o pensamento de seu ator. Colabora para a 
organização do trabalho, respeita o adolescente em seu atendimento e o que foi 
planejado. É ferramenta de diálogo com os adolescentes que podem e devem saber 
 
 
CENTRO DE ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO AO ADOLESCENTE 
 
DIRETORIA TÉCNICA 
o objetivo das observações e do registro. Devem participar dos próprios avanços e 
desafios. 
Quem registra, quem produz o material escrito que irá compor as pastas dos 
adolescentes deve ser levado a refletir que: 
 O relatório do adolescente não é uma ata. 
 Cada relatório é único por que cada adolescente é único. 
 É preciso pensar, ao escrever, que seu texto será lido por alguém. Não deixe 
coisas subentendidas, escreva de forma que possa ser lida e compreendida 
por qualquer leitor. 
Quando apontarem os verbos que dizem respeito a comportamento, 
participação e/ ou usarem termos vagos ou genéricos é importante que os oriente à 
tradução, indagando os sobre o que querem dizer com isso e solicitar que 
“traduzam”, ampliem na forma de escrita o significado da palavra genérica. O que é 
ter bom comportamento em uma linguagem pedagógica e de acordo com o 
planejamento? O que o faz ser participativo? Etc. 
Registro se aprende fazendo. Melhora a cada intervenção, melhora com o 
diálogo e com a prática. 
Para a intervenção formativa no setor pedagógico, a boa supervisão quando 
do acompanhamento dos registros das Pastas Pedagógicas, pode e deve dar 
grandes contribuições com foco à melhoria dos registros/relatórios dos adolescentes. 
Ao redigirem os pareceres observem se os educadores: 
 Levam em conta os destinatários. 
 Utilizam linguagem clara, simples, precisa e adequada ao público. 
 Consideram o caráter oficial do documento. 
 Observam ortografia, concordância, coerência e coesão textual, 
formatação. 
 Sabem nomear os relatórios e pareceres. 
 Utilizam verbos e expressões que indicam processo. 
 Consideram o conjunto das informações, os diagnósticos e relatórios já 
efetuados e se estão presentes no registro como parte da análise histórica 
e evolutiva do adolescente. 
 Utilizam palavras diminutivas, há que corrigi-los. 
 
 
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 Evitam contradições. 
 Evitam comparações. 
 
3.1 Dicas para iniciar um relatório 
 Percebe-se o progresso de... Durante esse trimestre... 
 Com base nos objetivos trabalhados no trimestre, foi possível 
observar que o adolescente... 
 Observando o desempenho do adolescente foi constado que... 
 
3.2 Traduzindo bom comportamento e participação 
 Demostra respeito pelos colegas e profissionalismo no Centro 
através..... 
 Colabora nas atividades coletivas, atuando em grupo .... 
 Aceita sugestões dos profissionais e dos colegas...... 
 Contribui para a integração do grupo...... 
 
3.3 Traduzindo desenvolvimento no ensino-aprendizagem 
Ex 1: 
 Demonstra superação na dificuldade de leitura e escrita? 
 Lê com fluência diferentes textos, fazendo conexões com a realidade. 
 Lê e interpretar os textos trabalhados pelas diversas áreas de 
formação sem maiores dificuldades. 
 Escreve, ordena e amplia frases, formando textos concretos e lógicos. 
 Sabe interpretar os comandos quando dados pelos arte educadores, 
instrutores de cursos, professores da rede e profissional de Educação 
Física. 
Ex 2: 
Como se relaciona nas atividades em grupo? 
 Consegue participar das atividades colaborando com as discussões. 
 É colaborativo com os professores, instrutores, arte educadores e nas 
atividades de educação física. 
 Sabe ouvir o colega. 
 Sabe sobre a importância de respeitar as várias opiniões. 
 
 
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 Compreende o que é consenso. 
Ex 3: 
 Como se desenvolvenas atividades ofertadas através das oficinas de arte 
cultura? 
 A oficina escolhida com ele e para ele tem colaborado para que, por 
exemplo, ele supere a dificuldade com a leitura e escrita e aprenda a 
se expressar através de outras linguagens. 
 Vem melhorando a sua expressão e superando sua dificuldade com 
leitura e escrita através da oficina de música, teatro, entre outras. 
 
Nota: Sabemos que cada atividade tem um objetivo que pretende desenvolver 
com o adolescente. 
É importante perceber que ao inseri-lo em alguma oficina, esta trará colaboração 
ao seu desenvolvimento como: melhorar sua expressão e consciência corporal, seu 
relacionamento interpessoal, sua expressão oral, seu potencial criativo, etc. 
 
Ex 4: 
Nos cursos de qualificação profissional básica como tem sido a sua 
participação? 
 Participa das discussões propostas pelos instrutores. 
 Participa das atividades coletivas, ex:- jornais, festivais, exposições. 
 Tem seu repertório acerca da possibilidade de profissões ampliado. 
 Expressa desejos e sonhos profissionais. 
 Na parte especifica dos cursos percebe destreza, habilidade para 
continuar estudando esta área de formação. 
 
Nota: É importante perceber que cada curso ofertado tem objetivos gerais e 
específicos que estão atrelados ao desenvolvimento de habilidades. 
Conhecer os cursos e seus conteúdos favorece inserção mais adequada dos 
adolescentes e isto trará contribuição ao seu desenvolvimento 
 
Ex 5: 
 E nas atividades da educação física e esporte? 
 Vem superando as dificuldades que foram observadas em seu 
 
 
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diagnóstico. 
 Nas atividades interativas percebe-se desenvolvimento de boa relação 
interpessoal. 
 Tem desenvolvido senso de trabalho coletivo e individual. 
 
Para tal, em cada área/gerência é preciso saber: 
 Quais habilidades e conhecimentos foram trabalhados com o 
adolescente? 
 Quais os avanços que ele vem demonstrando nessas áreas? 
 Apresenta alguma área a ser melhor desenvolvida? 
 Que sugestões podem ser oferecidas neste sentido? Atividades? 
Jogos? Leituras? 
 Que trabalhos o Centro vem realizando junto ao adolescente? 
 Como o adolescente se refere ao seu desenvolvimento neste período? 
 
3.4 Pontos de Atenção 
 Registros exigem exercício por parte dos profissionais. Onde fazem os 
registros das observações, como está a agenda para o bom trabalho 
das equipes? 
 Prestar atenção nas manifestações dos adolescentes (orais e escritas). 
 Aprender a descrever a refletir teoricamente sobre tais manifestações. 
 
 
3.5 O que não deve ser feito 
 Relatórios listando algumas habilidades aleatoriamente sem uma 
conexão. 
 Enfatizar apenas as habilidades que o adolescente ainda não adquiriu, 
aparentando muitas vezes que o “problema” é só dele e irreversível. 
Ex: O adolescente não conhece, não sabe, não realiza etc. 
 Sugestão: Substituir por “ainda não conhece”, “precisa desenvolver” ou “será 
necessário trabalhar”. 
 
 
 
 
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3.6 O que fazer 
 Abordar questões cognitivas que revelam a observação ou 
compreensão dos adolescentes em seus estágios de desenvolvimento, 
durante o cumprimeto da medida. 
 Analisar as possibilidades do adolescente de se desenvolver, de ir 
além naquela habilidade ainda não adquirida. 
 Descrever o desenvolvimento próprio de cada adolescente destacando 
seus avanços e conquistas. 
 Expôr as necessidades e intervenções a serem feitas durante o 
processo de cumprimento da medida e ou ensino – aprendizagem. 
 
 
PARA REFLETIR 
 
O parecer é, sobretudo, a imagem de um trabalho. 
 
“Ao relatarmos um processo efetivamente vivido, naturalmente encontraremos 
as representações que lhe dêem verdadeiros sentido?” 
Jussara Hoffmann, 1998 
 
 
 
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III – Relatórios 
1. Relatório Inicial do Adolescente 
Nesse relatório não há participação da equipe pedagógica considerando tratar-se 
de documento elaborado após a apreensão do jovem a fim de informar ao juiz. 
 
2. Relatório Inicial de Diagnóstico 
Por se tratar de relatório elaborado anteriormente ao diagnóstico polidimensional 
com o objetivo de apresentá-lo ao juiz, quando da audiência em outra comarca, 
indicamos que a área pedagógica contribua com informações básicas da trajetória 
escolar pregressa do jovem enfocando sua relação com a escola e o meio social. 
Deve constar nos registros a seriação, o nome, o ano e a frequência escolar anterior 
à sua entrada na Fundação. 
 
3. Relatório de Diagnóstico Polidimensional 
 A Superintendência Pedagógica instituiu o modelo de “Entrevista Inicial” e nele 
há a orientação específica para sua utilização com foco na abordagem do entrevistar 
de acordo com a concepção pedagógica proposta. 
 Em, no máximo, 30 dias da custódia do adolescente, o diagnóstico deverá estar 
pronto e inserido no sistema SIG. 
 
 ATENÇÃO 
 
 Nunca é demais chamar a atenção das equipes dos Centros que alguns 
jovens já passaram pela Fundação e, em algum momento, realizaram 
avaliações, fizeram atividades, participaram de cursos etc por isso, o novo 
diagnóstico polidimensional deve levar em consideração as informações 
contidas em sua pasta. 
 O diálogo com o jovem deve partir da retomada de alguns pontos, algumas 
questões e da trajetória ali descritas. 
 
 
 
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 Esse diagnóstico, na maioria das vezes, é realizado em Centros de Internação 
Provisória – CIP, mas em caso de entradas diretas deverá ser realizado em Centros 
de Internação, Internação Sanção e Semiliberdade. 
 O diagnóstico polidimensional deve procurar, com a ajuda do instrumento de 
“Entrevista Inicial”, entender o percurso educacional do adolescente em todas as 
modalidades educativas desenvolvidas e, ainda, as informações somadas o Parecer 
Avaliativo ampliará a qualidade da análise necessária aos os conteúdos pertinentes 
ao registro dos dados: Não poderá faltar: 
 
 Como ocorreu a escolarização, identificando seu estágio de 
aprendizagem, possíveis defasagens e suas hipóteses, potencialidades e 
habilidades. 
 Os avanços obtidos e registrados em Parecer Avaliativo, de acordo com 
os módulos e oficinas vivenciados no Projeto vigente. 
 Deve buscar compreender quais as experiências culturais e esportivas, 
 Quais suas habilidades e preferências, 
 Qual a expectativa profissional do adolescente e que relações estabelece 
com o mundo do trabalho etc.3 
 
 O entrevistador deve cuidar para não induzir respostas ou comentários, menos 
ainda emitir juízos de valor do tipo: “isto é bom”, “aquilo foi errado”. 
 É importante usar algumas expressões estimuladoras e, ter postura que favoreça 
a expressão do entrevistado, tais como: 
 “e daí para frente, o que aconteceu?”; 
 “muito bem, continue”; 
 “sua explicação é boa” ou “muito boa”; 
 “vamos retomar de onde você parou”, principalmente no caso do 
entrevistado se dispersar em relação ao eixo da narrativa. 
 
3 Caderno Superintendência Pedagógica. Educação e Medida Socioeducativa: conceito, diretrizes e 
procedimentos. Pag. 49 
 
 
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Os dados obtidos deverão ser anotados sem que a preocupação com a anotação 
iniba a espontaneidade da seleção. 
 
Após a entrevista: 
 O entrevistador deverá retomar os apontamentos e organizá-los de 
forma mais clara, lançando-os em folha própria de registro. 
 O registro deve ser o mais fiel possível e para tal orientamos para que o 
entrevistador não confie em sua memória.O distanciamento no tempo, 
além do limite, resulta em perda de dados e em interpretações às vezes 
subjetivas. 
 
Como subsídio para o Diagnóstico Polidimensional incluímos, também, as 
avaliações da área escolar e da educação física e esporte. 
 
Avaliação de Leitura, Escrita e Matemática: 
 
 A avaliação tem por objetivo aferir os conhecimentos básicos de leitura, escrita e 
matemática. Deve, preferencialmente, ser aplicada na CIP. 
 
 A aplicação deve ser feita individualmente pelo pedagogo. 
 O resultado deste diagnóstico deve favorecer a elaboração de planos de 
atendimento individualizado visando à superação de possíveis dificuldades de 
aprendizagem. 
 A avaliação deve compor a pasta pedagógica a ser encaminhada para a CI 
em caso de internação. 
 Na transcrição dos resultados para instrumental específico (SQL 31077) 
constante em pasta devem ser registradas as dificuldades de aprendizagem 
apresentadas. 
 
 
 
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E, muito importante: 
 constar o levantamento de hipóteses acerca do porque o adolescente 
apresenta tais dificuldades, ou seja, possibilidades que levaram o mesmo, até 
a data em questão, não desenvolver as habilidades e competências 
adequadas à sua condição atual. 
 registrar as observações do aplicador no que se refere as ações e reações 
expressadas pelo adolescente durante a aplicação da avaliação. 
 
Obs: É imprescindível que esse material sirva de subsídio para as discussões 
junto à Equipe Multiprofissional, com vistas ao Polidimensional e, primordial, 
tornar os resultados acessíveis aos Professores da Rede Pública de Ensino 
que ministram aulas nos Centros. 
 Outros documentos da área Escolar e da Educação Física que comporão o 
conjunto dos Relatórios e alimentarão a Pasta Pedagógica até da sua alteração da 
medida ou saída em liberdade: 
 
Parecer avaliativo: documento oficial da SEE que se constitui de registros 
indicadores de avanços escolares dos alunos, a ser considerado na continuidade 
dos estudos, pelas escolas da rede pública de ensino. Será preenchido e assinado 
somente pelo professor e analisado conjuntamente com o Coordenador Pedagógico 
da Unidade. 
No documento deve ter as seguintes informações: 
 Contextualização do aluno/aluna (quem é, nome, idade e quanto tempo 
participa do Projeto); 
 Contextualização da atividade (Tema, Subtema); 
 Explicitar os objetivos, conceitos e habilidades das atividades propostas 
identificando as dificuldades do aluno em relação às mesmas; 
 Analisar os avanços das habilidades de leitura e escrita e apropriação 
de valores, considerando cada módulo e seus objetivos, possibilitando 
 
 
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identificação de novos direcionamentos para evolução da 
aprendizagem do aluno; 
 O mesmo deverá ser entregue no ato da extinção de medida para que a 
escola recipiendária possa dar continuidade aos estudos do aluno 
considerando o avanço alcançado no seu percurso escolar. Caso o 
mesmo tenha alteração de medida socioeducativa deverá ser 
encaminhado através da Pasta Pedagógica ao Centro de Internação 
destinatário, com os mesmos propósitos. 
 
Atestado de Frequência: constitui-se em um documento oficial que será emitido 
pelas Escolas Vinculadoras das Unidades, no momento da extinção e/ou alteração 
de medida socioeducativa a ser cumprida em meio aberto. 
 
Portfólio - conjunto organizado das produções elaboradas em sala de aula, de cada 
aluno, durante a permanência no Projeto, devendo lhe ser entregue, na extinção e/ou 
alteração da medida para meio aberto. Em caso de transferência deverá ser 
encaminhado ao centro recipiendário. A elaboração do Portfólio como registro 
pessoal das aprendizagens do adolescente é ponto fundamental na concepção 
pedagógica adotada pelo PEC. Tem como finalidade ter organizado o registro de 
seus aprendizados e reflexões no decorrer de sua passagem pelo projeto. 
 Deve conter apenas produções dos alunos e, portanto, constitui-se em material para 
seu uso e de sua propriedade, não devendo ser manuseado por ninguém sem sua 
permissão expressa. É importante que o adolescente tenha essa informação, que 
seja respeitado nas decisões que tomar quanto ao uso de seu Portfólio e que o leve 
consigo quando de sua saída da Fundação CASA. 
A organização do Portfólio é de responsabilidade do aluno com a supervisão direta 
do Professor. 
 
 
 
 
 
 
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Avaliação Diagnóstica em Educação Física 
A Avaliação tem por objetivo analisar o desenvolvimento dos adolescentes, 
compreendendo quais são as experiências pessoais e sociais significativas 
realizadas em sua trajetória de vida. 
É feita pelo profissional de Educação Física. 
Para ilustrar o que se espera coletadas nessa avaliação, ilustraremos com o 
exemplo de uma personagem, a seguir: 
 “Conceição de todos Nós” (Avaliação Diagnóstica em Educação Física pg. 
63-64), adolescente, que cresceu e viveu em área rural, não frequentou 
escola, nem usufruía de equipamentos esportivos públicos. Quando criança 
ajudava seus pais na produção de carvão. Sua única diversão era andar de 
cavalo. Por um equívoco, cumpriu medida socioeducativa. 
 
Para implementação dos registros, o profissional de Educação Física deve: 
 Compreender os significados da construção biológica e cultural e da 
representação visível corporificada nas formas de viver desse adolescente, 
sendo o ponto de partida para a avaliação inicial em educação física, que 
contribuirá para o estudo de caso, ou seja, o Diagnóstico Polidimensional. 
 
O que utilizará? 
 Avaliação em Educação Física e as informações levantadas durante a 
aplicação da “Entrevista Inicial” com o seu roteiro orientador, conforme 
falamos nas páginas, acima. Esse conjunto subsidiará a discussão de caso 
para encaminhamentos. 
 
Assim que “Conceição de Todos Nós” foi inserida na CIP, o Profissional de 
Educação Física observará as informações coletadas no instrumental da “Avaliação 
Diagnóstica Inicial - Eixo Pedagógico (Pasta Pedagógica) e, 
 As transcreverá para o corpo do instrumental da área de educação física 
(Análise da entrevista inicial referente as Vivências Motoras). 
 
 
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O que deverá ter percebido? 
 quais foram as vivências motoras, 
 onde as praticou (escola, clubes esportivos), 
 houve uma lapidação dos gestos motores (treinamento). 
 
Na CIP, o profissional aplicará a avaliação do contexto biológico (testes físicos). 
 
 Os resultados coletados serão registrados no instrumental (1ª Avaliação 
CIP) e comparado ao protocolo da PROESP. Esta comparação informará 
ao Profissional de Educação Física as condições de saúde que a 
adolescente se encontra, S para saudável e N para não saudável. 
 Com as análises contidas no campo das “Vivências Motoras” e da 
“Avaliação Biológica – Eixo Saúde”, será feito sugestões de 
encaminhamento para esta adolescente. Os dados da entrevista devem 
contribuir com o entendimento dos resultados encontrados com a aplicação 
das avaliações . 
 Além dessas avaliações e à entrevista inicial outros eventuais registros de 
acompanhamento e desenvolvimento da aprendizagem nas aulas e oficinas do PEC, 
e nas atividades de educação física e esporte devem contribuir na elaboração do 
relatório do Diagnóstico Polidimensional. 
 
Conduta primordial para os registros: 
 Os eventuais registros dos alunos em si e seus avanços (ou não avanços) 
devem servir de referência para promover as aprendizagens e não para 
para rotulá-los em uma perspectiva punitiva e excludente. 
 
Arte e Cultura e Educação Profissional 
 
 
A Entrevista Inicial será utilizada prevalecendo a conduta posta no roteiroCENTRO DE ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO AO ADOLESCENTE 
 
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Os elementos levantados são, com a devida análise e hipóteses necessárias, 
transportados para os registros. 
Nessas áreas, em especial, deixá-lo expressar suas experiências, suas crenças 
de forma tranquila é essencial. 
 
4. Relatório Inicial de Cumprimento de Medida – PIA 
 
 
Sentença decretada.... em até 45 dias, a equipe deverá saber e ter registrado, 
 
 
Qual será o plano traçado para o desenvolvimento da medida? 
 
 
Obs: Adolescentes com múltiplas passagens, as informações pregressas já 
deverão estar organizadas. É inconcebível a repetição de questões 
desconsiderando que já cumpriu medida socioeducativa em outro momento. 
 
Quais os dados que deverão ser registrados? 
 
 
 Os resultados da avaliação diagnóstica da área escolar, da avaliação de 
Educação Física e das informações coletadas atinentes à Arte e Cultura e a 
Educação Profissional 
 
 que dificuldades o adolescente apresenta no âmbito da leitura e escrita e 
da matemática, 
 qual a série que irá cursar, 
 que ações serão ofertadas para superar problemas com leitura e escrita, 
por exemplo. 
 que outras demandas no âmbito da escolarização surgiu em seu 
diagnóstico. 
 quais atividades serão propostas para ajudá-lo a superar 
 
 qual o prazo que será dado pra a reavaliação das metas 
 
 Mundo do Trabalho - suas possíveis experiências, desejos, dúvidas 
 
 
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acerca de profissões 
 que trabalho já exerceu 
 em que estágio o adolescente está com relação a sua formação escolar, 
 como desenvolve sua fala, 
 como compreende as questões que lhe foram feitas, 
 qual o seu nível de vocabulário, 
 como se comporta diante das questões (timidez, fala com desenvoltura, é 
retraído, expressa dificuldade de se relacionar em grupo etc.). 
 quais cursos poderão ser ofertados a eles para fazer potencializar o que 
foi observado, 
 quais as atividades artística, culturais e esportivas serão ofertadas 
 
Como os dados deverão ser registrados? 
Vejam as orientações na parte inicial do documento e, observem que: 
 as escolhas devem ter relação com suas habilidades e dificuldades 
encontradas. 
 no que tal atividade ou tal ação contribuirá para superar dificuldades ou 
potencializar habilidades. 
 o Plano Inicial deve ser muito bem escrito, muito bem elaborado e de 
fácil compreensão a todos, inclusive aos adolescentes. 
 o sucesso do Plano depende da boa análise do diagnóstico e das 
escolhas das ações. 
 o plano deverá ser apresentado ao Judiciário portanto, é muito 
importante que seja bem elaborado, sem ACHISMOS. 
 
 Onde buscar informações sobre as atividades, sobre os cursos? 
 Consultem o material das Gerências e o Caderno da Superintendência 
Pedagógica. 
 
 
 
 
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5.Relatório de Desenvolvimento do PIA 
 
 A palavra desenvolvimento se remete a avaliação, acompanhamento, 
observação, replanejamento quando necessário, medição e registro. 
 O adolescente está em cumprimento de medida e o que inicialmente foi 
pensado está em desenvolvimento. 
 
Quem contribuirá para a melhor análise do desenvolvimento do PIA na área 
pedagógica? 
 Os professores da rede saberão avaliar os avanços das habilidades e 
competências obtidos através das propostas de intervenção traçadas 
no plano individual de atendimento. 
 Os profissionais de referência dos adolescentes 
 Os parceiros vários contratados pelas gerências 
 Os possíveis parceiros que se relacionam diretamente com os CASA,s 
 Os profissionais da educação física. 
Para ilustrar, usaremos um curso na área de Administração, como exemplo. 
 
Curso de Arquivador 
 
Um futuro profissional que atuará nessa área, ou nessa função, terá como 
responsabilidade organizar documentar, orientar usuários, auxiliar na recuperação 
de dados, disponibilizar fontes de dados, providenciar aquisição e incorporação de 
material etc. 
Trabalham em espaços que exigem muita organização e atenderão demandas 
que facilitarão o trabalho de muitos outros trabalhadores. 
Percebam que algumas habilidades este adolescente já deverá ter para poder 
fazer parte da turma de alunos deste curso. Deverá saber ler e escrever com certa 
desenvoltura, ter noção espacial e estética etc. Os adolescentes que estão no 
 
 
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ensino fundamental II com menos ou nenhuma defasagem, bem como os 
adolescentes que cursam o ensino médio são os mais indicados para a formação da 
turma. 
Feito o diagnóstico do desenvolvimento educacional o curso contribui para 
desenvolver e aprimorar algumas competências pessoais como: solicitude, controle 
emocional, criatividade, cordialidade, flexibilidade, liderança, motivação, capacidade 
de organização, paciência, atenção, capacidade de localização, atenção aos 
detalhes, boa comunicação e agilidade. 
Ainda, do ponto de vista da escolarização o adolescente terá acesso à leitura e 
escrita, aos cálculos de temporalidade dos arquivos, à história etc. 
São esses os elementos que deverão ser observados e registrados. Percebeu-se 
que o adolescente tem potencialmente criatividade, mas lhe falta paciência, foco, 
cordialidade com os colegas e equipes. Será que o curso tem colaborado para o 
desenvolvimento dessas competências. Ele tem se mostrado diferente? O que o 
educador acha acerca do desenvolvimento do aluno? O que falta? 
Um outro exemplo que amplia o conceito e extrapola a formação da área, se dá 
nas oficinas da área de alimentação que além de desenvolver na especificidade 
competências formativas através de seus cursos específicas também agrega valor 
às questões observadas pelas demais superintendências, como: - desenvolver ou 
colaborar para percepção de sua autoimagem, sua higienização básica como lavar 
as mãos, cortar as unhas, manter-se asseado, ampliar a olfato, tato, audição e ter 
noção de temporalidade, trabalho em equipe, manusear talheres, sentar-se à mesa, 
dividir a produção etc. 
Não importa se as informações são repetidas pelas áreas. Importa se são 
registradas e se ganham o valor que compete a cada área, por exemplo: - Se 
aprendeu a limpar as unhas, além do conceito que talvez interesse à 
Superintendência de Saúde, no âmbito pedagógico entendeu no curso da área de 
alimentação que os profissionais que atuam nesta área precisam conhecer as 
técnicas de higiene dos alimentos, dos utensílios, do espaço e a sua higiene pessoal 
para manusear alimentos. Este é o registro pedagógico, na especificidade da 
Educação Profissional, que não poderá deixar de existir. 
 
 
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Cada curso, além da base comum descrita acima, oferta na especificidade um rol 
de competências específicas a serem desenvolvidas. Verifiquem todos os cursos e o 
que de diferente há que possa colaborar no desenvolvimento do grupo de 
adolescentes. Permitam a implementação das metodologias participativas. 
 
6.Relatório de Avaliação de Medida 
 
Este é o relatório que irá consolidar os dados observados, o que conseguiu 
“modificar” ao longo da medida e no que cada área contribuiu para isso. Além disso, 
houve a identificação com alguma área em especial, demostra desejo em seguir 
seus estudos e vislumbra querer, por exemplo, se profissionalizar em alguma 
carreira? 
Compreende o caminho que deverá percorrer? Quais as etapas formativas que 
terá que cumprir e do ponto de vista do protagonismo, percebe o que e como lhe 
cabe atuar para conquistar o que deseja? 
É importante, para além de dizer que cursos, oficinas e atividades e ou 
modalidades esportivas ele fez ou está fazendo queno relatório apareça o que: 
 ele aprendeu ou vem aprendendo que traz a exata percepção de mudança 
e de atendimento ao seu PIA. 
 seu interesse em dar continuidade aos estudos, via ETEC, Faculdades, 
Sistema S etc. 
 no caso de “Conceição de Todos Nós”, será aplicada a segunda 
reavaliação, e como na primeira compara-se todos os resultados obtidos 
nesta avalição com a própria adolescente, verificando-se seu 
desenvolvimento e aquisição das metas estabelecidas através das ações 
educativas. 
 diante das reavaliações biológicas, “Conceição de Todos Nós”, apresentou 
indicadores superiores aos testes anteriores, porém ainda não satisfatórios 
na perspectiva da saúde. E nas ações educativas, a adolescente começa 
a perceber através dos jogos vivenciados, a sua transcendência para fatos 
da vida (tendo um autoconceito mais positivo, começou a não se esconder 
 
 
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nos conflitos que o jogo pode gerar, dando suas opiniões para resolução 
do conflito. Articular mais e de forma positiva em seu benefício e do 
grupo). 
 todo o processo escolar vivenciado pelo aluno no centro, avanços 
 avanços dos alunos constantes em instrumental específico (SQL 31082) 
em consonância com as avaliações docentes. 
 coletados na discussão com a família, registrar três escolas para 
continuidade dos estudos, com vistas a garantia da matrícula do aluno 
após cumprimento da medida de internação. 
 incluir os espaços identificados na comunidade para continuidade do 
trabalho iniciado nos Centros, com vistas ao desenvolvimento da 
aprendizagem do adolescente. 
 informações pertinentes a inscrições em projetos ou cursos que possam 
ter continuidade em outros espaços. 
 
7. Relatório de Manifestação Técnica e da Equipe de Referência 
 
8. Outros relatórios 
 
1. Relatório de convivência protetora 
 
 Quando o adolescente está em um momento que exige maior cuidado para com 
ele e com os outros, os mesmos elementos deverão ser observados, no entanto, 
com um olhar diferenciado para a situação singular em que ele, em especial, está 
vivenciando. A situação pode potencializar competências ou favorecer um 
desenvolvimento mais lento, mais acanhando ou até, inexpressiva. 
As equipes que o atendem devem rever suas metas e o foco principal é a sua 
reintegração no grupo de forma harmônica e respeitosa. Os educadores devem ter 
conhecimento da situação para ajuda-lo bem como favorecer que os demais 
adolescentes amadureçam sua inserção no convívio. 
 
 
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É importante registrar – “ Não pode faltar” 
 dificuldades a serem superadas e plano de trabalho considerando o período 
em que o aluno permanecerá afastado do ambiente escolar. 
 as atividades desenvolvidas pelo aluno durante o período estabelecido para o 
afastamento do convívio no âmbito das áreas de formação. 
 
2. Relatório de transferência do adolescente 
 
O que deverá constar 
 o diagnóstico realizado e a proposta de trabalho pedagógico individualizado. 
 avanços obtidos e as dificuldades a serem superadas, atualização do histórico 
da situação escolar. 
 as observações acerca da educação profissional organizada e encaminhada 
para que a equipe que o receba possa dar sequência ao trabalho. 
 as observações acerca das atividades ofertadas em arte e cultura. 
 As observações sobre as atividades em educação física. 
 
 Adjetivando, traduzindo 
 Para auxiliar na análise e não permitir que a abstração nos leve a várias 
interpretações comprometendo a avaliação dos adolescentes, registramos abaixo, o 
que se compreende por alguns termos que se postos em registros sem a devida 
tradução á sua interpretação, incorrem em terminologias vagas, abstratas. 
Alguns, entre tantos outros que deverão buscar analisar para melhor traduzir o 
atendimento e qualificar o registro dos relatórios dos adolescentes. 
Capacidade Empreendedora: Facilidade para identificar novas oportunidades de 
ação, propor e implementar soluções e necessidades que se apresentam, de forma 
assertiva, inovadora e adequada. 
 
 
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Comunicação: Capacidade de ouvir, processar e compreender o contexto da 
mensagem, expressar-se de3 diversas formas e argumentar com coerência usando 
feedback de forma adequada para facilitar a interação entre as pessoas. 
Criatividade: Capacidade para conceber soluções inovadoras viáveis e 
adequadas para situações apresentadas. 
Dinamismo: Capacidade para atuar de forma ativa e arrojada diante de situações 
diversas. 
Flexibilidade: Habilidade para adaptar-se oportunamente às diferentes exigências 
do meio e capacidade de rever posturas diante de argumentações convenientes. 
Liderança: Capacidade para catalisar os esforços grupais a fim de atingir ou 
superar os objetivos organizacionais estabelecendo um clima motivador, formando 
parcerias e estimulando o desenvolvimento da equipe. “ Cuidado com o termo 
liderança negativa”. Liderança é uma competência por si só! 
Motivação: Capacidade de demonstrar interesse pelas atividades a serem 
executadas, tomando incitativas e mantendo atitude de disponibilidade e de 
apresentar postura de aceitação e tônus muscular que indicam energia para os 
trabalhos. 
Organização e Planejamento: Capacidade para planejar o trabalho, atingindo 
resultados por meio do estabelecimento de prioridades, metas tangíveis, 
mensuráveis e dentro de critérios de desenvolvimento válidos. 
Relacionamento Interpessoal: Habilidade para interagir com pessoas de forma 
empática, inclusive diante de situações conflitantes, demonstrando atitudes 
positivas, comportamentos maduros. 
Visão Sistêmica: Capacidade para perceber a integração e interdependência das 
partes que compõe o todo, visualizando tendências e possíveis ações capazes de 
influenciar o futuro. 
 
Garantir a expressão do adolescente é garantir riqueza na “coleta” 
 
 
 
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Percebam que sem uma metodologia em que o adolescente possa atuar nas 
atividades, possa expressar –se em ideias e participando das ações, dificilmente as 
competências poderão ser percebidas levando assim ao erro avaliativo a observação 
dos profissionais de referência dos adolescentes e à pobreza no registro dos 
relatórios. 
Todos, principalmente a equipe de segurança, deve ter conhecimento das 
propostas. Os profissionais referência da área podem e devem ser um grande 
interlocutor com as demais equipes, auxiliando a coordenação pedagógica para 
esclarecer o conceito e a metodologia para o desenvolvimento das atividades e sua 
importância para a avaliação dos adolescentes. 
 
Lembrem-se que ser habilidoso em alguma coisa, não significa ser 
competente. 
 
 Bom trabalho! 
 
 
IV – Referência bibliográfica 
 
Brasil. MEC. Trabalhando com a educação de jovens e adultos. Caderno 3 
Observação e Registro. Ministério da Educação. Disponível em: 
http://portal.mec.gov.br/secretaria-de-educacao-continuada-alfabetizacao-
diversidade-e-inclusao/publicacoes/194. Acesso em 24 de agosto 2015. 
 
SÃO PAULO. Fundação CASA. Educação e Medida Socioeducativa: conceito, 
diretrizes e procedimentos. Superintendência Pedagógica. São Paulo, 2010. 
 
Freire, Madalena. Observação registro reflexão:Instrumentos metodológicos I. São 
Paulo: PND – Poduções Gráficas Ltda, 1996, 2ª edição. 
 
 
http://portal.mec.gov.br/secretaria-de-educacao-continuada-alfabetizacao-diversidade-e-inclusao/publicacoes/194
http://portal.mec.gov.br/secretaria-de-educacao-continuada-alfabetizacao-diversidade-e-inclusao/publicacoes/194
 
 
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ANEXO 
 
SUPERINTENDÊNCIA 
DE SAÚDE 
 
 
 
 
 
 
 
 
Décio Perroni Ribeiro Filho - Superintendente de Saúde 
Vera Maria de Marco Felicissimo - Gerente Psicossocial 
Ana Carolina Carvalho Lutfi - Gerente de Saúde 
Natalia Salmazo - Gerente de Nutrição 
Olga Cristiane Lembo - Gerente de Medicina e Segurança do Trabalho 
 
 
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DIREÇÕES PARA A ELABORAÇÃO DE RELATÓRIOS DE SAÚDE 
 
Os relatórios elaborados durante o cumprimento da medida socioeducativa têm 
como objetivo informar de forma sucinta e clara ao judiciário os aspectos do 
adolescente enquanto permanecer na Instituição. 
O relatório da área de saúde, por sua vez, visa fornecer informações sobre as 
condições de saúde do adolescente e sua trajetória na instituição, fornecendo 
informações pertinentes relacionadas inclusive ao processo de educação em saúde. 
Os relatórios têm caráter avaliativo, desta forma, não podem ser realizados e 
assinados pelo auxiliar de enfermagem, no entanto, a participação deste profissional 
na confecção dos relatórios e nas discussões como referência de saúde é de 
fundamental importância. Desta forma, sendo o enfermeiro o profissional habilitado 
para realizar os relatórios de saúde de todos os adolescentes, os Centros precisam 
se organizar de modo a antecipar as datas e os relatórios a serem elaborados pelo 
profissional. 
Relatórios realizados durante a permanência do adolescente na Fundação 
CASA: 
 - Relatório Inicial do Diagnóstico Polidimensional; 
 - Relatório Inicial do Cumprimento da Medida – PIA; 
 - Relatório de Desenvolvimento do PIA; 
 - Relatório de Avaliação da Medida; 
 - Relatório de Transferência; e 
 - Relatório de Convivência Protetora. 
 
Relatório Inicial do Diagnóstico Polidimensional – POLI 
 
O POLI é fundamentado no item 6.2.2. do SINASE – Sistema Nacional de 
Atendimento Socioeducativo, e no artigo 25 do Regimento Interno da Fundação 
CASA. Consiste num relatório construído após investigação, com a finalidade de 
revelar a trajetória de vida do adolescente, sua família e necessidades, a partir do 
olhar dos componentes da equipe de referencia do adolescente. Deve ser realizado 
quando o adolescente está em cumprimento do artigo 108 do ECA – Estatuto da 
Criança e do Adolescente – e atualizado na medida de Internação. Ao Confeccionar 
o POLI, deve-se atentar para: 
 
 
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 - acolhimento do adolescente pela equipe de referencia; 
 - Observação de receptividade e aceitação das orientações e tratamentos de 
saúde propostos; e 
 - discussão junto à equipe de referencia de questões pertinentes, expondo o 
ponto de vista de cada área. 
Para confecção do POLI o caso do adolescente deve ser discutido pelas 
equipes, porém cada equipe irá elaborar seu relatório com base nas especificidades 
de sua área e complementação das informações acerca do adolescente das demais 
áreas. 
O relatório de saúde consiste em um compêndio de informações de todas as 
áreas da saúde pelas quais o adolescente passou sejam elas de atendimento no 
próprio Centro, ou mesmo na rede SUS – Sistema Único de Saúde. Ao realizar o 
POLI deve-se avaliar a pasta de saúde do adolescente e atende-lo individualmente, 
com o intuito de compreender as necessidades em saúde deste. 
O POLI deve conter: 
 - breve história de saúde do adolescente, registrando-se informações 
importantes que tenham impacto durante a permanência na instituição; 
 - tratamentos medicamentosos, não se faz necessária descrição do 
medicamento e sua posologia, somente qual tratamento; 
 - internações hospitalares recentes, e o que ocasionou sua internação; 
 - situação vacinal; 
 - condições de saúde; 
 - resultado do Fagerstrom (grau de dependência) e conduta; 
 - avaliação de saúde do adolescente pela equipe de saúde, descrevendo 
somente alterações no quadro de saúde. Neste ponto, pode-se embasar na consulta 
médica ou de enfermagem, pois há avaliação corporal completa do adolescente, 
abordar durante a entrevista quanto a limitações corporais, contato com portadores 
de doenças infectocontagiosas, uso de substancias psicoativas e realizar exame 
físico. É importante ressaltar que não há necessidade de transcrever a avaliação 
feita pelo profissional de saúde que está na pasta de saúde, mas sim elencar 
informações que podem causar ou causaram impacto na saúde do adolescente; 
 - não há necessidade de expor o adolescente ao se divulgar doenças 
infectocontagiosas cujo contágio não se faz por meio de relação social. Desta forma 
 
 
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entende-se que não é necessário colocar no relatório diagnósticos que podem ser 
estigmatizantes para o jovem tais como HIV e DTS; 
 - realização ou não da primeira consulta odontológica pragmática; 
 - levantamento da necessidade de realização de exames, encaminhamentos 
para especialista e retornos; 
 - tratamentos em andamento; 
 - caso o adolescente seja saudável, não há necessidade de informar situações 
de normalidade, como: eupneico, contactuando, deambulando, afebril, corado, 
hidratado, entre outros. Tais informações não contribuem para demonstrar que o 
adolescente está saudável, uma vez que se relate desta forma; 
 - os dados de saúde devem ser claros, objetivos, sem perder a qualidade e 
conter informações que servirão de orientador para a realização do PIA. 
 
Para a confecção do POLI deve-se atentar para: 
 
 - uso de drogas lícitas e ilícitas; 
 - atenção à saúde mental e psiquiátrica, conforme os artigos 64, parágrafo 7° e 
65 do SINASE que dispõem sobre os adolescentes com indícios de transtorno 
mental, deficiência mental ou associados, deverão ser avaliados por equipe 
multidisciplinar e multisetorial; 
 - uso de psicotrópicos; 
 - diagnosticar o grau de conhecimento e criticidade em relação a cuidados de 
higiene, alimentação, consumo de substancias psicoativas, saúde sexual e 
reprodutiva, bem como doenças sexualmente transmissíveis; 
 - cumprimento do prazo de entrega; 
 
Na entrada do adolescente deve-se verificar se o mesmo possuí o Cartão 
Nacional de Saúde (cartão SUS) e sua situação vacinal através da avaliação da 
Caderneta de Vacinação, caso não possuam, providenciar. Verificar também se o 
adolescente possuí pendencias em relação ao uso de próteses ou órteses. 
 
 
 
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Relatório Inicial de Cumprimento da Medida – PIA 
 
O PIA está embasado no artigo 26 do Regimento Interno da Fundação CASA, é 
realizado quando o adolescente inicia o cumprimento da medida de internação, ou 
seja, artigo 122 do ECA. O PIA é construído pela equipe de referencia, com a 
participação do adolescente e de sua família, embasado nos diagnósticos 
levantados durante o POLI, o PIA tem como objetivo a pactuação de metas a serem 
alcançadas por intermédio de intervenções propostas e construídas em conjunto 
com o adolescente e família, impactando na construção do projeto de vida com 
enfoque da inclusão do adolescente na sociedade criando perspectivas para o futuro 
desvinculado da prática do ato infracional; 
Através do PIA é proposta a construção do novo projeto de vida, consiste num 
conjunto de metas que serão responsáveis pela ressignificação do contexto onde o 
adolescente está inserido, seu papel na sociedade, comunidade e família, dado 
significação para a construção de uma nova trajetória a partir da análise de suas 
necessidades. 
No âmbito da saúde, o plano elaborado proporá ações em promoção e educação 
em saúde, integrando ações socioeducativas, estimulando a autonomia, 
responsabilizando as suas escolhas, melhorando as relações interpessoais e o 
fortalecimento das redes de apoio ao adolescentee família. 
 
O PIA deve conter: 
 
 - breve histórico de saúde do adolescente, com relevância às intercorrências 
ocorridas durante o espaço de tempo de confecção do POLI e PIA, registrando-se 
informações importantes que tenham impacto durante a permanência na instituição; 
 - achados do polidimensional não descritos anteriormente; 
 - acompanhamento dos tratamentos iniciados, se o adolescente apresentou 
melhor ou não; 
 - novos diagnósticos a serem abordados pela equipe em conjunto com o 
adolescente; 
 - metas construídas / pactuadas em conjunto com o adolescente e família; 
 - acompanhamento das ações de saúde, como atualização da situação vacinal; 
 - intercorrências de saúde que o adolescente apresentou durante o período; 
 
 
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 - intervenções / ações propostas para o alcance das metas; 
 
Para a confecção do PIA deve atentar-se para: 
 
 - o que foi apresentado no POLI, como demandas a serem resolvidas; 
 - não utilização de termos como: determinado, estabelecida, traçado, e sim 
construído, pactuado; 
 - aproveitar a presença da família para aprofundar informações relevantes, 
como qualidade do sono, ansiedade, irritabilidade, etc; 
 - as metas devem ser descritas por verbos no infinitivo, como: melhorar, 
aprimorar, criar, entre outros; 
 - a meta é um objetivo a ser alcançado por meio de intervenções / ações que 
permearão o processo. Esse processo pode se dar em uma fase ou mais, de acordo 
com as necessidades do adolescente; 
 - a vacinação, confecção do cartão SUS, avaliações médicas, odontológicas e 
de enfermagem não constituem metas do adolescente, e sim atribuições da equipe 
de saúde; 
 - exemplos de metas e intervenções: 
 - melhorar higiene corporal – orientação quanto a forma correta de 
higienização do corpo, frequência de troca de roupas e aparo de unhas e cabelo; 
demonstração da forma correta do uso do sabonete, shampoo e desodorante; 
 - melhorar a higiene bucal – orientação quanto a utilização de 
materiais: escova, fio dental, pasta de dente, periodicidade da higienização; 
 - aprimorar o conhecimento em DST / AIDS, doenças endêmicas na 
área de moradia do adolescente e outras – participação em grupos de 
esclarecimento de dúvidas, leitura de conteúdo associado a temática; 
 - retomar tratamentos pregressos – agendamento de consulta com 
especialistas, reinserção em tratamento. 
 
O PIA deve ser avaliado constantemente no desenvolvimento da medida, 
ininterruptamente. Novas metas podem ser inseridas conforme a necessidade, assim 
como a proposta de novas ações, bem como as metas alcançadas devem ser 
registradas. 
 
 
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As metas para o adolescente e a família não são aquelas que a equipe deseja, 
mas sim o que o adolescente necessita e que são passíveis para consolidação de 
seu novo projeto de vida. 
 
Relatório de Desenvolvimento do PIA 
 
O Relatório de desenvolvimento do PIA deve ser realizado trimestralmente a 
partir da data de internação, descrevendo como o adolescente executa / desenvolve 
a medida, pontuando o que foi atingido diante das metas pactuadas e o andamento 
das ações propostas. 
Deve ser construído avaliando-se as demandas apresentadas pelo adolescente 
inicialmente e as ações que foram realizadas para a solução da demanda inicial. 
Neste momento deve-se avaliar se aquilo que foi proposto teve efetivação, se há 
necessidade de mudar as ações propostas para a elaboração de um melhor 
resultado. 
 
É importante constar no relatório: 
 
 - estado geral de saúde do adolescente; 
 - estado nutricional (crescimento e desenvolvimento); 
 - tratamento aos quais o adolescente foi submetido; 
 - ocorrências de intercorrências durante o período; 
 - acompanhamento das metas / ações propostas; 
 - diagnósticos de novas demandas de saúde; 
 - construção de novas metas; 
 - inclusão em oficinas de temas relacionados à saúde. 
 
Para a otimização da elaboração do Relatório de Desenvolvimento do PIA, deve-
se estudar a Pasta de Saúde, consultar relatórios anteriores e avaliar o adolescente 
para que seja dada continuidade no processo, pois pode ocorrer a necessidade da 
retomada de metas consideradas alcançadas. 
 
 
 
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Exemplos de conteúdo do Relatório de Desenvolvimento do PIA: 
 
 - adolescente apresentou demandas de dor de cabeça e dificuldade visual. Foi 
encaminhado para consulta oftalmológica, e diagnosticado com miopia e aguarda 
confecção dos óculos; 
 - adolescente fazia acompanhamento no CAPS devido ao uso de substancia 
psicoativa e insônia. Reiniciado o tratamento e submetido a exames diagnósticos. 
Em retorno médico houve alteração do tratamento medicamentoso, segue 
aguardando a realização de exames; 
 - nos atendimentos iniciais apresentava-se pouco comunicativo e resistente, 
atualmente apresenta-se mais confortável, comunicativo e receptivo; 
 - apresentação de problemas nutricionais (se houve perda ou ganho ponderal, 
se foi avaliado pela nutricionista). Exemplo: adolescente obteve um ganho de 15 kg 
desde sua admissão, atingindo IMC apropriado para sua idade. Ou: adolescente 
ganhou 9 kg, sendo necessário a intervenção da nutricionista por estar com IMC 
acima do apropriado para a idade. 
 
Relatório de Avaliação da Medida 
 
Neste momento deve-se enfatizar a mudança do adolescente, relatando o 
alcance das metas e comportamentos positivos (se houverem). Neste relatório 
devem estar descritos os resultados alcançados durante a medida, fazendo uma 
avaliação completa, e não somente de fatos isolados. Deve-se realizar um 
comparativo com o estado de saúde no início e ao termino da internação, tal como 
as mudanças no comportamento em práticas de saúde. 
É importante identificar se todas as metas foram alcançadas, e quando não 
alcançadas, esclarecer o motivo. Estabelecer se as metas foram ou não alcançadas 
consiste numa atribuição do adolescente, pois o resultado esperado para a equipe 
pode divergir do que o adolescente necessita, sempre escutar o adolescente em 
suas necessidades, dando oportunidade de exprimir o que lhe é importante. Não 
podemos esquecer que as ações que propomos devem ser possíveis de se alcançar 
fora do ambiente institucional, pois estamos preparando o adolescente para o 
convívio social. 
 
 
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De forma multidisciplinar, deve-se apontar os aspectos observados com relação 
às dificuldades, potencialidades, condições de superação, tanto para o adolescente 
quanto para sua família. 
A conclusão da medida se faz pela equipe de referencia, e não isoladamente, 
assim cada área apresenta seus registros que deverão ser discutidos 
multidisciplinarmente. 
 
Relatório de Transferência do Adolescente 
 
Este relatório deverá ser elaborado sempre que a equipe de referencia do 
Centro entender o benefício da transferência do adolescente. Não é necessário ser 
confeccionado quando a transferência se dá por alteração de artigo, nas demais 
situações, há a necessidade de a equipe de referencia preencher e encaminhá-lo a 
Divisão Regional, para análise e orientação. 
O relatório de transferência contém campos de identificação, motivos que 
fundamentam a necessidade de transferência, diagnósticos das áreas psicossocial, 
pedagógica, saúde, segurança e disciplina além das ações executadas pelas áreas, 
com resultados alcançados. Posteriormente o relatório é encaminhado à supervisão 
e à Regional, que avaliarão encaminhando-o à Diretoria Técnica, quando de acordo. 
No que se refere à área de saúde devem ser preenchidos os campos de número 
4 e 9, detalhados a seguir: 
 No campo 4 que solicita a descrição dobre o diagnóstico elaborado sobre esse 
adolescente,devemos nos atentar aos diagnósticos elencados no POLI do 
adolescente. 
Quanto ao campo 9, descrição das ações executadas na área da saúde, 
tomando-se como base o diagnóstico e o plano traçado, devem ser elencadas todas 
as intervenções propostas no PIA às quais este adolescente foi submetido. 
 
Relatório de Convivência Protetora 
 
Este relatório deverá ser preenchido sempre que o adolescente for inserido em 
convivência protetora, seja por isolamento dos demais adolescentes, e/ou devido a 
necessidade de atenção especial observada no desenvolvimento de atividades 
coletivas. 
 
 
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Para este relatório não há campo especifico para a saúde, mas deverá atuar em 
sua confecção através da discussão de caso juntamente com a equipe 
multidisciplinar, através da referencia estabelecida na saúde para o adolescente em 
questão. 
A seguir apresentamos informações gerais para colaborar com a confecção dos 
relatórios, atentando sempre ao prazo de entrega: 
 
O que deve conter nos relatórios 
 - informação geral do estado de saúde; 
 - intercorrências relevantes durante o período (não é necessário escrever que o 
adolescente caiu na quadra e apresentou escoriações); 
 - atendimentos realizados no período (passou em consulta médica de 
enfermagem e odontológica, detalhando somente o que for importante); 
 - participação em atividades de saúde; 
 - acompanhamento de tratamentos de saúde; 
 - referencia de onde foram colhidas as informações; 
 - acompanhamento das metas construídas (exceto POLI). 
 
O que evitar nos relatórios 
 - dados antropométricos 
 - situações de anormalidade (consciente, orientado, contactuando, 
deambulando, afebril, acianótico, eupneico, ...); 
 - descrição das datas de atendimento; 
 - detalhamento minucioso de informações; 
 - uso de siglas (quando o fizer colocar o significado); 
 - uso de termos técnicos (quando o fizer colocar o significado); 
 - nome e posologia de medicamentos; 
 - exposição de doenças cuja a divulgação do diagnóstico não foi permitida pelo 
adolescente; 
 - informações sobre outras áreas; 
 - citar nome dos profissionais que atenderam o adolescente; 
 - colocar o resultado numérico do Fagerstron, somente o grau de dependência e 
conduta; 
 
 
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 - exposição de informações / doenças que ferem o sigilo e privacidade. O 
relatório consiste em informações relevantes a medida socioeducativa. 
 
Dicas 
 - para nos referirmos ao local onde o adolescente está não usamos o termo 
Unidade e sim Centro; 
 - o local de atendimento pela enfermagem é o ambulatório e não a enfermaria; 
 - adolescente (termo utilizado para pessoas até os 18 anos); 
 - jovem (termo utilizado para pessoas acima dos 18 anos) 
 - não utilizar o termo queixa e sim demanda; 
 - não transcrever a consulta de enfermagem no relatório, a consulta de 
enfermagem embasa o conteúdo do relatório; 
 - não colocar anotações de enfermagem no relatório; 
 
Resumo 
 
O Poli – Relatório de Diagnóstico Polidimensional pode estar baseado na 
anamnese e diagnóstico de enfermagem. 
O Pia – Relatório Inicial de Cumprimento da Medida, está baseado nos objetivos 
de saúde e ações que permitirão o alcance das metas. 
O Relatório de Desenvolvimento do Plano Individual de Atendimento está 
baseado nas evoluções / demandas. 
Relatório de Cumprimento de Medida está baseado nos resultados. 
 
Norteador para Relatório de Diagnóstico Polidimensional – Poli 
 - nome ou adolescente; 
 - estado de saúde; 
 - nega: tratamentos, doenças pregressas (relevantes), internações hospitalares, 
uso de medicamentos (evitar nome e posologia), histórico de drogas ou alergias; 
 - refere...mencionar as peculiaridades de cada adolescente (resultado – 
intervenção Fagerstron); 
 - apresenta...mencionar as peculiaridades de cada adolescente; 
 - intervenções que estão em andamento (consultas, tratamentos, 
especialidades, exames). 
 
 
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Norteador para Relatório Inicial do Cumprimento de Medida: Pia, 
intervenções construídas em conjunto com o adolescente a partir dos 
diagnósticos estabelecidos no Poli. Preferencialmente utilizar os verbos no 
infinitivo (realizar, aprimorar, agendar, introduzir, etc). 
 - nome ou adolescente; 
 - introdução: relatório elaborado em reunião de equipe de referencia e consulta 
de enfermagem ou com informações colhidas na pasta de saúde; 
 - objetivos levantados pelo adolescente; 
 - demandas não levantadas no Poli / intercorrências; 
 - ações levantadas em conjunto com o adolescente: consultas médicas, de 
enfermagem e odontologia; palestras; consultas com especialistas; oficinas; 
orientações individuais ou coletivas; imunização; cadastro no SUS; 
 - finalização: exemplo, segue recebendo assistência conforme as necessidades. 
 
Norteador para Relatório de Desenvolvimento do Plano Individual de 
Atendimento. 
 - nome do adolescente e estado de saúde; 
 - intercorrências e condutas; não colocar datas, utilizar a palavra período; 
 - acompanhamento de metas. 
 
Norteador para Relatório de Cumprimento de Medida (Conclusivo) 
 - nome ou adolescente e estado de saúde; 
 - metas e ações concluídas ou não. 
 
 
 
 
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ORIENTADOR PARA ELABORAÇÃO DE RELATÓRIOS TÉCNICOS 
SERVIÇO SOCIAL 
 
O orientador para elaboração de relatórios técnicos visa nortear os profissionais 
do serviço social na confecção dos instrumentais: INFORMAÇÃO INICIAL DO 
ADOLESCENTE, RELATÓRIO INICIAL DE DIAGNÓSTICO, RELATÓRIO DE 
DIAGNÓSTICO POLIDIMENSIONAL, RELATÓRIO INICIAL DE CUMPRIMENTO 
DE MEDIDA, RELATÓRIO DE DESENVOLVIMENTO DO PLANO INDIVIDUAL DE 
ATENDIMENTO e RELATÓRIO DE AVALIAÇÃO DE MEDIDA, e se encontra 
fundamentado no caderno “Bases de Apoio Técnico para o Serviço Social na 
Fundação CASA”. 
Tendo em vista que todas as ações interventivas realizadas pelo assistente 
social, com o adolescente, família e rede socioassistencial, devem ser registradas na 
Pasta do Serviço Social, objetivando subsidiar a construção de relatórios técnicos na 
área do serviço social, são descritas a seguir as mencionadas intervenções: 
abordagem técnica individual e/ou grupal com adolescentes e famílias; estudo social; 
diagnóstico social; discussão de caso com a equipe de referência; diagnóstico 
polidimensional; construção, implementação, avaliação e redirecionamento do PIA; 
visita domiciliar e comunitária; acompanhamento dos adolescentes em atividades 
internas e externas, bem como o resultado/análise do instrumental ASSIST. 
Quanto às ações desenvolvidas com a rede socioassistencial, necessitam 
também ser anotados na citada pasta técnica, os contatos e encaminhamentos 
realizados aos recursos comunitários e as informações obtidas no acompanhamento 
das inclusões de adolescentes e famílias na referida rede, assim como os contatos 
com profissionais de outros centros de atendimento e com executores de medidas 
socioeducativas em meio aberto, caso os adolescentes já tenham sido atendidos por 
esses programas. 
Da mesma forma, deverão ser registradas a inserção do adolescente em 
convivência protetora; as ocorrências de violência que o envolva; a aplicação de 
Comissão de Avaliação Disciplinar – CAD ou orientação pela Equipe de Referência 
do Adolescente nos casos de faltas cometidas pelo mesmo. 
No que concerne aos relatórios técnicos, o profissional do serviço social deve 
se valer do estudo social para conhecer e se inteirar amplamente da realidade 
apresentada em determinado contexto, objetivando a superação do que 
 
 
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aparenta ser e sem perder de vista as diferenças existentes entre cadasujeito 
ou situação e o seu conteúdo deve estar direcionado especificamente para a área 
social, considerando – o adolescente inserido no contexto sociofamiliar, família e 
rede socioassistencial. 
Ressalta-se que de acordo com o contido no caderno Bases de Apoio Técnico 
para o Serviço Social o estudo social se constitui em instrumento que possibilita 
conhecer, analisar e contextualizar a história de vida do sujeito, contemplando sua 
visão de mundo, sua forma de ser, de pensar, suas relações sociais e os impactos 
que as políticas públicas refletem em seu cotidiano. 
Assim, a história de vida dos sujeitos deve ser resgatada na sua complexidade, 
abrangendo ainda, dentre outros aspectos, as relações familiares e 
sociocomunitárias; formação educacional e profissional; inserção no mundo de 
trabalho; situação habitacional, de saúde e previdenciária; dependência e inclusão 
ou não, na rede socioassistencial; aspirações; desejos e projetos de vida, devendo 
ser consideradas as expressões da questão social identificadas. 
Necessário ainda reafirmar que os relatórios, embora, não tenham caráter 
pericial, tem por finalidade: subsidiar a decisão do poder judiciário e a defensoria 
pública na defesa do adolescente; sistematizar a comunicação com o juízo que 
acompanha tanto a fase de conhecimento (internação provisória), quanto a da 
execução (Internação e semiliberdade); otimizar o intercâmbio de informações entre 
os executores das medidas socioeducativas, assim evitando a repetição de 
procedimentos ou a descontinuidade de ações; e proporcionar forma e organização 
ao plano de atendimento, tornando possível a mensuração e o controle das ações 
previstas (prazos e prognósticos) desde o primeiro relatório. 
 
A elaboração de um relatório técnico pressupõe que seu conteúdo contemple, 
dentre outros aspectos: 
• as fontes das informações: entrevistas com adolescentes e famílias; grupos 
com adolescentes e famílias; contatos com a rede socioassistencial; discussão do 
caso com a equipe de referência; observações em atividades do cotidiano do 
adolescente; visita domiciliar; documentos pesquisados e outros (leitura da pasta do 
Adolescente); 
 
 
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• a análise crítica da integralidade das informações obtidas sobre o caso, 
fundamentada nas várias manifestações da questão social, que se constitui no 
objeto de trabalho do assistente social; 
• a sequência lógica das informações/ dos fatos; 
• a nitidez das informações, não permitindo entendimentos equivocados, pois 
esta forma de comunicação, diferentemente da verbal não oferece oportunidade de 
clarificações e poderá sofrer diferentes interpretações, que variarão conforme a ótica 
de leitura e análise dos fatos; 
• as ações programadas/ agendadas e os motivos da não realização das 
mesmas; 
• coerência e convergência das informações com os relatos de todas áreas 
evidenciando a realização de discussão do caso com a equipe de referência; 
• utilização de linguagem técnica. 
 
Na sequência, constam outras considerações relativas ao conteúdo dos 
relatórios técnicos definidos pela Fundação CASA, a saber: 
 
INFORMAÇÃO INICIAL DO ADOLESCENTE: pela característica peculiar de 
breve permanência do adolescente no programa de atendimento inicial (artigo 175 
do ECA), o instrumental deverá ser elaborado de forma célere pelo assistente social, 
contendo o estudo social inicial, fundamentado em informações fornecidas pelo 
adolescente e seus familiares, e se possível, de profissionais de outros 
equipamentos executores das medidas socioeducativas, se porventura o mesmo já 
tenha sido inserido anteriormente. 
RELATÓRIO INICIAL DE DIAGNÓSTICO: elaborado quando o adolescente se 
encontrar em internação provisória, deverá contemplar minimamente o estudo social 
inicial e hipóteses diagnósticas da área social, considerando que poderá não haver 
tempo hábil para a realização das ações interventivas necessárias conforme descrito 
no caderno Bases de Apoio Técnico para o Serviço Social, face ao prazo exíguo que 
pode ser estabelecido pelo Poder Judiciário para a realização da audiência. 
Fundamental referir que caso o adolescente não seja liberado pelo poder 
judiciário, o assistente social deverá concluir o estudo social. 
RELATÓRIO DE DIAGNÓSTICO POLIDIMENSIONAL: elaborado quando o 
adolescente se encontrar em internação provisória, deverá se basear no diagnóstico 
 
 
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social, com foco na família e relações comunitárias, considerando os indicadores 
apontados no caderno Bases de Apoio Técnico para o Serviço Social e também nas 
informações das demais áreas, a serem obtidas por meio de discussões do caso 
com a equipe de referência, que possam complementá-lo, e dessa forma o 
mencionado diagnóstico fundamentará e comporá o diagnóstico Polidimensional, 
especialmente em relação as condições do núcleo familiar e suas possibilidades de 
apoio ao adolescente. 
RELATÓRIO INICIAL DE CUMPRIMENTO DE MEDIDA (PIA): elaborado 
quando o adolescente estiver sentenciado com a medida socioeducativa de 
semiliberdade ou internação, deverá contemplar dentre outros aspectos, a definição 
de metas exequíveis na construção do PIA relacionadas exclusivamente a área 
social, de acordo com o estabelecido pelo SINASE, quais sejam: relações sociais, 
familiares e comunitárias, aspectos dificultadores e facilitadores da inclusão social, 
necessidades, avanços e retrocessos. 
Importante reafirmar que o PIA, será considerado homologado quando não 
houver impugnação judicial, findo o prazo de 3 (três) dias, contados a partir do 
recebimento do plano pela autoridade judiciária (artigo 41 e parágrafos da Lei 
12594/2012) 
Necessário ressaltar que no programa de semiliberdade o adolescente poderá 
dar entrada no centro de atendimento já sentenciado com a medida socioeducativa, 
e assim ao assistente social caberá a elaboração do estudo social, diagnostico 
social, e consequentes procedimentos. 
RELATÓRIO DE DESENVOLVIMENTO DO PLANO INDIVIDUAL DE 
ATENDIMENTO: deverá estar fundamentado no desenvolvimento do adolescente e 
família no processo socioeducativo, frente às intervenções realizadas no âmbito 
social de acordo com os objetivos do PIA, relatando, analisando e avaliando 
criticamente os avanços e retrocessos ocorridos e consequente redirecionamento 
das metas estabelecidas, se necessário. O acompanhamento da família nesse 
processo é o foco principal e deve permear as ações interventivas do assistente 
social. 
RELATÓRIO DE AVALIAÇÃO DE MEDIDA: deverá estar embasado nos 
resultados obtidos por meio de todas as intervenções realizadas junto ao 
adolescente, família e rede socioassistencial desde o início do cumprimento da 
medida, retratando a sua evolução. 
 
 
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Esse instrumental deverá comprovar a existência de sustentação e apoio para 
retorno do adolescente ao convívio familiar e comunitário, por meio de relatos do 
assistente social que acompanha o caso, e se possível também com a juntada de 
documentos comprobatórios dos recursos da rede socioassistencial, que atendem 
ou atenderão o grupo familiar. 
Na hipótese de familiares ausentes, durante o processo socioeducativo do 
adolescente, quer seja por inexistência de vínculos afetivos, falecimento ou 
detenção dos responsáveis, moradia distante do centro de atendimento dificultando 
o contato e outros, deve haver um esforço no sentido da preparação de sua saída, 
criando condições reais de vida “pós medida”, em ação conjunta com os recursos 
comunitários. Para tanto, devem ser consideradas também outras pessoas que 
mantenham vínculos significativos e positivos comesse jovem, que possam lhe 
oferecer sustentação durante o desenvolvimento do processo socioeducativo e após 
o cumprimento da medida, e assim na ausência dessas pessoas, a opção de 
abrigamento deve ser estudada como opção. 
O assistente social deve ainda considerar que esgotadas as possibilidades 
acima mencionadas, o adolescente deve ser preparado para conduzir sua vida de 
forma independente e autônoma. 
 
Para EUNICE T. FÁVERO (2005): “O relatório técnico se configura também 
como um instrumento de relação de poder ou num saber, convertido em poder de 
verdade, que contribui, para definição do futuro de crianças, adolescentes e famílias, 
na medida em que é utilizado como uma das provas que compõem ou que podem 
compor os autos”. 
A autora refere ainda sobre: “.... a necessidade da constante atenção e do 
compromisso técnico, político e ético do assistente social, para dar conta de uma 
ação que, de fato, tenha como direção a efetivação de direitos e não venha a se 
estabelecer como uma inquisição em busca de punição, disciplinamento ou 
enquadramento moralizante”. 
 
A seguir, são relacionados outros instrumentais que compõe o conjunto de 
relatórios definidos pela Fundação CASA. 
RELATÓRIO DE TRANSFERÊNCIA: fundamentado na discussão do caso com 
a equipe de referência que definiu pela necessidade de transferência do 
 
 
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adolescente, cabe ao assistente social se manifestar nos itens comuns às diversas 
áreas de atuação. Nas questões intrínsecas ao serviço social, deve contextualizar a 
situação familiar baseada no estudo social e diagnóstico social, as metas 
estabelecidas no PIA, relatando os avanços e retrocessos ocorridos, bem como as 
intervenções realizadas e propostas junto ao adolescente, grupo familiar e rede 
socioassistencial. 
MANIFESTAÇÃO TÉCNICA: deve ser elaborada quando solicitadas 
informações pelo poder judiciário, ministério público e defensoria, ou quando houver 
intercorrências durante o processo socioeducativo do adolescente, quais sejam: 
descumprimento de medida socioeducativa, inserção em convivência protetora, 
mudança de endereço residencial da família, dentre outros. 
INSTRUMENTAL DE CONVIVÊNCIA PROTETORA: deve ser elaborado pela 
equipe de referência do adolescente quando existir situação de risco a sua 
integridade física, psicológica ou perigo de vida, que impeça a sua permanência com 
os demais jovens ou que necessitem de atenção especial dos profissionais nas 
atividades coletivas, não podendo ser privado sob qualquer hipótese, dos direitos 
estabelecidos na legislação pertinente. 
O assistente social deverá demonstrar no instrumental, de forma detalhada, as 
intervenções a serem realizadas com o adolescente, com foco especial no seu grupo 
familiar e dos demais adolescentes envolvidos, considerando que a família é 
corresponsável na condução da ação socioeducativa, objetivando seu retorno ao 
convívio coletivo. 
 
Referências Bibliográficas 
 
BRASIL. Estatuto da Criança e do Adolescente - ECA, Lei Federal 8.069, de 
13/07/90. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/CCIVIL_03/leis/L8069.htm. 
Acesso aos 30/06/2015. 
 
BRASIL. Sistema Nacional de Atendimento socioeducativo (SINASE). Brasília: 
Secretaria Especial dos Direitos Humanos. Conselho Nacional dos Direitos da 
Criança e do Adolescente, 2006. Disponível em: 
http://www.conselhodacrianca.al.gov.br/sala-de-imprensa/publicacoes/sinase.pdf. 
Acesso aos 30/06/2015. 
 
 
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BRASIL. Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (SINASE). Lei 
Federal 12.594, de 18 de janeiro de 2012. Disponível em: 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2012/lei/l12594.htm. Acesso aos 
30/06/2015. 
 
FÁVERO, E. T. Instruções sociais de processos, sentenças e decisões. Acesso 
em 10/07/2015 
http://www.cressma.org.br/site/wpcontent/uploads/2013/08/Texto_Eunice_F%C3%A1
vero.pdf 
 
__________; MELÃO, M. J. R.; JORGE, M. R. T. O Serviço Social e a Psicologia 
no Judiciário: construindo saberes, conquistando direitos. São Paulo: Cortez, 2005. 
 
SÃO PAULO, Bases de apoio técnico para o Serviço Social na Fundação CASA. 
Fundação CASA - Centro de Atendimento Socioeducativo ao Adolescente, 
Superintendência de Saúde - Gerência Psicossocial, 2012. 
 
 
 
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ORIENTADOR PARA ELABORAÇÃO DE RELATÓRIOS TÉCNICOS 
PSICOLOGIA 
 
Este documento tem como objetivo orientar os profissionais da área da 
Psicologia no que se refere a elaboração dos Relatórios, a respeito dos 
adolescentes inseridos no Programa de Internação Provisória ou em cumprimento 
de medida socioeducativa de Semiliberdade ou de Internação na Fundação CASA, 
reiterando o contido nas Bases de Apoio Técnico para a Psicologia. 
Logo, este orientador pretende reafirmar a importância da linguagem escrita, 
princípios éticos, técnicos e científicos da profissão que devem subsidiar a 
elaboração dos Relatórios, conforme orientação do Conselho Federal de Psicologia. 
Cabe reafirmar que o trabalho do psicólogo na Fundação CASA parte da 
realização da avaliação psicológica, mas diferentemente do psicólogo perito, não se 
restringe a ela. Enquanto que, para o profissional da Fundação CASA, ela é a base 
norteadora do escopo de intervenções que pretendem atuar na dimensão subjetiva 
com vistas a apoiar o desenvolvimento da autonomia e cidadania do adolescente. 
Adiante serão discorridos alguns pontos acerca da elaboração dos Relatórios e 
da Avaliação Psicológica, os quais são importantes de serem cuidadosamente 
observados pelos profissionais dos Centros de Atendimento de Internação 
Provisória, Internação e Semiliberdade. 
 
Sobre o caráter científico da Avaliação Psicológica 
 
De acordo com a Resolução nº 007/2003, a Avaliação Psicológica, como 
processo técnico e científico, requer metodologias específicas, planejamento prévio 
e cuidadoso, segundo a demanda e os fins aos quais se destina. Deve ser 
subsidiada em dados colhidos e analisados, a partir de um instrumental teórico-
técnico (entrevistas, dinâmicas, testes psicológicos, observação, exame psíquico, 
intervenção verbal) e embasada em referencial científico adotado pelo psicólogo, 
não cabendo a emissão de juízos de valor e/ou opiniões dogmáticas desprovidas de 
fundamentação científica. É através dela que se obtém informações pertinentes para 
a compreensão da subjetividade, funcionamento e comportamento humano, sendo 
importante enfatizar que fatores históricos, culturais, sociais, econômicos e políticos 
são elementos constitutivos da subjetividade do indivíduo, e ao profissional 
 
 
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psicólogo cabe a compreensão e a contextualização destas determinações. O 
profissional deve estar atento que as produções pautadas no saber “psi” podem 
gerar efeitos importantes na regulação da vida, já que tem o poder de marcar e 
estigmatizar, quando realizadas de modo descontextualizado, e sem oferecer 
propostas e investimentos nos aspectos de vulnerabilidade do indivíduo, 
identificados através da avaliação psicológica. 
A conflitualidade com a Lei também oferece pistas dos acontecimentos sociais 
que reverberam no cotidiano e na intimidade do adolescente, sendo um dos 
aspectos de sua vida a ser considerado na Avaliação Psicológica. O ato infracional 
cometido e a possível escalada infracional podem indicar a gravidade ou não de tais 
acontecimentos e, portanto, ele ganhará sentido somente se contextualizado na 
história do adolescente. Sem esta contextualização e entendimento de que a 
violência protagonizada pelos adolescentes é produzida por múltiplas causalidades, 
há o risco de um esvaziamento desta discussão, desdobrando na impossibilidade deintervir em seus condicionantes. 
Ainda segundo a Resolução CFP nº 007/2003, que regulamenta a Elaboração 
de Documentos Escritos, o relatório é uma apresentação descritiva destes achados 
diagnósticos. Ele tem a finalidade, portanto, de apresentar os procedimentos e 
resultados gerados pelo processo da Avaliação Psicológica, relatando sobre o 
encaminhamento, as intervenções, o diagnóstico, o prognóstico e evolução do caso, 
limitando-se a fornecer somente as informações necessárias relacionadas à 
demanda, garantindo a preservação da intimidade da pessoa atendida. 
Ainda de acordo com a referida resolução, para que o diagnóstico decorrente da 
Avaliação Psicológica atenda a finalidade que se destina, é importante ter cuidado 
quanto à comunicação de seus resultados. A linguagem escrita no que se refere à 
estrutura, composição de parágrafos e frases, além da correção gramatical é 
fundamental para que o texto comunique clara e harmonicamente o que pretende. 
Os termos devem ser compatíveis com a linguagem profissional, seguidos de 
explicação e/ou conceituação do fundamento teórico, visto que a diversidade 
epistemológica dos profissionais que terão acesso ao Relatório Psicológico, pode 
dificultar a precisão da informação. 
 
 
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Sobre os princípios éticos da Avaliação Psicológica 
 
O psicólogo deve nortear as informações da avaliação psicológica considerando 
o preconizado no Código de Ética Profissional. Dentre tais princípios, destacam-se 
os deveres profissionais na relação com o adolescente e sua família quanto ao sigilo 
profissional, às relações com a Justiça, identificando possíveis riscos e 
compromissos em relação à utilização das informações presentes nos documentos. 
 
O saber “Psi” e os saberes das demais equipes na elaboração dos 
Relatórios na Fundação CASA 
 
Ainda que seja importante primar pela especificidade de cada área, quando em 
equipe de referencia, é fundamental a discussão do caso. A troca de saberes 
permite ampliar o conhecimento e ter uma visão integral do adolescente. Através 
disso, é possível implementar ações conjuntas entre: as equipes, o adolescente e 
seus familiares, de modo a alcançar as metas propostas e atender as demandas de 
maneira personalizada. 
Deste modo, é imprescindível que o Relatório expresse coerência na descrição e 
a convergência das intervenções. 
 
Finalidades dos Relatórios 
 
Os relatórios apresentam as seguintes finalidades: 
- Subsidiar o poder judiciário para atribuição ou não, de medida socioeducativa 
ou ainda, acompanhar o desenvolvimento da medida em curso e avaliar a 
possibilidade de extinção ou substituição da mesma. 
- Sistematizar a comunicação com o poder judiciário, a medida que estabelece 
prazos determinados para o envio de informações do caso. 
- Otimizar o intercâmbio de informações entre os profissionais dos programas 
socioeducativos e assim, possibilitar a análise de procedimentos realizados e sua 
continuidade ou desfecho. 
Portanto, os relatórios elaborados na Fundação CASA obedecem uma 
sequência e estão estruturados de acordo com a fase processual que o adolescente 
se encontra, sendo dispostos da seguinte maneira: 
 
 
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1. Relatório Inicial de Diagnóstico 
 
Elaborado no Programa de Internação Provisória tem como objetivo transmitir ao 
judiciário, informações iniciais sobre a história de vida do adolescente em relação ao 
seu desenvolvimento psicológico, o que inclui também a contextualização do ato 
infracional, contendo hipóteses diagnósticas iniciais dada a brevidade de sua 
apresentação. 
No que tange os aspectos psicológicos é possível retratar os resultados da 
entrevista inicial e o exame das funções psíquicas (orientação espaço-temporal, 
senso percepção, atenção, memória, humor e afeto, pensamento), ponderando as 
possíveis demandas em saúde mental. 
 
2. Relatório de Diagnóstico Polidimensional 
 
Em acordo com as diretrizes institucionais, o Relatório de Diagnóstico 
Polidimensional é elaborado quando o adolescente estiver em Internação Provisória, 
contudo, não havendo tempo hábil de ser realizado durante o referido programa, 
deve ser realizado imediatamente após a chegada do adolescente na medida de 
Internação ou Semiliberdade. Este relatório tem como objetivo retratar a visão 
integral do adolescente atendido. 
No que se refere à especificidade da área de psicologia, que compõe o Relatório 
Polidimensional, há que se considerar a elaboração da avaliação psicológica que 
deve ser fundamentada em instrumentos técnicos e abordagem teórica, conforme 
apontado anteriormente. Vale acrescentar, que os achados diagnósticos poderão ser 
revistos durante todo o cumprimento da medida socioeducativa. 
 
3. Relatório Inicial de Cumprimento de Medida (Plano Individual de 
Atendimento - PIA) 
 
O Relatório Inicial de Cumprimento de Medida é elaborado quando o 
adolescente for sentenciado com medida socioeducativa de Internação ou 
Semiliberdade. Este relatório é um desdobramento do Relatório de Diagnóstico 
Polidimensional e, portanto, o planejamento das ações necessárias com vistas a 
 
 
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atender as demandas levantadas, configurando-se no Plano Individual de 
Atendimento (PIA). 
Especificamente quanto à área da psicologia, deve-se relatar as metas e 
intervenções voltadas à saúde mental a serem desenvolvidas durante a execução da 
medida socioeducativa. Neste sentido, as metas do PIA devem ser traçadas 
correspondendo às condições cognitivas, psicológicas e emocionais do adolescente, 
em detrimento das expectativas do profissional ou Poder Judiciário. Por exemplo, 
identificado no Diagnóstico Polidimensional eventos no histórico do adolescente que 
possam apontar prejuízos cognitivos, é importante planejar uma avaliação 
diagnóstica mais específica com a finalidade de proposição de metas assertivas, o 
que pode incluir, a extinção da medida socioeducativa, caso se verifique que o 
jovem não reúna condições de assimilá-la. 
Ressalta-se que este relatório será homologado, conforme dispõe o artigo 41 do 
SINASE (Lei nº 12.594 de 2012) e deverá atender ao que preconiza a referida Lei, 
em seu Capítulo IV, artigos 52 a 55. 
 
4. Relatório de Desenvolvimento do PIA 
 
Diz respeito ao acompanhamento do adolescente na medida socioeducativa 
quanto ao desenvolvimento das metas estabelecidas em seu PIA. Na área da 
psicologia, tem por finalidade apontar os avanços, os retrocessos e/ou as possíveis 
reformulações das referidas metas, de acordo com as demandas apresentadas pelo 
adolescente no decorrer do processo socioeducativo. 
 
5. Relatório de Avaliação de Medida 
 
O Relatório de Avaliação de Medida é confeccionado quando os objetivos 
possíveis de serem alcançados durante o cumprimento da medida socioeducativa 
foram atingidos. A equipe de referência retratará no relatório a avaliação realizada 
juntamente com o adolescente e seus familiares, sobre as metas planejadas e seus 
efeitos na vida do adolescente. Será avaliado se a medida socioeducativa cumpriu a 
função pretendida em relação ao Plano Individual de Atendimento, e quais os 
encaminhamentos necessários para a continuidade dos avanços em direção ao 
 
 
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processo de ampliação de repertório de vida alternativo à prática de atos infracionais 
através do acesso à ampla gama de direitos sociais. 
O conteúdo da área da psicologia, portanto, é uma síntese da evolução do caso 
a partir do diagnóstico psicológico, passando pelo planejamento das intervenções, 
sua execução, resultados e encaminhamentos. Assim, é importante apontar neste 
relatório todos os investimentos realizados e as condiçõesdo adolescente para a 
vida em liberdade relatando, quando pertinente, os suportes oferecidos com a 
efetivação dos encaminhamentos a partir da interlocução com os equipamentos da 
rede de saúde mental. 
 
6. Relatório de Manifestação Técnica da Equipe de Referência 
 
Consideram-se informações relevantes a serem comunicadas, aquelas que 
alteram a condução da medida socioeducativa, tais como: aprovação em vestibular, 
cursos, vagas de emprego, morte súbita de familiar, tentativa de suicídio, entre 
outras. O relatório de Manifestação Técnica da Equipe de Referência, destina-se a 
informar eventos relevantes que ocorram na execução da medida socioeducativa, 
com caráter de urgência da transmissão da informação. Cabe esclarecer que estas 
informações relevantes e urgentes, podem ser comunicadas em quaisquer relatórios, 
a diferença é que a Manifestação Técnica pode ser remetida em qualquer tempo, 
independentemente do envio de outros relatórios. 
 
7. Relatório de Convivência Protetora 
 
Trata-se de relatório de trânsito interno, a ser elaborado pela equipe de 
referência, se destina a informar situações que coloquem em risco a integridade 
física e psicológica do adolescente na convivência com os demais. Estas situações 
podem se configurar em decorrência da evolução de tensionamentos relacionais 
entre um adolescente e seus pares, ou ainda, em virtude de ideação e/ou tentativa 
de suicídio, já que a condição da Convivência Protetora não implica, 
necessariamente, na retirada do adolescente da convivência coletiva. 
A decisão da inclusão/manutenção do adolescente em isolamento deve ser 
cuidadosamente avaliada pela equipe de referência, pois ainda que a equipe garanta 
 
 
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a integridade física, a simples iminência de exposição ao risco, na perspectiva do 
adolescente, pode desencadear importantes agravos psicológicos. 
A contribuição do psicólogo na proposta de trabalho prevista neste relatório, 
deve observar que a permanência do adolescente em isolamento, mesmo que 
visando a sua proteção, guarda relação com inversão de valores e submissão à 
lógica da estigmatização e segregação. Neste sentido, a garantia de direitos dos 
adolescentes isolados não pode ser violada, e o planejamento de intervenções 
socioeducativas junto aos adolescentes que cometeram os atos de violência, não 
podem ser prescindidos. Assim, o plano de ação proposto pela equipe 
multiprofissional deve coexistir com a preocupação em não contribuir com a 
manutenção das culturas e comportamentos estigmatizantes e/ou segregadores. 
 
8. Relatório de Transferência 
 
Este relatório, de trânsito interno, será elaborado quando houver disparidade 
entre o risco corrido pelo adolescente com a capacidade interventiva da equipe. Ou 
seja, há que se considerar o esgotamento das possibilidades interventivas da 
equipe, sendo a transferência, o último recurso. 
A perspectiva psicológica que fundamentará a demanda de transferência, deve 
ser composta em conjunto com o saber do serviço social e, portanto, considerar esta 
necessidade com a análise de seus desdobramentos psicossociais. 
O relatório deverá abordar todas as intervenções realizadas no âmbito da 
psicologia, exitosas ou não. O conteúdo do documento também deverá incluir as 
intervenções planejadas e não executadas, assim servirá tanto como norteador, bem 
como otimizará o desenvolvimento de ações para a equipe que receberá o 
adolescente. 
 
Referências Bibliográficas 
 
BICALHO, Pedro Paulo Gastalho de. Ética e Direitos humanos sob o crivo da 
avaliação psicológica: validade e fidedignidade em questão. In: Ano da avaliação 
psicológica textos geradores. Brasília: CFP, 2011, p. 89-93. Disponível em 
http://site.cfp.org.br/wp-
 
 
CENTRO DE ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO AO ADOLESCENTE 
 
DIRETORIA TÉCNICA 
content/uploads/2013/04/anodaavaliacaopsicologica_prop8.pdf. Acesso aos 
17/07/2015. 
 
BRASIL. Estatuto da Criança e do Adolescente - ECA, Lei Federal 8.069, de 
13/07/90. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/CCIVIL_03/leis/L8069.htm. 
Acesso aos 30/06/2015. 
 
BRASIL. Sistema Nacional de Atendimento socioeducativo (SINASE). Brasília: 
Secretaria Especial dos Direitos Humanos. Conselho Nacional dos Direitos da 
Criança e do Adolescente, 2006. Disponível em: 
http://www.conselhodacrianca.al.gov.br/sala-de-imprensa/publicacoes/sinase.pdf. 
Acesso aos 30/06/2015. 
 
BRASIL. Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (SINASE). Lei 
Federal 12.594, de 18 de janeiro de 2012. Disponível em: 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2012/lei/l12594.htm. Acesso aos 
30/06/2015. 
 
CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA. Código de Ética do Psicólogo. 
Disponível em http://site.cfp.org.br/wp-content/uploads/2012/07/Co%CC%81digo-de-
%C3%89tica.pdf. Acesso aos 17/07/2015. 
 
CRISTO E SILVA, Fábio Henrique Vieira de, & ALCHIERI, João Carlos. Laudo 
psicológico: operacionalização e avaliação dos indicadores de qualidade. Psicol. 
cienc. prof. [online]. 2011, vol.31, n.3, pp. 518-535. ISSN 1414-9893. Disponível em 
http://dx.doi.org/10.1590/S1414-98932011000300007. Acesso aos 17/07/2015. 
 
FUNDAÇÃO CASA. Bases de apoio técnico para a psicologia na Fundação 
CASA. Superintendência de Saúde. São Paulo: 2012. Disponível em 
http://www.fundacaocasa.sp.gov.br/View.aspx?title=superintendência-de-
saúde&d=1168. Acesso aos 17/07/2015 
 
RAUTER, Cristina. Diagnóstico psicológico do criminoso: tecnologia do 
preconceito. In: Coleção Pensamento Criminológico - Criminologia e Subjetividade 
 
 
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DIRETORIA TÉCNICA 
do Brasil. Vol. 8, p. 83-111. Rio de Janeiro: Editora Renavan, 2003. Disponível em 
https://gabrieldivan.files.wordpress.com/2010/02/cristina-rauter-criminologia-e-
subjetividade-no-brasil-colecao-pensamento-criminologico-vol-8-2003.pdf. Acesso 
aos 17/07/2015. 
 
 
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DIRETORIA TÉCNICA 
 
 
 
 
ANEXO 
 
SUPERINTENDÊNCIA 
DE SEGURANÇA E DISCIPLINA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Carlos Alberto Corade - Superintendente de Segurança e Disciplina 
 Rogerio de Abreu Carneiro - Gerente de Operações 
 Denis Batista Gomes - Gerente Segurança Interna 
 Marcelo Agripino dos Santos - Gerente de Suporte Operacional 
 Flavio Jari Depieri - Gerente de Segurança Externa 
 
 
 
 
 
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DIRETORIA TÉCNICA 
Orientação para preenchimento dos Relatórios dos 
adolescentes no SIG 
 
Com intuito de implementar os trabalhos da Equipe de referência na elaboração 
do diagnostico polidimensional e PIA (Plano Individual de Atendimento) foi inserido 
no SIG (Sistema de Informação de Gestão) o módulo RELATÓRIOS. 
O agente de apoio socioeducativo responsável pela transcrição dos dados deve 
acessar o SIG (Sistema de Informação de Gestão) e clicar no ícone abaixo: 
 
 
 
 Após essa etapa deve selecionar o jovem que iremos inserir o relatório 
selecionar dentre as opções abaixo, qual é o relatório a ser inserido e transcrevê-lo. 
 
 
 
 
 
 
 
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Também é importante ressaltar que está é a forma oficial de elaboração de 
relatórios de adolescente durante o período em que ele estiver nos Centros da 
Fundação CASA-SP. 
A equipe de referencia deve transcrever para esta ferramenta a síntese das 
observações feitas nos instrumentais da Pasta de Segurança e Disciplina, sobretudo 
os instrumentais do Registro Individual de Observação – RIO (DTI 34171) e do 
Registro Individual de Conduta – RIC. (DTI 31074). 
Importante ressaltar o quanto o preenchimento correto desses instrumentais 
permite a equipe de segurança informações fundamentais na formulação do 
relatório, esta equipe passa24 horas por dia acompanhando os adolescentes em 
suas atividades, durantes as refeições, durante o descanso, durante o despertar, 
durante as aulas formais, atividades educativas, lazer, enfim a equipe faz o 
acompanhamento diuturno do adolescente durante todo o cumprimento da medida 
socioeducativa, portanto, tem capacidade de fazer relatórios consistentes no que se 
refere ao quanto este adolescente se desenvolve. Para tanto a equipe deve fazer o 
acompanhamento a partir do conceito correto, ou seja, a partir da equipe de 
referência, a partir de um diagnóstico formulado por todas as áreas do atendimento 
+ adolescente + família, a partir de um plano elaborado pela equipe + adolescente + 
família; a equipe deve e pode fazer este acompanhamento objetivando o retorno do 
jovem ao convívio social como protagonista de sua história, e com base nesses 
dados trabalhar a prevenção de ocorrências individuais e coletivas efetivando e 
ratificando o trabalho preventivo da área de segurança. 
Com base nesse pressuposto segue orientação abaixo para o AAS de como 
realizar este relatório: 
 No Relatório de Diagnostico Polidimensional 
o Para inserção de dados neste relatório devemos levar em consideração 
o primeiro preenchimento do Instrumental RIO (Registro Individual de 
Observação) de todos os quatro agentes que compõem a equipe de 
referência do jovem; é importante neste relato buscar além das 
informações comportamentais que são contempladas pelo 
instrumental, buscar obter informações durante o diálogo com o 
adolescente a respeito do que levou o mesmo a praticar o ato 
infracional, bem como o que foi discutido pela equipe durante a 
elaboração do diagnóstico. 
 
 
 
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DIRETORIA TÉCNICA 
 No Relatório Inicial de Cumprimento de Medida 
o Neste relatório a equipe deve se atentar para definir as metas 
propostas e construídas em conjunto com o adolescente, estas metas 
devem ser claras, deve contemplar o entendimento da importância da 
existência de regras e do respeito a elas, a respeito de um 
comportamento que o mesmo deve melhorar, como, por exemplo, no 
emprego de gírias, ou de manter alguns comportamentos, por 
exemplo, a organização do dormitório, enfim, as metas que a Equipe 
de Segurança definirá em conjunto com o adolescente se referem de 
maneira geral, aos aspectos do Registro Individual de Observação –
RIO e as mesmas devem ser fundamentadas exemplificando o quanto 
aquele comportamento influencia na vida do adolescente 
negativamente ou positivamente. 
 No Relatório de Desenvolvimento do Plano Individual de Atendimento 
o Neste relato deve constar a evolução do jovem na medida, deve a 
equipe relatar se as metas definidas estão sendo alcançadas, se o 
jovem se encontra bem no relacionamento com todos no ambiente, se 
houve envolvimento ou não do adolescente em alguma ocorrência e 
caso tenha se envolvido seu entendimento e reflexão mediante a 
sanção aplicada ou intervenção socioeducativa realizada, enfim neste 
relato deve a equipe transparecer como o adolescente está na medida 
e sempre como base nos relatos dos Instrumentais da Pasta de 
Segurança e Disciplina. 
 No Relatório de Avaliação de Medida 
o Neste relato é muito importante enfatizar a mudança do adolescente, 
relatar o alcance das metas, relatar a capacidade de interação com 
todos, a capacidade de superação, bem como enfatizar os 
comportamentos positivos, e seu entendimento de respeito as regras, 
enfim neste relato deve constar avaliação da equipe do resultado da 
medida para este jovem. 
 
 Vale a pena enfatizar que a partir do momento em que a equipe se apropria 
do papel de referência o relacionamento junto aos jovens consequentemente 
melhora, pois as situações onde a segurança apenas intervia ela passa a prevenir, 
quando isto acontece os momentos críticos passam a ser evitados ou quando não 
evitados por uma série de questões que fogem muitas vezes a atuação da área da 
segurança tem sua solução facilitada, pois os adolescentes conseguem perceber 
que a equipe está exercendo seu papel e não apenas subjugando, punindo, 
 
 
CENTRO DE ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO AO ADOLESCENTE 
 
DIRETORIA TÉCNICA 
retaliando. Portanto, compor a equipe de referência em todos os plantões, agir como 
um exemplo para o adolescente, alimentar a Pasta de Segurança e Disciplina 
adequadamente, inserir relatos no SIG, possibilita a equipe prevenir ocorrências de 
forma individualizada, somando a esta postura individual, o Centro poderá adotar 
normas e regras claras facilitando a convivência entre todos no ambiente. 
Trabalhando a partir do sistema de postos de serviços e do desenvolvimento de um 
plano de contingência; os relatórios acima discutidos para a área de segurança 
funcionam como fontes de conhecimento sobre adolescentes podendo ser utilizados 
como ferramentas potenciais de prevenção de conflitos e situações limites coletivas 
constituindo-se desta forma, os relatórios, em ferramentas eficientes, eficazes e 
efetivas no trabalho preventivo da área de segurança. 
Possuir um plano de contingencia com ações para as equipes num momento de 
atenção podendo evitar conflitos e situações limites coletivas, sendo dessa forma 
eficiente eficaz e efetivo no trabalho preventivo da área de segurança. 
***Importante: toda inserção de relatório deve se buscar personaliza-los 
substituindo as palavras (adolescente, jovem, interno) pelo primeiro nome do 
adolescente o qual o relatório pertence. 
 
 
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DIRETORIA TÉCNICA 
 
 
 
 
 
 
 
 ANEXO 
 
COMITÊ INSTITUCIONAL 
QUESITO COR 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Coordenação do Comitê Institucional Quesito Cor: 
 Penha Lúcia Valério Ramos – Assistente de Direção 
 Danielli do Lago Hyppolito de Lima – Psicóloga e Chefe de Seção Técnica da DRM I 
 
 
 
 
 
CENTRO DE ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO AO ADOLESCENTE 
 
DIRETORIA TÉCNICA 
A QUESTÃO ÉTNICO-RACIAL 
 
A questão étnico-racial, por tratar-se de um eixo na política de atendimento da 
Fundação CASA-SP, em razão do retrato da população atendida, deve ser 
considerada na sua transversalidade e abordada, portanto, por todas as áreas, 
inclusive na elaboração de relatórios. 
Inicialmente, vale lembrar que considerar tal questão no contexto socioeducativo 
significa o profissional ter uma leitura conjuntural da situação, considerando o 
processo sócio histórico dessa população, desde sua chegada ao país e a condição 
pela qual teve que se estabelecer, analisando os impactos na formação individual e 
o papel social constituído ao longo do tempo, estruturalmente presente na 
sociedade. 
Os impactos mencionados acima contemplam manifestações e sintomas já 
diagnosticados na saúde pública, especialmente na esfera da saúde mental, uma 
vez que afetam a autoimagem, a auto percepção, implicando num sentimento de 
menos valia e invisibilidade frente aos outros. 
Cada profissional na sua prática deve relevar essa condição na individualidade 
do jovem e dos familiares atendidos, materializando essa compreensão na 
abordagem que venha adotar, considerando essa característica como uma variável a 
ser estudada no diagnóstico dimensionando como o adolescente se reconhece a 
partir da sua cor, e ainda não menos relevante, na sua condição de gênero; com 
isso, então definindo intervenções que amparem essas necessidades. 
Portanto, incluir o eixo étnico racial na política de atendimento implica ao 
profissional desenvolver não exatamente uma ferramenta ou instrumento de 
trabalho, mas, sobretudo uma postura diante do jovem e seus familiares, a qual lhe 
permita uma abordagem que dê vistas a uma necessidade tão latente e anônima, 
que sequer pode ser reconhecida pelo próprio sujeito. 
A extensão desse processose desdobra na elaboração do relatório, assumindo 
a função de revelar a legitimidade da questão como fator de adoecimento social, ou 
seja, é imprescindível que a discussão acerca da etnia resgate a dívida social e 
política que vem se reproduzindo ao longo do tempo, expressando seus impactos no 
desenvolvimento sociocultural e psicológico da nossa população, sejam os jovens ou 
as famílias – considerando nesse âmbito a violência, juventude, 
 
 
CENTRO DE ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO AO ADOLESCENTE 
 
DIRETORIA TÉCNICA 
preconceito/racismo/exclusão e acessibilidade, e ainda quais as ações de 
enfrentamento que vieram se consolidando na contrapartida. 
Mas, a pergunta que surge é...na prática, como se apresenta essa discussão 
nos diversos pareceres? 
Respeitando a especificidade de cada área, o que vale ressaltar aqui são as 
indicações substanciais: 
- A singularidade da questão na formação do sujeito fica na competência da 
psicologia, 
- A amplitude mencionada aqui quanto a análise do contexto sociopolítico e o 
processo histórico compete ao serviço social, 
- Toda a dimensão da construção cultural e potencialidades a partir das 
características individuais e aprendidas precisam ser contempladas pelo 
pedagógico, realçando as raízes culturais e profissionais de origem africana, 
- Já a saúde necessariamente precisa considerar e expressar nesse documento 
as características genéticas, particularidades e, possíveis enfermidades que se 
apresentem no adolescente, relativas à sua raça/cor, as quais merecem a atenção e 
cuidados pertinentes, 
- As informações e análises das demais áreas poderão subsidiar a segurança e 
disciplina quanto ao seu olhar sobre o jovem e a sua circulação e posição no 
ambiente frente aos demais, favorecendo a relação cotidiana e um documento que 
considere essas questões como variáveis sobre seu comportamento. 
 
Ignorar esta questão seria perpetuar a invisibilidade que se arrasta sobre esta 
população, e certamente contribuir para um processo de discriminação e 
marginalização de uma maioria – jovens pobres e pretos – que buscam se 
estabelecer e romper essa condição por caminhos enviesados. E, ainda, não tratar 
disso implica no distanciamento da Política da instituição, na construção do 
Diagnóstico Polidimensional e PIA, os quais não conseguiriam “afetar” na essência 
da necessidade desse adolescente/família. 
 
 
 
CENTRO DE ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO AO ADOLESCENTE 
 
DIRETORIA TÉCNICA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ANEXO 
 
LEGISLAÇÃO 
 
 
CENTRO DE ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO AO ADOLESCENTE 
 
DIRETORIA TÉCNICA 
CONSOLIDAÇÃO DE NORMATIVOS REFERENTES AO PIA 
 
LEI Nº 12.594, DE 18 DE JANEIRO DE 2012. 
TÍTULO I 
DO SISTEMA NACIONAL DE ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO (Sinase) 
CAPÍTULO I 
DISPOSIÇÕES GERAIS 
Art. 1º Esta Lei institui o Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (Sinase) e regulamenta a execução 
das medidas destinadas a adolescente que pratique ato infracional. 
(...) 
III – (...) 
§ 3º Entendem-se por programa de atendimento a organização e o funcionamento, por unidade, das condições 
necessárias para o cumprimento das medidas socioeducativas. 
§ 4º Entende-se por unidade a base física necessária para a organização e o funcionamento de programa de 
atendimento. 
(...) 
CAPÍTULO II 
SINASE PIA 
Art. 53. O PIA será elaborado sob a responsabilidade da equipe técnica do respectivo programa de atendimento, 
com a participação efetiva do adolescente e de sua família, representada por seus pais ou responsável. 
Art. 55. (...) 
(...) 
Parágrafo único. O PIA será elaborado no prazo de até 45 (quarenta e cinco) dias da data do ingresso do 
adolescente no programa de atendimento. 
---*--- 
PORTARIA NORMATIVA N° 224/2012 
Artigo 1° - Aprovar o novo Regimento Interno dos Centros de Atendimento de Internação e de Semiliberdade da 
Fundação CASA – SP, nos termos do ANEXO desta Portaria. 
Seção III (do Anexo) – Do Diagnóstico Polidimensional e do Plano Individual de Atendimento 
Artigo 25 – (...) 
§ 1° - A proposta de Plano Individual de Atendimento será elaborada e enviada ao Juízo no prazo de até 45 
(quarenta e cinco) dias da data do ingresso do adolescente no Centro de Atendimento. 
---*--- 
ORDEM DE SERVIÇO DT N° 563/2012 
1) Que o cumprimento das medidas de internação (...), está diretamente ligado, a elaboração do Plano Individual 
de Atendimento (PIA), (...). 
(...) 
X. O relatório a ser encaminhado ao Poder Judiciário após 45 (quarenta e cinco dias) da data do INGRESSO do 
adolescente no programa de internação, será o resultado do trabalho da equipe junto ao adolescente e família 
nesse período e se constituirá num primeiro relatório da Internação ou da Semiliberdade. 
 
 
1 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Documento síntese da discussão da Diretoria Técnica no 
VII Encontro Estadual de Gestão e Planejamento Estratégico 
Fórum Permanente 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
São Paulo, agosto de 2013. 
 
 
 
2 
 
 
 
SUMÁRIO 
 
APRESENTAÇÃO ............................................................................................................... 3 
1. Síntese da apresentação dos casos exitosos ......................................................... 5 
2. Síntese do trabalho em grupos sobre o Poli e o PIA ............................................. 6 
2.1 DIAGNÓSTICO POLIDIMENSIONAL .................................................................... 6 
2.1.1 Conceito .............................................................................................................. 6 
2.1.2 Conteúdo ............................................................................................................. 7 
2.1.3 Abordagem ......................................................................................................... 9 
2.2 PLANO INDIVIDUAL DE ATENDIMENTO ......................................................... 11 
2.2.1 Conceito ............................................................................................................ 11 
2.2.2 Conteúdo ........................................................................................................... 11 
2.2.3 Abordagem ....................................................................................................... 12 
3. Síntese do trabalho em grupos sobre temas específicos ................................... 14 
3.1 FAMÍLIA .................................................................................................................... 14 
3.2 GRUPO DE REFERÊNCIA ................................................................................... 15 
3.3 AGENDA MULTIPROFISSIONAL ........................................................................ 17 
3.4 PLANO DE CONTINGÊNCIA ............................................................................... 19 
3.5 MÚLTIPLAS PASSAGENS ................................................................................... 20 
3.6 SEMILIBERDADE – QUEBRA DE MEDIDA ...................................................... 23 
CONSIDERAÇÕES FINAIS ............................................................................................. 25 
ANEXOs .............................................................................................................................. 28 
 
 
 
 
 
 
 
3 
 
 
Apresentação 
 
 
A Fundação Casa desde o segundo semestre de 2005 vem, anualmente 
realizando Encontros Estaduais com o objetivo de aprimorar a atuação junto aos 
adolescentes custodiados em seus Centros de Atendimento. Esses encontros 
encerram um período de planejamento que se inicia com a elaboração / revisão do 
Plano Político Pedagógico nos centros, sob a supervisão das regionais e a 
apresentação á executiva da fundação em encontros por Divisão Regional. 
 Durante os Encontros nas regionais foi sentida a necessidade de aprofundar a 
discussão de temasrelacionados ao atendimento dos adolescentes e também de 
algumas situações especificas da área técnica e da área administrativa. 
Assim a agenda do VII Encontro Estadual- Fórum Permanente de Gestão e 
Planejamento Estratégico, realizado de 9 a 12 de abril de 2013 em Aguas de Lindóia 
foi definida: 
 
Dia 9/04 
 Apresentação da Dra. Berenice Giannella – presidente da fundação – com 
aspectos do atendimento as medidas sócio educativas no Brasil e em São 
Paulo 
 Apresentação do diretor Administrativo – desempenho das áreas 
subordinadas no ano de 2012 
 Apresentação da Diretora Técnica – encaminhamento das discussões da área 
técnica no Encontro 
 
Dia 10 /04 
 Apresentação do diagnóstico polidimensional do Casa Rio Amazonas 
 Apresentação do plano individual de atendimento do casa praia grandeII 
 
 
4 
 
 
 
 Trabalho em grupos – sobre os dois temas 
 Trabalho em grupos – assuntos administrativos 
 
Dia 11/04 
 Trabalho em grupo-sobre os temas 
 - família 
 - grupo de referencia 
 - agenda 
 - multireincidencia x jovens adultos 
 - plano de contingencia 
 - semi –liberdade 
- questões administrativas 
 
Dia 12/04 
 
 Plenária 
A população alvo desse Encontro foram as encarregadas técnicas dos 
Centros, encarregados administrativos das regionais, supervisores, diretores 
regionais e de divisão administrativa, superintendentes, gerentes e assistentes da 
DT, dirigentes da escola para capacitação e treinamento, ouvidoria, corregedoria e 
executiva da fundação. 
O que apresentaremos nesse documento será o resultado das Discussões em 
grupo com o objetivo de subsidiar os trabalhos a serem desenvolvidos nos Centros 
pela área técnica. 
Os assuntos administrativos foram tratados em documento a parte. 
 
 
 
5 
 
 
1. Síntese da apresentação de experiências bem sucedidas 
dentro dos temas em discussão 
 
Para exemplificar o trabalho que é realizado pelos Centros de Atendimento 
Socioeducativo em relação ao Diagnóstico Polidimensional e Plano Individual de 
Atendimento, foram indicados para cada tema, respectivamente, o CASA Rio 
Amazonas e o CASA Praia Grande II. 
No que diz respeito ao Diagnóstico Polidimensional, a apresentação tratou dos 
seguintes aspectos: 
 Conceito de Diagnóstico e de Polidimensional - POLI 
 Pontos a serem observados em cada uma das áreas de atendimento 
(psicologia, social, pedagógico, saúde e segurança) 
 Sistematização das ações desenvolvidas pelos profissionais referência de 
cada área (equipe de referência); importância da integração das áreas; 
composição das equipes e organização do trabalho 
 Exemplo de como o Diagnóstico Polidimensional contribui para a decisão 
judicial 
Quanto ao Plano Individual de Atendimento – PIA foram elencados os seguintes 
aspectos: 
 Conceito 
 Objetivo 
 Quem participa 
 Processo de elaboração e execução 
Anexo, ao final deste documento, as apresentações realizadas pela Direção dos 
Centros de Atendimento Socioeducativo. 
 
6 
 
 
2. Síntese do trabalho em grupos sobre o Poli e o PIA 
 
Após a apresentação das experiências, os participantes foram organizados em 
seis grupos heterogênios, de modo a garantir a participação de todas as áreas, 
sendo que três grupos foram responsáveis pela discussão do Diagnóstico 
Polidimensional (Poli) e os outros três pela discussão do Plano Individual de 
Atendimento (PIA). As discussões foram orientadas para contemplar os seguintes 
aspectos: conceito, conteúdo e abordagem, os quais foram organizados e 
sistematizados conforme apresentamos a seguir. 
2.1 DIAGNÓSTICO POLIDIMENSIONAL 
 
2.1.1 Conceito 
O diagnóstico polidimensional caracteriza-se por uma construção de 
hipóteses sobre o jovem em cumprimento de medida socioeducativa, com base nos 
diversos saberes (saúde, segurança, pedagógico, psicológico, serviço social e 
jurídico), objetivando uma visão integral desse jovem, considerando suas 
peculiaridades e o contexto por ele vivido, a fim de nortear as intervenções da 
equipe multiprofissional. 
Dessa forma, o Poli permite revelar aspectos que norteiam a trajetória de vida 
do jovem e sua família, com características e demandas a partir do olhar específico 
das equipes de referência, em um processo humanizado, baseado na escuta, 
respeito e empatia, a fim de levantar dados sobre possíveis encaminhamentos e 
subsidiar a decisão judicial, pois, caso seja aplicada alguma medida socioeducativa, 
deverá constituir-se em requisito básico para elaboração do PIA. 
Em outras palavras, o Poli é um processo realizado por equipe 
multiprofissional, com o objetivo de conhecer o jovem em suas diversas dimensões 
(cognitiva, afetiva, social, cultural, etc.), sendo necessário que as 
informações colhidas em cada área sejam articuladas, interpretadas e resignificadas, 
 
7 
 
 
de tal forma que contribuam para o conhecimento e o entendimento da sua 
singularidade, sendo um instrumento norteador para a construção do PIA. 
 
2.1.2 Conteúdo 
 
A realização do diagnóstico polidimensional prevê o levantamento de dados e 
informações, a discussão e análise dos dados coletados e sua conclusão, com a 
finalidade de elaborar um parecer único do adolescente, de modo que cada área 
contribua com seu conteúdo e conhecimento específico. 
Na área da Psicologia, o conteúdo constitui-se basicamente do histórico 
infracional; do histórico de desenvolvimento afetivo, sexual, social e da dinâmica 
familiar (dificuldades, perdas, proteção, risco e potencialidades); do resultado da 
aplicação do Assist (relação com as drogas); das relações interpessoais e do 
comportamento no ambiente de privação de liberdade; da hipótese diagnóstica; das 
intervenções realizadas e dos encaminhamentos pertinentes. Em síntese, deve-se 
considerar dentre outros aspectos: 
• Os fenômenos psicológicos, possibilidades de vinculação, autoestima e 
autoimagem; 
 O sofrimento diante da privação de liberdade; 
 A presença de figura de autoridade, de modelos e papéis desempenhados; 
 As interelações; 
 A reação da família em frente ao ato infracional; 
 O início da vida sexual, responsabilidades, vida reprodutiva, autocuidado; 
 A relação e pertencimento a Grupos, 
 
 
8 
 
 
 A vulnerabilidade social; 
• A influência e a liderança do jovem dentro dos grupos; 
• A motivação do ato infracional; 
• Os condicionantes históricos e sociais do ato infracional; 
• O raciocínio lógico, pensamento, percepção, juízo de valor, criticidade e 
afetividade. 
Na área do Serviço Social, o conteúdo envolve a constituição e os vínculos 
familiares, as relações sociais e comunitárias; o estudo socioeconômico; a 
documentação pessoal e dos familiares; a hipótese diagnóstica, prevendo a 
articulação e os encaminhamentos à rede socioassistencial, tanto dos jovens quanto 
de seus familiares. Basicamente, o diagnóstico deve pautar-se nos seguintes 
aspectos: 
• Estudo social; 
• Estudo das redes de serviços; 
• Levantamento de necessidades para encaminhamento para várias áreas. 
Na área Pedagógica, o conteúdo baseia-se na trajetória escolar do jovem e 
sua relação com o processo de ensino e aprendizagem, considerando suas 
possibilidades e dificuldades, por meio de uma avaliação diagnóstica de leitura, 
escrita e matemática e da avaliação de psicomotricidade, buscando conhecer suas 
vivências e expectativas quanto à escolarização e profissionalização, considerando 
também suas experiências esportivas e culturais, a fim de realizar encaminhamentos 
pertinentes à garantia de direitos e a construção de um projeto de futuro. Dessa 
forma, devem ser considerados os seguintes aspectos: 
 
 
9 
 
• Experiência escolar; 
• Avaliação diagnóstica proposta; 
• Vivências culturais e esportivas; 
• Experiência e expectativas quanto ao mercado de trabalho; 
• Detecção da área de interesse; 
• Trajetória educacional da família. 
Na área de Segurança,o conteúdo do Poli deve pautar-se no relacionamento 
interpessoal do jovem com seus pares, família e equipe multiprofissional; na relação 
com as normas e regras de acordo com o Regimento Interno; nas características de 
liderança; na capacidade de adaptação, apresentação pessoal e higienização; no 
cuidado com seus pertences e no comportamento dentro e fora do Centro, durante o 
período de internação provisória. 
Em relação à área da Saúde, o Poli prevê a realização de Anamnese 
(histórico do jovem e família), o levantamento da situação do cartão SUS e da 
carteira vacinal, os encaminhamentos de rotinas (médico e odontológico) e os 
encaminhamentos específicos (de acordo com a demanda – nutricionista, psiquiatra, 
dermatológica etc.); as orientações educativas de prevenção; a aplicação do 
Fargeston(vinculação com uso de nicotina) e seus desdobramentos de acordo com 
resultado. Em síntese, o conteúdo do diagnóstico deve pautar-se nas ações de 
promoção, prevenção e assistência à saúde integral do adolescente. 
2.1.3 Abordagem 
A abordagem do diagnóstico polidimensional deve ser multiprofissional, com 
base na integralidade e individualidade do adolescente, considerando o 
papel dos profissionais e da família no atendimento socioeducativo, desde o 
acolhimento até a definição judicia. 
 
 
10 
 
 
O diagnóstico polidimensional é elaborado nos Centro de Internação 
Provisória(CIP), preferencialmente. Caso não tenha sido, será elaborado pelas 
equipes dos Centros de Internação e nos de Semiliberdade, sendo utilizados os 
aspectos relevantes de cada área, de acordo com o já especificado 
 
Elaboração do relatório de Diagnóstico Polidimensional. 
Após o atendimento das áreas especificadas, o diagnostico deverá ser 
elaborado em reunião da equipe de referência do adolescente finalizando com um 
parecer conjunto ´ 
Esses apontamentos por área e a conclusão serão incorporado ao Sistema de 
informações gerenciais(SIG) sob o título -Relatório polidimensional e após 
apreciação do encarregado de área técnica será encaminhado ao Poder Judiciário. 
A avaliação das área será realizada através de entrevistas individuais com o 
adolescente e família, entrevistas de acolhimento do adolescente e família, visita 
domiciliar e comunitária( mapeamento da rede sócio assistencial) aplicação de 
testes (Fargestron e Assist e outros a escolha do profissional) consultas de 
enfermagem , médica e odontológicas, atendimento de enfermagem na entrada 
levantamento de documentação ( carteira de identidade , de trabalho , título de 
eleitor e cartão sus , cpf), observação do comportamento ao ser recebido , e ao 
receber as orientações sobre cotidiano do centro, e comportamento junto aos 
profissionais e outros jovens, analise da pasta do adolescente quando já teve 
passagens pelo sistema sócio educativo, realização de avaliação diagnóstica de 
escrita, leitura e matemática de acordo com as especificidades das áreas. 
 Na área pedagógica, de saúde e segurança a equipe deve fazer uma reunião 
prévia com o membro da equipe de referência do adolescente para que sejam 
incorporados cada analise dos profissionais que acompanham os adolescentes na 
 
11 
 
 
rotina, nas atividades de esporte, arte cultura, ensino formal, nas consultas médicas 
de enfermagem e odontológica e nos plantões diurnos e noturnos; 
 
2.2 PLANO INDIVIDUAL DE ATENDIMENTO 
 
 
2.2.1 Conceito 
 
O Plano Individual de Atendimento (PIA) consiste em um instrumento de 
intervenção, baseado no diagnóstico polidimensional, considerando as 
necessidades, interesses e objetivos manifestos pelo adolescente e sua família, 
respeitando sua individualidade. Constitui-se em um processo de trabalho, 
conduzido pela Equipe de Referência, no qual o adolescente e sua família pactuam 
metas e compromissos a serem alcançados durante o cumprimento da medida 
socioeducativa, oportunizando a construção de seu projeto de vida, visando seu 
retorno à sociedade1. As metas estabelecidas são constantemente avaliadas, 
pondendo ser alcançadas ou revistas para seu redirecionamento. 
 
2.2.2 Conteúdo 
 
O conteúdo do PIA constitui-se da organização de ações e de intervenções 
que norteiam o atendimento socioeducativo, desde o início até o encerramento da 
medida, e deve estar diretamente relacionado ao projeto de vida do adolescente, 
com metas direcionadas a vida social em liberdade. 
Nessa perspectiva, o Plano Individual de Atendimento deve pautar-se nos 
elementos contidos no diagnóstico polidimensional, nos objetivos declarados pelo 
 
1 Cf. Art. 26 § 2º do Regimento Interno dos Centros de Atendimento de Internação e de Semiliberdade 
da Fundação CASA-SP, 2012. 
 
12 
 
 
adolescente, nos aspectos que envolvem a participação da família, nas 
especificidades e nas metas2 estabelecidas em cada área. 
 
2.2.3 Abordagem 
 
A abordagem será realizada de forma integrada e fundamentada, tendo as 
questões emergentes do diagnóstico polidimensional como ponto de partida, bem 
como, as aptidões e interesses do adolescente e suas demandas familiares, 
levando-se em conta sua história de vida, as quais são apreendidas por meio da 
escuta e da observação. 
Nessa perspectiva, o Plano Individual de Atendimento orienta o atendimento 
socioeducativo do adolescente, por meio de ações integradas realizadas pela equipe 
de referência, constituindo-se em um espaço de escuta, estímulo, resignificação de 
valores, de modo a favorecer processos que permitam a participação efetiva do 
adolescente e de sua família. 
O processo de elaboração do PIA prevê a realização de: 
• Reunião por área para conhecimento do diagnóstico polidimensional; 
 Reunião realizada pela equipe de referência para análise do diagnóstico 
polidimensional e propostas de encaminhamentos pertinentes ao atendimento 
do adolescente; 
 Reunião da equipe de referência com o adolescente e a família, para o 
estabelecimento de ações a serem desenvolvidas e metas a serem atingidas 
num determinado período. 
 
2 As metas devem ser preferencialmente quantificáveis em relação ao seu alcance e prever o 
investimento na qualidade da intervenção profissional. A meta é do adolescente e não das áreas, 
sendo que todas contribuem para o seu alcance e na qualidade da intervenção. 
 
13 
 
 
Para o efetivo acompanhamento do PIA, as equipes de referência deverão reunir-
se periodicamente, ao menos uma vez mês; sempre que o adolescente demandar e 
quando da necessidade de discutir os redirecionamentos. Essas reuniões visam, 
entre outros aspectos: 
 Conhecer o adolescente, por meio da discussão de caso a partir do 
diagnóstico polidimensional; 
 Ouvir o adolescente em suas necessidades; 
 Possibilitar ao adolescente se conhecer e compreender suas potencialidades, 
competências, dificuldades, individualidade, desejos, expectativas... 
 Envolver o adolescente e sua família no processo de desenvolvimento do PIA; 
 Construir, acompanhar e avaliar as metas junto ao adolescente e família, 
buscando desenvolver sua autonomia. 
Para qualificar o processo de elaboração do PIA e seu efetivo acompanhamento, 
faz-se necessário um trabalho junto às equipes que busque ultrapassar o senso 
comum, de modo a romper com preconceitos, tanto da própria equipe como do 
adolescente, família e sociedade. Além disso, faz-se necessário investir na 
qualificação dos relatórios e demais registros para que estes explicitem, de forma 
clara e objetiva, o posicionamento da equipe. 
O relatório _Plano Individual de atendimento (PIA) será, após discussão da 
equipe de referência com o adolescente e família, relatado no SIG sob o título 
relatório do PIA e depois de revisto pelo encarregado técnico do Centro ou diretor 
(semi liberdade) será encaminhado ao Poder Judiciário no prazo máximo de 45 dias 
do ingressodo adolescente no programa de atendimento.( internação ou semi 
liberdade). 
 
 
14 
 
 
A revisão das metas estabelecidas no PIA serão realizadas sempre que for ou 
solicitada pelo defensor, Ministério Publico devidamente deferidas pelo Juiz ou pelo 
adolescente e família ou ainda pela própria equipe de referencia diante de fatos 
novos 
OBS.: 
As metas serão estabelecidas em conjunto entre o adolescente, família e equipe, 
não cabendo metas por áreas especificas sem discussão conjunta e cordada- não 
existem metas dos profissionais para o adolescente e sim com o adolescente. 
3. Síntese do trabalho em grupos sobre temas específicos 
 
O trabalho sobre os temas específicos foi realizado em grupos heterogêneos e 
orientado por meio de um roteiro de questões, a fim de contribuir para a 
problematização de cada tema e orientar a sistematização, sendo cada grupo 
responsável em discutir, sistematizar e apresentar o resultado dos trabalhos sobre 
cada uma das temáticas, a saber: 
 
3.1 FAMÍLIA 
 
- De que família estamos falando? 
 A família é a unidade básica da sociedade podendo ser formada por 
pessoas unidas por laços consanguíneos e/ou por afinidade e afetividade. 
A família tem função primordial de proteção e desenvolvimento, sobretudo 
potencialidades para dar apoio emocional a seus membros. Ampliando o 
conceito de família da qual estamos falando identificamos como um grupo 
ou pessoas com as quais os adolescentes possuam vínculos afetivos, 
respeitando-se os diferentes arranjos familiares com histórico e diferenças 
culturais. 
 
15 
 
 
 
- Qual o papel da família no desenvolvimento da medida 
 socioeducativa? 
 Resgatar sua condição essencial de afetividade e suas funções 
primordiais de prover e proteger o adolescente através da 
corresponsabilidade durante a elaboração e acompanhamento de seu 
Plano Individual de Atendimento – PIA, com vistas ao alcance de sua 
autonomia para exercício da cidadania. 
 
- Como trabalhar a família nesse processo? 
 Promover o acolhimento à família pela área de serviço social do Centro 
de Atendimento, desenvolvendo ao longo do processo socioeducativo uma 
escuta qualificada desprovida de juízo de valor, para que haja a 
compreensão do funcionamento de como são estabelecidas as relações 
no grupo familiar, construindo uma relação de confiança mútua. 
 Esta compreensão prevê uma ação compartilhada por toda a equipe do 
Centro, família e rede de serviços, prevendo na metodologia da 
abordagem familiar o atendimento individual e grupal, a elaboração do 
 
plano familiar de atendimento, a inclusão e acompanhamento da família 
em programas sociais, promovendo seu empoderamento de modo que ela 
se reconheça como agente no processo de acompanhamento do Plano 
Individual de Atendimento do adolescente – PIA. 
 
3.2 GRUPO DE REFERÊNCIA 
 
- O que é equipe de referência (conceito)? 
 É um grupo de profissionais do Centro de Atendimento envolvidos no 
processo socioeducativo, provenientes das áreas de saúde, segurança e 
 
16 
 
 
pedagogia. Com o objetivo de atender o adolescente e família em sua 
integralidade, dentro de suas necessidades e potencialidades, 
favorecendo a elaboração e eficiência do Poli e PIA com efetividade. 
 
- Como se constitui uma equipe de referência? 
 A equipe de referência se constitui a partir de um grupo de profissionais 
formado por: psicólogo, assistente social, agente educacional, agente de 
apoio socioeducativo e enfermeiro, os quais se tornam uma equipe por 
meio da organização e efetivação de encontros, com a finalidade de 
individualizar o adolescente, realizar a complementação entre as 
diferentes áreas, bem como discutir e se apoderar dos resultados deste 
trabalho. Esta constituição se dará pela articulação do encarregado de 
área técnica, compreendendo a importância de se estabelecer vínculos 
entre profissionais, adolescente e família. O conhecimento da história de 
vida do adolescente, das contingências do ato infracional e de suas 
demandas viabilizarão as ações e o planejamento das áreas. 
 A agenda multiprofissional do Centro deverá reservar espaço semanal 
par o encontro da equipe de referencia com os adolescentes que são 
responsáveis garantindo no mínimo uma reunião mensal por 
adolescente, após conclusão do PIA 
 
- Qual a diferença entre equipe multiprofissional e equipe de referência? 
 Equipe Multiprofissional: é uma referência conceitual a partir da VISÃO da 
FCASA, sendo que: 
o Contempla todas as áreas do Centro (saúde, administrativo, 
pedagógico e segurança); 
o Os parceiros atuam na medida socioeducativa, mas não são 
membros da equipe multiprofissional; 
o Tem atuação direta e indireta no atendimento; 
 
17 
 
 
o Caracteriza-se pelas atribuições e abordagem específica dos 
profissionais; 
o Garante o atendimento no âmbito coletivo. Reúne-se para 
discutir/definir: 
 Procedimentos; 
 PPP; 
 Eventos; 
 Ações planejadas; 
 Plano de contingência; 
o Constitui-se na base de sustentação para a equipe de referência; 
o É articulada e direcionada pelos gestores do Centro. 
 Equipe de Referência: 
o Tem como foco o atendimento individualizado do adolescente; 
o Atua na qualificação do atendimento, através da presença 
educativa e exemplaridade; 
o Parte de uma abordagem intencional, integral e facilitadora no 
processo socioeducativo; 
o Possui uma perspectiva multiprofissional; 
o Tem como desafio transcender o conceito para uma ação efetiva 
diante das necessidades/prioridades e objetivos do adolescente e 
família. 
 
3.3 AGENDA MULTIPROFISSIONAL 
 
 
- Como organizar a agenda multiprofissional do Centro? 
 
 A organização da agenda deverá considerar o planejamento de cada 
Centro de Atendimento e suas peculiaridades, por meio de discussões 
 
18 
 
 
 
com todas as áreas, garantindo o atendimento da legislação vigente e das 
diretrizes institucionais propostas, respeitando as necessidades do 
adolescente. Deverá abranger as atividades de todas as áreas de 
atendimento, prevendo flexibilidade e garantindo a efetivação do cotidiano 
do Centro. 
 
- O que é a agenda multiprofissional e a agenda do adolescente? 
 
 AGENDA MULTIPROFISSIONAL: É um instrumento de gestão que 
organiza o trabalho de todas as áreas, desde o despertar até o repousar 
dos adolescentes, considerando os perfis, os programas de atendimento, 
os aspectos físicos e estruturais e o quadro funcional dos Centros. 
 AGENDA DO ADOLESCENTE: Construída a partir do PIA, trata-se de 
uma ferramenta de organização do cotidiano dos adolescentes, 
contemplando todas as áreas de atendimento. 
 
 
- De quem é a responsabilidade de montar a agenda do Centro e a do 
adolescente? 
 
 AGENDA MULTIPROFISSIONAL: É de responsabilidade de toda equipe 
multiprofissional sob a coordenação dos Encarregados de Área Técnica. 
 AGENDA DO ADOLESCENTE: Deve ser construída pela equipe de 
referência conjuntamente com adolescente e acompanhamento da família, 
considerando o PIA. 
 
19 
 
 
3.4 PLANO DE CONTINGÊNCIA 
 
- Para que o Centro precisa do Plano de Contingência? 
 
 É um instrumento que busca delinear ações ordenadas e clarificadas, 
pautadas em medidas mediatas e imediatas, embasadas na ótica e na 
prática preventiva que visa otimizar e garantir a execução dos trabalhos 
propostos, objetivando salvaguardar a integridade dos adolescentes, 
servidores, parceiros e patrimônio; bem como a garantia da execução do 
Plano Político Pedagógico – PPP. 
 
- Quem é responsável pela elaboração? 
 
 Todas as áreas envolvidas diretamente no Centro devem participar da 
discussão do plano, dentro de suas especificidades e considerando as 
diretrizes que norteiam a execução da medida socioeducativa. Sua 
elaboração caberá aos representantes de cada setor e toda a gestão do 
Centro, com suporte da Divisão Regional,representada pelo 
UAISAS, Supervisão Técnica e Encarregado de Segurança. 
 
- E pela Execução? 
 
 Todas as áreas envolvidas direta e indiretamente: terceirizadas, 
conveniadas, parceiros (SE e PAR), ou seja, é responsabilidade de cada 
ator participar da rotina do Centro. 
 
- A quem cabe coordenar e multiplicar esse plano? 
 
 
 
20 
 
 Todos os gestores do Centro, assistidos por representantes da Divisão 
Regional. 
 
3.5 MÚLTIPLAS PASSAGENS 
 
- Quais são as dificuldades de sua aplicação e formas de se aperfeiçoar? 
 Dificuldades: 
 
 
o Não considerar as características de cada região; 
o Equipes despreparadas e desmotivadas; 
o Falta de compreensão do servidor da importância de seu papel no 
trabalho socioeducativo; 
o Despertar no adolescente a compreensão de sua realidade e 
possibilidade de alterar e construir seu projeto de vida; 
o Estrutura física inadequada; 
o Quadro funcional incompleto; 
o População excedente; 
o Baixa escolarização dos adolescentes; 
o Ausência de políticas públicas; 
o Estabelecimento e manutenção dos critérios de progressão e 
regressão. 
 
 Formas de aperfeiçoar: 
 
 
o Melhor preparo das equipes, de acordo com o perfil do Centro em 
que irá atuar; 
 
 
 
 
21 
 
 
o Mapeamento da realidade, considerando o local de origem do 
adolescente e a efetivação da articulação com a rede 
socioassistencial; 
o As estruturas físicas; 
o Adequação e capacitação do quadro funcional; 
o Cumprimento integral da Lei do Sinase; 
o Mobilização dos três poderes para o enfrentamento da falta de 
política pública; 
o Alinhamento da proposta de trabalho junto à equipe; 
o Adaptação da proposta frente à estrutura existente; 
o Adequação do número de jovens por equipe de referência (menor 
proporção x complexidade de casos); 
o Qualificar o processo seletivo para ingresso na Fundação CASA. 
o As características e os riscos no ponto de vista da segurança 
ambiental para servidores e jovens do Centro; 
o Intensificar e incluir os jovens nas discussões relacionadas ao 
treinamento de brigada de incêndio e situações de risco de 
acidentes; 
o Treinamento de primeiros socorros para todos os servidores e 
jovens do Centro; 
o Qualificar o processo seletivo para ingresso na Fundação CASA; 
o Pensar uma forma de atendimento psicossocial e de saúde 
diferenciada para servidores que atuam neste contexto. 
 
 
- Como trabalhar com jovens com múltiplas passagens, com idades 
diferentes e acima de 18 anos? 
 
 
22 
 
 
 O Plano Individual de Atendimento deve ter a perspectiva de aprofundar a 
formação que o jovem recebeu em sua medida anterior, dando a ele o 
direito de opinar, dialogando sobre suas necessidades, com vistas ao 
protagonismo. 
 Reconfiguração das atividades oferecidas. Rever a proposta pedagógica – 
ensino formal, educação profissional e demais áreas que compõem o 
atendimento socioeducativo. 
 Centro com estrutura física diferenciada e população reduzida, frente à 
complexidade dos casos. 
 Capacitação e formação continuada das equipes. 
 Fortalecer as ações relacionadas ao envolvimento com drogas e 
cidadania. 
 Organização por idade, considerando as especificidades das fases de 
desenvolvimento. 
 Estreitamento/fortalecimento da comunicação entre parceiros e equipe 
multiprofissional do Centro. 
 
- Como trabalhar com jovens com mais de uma passagem, em centros de 
jovens de primeira passagem? 
 
 Maior atenção e monitoramento; 
 Qualificação do trabalho; 
 Utilização adequada das ferramentas institucionais (POLI, PIA, CAD, 
intervenções socioeducativas, equipe de referência). 
 Fortalecimento da equipe multidisciplinar com relação ao diagnóstico do 
adolescente visando à intervenção rápida e adequada. 
 
 
 
23 
 
 
 Desenvolver trabalho integrado com a equipe multiprofissional e de 
referência, adolescente e família, focando na ética, compromisso e 
relacionamento interpessoal, respeitando as diretrizes estabelecidas. 
 Elaboração do diagnóstico polidimensional, com qualidade. 
 Inserção em cursos/atividades de acordo com suas necessidades e 
anseios, conforme as metas estabelecidas em seu PIA. 
 Resgatar vínculos afetivos e familiares. 
 
 
3.6 SEMILIBERDADE – QUEBRA DE MEDIDA 
 
- Quais as medidas de enfrentamento, para o problema de quebra de 
medida, no momento da recepção, na saída autorizada e na saída do final 
de semana? 
 
 Propiciar ações formativas e subsídios para o quadro funcional (equipe de 
referência), abordando temáticas de interesse, como por exemplo, família, 
drogas etc.; 
 Intensificar as ações de esclarecimento do papel e da função da medida 
de semiliberdade, evitando ações equivocadas internamente e 
qualificando a interpretação das medidas (CIPs, CIs); 
 Retomar os contatos entre as medidas e externamente com PJ, MP, DF, e 
rede socioassistencial. Ações a nível Institucional Regional e do Centro; 
 Enfrentar a questão das drogas que influenciam o índice de 
descumprimento de medida; 
 Buscar garantir que tanto o Assist quanto o Fargestron sejam realizados 
nos Centros de Internação Provisória para melhor subsidiar os 
encaminhamentos na medida de semiliberdade. 
 
 
24 
 
 
 Dar continuidade a capacitação e acompanhamento para os profissionais 
relacionados ao Assist. 
 Promover, para funcionários, adolescentes e famílias, ações de divulgação 
dos malefícios das drogas, com recursos próprios da Fundação Casa e 
com apoio de parceiros externos, para subsidiar as intervenções da equipe 
de referência junto ao adolescente. 
 Propor a revisão da estrutura de funcionamento dos Centros de 
Atendimento, guardando-se suas diferenças de capacidade e quadro 
funcional, avaliando-se as demandas pelas Regionais; 
 Retomar a discussão da necessidade de retorno do coordenador de 
equipe no período noturno. 
 
- Qual o papel da família no processo de trabalho da equipe 
multiprofissional? 
 
 Coparceria e corresponsabilidade; 
 Zelar pelo cumprimento das metas do PIA; 
 Participar das reuniões de família. 
 
- Para que se constitui uma equipe de referência? 
 Por ser uma Diretriz do SINASE e do Regimento Interno, objetivando um 
atendimento individualizado, visando o empoderamento e 
responsabilizando todos os envolvidos na execução da medida 
socioeducativa (psicossocial, pedagógico, segurança e disciplina), para 
atenção integral do adolescente. 
 
 
 
 
 
25 
 
 
Considerações finais 
 
 
O VII Encontro Estadual de gestão e planejamento estratégico foi considerado 
pela totalidade dos participantes como um encontro que contribuiu em muito na 
melhor compreensão das propostas e necessidades de aperfeiçoamento da atuação 
dos profissionais da fundação junto aos adolescentes em conflito com lei. 
As discussões em grupo foram muito ricas e proveitosas e permitiram uma troca 
importante de experiências. As plenárias provocaram discussões aprofundadas de 
cada tema e as apresentações da experiências dos dois centros foi um ponto alto, 
pois demonstraram que apesar das inúmeras dificuldades enfrentadas pelos Centros 
quanto estrutura física, servidores desgastados excesso de população, ausência de 
corpo funcional, é possível realizar um trabalho de qualidade dentro das diretrizes da 
Fundação. 
Esse documento é uma síntese das discussões sem a riqueza das experiências 
vivenciadas, mas representa um início de aprofundamento dos temas propostos. 
 
Esperamos que seja utilizado nos centros como fonte de discussão e que muitas 
contribuições sejam encaminhadas para complementar essas colocações. 
 
Os agradecimentos aos organizadores do Encontro, aos participantes e equipe 
diretiva da Fundação pela oportunidade. 
 
Agradecimento especial ao grupo da Gerência de Tecnologia e Informática(GTI), 
a equipe da Assessoria de Relações Públicas sem osquais não poderíamos ter tido 
sucesso no encontro. 
 
 
26 
 
 
BERENICE MARIA GIANNELLA 
PRESIDENTE DA FUNDAÇÃO CASA 
 
MARIA ELI COLLOCA BRUNO 
DIRETORA TÉCNICA 
 
FRANCISCO CARLOS ALVES 
DIRETOR ADMINISTRATIVO 
 
SUPERINTENDENTES 
CARLOS ALBERTO CORADE 
DÉCIO PERRONI RIBEIRO FILHO 
MARISA FORTUNATO 
 
ASSISTENTES DE DIREÇÃO 
PENHA LÚCIA VALÉRIO RAMOS 
VOLÚNIA SUBLIME TOSIN 
 
DIRETORA DA ESCOLA PARA FORMAÇÃO E CAPACITAÇÃO 
PROFISSIONAL 
MONICA MOREIRA DE OLIVEIRA BRAGA CUKIERKOM 
 
 
 
 
27 
 
 
 
 
DIRETORES DE DIVISÃO 
CELSO ROBERTO QUINTILIANO 
DIRCEU BIAPINO DE JESUS 
GUILHERME ASTOLFI CAETANO NICO 
IVANETE GONÇALVES DE OLIVEIRA 
JOÃO CARLOS DO ESPIRITO SANTO 
JULIO CESAR PADOVAN 
MAGALI RAINATO 
MARCIO BISCUOLA DE MORAES 
MARLY MOURA 
ROSELI CREPALDI 
SÉRGIO DE OLIVEIRA 
 
 
REVISÃO 
DIRETORIA TÉCNICA 
2013 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
28 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ANEXOs 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
29 
 
 
 
 
 
 
 
 
DIAGNÓSTICO POLIDIMENSIONAL 
 
30 
 
 
 
 
 
 
 
 
31 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
32 
 
 
 
 
 
 
 
 
33 
 
 
 
 
 
 
 
 
34 
 
 
 
 
 
 
 
 
35 
 
 
 
 
 
 
 
 
36 
 
 
 
 
 
 
 
 
37 
 
 
 
 
 
 
 
 
38 
 
 
 
 
 
 
 
 
39 
 
 
 
 
 
 
 
 
40 
 
 
 
 
 
 
 
 
41 
 
 
 
 
 
 
 
 
42 
 
 
 
 
 
 
 
 
43 
 
 
 
 
 
 
 
 
44 
 
 
 
 
 
 
 
 
45 
 
 
 
 
 
 
 
 
46 
 
 
 
 
 
 
 
 
47 
 
 
 
 
 
 
 
 
48 
 
 
 
 
 
 
 
 
49 
 
 
 
 
 
50 
 
 
 
 
 
 
 
 
51 
 
 
 
 
 
 
 
 
52 
 
 
 
 
 
 
 
 
53 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
54 
 
 
VII ENCONTRO ESTADUAL 
PARA PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO 2013 
09 a 12 de Abril de 2013 
Relação de Participantes 
SEDE 
 NOME CARGO UNIDADE 
1 Berenice Giannella Presidente PR 
2 Antonio Cláudio Flores Piteri Vice-Presidente PR 
3 Ana Claudia Marino Bellotti Chefe de Gabinete PR 
4 Maria Eli Colloca Bruno Diretora Técnica DT 
5 Francisco Carlos Alves Diretor Administrativo DA 
6 Jadir Pires de Borba Corregedor COR 
7 Almira de Oliveira Voshida Leite Ouvidoria OUV 
8 Adilson Fernandes de Souza Assessor de Medidas AMSE 
9 Mauricio da Silva Correia Assessor de Planejamento GP 
10 Marisa Fortunato 
Superintendência 
Pedagógica DT 
11 Carlos Alberto Corade 
Superintend.Segurança e 
Disciplina DT 
12 Décio Perroni Ribeiro Filho Superintendência de Saúde DT 
13 
Mônica Moreira O. Braga 
Cukierkorn EFCP / Diretora EFCP 
14 José Carlos Pereira da Silva DTI / Diretor DA 
15 Denilson Araújo de Oliveira Imprensa AI 
16 Eliel Nascimento Imprensa AI 
17 Penha Lucia Valério Ramos DT / Assistente de Direção DT 
18 
Rose Iracema Martim Garcia 
Martins DT / NUPRIE DT 
 
55 
 
19 Volúnia Sublime Tosin DT 
DT 
20 Carlos Alberto Robles Gerente de Ed. Fis. Esporte DT 
21 Carmen Silvia Cintra Torres de Carvalho Gerente de Arte e Cultura DT 
22 Neuza Maria Ewerton Flores Gerente Escolar DT 
23 Ana Maria da Silva 
Gerente de Educação 
Profissional DT 
24 Vera Mª de Marco Felicíssimo 
Gerente de Assist. 
Psicossocial DT 
25 Ana Laura Martins Garcia Gerente de Saúde DT 
26 Izildinha Gonçalves de Almeida Souza 
Gerente de Medicina e Seg. 
Trabalho DT 
27 Natália Salmazo 
Gerente de Orientação 
Nutricional DT 
28 Denis Batista Gomes Gerente Operacional DT 
29 Rogério de Abreu Carneiro 
Gerente de Segurança 
Interna DT 
30 Marcelo Agripino dos Santos 
Gerente de Suporte 
Operacional DT 
31 Flavio Jari Depieri 
Gerente de Segurança 
Externa DT 
32 Carlos Leme Goulart DA / DFIN DA 
33 Romes Aziz Sabbag DA / DSUP DA 
34 Cosme Ivanildo de Almeida DA / DRH DA 
35 Edivaldo Cesar Simei DA / DOPIM DA 
36 Sebastião Balejo DA / DLogística DA 
37 Roseli Gouvêa EFCP / Coordenadora CEA EFCP 
38 Marcos Brunini EFCP / Coordenador CFC EFCP 
39 Noeli Buono EFCP / Coordenadora do CFI EFCP 
40 
Ana Cristina do Canto Lopes 
Bastos 
EFCP / Coordenadora do 
CPDoc EFCP 
41 Arilton Pereira Leite DTI DA 
 
56 
 
42 Daniel Lofeu da Costa DTI DA 
43 João Paulo Puntel Vagen DTI DA 
44 Odenilson dos Santos Bonfim DTI DA 
45 Teresa Tavares Relações Públicas ARP 
46 Karin Valle Relações Públicas ARP 
47 Luciana Melli Gabinete da PR PR 
48 Edson de Barros Monteiro Presidência PR 
49 Fernando Vince Vicenti Presidência PR 
DIVISÃO REGIONAL METROPOLITANA – DRM I 
 NOME CARGO UNIDADE 
1 MAGALI RAINATO DIRETOR DE DIVISÃO REGIONAL 
2 
DANIELLI DO LAGO HYPPOLITO DE 
LIMA 
CHEFE DE SEÇÃO TÉCNICA REGIONAL 
3 HUMBERTO CARLOS GONÇALVES 
CHEFE DE SEÇÃO 
ADMINISTRATIVA 
REGIONAL 
4 EDSON DE OLIVEIRA Encarregado de Segurança REGIONAL 
5 Rosely Carvalho SUPERVISOR REGIONAL 
6 Roseli Aparecida Silva SUPERVISOR REGIONAL 
7 Luciana Monteiro dos Santos Coordenador Pedagógico CASA Sorocaba III 
8 MARCIA CRISTINA RIBEIRO Coordenador Pedagógico CASA Franco da Rocha 
9 Almara Alessandra Checoni DIRETOR DA UAISAS UAISAS 
10 Zanate Ferreira Cardoso Encarregado - Área Técnica CASA Atibaia 
11 Sandra Regina dos Anjos Encarregado - Área Técnica CASA Bragança Paulista 
12 
Maria de Fátima Cesarini 
Schimidt 
Encarregado - Área Técnica 
CASA Dom Gabriel Paulino 
Bueno Couto 
13 Glaucia Gonçalves Moreno Encarregado - Área Técnica CASA Novo Tempo 
14 Rosana Camargo Campelo Ferraz Encarregado - Área Técnica CASA Sorocaba I e II 
 
57 
 
15 Luciana Tessaro Zorzan Encarregado - Área Técnica CASA Sorocaba III 
16 Francine Gonçalves Pinto Encarregado - Área Técnica CASA Sorocaba IV 
17 Fernanda Venancio Narciso Encarregado - Área Técnica CASA Franco da Rocha 
18 
Elizabeth Aparecida da Silva 
Comuana 
Encarregado - Área Técnica CASA Jacarandá 
19 Maria Aparecida Silva Lisboa Encarregado - Área Técnica CASA Rio Negro 
20 Suely Leite de Azevedo Encarregado - Área Técnica CASA Tapajós 
21 Renata Valetti Santos 
Diretor - Centro de 
Semiliberdade 
CASA de Semiliberdade 
Jundiaí 
22 Wildes Fernandes de Oliveira 
Diretor - Centro de 
Semiliberdade 
CASA de Semiliberdade 
Sorocaba 
Diretores dos Centros de Internação - apenas no último dia (manhã) 11 
1 
Nilson Gomes de Sena 
Diretor - Centro de 
Internação CASA Jacarandá 
2 
Oscarina M. A. Neta Rodrigues 
Diretor - Centro de 
Internação CASA Rio Negro 
3 Jose Carlos Policarpo 
Diretor - Centro de 
Internação CASA Tapajós 
4 
Keila Costa da Silva 
Diretor - Centro de 
Internação CASA Novo Tempo 
5 
Rodrigo Marques 
Diretor - Centro de 
Internação CASA Franco da Rocha 
6 
Marili Angelo 
Diretor - Centro de 
Internação CASA Atibaia 
7 
Ana Lucia Garcia Nunes dos 
Santos 
Diretor - Centro de 
Internação CASA Bragança Paulista 
8 Marcio Valerio Ruiz Alves 
Diretor - Centro de 
Internação 
CASA Dom Gabriel Paulino 
Bueno Couto 
9 
Agueda de Jesus Silva 
Diretor - Centro de 
Internação CASA Sorocaba I e II 
10 
Moyses Adriano Martins 
Diretor - Centro de 
Internação CASA Sorocaba III 
11 
Francisco Alves Pinto 
Diretor - Centro de 
Internação CASA Sorocaba IV 
 
58 
 
DIVISÃO REGIONAL METROPOLITANA LESTE 1 – DRM II 
 NOME CARGO UNIDADE 
1 Roseli Crepaldi DIRETOR DE DIVISÃO REGIONAL 
2 Eliana Rosa Silva Ferreira CHEFE DE SEÇÃO TÉCNICA REGIONAL 
3 Ademir Aparecido Antunes 
CHEFE DE SEÇÃO 
ADMINISTRATIVA 
REGIONAL 
4 Reginaldo Alves de Lima 
ENCARREGADO DE 
SEGURANÇA 
REGIONAL 
5 Eunice F.P. Meni dos Santos SUPERVISOR REGIONAL 
6 Bárbara A. S. dos Anjos SUPERVISOR REGIONAL 
7 Cintia T. R. Dias Silva 
COORDENADOR 
PEDAGÓGICO 
CASA Itaquera 
8 Maria Aparecida de Oliveira Costa 
COORDENADOR 
PEDAGÓGICO 
CASA Ferraz de Vasconcelos 
I e II 
9 Daniela Peres Garcia DIRETOR DA UAISAS UAISAS 
10 Menilzula Maurída S. Coelho 
Encarregado - Área Técnica 
CASA Ferraz de Vasconcelos 
I e II 
11 Natache Khrystie C. Oliveira 
Encarregado - Área Técnica 
CASA NovoHorizonte - 
Guaianazes I 
12 Karla Trufelli Righi Encarregado - Área Técnica CASA Guaianazes II 
13 Silvia Regina S. Di Pietro Encarregado - Área Técnica CASA Encosta Norte 
14 Cristiane Ricardo Encarregado - Área Técnica CASA Fazenda do Carmo 
15 Lúcio de Oliveira Encarregado - Área Técnica CASA Vila Conceição 
16 Claudia Rocco Encarregado - Área Técnica CASA Chiquinha Gonzaga 
17 Luciano Francisco Righeto Encarregado - Área Técnica CASA Chiquinha Gonzaga 
18 Celia Regina Cofani Encarregado - Área Técnica CASA Itaquera 
19 Vanderlei Vieira de Souza 
Diretor - Centro de 
Semiliberdade 
CASA de Semiliberdade 
Azaléia 
20 Rosana Marfil de Oliveira 
Diretor - Centro de 
Semiliberdade 
CASA de Semiliberdade 
Fênix 
21 Vânia Laurindo 
Diretor - Centro de 
Semiliberdade 
CASA de Semiliberdade 
Prof Paulo Freire 
 
59 
 
22 Dolores Cristina de Sá 
Diretor - Centro de 
Semiliberdade 
CASA de Semiliberdade 
Sabará 
23 Wagner Machado 
Diretor - Centro de 
Semiliberdade 
CASA de Semiliberdade São 
Mateus 
24 Marcos Roberto Hamer 
Diretor - Centro de 
Semiliberdade 
CASA de Semiliberdade 
Umbó 
25 Wladymir Tarabay Gonzalez 
Diretor - Centro de 
Semiliberdade 
CASA de Semiliberdade 
Uraí 
 
 
Diretores dos Centros de Internação - apenas no último dia (manhã) 
1 Israel Simões Pimentel 
Diretor - Centro de 
Internação 
CASA Ferraz de Vasconcelos 
I e II 
2 Newton Oliveira do Sacramento 
Diretor - Centro de 
Internação 
CASA Novo Horizonte - 
Guaianazes I 
3 Oswaldo Bonfim Junior 
Diretor - Centro de 
Internação 
CASA Guaianazes II 
4 Orlando Vilmar Mendes 
Diretor - Centro de 
Internação 
CASA Itaquera 
5 Alessandro Augusto Santos 
Diretor - Centro de 
Internação 
CASA Encosta Norte 
6 Almir C. de Andrade 
Diretor - Centro de 
Internação 
CASA Fazenda do Carmo 
7 Eder dos Santos 
Diretor - Centro de 
Internação 
CASA Vila Conceição 
8 Claudia Pasquini de Almeida 
Diretor - Centro de 
Internação 
CASA Chiquinha Gonzaga 
DIVISÃO REGIONAL METROPOLITANA LESTE 2 – DRM III 
 NOME CARGO UNIDADE 
1 
IVANETE GONÇALVES DE 
OLIVEIRA 
DIRETOR DE DIVISÃO REGIONAL 
2 PAULA MAGILA CHEFE DE SEÇÃO TÉCNICA REGIONAL 
3 ALESSANDRA BATISTA LEITE 
CHEFE DE SEÇÃO 
ADMINISTRATIVA 
REGIONAL 
4 ROBSON PRIKADANOVIC 
ENCARREGADO DE 
SEGURANÇA 
REGIONAL 
5 
ADRIANA DE FATIMA NIGRE 
CARDOSO 
SUPERVISOR REGIONAL 
6 
SOPHIE HELENA M. I. 
ASSUMPÇÃO 
SUPERVISOR REGIONAL 
 
60 
 
7 LEONORA LEÃO DE OLIVEIRA 
COORDENADOR 
PEDAGÓGICO 
CASA Rio Tocantins 
8 SANDRO DE SOUZA MEDEIROS 
COORDENADOR 
PEDAGÓGICO 
CASA Rio Tâmisa 
9 Cilene Batista Carlos Brandão DIRETOR DA UAISAS UAISAS 
10 PAULO ROGÉRIO DE OLIVEIRA Encarregado - Área Técnica CAI Gaivota 
11 MIRTA DE SANTANA SOARES Encarregado - Área Técnica CASA Itaparica 
12 NILCE SIMIE SHIMABUKORO Encarregado - Área Técnica CASA Rio Paraná 
13 SILVIA MARIA GOBBO Encarregado - Área Técnica CASA Rio Turiassu 
14 SOLANGE APARECIDA CAMARGO Encarregado - Área Técnica CASA Rio Nilo 
15 TEREZA CHRISTINA KISS Encarregado - Área Técnica CASA Topázio 
16 WALTER DA SILVA GOMES Encarregado - Área Técnica CASA Juquiá 
17 
MARIA CELIA JARDIM DE 
MACEDO 
Encarregado - Área Técnica CASA Rio Tâmisa 
 
 
Diretores dos Centros de Internação - apenas no último dia (manhã) 
1 
Nicea Martins de Sousa 
Diretor - Centro de 
Internação 
CAI Gaivota 
2 
Ricardo Wagner Cuevas 
Diretor - Centro de 
Internação 
CASA Itaparica 
3 
Sonia Regina Gomes da Silva 
Cesário 
Diretor - Centro de 
Internação 
CASA Rio Paraná 
4 
Antonio Augusto de Oliveira 
Diretor - Centro de 
Internação 
CASA Rio Turiassu 
5 
Jairo Silva Cavalcante 
Diretor - Centro de 
Internação 
CASA Rio Nilo 
6 
Lindemberg Aparecido de Luna 
Diretor - Centro de 
Internação 
CASA Rio Tocantins 
7 
Rosangela Lima Marinelli 
Diretor - Centro de 
Internação 
CASA Topázio 
8 
Marilda de Oliveira 
Diretor - Centro de 
Internação 
CASA Juquiá 
9 
Fernando Faria de Andrade 
Diretor - Centro de 
Internação 
CASA Rio Tâmisa 
 
 
61 
 
DIVISÃO REGIONAL METROPOLITANA OESTE – DRM IV 
 NOME CARGO UNIDADE 
1 DIRCEU BIAPINO DE JESUS DIRETOR DE DIVISÃO REGIONAL 
2 
LOURIVAL CLEMENTINO DE NORONHA 
JÚNIOR 
CHEFE DE SEÇÃO TÉCNICA REGIONAL 
3 
MARIA JOSÉ SILVA CALDAS 
FAGUNDES 
CHEFE DE SEÇÃO 
ADMINISTRATIVA 
REGIONAL 
4 EMERSON DE SOUSA ENCARREGADO DE SEGURANÇA REGIONAL 
5 
BERNARDETH MARTINS DE 
SOUSA 
SUPERVISOR REGIONAL 
6 MAURICIO ANDRADE SUPERVISOR REGIONAL 
7 SANDRA CECILIA DA SILVA COORDENADOR PEDAGÓGICO CASA Jardim São Luiz 
8 
ALEXANDRE DE OLIVEIRA 
FERNANDES 
COORDENADOR PEDAGÓGICO CASA Osasco 
9 
ROSANA CRISTINA SQUITTINO 
AUN 
DIRETOR DA UAISAS UAISAS 
10 
ROSANA GUIGOU ROCHA DA 
COSTA 
Encarregado - Área Técnica CASA Osasco I e II 
11 ROSANA DE JULIO RAMOS 
Encarregado - Área Técnica 
CASA Feminina Parada de 
Taipas 
12 HELENA AMARAL LOTUFO Encarregado - Área Técnica CASA Pirituba 
13 DANIELA BARRETO VELOSO Encarregado - Área Técnica CASA Nova Aroeira 
14 DORCAS DA CONCEIÇÃO XAVIER Encarregado - Área Técnica CASA Cedro 
15 CAMILA PINHEIRO PROENÇA Encarregado - Área Técnica CASA Ipê 
16 CLAUDIA FERREIRA DE MELLO Encarregado - Área Técnica CASA Jardim São Luiz I e II 
17 SILVIA HELENA MANÇAN Encarregado - Área Técnica CASA Jatobá 
18 PATRICIA BASTIANON AZEVEDO Encarregado - Área Técnica CASA Nogueira 
19 DANIELLE FIDELIS DE OLIVEIRA Encarregado - Área Técnica CASA Vila Leopoldina 
20 TÂNIA REGINA PASSADORE 
Diretor - Centro de Semiliberdade 
CASA de Semiliberdade 
Araré 
21 ENY MATSUCURA YAMADA 
Diretor - Centro de Semiliberdade 
CASA de Semiliberdade 
Guararema 
 
62 
 
22 EDILSON JOSE GOMES 
Diretor - Centro de Semiliberdade 
CASA de Semiliberdade 
Ibituruna 
23 
ALMUNITA DOS SANTOS FERREIRA 
PERERA 
Diretor - Centro de Semiliberdade 
CASA de Semiliberdade 
Jacirendi 
24 SERGIO NICOMEDIS LOPES 
Diretor - Centro de Semiliberdade 
CASA de Semiliberdade 
Nundiaú 
 
DIVISÃO REGIONAL METROPOLITANA NORTE – DRM V 
 NOME CARGO UNIDADE 
1 SÉRGIO DE OLIVEIRA DIRETOR DE DIVISÃO REGIONAL 
2 JANETE DIAS DO AMARAL CHEFE DE SEÇÃO TÉCNICA REGIONAL 
3 
ROSANGELA BARBOSA 
MANGUEIRA 
CHEFE DE SEÇÃO 
ADMINISTRATIVA 
REGIONAL 
4 EDVALDO ROMERO DE LIMA 
ENCARREGADO DE 
SEGURANÇA 
REGIONAL 
5 ANDREA CELICE SUPERVISOR REGIONAL 
6 ROSIMEIRE ROSA DE SNTANA SUPERVISOR REGIONAL 
7 RIVALDO DOS SANTOS 
COORDENADOR 
PEDAGÓGICO 
CASA VILA GUILHERME 
8 REGIANE SILVA SOUZA 
COORDENADOR 
PEDAGÓGICO 
CASA PAULISTA 
9 Valeria Fabiane Ramos da Silva DIRETOR DA UAISAS UAISAS 
10 KATY VALDERANO Encarregado - Área Técnica CASA Itaqua I 
11 
TEREZA FERREIRA DA SILVA 
LUPIANHEZ 
Encarregado - Área Técnica 
CASA Itaqua II 
12 VILMA APARECIDA DOS SANTOS Encarregado - Área Técnica CASA Vila Guilherme 
13 MARILZA BEVILAQUA Encarregado - Área Técnica CASA Bela Vista 
14 ZENAIDE MARA DE MATOS Encarregado - Área Técnica CASA Belém 
15 MARCIA PASCOALETE ROSA Encarregado - Área Técnica CASA Bom Retiro 
16 REINALDO LOPES Encarregado - Área Técnica CASA João do Pulo 
17 EUNICE DOS SANTOS ARAÚJO Encarregado - Área Técnica CASA Nova Vida 
 
63 
 
18 FABIANA NUNES FARIA Encarregado - Área Técnica CASA Paulista 
19 GISELDA DE CASTRO P DA SILVA Encarregado - Área Técnica CASA Ouro Preto 
20 FLAVIA MANGOLIN DE BARROS 
Analista téc. Assistente social 
internação CASA São Paulo 
21 Vitor Fernandes Ribeiro 
Diretor - Centro de 
Semiliberdade 
CASA de Semiliberdade 
Alvorada 
22 Paulo Airton Rossato 
Diretor - Centro de 
Semiliberdade 
CASA de Semiliberdade 
Caetanos 
23 Katia Munhaes Silva 
Diretor - Centro de 
Semiliberdade 
CASA de Semiliberdade 
Ícaro 
 
DIVISÃO REGIONAL METROPOLITANA CAMPINAS - DRMC 
 NOME CARGO UNIDADE 
1 MÍRIAM ANTUNES DIRETOR ADJUNTO REGIONAL 
2 HUGO LIMA GUIMARÃES CHEFE DE SEÇÃO TÉCNICA REGIONAL 
3 HIGOR VITOR ALMEIRA PEREIRA 
CHEFE DE SEÇÃO 
ADMINISTRATIVA 
REGIONAL 
4 JOSÉ MARIA DOS SANTOS LIMA ENCARREGADO DE SEGURANÇA REGIONAL 
5 FERNANDAFEITOSA DO VALE SUPERVISOR REGIONAL 
6 MICHELI GALVÃO SUPERVISOR REGIONAL 
7 
GISELI MARIA RODRIGUES DE 
OLIVEIRA 
COORDENADOR PEDAGÓGICO 
CASA JEQUITIBA - 
CAMPINAS 
8 
MAXWELL GOMES CARDOSO DE 
JESUS 
COORDENADOR PEDAGÓGICO 
CASA Maestro Carlos 
Gomes - Campinas 
9 REGINA LUIZA DA SILVA DIRETOR DA UAISAS UAISAS - Campinas 
10 MARIANA DE OLIVEIRA 
Encarregado - Área Técnica 
CASA Maestro Carlos 
Gomes - Campinas 
11 JANAINA PEREIRA G. DE ZOPPA Encarregado - Área Técnica CASA Campinas 
12 
ROSELI DA CRUZ SANTOS DA 
COSTA 
Encarregado - Área Técnica CASA Mogi Mirim 
13 GILMARA GARCIA 
Encarregado - Área Técnica 
CASA Laranjeiras - Mogi 
Mirim 
14 RENATA DANTAS DE ALMEIDA Encarregado - Área Técnica CASA Limeira 
 
64 
 
15 LUCI CLAUDIA DE SOUZA Encarregado - Área Técnica CASA Morro Azul - LIMEIRA 
16 MIRIAM EUNICE GONÇALVES Encarregado - Área Técnica CASA Rio Piracicaba 
17 FLAVIA CORREA MELLO COSTA Encarregado - Área Técnica CASA Escola Rio Claro 
18 YARA BERNARDES CORAGEM Encarregado - Área Técnica CASA Jequitibá - Campinas 
19 
SANDRA REGINA DA SILVA 
BUENO 
Encarregado - Área Técnica 
CASA Rio Amazonas - 
Campinas 
20 JULIANA ZAVARIZE EVANGELISTA 
Diretor - Centro de Semiliberdade 
CASA de Semiliberdade 
Mogi Mirim 
DIVISÃO REGIONAL LITORAL - DRL 
 
 
 
 NOME CARGO UNIDADE 
1 
JOÃO CARLOS DO ESPÍRITO 
SANTO 
DIRETOR DE DIVISÃO REGIONAL 
2 VIVIANE TEIXEIRA RODRIGUES CHEFE DE SEÇÃO TÉCNICA REGIONAL 
3 MAURICIO DOMINGUES LORES 
CHEFE DE SEÇÃO 
ADMINISTRATIVA 
REGIONAL 
4 FRANCISCO TORRES DA SILVA ENCARREGADO DE SEGURANÇA REGIONAL 
5 CARMEM CECÍLIA DE FREITAS SUPERVISOR REGIONAL 
6 REGINA CÉLIA LIMA DE SOUZA SUPERVISOR REGIONAL 
7 APARECIDA ARAÚJO COORDENADOR PEDAGÓGICO CASA São Bernardo I 
8 MARIA LUISA PRADO LEMOS COORDENADOR PEDAGÓGICO CASA Praia Grande I 
9 Adriana Cristina Alaby Barão DIRETOR DA UAISAS UAISAS 
10 MARIA APARECIDA MOURA SILVA Encarregado - Área Técnica CASA Peruíbe 
11 DANIELA SCHOBER NAVARRO Encarregado - Área Técnica CASA Mauá 
12 DANIELA BARBOZA DE OLIVEIRA Encarregado - Área Técnica CASA Praia Grande I 
13 RACHEL FISCHER Encarregado - Área Técnica CASA Mongaguá 
14 JOSÉ ALVES DE OLIVEIRA Encarregado - Área Técnica CASA Praia Grande II 
15 CELIA REGINA DE MELO PARENTE Encarregado - Área Técnica CASA São Bernardo I 
 
65 
 
16 IVANI APARECIDA RIBEIRO Encarregado - Área Técnica CASA São Bernardo II 
17 ALEXANDRE GABRIELLY Encarregado - Área Técnica CAIP e CASA Guarujá 
18 
JANE SALGADO ANDRIANI 
PETRIZZO 
Encarregado - Área Técnica CASA Vila de São Vicente 
19 IVANIR DOS SANTOS PEREIRA 
Diretor - Centro de Semiliberdade 
CASA de Semiliberdade São 
Bernardo 
DIVISÃO REGIONAL NORTE - DRN 
 NOME CARGO UNIDADE 
1 
GUILHERME ASTOLFI CAETANO 
NICO 
DIRETOR DE DIVISÃO REGIONAL 
2 THIAGO JOSÉ FERNANDES CHEFE DE SEÇÃO TÉCNICA REGIONAL 
3 AURÉLIO OLIMPIO DE SOUZA 
CHEFE DE SEÇÃO 
ADMINISTRATIVA 
REGIONAL 
4 PAULO MARCELO FERNANDES ENCARREGADO DE SEGURANÇA REGIONAL 
5 JOSIANE MORETTI SUPERVISOR REGIONAL 
6 HELGA DE SOUZA CACHEIRA SUPERVISOR REGIONAL 
7 VANESSA FARIA COORDENADOR PEDAGÓGICO CASA Sertãozinho 
8 IVONE KARINA DIAS DA SILVA COORDENADOR PEDAGÓGICO CASA Ouro Verde 
9 ELIANE CRISTINA PEREIRA DIRETOR DA UAISAS UAISAS 
10 FAIHRA BEIRIGO SHIMAMURA 
ENCARREGADO DE 
ÁREA/TÉCNICA 
CASA Batatais 
11 ANA CRISTINA FREITAS MORETE 
ENCARREGADO DE 
ÁREA/TÉCNICA 
CASA Franca 
12 MICHELE RAMOS NAVES 
ENCARREGADO DE 
ÁREA/TÉCNICA 
CASA São Carlos 
13 ANA PAULA MITSUE ASONUMA 
ENCARREGADO DE 
ÁREA/TÉCNICA 
CASA Taquaritinga 
14 WELBERTH DRUMOND 
ENCARREGADO DE 
ÁREA/TÉCNICA 
CASA Araraquara 
15 RAQUEL COSTA DE RIZZO ANALISTA TÉCNICO/PEDAGOGO CASA Ouro Verde 
16 MARIANE CRISTINA GASPAR 
ENCARREGADO DE 
ÁREA/TÉCNICA 
CASA Ribeirão Preto 
17 
MARIA AUXILIADORA DE LIMA 
RIBEIRO 
ENCARREGADO DE 
ÁREA/TÉCNICA 
CASA Rio Pardo 
18 KARINA LUIZ DE SOUZA 
ENCARREGADO DE 
ÁREA/TÉCNICA 
CASA Sertãozinho 
 
66 
 
19 PAULA RENATA PARO BOMBIG 
DIRETOR DE UNIDADE 
CASA de Semiliberdade 
Barretos 
20 IZAURA ALEIXO DO NASCIMENTO 
ANALISTA TÉCNICO/ASSISTENTE 
SOCIAL 
CASA de Semiliberdade 
Araraquara 
21 CRISTIANE APARECIDA RIBEIRO 
DIRETOR DE UNIDADE 
CASA de Semiliberdade 
Ribeirão Preto 
DIVISÃO REGIONAL OESTE- DRO 
 NOME CARGO UNIDADE 
1 JULIO CESAR PADOVAN DIRETOR DE DIVISÃO REGIONAL 
2 ANA PAULA FERREIRA DE CASTRO CHEFE DE SEÇÃO TÉCNICA REGIONAL 
3 
GLAUCE APARECIDA MURARI 
NOGUEIRA 
CHEFE DE SEÇÃO 
ADMINISTRATIVA 
REGIONAL 
4 
CARLOS AUGUSTO MARTINS 
JUNIOR 
ENCARREGADO DE SEGURANÇA REGIONAL 
5 
RENATA CRISTINA GALVES D. 
GONÇALVES 
SUPERVISOR REGIONAL 
6 
JANAINA RAMALHO FERRAZ PEREIRA DE 
SOUZA 
SUPERVISOR REGIONAL 
7 JOILSON MOTA GARCIA COORDENADOR PEDAGÓGICO CASA Rio Dourado 
8 MARTA DE SOUZA R. CAZONATO COORDENADOR PEDAGÓGICO CASA Araçá 
9 ANDRÉA TOMAZ DE ALMEIDA DIRETOR DA UAISAS UAISAS 
10 
TATIANA DE OLIVEIRA SANTOS 
ROZAN 
ENCARREGADO DE 
ÁREA/TÉCNICA 
CASA Araçatuba 
11 
MARIANE VIVIANE TAROCO 
TARIFA 
ENCARREGADO DE 
ÁREA/TÉCNICA 
Irapuru I 
12 CILENE DE OLIVEIRA CAPRISTANO 
ENCARREGADO DE 
ÁREA/TÉCNICA 
Irapuru II 
13 
ALESSANDRA DE CÁSSIA SILVA 
CAMPOS 
ENCARREGADO DE 
ÁREA/TÉCNICA 
CASA Mirassol 
14 JULIANA PRUDÊNCIO LOPES 
ENCARREGADO DE 
ÁREA/TÉCNICA 
CASA São José do Rio Preto 
15 
LIZANDRA BELLONI DE PAULA 
LIMA 
ENCARREGADO DE 
ÁREA/TÉCNICA 
CASA Araçá 
16 
MARIA DAS DORES DUTRA DE 
SOUZA 
ENCARREGADO DE 
ÁREA/TÉCNICA 
CASA Marília 
17 
ANA LUCIA GONÇALVES 
CALAZANS 
ENCARREGADO DE 
ÁREA/TÉCNICA 
CASA Rio Dourado 
 
67 
 
18 VÂNIA MARTINS MONTESI FACHI 
ENCARREGADO DE 
ÁREA/TÉCNICA 
CASA Tanabi 
19 
ADRIANA BAGGIO BALSALOBRE 
POLO 
ENCARREGADO DE 
ÁREA/TÉCNICA 
CASA Vitória Régia 
20 
PARACELSO SEBASTIÃO DI 
MANNO 
Diretor - Centro de Semiliberdade 
CASA de Semiliberdade 
Fernandópolis 
21 EDISON DE OLIVEIRA 
Diretor - Centro de Semiliberdade 
CASA de Semiliberdade 
Marília 
22 
PRISCILA TERCIOTI TOSTA / 
CLÁUDIA REGINA MENDONÇA 
VICTÓRIO 
Diretor - Centro de Semiliberdade 
CASA de Semiliberdade São José 
do Rio Preto 
 
 
Diretores dos Centros de Internação - apenas no último dia (manhã) 
1 
CLÁUDIA REGINA MENDONÇA 
VICTÓRIO 
Diretor - Centro de Internação CASA Araçatuba 
2 
DANIELA CHAVES GONÇALVES DE 
ANDRADE 
Diretor - Centro de Internação e Intern 
Provisória CASA Tanabi 
3 ROSEMEIRE OLIBONI Diretor - Centro de Internação CASA Vitória Régia 
4 SONIA MARIA PESSOA 
Diretor - Centro de Internação e Intern 
Provisória CASA Irapuru I 
5 
LUCIANA RIBEIRO DA SILVA 
TERUEL 
Diretor - Centro de Internação CASA Mirassol 
6 
MARCELO AUGUSTO GIL 
CAPELOCI 
Diretor - Centro de Internação e Intern 
Provisória CASA Araçá 
7 JOSÉ ROBERTO FERREIRA LIMA Diretor - Centro de Internação CASA Rio Dourado 
8 JOSÉ CLÁUDIO DE OLIVEIRA Diretor - Centro de Internação CASA Irapuru II 
9 ANDRÉ LUÍS GOMES DOS SANTOS 
Diretor - Centro de Internação e Intern 
Provisória CASA São José do Rio Preto 
DIVISÃO REGIONAL SUDOESTE - DRS 
 NOME CARGO UNIDADE 
1 Celso Roberto Quintiliano DIRETOR DE DIVISÃO REGIONAL 
2 Marlene Pereira dos Santos CHEFE DE SEÇÃO TÉCNICA REGIONAL 
3 Eleni da Silva Nunes 
CHEFE DE SEÇÃO 
ADMINISTRATIVA 
REGIONAL 
4 Abaré Luamir Pereira da Silva ENCARREGADO DE SEGURANÇA REGIONAL 
5 Alberto Darakdjian Silva SUPERVISOR REGIONAL 
6 Clotilde Paixão Luiz SUPERVISOR REGIONAL 
 
68 
 
7 Eunice Morad 
COORDENADOR PEDAGÓGICO 
CASA MADRE TERESA DE 
CALCUTÁ I e II 
8 Maximina Francisca de Almeida COORDENADOR PEDAGÓGICO CASA BAURU 
9 Fernanda Augusta Penacci DIRETOR DA UAISAS UAISAS 
10 Ana Amélia Miyashiro 
ENCARREGADO DE 
ÁREA/TÉCNICA 
CASA Botucatu 
11 Eliza Salles Massafera Tavares 
ENCARREGADO DE 
ÁREA/TÉCNICA 
CASA Feminino de 
Cerqueira César I e II 
12 Maria Aline Ferraz Munhoz 
ENCARREGADO DE 
ÁREA/TÉCNICA 
CASA Cerqueira César III 
13 Soraya de Souza Moraes 
ENCARREGADO DE 
ÁREA/TÉCNICA 
CASA Esperança 
14 Ursula Radespiel Martins 
ENCARREGADO DE 
ÁREA/TÉCNICA 
CASAMadre Teresa de Calcutá I 
e II - Iaras 
15 Ana Maria Barbin 
ENCARREGADO DE 
ÁREA/TÉCNICA 
CASA Bauru 
16 Gislene Aparecida Braga 
ENCARREGADO DE 
ÁREA/TÉCNICA 
CASA Rio Novo - Iaras 
17 Marcia Fernanda Cafundó 
ENCARREGADO DE 
ÁREA/TÉCNICA 
CASA Três Rios Iaras 
18 Eder Carlos Trindade 
Diretor - Centro de Semiliberdade 
CASA de Semiliberdade 
Bauru 
 
 
Diretores dos Centros de Internação - apenas no último dia (manhã) 
1 Grasiela Piva Ruiz Dias 
 
CASA Feminino de 
Cerqueira César I e II 
2 Rosana da Silva Vieira CASA Esperança 
3 Silvana Regina de M. Yonashiro CASA Bauru 
4 Jovelino Pereira Carriel CASA Botucatu 
5 Marcello Rossini CASA Cerqueira César III 
6 Robson Leite Gonçalves 
CASA Madre Teresa de Calcutá I 
e II - Iaras 
7 
Paulo Ricardo Pinheiro M. de 
Almeida 
 CASA Rio Novo - Iaras 
8 Oswaldo Caetano Jr 
 CASA Três Rios Iaras 
 
 
69 
 
DIVISÃO REGIONAL VALE DO PARAÍBA - DRVP 
 NOME CARGO UNIDADE 
1 MARLY MOURA DIRETOR DE DIVISÃO REGIONAL 
2 MARCELA GIUDICISSI REHDER CHEFE DE SEÇÃO TÉCNICA REGIONAL 
3 
MARIA APARECIDA DE SOUZA 
NEVES 
CHEFE DE SEÇÃO 
ADMINISTRATIVA 
REGIONAL 
4 CRISTIANO TEODORO 
ENCARREGADO DE 
SEGURANÇA 
REGIONAL 
5 ROBERTA HENRIQUE SUPERVISOR REGIONAL 
6 FÁBIO ROCHA DE CASTRO SUPERVISOR REGIONAL 
7 
FERNANDA POSH CARVALHO DE 
SOUZA 
COORDENADOR 
PEDAGÓGICO 
CASA Jacarei 
8 
ANA CAROLINA CAMPOS BELTRÃO 
FEITOSA 
COORDENADOR 
PEDAGÓGICO 
CASA Guarulhos Feminino 
9 ANA PAULA DA SILVA ALMEIDA DIRETOR DA UAISAS UAISAS 
10 CAROLINA FARIA D. L. NOGUEIRA 
ENCARREGADO DE 
ÁREA/TÉCNICA 
CASA Arujá 
11 LUCIANA GUAGLIANO LUCCA 
ENCARREGADO DE 
ÁREA/TÉCNICA 
CASA Caraguatatuba 
12 JULIANA CAETANO REYS 
ENCARREGADO DE 
ÁREA/TÉCNICA 
CASA Guarulhos I 
13 CÉLIA MARIA DIAS 
ENCARREGADO DE 
ÁREA/TÉCNICA 
CASA Guarulhos II 
14 
CREUZA MARIA RIBEIRO DE MORAIS 
BEZERRA 
ENCARREGADO DE 
ÁREA/TÉCNICA 
CASA Guarulhos Feminino 
15 MARIA LUCIANA GRAGA DA SILVA Analista Técnica - assist. social CASA Jacareí 
16 ANA PAULA BRIET SILVA 
ENCARREGADO DE 
ÁREA/TÉCNICA 
CASA Lorena 
17 CASSIA REGINA NEVES OLIVEIRA 
ENCARREGADO DE 
ÁREA/TÉCNICA 
CASA Tamoios 
18 MARGARETE PEREIRA GOYANO 
ENCARREGADO DE 
ÁREA/TÉCNICA 
CASA Taubaté 
 
 
CENTRO DE ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO AO ADOLESCENTE 
 
 4 
 BERENICE MARIA GIANNELLA 
PRESIDENTE DA FUNDAÇÃO CASA 
 
ANTONIO CLAUDIO FLORES PITERI 
VICE - PRESIDENTE DA FUNDAÇÃO CASA 
 
MARIA ELI COLLOCA BRUNO 
DIRETORA TÉCNICA 
 
FRANCISCO CARLOS ALVES 
DIRETOR ADMINISTRATIVO 
 
PENHA LÚCIA VALÉRIO RAMOS 
ASSISTENTE DE DIREÇÃO DT 
 
SUPERINTENDENTES 
CARLOS ALBERTO CORADE 
DECIO PERRONI RIBEIRO FILHO 
MARISA FORTUNATO 
 
Equipe de Apoio Logístico – Diretoria Técnica 
Andrea Parra Martins – Assistente 
Ítalo Renan Martins – Tec. da Informação 
Marcelo Pires Dantas – Tec. da Informação 
Michael Kritsch Junior – NUPRIE 
Robson Marques Granado – Tec. da Informação 
Rose Iracema Martim Garcia Martins – NUPRIE

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