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História da África (HID02) Avaliação: Avaliação Final (Objetiva) - Individual FLEX ( Cod.:650359) ( peso.:3,00) Prova: 23786284 Nota da Prova: 10,00 Legenda: Resposta Certa Sua Resposta Errada Parte superior do formulário 1. Os estudiosos e os pesquisadores da cultura e história da África são unânimes em afirmar que as representações do negro existentes nos livros didáticos em sua maioria são responsáveis por favorecer a formação de uma imagem excludente e discriminatória para com a história, cultura e tradição daquele povo. Sobre o que consta no interior dos livros didáticos que contribui a esta visão, analise as sentenças a seguir: I- Os livros didáticos acabam sintetizando a importância dos negros como trabalhadores escravos nos períodos políticos do Brasil Colônia e Império. II- Os livros didáticos contemplam basicamente a experiência de escravidão moderna, a repartição imperialista do século XIX e os processos de independência do século XX. III- Os livros didáticos apresentam discursos em que o povo africano é inferior e passível de ser escravizado e explorado, que possui recursos somente primitivos e ornamentais. IV- Os livros didáticos conseguem alcançar uma abordagem que inclui desde as referências dos primórdios da história da humanidade até os movimentos de lutas e conquistas pelo reconhecimento e dignidade do povo negro. Agora, assinale a alternativa CORRETA: a) As sentenças I, II e III estão corretas. b) As sentenças I, II, e IV estão corretas. c) As sentenças I e IV estão corretas. d) As sentenças II, III e IV estão corretas. 2. Nas tradições africanas ocorrem intermediações e comunicação com entidades sobrenaturais por meio de ritos e cerimônias. Tais práticas, juntamente com outros fatores, como por exemplo, o pressuposto de superioridade do cristianismo e do pensamento pós-iluminista no Ocidente, contribuíram para o preconceito em relação às tradições religiosas africanas. Com relação aos elementos que compõem as práticas mágico-religiosas africanas, classifique V para as sentenças verdadeiras e F para as falsas: ( ) As práticas mágico-religiosas tinham como finalidade intervir, favorecer ou impor obstáculos no curso das coisas e da vida. ( ) Os infortúnios que acometiam os mais diferentes integrantes da comunidade eram remediados por meio da consulta de oráculos a fim de obter orientação e soluções. ( ) Os rituais e as poções eram manipulados pelos feiticeiros europeus, e não pelos sacerdotes, médiuns, curandeiros e adivinhos africanos, como é comumente defendido. ( ) As entidades sobrenaturais eram entendidas como as provedoras dos recursos naturais, reconhecidas nos deuses locais e espíritos de ancestrais e chefes fundadores. Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA: a) V - F - V - V. b) V - V - F - V. c) F - V - V - V. d) V - V - V - F. 3. A escravidão, na Idade Moderna, já existia no continente africano antes da chegada dos europeus. O comércio de escravos entre a África e outras partes do mundo já era comum. A respeito desse período, analise as sentenças a seguir: I- As guerras eram o principal instrumento que os africanos utilizavam para transformar seus inimigos em escravos para venda no litoral. II- A venda de escravos para suprir demandas externas já era atividade estabelecida no continente africano desde o primeiro milênio da Era Cristã. III- O aumento da demanda americana por escravos africanos contribuiu para intensificar e interiorizar a concorrência entre os diversos tipos de Estados africanos. Assinale a alternativa CORRETA: a) Somente a sentença III está correta. b) Somente a sentença I está correta. c) As sentenças I, II e III estão corretas. d) Somente a sentença II está correta. 4. O Primeiro Congresso Afrobrasileiro, realizado em Recife no ano de 1934, teve como organizadores brasileiros pesquisadores da causa Gilberto Freyre e Ulisses Pernambucano. Este congresso reuniu intelectuais e pessoas que buscavam compreender algumas questões. Sobre essas questões, assinale a alternativa CORRETA: a) A influência das teorias raciais do século XIX, principalmente as teorias de Hegel e Marx, que discutem a formação das raças na espécie humana. b) A influência africana na formação do Brasil e valorizar a tradição africana, a fim de torná-la mais próxima da sociedade que ainda relutava em reconhecer e aceitar sua presença na cultura nacional. c) A influência que a imigração negra trouxe para a cultura europeia da Região Sul do Brasil. d) A influência das teorias que tratam da erradicação do analfabetismo entre os afrodescendentes no Brasil obtidas no Brasil. 5. Até o final da Segunda Guerra Mundial, os estudos sobre a África se amparavam nas classificações e subdivisões das pessoas em categorias sociais que colocaram os povos africanos, de acordo com Cordova (2010, p. 61), "[...] nos últimos degraus da evolução das raças humanas". Naquele momento, o pensamento histórico desconsiderava a história vivenciada pelos povos africanos, isto porque grande parte das sociedades que viviam abaixo do Saara não conheciam os códigos escritos. Com relação à predominância da tradição oral no continente africano, assinale a alternativa CORRETA: FONTE: CORDOVA, Tânia. História da África. Indaial: UNIASSELVI, 2010. FONTE: DUARTE, Zuleide. A tradição oral na África. Estudos de Sociologia. Revista do Programa de Pós-Graduação em Sociologia da UFPE. v. 15. n. 2, p. 181-189. Disponível em: <http://www.revista.ufpe.br/revsocio/index.php/revista/article/viewFile/.../86>. Acesso em: 20 jan. 2017. a) O visual, o mímico, o imaginativo e o encantatório não faziam parte da narrativa oral que transmitia o legado mais íntimo das culturas locais da África. b) Nas sociedades tradicionais africanas que viviam acima do Saara, predominavam as narrativas orais que respondiam pela atualização constante dos ensinamentos, tornando-se um exercício vivo e interativo entre os membros da sociedade. c) A narrativa ou texto oral transmitia o legado das sociedades africanas através de exemplos que visavam a desfazer os laços entre os membros do grupo. d) Nas sociedades tradicionais africanas, as narrativas orais configuram os pilares onde se apoiam os valores e as crenças transmitidas pela tradição e, simultaneamente, previnem as inversões éticas e o desrespeito ao legado ancestral da cultura. 6. Desde o início do século XIX, a Inglaterra, a maior traficante de cativos africanos no Atlântico, vinha pressionando Portugal e suas colônias a seguir seu exemplo e proibir o comércio de escravos provenientes na África. Ao longo das primeiras décadas do Oitocentos, a Inglaterra, por meio de diplomacia e coerção, força Portugal, e depois o Brasil já independente, a assinar tratados que ponham fim ao tráfico de almas. Sobre os tratados assinados com os ingleses, que tinham como objetivo pôr término à participação portuguesa e brasileira no tráfico atlântico de cativos, analise as afirmativas a seguir: I- O primeiro tratado proibindo o tráfico atlântico de escravos da África para o Brasil e para os Estados Unidos é assinado em 1807 por ingleses, portugueses e americanos em 1807. II- O tratado assinado entre Portugal e Inglaterra, em 1815, torna ilegal o tráfico de africanos escravizados ao norte da linha do Equador. III- O tratado assinado entre Portugal e Inglaterra, em 1817, torna ilegal o tráfico de africanos escravizados no Atlântico Sul, o que atinge principalmente o comércio de cativos entre Angola e o Rio de Janeiro. IV- No tratado assinado entre o Brasil e a Inglaterra, em 1831, o primeiro se compromete com o último a abolir definitivamente o comércio atlântico de cativos. Assinale a alternativa CORRETA: a) Somente a afirmativa I está correta. b) As afirmativas II e IV estão corretas. c) As afirmativas I e III estão corretas. d) As afirmativas III e IV estão corretas. 7. A Rebelião Malê, em Salvador, em 1835, é considerada amaior revolta escrava ocorrida no continente americano. Africanos, libertos e escravos, na noite de 24 de janeiro de 1835 rebelam-se e lutam contra as forças policiais em uma série de combates por diversas partes da capital da província baiana, na ocasião, a segunda maior cidade do império. Na manhã de 25 de janeiro, após enfrentarem forças superiores em número e armamento, os africanos rebeldes são finalmente derrotados com cargas de cavalaria nos arredores da cidade de Salvador. Sobre a Rebelião Malê, analise as afirmativas a seguir: I- Os africanos rebelados pertenciam majoritariamente à etnia nagô (iorubá), embarcados na região conhecida como Costa dos Escravos, na costa da atual Nigéria e do Benin. II- Malês, como eram conhecidos na Bahia, era uma versão do termo iorubá imalê, que nas regiões de origem dos rebeldes significava "muçulmano." III- Após a rebelião, foram encontrados com os rebeldes muitos documentos escritos em árabe, o que atestava a presença de elementos letrados entre os africanos. IV- Apesar de ficar conhecida como uma rebelião escrava, havia, entre os africanos rebelados, uma percentagem considerável de libertos, termo que identificava escravos alforriados. Assinale a alternativa CORRETA: a) As afirmativas I, II, III e IV estão corretas. b) Somente a afirmativa I está correta. c) Somente a afirmativa IV está correta. d) Somente a afirmativa III está correta. 8. Especialistas em história da África, antes da chegada dos europeus, observam que os povos africanos dominavam técnicas de navegação e haviam estabelecido contato com outros povos. Alguns, inclusive, sugerem que os africanos teriam atravessado o Atlântico e alcançado o continente americano. Sobre os povos que mantiveram relações de comércio com os povos africanos, assinale a alternativa CORRETA: a) Árabes e indianos. b) Japoneses e indianos. c) Os africanos mantiveram contato e relações comerciais com os europeus. d) Chineses e povos provenientes das ilhas da Polinésia. 9. De acordo com Slenes, torna-se claro que quem descobriu a África no Brasil, muito antes dos europeus, foram os próprios africanos trazidos como escravos. E esta descoberta não se restringia apenas ao reino linguístico, estendia-se também a outras áreas culturais, inclusive à da religião. Há razões para pensar que os africanos, quando misturados e transportados ao Brasil, não demoraram em perceber a existência entre si de elos culturais mais profundos. Com base no autor, ao favorecer o contato de indivíduos de diferentes partes da África, o que a experiência da escravidão no Brasil tornou possível? FONTE: SLENES, R. Malungu, ngoma vem! África coberta e descoberta do Brasil. Revista USP, n. 12, dez./jan./fev. 1991-92 (adaptado). a) Reprodução de conflitos entre grupos étnicos africanos. b) A formação de uma identidade cultural afro-brasileira. c) Superação de aspectos culturais africanos por antigas tradições europeias. d) Resistência à incorporação de elementos culturais indígenas. 10. As diretrizes curriculares definem que a educação deve oportunizar um processo de ensino e aprendizagem que contemple a troca de conhecimentos, o desenvolvimento de projetos que visam à construção de uma sociedade mais justa e igualitária. Para alcançar tal feito, que dimensão dos grupos étnicos a educação deve levar em conta no fazer didático-pedagógico? a) Os grupos que mantêm suas tradições mais próximas a dos antepassados. b) Os grupos europeus e latino-americanos exclusivamente. c) Os grupos que possuíam invenções e tecnologias industriais patenteadas. d) Os mais diversos grupos etnicorraciais. 11. (ENADE, 2012) Quem descobriu a África no Brasil, muito antes dos europeus, foram os próprios africanos trazidos como escravos. Esta descoberta não se restringia apenas à esfera linguística, estendia-se também a outras áreas culturais, inclusive à da religião. Há razões para pensar que os africanos, quando misturados e transportados ao Brasil, não demoraram em perceber a existência entre si de elos culturais mais profundos. Com base no texto, ao favorecer o contato de indivíduos de diferentes partes da África, a experiência da escravidão no Brasil tornou possível a: FONTE: SLENES, R. Malungu, ngoma vem! África coberta e descoberta do Brasil. Revista USP. n. 12, dez./jan./fev. 1991-92. a) Superação de aspectos culturais africanos por antigas tradições europeias. b) Formação de uma identidade cultural afro-brasileira. c) Reprodução de conflitos entre grupos étnicos africanos. d) Manutenção das características culturais específicas de cada etnia. 12. (ENADE, 2008) Em 1926, Langston Hughes, escritor negro norte-americano, da chamada Renascença do Harlem, escreveu o seguinte poema: Eu, também Eu, também, canto a América Eu sou o mais escuro Eles me mandam comer na cozinha Quando as visitas chegam Mas eu rio E como bastante E cresço forte. Amanhã, Eu estarei à mesa Quando as visitas chegarem Ninguém ousará Dizer-me "Coma na cozinha" Então, Ademais, Eles verão quão belo eu sou E se envergonharão - Eu, também, sou a América. FONTE: PAMPLONA, Marco A. Revendo o sonho americano: 1890-1972. São Paulo: Atual, 1995. p. 44. No poema, o autor: a) Aceita a discriminação sofrida pelo negro na América. b) Reivindica seu pertencimento à América. c) Prevê uma América dividida entre brancos e negros. d) Reconhece o negro como beneficiário de uma América branca. Parte inferior do formulário