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SOCIEDADES ANONIMAS

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SOCIEDADES ANONIMAS 
CASO PETROBRAS
  
Diversas são as empresas que cometem fraudes corporativas, mas neste episódio será exposto o caso Petrobras, que é uma empresa do setor petrolífero e referência brasileira nesse segmento. O caso gerou um dos maiores escândalos nacionais já vistos devido a diversas licitações fraudadas envolvendo políticos e grandes empreiteiras. Entre os diversos mecanismos e práticas de governança corporativa adotadas pela organização aqui tratada, foram analisados com maior ênfase a auditoria, o conselho de administração e o código de conduta.
A Petrobras, considerada uma das maiores empresas petrolíferas do mundo, é uma entidade de economia mista, fundada em 1953 com a missão de descobrir petróleo para extinguir a dependência brasileira na importação de combustíveis. No decorrer dos anos e com os avanços tecnológicos e as novas descobertas, a empresa se firmou nos segmentos de exploração e produção, refino, comercialização, transporte, petroquímica, distribuição de derivativos, gás natural, energia elétrica, gás-química e biocombustíveis. Em 2017, a Petrobras contava com 725.447 acionistas e estava presente em 19 países, com 78.470 empregados mundo afora (PETROBRAS, 2017).
  
Com base em estudos realizados, verificou-se que diversas práticas de governança eram adotadas por essa empresa, mas não sendo de boa qualidade. Podemos citar alguns exemplos, como: a existência do conselho de administração, porém, desorganizado, com funções que deveriam ser distribuídas de forma que as pessoas realmente exercessem aquilo para as quais foram atribuídas, com tomada de decisão deixando a desejar — ademais, o conselho começava a agir com tomadas de decisões corretas apenas quando a situação da empresa já era de difícil recuperação; e a auditoria, que deveria fornecer segurança e transparência nas informações financeiras e no controle interno das empresas, aparentava não ter competência e qualidade suficientes para realizar tais atividades. Quanto ao código de conduta, este deve elevar as confianças interna e externa, e tem a finalidade de semear princípios éticos e culturais nas empresas, nas quais a administração é a responsável pelo seu cumprimento, mas, no caso analisado, o código pouco teve importância, sendo mal aplicado na gestão das companhias.
Com o escândalo da Petrobras, fica evidente a importância da auditoria independente, que nesse caso era a empresa PricewaterhouseCoopers (PwC). Ela emitiu um parecer com negativa de opinião, o que gerou uma queda nas ações da Petrobras. Com essa atitude, ficou evidente que algo de errado estava acontecendo na companhia (EXAME, 2015). Ainda segundo a revista, o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa assumiu que a estatal possuía contratos fraudulentos com propinas pré-fixadas em 3%. A operação Lava Jato tenta desmanchar um dos maiores escândalos de corrupção do Brasil, no qual foram constatados problemas em governança corporativa, em que o conselho de administração não tinha completa independência e agia em benefício próprio (IMFUNESP, 2016). As principais fraudes cometidas foram: manipulação de informações contábeis e falta de independência do conselho de administração.
      
Procedimentos para a elaboração do TD
Por meio da apresentação feita do caso, percebe-se que muitas das práticas de governança foram burladas. Nesse sentido, várias medidas poderiam ter sido tomadas para que essas práticas fossem adotadas evitando os escândalos.
Desenvolva seu trabalho a partir dos seguintes procedimentos:
· Elabore um texto, na forma de artigo científico ou monografia reduzida, apresentando “medidas protetivas de governança corporativa”.
· Enfatize a importância das boas práticas de governança, tendo por base o caso Petrobras, que poderiam ter sido tomadas no sentido de se evitar o escândalo.
· O trabalho deverá conter o mínimo de cinco e o máximo de 10 laudas, em espaço duplo.
· Apresente um título para seu trabalho.