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direito tributário

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 Obs.: notificação – condução de eficácia 
- Lançamento por arbitramento ou aferição indireta 
 Excepcional e subsidiário – 
- Inalterabilidade de lançamento 
 Salvo – impugnação do sujeito passivo; recurso de ofício pelo 
próprio FISCO ou revisão de ofício pelo FISCO 
 Inexiste elementos para apurar a base de cálculo 
- Utilização de indícios ou presunções legais 
 
 
 
Só se admite a revisão em hipótese de erro 
- Mudança de critério jurídico – não autoriza revisão de lançamento 
XI. Suspensão do Crédito Tributário 
 Art. 151 
 Quando se fala em regularidade fiscal, se pensa na existência de 
débito ou não. Se tiver débitos ele emite certidão positiva e se não tiver 
será uma certidão negativa. Mas, há casos em que pode se ter débito, 
mas, este está com a exigibilidade suspensa, quer dizer que o FISCO é 
credor, mas, não pode exigir o débito. 
 Certidão positiva com efeitos de negativa: Há regularidade fiscal, em 
que se pode fazer, inclusive, empréstimos em banco. Em que há a 
dívida, mas que não pode ser exigida pelo FISCO (ou porque o débito 
está parcelado, ou está sendo impugnado administrativamente, ou 
porque há discussão judicial e obteve-se uma liminar, ou uma tutela de 
urgência), ou seja fica suspensa a exigibilidade, visto que está 
parcelada ou com alguma discussão judicial porque o débito não é 
devido. 
 Certidão negativa: não tem débito nenhum. 
 
XII. Hipóteses de suspensão da exigibilidade 
1. Moratória 
 Os tributos possuem uma data específica para seu vencimento, se não 
pagar entrará em mora. No entanto, lei específica pode prorrogar esse 
prazo de vencimento, ou seja, se tem aqui uma MORATÓRIA 
postergando o prazo de vencimento, que pode ser parcelado ou não. 
 Moratória é gênero e parcelamento é espécie 
 
 
 Sempre quando se tratar de moratória ou parcelamento deve ser por 
meio de Lei Ordinária, porque é direito indisponível 
 Ex.: PERT., Refis (programas de parcelamento, com finalidade de 
arrecadar). 
 
2. Parcelamento 
 Quando postergado o prazo de uma moratória, há a possibilidade de 
parcelar o pagamento. 
 Normalmente esses programas de parcelamento exigem uma 
CONFISSÃO DE DÍVIDA, ou seja, ao parcelar se há a confissão da dívida, 
e, ainda a renúncia da DISCUSSÃO JUDICIAL, ou seja, como se a dívida 
toda fosse líquida e certa, mesmo que tenha algo indevido. 
 Se renuncia para poder se beneficiar do parcelamento. As matérias 
de fato não podem mais ser discutidas, mas as matérias de direito com 
a prescrição podem-se discutir depois. 
 Quando se fala em dívida, a confissão é irrevogável e irretratável 
 Depois de constituído o crédito tributário pelo lançamento se tem 3 
opções: 
 Pagar: extingue o credito tributário 
 Parcelar: suspende o crédito tributário enquanto perdurar o 
parcelamento 
 Impugnar administrativamente os autos de infração: enquanto 
perdurar essa impugnação fica a exigibilidade suspensa. 
 A utilização da via judicial, automaticamente enseja renuncia à 
utilização da via administrativa. 
 O prazo é de 30 dias para pagar, parcelar ou impugnar 
 
 
 
 
3. Impugnação 
 É quando envolve auto de infração, lançamento fiscal de oficio, 
quando o FISCO vai lá e autua, é possível ir lá e discutir 
 É a 1ª Instância administrativa 
 RECURSO ADMINISTRATIVO seria a 2ª Instância administrativa (nesses 
casos o FISCO não pode cobrar, suspende) 
 Decreto 70.235/72 - enquanto perdurar a discussão do débito, 
suspensa estará a exigibilidade até a decisão final 
 
4. Liminar e antecipação de Tutela 
 Cabe em sede de mandado de segurança ou de procedimento 
comum ordinário 
 Sempre que se tiver uma discussão judicial independentemente da 
modalidade, se pode obter uma decisão liminar, ou no curso do 
processo suspendendo a exigibilidade do Crédito Tributário, com 
antecipação de tutela, mas depende do preenchimento dos requisitos 
desta. 
 Ressarcimento por deslocamento é pelo dano que a pessoa sofre, não 
há acréscimo patrimonial e por isso não incide IR. É recomposição 
patrimonial. 
 
5. Depósito do montante integral - Súmula 112 STJ 
 Última hipótese de suspensão do CT. 
 Se o FISCO está cobrando R$100 mil, o contribuinte efetua o 
pagamento integral, demostrando sua boa-fé. Se perder, esse valor 
converte para a União, se ganhar, leva o dinheiro com todas as 
correções. 
 
 
 
XIII. Modalidade de extinção do Crédito Tributário 
1. Pagamento 
 Há a possibilidade de pedir a Repetição de Indébito, caso haja 
pagamento errado ao FISCO, podendo ser pela via administrativa ou 
judicial, e se pode buscar tudo que foi pago indevidamente nos últimos 
5 anos, sempre contando do dia do pagamento indevido, porque há 
um prazo decadencial além disso. 
 O pedido administrativo não interrompe esse prazo decadencial de 5 
anos para repetir o indébito. 
 OBS: Há um prazo de 2 anos para anular a decisão administrativa, 
onde o FISCO decidirá de novo. Esse prazo é pouco usado porque, se 
negou a decisão administrativa, vai para a judicial. 
 Há a questão de legitimidade, onde há o contribuinte de fato (suporta 
o ônus) e o contribuinte de direito (tem autorização de 3º para a 
contribuição). Muitas vezes é a mesma pessoa, mas quem tem 
legitimidade para buscar a repetição é o contribuinte de fato, porque 
ele suportou o ônus 
 
2. Compensação 
 A pessoa é devedora e credora do FISCO. 
 Ex.: há um IR a restituir, e há um ganho de capital, sendo assim, se 
pode fazer uma compensação, um acerto de contas. 
 Quando o crédito tributário é pessoal, há mais facilidade na busca da 
compensação, porém, quando é crédito de terceiros, este só pode ser 
buscado se a lei permitir. 
 Existe uma lei estadual que está autorizando a troca de precatórios 
para pagar débitos antigos, mas vale apenas 50% do valor dos 
precatórios 
 
 
 Em regra, o crédito deve ser de mesma espécie e não pode ser de 
terceiros 
 Somente pode haver a compensação com o trânsito em julgado 
 
3. Decadência 
 Aqui decai o direito de constituir o crédito tributário, o direito de lançar 
 Ocorre antes da constituição do crédito tributário 
 Regra geral – art. 173 – todas as modalidades de lançamento 
Art. 173. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extingue-se após 
5 (cinco) anos, contados: 
I - do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido 
efetuado; 
II - da data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado, por vício formal, 
o lançamento anteriormente efetuado. 
Parágrafo único. O direito a que se refere este artigo extingue-se definitivamente com 
o decurso do prazo nele previsto, contado da data em que tenha sido iniciada a 
constituição do crédito tributário pela notificação, ao sujeito passivo, de qualquer 
medida preparatória indispensável ao lançamento. 
 Regra especial – art. 150, §4º - lançamento por homologação 
§4º Se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de cinco anos, a contar da 
ocorrência do fato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha 
pronunciado, considera-se homologado o lançamento e definitivamente extinto o 
crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação. 
 Pagamento a menor: quando há sonegação de imposto ou 
lançamento a menor, o FISCO, contado do 1º dia do exercício seguinte 
ao do lançamento, tem 5 anos para cobrar o imposto não lançado ou 
o restante do pagamento. Caso não o faça no prazo, perde o direito 
de cobrança 
 Lançamento a menor: o contribuinte, entendendo que sua 
tributação é de determinado valor, faz o autolançamento de valor 
menor que o da a alíquota. Neste caso, o contribuinte não tem 
 
 
intenção de sonegar imposto, apenas comete um erro quanto ao valor 
do crédito tributário. Não há intenção de fraude. O FISCO tem 5 anos 
para cobrar o crédito remanescente, sob pena de decadência 
 
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