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Terapias Elétricas PROF. ME. BRUNO FERNANDO MONETA MORAES UTI – FMU Conteúdo Marca-passo definitivo; Marca-passo provisório; Cardioversão sincronizada; Desfibrilação. Marca-passos Marca-passos – Introdução Uma das mais espetaculares intervenções da história da Medicina; Devolvem qualidade de vida e mudam o prognóstico dos portadores de: Bradiarritmias ou Distúrbios potencialmente deletérios do sistema de condução cardíaco. Introdução Estimulação Natural Nó sinusal Potencial de Ação 250 a 400ms, 110 a 120mV Estimulação Artificial Gerador de Marca-passo Espícula 0,4 a 1ms, 2000 a 5000mV Despolarização e Repolarização Marcapasso – Tipos Transcutâneo, transdérmico ou externo Transvenoso ou provisório Definitivo Marca-passo transcutâneo ou transdérmico Marca-passo Transvenoso Marca-Passo Definitivo MP definitivo Marca-passos – Tipos Unicamerais: Apenas o átrio ou o ventrículo são estimulados e monitorados; Bicamerais: Átrio e ventrículo são estimulados e monitorados; Multissítios: Átrio D e ambos os ventrículos são estimulados – mais atuais. Marca-passos – Tipos De Demanda ou Não Competitivos: Reconhecem e respeita atividade elétrica espontânea do paciente; Competitivos ou Assincrônicos: Não reconhecem atividade elétrica do paciente. Gerador de Pulso Capacidade de “sentir” e “estimular” os átrios e/ou ventrículos Componentes do sistema Câmara dupla (seqüencial) Câmara única Gerador de pulso CABO-ELETRODO Constitui-se de vários filamentos metálicos revestidos por um isolante (poliuretano ou silicone) que mantém exposta uma porção metálica na ponta do eletrodo para descarregar o estímulo elétrico. O Sistema Marcapasso O Sistema Marcapasso CABO-ELETRODO Tipos: UNIPOLAR BIPOLAR Uso para implante epicárdico e endocárdico Parâmetros do gerador de pulso Frequência Cardíaca (HR) Amplitude/Captura/Output (A) Sensibilidade (S) Modo de estimulação Parâmetros do gerador de pulso Frequência Cardíaca (FC): Regula o número de impulsos que são enviados ao coração por minuto. Parâmetros do gerador de pulso Amplitude /Captura/Output (A): Indica a quantidade de corrente elétrica, medida em miliampères (mA), enviada ao coração para iniciar a despolarização (varia de 0 a 200 mA). Parâmetros do gerador de pulso Sensibilidade (S): Capacidade do marca-passo para detectar a atividade espontânea do coração. Quando há um ritmo intrínseco mais rápido que o programado no gerador de MP, este pode ficar em demanda ou em espera de uma FC mais lenta para estimular o coração. Parâmetros do gerador de pulso Modo de estimulação Sincrônico ou Demanda Assincrônico (Fixo) Modo de Estimulação Sincrônico ou Demanda O marcapasso é capaz de captar a atividade cardíaca intrínseca e inibir a estimulação cardíaca artificial, ou seja, ele emite o estímulo elétrico apenas quando ocorre falha na despolarização natural do coração. Modo de Estimulação Assincrônico O estímulo tem frequência fixa, preestabelecida, independente da atividade cardíaca intrínseca apresentada pelo paciente. North American Society of Pacing Eletrophysiolgy (NASPE) e British Pacing Eletrophysiology Group (BPGE): Nomenclatura representada por 5 letras, mas que, na prática, utiliza-se as 3 primeiras. Os Códigos do Marca-Passo Primeira Letra Câmara Estimulada Átrio (A) Ventrículo (V) Ambos (D) Nenhuma (O) Segunda Letra Câmara Sentida Átrio (A) Ventrículo (V) Ambos (D) Nenhuma (O) Terceira Letra Comportamento do aparelho frente a um estímulo intrínseco do paciente Deflagra (T) Inibe (I) Ambos (D) Nenhuma (O) Nomenclatura da função MP Terceira Letra Resposta do MP ao captar a atividade elétrica intrínseca ou natural. Letra I (inibido): inibição da atividade elétrica do MP. Letra D ou T (deflagrado): significa que o estímulo é originado em resposta a uma atividade sentida pelo gerador. Nomenclatura da função MP Exemplos: DDD AAI DDI VVI ESPÍCULAS DO MARCAPASSO Espículas de marcapasso Marca-passo AAD Unicavitários, eletrodo no átrio; MP: estimula e capta somente o átrio Marcapasso VVD Unicavitários, eletrodo no ventrículo, MP: estimula e capta somente o ventrículo Átrio Ventrículo Ambos Operando um gerador externo... MARCAPASSO DEFINITIVO Marcapasso permanente; Procedimento cirúrgico; Eletrodo: Unicameral; Bicameral. Componentes do sistema Eletrodos Fixação ativaFixação passiva Câmara Única Dupla Câmara CARDIOVERSOR DESFIBRILADOR IMPLANTÁVEL (CDI) Monitora e trata ritmos anormais graves como TV e FV; Ao reconhecer tais arritmias, é programado para reverter o problemas através de descargas elétricas; Modalidades dessa terapia (CDI): Marca-passo anti-taquicardia • Envia impulsos elétricos rápidos ao coração, acima da FC do paciente, na tentativa de assumir o comando e fazer com que o ritmo volte ao normal. Cardioversão elétrica • Choque de baixa energia Desfibrilação • Choque de alta energia Marca-passo • Envia impulsos em caso de bradicardia Avaliar nível de consciência → anestesia; Repouso absoluto no leito por 24horas; Não realizar movimentos bruscos com o braço do lado do implante; Não elevar o braço acima do nível do ombro, do lado do implante; Observar e comunicar a ocorrência de sinais flogísticos, hematomas e sangramentos no local da inserção do gerador. Intervenções pós implante Intervenções pós implante Curativo em incisão cirúrgica; Radiografia Tórax → posicionamento; Avaliação do ECG; Cartão de identificação do MP → entregue ao paciente. Aceitável com risco: Colchões magnéticos; Telefones celulares; Desfibrilação externa (15cm do gerador); Inaceitável: Ressonância Magnética; Desaconselhável: Litotripsia; Dispositivos de solda elétrica. Interferências = grau de risco Cardioversão e Desfibrilação Introdução Ambas: Aplicação de corrente elétrica, através da parede do tórax, no miocárdio; Possuem a habilidade de descarregar choques sincrônicos e assincrônicos, dependendo da necessidade do paciente. Terapia Elétrica Choques elétricos na parede torácica Interrupção dos ritmos cardíacos anormais Despolarização simultânea das células miocárdicas Formação de um novo impulso Energia Monofásica Bifásica Medidas de Redução de Impedância Aplicação de gel condutor nas pás; Evitar área com hipertricose; Pressão nas pás: 13kg Desfibrilação Elétrica Ou CVE não sincronizada Corrente elétrica no miocárdio Despolariza todas as células miocárdicas Dá ao nó sinusal a chance de reassumir o comando Cardioversão Sincronizada Corrente elétrica no miocárdio Reconhecer a onda R - O choque é sincronizado Período refratário Indicações CVE Sinc TSV (Arritmias de QRS estreito) TV Monomórfica Com Pulso Desfib FV TV Sem Pulso Cardioversão Elétrica Sincronizada SINCRONIZADA com o ritmo cardíaco; Deve ocorrer, aproximadamente, 10ms após o pico da onda R, no período refratário; A sincronização evita que o choque seja deflagrado sobre a onda T (período vulnerável dos ventrículos); Esse procedimento necessita de monitorização do ECG. SYNC On SYNC On Cardioversão Elétrica Sincronizada FA • 120 a 200J Outras TSV e Flutter Atrial • 50 a 100J • Choques subsequentes com aumento gradual da energia TV com Pulso • 100J Inicial Tallo, et al, 2012 CARDIOVERSÃO ELÉTRICA Procedimento eletivo ou de urgência; Equipamentos e drogas de emergência; Monitorização ECG no equipamento; Tricotomia S/N; Retirada de próteses dentárias; Gel condutor nas pás; Posicionamento adequado das pás. CVE – Intervenções de Enfermagem Explicar ao paciente sobre o procedimento; Verificar períodode jejum; Monitorizar ritmo cardíaco, Oximetria e PA; Preparar material para oxigenoterapia, cânula de guedel, máscara e ambu; Puncionar acesso calibroso; Monitorizar o paciente com o cabo do desfibrilador, selecionando a derivação que melhor capta a onda R; Nunca esquecer de sincronizar o desfibrilador com o ritmo. Aplicar gel condutor próprio suficiente para cobrir toda a parte metálica; Após sedação: avaliar grau de sedação e responsividade; Colocar as pás no 2º espaço intercostal D e outra na linha hemiclavicular E, no 6º espaço intercostal; Avaliar se o paciente não está em contato com peças de metal e se não há escape de oxigênio. CVE – Intervenções de enfermagem Selecionar a carga recomendada; Assegurar-se de que os membros da equipe estejam afastados e avisar em voz alta o momento do choque; Quando o aparelho é acionado, pode haver certa demora, pois este só dispara na presença de onda R; Após o procedimento, avaliar: Condições hemodinâmicas; Integridade cutânea; e Registrar em prontuário. CVE – Intervenções de enfermagem CHOQUE ELÉTRICO – todos afastados Após a CVE, pode ocorrer degeneração para outros ritmos ou embolização por trombos presentes nas câmaras cardíacas. Complicações: Desfibrilação Choque assincrônico Força as fibras miocárdicas a contraírem simultaneamente Despolariza completamente todas as células miocárdicas Interrompe a atividade elétrica caótica Permite que o nó SA reassuma o comando Desfibrilação Os mesmos para CVE, porém, é realizada em situações de emergência. O desfibrilador deve estar no modo assincrônico. O paciente pode ser monitorizado pelas pás. DESFIBRILAÇÃO – Intervenções de Enfermagem