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Aula 08 - Contabilidade - AFRFB - 2016 - Feliphe Araújo - Exponencial

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Curso: Contabilidade Geral e Avançada p/ AFRFB 
Teoria e Questões comentadas 
Prof. Feliphe Araújo - Aula 08 
 
 
Prof. Feliphe Araújo 1 de 75 
www.exponencialconcursos.com.br 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Aula 08 
Curso: Contabilidade p/ AFRFB 
Professor: Feliphe Araújo 
 
 
 
Curso: Contabilidade Geral e Avançada p/ AFRFB 
Teoria e Questões comentadas 
Prof. Feliphe Araújo - Aula 08 
 
 
Prof. Feliphe Araújo 2 de 75 
www.exponencialconcursos.com.br 
 
Sumário 
1 - INTRODUÇÃO ................................................................................. 3 
2 – Arrendamento Mercantil (Leasing) ................................................ 3 
2.1 – Valor Residual Garantido .......................................................... 5 
2.2 – Arrendamento Mercantil Financeiro ......................................... 7 
2.2.1 – Arrendamento Mercantil Financeiro no arrendatário .................... 9 
2.2.2 – Arrendamento Mercantil Financeiro no arrendador .................... 17 
2.3 – Arrendamento Mercantil Operacional ..................................... 20 
2.3.1 – Arrendamento Mercantil Operacional no arrendatário ................ 20 
2.3.2 – Arrendamento Mercantil Operacional no arrendador ................. 20 
2.4 – Transação de Venda e Leaseback ........................................... 21 
2.4.1 – Arrendamento Financeiro resultante de um Leaseback .............. 21 
2.4.1 – Arrendamento Operacional resultante de um Leaseback ............ 22 
3 – Ativo Não Circulante Mantido para Venda e Operação Descontinuada
 .......................................................................................................... 24 
3.1 – Ativo não circulante mantido para venda ............................... 24 
3.1.1 – Mensuração de ativo não circulante mantido para venda ........... 27 
3.1.2 – Apresentação de ativo não circulante mantido para venda ......... 29 
3.2 – Operação Descontinuada ........................................................ 29 
4 – Propriedade para Investimento ................................................... 33 
4.1 – Reconhecimento de uma Propriedade para Investimentos ..... 36 
4.2 – Mensuração no reconhecimento ............................................. 37 
4.3 – Mensuração após o reconhecimento ...................................... 38 
5 – Resumo da Aula ........................................................................... 39 
6 – Questões comentadas .................................................................. 46 
7 – Lista de exercícios ....................................................................... 65 
8 - GABARITO .................................................................................... 75 
9 – REFERENCIAL BIBLIOGRÁFICO .................................................... 75 
 
 
Aula 08 – 26. Tratamento de operações de arrendamento mercantil. 
27. Ativo Não Circulante Mantido para Venda, Operação 
Descontinuada e Propriedade para Investimento, conceitos e 
tratamento contábil. 
 
 
 
Curso: Contabilidade Geral e Avançada p/ AFRFB 
Teoria e Questões comentadas 
Prof. Feliphe Araújo - Aula 08 
 
 
Prof. Feliphe Araújo 3 de 75 
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 Olá queridos alunos e alunas, tudo bem? 
 Chegamos a nossa oitava aula do curso de Contabilidade Geral e 
Avançada para os futuros Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil. 
 Estamos bem avançando e a cada dia subimos um degrau rumo à sua 
aprovação. Hoje, vamos tratar sobre assuntos que vêm sendo cobrados com 
frequência nas provas de concursos, quais sejam: Arrendamento Mercantil, 
Ativo Não Circulante Mantido para Venda, Operação Descontinuada e 
Propriedade para Investimento. 
Qualquer dúvida e/ou esclarecimentos, estarei à disposição no Fórum. 
Não deixe de nos procurar, tirando suas dúvidas, e nos ajudando a aprimorar o 
nosso curso. 
 Como de praxe, colocamos uma lista de exercícios ao final da aula para 
aqueles que queiram tentar resolver as questões antes de ver os comentários. 
Treinar é preciso. 
Conte comigo e Firmeza nos Estudo (FÉ)! 
Cheios de alegria e bem motivados, vamos começar a nossa aula! 
Um forte abraço, Feliphe Araújo. 
 
 
 
O Pronunciamento Técnico CPC 06 (R1) – Operações de Arrendamento 
Mercantil – estabelece os critérios contábeis e as divulgações apropriadas a 
serem aplicadas, em relação às operações de arrendamento mercantil financeiro 
e operacional, bem como ao leaseback, por arrendatários e arrendadores. Esse 
pronunciamento é normatizado pela Resolução CFC nº 1.304/10. 
De acordo com o CPC 06 (R1), arrendamento mercantil é um acordo 
pelo qual o arrendador transmite ao arrendatário em troca de um pagamento 
ou série de pagamentos o direito de usar um ativo por um período de tempo 
acordado. 
Em outras palavras, o arrendamento mercantil (em inglês, leasing) é 
um contrato entre um arrendador ou locador (empresa de locação) e um 
arrendatário ou locatário (cliente, pessoa física ou jurídica), referente ao 
aluguel de um bem por um prazo determinado. Ao término do contrato, o 
arrendatário (ou beneficiário, aquele que recebe o bem arrendado para uso) 
tem a opção de comprar o bem ou devolver ao arrendador. 
1 - INTRODUÇÃO 
2 – Arrendamento Mercantil (Leasing) 
 
 
 
 
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Antes da Lei nº 11.638/07, os arrendamentos eram classificados como 
despesas na arrendatária no momento do vencimento das prestações, porque 
entendia-se que a arrendatária não possuía a propriedade do bem arrendado. 
Atualmente, atendendo as normas internacionais de contabilidade, bem 
como ao postulado da primazia da essência sobre a forma, o arrendamento 
mercantil, dependendo das características, pode ser de dois tipos: operacional 
e financeiro. 
Definições segundo o pronunciamento CPC 06 (R1): 
 
 
A classificação de arrendamentos mercantis baseia-se na extensão em 
que os riscos e benefícios inerentes à propriedade de ativo arrendado 
permanecem no arrendador ou no arrendatário. 
Os riscos incluem as possibilidades de perdas devidas à capacidade 
ociosa ou obsolescência tecnológica e de variações no retorno em função de 
alterações nas condições econômicas. 
Os benefícios podem ser representados pela expectativa de operações 
lucrativas durante a vida econômica do ativo e de ganhos derivados de 
aumentos de valor ou de realização do valor residual. 
Um arrendamento mercantil deve ser classificado como financeiro se ele 
transferir substancialmente todos os riscos e benefícios inerentes à propriedade 
(na essência, é caracterizado como uma compra e venda a prazo, pois confere 
ao arrendatário (adquirente) poderes que os torna o “dono” do bem). Neste 
caso, o bem arrendado deverá ser apresentado no grupo do ativo não circulante 
(em geral, imobilizado ou intangível) do arrendatário. 
Um arrendamento mercantil deve ser classificado como operacional se 
ele não transferir substancialmente todos os riscos e benefícios inerentes à 
propriedade (na essência, é semelhante a uma locação). Neste caso, o 
arrendatário faz um registro mensal de despesa vinculada ao arrendamento, 
lançada a contrapartida de disponibilidades (despesa paga) ou exigibilidades 
(despesa a pagar). 
Esquematizando: 
Arrendador é sinônimo de Locador ou Proprietário 
Arrendatário é sinônimo de Locatário ou Inquilino 
Arrendamento 
Mercantil
Financeiro
é aquele em que há transferência substancial 
dos riscos e benefícios inerentes à propriedade 
de um ativo. O título de propriedade pode ou 
não vir a ser transferido.
Operacional
é aquele em que não há transferência 
substancial dos riscos e benefícios inerentes à 
propriedade de um ativo.Curso: Contabilidade Geral e Avançada p/ AFRFB 
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Vamos praticar futuros AFRFB!!! 
 (CESPE / Contador - TJ - RR / 2012) O arrendamento 
mercantil é classificado como financeiro ou operacional. No arrendamento 
operacional, há transferência substancial de todos os riscos e benefícios 
inerentes à propriedade, ao passo que, no financeiro, não há transferência 
substancial de riscos e benefícios inerentes a propriedade. ( ) certo ou ( ) errado. 
Resolução: 
A banca inverteu os conceitos, conforme nossa esquematização: 
 
Gabarito: errado. 
 
 
No arrendamento mercantil, ao término do contrato, o arrendatário tem 
a opção de comprar o bem, renovar o contrato ou devolver o bem ao 
arrendador. O preço de compra é definido na assinatura do contrato e espera 
Arrendamento 
Mercantil
Financeiro
há transferência substancial dos riscos e 
benefícios inerentes à propriedade de um ativo. 
Operacional
não há transferência substancial dos riscos e 
benefícios inerentes à propriedade de um ativo. 
Arrendamento 
Mercantil
Financeiro
Benefícios, riscos e controles ficam por 
com o arrendatário.
Operacional
Benefícios, riscos e controles ficam por 
com o arrendador.
Arrendamento 
Mercantil
Financeiro
O bem deve ser reconhecido no balanço 
patrimonial do arrendatário como Ativo.
Operacional
Os pagamentos das prestações devem ser 
reconhecidos pelo arrendatário como 
despesa ao longo do exercício.
Arrendamento 
Mercantil
Financeiro
há transferência substancial dos riscos e 
benefícios inerentes à propriedade de um ativo. 
Operacional
não há transferência substancial dos riscos e 
benefícios inerentes à propriedade de um ativo. 
2.1 – Valor Residual Garantido 
 
 
 
 
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que seja suficientemente mais baixo do que o valor justo do bem na data em 
que a opção pela compra se torne exercível. 
Segundo o CPC 06 (R1), valor residual garantido é: 
(a) para um arrendatário, a parte do valor residual que seja garantida por 
ele ou por parte a ele relacionada (sendo o valor da garantia o valor máximo 
que possa, em qualquer caso, tornar-se pagável); e 
(b) para um arrendador, a parte do valor residual que seja garantida 
pelo arrendatário ou por terceiro não relacionado com o arrendador que seja 
financeiramente capaz de satisfazer as obrigações cobertas pela garantia. 
 
Valor residual não garantido é a parte do valor residual do ativo 
arrendado, cuja realização pelo arrendador não esteja assegurada ou esteja 
unicamente garantida por uma parte relacionada com o arrendador. 
Se o arrendatário não exercer a opção de compra, é assegurado ao 
arrendador uma parte do valor residual previamente definido no contrato, o 
qual chamamos de valor residual garantido. 
Exemplo: a empresa XYZ adquiriu um veículo por meio de arrendamento 
mercantil em 30 parcelas de R$ 1.000,00, no qual consta que o valor residual 
para compra do bem ao final do contrato é R$ 2.500,00. Se o arrendatário não 
comprar o bem, deverá pagar R$ 1.200,00. 
1. Valor residual ou opção de compra = R$ 2.500,00. 
2. Valor residual garantido = R$ 1.200,00. 
Valor residual não garantido = opção de compra – valor residual garantido 
Valor residual não garantido = 2.500 – 1.200 = R$ 1.300,00. 
 
Se a empresa não exercer o seu poder de compra, é assegurado ao 
arrendador um valor mínimo a ser recebido do arrendatário, que, no exemplo 
acima, é o valor residual garantido de R$ 1.200,00. 
A finalidade do valor residual garantido é cobrir os gastos que o 
arrendador terá para arrendar novamente o bem. No caso de um veículo, por 
exemplo, pode ser necessário realizar algum conserto, antes de arrendá-lo 
novamente. O valor residual garantido é um pagamento que deverá ser feito 
obrigatoriamente pelo arrendatário, conforme previsto no contrato. 
 
Valor 
residual
Garantido
Ressarcir os gastos que arrendador terá para 
arrendar novamente o bem. 
Não garantido
é a parte do valor residual do ativo arrendado, 
cuja realização pelo arrendador não esteja 
assegurada ou esteja unicamente garantida por 
uma parte relacionada com o arrendador.
 
 
 
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 (Questão inédita / Prof. Feliphe Araújo / 2015) A 
empresa Aprovados Ltda. adquiriu uma máquina por meio de arrendamento 
mercantil, com a opção de adquiri-lo, ao final do prazo do contrato, por um valor 
de R$ 10.000,00. Se o arrendatário não adquirir a máquina, deverá pagar R$ 
3.000,00 para o arrendador. Sabendo que no final do arrendamento o valor 
justo da máquina será de R$ 25.000,00, marque a assertiva correta: 
a) o valor residual não garantido é 10.000,00. 
b) o valor residual garantido é 10.000,00. 
c) o valor residual garantido é 7.000,00. 
d) o valor residual não garantido é 7.000,00. 
e) o valor residual não garantido é 3.000,00. 
Resolução: 
1. Opção de compra = R$ 10.000,00. 
2. Valor residual garantido = R$ 3.000,00. 
3. Valor residual não garantido = opção de compra – valor residual garantido 
3. Valor residual não garantido = 10.000 – 3.000 = R$ 7.000,00. 
 
Se a arrendatária exercer a opção de compra, não necessitará pagar o 
valor residual garantido de R$ 3.000,00, porque desembolsará apenas o valor 
de R$ 10.000,00. Gabarito: Letra D. 
 
 
Já vimos que o bem arrendado no arrendamento mercantil financeiro 
deverá ser registrado no ativo da arrendatária e, portanto, estará sujeito a 
depreciação ou amortização e aos testes de recuperabilidade (impairment). 
Também estudamos que a classificação de um arrendamento mercantil 
como arrendamento mercantil financeiro ou arrendamento mercantil 
operacional depende da essência da transação e não da forma do contrato. 
O pronunciamento CPC 06 (R1) nos traz exemplos de situações que 
individualmente ou em conjunto levariam normalmente a que um arrendamento 
mercantil fosse classificado como arrendamento mercantil financeiro: 
(a) o arrendamento mercantil transfere a propriedade do ativo para o 
arrendatário no fim do prazo do arrendamento mercantil; 
(b) o arrendatário tem a opção de comprar o ativo por um preço que se 
espera seja suficientemente mais baixo do que o valor justo à data em que a 
2.2 – Arrendamento Mercantil Financeiro 
 
 
 
 
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opção se torne exercível de forma que, no início do arrendamento mercantil, 
seja razoavelmente certo que a opção será exercida; 
(c) o prazo do arrendamento mercantil refere-se à maior parte da vida 
econômica do ativo mesmo que a propriedade não seja transferida; 
(d) no início do arrendamento mercantil, o valor presente dos 
pagamentos mínimos do arrendamento mercantil totaliza pelo menos 
substancialmente todo o valor justo do ativo arrendado; e 
(e) os ativos arrendados são de natureza especializada de tal forma que 
apenas o arrendatário pode usá-los sem grandes modificações. 
 
Vejam que a entidade poderá estabelecer um contrato denominado 
“arrendamento operacional” ou apenas “arrendamento”, mas, se ocorrerem 
algumas das situações relacionadas nos itens (a) a (e) acima, o registro da 
operação deverá ser realizado nos moldes do arrendamento financeiro, pois é 
isso que está ocorrendo na realidade, apesar da “forma” do contrato. 
O arrendamento financeiro é, na essência, uma operação financeira, do 
qual surge um ativo para a entidade, em relaçãoao bem arrendado, em 
contrapartida a uma obrigação a pagar, decorrente do acordo de arrendamento. 
Além dos exemplos já citados, o CPC 06 (R1) elenca ainda indicadores de 
situações que individualmente ou em combinação também podem levar a que 
um arrendamento seja classificado como arrendamento mercantil financeiro: 
(a) se o arrendatário puder cancelar o arrendamento mercantil, as perdas 
do arrendador associadas ao cancelamento são suportadas pelo arrendatário; 
(b) os ganhos ou as perdas da flutuação no valor justo do valor residual 
são atribuídos ao arrendatário (por exemplo, na forma de abatimento que 
equalize a maior parte do valor da venda no fim do arrendamento mercantil); e 
(c) o arrendatário tem a capacidade de continuar o arrendamento 
mercantil por um período adicional com pagamentos que sejam 
substancialmente inferiores ao valor de mercado. 
 
Os exemplos e indicadores enunciados no CPC 06 (R1) nem sempre são 
conclusivos. Se for claro com base em outras características que o 
arrendamento mercantil não transfere substancialmente todos os riscos e 
benefícios inerentes à propriedade, o arrendamento mercantil deve ser 
classificado como operacional. 
 No caso de imóveis, para classificar o leasing como operacional ou 
financeiro, a entidade deve avaliar individualmente o terreno e a edificação. 
Como os terrenos, regra geral, possuem vida útil indefinida, o prazo do 
arrendamento nunca cobrirá a maior parte da vida útil do terreno. Por isso, no 
 
 
 
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arrendamento de um edifício, pode ter dois tipos de arrendamentos: operacional 
para o terreno e financeiro para o edifício. 
 (CESPE / Técnico – Banco Amazônia / 2012) Uma 
característica dos terrenos é sua vida útil econômica indefinida. No caso de 
operações de arrendamento em que se espera que a propriedade passe para o 
arrendatário no fim do prazo do arrendamento mercantil, normalmente o 
arrendatário recebe substancialmente todos os riscos e benefícios inerentes à 
propriedade e, nesse caso, o arrendamento mercantil do terreno é um 
arrendamento mercantil financeiro. ( ) certo ou ( ) errado. 
Resolução: 
Acabamos de estudar que, no caso dos terrenos, a classificação mais adequada 
costuma ser como arrendamento mercantil operacional, em razão da vida útil 
indefinida. Gabarito: errado. 
 
 
Reconhecimento inicial: no começo do prazo de arrendamento 
mercantil, os arrendatários devem reconhecer, em contas específicas, os 
arrendamentos mercantis financeiros como ativos e passivos nos seus balanços 
por quantias iguais ao valor justo da propriedade arrendada ou, se inferior, ao 
valor presente dos pagamentos mínimos do arrendamento mercantil, cada um 
determinado no início do arrendamento mercantil. 
Portanto, é apropriado que um arrendamento mercantil financeiro seja 
reconhecido no balanço do arrendatário não só como ativo, mas também como 
obrigação de efetuar futuros pagamentos do arrendamento mercantil. No 
começo do prazo do arrendamento mercantil, o ativo e o passivo dos futuros 
pagamentos do arrendamento mercantil devem ser reconhecidos no balanço 
pelas mesmas quantias, exceto no caso de quaisquer custos diretos iniciais do 
arrendatário que sejam adicionados à quantia reconhecida como ativo. 
Custos diretos iniciais são frequentemente incorridos em relação às 
atividades específicas de arrendamento mercantil. Tais custos, como os de 
negociação e os de garantia de acordos de arrendamento mercantil, se 
identificados como diretamente atribuíveis às atividades executadas pelo 
arrendatário para um arrendamento mercantil financeiro, devem ser 
adicionados ao montante reconhecido como ativo. 
No caso do Leasing financeiro, o reconhecimento inicial do bem no 
ativo deve ser o menor dos seguintes valores: 
1) valor justo da propriedade arrendada; ou 
2) valor presente dos pagamentos mínimos do arrendamento mercantil. 
 
2.2.1 – Arrendamento Mercantil Financeiro no arrendatário 
 
 
 
 
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A taxa de desconto a ser utilizada no cálculo do valor presente dos 
pagamentos mínimos do arrendamento mercantil deve ser a taxa de juros 
implícita no arrendamento mercantil, se for praticável determinar essa taxa; se 
não for, deve ser usada a taxa incremental de financiamento do arrendatário. 
Quaisquer custos diretos iniciais do arrendatário devem ser adicionados à 
quantia reconhecida como ativo. 
Definições segundo o pronunciamento CPC 06 (R1): 
1. Taxa de juros implícita no arrendamento mercantil é a taxa de desconto que, 
no início do arrendamento mercantil, faz com que o valor presente agregado: a) dos 
pagamentos mínimos do arrendamento mercantil; e b) do valor residual não garantido 
seja igual à soma (i) do valor justo do ativo arrendado e (ii) de quaisquer custos diretos 
iniciais do arrendador. 
2. Taxa de juros incremental de financiamento do arrendatário é a taxa de juros 
que o arrendatário teria de pagar num arrendamento mercantil semelhante ou, se isso 
não for determinável, a taxa em que, no início do arrendamento mercantil, o 
arrendatário incorreria ao pedir emprestado por prazo semelhante, e com segurança 
semelhante, os fundos necessários para comprar o ativo. 
 
2.2.1.1 – Reconhecimento inicial a valor presente 
Na operação de arrendamento mercantil financeiro, os arrendatários 
devem reconhecer, em contas específicas, do ativo e do passivo nos seus 
balanços por quantias iguais ao valor presente, quando este for inferior ao 
seu valor justo. Vejamos como isso ocorre na prática. 
Exemplo: Em 30/12/2013, a empresa Aprovados Ltda. adquiriu uma 
máquina por meio de arrendamento mercantil financeiro, para ser pago em 36 
prestações mensais de R$ 1.000,00, cujo valor presente é de R$ 30.000,00. 
Informações adicionais: 
Valor de mercado da máquina arrendada: R$ 32.000,00. 
Valor residual a ser pago ao término do arrendamento: R$ R$ 250,00. 
Pagamento: ao fim de cada mês, a partir de janeiro de 2014. 
Juros de curto prazo: R$ 1.200,00. 
Vamos realizar os lançamentos dessa operação. 
O total dos fluxos de pagamentos futuros é de R$ 36.250,00 (36 x 1.000 
+ 250). No entanto, como em todo contrato de longo prazo, nestes R$ 
36.250,00 estão embutidos juros que irão vencer ao longo do contrato (pelo 
regime de competência). Se o valor presente é igual a R$ 30.000,00, o valor 
dos juros futuros é igual a R$ 6.250,00 (36.250 – 30.000). 
Devemos ainda, no momento da contabilização, comparar o valor 
presente dos fluxos de pagamentos futuros ao valor justo do veículo. O valor 
justo da máquina arrendada pela empresa Aprovados Ltda. é de R$ 32.000,00. 
 
 
 
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Assim, ao comparar o valor presente dos fluxos de pagamentos futuros da 
operação de arrendamento de R$ 30.000 ao valor justo do veículo arrendado 
de R$ 32.000, a empresa deverá optar por registrar como valor do bem, no 
imobilizado, aquele que for menor, qual seja, o valor presente dos fluxos de 
pagamentos futuros. 
1. Lançamento geral para registro da operação: 
D – Máquina (ativo imobilizado) 30.000,00 
D – Juros a transcorrer (Redutora do passivo) 6.250,00 
C – Arrendamento mercantil financeiro a pagar (Passivo) 36.250,00 
 
2. Registro da operação separando a obrigação entre o passivo circulante e o 
não circulante: 
Prestações de Curto Prazo (CP) = 12 x 1.000 = R$ 12.000,00 
Prestações de Longo Prazo (LP) = 24 x 1.000 + 250 = R$ 24.250,002.1. Lançamento: 
D – Máquina (ativo imobilizado) 30.000,00 
D – Juros a transcorrer – CP (Redutora do PC) 1.200,00 
D – Juros a transcorrer – LP (Redutora do PÑC) 5.050,00 
C – Arrendamento mercantil financeiro a pagar - CP (PC) 12.000,00 
C – Arrendamento mercantil financeiro a pagar - LP (PÑC) 24.250,00 
 
BALANÇO PATRIMONIAL EM 31/12/2013 
ATIVO PASSIVO 
Ativo Não Circulante 30.000,00 
 Imobilizado 
 Máquina 30.000,00 
Circulante 10.800,00 
Arrendamento a pagar 12.000,00 
(-) Juros a transcorrer (1.200,00) 
Não Circulante 19.200,00 
Arrendamento a pagar 24.250,00 
(-) Juros a transcorrer (5.050,00) 
Total do Ativo = R$ 30.000,00 Total do Passivo = 30.000,00 
 
DICA: não há registro de despesa financeira no reconhecimento inicial da 
operação de arrendamento mercantil. 
 
 
 
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Mensuração subsequente: Os pagamentos mínimos do arrendamento 
mercantil devem ser segregados entre encargo financeiro e redução do passivo 
em aberto. O encargo financeiro deve ser apropriado a cada período durante o 
prazo do arrendamento mercantil de forma a produzir uma taxa de juros 
periódica constante sobre o saldo remanescente do passivo. Os pagamentos 
contingentes devem ser contabilizados como despesa nos períodos em que são 
incorridos. 
Vamos realizar os lançamentos utilizando o mesmo exemplo. 
3. Registro da redução do passivo em aberto (ou lançamento do pagamento do 
principal da prestação). 
3.1. Registro do pagamento da primeira prestação: 
D - Arrendamento mercantil financeiro a pagar - CP (Passivo) 
C - Caixa ou Bancos 1.000,00 
 
4. Registro do encargo financeiro: 
Despesa de juros mensal = taxa efetiva x valor contábil do arrendamento 
 
Arrendamento financeiro a pagar R$ 36.250,00 
(-) Juros passivos a transcorrer R$ (6.250,00) 
Valor contábil do arrendamento R$ 30.000,00. 
 
Supondo que a taxa de juros seja igual a 0,5% ao mês, a despesa é: 
Despesa de juros mensal = 0,5% x 30.000 = R$ 150,00. 
4.1. Lançamento de reconhecimento dos juros: 
D – Despesas financeiras 
C – Juros a transcorrer – CP (Redutora do PC) 150,00 
 
O procedimento de pagamento da prestação e reconhecimento mensal 
dos juros deverá ser feito para os demais meses até o pagamento total do 
arrendamento. O importante é entender o raciocínio, porque, em regra, as 
bancas perguntam mais as primeiras prestações e com valores exatos. 
Já vimos que o ativo obtido por meio de arrendamento mercantil 
financeiro está sujeito a depreciação, bem como ao teste de recuperabilidade, 
no arrendatário. O CPC 06 estabelece a regra para depreciação. 
O valor depreciável de ativo arrendado deve ser alocado a cada período 
contábil durante o período de uso esperado em base sistemática consistente 
 
 
 
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com a política de depreciação que o arrendatário adote para os ativos 
depreciáveis de que seja proprietário. 
Se houver certeza razoável de que arrendatário virá a obter a propriedade 
no fim do prazo do arrendamento mercantil, o período de uso esperado é a vida 
útil do ativo; caso contrário, o ativo deve ser depreciado durante o prazo do 
arrendamento mercantil ou da sua vida útil, dos dois o menor. 
Esquematizando: 
 
 
Resumo dos registros da operação de leasing financeiro no arrendatário 
Fatos contábeis Registro no arrendatário 
Aquisição de Ativos através de 
Arrendamento Mercantil Financeiro 
D - Bem adquirido 
D - Juros a transcorrer 
C - Arrendamento mercantil financeiro a pagar 
Pagamento das parcelas do 
arrendamento 
D - Arrendamento mercantil financeiro a pagar 
C - Caixa ou Bancos 
Apropriação das despesas 
financeiras 
D - Despesas financeiras 
C - Juros a transcorrer 
Depreciação de ativos D - Depreciação 
C – Depreciação acumulada 
 
É hora de praticar futuros AFRFB! 
 (FCC / SEFAZ – PI / 2015) Em 31/12/2013, a Cia. 
Transportadora adquiriu um caminhão por meio de um contrato de 
arrendamento mercantil financeiro. O contrato será pago em 5 parcelas anuais, 
iguais e consecutivas de R$ 80.000,00, vencendo a primeira parcela em 
31/12/2014. 
Sabe-se que o valor presente das prestações, na data de início do contrato de 
arrendamento, era R$ 288.000,00 e que, se a Cia. Transportadora tivesse 
adquirido o caminhão à vista, teria pagado R$ 300.000,00 (valor justo). A vida 
útil do caminhão é 5 anos, o valor residual esperado no final deste prazo será 
zero e a empresa utiliza o método das cotas constantes para cálculo da 
depreciação. 
Com base nestas informações, a Cia. Transportadora reconheceu 
O prazo para 
depreciação no 
arrendamento 
financeiro
será a vida útil do ativo, se houver certeza razoável de que 
arrendatário virá a obter a propriedade no fim do prazo do 
arrendamento mercantil 
será a vida útil do ativo ou o prazo do arrendamento, o que for 
menor, se não houver certeza razoável de que arrendatário virá a 
obter a propriedade no fim do prazo do arrendamento mercantil 
 
 
 
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a) receita financeira no valor de R$ 12.000,00 em 31/12/2013. 
b) um ativo no valor de R$ 300.000,00 em 31/12/2013. 
c) um passivo no valor de R$ 400.000,00 em 31/12/2013. 
d) um ativo no valor de R$ 288.000,00 em 31/12/2013. 
e) despesa no valor de R$ 80.000,00 em 2014. 
Resolução: 
Do enunciado, obtemos os seguintes dados: 
Valor presente dos fluxos de pagamento = R$ 288.000,00 
Valor justo do caminhão = R$ 300.000,00 
Como o ativo deve ser registrado pelo menor valor entre o “valor presente dos 
fluxos de pagamento” e o “valor justo”, o caminhão deverá ser registrado no 
ativo por R$ 288.000,00. 
A obrigação deverá ser registrada pelo montante de R$ 400.000,00 (5 parcelas 
x 80.000), mas, como se trata de um passivo, necessariamente, ela deverá ser 
ajustada a valor presente, por meio de conta redutora de Encargos a 
Transcorrer, a fim de trazer o valor contábil do passivo a valor presente (pois 
este foi o valor base de registro do bem). 
Arrendamento mercantil financeiro a pagar 400.000,00 
(-) Valor presente das prestações (288.000,00) 
= Juros a transcorrer 112.000,00 
 
Registro do arrendamento mercantil financeiro: 
D - Veículos – caminhão 288.000,00 
D - Juros a transcorrer (retificadora do Passivo) 112.000,00 
C - Arrendamento mercantil financeiro a pagar 400.000,00 
 
Balanço patrimonial após o registro das operações: 
ATIVO PASSIVO 
 Imobilizado 
 Veículos - caminhão 288.000,00 
Arrendamento a pagar 400.000,00 
(-) Juros a transcorrer (112.000,00) 
Total do Ativo = R$ 288.000,00 Total do Passivo = 288.000,00 
 
Observem que o valor do passivo aumentou em R$ 288.000,00 e não em R$ 
400.000,00. Gabarito: D. 
 
 
 
 
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Método de resolução para o dia da prova: 
Como não há registro de despesa financeira no reconhecimento inicial da 
operação de arrendamento mercantil, descartamos as assertivas (A) e (E). 
Do enunciado, obtemos os seguintes dados: 
Valor presente dos fluxos de pagamento = R$ 288.000,00 
Valor justo do caminhão = R$ 300.000,00 
Como o ativo deve ser registrado pelo menor valor entre o “valor presente dos 
fluxos de pagamento”e o “valor justo”, o caminhão deverá ser registrado no 
ativo por R$ 288.000,00. Descartamos a letra (B). 
Na operação de arrendamento mercantil financeiro, o passivo aumentará 
no mesmo montante do ativo, ou seja, 288.000,00. Descartamos a letra (C). 
Gabarito: Letra D. 
 
2.2.1.2 – Reconhecimento inicial a valor justo 
Na operação de arrendamento mercantil financeiro, os arrendatários 
devem reconhecer, em contas específicas, do ativo e do passivo nos seus 
balanços por quantias iguais ao valor justo, quando este for inferior ao seu 
valor presente. 
Neste caso, a contrapartida de diminuição de valor atribuído a elemento 
do Ativo, em decorrência da sua avaliação a valor justo, será classificada como 
Ajustes de Avaliação Patrimonial, enquanto não computada no resultado do 
exercício em obediência ao regime de competência. A diminuição equivale à 
diferença entre o valor presente e o valor justo: 
Ajustes de Avaliação Patrimonial = valor presente – valor justo 
 
Vejamos como isso ocorre na prática por meio de uma questão. 
 (FCC / Analista - TRT 6ª / 2012) Uma empresa adquiriu 
um caminhão por meio de arrendamento mercantil financeiro que será pago em 
60 prestações mensais de R$ 2.000,00 cada. O valor presente das prestações 
era de R$ 78.760,54 e a taxa de juros implícita no arrendamento mercantil era 
de 1,5% ao mês. O valor justo da máquina arrendada era de R$ 78.000,00. A 
empresa reconheceu no momento da aquisição, em reais, um 
a) ativo de 78.760,54. 
b) ativo de 78.000,00. 
c) passivo de 120.000,00. 
d) passivo de 78.760,54 e uma despesa financeira de 41.239,46. 
 
 
 
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e) ativo de 78.000,00 e uma despesa financeira de 42.000,00. 
Resolução: 
1. Cálculo dos juros a transcorrer: 
Arrendamento mercantil financeiro a pagar 120.000,00 = 60 prestações x 2.000 
(-) Valor presente das prestações (78.760,54) 
= Juros a transcorrer 41.239,46 
 
No caso do Leasing financeiro, o reconhecimento inicial do bem no ativo 
deve ser o menor dos seguintes valores: 
1) valor justo da propriedade arrendada; ou 
2) valor presente dos pagamentos mínimos do arrendamento mercantil. 
 
Valor de registro do caminhão no ativo = R$ 78.000,00. 
 
Segundo o § 3º, artigo 182, da Lei das S/A, serão classificadas como ajustes 
de avaliação patrimonial, enquanto não computadas no resultado do 
exercício em obediência ao regime de competência, as contrapartidas de 
aumentos ou diminuições de valor atribuídos a elementos do ativo e do 
passivo, em decorrência da sua avaliação a valor justo. 
Neste caso, temos que o valor presente de R$ 78.760,54 é superior ao valor 
justo de R$ 78.000,00, portanto, precisamos ajustar o valor presente ao valor 
justo. A diferença entre o valor presente e o valor justo de 760,54 será 
registrada mediante um lançamento devedor na conta Ajustes de Avaliação 
Patrimonial, no PL da arrendatária. 
Ajustes de Avaliação Patrimonial = valor presente – valor justo 
Ajustes de Avaliação Patrimonial = 78.760,54 – 78.000,00 = 760,54 
 
A conta Ajustes de Avaliação Patrimonial (AAP) será apropriada para o 
resultado do exercício proporcionalmente ao pagamento das prestações do 
arrendamento mercantil. 
Registro do arrendamento mercantil financeiro: 
D - Veículos – caminhão 78.000,00 
D - Juros a transcorrer (retificadora do Passivo) 41.239,46 
D - Ajustes de Avaliação Patrimonial (PL) 760,54 
C - Arrendamento mercantil financeiro a pagar 120.000,00 
 
 
 
 
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Balanço patrimonial após o registro das operações: 
ATIVO PASSIVO 
 Imobilizado 
 Veículos - caminhão 78.000,00 
PC + PÑC 
Arrendamento a pagar 120.000,00 
(-) Juros a transcorrer (41.239,46) 
 
PL 
(-) Ajustes de Avaliação Patrimonial (760,54) 
Total do Ativo = R$ 78.000,00 Total do Passivo = 78.000,00 
 
Gabarito: Letra B. 
Como a nossa finalidade é o aprendizado, resolvi o exercício de modo 
detalhado para o bom entendimento do assunto. Porém, no dia da prova, não 
podemos perder tempo. Por isso, vocês devem fazer pelo método TURBO, rsrs. 
Método de resolução para o dia da prova: 
Como não há registro de despesa financeira no reconhecimento inicial da 
operação de arrendamento mercantil, descartamos as assertivas (D) e (E). 
Do enunciado, obtemos os seguintes dados: 
Valor presente dos fluxos de pagamento = R$ 78.760,54 
Valor justo do caminhão = R$ 78.000,00 
Como o ativo deve ser registrado pelo menor valor entre o “valor presente dos 
fluxos de pagamento” e o “valor justo”, o caminhão deverá ser registrado no 
ativo por R$ 78.000,00. Descartamos a letra (A). 
Na operação de arrendamento mercantil financeiro, o passivo aumentará 
no mesmo montante do ativo, ou seja, 78.000,00. Descartamos a letra (C). 
Observem que a banca, com o intuito de levá-lo ao erro, sempre coloca o valor 
do passivo coincidente com o valor do arrendamento a pagar. Porém, você, 
aluno e aluna do nosso curso, sabe que devemos considerar o valor dos 
encargos a transcorrer (retificadora do passivo) para determinação do valor 
total do passivo. Gabarito: Letra B. 
 
 
Reconhecimento inicial: Os arrendadores devem reconhecer os ativos 
mantidos por arrendamento mercantil financeiro nos seus balanços e apresentá-
los como conta a receber por valor igual ao investimento líquido no 
arrendamento mercantil. 
2.2.2 – Arrendamento Mercantil Financeiro no arrendador 
 
 
 
 
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Exemplo: em 30/12/2013, a empresa Sortudos Ltda. vendeu um veículo 
por meio de arrendamento mercantil financeiro, para ser pago em 36 prestações 
mensais de R$ 1.000,00, cujo valor presente é de R$ 30.000,00. 
1. Registro da venda no arrendador: 
D – Arrendamento mercantil financeiro a receber (conta a receber - ativo) 
C – Vendas (resultado) 36.000,00 = 36 prestações x 1.000 
 
D – Ajustes a Valor Presente de Vendas (resultado) 
C – Receita financeira a transcorrer (retificadora do ativo) 6.000,00 
 
AMF a Receber 
 (1) 36.000,00 
Vendas 
 36.000,00 (1) 
Ajuste a Valor Presente de 
Vendas 
(1) 6.000,00 
 
Receita Financeira a 
Transcorrer 
 6.000,00 (1) 
Apuração do Lucro líquido ao final de período e transferência para a conta 
lucros acumulados: 
Vendas 
(2) 36.000,00 36.000,00 (1) 
AVP de Vendas 
(1) 6.000,00 6.000,00 (3) 
Apuração do Resultado 
(3) 6.000,00 36.000,00 (2) 
(4) 30.000,00 30.000,00 
 
Lucros Acumulados 
 30.000,00 (4) 
 
Balanço Patrimonial do Arrendador em 31/12/2013: 
ATIVO PASSIVO 
AMF a Receber......................36.000,00 
(-) Rec. Finan. a Transcorrer (6.000,00) 
Patrimônio Líquido 
Lucros Acumulados 30.000,00 
Total do Ativo = R$ 30.000,00 Total do Passivo = 30.000,00 
 
 
 
 
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DICA 1: não há registro pelo ARRENDADOR de receita financeira no 
reconhecimento inicial da operação de arrendamento mercantil financeiro. 
DICA 2: tanto a conta juros a transcorrer no arrendatário como Receitas 
Financeiras a Transcorrer no arrendador serão apropriadas para o resultado do 
exercício proporcionalmente ao tempo transcorrido. 
DICA 3: O Ajuste a Valor Presente de Vendas é uma conta redutora das 
Vendas, pois a receita de juros no valorde R$ 6.000,00 pertence ao período de 
36 meses, devendo ser apropriada proporcionalmente ao tempo transcorrido e 
não integralmente no ato da venda. 
 
Mensuração subsequente: O reconhecimento da receita financeira 
deve basear-se no padrão que reflita a taxa de retorno periódica constante sobre 
o investimento líquido do arrendador no arrendamento mercantil financeiro. 
1. Apropriação da receita de acordo com o regime de competência: 
Receita Financeira a Transcorrer (retificadora do ativo) 
a Receita Financeira (resultado) 
 
2. Recebimento de prestação do arrendamento: 
Caixa ou Bancos 
a Arrendamento Mercantil Financeiro a Receber 
 
A receita de vendas reconhecida no começo do prazo do arrendamento 
mercantil por arrendador fabricante ou comerciante é o valor justo do ativo, ou, 
se inferior, o valor presente dos pagamentos mínimos do arrendamento 
mercantil devidos ao arrendador, calculado a uma taxa de juros do mercado. 
Esquematizando: 
Resumo dos registros da operação de leasing financeiro no ARRENDADOR 
Fatos contábeis Registro no ARRENDADOR 
Alienação de Ativos por meio de 
Arrendamento Financeiro 
D - Arrendamento mercantil financeiro a receber 
D - Ajuste a Valor Presente de Vendas 
C - Receitas Financeiras a Transcorrer 
C - Vendas 
Recebimento das parcelas do 
arrendamento 
D - Caixa ou Bancos 
C - Arrendamento mercantil financeiro a receber 
Apropriação das receitas 
financeiras 
D - Receitas Financeiras a transcorrer 
C - Receitas financeiras 
 
 
 
 
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Assim, no caso do Leasing financeiro, seja no arrendador ou no 
arrendatário, o reconhecimento inicial do bem no ativo deve ser o menor 
dos seguintes valores: 
1) valor justo da propriedade arrendada; ou 
2) valor presente dos pagamentos mínimos do arrendamento mercantil. 
 
 
Um arrendamento mercantil deve ser classificado como operacional se 
ele não transferir substancialmente todos os riscos e benefícios inerentes à 
propriedade (na essência, é semelhante a uma locação). Neste caso, o 
arrendatário faz um registro mensal de despesa vinculada ao arrendamento, 
lançada a contrapartida de disponibilidades (despesa paga) ou exigibilidades 
(despesa a pagar). 
 
 
Para os arrendamentos mercantis operacionais, os pagamentos da 
prestação (excluindo os custos de serviços tais como seguro e manutenção) 
devem ser reconhecidos como despesa na base da linha reta durante o prazo 
do arrendamento mercantil, salvo se outra base sistemática for representativa 
do padrão temporal do benefício do usuário, mesmo que tais pagamentos não 
sejam feitos nessa base. 
Exemplo: Vamos supor que uma empresa faça um arrendamento 
operacional de uma máquina pelo prazo de três anos, pagando o valor de 250 
reais por mês. 
Lançamento mensal durante os três anos: 
D - Despesa de arrendamento 
C - Caixa ou Bancos 250 
 
 
Os arrendadores devem apresentar os ativos sujeitos a arrendamentos 
mercantis operacionais nos seus balanços de acordo com a natureza do ativo. 
Como os riscos e benefícios relacionados ao bem não são transferidos, o ativo 
arrendado fica sujeito às despesas de depreciação e ao teste de 
impairment nas demonstrações do arrendador. 
A receita de arrendamento mercantil proveniente de arrendamentos 
mercantis operacionais deve ser reconhecida no resultado na base da linha 
reta durante o prazo do arrendamento mercantil, a menos que outra base 
2.3 – Arrendamento Mercantil Operacional 
 
2.3.1 – Arrendamento Mercantil Operacional no arrendatário 
 
2.3.2 – Arrendamento Mercantil Operacional no arrendador 
 
 
 
 
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sistemática seja mais representativa do padrão temporal em que o benefício do 
uso do ativo arrendado é diminuído. 
Registro mensal da receita de arrendamento operacional no arrendador: 
D - Caixa ou Contas a Receber 
C - Receita de Arrendamento Mercantil 
 
 
Uma transação de venda e leaseback (retroarrendamento pelo vendedor 
junto ao comprador) envolve a venda de um ativo e o concomitante 
arrendamento mercantil do mesmo ativo pelo comprador ao vendedor. O 
pagamento do arrendamento mercantil e o preço de venda são geralmente 
interdependentes por serem negociados como um pacote. O tratamento 
contábil de uma transação de venda e leaseback depende do tipo de 
arrendamento mercantil envolvido. 
Exemplo de leaseback: 
A empresa Aprovados vende uma máquina XYZ para a empresa Sortudos. 
A empresa Sortudos aluga, por meio de um arrendamento mercantil, a 
mesma máquina XYZ para a empresa Aprovados. 
 
 
Se uma transação de venda e leaseback resultar em arrendamento 
mercantil financeiro, qualquer excesso de receita de venda obtido acima do 
valor contábil não deve ser imediatamente reconhecido como receita por um 
vendedor-arrendatário. Em vez disso, tal valor deve ser diferido e amortizado 
durante o prazo do arrendamento mercantil. 
Se o leaseback for um arrendamento mercantil financeiro, a transação 
é um meio pelo qual o arrendador financia o arrendatário, com o ativo como 
garantia. Por essa razão, não é apropriado considerar como receita um 
excedente do preço de venda obtido sobre o valor contábil. Tal excedente deve 
ser diferido e amortizado durante o prazo do arrendamento mercantil. 
Exemplo: A empresa Aprovados Ltda. possuía um veículo cujo valor 
contábil era de R$ 10.000,00. A Sortudos S/A adquiriu, por R$ 12.000,00, o 
veículo da Aprovados Ltda. por meio de um leaseback, que resultou em um 
arrendamento financeiro de 40 meses. Resolução de acordo com o que foi 
estudado. 
Excesso de receita de venda = Venda – Valor Contábil 
Excesso de receita de venda = 12.000 – 10.000 = 2.000,00 
2.4 – Transação de Venda e Leaseback 
 
2.4.1 – Arrendamento Financeiro resultante de um Leaseback 
 
 
 
 
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Vimos que o excesso de receita de venda em uma operação de leaseback, 
quando resultar em um arrendamento financeiro, não deve ser reconhecido 
como receita pelo vendedor, mas como Receita a Apropriar, retificadora de 
Contas a Receber. 
1. Registro da operação de venda pela empresa Aprovados Ltda.: 
D – Contas a Receber (Ativo) ...................................12.000,00 
C – Receitas a Apropriar (Retificadora do Ativo) ...........2.000,00 
C – Veículos (Ativo Imobilizado) ...............................10.000,00 
 
As receitas a apropriar serão apropriadas no resultado pelo valor de R$ 
50,00 (2.000/40) por mês. 
2. Registro da apropriação mensal das receitas: 
D – Receitas a Apropriar 
C – Receitas de Arrendamento Financeiro.....................50,00 
 
 
Se uma transação de venda e leaseback resultar em arrendamento 
mercantil operacional, e se estiver claro que a transação é estabelecida pelo 
valor justo, qualquer lucro ou prejuízo deve ser imediatamente reconhecido. 
Se o leaseback for um arrendamento mercantil operacional, e os 
pagamentos do arrendamento mercantil e o preço de venda estiverem 
estabelecidos pelo valor justo, na verdade houve uma transação de venda 
normal, e qualquer lucro ou prejuízo deve ser imediatamente reconhecido. 
Exemplo: Uma máquina com valor contábil de R$ 10.000,00 é vendida 
pelo valor justo de R$ 12.000,00 mediante uma operação envolvendo leaseback 
que resulta em arrendamento operacional. Observem que o preço de venda é 
igual ao valor justo. Portanto, o lucro deve ser reconhecido imediatamente no 
resultado da empresa vendedora. 
1. Lançamento da operaçãode venda pelo arrendador: 
D – Contas a Receber...................................12.000,00 
C – Máquinas..............................................10.000,00 
C – Lucro de Arrendamento Operacional...........2.000,00 
 
Se o preço de venda estiver abaixo do valor justo, qualquer lucro ou 
prejuízo deve ser imediatamente reconhecido, exceto se o prejuízo for 
compensado por futuros pagamentos do arrendamento mercantil a preço 
inferior ao de mercado, situação em que esse prejuízo deve ser diferido e 
2.4.1 – Arrendamento Operacional resultante de um Leaseback 
 
 
 
 
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amortizado proporcionalmente aos pagamentos do arrendamento mercantil 
durante o período pelo qual se espera que o ativo seja usado. 
Se o preço de venda estiver acima do valor justo, o excedente sobre o 
valor justo deve ser diferido e amortizado durante o período pelo qual se espera 
que o ativo seja usado. 
Exemplo: Uma máquina com valor contábil de R$ 10.000,00 é vendida 
pelo valor de R$ 15.000,00 mediante uma operação envolvendo leaseback que 
resulta em arrendamento operacional. Observem que o preço de venda é igual 
ao valor justo. O valor justo da máquina é igual a R$ 12.000,00. 
Como a transação de leaseback resultou em um arrendamento 
operacional e o preço de venda de R$ 15.000,00 não corresponde ao valor justo 
de R$ 12.000,00, o excedente sobre o valor justo de R$ 3.000,00 (15.000 – 
12.000) deve ser diferido e amortizado durante o período pelo qual se espera 
que o ativo seja usado. 
1. Receitas a Apropriar = Valor de Venda – Valor Justo 
Receitas a Apropriar = 15.000 – 12.000 = R$ 3.000,00. 
2. Lucro = Valor Justo – Valor Contábil = 12.000 – 10.000 = R$ 2.000,00. 
 
3. Lançamento da operação de venda pelo arrendador: 
D – Contas a Receber........................................15.000,00 
C – Máquinas....................................................10.000,00 
C – Receitas a Apropriar.....................................3.000,00 
C – Lucro de Arrendamento Operacional...........2.000,00 
 
Esquematizando: 
Resumo dos registros da operação de LEASEBACK 
Arrendamento Mercantil Registro inicial pelo Vendedor - Arrendatário 
Financeiro (excesso de 
receita obtido acima do valor 
contábil deve ser reconhecido 
como Receita a Apropriar) 
D – Contas a Receber (Ativo) 
C – Receitas a Apropriar (Retificadora do Ativo) 
C – Veículos (Ativo Imobilizado) 
Operacional (Preço de venda 
igual ao valor justo) 
D – Contas a Receber 
C – Máquinas 
C – Lucro de Arrendamento Operacional 
Operacional (Preço de venda 
acima do valor justo) 
D - Contas a Receber 
C - Máquinas 
C - Receitas a Apropriar (Preço de Venda – Valor Justo) 
C – Lucro de Arrendamento (valor Justo – Valor Contábil) 
 
 
 
 
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Esse assunto é tratado no Pronunciamento Técnico CPC 31 - Ativo Não 
Circulante Mantido para Venda e Operação Descontinuada. 
O objetivo deste Pronunciamento Técnico é estabelecer a contabilização 
de ativos não circulantes mantidos para venda (colocados à venda) e a 
apresentação e a divulgação de operações descontinuadas. 
Em particular, o Pronunciamento exige que os ativos que satisfazem aos 
critérios de classificação como mantidos para venda sejam: 
(a) mensurados pelo menor entre o valor contábil até então registrado 
e o valor justo menos as despesas de venda, e que a depreciação ou a 
amortização desses ativos cesse; 
(b) apresentados separadamente no balanço patrimonial e que os 
resultados das operações descontinuadas sejam apresentados separadamente 
na demonstração do resultado. 
 
 
A entidade deve classificar um ativo não circulante como mantido para 
venda se o seu valor contábil vai ser recuperado, principalmente, por meio de 
transação de venda em vez do uso contínuo. 
Ou seja, em vez do ativo ser utilizado para geração de caixa, nas 
atividades operacionais da companhia, a empresa opta por se desfazer dele, 
recuperando seu valor contábil por meio da venda. 
Para que esse seja o caso, o ativo ou o grupo de ativos mantido para 
venda deve estar disponível para venda imediata em suas condições atuais, 
sujeito apenas aos termos que sejam habituais e costumeiros para venda de 
tais ativos mantidos para venda. Com isso, a sua venda deve ser altamente 
provável. 
Para que a venda seja altamente provável, o nível hierárquico de 
gestão apropriado deve estar comprometido com o plano de venda do ativo, e 
deve ter sido iniciado um programa firme para localizar um comprador e concluir 
o plano. 
Além disso, o ativo mantido para venda deve ser efetivamente colocado 
à venda por preço que seja razoável em relação ao seu valor justo corrente. 
Ainda, deve-se esperar que a venda se qualifique como concluída em até um 
ano a partir da data da classificação e as ações necessárias para concluir o 
plano devem indicar que é improvável que possa haver alterações significativas 
no plano ou que o plano possa ser abandonado, com exceção de acontecimentos 
3 – Ativo Não Circulante Mantido para Venda e Operação 
Descontinuada 
 
3.1 – Ativo não circulante mantido para venda 
 
 
 
 
 
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ou circunstâncias fora do controle da entidade e se houver evidência suficiente 
de que a entidade continua comprometida com o seu plano de venda do ativo. 
A classificação, a apresentação e a mensuração requeridas neste 
Pronunciamento Técnico aplicáveis a ativo não circulante (ou grupo de ativos) 
classificado como mantido para venda também se aplicam a ativo não circulante 
(ou grupo de ativos) que seja classificado como destinado a ser distribuído aos 
sócios na sua condição de proprietários (mantido para distribuição aos 
proprietários). 
O ativo não circulante (ou grupo de ativos) é classificado como mantido 
para distribuição aos sócios quando a entidade está comprometida para 
distribuir esse ativo (ou grupo de ativos) aos proprietários. Para isso é 
necessário que os ativos estejam disponíveis para imediata distribuição na sua 
condição atual e que a distribuição seja altamente provável. Para essa 
distribuição ser altamente provável, ações para completar a distribuição devem 
já ter sido iniciadas e deve estar presente a expectativa de serem completadas 
dentro de um ano a partir da classificação. 
Esquematizando: 
 
 
Os ativos mantidos para distribuição aos sócios seguem as mesmas 
regras dos ativos mantidos para venda. 
Porém, não devem ser considerados como ativos não circulantes 
mantidos para venda aqueles ativos que estiverem destinados a serem 
baixados, pois a recuperação de seu valor contábil dar-se-á principalmente 
pelo seu uso contínuo (item 13, CPC 31). A entidade não deve contabilizar o 
ativo não circulante que tenha sido temporariamente retirado de serviço como 
se tivesse sido baixado. 
É hora de praticar futuros AFRFB!!! 
Ativo Não Circulante 
Mantido para Venda
o seu valor contábil vai ser recuperado, 
principalmente, por meio de transação de 
venda em vez do uso contínuo;
deve estar disponível para venda imediata;
sua venda deve ser altamente provável;
preço de venda deve ser razoável em relação 
ao valor justo corrente do ativo; 
deve-se esperar que a venda se qualifique 
como concluída em até um ano a partir da 
data da classificação;
 
 
 
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 (Questão Inédita) Julgue os itens abaixo acerca do conceito 
de ativo não circulante mantido para venda e assinale a alternativa correta. 
I - Para ser enquadrado como um Ativo Não Circulante Mantido para Venda é 
indispensável a intenção da entidade em colocar, imediatamente, o ativo à 
venda em suas condições atuais, sujeito apenas aos termos que sejam habituais 
e costumeiros para venda de tais ativos mantidos para venda. 
II - Quando um ativo for classificado com mantido para venda, espera-se que a 
venda se qualifique como concluída em até um dois a partir da data da 
classificação 
III – ativos não circulantes que estiverem destinados a serem baixados não 
devem ser classificados como mantidos para venda, pois a recuperação de seu 
valor contábil dar-se-á principalmente pelo seu uso contínuo. 
Está correto o que consta em 
a) I, apenas. 
b) II, apenas. 
c) I e II, apenas. 
d) I e III, apenas. 
e) II e III, apenas. 
Resolução: 
Analisando cada assertivas, temos que: 
I. correta. Acabamos de estudar que o ativo ou o grupo de ativos mantido para 
venda deve estar disponível para venda imediata em suas condições atuais, 
sujeito apenas aos termos que sejam habituais e costumeiros para venda de 
tais ativos mantidos para venda. Com isso, a sua venda deve ser altamente 
provável. 
II. incorreta. Quando um ativo for classificado com mantido para venda, espera-
se que a venda se qualifique como concluída em até um dois um a partir da 
data da classificação 
III. correta. Vimos que, de acordo com o item 13 do CPC 31, não devem ser 
considerados como ativos não circulantes mantidos para venda aqueles ativos 
que estiverem destinados a serem baixados, pois a recuperação de seu valor 
contábil dar-se-á principalmente pelo seu uso contínuo. 
Portanto, I e III estão corretas, conforme CPC 31. Gabarito: Letra D. 
 
 
 
 
 
 
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Segundo o CPC 31, a entidade deve mensurar o ativo ou o grupo de ativos 
não circulantes classificado como mantido para venda pelo MENOR entre o seu 
valor contábil e o valor justo menos as despesas de venda. 
A entidade deve mensurar o ativo não circulante (ou grupo de ativos) 
mantido para distribuição aos sócios pelo menor entre seu valor contábil e seu 
valor justo diminuído das despesas de distribuição (*). 
(*) Despesas de distribuição são as despesas incrementais diretamente 
atribuíveis à distribuição, excluídos as financeiras e os tributos sobre o lucro. 
Exemplo: Em 01/01/2013, a empresa decide vender um veículo por R$ 
30.000,00. Nesta data, o valor justo do terreno era de R$ 100.000,00 e a 
empresa estimava despesas de vendas de R$ 25.000,00. Sabendo que o valor 
contábil do veículo é igual a R$ 60.000,00, qual o montante deve ser 
reconhecido como ativo não circulante mantido para venda? 
Resposta: de acordo com o Pronunciamento Técnico CPC 31 - Ativo não 
Circulante mantido para Venda e Operação Descontinuada, a entidade deve 
mensurar o ativo ou o grupo de ativos não circulantes classificado como mantido 
para venda pelo MENOR entre o seu valor contábil e o valor justo menos as 
despesas de venda. 
Valor contábil do veículo = R$ 60.000,00 
Valor Justo menos as despesas de venda = R$ 75.000,00 (100.000 – 25.000). 
Assim, de acordo com o CPC 31, o veículo deve ser reconhecido, no grupo dos 
Ativos não Circulantes mantidos para Venda, por R$ 60.000,00. 
 
Continuando a nossa aula. A entidade deve reconhecer, nos termos do 
Pronunciamento Técnico CPC 01 – Redução ao Valor Recuperável de Ativos, a 
perda por redução ao valor recuperável relativamente a qualquer redução 
inicial ou posterior do ativo ou do grupo de ativo mantido para venda ao valor 
justo menos as despesas de venda, além de qualquer outra perda que tenha 
sido reconhecida. A entidade deve reconhecer o ganho para qualquer aumento 
posterior no valor justo menos as despesas de venda de um ativo, limitado à 
perda por redução ao valor recuperável acumulada que tenha sido reconhecida. 
A entidade não deve depreciar (ou amortizar) o ativo não circulante 
enquanto estiver classificado como mantido para venda ou enquanto fizer parte 
de grupo de ativos classificado como mantido para venda. Os juros e os outros 
gastos atribuíveis aos passivos de grupo de ativos classificado como mantido 
para venda devem continuar a ser reconhecidos. 
Esquematizando: 
3.1.1 – Mensuração de ativo não circulante mantido para venda 
 
 
 
 
 
 
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Vamos praticar futuros Auditores-Fiscais da Receita Federal do Brasil!!! 
 (CETRO / Contador – Ministério das Cidades / 2013) A 
Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) é uma empresa de serviços de 
transporte ferroviário de passageiros, com sede na cidade do Rio de Janeiro e 
ligada ao Ministério das Cidades. Imagine que a diretoria da empresa decida 
que alguns trens com longo tempo de uso sejam colocados à venda. Nesse caso, 
o contador da CBTU terá que reclassificar esses itens. Sobre essa hipótese, e 
considerando o Pronunciamento nº 31 do Comitê de Pronunciamentos Contábeis 
(CPC), aprovado pela Resolução nº 1.188/2009 do Conselho Federal de 
Contabilidade, é correto afirmar que a CBTU deve mensurar o valor dos trens 
que estão contabilizados 
a) no ativo não circulante e classificados como mantidos para venda pelo menor 
entre o seu valor contábil e o valor justo diminuído das despesas de venda. 
b) no ativo circulante e classificados como mantidos para venda pelo menor 
entre o seu valor contábil e o valor justo diminuído das despesas de venda. 
c) no ativo circulante e classificados como mantidos para venda pelo maior entre 
o seu valor contábil e o valor justo mais as despesas de venda. 
d) no ativo não circulante e classificados como mantidos para venda pelo menor 
entre o seu valor contábil e o valor justo mais as despesas de venda. 
e) no ativo não circulante e classificados como mantidos para venda pelo maior 
entre o seu valor histórico e o valor justo menos as despesas de compra. 
Resolução: 
De acordo com o Pronunciamento nº 31 do CPC, quando a diretoria da empresa 
decidir que alguns trens com longo tempo de uso sejam colocados à venda, 
ela deve contabilizá-los no ativo não circulante e classificados como mantidos 
para venda e deve mensurá-los pelo menor entre o seu valor contábil e o valor 
justo diminuído das despesas de venda. Gabarito: Letra A. 
 
Ativo Não Circulante 
Mantidos para Venda
deve ser mensurado pelo menor 
valor entre
o valor contábil e
valor justo menos 
as despesas de 
venda
não devem ser depreciados ou 
amortizados
está sujeito ao teste de 
recuperabilidade
devem ser apresentados 
separadamente no balanço 
patrimonial
 
 
 
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A entidade deve apresentar o ativo não circulante classificado como 
mantido para venda separadamente dos outros ativos no balanço patrimonial. 
Os passivos de grupo de ativos classificado como mantido para venda devem 
ser apresentados separadamente dos outros passivos no balanço patrimonial. 
Esses ativos e passivos não devem ser compensados nem apresentados em 
um único montante. As principais classes de ativos e passivos classificados 
como mantidos para venda devem ser divulgadas separadamente no balanço 
patrimonial ou nas notas explicativas. 
A entidade deve apresentar separadamente qualquer receita ou despesa 
acumulada reconhecida diretamenteno patrimônio líquido (outros resultados 
abrangentes) relacionada a um ativo não circulante ou a um grupo de ativos 
classificado como mantido para venda. 
A entidade não deve reclassificar ou reapresentar montantes divulgados 
de ativos não circulantes ou de ativos e passivos de grupos de ativos 
classificados como mantidos para venda nos balanços de períodos anteriores 
para refletir a classificação no balanço do último período apresentado. 
Esquematizando: 
 
 
 
Conforme CPC 31, operação descontinuada é um componente da entidade 
que tenha sido baixado ou esteja classificado como mantido para venda e: 
(a) representa uma importante linha separada de negócios ou área 
geográfica de operações; 
(b) é parte integrante de um único plano coordenado para vender uma 
importante linha separada de negócios ou área geográfica de operações; ou 
Ativo Não Circulante 
Mantido para Venda
deve ser apresentado separadamente dos 
outros ativos no balanço patrimonial;
Os passivos de grupo de ativos classificado 
como mantido para venda também devem ser 
apresentados separadamente;
Esses ativos e passivos não devem ser 
compensados nem apresentados em um 
único montante;
As principais classes de ativos e passivos 
classificados como mantidos para venda 
devem ser divulgadas separadamente no 
balanço patrimonial ou nas notas explicativas. 
; 
3.1.2 – Apresentação de ativo não circulante mantido para venda 
 
 
 
3.2 – Operação Descontinuada 
 
 
 
 
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(c) é uma controlada adquirida exclusivamente com o objetivo de 
revenda. 
 
Vamos entender a diferença entra “ativo não circulante mantido para 
venda” e “operações descontinuadas”. 
No primeiro caso, a empresa pode alienar alguns ativos e substituir por 
outros novos. Não afeta a sua operação. Por exemplo, uma indústria decide 
vender, digamos, uma parte de suas máquinas que serão substituídos por novas 
máquinas. Nesse caso, trata-se se ativo não circulante mantido para venda. 
No caso das operações descontinuadas, a empresa decide vender uma 
importante linha separada de negócios ou área geográfica de operações. Por 
exemplo, uma indústria decide não operar mais na região Nordeste. Por conta 
dessa decisão, coloca toda a sua fábrica à venda, incluindo imóveis e 
maquinários, os quais não serão substituídos. Nesse caso, há uma operação 
descontinuada. 
Como a operação descontinuada representa uma unidade geradora de 
caixa (ou grupo de unidades) que a entidade deixará de possuir no futuro em 
razão de sua venda, é necessário que a empresa evidencie na demonstração de 
resultados o impacto que isso trará sobre o seu lucro. Por isso, o CPC exige que 
a entidade evidencie o lucro originado nas atividades contínuas e naquelas que 
serão descontinuadas pela companhia. 
Deste modo, a companhia deve evidenciar (item 33, CPC 31): 
(a) um montante único na demonstração do resultado compreendendo: 
(i) o resultado total após o imposto de renda das operações 
descontinuadas; e 
(ii) os ganhos ou as perdas após o imposto de renda reconhecidos na 
mensuração pelo valor justo menos as despesas de venda ou na baixa de ativos 
ou de grupo de ativos (s) mantidos para venda que constituam a operação 
descontinuada. CPC_31 9 
(b) análise da quantia única referida na alínea (a) com: 
(i) as receitas, as despesas e o resultado antes dos tributos das operações 
descontinuadas; 
(ii) as despesas com os tributos sobre o lucro relacionadas conforme 
exigido pelo item 81(h) do Pronunciamento Técnico CPC 32 – Tributos sobre o 
Lucro; 
(iii) os ganhos ou as perdas reconhecidas na mensuração pelo valor justo 
menos as despesas de venda ou na alienação de ativos ou de grupo de ativos 
mantidos para venda que constitua a operação descontinuada; e 
 
 
 
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(iv) as despesas de imposto de renda relacionadas conforme exigido pelo 
item 81(h) do Pronunciamento Técnico CPC 32 - Tributos sobre o Lucro. 
 
A análise pode ser apresentada nas notas explicativas ou na 
demonstração do resultado. Se for na demonstração do resultado, deve 
ser apresentada em seção identificada e que esteja relacionada com as 
operações descontinuadas, isto é, separadamente das operações em 
continuidade. A análise não é exigida para grupos de ativos mantidos para 
venda que sejam controladas recém-adquiridas que satisfaçam os critérios 
de classificação como destinadas à venda no momento da aquisição. 
(c) os fluxos de caixa líquidos atribuíveis às atividades operacionais, de 
investimento e de financiamento das operações descontinuadas. Essas 
evidenciações podem ser apresentadas nas notas explicativas ou nos quadros 
das demonstrações contábeis. Essas evidenciações não são exigidas para 
grupos de ativos mantidos para venda que sejam controladas recém-adquiridas 
que satisfaçam os critérios de classificação como destinadas à venda no 
momento da aquisição (ver item 11); 
(d) o montante do resultado das operações continuadas e o das operações 
descontinuadas atribuível aos acionistas controladores. Essa evidenciação pode 
ser apresentada alternativamente em notas explicativas que tratam do 
resultado. 
 
Qualquer ganho ou perda relativa à remensuração de ativo não circulante 
classificado como mantido para venda que não satisfaça à definição de operação 
descontinuada deve ser incluído nos resultados das operações em continuidade. 
Portanto, a entidade deverá classificar a sua DRE em dois grandes 
grupos: de Operações em Continuidade e de Operações Descontinuadas. Nas 
operações em continuidade, a companhia irá apresentar a DRE em sua estrutura 
padrão, que vamos estudar na aula 12. Nas operações descontinuadas (após o 
Lucro das operações em continuidade) a companhia irá evidenciar, de maneira 
sintética, o resultado total após o imposto de renda das operações 
descontinuadas. 
O Pronunciamento CPC 31 exige que a entidade divulgue um valor único 
na demonstração do resultado para operações descontinuadas com uma análise 
nas notas explicativas ou em uma seção da demonstração do resultado das 
operações em continuidade. O exemplo a seguir ilustra como esses requisitos 
podem ser cumpridos. 
GRUPO XYZ – DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO FINDO 
EM 31 DE DEZEMBRO DE 20X2 
 
 
 
 
 
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(em milhares de $) 20X2 20X1 
Operações em continuidade (DRE no modelo do CPC 26) 
Receita X X 
Custo dos produtos vendidos (X) (X) 
Lucro bruto X X 
Outras receitas X X 
Despesas de distribuição (X) (X) 
Despesas administrativas (X) (X) 
Outras despesas (X) (X) 
Participação no lucro de coligadas X X 
Lucro antes das despesas financeiras X X 
Despesas financeiras (X) (X) 
Lucro antes dos tributos X X 
Despesa de imposto de renda e contribuição social (X) (X) 
Lucro do período proveniente de operações em continuidade X X 
Operações descontinuadas 
Lucro do período proveniente de operações descontinuadas X X 
Lucro líquido do período X X 
 
É hora de praticar futuros AFRFB!!! 
 (CESPE / Analista Judiciário – CNJ / 2013) Os ativos que 
satisfazem aos critérios de classificação como mantidos para venda devem 
ser mensurados pelo maior entre os seguintes valores: o contábil, até entãoregistrado, e o justo menos as despesas de venda. Além disso, esses ativos, 
bem como o resultado das operações descontinuadas na demonstração do 
resultado, devem ser evidenciados no balanço patrimonial, separadamente. 
Resolução: 
O Pronunciamento Técnico CPC 31 exige que os ativos que satisfazem aos 
critérios de classificação como mantidos para venda sejam: 
(a) mensurados pelo menor entre o valor contábil até então registrado e o valor 
justo menos as despesas de venda, e que a depreciação ou a amortização 
desses ativos cesse; 
(b) apresentados separadamente no balanço patrimonial e que os resultados 
das operações descontinuadas sejam apresentados separadamente na 
demonstração do resultado. Gabarito: errado. 
 
 
 
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A Propriedade para Investimentos, tema abordado pelo Pronunciamento 
Técnico nº 28 do Comitê de Pronunciamentos Contábeis, é classificada no 
subgrupo ativo não circulante investimentos. 
Propriedade para investimento é a propriedade (terreno ou edifício – ou 
parte de edifício – ou ambos) mantida (pelo proprietário ou pelo arrendatário 
em arrendamento financeiro) para auferir aluguel ou para valorização do capital 
ou para ambas, e não para: 
(a) uso na produção ou fornecimento de bens ou serviços ou para 
finalidades administrativas; ou 
(b) venda no curso ordinário do negócio. 
 
As propriedades para investimento são mantidas para obter rendas ou 
para valorização do capital ou para ambas, e por isso classificadas no subgrupo 
Investimentos, dentro do Ativo Não Circulante. Por isso, uma propriedade para 
investimento gera fluxos de caixa altamente independentes dos outros ativos 
mantidos pela entidade. Isso distingue as propriedades para investimento de 
propriedades ocupadas pelos proprietários. 
Propriedade ocupada pelo proprietário é a propriedade mantida (pelo 
proprietário ou pelo arrendatário sob arrendamento financeiro) para uso na 
produção ou fornecimento de bens ou serviços ou para finalidades 
administrativas. Deve ser classificada como um item de Ativo Não Circulante – 
Imobilizado. 
A produção ou fornecimento de bens ou serviços (ou o uso de 
propriedades para finalidades administrativas) gera fluxos de caixa que são 
atribuíveis não apenas às propriedades, mas também a outros ativos usados no 
processo de produção ou de fornecimento. O Pronunciamento Técnico CPC 27 – 
Ativo Imobilizado aplica-se a propriedades ocupadas pelos proprietários. 
O que se segue são exemplos de Propriedades para Investimento: 
(a) terrenos mantidos para valorização de capital a longo prazo e não 
para venda a curto prazo no curso ordinário dos negócios; 
(b) terrenos mantidos para futuro uso correntemente indeterminado (se 
a entidade não tiver determinado que usará o terreno como propriedade 
ocupada pelo proprietário ou para venda a curto prazo no curso ordinário 
do negócio, o terreno é considerado como mantido para valorização do 
capital); 
(c) edifício que seja propriedade da entidade (ou mantido pela entidade 
em arrendamento financeiro) e que seja arrendado sob um ou mais 
arrendamentos operacionais; 
4 – Propriedade para Investimento 
 
 
 
 
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(d) edifício que esteja desocupado, mas mantido para ser arrendado sob 
um ou mais arrendamentos operacionais; 
 
Você deve MEMORIZAR esse quadro para a prova. 
 
 
Outro ponto importante do Pronunciamento é quando uma parte da 
propriedade é Propriedade para Investimentos (mantida para obter 
rendimentos ou para valorização de capital) e outra parte é Propriedade 
ocupada pelo Proprietário (mantida para uso na produção ou fornecimento 
de bens ou serviços ou para finalidades administrativas). Nestes casos, devemos 
classificar conforme fluxo abaixo: 
 
 
 
 NÃO SIM 
 
 NÃO SIM 
 
 
 
 
De acordo com o CPC 28, não são propriedades para investimento, 
estando, por isso, fora do alcance deste Pronunciamento: 
(a) propriedade destinada à venda no decurso ordinário das atividades ou 
em vias de construção ou desenvolvimento para tal venda (ver 
Pronunciamento Técnico CPC 16 – Estoques), como, por exemplo, 
Propriedade
Para Investimento
É a propriedade (terreno ou edifício
– ou parte de edifício – ou ambos) 
mantida (pelo proprietário ou pelo 
arrendatário em arrendamento 
financeiro) para auferir aluguel ou 
para valorização do capital ou para 
ambas;
Classificado no Ativo Não Circulante 
Investimentos
Ocupada pelo Proprietáio
É a propriedade mantida (pelo 
proprietário ou pelo arrendatário sob 
arrendamento financeiro) para uso 
na produção ou fornecimento de 
bens ou serviços ou para finalidades 
administrativas.
Classificado no Ativo Não Circulante 
Imobilizado
Propriedade utilizada simultaneamente 
para Investimentos e para Produção 
É possível vender 
separadamente? 
Classifica-se 
separadamente 
A parte utilizada na 
produção é 
significante? 
Tudo é classificado como 
Propriedade para Investimento 
Tudo é classificado como Propriedade 
Ocupada pelo Proprietário 
 
 
 
 
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propriedade adquirida exclusivamente com vista à alienação subsequente 
no futuro próximo ou para desenvolvimento e revenda; 
(b) propriedade em construção ou desenvolvimento por conta de 
terceiros; 
(c) propriedade ocupada pelo proprietário (ver Pronunciamento Técnico 
CPC 27), incluindo (entre outras coisas) propriedade mantida para uso 
futuro como propriedade ocupada pelo proprietário, propriedade mantida 
para desenvolvimento futuro e uso subsequente como propriedade 
ocupada pelo proprietário, propriedade ocupada por empregados 
(paguem ou não aluguéis a taxas de mercado) e propriedade 
ocupada pelo proprietário no aguardo de alienação; 
(d) propriedade que é arrendada a outra entidade sob arrendamento 
financeiro. 
 
Atente-se para um aspecto importante visto acima. 
O CPC nº 28 afirma que não são propriedades para investimento, 
estando, por isso, fora do alcance deste Pronunciamento: 
 Propriedade ocupada por empregados (paguem ou não aluguéis a 
taxas de mercado); 
 
Já o Pronunciamento nº 27 (Ativo Imobilizado) afirma que o Ativo 
imobilizado é o item tangível que: 
(a) É mantido para uso na produção ou fornecimento de mercadorias 
ou serviços, para aluguel a outros, ou para fins administrativos; 
 
Assim, um imóvel destinado para aluguel pode ser classificado no Ativo 
Investimentos ou no Ativo Imobilizado. 
Em regra, você, meu aluno, deve ter em mente que um imóvel destinado 
para auferir aluguel é classificado no Ativo Investimentos. 
Porém, temos duas exceções, em que os imóveis destinados para 
aluguel são classificados no Ativo Imobilizado: 
 Propriedade ocupada por empregados da empresa (paguem ou não 
aluguéis a taxas de mercado); e 
 Quando a Propriedade para Investimentos é insignificante em relação a 
Propriedade ocupada pelo Proprietário. 
 
 Esquematizando para você não errar mais nenhuma questão de 
classificação de imóveis destinados para aluguel: 
 
 
 
Curso: Contabilidade Geral e Avançada p/ AFRFB 
Teoria e Questões comentadas 
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