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Intoxicação por carbamatos Alice Vitória Pancieri Periz Euzébio Oliose Neto Guilherme Polezi do Couto Vinicius Hemiliano Martins Introdução • Carbamatos são inseticidas comuns que inibem a atividade da colinesterase, causando manifestações muscarínicas agudas, e alguns sintomas nicotínicos incluindo fasciculações - musculares e fraqueza. • A intoxicação exógena aguda por inseticidas carbamatos tem sido um problema frequente nas emergências de hospitais e clinicas. • Devido a esses fatores a sua comercialização foi proibida no Brasil em 2012. Carbamatos • Este são alguns dos disponíveis no mercado: Absorção e distribuição • A toxicidade dos carbamatos é grandemente influenciada pelo veículo e pela via de exposição. • São absorvidos pelo organismo pelas vias oral, respiratória e cutânea. • Após serem absorvidos, os carbamatos e seus produtos de biotransformação são rapidamente distribuídos por todos os tecidos, sendo absorvidos rapidamente pelo trato gastrointestinal. (Representação esquemática das vias de absorção https://es.slideshare.net/rozenildamendescardoso/intoxicaciones-por-organofosforados-y-carbamatos) Biotransformação • Vários carbamatos utilizam vias metabólicas similares tipo monoxigenases FAD- dependentes, que rapidamente os degradam em oximas, sulfóxidos, sulfo e acetonitrilas e CO2. • A maioria dos carbamatos, em geral, não causam sintomalogia exuberante a nível de sistema nervoso central (SNC • Na biotransformação dos carbamatos, as reações de maior importância compreendem: Hidrólise. Hidroxilação do Grupamento Metil (ligado ao nitrogênio) Hidroxilação do Anel Aromático N – Demetilação Conjugação com o UDPGA e PAPS https://petcare.com.br/centroveterinario/wp-content/uploads/2013/05/intoxicacao- chumbinho.jpg Toxicodinâmica • O aldicarb inibe a ação da enzima acetilcolinesterase, enzima que controla a reação química que transforma a acetilcolina, um neurotransmissor, em colina-5. • Para que haja a transmissão sináptica é necessário que a acetilcolina seja liberada da fenda sináptica, ligue-se a um receptor pós-sináptico e em seguida, seja hidrolisada pela acetilcolinesterase https://slideplayer.com.br/slide/5882100/ Toxicodinâmica • Sem o funcionamento da acetilcolinesterase, a acetilcolina não é degradada e se acumula nas sinapses nervosas. Isto causa perda da coordenação motora, convulsões e finalmente morte • A inibição da acetilcolinesterase que é causada pelo aldicarb é considerada reversível, devido ao fato da dissociação entre o aldicarb e a acetilcolinesterase se dar em poucas horas Primeiras manifestações clínicas • Devido ao uso deste produto em ambientes de trabalho e domésticos, o acesso é muito fácil, tornando frequentes as intoxicações acidentais ou intencionais, muitas vezes são utilizados com o objetivo de extermínio de animais. • O inicio das manifestações clínicas dependerá principalmente da via de exposição e da dose, podendo ser imediatas. https://www.blogdoberimbau.com/2012/11/apucarana-mulher-presa-por- envenenar.html Primeiras manifestações clínicas • Os primeiros sinais usualmente ocorrem 15 a 30 minutos após a administração oral. • As manifestações clínicas iniciais e predominantes são as muscarínicas, seguidas das manifestações do Sistema Nervoso Central e então das manifestações nicotínicas. • Os sintomas gatrointestinais geralmente são precoces Sinais e sintomas Agudo: • Os carbamatos causam resultados iniciais caracterizados por: Toxíndrome colinérgica nicotínica e muscarínica agudas Fasciculações musculares e fraqueza são típicas Achados respiratórios são roncos, sibilos e hipóxia, e podem ser graves. A maioria dos pacientes tem braquicardia e, se a intoxicação for grave, hipotensão. Pancreatite é possível Cão intoxicado por aldicarb apresentando sialorréia (CAMBRAIA, comunicação pessoal, 2004) Cão intoxicado por aldicarb apresentando emêse (CAMBRAIA, comunicação pessoal, 2004). Cão intoxicado por aldicarb apresentando tenesmo (CAMBRAIA, comunicação pessoal, 2004). Manifestações clínicas mais frequentes da intoxicação aguda por carbamatos: Sinais e sintomas Tardio: • Fraqueza, particularmente dos músculos proximal, craniano e respiratório, pode se desenvolver em 1 a 3 dias após a exposição. • Carbamatos apesar do tratamento (a síndrome intermediária); esses sintomas se resolvem em 2 a 3 semanas Diagnóstico • O diagnóstico mais adequado da intoxicação por carbamatos é baseado na história de exposição ou ingestão, sinais e sintomas de hiperestimulação colinérgica e a diminuição da atividade da colinesterase. • E pode ser ainda mais preciso, quando há a possibilidade de identificação e dosagem do agente. • Nos casos agudos, quando não se sabe se houve contato com o tóxico, a miose associada à bradicardia e à sialorréia levam à suspeita de intoxicação. Diagnóstico • Mesmo que se disponha da análise, o tratamento não deve ser retardado até a confirmação laboratorial. • A diminuição da atividade da colinesterase do plasma pode permanecer por 30 dias, e o da colinesterase dos glóbulos vermelhos por 90 dias, após o último contato com inibidores da colinesterase https://bichosefocinhos.com.br/f/intoxica%C3%A7%C3%A3 o-animal-acidente-ou-desconhecimento Tratamento • Terapia de suporte • Atropina para manifestações respiratórias • Descontaminação • Pralidoxima para manifestações neuromusculares • Em casos de convulsão são usados benzodiazepínicos • As pessoas expostas a essas toxinas que estão longe de um hospital podem se aplicar baixas doses de atropina. https://www.petlove.com.br/dicas/intoxicacao-de-caes-e-gatos-por-raticidas Eliminação • Ocorre principalmente pela urina e fezes, geralmente em 48h após a exposição (quando o caso não é grave). • No caso da eliminação pela via biliar, ocorre circulação entero-hepática, prolongando a sintomatologia Caso clínico https://www.bing.com/images/search?q=carnes+com+chumbinho&form =AWIR&first=1&scenario=ImageBasicHover http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2012/11/agrotoxico-usado- irregularmente-contra-ratos-e-proibido-pela-anvisa.html Alterações macroscópicas comumente observadas quando o quadro evolui ao óbito. Instagram: @drpatovet Referencial teórico: https://portalteses.icict.fiocruz.br/transf.php?id=00004403&lng=pt&script=thes_chap http://www.cvs.saude.sp.gov.br/zip/intoxicacoes%20agudas%20- %20carbamatos%20e%20organoclorados.pdf https://www.msdmanuals.com/pt/profissional/les%C3%B5es- intoxica%C3%A7%C3%A3o/intoxica%C3%A7%C3%A3o/intoxica%C3%A7%C3%A3 o-por-organofosfarados-e-carbamatos http://revistaintellectus.com.br/ArtigosUpload/9.102.pdf https://portalteses.icict.fiocruz.br/transf.php?id=00004403&lng=pt&script=thes_chap https://portalteses.icict.fiocruz.br/transf.php?id=00004403&lng=pt&script=thes_chap http://www.cvs.saude.sp.gov.br/zip/intoxicacoes agudas - carbamatos e organoclorados.pdf http://www.cvs.saude.sp.gov.br/zip/intoxicacoes agudas - carbamatos e organoclorados.pdf http://www.cvs.saude.sp.gov.br/zip/intoxicacoes agudas - carbamatos e organoclorados.pdf http://www.cvs.saude.sp.gov.br/zip/intoxicacoes agudas - carbamatos e organoclorados.pdf http://www.cvs.saude.sp.gov.br/zip/intoxicacoes agudas - carbamatos e organoclorados.pdf https://www.msdmanuals.com/pt/profissional/les%C3%B5es-intoxica%C3%A7%C3%A3o/intoxica%C3%A7%C3%A3o/intoxica%C3%A7%C3%A3o-por-organofosfarados-e-carbamatos https://www.msdmanuals.com/pt/profissional/les%C3%B5es-intoxica%C3%A7%C3%A3o/intoxica%C3%A7%C3%A3o/intoxica%C3%A7%C3%A3o-por-organofosfarados-e-carbamatos https://www.msdmanuals.com/pt/profissional/les%C3%B5es-intoxica%C3%A7%C3%A3o/intoxica%C3%A7%C3%A3o/intoxica%C3%A7%C3%A3o-por-organofosfarados-e-carbamatoshttps://www.msdmanuals.com/pt/profissional/les%C3%B5es-intoxica%C3%A7%C3%A3o/intoxica%C3%A7%C3%A3o/intoxica%C3%A7%C3%A3o-por-organofosfarados-e-carbamatos https://www.msdmanuals.com/pt/profissional/les%C3%B5es-intoxica%C3%A7%C3%A3o/intoxica%C3%A7%C3%A3o/intoxica%C3%A7%C3%A3o-por-organofosfarados-e-carbamatos https://www.msdmanuals.com/pt/profissional/les%C3%B5es-intoxica%C3%A7%C3%A3o/intoxica%C3%A7%C3%A3o/intoxica%C3%A7%C3%A3o-por-organofosfarados-e-carbamatos https://www.msdmanuals.com/pt/profissional/les%C3%B5es-intoxica%C3%A7%C3%A3o/intoxica%C3%A7%C3%A3o/intoxica%C3%A7%C3%A3o-por-organofosfarados-e-carbamatos https://www.msdmanuals.com/pt/profissional/les%C3%B5es-intoxica%C3%A7%C3%A3o/intoxica%C3%A7%C3%A3o/intoxica%C3%A7%C3%A3o-por-organofosfarados-e-carbamatos https://www.msdmanuals.com/pt/profissional/les%C3%B5es-intoxica%C3%A7%C3%A3o/intoxica%C3%A7%C3%A3o/intoxica%C3%A7%C3%A3o-por-organofosfarados-e-carbamatos https://www.msdmanuals.com/pt/profissional/les%C3%B5es-intoxica%C3%A7%C3%A3o/intoxica%C3%A7%C3%A3o/intoxica%C3%A7%C3%A3o-por-organofosfarados-e-carbamatos https://www.msdmanuals.com/pt/profissional/les%C3%B5es-intoxica%C3%A7%C3%A3o/intoxica%C3%A7%C3%A3o/intoxica%C3%A7%C3%A3o-por-organofosfarados-e-carbamatos https://www.msdmanuals.com/pt/profissional/les%C3%B5es-intoxica%C3%A7%C3%A3o/intoxica%C3%A7%C3%A3o/intoxica%C3%A7%C3%A3o-por-organofosfarados-e-carbamatos https://www.msdmanuals.com/pt/profissional/les%C3%B5es-intoxica%C3%A7%C3%A3o/intoxica%C3%A7%C3%A3o/intoxica%C3%A7%C3%A3o-por-organofosfarados-e-carbamatos https://www.msdmanuals.com/pt/profissional/les%C3%B5es-intoxica%C3%A7%C3%A3o/intoxica%C3%A7%C3%A3o/intoxica%C3%A7%C3%A3o-por-organofosfarados-e-carbamatos http://revistaintellectus.com.br/ArtigosUpload/9.102.pdf http://revistaintellectus.com.br/ArtigosUpload/9.102.pdf