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1 Ana Carolina Xavier de Vasconcelos Batista Cunha, Fabiana Maria da Silva Moreira, Ramon Perucce Roberto, Rúbia Mara dos Santos Teixeira. 2 Luana Deva Mendes Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI – Curso (Código da Turma) – Prática do Módulo IV – 19/06/2019 JOGOS, BRINCADEIRA E MATERIAIS ADAPTADOS PARA ENSINO DE ALUNOS SURDOS RESUMO Realizamos este trabalho com o intuito de demonstrar a importância dos jogos e brincadeiras para crianças surdas que por muitas não possuem acesso a uma educação lúdica por falta de interações que respeitem sua condição de não ouvinte e demonstrar os danos que isso lhe acarretará, para evitar essa condição é necessário buscar formas de adaptar jogos e brincadeiras a realidade das crianças surdas e proporcionar a interação delas com as crianças ouvintes através da ludicidade o que facilitara a inclusão e promovera a inclusão de forma natural e benéfica para a comunidade escolar. Afim de trazer um novo olhar para a educação que pode ser pensada de forma a beneficiar igualmente todos os alunos, sendo este o objetivo maior da escola inclusiva. Palavras-chave: Educação, Jogos adaptados, Surdos. 1. INTRODUÇÃO O brincar faz parte da vida das crianças e permanece ao longo da vida adulta. Os adultos brincam com os bebês, utilizando a falada, com crianças ouvintes, e pela língua de sinais as surdas; Assim de forma natural desde o inicio da vida as pessoas passam seus conhecimentos para seus pequeninos usando a forma lúdica. As brincadeiras e os jogos são imprescindíveis e faz parte do desenvolvimento integral das crianças, sendo componente do mundo infantil e principal estimulo psíquico, cultura capaz de ampliar e auxiliar na fixação do conhecimento. Assim sendo os alunos surdos também precisam ser incluídos nesse processo, para efetivar seu aprendizado, expressão de idéias e a oportunidade de ampliar seus conhecimento com a ludicidade. Este artigo tem como objetivo investigar a importância do brincar para as crianças inseridas em ambiente escolar e elucidar as importâncias e estratégias disponíveis para incluir a criança surda nesse processo através da utilização de materiais pedagógicos. 2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA Os jogos sempre fizeram parte do contexto histórico do homem e foram se moldando de acordo com a necessidade de cada época. Inicialmente não eram vistos de forma lúdica e sim como um recurso para sua sobrevivência, distração e sofre adaptações ao longo dos séculos conforme a necessidade de cada povo. (BARBOSA, BUBLITZ, GOMES 2015) Assim, a brincadeira passa a fazer parte da vida das crianças e permanece ao longo da vida adulta, porém, de forma menos freqüente e com características diferenciadas. ( ALMEIDA,CONEGLIAN, OLIVEIRA,2017). 2 Diversos autores concordam que as crianças se expressam através do brincar, sendo através do lúdico a melhor forma de adquirir conhecimento na infância seja em brincadeiras em grupo ou individual, direcionadas ou espontâneas. O outro se apresenta como alteridade, ou seja, como diferença que traz consigo singularidades, aspectos culturais, modo de ser e se relacionar com o mundo e que não deve ser efeito de um processo de homogeneização: eu e outro como “alter”, na sua condição de ser “outro”, e não de uma mesmidade subjetiva. Portanto, ambos se colocam como base de novos encontros e novos saberes (MARTINS, ALBERES, SOUSA, 2015) Entende se que o brincar não é na mera manipulação de objetos que a criança vai descobrir a lógica dos conjuntos, das seriações e da classificação; Mas é na convivência com os outros, que ela significa, por meio desses objetos, distantes do que o objeto representa. O brincar é envolvido o simbólico, a transposição do real para o imaginário (MARTINS, ALBERES, SOUSA, 2015) é imprescindível entender que entre as principais características do jogo, o simbolismo é tido como a principal e é incorporado pela maioria das teorias. Ao divisar a realidade da fantasia, a criança expressa significados. (GOES, 1997) O brincar é concebido como uma esfera de atividade fundamental da infância, tendo em vista a inter-relação de processos aí implicada, envolvendo a cognição, o afeto e a linguagem, bem como a memória das situações vividas. A imaginação é uma dimensão central nas várias modalidades dessa atividade, estando presente especialmente no jogo de faz-de-conta, que envolve situações fictícias e a assunção de personagens. (GOES, 2001 p.3) Para crianças surdas, o fato do processo de aquisição da linguagem ser concretizado por meio de uma língua visuo-espacial, exige uma mudança nas formas como essa questão vem sendo tratada na educação de surdos. (QUADROS, SCHMIEDT, 2006) Afim de que crianças surdas não fiquem em desvantagem e possam expressar sua ludicidade é necessário que tais brincadeiras sejam adaptadas. Essa adaptação auxiliará dificuldade da criança surda, pois se a cultura a linguagem e o dialogo são fatores essenciais para o desenvolvimento infantil, sendo justamente essas áreas comprometidas nos surdos. (GOLDFELD, 2003) Sendo assim é preciso perceber quais as funções psíquicas que se encontram em desenvolvimento e compreender qual é a atividade principal para aquele grupo em sua fase de desenvolvimento, com condições adequadas, as crianças desenvolvem intensamente diferentes atividades práticas. (BARBOSA, BUBLITZ, GOME; 2015) 3 De acordo com as fontes teóricas sobre o lúdico, será feita uma breve apresentação de alguns jogos adaptados que poderão ser utilizados como recurso estimulador e visto que o brincar facilita a assimilação do conhecimento, possibilita momentos prazerosos e desafiantes. Iniciaremos apresentando o bingo tradicional que , pode ser acrescentado a lista de palavras e feita cartelas com a escrita em português e o sinal em libras, podem ser utilizados em todos os níveis desde dos anos iniciais aos finais (PIMENTEL, SABINO,2014). Ocorre boa interatividade e aceitação entre as crianças e é uma ótima ferramenta que pode ser utilizada de diversas formas para os diversos objetivos. Outro jogo tradicional que pode ser adaptado é o jogo Dominó que pode ser muito versátil em sua utilidade, as autoras CASTRO e MARCO, 2017 propuseram o uso do jogo como fixação do conto de uma história infantil concomitante ao aprendizado de novas palavras através das imagens das ações dos personagens com palavras e sinais. 3. MATERIAIS E MÉTODOS Para a realização desta pesquisa buscamos referenciais teóricos nas bases Lilacs, Scielo e Google acadêmico, bem como em livros disponíveis em diversas bibliotecas; foram excluídos os que tratavam da temática associada a outras deficiências, foram escolhidos apenas os que tratavam somente do ensino da Libras com ludicidade, os que visavam apenas a alfabetização e os que tratavam do tema apenas na educação infantil. Feito isso buscamos literatura que associavam o brincar a adaptação das brincadeiras a crianças surdas ou que davam ênfase e importância para essa adaptação no ensino. O contexto escolar é de suma importância para a aquisição de valores sociais e culturais e que o jogo é visto como meio de apropriação desses aspectos, portanto, muito presentes no contexto escolar ( ALMEIDA,CONEGLIAN, OLIVEIRA,2017). Baseado nesse pressuposto buscamos na literatura formas de realizar a flexibilização de jogos e brincadeiras para criança surda e possibilidades de utilização dos mesmos visando a interação com crianças ouvintes na escola. Desse modo, consideramos também as muitas brincadeiras que podem ser utilizadas com crianças surdas sem a necessidade de adaptar, conforme demonstram PIMENTEL e SABINO, 2014; Segue Ilustração com dados da nossa pesquisa (criar duas linhas explicando o quatro). 4 Esse gráfico mostra as bibliotecas que visitamos (virtuais e presenciais), os artigos que lemos, osque selecionamos e os que utilizamos, sendo esse mesmo processo feito com os livros. 4. RESULTADOS E DISCUSSÃO Podemos perceber ao longo da construção deste trabalho que os autores estão em plena consonância quando o tema é o lúdico para o ensino, segundo BARBOSA, BUBLITZ, GOMES 2015; O brincar faz parte do desenvolvimento de todas as crianças evidenciando a importância o que não se difere das crianças surdas, para que estas não fiquem em desvantagem (GOLDFELD, 2003). GOES, 1997 disserta sobre o simbolismo, que é demonstrado durante jogos e brincadeiras principalmente as que envolvem o faz-de-conta, já BARBOSA, BUBLITZ, GOME; 2015 elucidam que é necessário selecionar as brincadeiras diferenciando - as dos grupos de crianças, observando a idade e tendo claro o objetivo e o desenvolvimento psíquico que cada brincadeira pode proporcionar. QUADROS, SCHMIEDT 2006 afirmam que a aquisição da linguagem da criança surda é caracterizado pelo canal visuo-espacial, o que deve ser observado no momento das adaptações a serem realizadas nas atividades envolvendo jogos, brincadeiras; que confirma a afirmativa de GOLDFELD, 2003, que Essas adaptações auxiliara na dificuldade da criança surda, pois se a cultura a linguagem e o dialogo são fatores essenciais para o desenvolvimento da infantil. ALMEIDA,CONEGLIAN, OLIVEIRA,2017 explicam que o ambiente escolar é o local de apropriação cultural, valores sociais e que o jogo facilita a aquisição desse aprendizado pelas crianças uma vez que estes sempre estiveram presentes na historias da humanidade de acordo com BARBOSA, BUBLITZ, GOMES 2015. CASTRO e MARCO, 2017 propõem adaptações de jogos para fixar a escrita das palavras e ampliar o vocabulário bem como fixar historias através do tradicional jogo de Dominó, o que 6 4 15 8 6 7 5 4 ILUSTRAÇÃO DA PESQUISA 5 demonstra que os jogos podem assumir funções versáteis e que as adaptações feitas são uma ferramenta de grande valia também para o ensino das crianças surdas. PIMENTEL, SABINO,2014, como citamos, sugerem a adaptação do jogo de Bingo para auxiliar no ensino da Língua Portuguesa para alunos surdos, o que mais uma vez evidencia a potencialidade dos jogos adaptados para atividade prática que contribui no aprendizado de todas as crianças, sendo possível as crianças estenderem também as crianças surdas com pequenos ajustes. Estes mesmos autores consideram ainda que existem jogos que não necessitam de adaptações para serem utilizados por crianças surdas, sendo um instrumento importante para proporcionar a inclusão no grupo. 5. CONCLUSÃO Com a realização deste trabalho podemos perceber a importância de pensar na diversidade de alunos que compõe a escola e como é imprescindível desenvolver um trabalho dinâmico, inovador e que busque incluir todas as crianças. O brincar faz parte do desenvolvimento normal de toda criança, por isso o trabalho com brincadeiras realizado na escola proporciona um aprendizado prazeroso, envolvente e adequado a todos os níveis e idades. A utilização de jogos é uma ferramenta importante que deve ser feita a fim de estimular o desenvolvimento psíquico, a aquisição e fixação de novos conhecimentos bem como o conhecimento de aspectos culturais e de regras da comunidade em que a criança esta inserida. A criança surda muitas vezes é privada desses conhecimentos por barreiras de comunicação, tendo o seu desenvolvimento social, cultural e psíquico afetado por essa privação. Cabe ao professor lançar mão de estratégias que garantam a participação dos alunos surdos em todas as atividades. O uso de jogos e brincadeiras que privilegiem o canal viso-espacial é a principal estratégia para lograr êxito na inclusão dos alunos surdos, feito isso através de adaptações em jogos tradicionais, como demonstrado ao longo desse trabalho, proporciona a criança surda um desenvolvimento adequado, visando a aquisição de conhecimento de maneira prazerosa e em consonância com as demais crianças do grupo o que irá cuminar com êxito do objetivo principal da escola inclusiva, que é evidentemente a inclusão de todos. REFERÊNCIAS ALMEIDA, Antônio Aparecido de; CONEGLIAN, André Luis Onório; OLIVEIRA, Cleusa Camargo de. Adaptação de Jogos e Brincadeiras para Crianças Surdas. XVII SEDU, Universidade Estadual de Londrina, 2017. Disponível em: http://www.uel.br/eventos/semanadaeducacao/pages/anais/2017/sumario-anais-2017.php. Acessado em: 25/02/2019 http://www.uel.br/eventos/semanadaeducacao/pages/anais/2017/sumario-anais-2017.php 6 BARBOSA, Ana Clarisse Alencar; BUBLITZ, Kathia Regina; GOMES, Vilisa Rudenco. Jogos, brinquedos e brincadeiras. Indaial : UNIASSELVI, 2015. CASTRO, Aldo de Oliveira de; MARCOS, Márcia Cristina Martins. Confecção de Materiais Pedagógicos e Oficinas de Libras no Contexto da Inclusão do Aluno Surdo nos anos iniciais do Ensino Fundamental. Centro Universitário Católico Salesiano Auxilium; Lins, 2017. Disponível em: http://www.unisalesiano.edu.br/biblioteca/monografias/61059.pdf Acessado em: 13//04/2019 GÓES, Maria Cecília Rafaela. A linguagem e o funcionamento imaginário no brincarda criança surda. Relatório CNPq, 1997. GÓES, Maria Cecília Rafaela. O brincar de crianças surdas: examinando a linguagemno jogo imaginário. 2001 Disponível em:<http://www.educacaoonline.pro.br/o_brincar_de_ criancas_surdas.asp>Acessado em: 18 jun. 2019. GOLDFELD, Marcia. 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Brasília: MEC, SEESP, 2006. http://www.unisalesiano.edu.br/biblioteca/monografias/61059.pdf http://www.scielo.br/pdf/pp/v26n3/0103-7307-pp-26-03-0103.pdf http://editorarealize.com.br/revistas/cintedi/trabalhos/Modalidade_1datahora_03_11_2014_00_24_14_idinscrito_792_8be562e8fdf7fd84fc297832854691f2.pdf http://editorarealize.com.br/revistas/cintedi/trabalhos/Modalidade_1datahora_03_11_2014_00_24_14_idinscrito_792_8be562e8fdf7fd84fc297832854691f2.pdf