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ATLETISMO I
José Augusto Pereira
Marcus Vinicius da Silva
Dilson Borges Ribeiro Júnior
Jeferson Macedo Vianna
Fae�d - UFJF
ATLETISMO I
José Augusto Pereira
Marcus Vinicius da Silva
Dilson Borges Ribeiro Júnior
Jeferson Macedo Vianna
Fae�d - UFJF
ATLETISMO I
José Augusto Pereira
Marcus Vinicius da Silva
Dilson Borges Ribeiro Júnior
Jeferson Macedo Vianna
Fae�d - UFJF
ATLETISMO I
José Augusto Pereira
Marcus Vinicius da Silva
Dilson Borges Ribeiro Júnior
Jeferson Macedo Vianna
Fae�d - UFJF
ATLETISMO I
José Augusto Pereira
Marcus Vinicius da Silva
Dilson Borges Ribeiro Júnior
Jeferson Macedo Vianna
Fae�d - UFJF
ATLETISMO I
José Augusto Pereira
Marcus Vinicius da Silva
Dilson Borges Ribeiro Júnior
Jeferson Macedo Vianna
Fae�d - UFJF
Licenciatura em Educação Física 
ATLETISMO I
José Augusto Pereira
Marcus Vinicius da Silva
Dilson Borges Ribeiro Júnior
Jeferson Macedo Vianna
 
 
Universidade Federal de Juiz de Fora
Juiz de Fora
2012
UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA
Henrique Duque de Miranda Chaves Filho
Reitor
CENTRO DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA
Prof.ª Déa Lúcia Campos Pernambuco
Diretora Geral
Prof. José Antonio de Aravena Reyes 
Coordenador Geral
Prof. Maurício Leonardo Aguilar Molina 
Coordenador Acadêmico
Setor de Produção de Material Didático
Fabrício Brunelli Machado
Liliane da Rocha
Diagramação
Fabrício Brunelli Machado
Revisão Textual
Licenciatura em Educação Física 
ATLETISMO I
José Augusto Pereira
Marcus Vinicius da Silva
Dilson Borges Ribeiro Júnior
Jeferson Macedo Vianna
 
 
Universidade Federal de Juiz de Fora
Juiz de Fora
2012
Sumário
Apresentação da Disciplina
6
UNIDADE TEMÁTICA I
 Histórico do Atletismo
12
UNIDADE TEMÁTICA II
Corridas de Velocidade
22
UNIDADE TEMÁTICA III
Corridas de Revezamentos
36
UNIDADE TEMÁTICA IV
Corridas com Barreiras
44
UNIDADE TEMÁTICA V
Os Saltos
54
UNIDADE TEMÁTICA VI
Os Lançamentos
70
UNIDADE TEMÁTICA VII
O Arremesso do Peso
74
O Lançamento do Dardo 
88
Apresentação 
da Disciplina
7
PROGRAMA DA DISCIPLINA DE ATLETISMO
DISCIPLINA: ATLETISMO I
Ementa
Análise teórica e vivências das diferentes manifestações básicas de movimento que caracterizam o 
atletismo enquanto esporte e enquanto processo pedagógico na Educação Física. Estudo da história 
e da evolução do atletismo no Brasil e no mundo, como esporte e as possibilidades do correr, saltar, 
arremessar e lançar, enquanto processos pedagógicos na escola.
Objetivos gerais
 Apresentar a origem e a evolução dos movimentos básicos relacionados ao atletismo.
	 Promover a conscientização da importância do Atletismo de acordo com os métodos e 
procedimentos didáticos adequados à ação educativa.
	 Oportunizar uma vivência prática do processo ensino-aprendizagem das técnicas básicas.
	 Conhecer diferentes metodologias de ensino, suas concepções teóricas e elaborar aulas a 
partir dos fundamentos do Atletismo.
	 Estudar as qualidades físicas básicas presentes nos movimentos das diversas provas do Atletismo.
	 Interpretar e aplicar as regras referentes às provas de atletismo.
Conteúdos Teóricos
Introdução: Histórico e evolução do Atletismo.
Aprendizagem das técnicas: aprendizagem dos elementos técnicos ou fase da prova atlética 
em questão. Análise dos erros e suas correções.
Exercícios: Estudos dos exercícios de aplicação e dos meios específicos para o desenvolvimento 
das qualidades que o praticante necessita.
8
Conteúdos Práticos 
Realização prática de sessões e trabalho específico das diferentes modalidades básicas: andar, correr, 
saltar, arremessar, sua relação com o cotidiano escolar, relacionando-os à saúde.
Execução prática de exercícios de assimilação e progressão analítica até a execução completa dos 
movimentos de cada especialidade atlética.
METODOLOGIA
Teoria
As aulas teóricas constituirão de exposições dos temas.
Como recursos didáticos serão utilizados:
	 Bibliografia específica.
	 Apresentações em Power Point (Slides).
	 Fotos e sequências fotográficas.
	 Vídeos didáticos e de competição.
Prática
Para vivenciar o conteúdo, nas aulas práticas trabalharemos sobre as próprias sensações dos alunos 
e suas experiências prévias.
Material necessário:
	 Material específico, e principalmente, material adaptado das disciplinas do Atletismo.
	 Material de ginásio.
	 Equipamento de vídeo.
AVALIAÇÃO
Exame Teórico, Apresentação de Trabalhos e Frequência.
9
DESENVOLVIMENTO DO PROGRAMA 
DISCIPLINA: ATLETISMO I
Unidade I:
1. Introdução
2. A história do Atletismo e sua relação com as formas básicas de movimento
3. O Atletismo no mundo e no Brasil
Unidade II: Propostas pedagógicas e metodologias do ensino das corridas de velocidade
1. Introdução
2. Processo de ensino-aprendizagem
3. Sugestões de jogos e exercícios no contexto escolar
4. Regras básicas
Unidade III: Propostas pedagógicas e metodologias do ensino das corridas de revezamento
1. Introdução
2. Processo de ensino-aprendizagem
3. Sugestões de jogos e exercícios no contexto escolar
4. Regras básicas
Unidade IV: Propostas pedagógicas e metodologias do ensino das corridas com barreiras
1. Introdução
2. Processo de ensino-aprendizagem
3. Sugestões de jogos e exercícios no contexto escolar
4. Regras básicas
Unidade V: Propostas pedagógicas e metodologia do ensino dos saltos horizontais
1. Introdução
10
2. Processo de ensino-aprendizagem
3. Sugestões de jogos e exercícios no contexto escolar
4. Regras básicas
Unidade VI: Propostas pedagógicas e metodologias do ensino do Lançamento do dardo 
1. Introdução
2. Processo de ensino-aprendizagem
3. Sugestões de jogos e exercícios no contexto escolar
4. Regras básicas
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
CALZADA, Amanda. Iniciación al atletismo: manuales para La enseñanza. Madrid: Gymnos 
Editorial, 1999.
DEL VILLAR, C.A. Atletismo básico: una orientación pedagógica. Madrid: Gymnos Editorial, 1994.
FERNANDES, J.L. Atletismo arremessos. São Paulo: EPU: Editora da USP, 1978.
FERNANDES, J.L. Atletismo corridas. São Paulo: EPU: Editora da USP, 1978.
FERNANDES, J.L. Atletismo saltos. São Paulo: EPU: Editora da USP, 1978.
OLIVERA BELTRÁN, J. Mil169 ejercicios y juegos de atletismo (2vol) Barcelona: Editorial 
Paidotribo, 1999.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
BALLESTEROS, J.M. y ALVAREZ, J. Manual didáctico del Atletismo. Ed. Kapelusz, Buenos 
Aires, 1980.
BERENGER, R.C. Atletismo. Buenos Aires, Editorial Stadium, 1970
JONATH, U., HAAG, E. KREMPEL, R. Atletismo/1 Corrida e Saltos. Lisboa: Casa do Livro 
Editora Ltda., 1983.
JONATH, U., HAAG, E. KREMPEL, R. Atletismo/2 Lançamentos e Provas Combinadas. 
Lisboa: Casa do Livro Editora Ltda., 1983.
KIRSCH, A. Y, KOCH, K. Series metodologicas de ejercicios en Atletismo. Ed. Kapelusz, 
Buenos Aires, 1973.
11
Regras Oficiais de Atletismo 2012-2013– Edição oficial para o Brasil IAAF – CBAt.
RIUS SANT, J. Metodologia del atletismo. Barcelona: Editorial Paidotribo, 1999.
SCHMOLINSKI, G. Atletismo. Editorial Estampa, Lisboa, 1982.
SCHULZ, H. Por el juego al atletismo. Ed. Kapelusz, Buenos Aires, 1976.
UNIDADE I
 Histórico do Atletismo
13
Os eventos esportivos vêm sendo organizados há quase três mil anos. O atletismo é a forma 
organizada mais antiga de esporte. Sua prática confunde-se com os movimentos essenciais do 
ser humano. O homem já praticava algumas das “modalidades do atletismo” como forma de 
sobrevivência na pré-história. 
O atletismo chega a ser confundido também com a mitologia, quando observamos o período da 
Antiguidade Clássica, com os Jogos Olímpicos (JO), que deram origem aos atuais, que trazem como 
reminiscência cultural mais marcante a figura de Discóbulo de Miron.
O atletismo, sob forma de competição, teve sua origem na Grécia. A palavra atletismo foi derivada 
da raiz grega “ATHI, competição”, o princípio do heroísmo sagrado grego, o espírito de disputa, o 
ideal do belo, o que se chamou de espírito agonístico. Surgiram então as competições que foram 
perdendoo caráter de religiosidade e assumindo exclusivamente o caráter esportivo.
A história do atletismo pode ser dividida em três períodos: o primeiro, de suas origens, nas 
civilizações primitivas à extinção dos antigos JO pelo imperador romano Teodósio no ano de 393 
d.C.; o segundo, da Idade Média, a época de atividade descontínua ou mesmo de decadência para 
as competições de pista e campo, ao século passado, quando educadores vitorianos introduziram os 
esportes nas escolas inglesas, definindo-os, codificando-os e, mais tarde, difundindo-os pela Europa; 
e o terceiro, do renascimento dos jogos olímpicos, em 1896, com o barão francês Pierre de 
Coubertin, ao atletismo dos dias atuais. 
A Origem do Atletismo
As primeiras civilizações no Egito e Mesopotâmia, milênios antes dos Jogos na Grécia antiga, já 
tinham a tradição de atividades atléticas. Isto é comprovado por fontes literárias e iconográficas 
descrevendo cenas atléticas já em 3.000 a.C.
No Egito e Mesopotâmia, o interesse por atividades atléticas ficou registrado em templos e tumbas. 
O esporte no Egito antigo incluía a luta, combate com varas, boxe, acrobatismo, arco e flecha, vela, 
jogos de bola, eventos equestres e esportes típicos do atletismo como as corridas, lançamentos 
de peso entre outras. É bem provável que os eventos atléticos eram restritos aos membros das 
classes elevadas. Textos egípcios mostram a importância da atividade física na preparação do faraó 
e membros da corte.
Também na própria Grécia pré-clássica, já se praticava o atletismo antes dos Jogos Olímpicos. Os 
minoicos, civilização que habitava a ilha de Creta no período de 2.100 a 1.100 a.C., tinham interesse 
especial pela ginástica. Os afrescos (obra pictórica feita sobre parede) indicam que as atividades 
atléticas eram praticadas por membros da nobreza em áreas perto do palácio.
Na cultura Minoica, os touros eram muito importantes (ex. minotauro de Creta) e também faziam 
parte dos eventos esportivos através da realização de saltos sobre o touro, por parte dos atletas. 
Outros esportes praticados pelos minoicos eram o boxe, luta e acrobacias. 
Já os micênicos (1600-1100 a.C.) adotaram os esportes minoicos e acrescentaram a corrida de 
bigas e competições de pista. Tal qual na Creta minuana, os esportes tinham caráter religioso, porém 
14
os micênicos preferiam a luta e o boxe. Os estudos indicam que havia um componente religioso 
forte nos eventos atléticos.
A história da maratona
No ano de 490 a.C., quando os soldados atenienses partiram para a planície de Marathónas para 
combater os persas na Primeira Guerra Médica, suas mulheres ficaram ansiosas pelo resultado, 
porque os inimigos haviam jurado que, depois da batalha, marchariam sobre Atenas, violariam suas 
mulheres e sacrificariam seus filhos.
Ao saberem dessa ameaça, os gregos deram ordem a suas esposas para, se não recebessem a notícia 
da sua vitória em 24 horas, matar seus filhos e, em seguida, suicidarem-se.
Os gregos ganharam a batalha, mas a luta levou mais tempo do que haviam pensado, de modo que 
temeram que elas executassem o plano. Para evitar isso, o general grego Milcíades ordenou a seu 
melhor corredor, o soldado e atleta Filípides, que corresse até Atenas, situada a cerca de 40 km 
dali, para levar a notícia. Filípides correu essa distância tão rapidamente quanto pôde e, ao chegar, 
conseguiu dizer apenas “vencemos”, e caiu morto pelo esforço.
No entanto, Heródoto conta que, na realidade, Filípides foi enviado antes da batalha a Esparta e 
outras cidades gregas para pedir ajuda, e que tivera de correr duzentos e quarenta quilômetros em 
dois dias, voltando à batalha com os reforços necessários para vencer os persas. 
Seja como for, cerca de 2400 anos mais tarde, em 1896, nos primeiros Jogos Olímpicos da era 
moderna, Filípides foi homenageado com a criação dessa prova cuja distância era de 40 km. Em 
1908, a maratona ganhou mais 2.195 quilômetros para que a corrida pudesse começar e terminar 
perto do castelo e da rainha Alexandra e seus súditos, a modalidade acabou tendo seu trajeto 
aumentado. 
A maratona é um símbolo das Olimpíadas e principalmente um símbolo do Atletismo.
O Atletismo como esporte
O mais antigo registro de competições de atletismo data de 776 a.C., mas é certo que os esportes 
organizados, incluindo provas de pista e campo foram praticados muitos séculos antes. Já nas primitivas 
civilizações, o homem cultivava o gosto de competir, medindo sua força e rapidez e habilidade. Os 
exercícios destinados a aprimorar ou a manter a saúde do corpo decorriam da própria luta pela 
sobrevivência; obrigados a enfrentar, de início, inúmeros obstáculos naturais e, mais tarde, o seu 
semelhante, o homem apurou seus instintos de correr, saltar e lançar. Com as guerras, criaram-se os 
exércitos. O uso de paus e pedras, como armas, deu lugar ao de lançar dardos e espadas.
Em 2500 a.C., os egípcios já se ocupavam de provas de luta livre e combates com paus. Dez séculos 
depois, os cretenses dedicavam-se à dança, ao pugilato e à corrida a pé como forma de recreação. 
Vários achados arqueológicos confirmam que os antigos habitantes da China, Índia e Mesopotâmia 
também conheciam pela mesma época, as corridas e os lançamentos de peso.
15
O berço do esporte organizado situa-se, porém, na Grécia. Segundo Filóstrato, em 1225 a.C. foi 
disputado o primeiro pentatlo, série de cinco provas (corrida, salto em distância, luta e lançamento 
de disco e dardo), por um mesmo atleta. No canto XXIII da Ilíada, Homero narra os funerais de 
Pátroclo, junto aos muros de Tróia, e as provas atléticas que Aquiles fez celebrar em honra do 
morto. Entre essas provas, estavam as corridas, o lançamento de um bloco de ferro maciço e o 
lançamento do dardo. Para honrar os deuses ou homenagear os visitantes, os gregos costumavam 
organizar programas esportivos, perto de Olímpia, tradição que foi mantida pelo menos até a 
segunda metade do século X a.C.
Coube a Ífito, rei da Élida, por sugestão da Pítia, sacerdotisa que interpretava os oráculos de Delfos, 
reviver a tradição, em 884 a.C., certo de que, com isso, os deuses interviriam em seu favor e poriam 
fim à peste que assolava o Peloponeso. Mas os jogos olímpicos, recriados por Ífito, só começaram a 
ser contados de 776 a.C. em diante, quando os nomes dos campeões passaram a ser inscritos nos 
registros públicos. O primeiro foi Corebo (grego Kóroibos, latim Coroebus), da Élida, vencedor da 
única prova do programa; a corrida do estádio (grego stádion, latim stadium).
O estádio tinha a forma de letra U, com 211 por 23m. A corrida, ou dromo (grego drómos, latim 
drõmos), era disputada num percurso de 192,27 m, distância que os gregos diziam equivaler a 600 
pés de Hércules, herói mitológico cujas façanhas, segundo a lenda, estariam ligadas à própria origem 
dos jogos.
A corrida do estádio em 724 a.C., passou a ser disputada em duas voltas completas pela pista, 
denominando-se diaulo (grego díaulos, latim diaulos). Quatro anos depois, realizou-se a primeira 
corrida de fundo, ou dólico (grego dólikhos), que consistia em 12 voltas completas pela pista, ou 
pouco menos de 4.700m. O programa olímpico, depois disso, só foi alterado em 708 a.C., quando, 
além das corridas a pé e de carros, se efetuou o pentatlo com as mesmas cinco provas descritas por 
Filóstrato. Seu primeiro vencedor chamava-se Lâmpis da Lacônia.
Graças aos registros públicos – e às narrativas homéricas, pós-homéricas e de outros poetas e 
prosadores, conhecem-se hoje alguns dos princípios que regiam as provas daquele tempo. Nas 
corridas, os atletas dispunham-se à boca de um túnel, localizado a oeste do bosque sagrado, numa 
linha de saída denominada áfese (grego áphesis). Um toque de trompa ou trombeta, em forma de 
cone (grego sálpiks, latim sapinx), precisava o instante da partida, que também podia se anunciada 
pelo juiz, à viva voz.
Nos saltos, era permitido ao atleta impulsionar o corpo, desde que seuspés não ultrapassem uma 
linha-limite riscada no solo. O vencedor era o que atingisse a maior distância na soma de três saltos. 
O disco (grego dískos, latim discus), antes de pedra, passou a ser de bronze, ao tempo de Ífito. 
Era mais grosso ao centro, fino nos bordos, media de 20 a 36cm e pesava 5kg. O discóbolo (grego 
diskóbolos, latim discõbulus) situava-se num trampolim ou barreira de terra batida, e ali reproduzia 
o gesto imortalizado por Mílon ou Milão de Crotona, atleta cujo lançamento de disco é, até hoje, 
um dos símbolos dos jogos olímpicos.
O dardo (grego ksystón), aproximadamente com 1,80m de comprimento, tinha uma extremidade 
de ferro pontiaguda que possibilitava ao atleta, com o lançamento, fincá-lo no solo. Sua propulsão 
fazia-se com o auxílio de uma correia de 40cm, enrolada um pouco atrás do centro de gravidade 
16
do dardo. Essa correia, acionada com força no momento do lançamento, impunha um movimento 
rotativo ao dardo, levando-o a grandes distâncias.
O programa dos jogos olímpicos manteve-se praticamente o mesmo por toda a Antiguidade. No século VII 
a.C., em Esparta, houve modificações, para que as mulheres também pudessem competir. Coube a Licurgo 
a decisão de que “…as mulheres, como os homens, devem medir entre si a força e rapidez, pois a missão 
das mulheres livres é engendrar filhos vigorosos”. Nos jogos realizados em Delfos, elas participavam de 
corridas a pé, por categorias segundo a idade, cumprindo um percurso equivalente a 160m.
Os romanos assimilaram a cultura grega já no século I d.C. e prosseguiram com a tradição dos 
jogos olímpicos, embora com espírito mais recreativo do que competitivo, até que, em 393, o 
imperador Teodósio – responsável pela matança de dez mil gregos em Tessalônica – converteu-se 
ao cristianismo, após curar-se de grave enfermidade: para ganhar o perdão de Ambrósio, bispo de 
Milão, concordou em suprimir todas as festividades pagãs, inclusive os jogos olímpicos.
Da Idade Média aos vitorianos
O atletismo dos romanos já apresentava uma fase de decadência em relação aos gregos, não só 
por ser menos competitivo e sem fim educativo, mas também porque o atleta, em geral escravo 
ou prisioneiro de guerra, estava muito longe de gozar do prestígio social dos antigos competidores 
gregos. Como o gladiador, ele era treinado para divertir, no circo ou no anfiteatro. Os jovens 
romanos de boa posição preferiam as carreiras de bigas e quadrigas, ou mesmo os banhos nas 
termas, às corridas, saltos e lançamentos que os gregos quase cultuavam.
Os séculos que separam Teodósio do ano de 1154 – quando se vai encontrar o primeiro registro de 
provas de atletismo na Idade Média – foram de total abandono das competições de pista e campo. 
A não ser pelos jogos de alguns povos da América pré-colombiana e uma ou outra atividade isolada 
em poucos países do Oriente, quase sempre ligada às corridas a pé, não houve atletismo organizado 
nesse período e mesmo depois.
As provas que realizam em Londres e outras cidades inglesas, em 1154, não passaram de um recomeço 
discreto. Eram corridas e saltos em distância e altura, lançamentos de peso e outros jogos de campo, 
praticados sem regras fixas. A Europa medieval, então, interessava-se mais pela cavalaria, pelos 
exercícios militares que aperfeiçoavam o manejo de espadas, lanças, arco e flecha, mais úteis numa 
época de guerras quase permanentes. Alguns reis, como Eduardo III, chegaram a proibir a prática 
de qualquer esporte que não tivesse associado ao treinamento dos soldados, incluindo o atletismo. 
Embora outros soberanos se tenham mostrados mais tolerantes, como Henrique VIII, que participou 
de vários torneios de lançamento do martelo, o atletismo não era considerado esporte nobre. Essa 
condição (à qual se adiciona o ascetismo cristão da Idade Média, segundo o qual os cuidados com o 
corpo deveriam dar lugar à purificação da alma) explica seu esquecimento até o século XIX.
Coube exatamente aos ingleses reviverem, de forma definitiva, as competições clássicas de pista e 
campo. Os povos das ilhas Britânicas sempre apreciaram os esportes. Mesmo durante a proibição 
real, eles os praticavam de forma clandestina ou pelos favores de autoridades benevolentes. O gosto 
pela recreação ao ar livre levou-os a criar ou a adaptar uma variedade de jogos, muitos dos quais 
17
têm popularidade em todo o mundo, nos dias de hoje. No início do século passado, com reforma 
que os educadores vitorianos introduziram nas escolas públicas, foram aproveitados os princípios 
defendidos por Thomas Arnold, na Rugby School.
Thomas Arnold, educador inglês nasceu em East Cowes, ilha de Wight, a 13 de junho de 1775, e 
morreu em Rugby a 12 de junho de 1842. Educado em Winchester e Oxford, apresentou-se como 
candidato a chefe da escola de Rugby em 1827, disposto a transformar o sistema educacional 
público não apenas naquela instituição, mas em toda a Grã-Bretanha. Lembrado principalmente por 
seus sermões na capela escolar, Arnold teve o mérito de conseguir mais do que até então o sistema 
de prefeitos nas escolas públicas produziu. Após sua morte, a maioria das escolas secundárias 
inglesas tomaram a Rugby como modelo. Admirador da civilização grega, Arnold reviveu o princípio 
de uma união fértil entre o esforço físico e o mental.
De acordo com Arnold, o esporte sistematizado era de grande importância na educação do jovem, 
disciplinando-o, aprimorando-lhe as qualidades morais, e, sobretudo, levando a descarregar nos 
campos de jogo um potencial de energia que, de outra forma poderia ser utilizado em práticas 
condenáveis. Entre essas práticas, os educadores ingleses incluíram ideias reformistas dos jovens 
da classe média, em oposição ao tradicionalismo vitoriano. Em 1825, corridas a pé eram disputadas 
regularmente em Uxbridge. Em 1838 os alunos de Eton praticavam as primeiras provas com 
barreiras, numa distância de 110 jardas. Seis anos depois, a primeira corrida de fundo, também com 
barreiras, chamada steeplechase (do inglês literalmente “busca ou caça da torre”, meta que devia ser 
atingida vencendo quaisquer obstáculos; o vocábulo documenta-se em inglês já em 1805), ampliava 
o programa de provas atléticas. Na metade do século, com a adesão de escolas como Winchester, 
Charterhouse, Shrewsbury, Westminster e Harrow, o atletismo estava oficializado na Inglaterra, de 
onde passou para a Escócia; Irlanda e país de Gales, chegando finalmente a outros pontos da Europa. 
Os alemães e os escandinavos, que já se dedicavam à ginástica e outras formas de educação física, 
foram os primeiros a adotar o atletismo inglês.
As provas regulamentadas pelos educadores vitorianos – e que serviram de ponto de partida para 
o moderno programa de competições atléticas – compreendiam as quatro modalidades clássicas 
dos gregos (corrida, salto em distância, lançamentos de dardo e disco) e muitas variantes por eles 
criadas ou adaptadas. As corridas eram disputadas em várias distâncias: a menor de 110 jardas; a 
maior de 3 a 4 milhas. Além de salto em distância, havia o de altura, o triplo (que se inspirava nos 
três saltos isolados dos gregos) e o com vara, cuja origem se situa nos antigos métodos ingleses de 
pular sobre valas, riachos e canais, com o auxílio de varas.
Aos lançamentos de dardo e disco, acrescentaram-se os de peso e martelo, este de origem celta 
e muito popular, havia séculos na Escócia e na Irlanda. Havia ainda, uma forma rudimentar de 
revezamento (corridas entre equipes, com passagem de bastão de um corredor para outro) e 
provas combinadas nos moldes de pentatlo.
De Coubertin até os dias atuais
Em 1892, numa sessão solene realizada na Sorbonne, em Paris, Pierre de Fredi, barão de Coubertin, 
apresentou um projeto para que fossem recriados os jogos olímpicos extintos por Teodósio. Seu 
18
objetivo era um movimento internacional, o olimpismo, que visava a promover o estreitamento 
de relações entre os povos através do esporte.A proposição tinha também, fi ns pedagógicos: 
“… Formar o caráter dos jovens pela prática esportiva, despertando-lhes o senso de disciplina, o 
domínio de si mesmo, o espírito de equipe e a disposição de competir”.
Figura 1.1. Cerimonia de abertura dos Jogos Olímpicos da Grécia de 1896
Fonte: http://veja.abril.com.br/historia/olimpiada-1896/especial-jogos-olimpicos-era-moderna-atenas.shtml Acesso 
em 01.08.2013
Mas a ideia só se concretizou em 1894, a partir de um congresso realizado também na Sorbonne, dessa vez 
com a participação de representantes de 14 países. Foi criado o Comitê Olímpico Internacional, com sede 
em Lausanne, Suíça, e estabeleceram-se as normas para a realização dos primeiros jogos em 1896, na Grécia.
O primeiro programa olímpico de atletismo compreendia corridas de 100, 400, 800 e 1.500m, e mais a 
de 110m com barreiras, saltos em distância, altura, triplo e com vara, lançamento de disco e arremesso 
de peso. Uma prova especial, a maratona, foi organizada para os corredores de fundo, por sugestões 
do linguista e helenista francês Michel Bréal. Pretendia-se, com ela, recordar a façanha de Fidípides (gr. 
Pheidippídes), soldado ateniense que correu da cidade de Maratona, perto de Ática, até Atenas, para 
anunciar aos gregos a vitória de Milcíades sobre os persas em 490 a.C. A maratona olímpica – que 
acabou convertendo-se numa das provas clássicas dos jogos olímpicos modernos – foi corrida num 
percurso de 42Km, aproximadamente a mesma distância cumprida por Fidípedes. Seu primeiro vencedor 
foi o grego Louís Spýros, modesto fabricante que vivia em Marusi.
O programa original do atletismo olímpico, aberto apenas a competidores do sexo masculino, foi 
sendo sucessivamente modifi cado. Em 1900, introduziram-se as provas de 400m com barreiras, de 
2.500m de steeplechase e de lançamento do martelo. Das modalidades clássicas, as últimas a fi gurarem 
nos modernos jogos olímpicos foram o lançamento do dardo, só disputado ofi cialmente em 1908, e 
pentatlo, em 1912. Neste ano, realizaram-se também o primeiro decatlo (dez provas por um mesmo 
atleta) e os revezamentos de 4×100 e 4×400 metros.
As mulheres só começaram a participar regularmente dos jogos olímpicos em 1928, cumprindo 
um programa de 100, 800 e 4×100 metros, o salto em altura e o lançamento do disco. Até 1948, 
19
outros acréscimos e supressões foram feitos tanto no programa masculino como no feminino. De 
1948, quando o número de provas para mulheres aumentou consideravelmente, a 1956, ano em 
que disputou a primeira marcha de 20km (a de 50km já fora introduzida em 1932), o programa 
oficial sofreu suas últimas alterações.
Os jogos olímpicos ajudaram a popularizar o atletismo, universalizando-o cada vez mais. No século 
passado, já existiam alguns órgãos dedicados à regulamentação e promoção de torneios atléticos, 
entre os quais o London Athletic Club e o Amateur Athletic Club, ambos na Inglaterra, a Association 
of Amateur Athletes of América e o New York Athletic Club, estes nos E.U.A., além de clubes, 
associações e escolas de educação física na Alemanha, Suécia, Finlândia, Dinamarca, Noruega e França. 
O intercâmbio entre esses países fez-se gradativamente. Os ingleses sistematizaram o atletismo e 
difundiram-no pela Europa e E.U.A.
Os mesmos ingleses, os alemães e os norte-americanos introduziram-no em toda a América Latina. 
Mas foram os jogos olímpicos no século XX, que transformaram as provas de pista e campo num 
esporte universal, base de todos os outros.
Atletismo no Brasil
A história atlética do Brasil começa no Século XIX. Na década de 1880, o Jornal do Comércio já 
anunciava resultados de competições atléticas no Rio de Janeiro. A primeira competição oficial foi 
realizada em 1914, no clube Espéria, na cidade de São Paulo. A prova, que tinha competições em 12 
eventos, foi vencida por um dinamarquês radicado na cidade, chamado, Islovard Rasmussen. Com 
esta prova, a cidade de São Paulo entrava para a história do esporte brasileiro como a primeira 
cidade a realizar competições no país. 
Também em 1914, a antiga CBD (Confederação Brasileira de Desportos) filiou-se à IAAF. Em 1924, o 
País participou pela primeira vez do torneio olímpico, ao mandar uma equipe aos Jogos de Paris. Em 
1921, o Clube Atlético Paulistano inaugurou o primeiro estádio para a prática do atletismo no Brasil. 
No ano seguinte, foi disputado pela primeira vez o Campeonato Brasileiro. O Brasil teve sua primeira 
participação nos Jogos Olímpicos em 1928 na Olimpíada de Paris, na França. A equipe brasileira 
na época tinha oito integrantes. Em 1931, brasileiros disputam pela primeira vez o Campeonato 
Sul-Americano. Em 1932, Clovis Rapozo (salto em distância) e Lúcio de Castro (salto com vara) 
chegaram às finais nos Jogos Olímpicos de Los Angeles. Quatro anos depois, Sylvio de Magalhães 
Padilha foi o 5º nos 400 m com barreiras nos Jogos de Berlim.
Em 1952, nos Jogos de Helsinque, Adhemar Ferreira da Silva conquistou a medalha de ouro no salto 
triplo, batendo o recorde mundial com um salto de 16,22 metros. 
Era a primeira das 14 medalhas que o Atletismo daria ao Brasil, até os Jogos de Pequim, em 2008. 
Adhemar foi o primeiro dos três triplistas brasileiros a estabelecer o recorde mundial na prova. Os 
outros foram Nelson Prudêncio e João Carlos de Oliveira. 
O Atletismo é o esporte que mais conquistou medalhas para o Brasil, em Olimpíadas e Jogos Pan-
Americanos. Também nos Mundiais, nossos atletas têm subido no pódio. Além do bicampeão olímpico 
20
Adhemar Ferreira da Silva, outros medalhas em Olimpíadas foram Joaquim Cruz, João Carlos 
de Oliveira, Nélson Prudêncio, José Telles da Conceição e Róbson Caetano, e ainda a equipe no 
revezamento 4 x 100m, em Atlanta, com Róbson, Arnaldo de Oliveira, André Domingos da Silva e 
Édson Luciano Ribeiro. João Carlos de Oliveira e Róbson Caetano são ainda tricampeões da Copa do 
Mundo. 
Outros medalhas de ouro são Nélson Rocha dos Santos e Altevir Araújo (4 x 100m) e Sérgio Matias 
(4 x 400m) - as medalhas no revezamentos nossos atletas conseguiram formando nas seleções das 
Américas. Zequinha Barbosa foi campeão mundial indoor e subiu no pódio no Campeonato Mundial 
duas vezes.
A Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) é o órgão responsável pela organização dos eventos, 
pelo planejamento do esporte no Brasil, pela criação de normas que regem tal esporte dentro país 
e pela representação dos atletas do atletismo no Brasil.
Atualmente presidida por José Antônio Martins Fernandes, e com sede em São Paulo, a CBAt 
representa no Brasil as 27 federações nacionais, mais de 500 clubes, 20 mil atletas, 900 árbitros 
e 700 técnicos federados. No passado, sua direção estava subordinada a Confederação Brasileira 
de Desportos (CBD), assim como a maioria dos esportes no Brasil, sendo desvinculada em 2 de 
dezembro de 1977, e entrando em funcionamento efetivamente em 1º de janeiro de 1979.
21
REFERÊNCIAS
Almanaque dos Esportes, Editora Europa, 2009.
Benedito Turco. Fique por Dentro – Esportes Olímpicos. Rio de Janeiro: Casa da Palavra: COB, 
2006.
Canal Olímpico - http://www.canalolimpico.com.br/artigos/a-origem-e-a-historia-do-atletismo. 
Acesso em 13.01.2013.
Confederação Brasileira de Atletismo - http://www.cbat.org.br. Acesso em 13.01.2013.
Confederação Sul-Americana de Atletismo - http://www.consudatle.org. Acesso em 
13.01.2013.
Federação Internacional de Atletismo - http://www.iaaf.org. Acesso em 13.01.2013.
Fundação Internacional de Atletismo - http://www.athleticfoundation.org. Acesso em 
13.01.2013.
Geocities - http://www.br.geocities.com. Acesso em 13.01.2013.
Orlando Duarte. A História dos Esportes. São Paulo: Editora Senac, 4ª ed., 2004. Acesso em 
13.01.2013.
Portal São Francisco - http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/atletismo/atletismo. Acesso 
em 13.01.2013.
Veja - http://veja.abril.com.br/historia/olimpiada-1896/especial-jogos-olimpicos-era-moderna-atenas.shtml 
Acessoem 01.08.2013
Wikipedia - http://pt.wikipedia.org/wiki/Atletismo. Acesso em 13.01.2013.
UNIDADE II
 Corridas de Velocidade
Marcus Vinicius da Silva
23
A corrida é considerada um movimento natural do ser humano, em que objetivo é se locomover 
mais veloz do que o andar. Ao longo dos séculos, os objetivos das corridas foram diversos, na pré-
história, por exemplo, era simplesmente se locomover de uma forma mais rápida, seja para fugir ou 
para ir atrás da caça, que serviria como alimento. Segundo Homero a primeira corrida de velocidade 
como prova atlética surgiu em 1496 a. C, organizada por Hércules (SILVA,1978). As corridas de 
velocidade tiveram sua primeira aparição nos Jogos Olímpicos da Grécia Antiga, com a corrida 
chamada stadium com uma distância de 192,27 metros (ZISSIMOU, 2000, CALZADA, 1999), até as 
atuais provas de 100, 200 e 400 metros rasos, que fazem parte do programa Olímpico. 
As corridas de velocidades compreendem todas as provas com distância igual ou inferior a 400 m. 
Segundo Rolim (2012), as corridas de velocidade possuem quatro fases distintas: 
Reação: tomada de decisão do atleta após a percepção do tiro de partida. Os jovens possuem 
grande possibilidade de desenvolvimento dessa capacidade entre 7 a 11 anos e o pico de performance 
entre 18 e 20 anos de idade. No atletismo escolar, diversas são as formas de se trabalhar essa fase. 
Primeiramente, podemos adotar as saídas em pé (consolidar) e, logo em seguida, a partida de uma 
posição inicial baixa.
Aceleração: definida como quociente entre os incrementos de velocidade e tempo. A aceleração é 
a fase uma das mais importantes a ser trabalhada com um corredor de velocidade. A postura do aluno 
deverá ser inclinada para frente durante as primeiras 5 a 8 passadas (olhar dirigido para o solo) e, à 
medida que se vai evoluindo na corrida, a posição vertical deve ser gradualmente adquirida. 
Fase de máxima velocidade. Fase em que o corredor consegue manter os parâmetros de 
movimentos da corrida conforme suas capacidades motoras. Essa fase determina o resultado final 
da prova, quanto maior a manutenção da velocidade máxima, maior o êxito. Qualquer postura 
corporal deficiente ou qualquer contração muscular desnecessária para o movimento reflete 
fundamentalmente nesta fase.
Resistência a velocidade. Dos 100 aos 400 m, quanto maior a distância, mais importante 
essa fase se torna. Na corrida de 100 metros, xesta fase é medianamente importante, já na corrida 
Figura 2.1. Ângulo de inclinação do tronco durante a fase inicial da aceleração.
24
de 400 metros ela é determinante. O objetivo é perder o mínimo de velocidade após atingir a 
velocidade máxima.
PROCESSO ENSINO-APRENDIZAGEM
As saídas nas corridas de velocidade
As partidas podem ser ensinadas para qualquer aluno independentemente da idade ou ano em que 
se encontram. Existem duas técnicas distintas de saída: as saídas em pé e a saída baixa no bloco de 
partida (5 apoios). 
Numa prova de velocidade, a partida é um momento importante e a utilização de blocos permite que 
o corpo fique favoravelmente posicionado durante a fase de aceleração, tornando-a muito eficaz.
Segundo Harland e Steele (1997), existem três distâncias para se posicionar os pedais dos blocos 
de partida: curta (menor que 30 cm entre os pedais), média (entre 30-50 cm), longa (maior que 50 
cm). A sua escolha deve levar em consideração as características antropométricas do aluno, como 
o comprimento das pernas e do tronco.
Figura 2.2. Tipos de saída
(ajuste do bloco de partida). Fonte: o autor.
Quanto a sua colocação na pista de atletismo, ele pode ser fixado perpendicularmente à linha de 
saída, quando saída em linha reta. Quando a saída é realizada em curva (200 e 400 m rasos), ele deve 
ser fixado obliquamente à linha de partida, apontando numa tangente à linha curva que delimita 
internamente a respectiva raia.
FASE
PROVA
60 m 100 m 200 m 400m
Reação 20 % 5-10 % 1-5 % -
Aceleração 40 % 40 % 25-30 % 15-20 %
Máxima Velocidade 40 % 40 % 30-40 % 30-40 %
Resistência a velocidade - 10-15 % 30-40 % 50-60 %
Tabela 2.1. Importância percentual de cada fase nas corridas de velocidade. (MANSO, 1998)
25
 
A maioria dos blocos podem ser fixados com aproximadamente um pé de distância da linha de 
chegada. O pedal da frente (perna de impulsão) com uma distância aproximada de dois pés da linha 
de saída. Já o pedal da perna de trás deve ter uma distância aproximada de 3 pés a 3 pés e meio da 
linha de saída.
Figura 2.4. Distâncias para o ajuste do bloco
Após o ajuste dos blocos o aluno deve se posicionar atrás do mesmo, e ao 1º comando do árbitro 
de partida: “as suas marcas”, o aluno deverá entrar no bloco com os pés devidamente apoiados 
nos pedais, com o joelho da perna de trás e ambas as mãos tocando o solo atrás da linha de saída 
(posição 5 apoios). Após o 2º comando “prontos”, o aluno deverá levantar o quadril (posição 4 
apoios), e no sinal de saída iniciar a corrida.
1º Comando: “as suas marcas” 2º Comando: “prontos” 3º Comando: tiro de saída
Figura 2.3. Colocação perpendicular e oblíqua dos blocos de partida.
Fonte: o autor.
Figura 2.5. Comando para a saída baixa
26
Seguindo uma sequência pedagógica, podemos trabalhar a saída em pé, não a mesma das corridas 
de fundo. A primeira fase corresponde à voz “às suas marcas”, o aluno deverá manter dois membros 
inferiores, numa atitude descontraída, com um pé ligeiramente à frente do outro e o tronco 
numa posição vertical. À segunda voz, “pronto”, há uma flexão de todo o corpo, o peso se apoia 
fundamentalmente no membro inferior adiantado, com uma inclinação do tronco/cabeça para 
frente. A posição dos membros superiores deve ser em contraposição com os membros inferiores. 
Ao sinal de partida, o aluno deve realizar uma ação dinâmica dos membros inferiores (no solo) e dos 
membros superiores e um sincronismo entre todos estes segmentos corporais, devendo-se manter 
uma forte inclinação do tronco para frente, durante os primeiros passos (ROLIM, 2012).
Realizando o mesmo exercício anterior, mas agora ao comando “pronto”, o aluno deve colocar, no solo, 
a mão contrária ao pé que está colocado à frente, ficando o peso corporal distribuído pelos 3 apoios.
O mesmo exercício anterior, mas agora, à voz de “pronto”, o aluno deve colocar, nos aparelhos ou no 
solo, ambas as mãos, ficando o peso corporal distribuído pelos 4 apoios (dois pés e duas mãos). Dessa 
forma, inicialmente a partida é executada de posições menos flexionadas (mais altas) e mais verticais, 
passando por situações intermédias, até chegarmos progressivamente à partida baixa, posição mais 
flexionada e mais inclinada para frente (ROLIM e GARCIA, 2012).
Propostas de atividades de tempo de reação e saídas
Para desenvolver e aperfeiçoar a saída e o tempo de reação, a seguinte atividade pode ser proposta: dividir 
a turma em dois grupos, distribuídos em duas fileiras, em que um aluno fique de frente para o outro a no 
mínimo 3 metros de distância (duplas). Os alunos devem ficar assentados. No sinal do professor, que pode 
ser feito de diversas formas, como, por exemplo, um cálculo matemático: se o resultado for ímpar, os alunos 
de uma fileira são os pegadores; se o resultado for par, ela deve ser pega até a distância pré-estabelecida. Essa 
atividade pode ter diversas variações, como os alunos saindo das posições deitada, agachada, sentados de 
costa um para outro e os estímulos, diversos, como cores que façam menção a cada grupo, sinais sonoros, 
dentre outros. Esse exercício, se realizado em distâncias de 20-30 m., também trabalhará a fase de aceleração.
Figura 2.6. Saída alta em três apoios
Figura 2.7. Progressão pedagógica de exercícios de saída.
27
O desenvolvimento técnico das corridas de velocidade
Na grande maioria das vezes, o termo técnica de corrida nos faz menção a um conjunto de movimentos 
estereotipados mecanicamente realizados pelos alunos. Os professores não atribuemimportância 
a essa temática e, quando abordam essa questão nas aulas de educação física, utilizam estratégias 
demasiadamente analíticas e descentradas das questões essenciais (ROLIM e GARCIA, 2012).
Quando a atividade se torna demasiadamente analítica, assume um papel contrário do que se pretende, 
tornando as atividades monótonas e desprazerosas para o aluno, contribuindo pouco para ampliação 
de seu repertório motor. O mais importante é que os alunos dominem os elementos estruturais 
da corrida, nomeadamente, a técnica e ação propulsora dos apoios, a dinâmica das ações circulares 
anteriores dos membros inferiores, a ampla ação dos membros superiores, a postura e correta 
colocação dos segmentos corporais (quadril– tronco – cabeça), a capacidade de relaxamento – fluidez 
de movimentos. 
Para atingir esses objetivos, o recurso visual, imagens e vídeos de corredores de alto rendimento 
podem ajudar nesse processo ensino-aprendizagem. Entretanto utilizar recursos visuais de corredores 
de alto rendimento não garante o aprendizado do aluno, temos que levar em consideração o padrão 
motor de cada um e que não necessariamente ele chegará ao ápice do gesto motor. É de fundamental 
importância para o nível de rendimento da capacidade de velocidade, tendo em vista que as 
velocidades máximas de movimento só serão possíveis com a disponibilidade de características inatas 
e desenvolvimento superior. Deste modo, consideramos relevante apresentar as características gerais 
e específicas resumidas por GROSSER (1992), para maior explicitação da relação entre o talento e 
velocidade: 
Características gerais
 proporções corporais favoráveis, sobretudo uma relação equilibrada entre tronco e pernas;
 capacidade de superar situações de estresse e a estabilidade psíquica;
 motivação para o rendimento;
 capacidade para o ritmo do movimento.
Capacidades específicas
	 percentual muito superior das fibras musculares de coordenação rápida (chamadas fibras FT). 
Os chamados velocistas “natos” possuem supostamente até 80% de fibras de contração rápida em 
sua musculatura funcional (frente a 20% de fibras de contração lenta);
Figura 2.8. Atividade de tempo de reação e aceleração
Fonte: Adaptado de Rolim e Garcia, 2012.
28
 boa capacidade de reação, sobretudo a capacidade de repetir continuamente reações 
rápidas;
 a capacidade de por-se em movimento de forma voluntária, altamente concentrada e, em 
parte, repetida (trata-se da capacidade de ativação neuronal voluntária).
Finalmente, com base no levantamento dos principais aspectos determinantes, pode-se concluir 
que a velocidade trata-se de uma capacidade complexa dependente de fatores diversos e cuja 
treinabilidade está condicionada fortemente pelas características genéticas e psicológicas do 
indivíduo. Além disso, vale ressaltar que o nível de influência dos diversos fatores abordados 
anteriormente depende do tipo de manifestação da velocidade. 
A primeira questão a ser observada no trabalho técnico das corridas de velocidade é a colocação 
dos pés no solo. O contato do pé deve ser realizado pelo antepé, ou seja, em griffé (em francês) 
e, necessariamente, a promoção da dorso-flexão do pé, imediatamente antes e após realizar cada 
impulsão, atacando o solo, e com grande dinamismo, num movimento de cima para baixo e da 
frente para trás como agarrar o solo com o ante pé e puxá-lo para trás.
Algumas atividades podem potencializar essa ação como (ROLIM & GARCIA, 2012):
	 subir escadas ou descer escadas (uma a uma, duas a duas etc.);
	 correr na caixa de areia e observar a deformação provocada pelos apoios (correr na areia, se 
possível, sem deixar marcas);
	 folhas de papel no corredor de exercitação tentando, na corrida e, em cada apoio, deslocar as 
folhas para trás, acentuando a ação do apoio em griffé. 
	 limitar espaços horizontais, por meio de ripas, riscos, cordas, tubos de esponja etc., para 
desenvolver a frequência e a amplitude da passada.
Figura 2.9. Pé em GRIFFÉ
Figura 2.10. Limitação dos espaços horizontais
29
O segundo aspecto a ser abordadodeve ser a ação dos membros superiores. Os braços possuem a 
função de compensar os desequilíbrios produzidos pelas ações dos membros inferiores. Os braços 
se movimentam para frente e para trás por uma trajetória ligeiramente convergente para medial do 
tronco, flexionados a um ângulo de aproximadamente 90 graus. Os movimentos são inversos as ações 
das pernas (RIUS SANT, 1993).
Diversas são as formas de desenvolver corretamente esse gesto técnico. Seguem algumas atividades 
abaixo: 
	 O movimento dos MS deverá ser amplo. A utilização dos elásticos tem por objetivo impedir 
que a articulação do cotovelo estenda demasiadamente. 
 Realizar o movimento de balanceio, se estender muito a articulação do cotovelo, as mãos vão 
tocar no solo
A posição do tronco e da cabeça devem ser cuidadosamente observadas, a cabeça deve se manter 
no prolongamento do tronco dirigida para um ponto no horizonte, nunca com o olhar voltado para 
Figura 2.11. Ângulo da articulação do cotovelo durante a corrida
Figura 2.12. Balanceio dos braços
Figura 2.13. Exercício pedagógico para o balanceio dos braços
30
cima ou para o solo. O tronco deve estar ligeiramente inclinado para frente, uma inclinação exagerada 
poderá limitar a elevação dos joelhos (RIUS SANT, 1993).
Uma alta frequência de movimentos só pode ser alcançada com a alternância mais rápida entre 
estimulação e inibição e respectivas regulações do sistema neuromuscular, aliados a um emprego 
ótimo de força (HARRE, 1976). Somente uma coordenação de movimentos intra e intermuscular 
permite a melhorara do desempenho do conjunto de músculos agonistas e antagonistas, assim como 
aumentar o número de unidades motoras simultaneamente ativadas, dessa forma incrementar a força 
de velocidade da musculatura em trabalho. (WEINECK, 1991)
Diversas são as formas de se trabalhar as fases da corrida como o impulso, suspensão, apoio. Os 
exercícios coordenativos são uma ferramenta importantíssima no desenvolvimento técnico dos 
alunos, o que garante uma enorme ampliação do repertório motor. 
Figura 2.14. Caminhar elevando os joelhos
Figura 2.15. Elevação dos joelhos
Figura 2.16. Correr de costas
Figura 2.17. Caminhar em afundo
31
Figura 2.19. Ação circular dos membros inferiores
Figura 2.20. Saltitar em duplo apoio com elevação alternada dos membros inferiores
Figura 2.21. Ações circulares de grande amplitude à frente
Figura 2.22. Passada saltada
32
PROPOSTAS DE ATIVIDADES NO CONTEXTO ESCOLAR PARA 
DESENVOLVIMENTO DA VELOCIDADE
ATIVIDADE 1
Legenda:
1 – Arco plástico de secção quadrada – Diâmetro: 55 cm.
Regras
	 Levar cada uma das bolas de A para B.
	 Cada atleta só pode levar uma bola.
	 Marcar o tempo por equipe.
	 O jogo termina para qualquer equipe, quando o seu último elemento passar a linha de chegada.
	 É vencedora a equipe realizar o percurso num menor tempo.
ATIVIDADE 2
Figura 2.24. Atividade 2
Fonte: Adaptado de GRCAJ - FPA. Viva o Atletismo - Caderno de Apoio, 2010.
Ao sinal de partida, o aluno corre até o arco, passando a zona das ripas, só com um apoio entre elas. 
Veste o arco por cima ou por baixo e realiza o mesmo percurso na volta, deixando o arco no local.
- Ganha a equipe que realizar o percurso em menos tempo.
Figura 2.23. Atividade 1
Fonte: Adaptado de GRCAJ - FPA. Viva o Atletismo - Caderno de Apoio, 2010.
33
ATIVIDADE 3
Figura 2.25. Atividade 3
Fonte: Adaptado de GRCAJ - FPA. Viva o Atletismo - Caderno de Apoio, 2010.
Legenda:
1 – Arco plástico de seção quadrada – Diâmetro: 55 cm.
Regras
	 Levar os objetos de A1 para A2, passando por todos os elementos da equipe.
		 Cada aluno só pode transportar um objeto de cada vez.
	 Cada aluno deverá entregar o objeto na mão do colega que lhe fica imediatamente a seguir.
	 Será desclassificada a equipe que não cumprir os tópicos 2 e 3.
	 Marcar o tempo por equipe.
	 O jogo terminaquando os objetos A1 estiverem em A2.
	 É vencedora a equipe que realizar a atividade em menos tempo.
ATIVIDADE 4
Figura 2.26. Atividade 4
Fonte: Adaptado de GRCAJ - FPA. Viva o Atletismo - Caderno de Apoio, 2010.
Legenda:
A1 e A2 – Arco plástico de seção quadrada – Diâmetro: 55 cm.
Círculos E e D: “E” corresponde saltar com a perna esquerda e “D” saltar com a perna direita
Regras
	 Levar os objetos de A1 para A2, saltando todos os arcos.
	 o segundo corredor inicia sua corrida assim que o primeiro colocar o objeto no arco e 
assim sucessivamente
	 Marcar o tempo da equipe
	 O jogo termina quando os objetos A1 estiverem em A2.
	 É vencedora a equipe que realizar a atividade em menos tempo.
5m5m5m
1m
1A 2A
E E D D E E D D
34
REGRAS BÁSICAS DAS CORRIDAS DE VELOCIDADES (CBAt, 2012)
As raias devem ser numeradas da esquerda para a direita, com a raia interior sendo numerada como 
a raia 1. 
Qualquer atleta que empurrar ou obstruir outro atleta, de modo a impedir sua progressão, estará 
passível de desqualificação nessa prova. Em todas as corridas de velocidade, cada atleta deverá manter-
se em sua raia designada do início ao fim. Isso se aplica a qualquer parte de uma prova corrida em raias 
marcadas. Um atleta não será desqualificado se ele:
(a) É empurrado ou forçado por outra pessoa a correr fora de sua raia, ou sobre, ou na parte interna 
da borda ou linha marcando a borda aplicável, ou 
(b) pisar ou correr fora de sua raia, na reta ou fora da linha externa de sua raia na curva, sem que 
nenhuma vantagem material tenha sido ganha por isso e nenhum outro atleta tenha sido empurrado 
ou obstruído de modo que venha impedir o seu progresso. 
Os períodos para os quais a velocidade do vento será medida a partir da chama do tiro de partida 
são os seguintes: 
*começando quando o primeiro corredor entrar na reta.
Se, nesse período, o anemômetro registrar uma velocidade média do vento superior a 2 m/s (no sentido 
da corrida, ou seja = + 2 m/s), caso haja quebra de recorde, o tempo não será validado para esse fim. 
Os comandos da partida são: “as suas marcas” – “prontos” – “sinal de saída” (tiro).
Saída Falsa
Qualquer atleta que cometer uma saída falsa, estará desqualificado. Se houver uma saída falsa em que 
não foram os atletas que a induziram, será erguido pelo assistente do árbitro de partida um cartão 
verde, indicando que nenhum atleta foi desqualificado. 
Nas Provas Combinadas, na primeira saída falsa, deverá ser apresentado um cartão amarelo para o(s) 
atleta(s) responsável (is) pela saída, logo após para todos os outros atletas. O próximo atleta que 
cometer uma saída será desqualificado.
Os atletas devem ser classificados na ordem em que o tronco atinja o plano vertical que passa pela 
borda anterior da linha de chegada. 
Os tempos mensurados por cronometragem manual deverão ser arredondados para o décimo 
superior, conforme por exemplo: 10.66 = 10.7. Quando três cronômetros registrarem o tempo de um 
mesmo atleta, o tempo oficial será o intermediário, (mediana). Quando utilizados três cronômetros e 
que dois registrem o mesmo tempo, esse será oficial e, quando utilizado dois cronômetros, o maior 
será considerado o oficial. 
PROVA SEGUNDOS
100 m rasos 10
200 m rasos 10 *
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REFERÊNCIAS
CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE ATLETISMO. Regras Oficiais de Competição 2012-2013. 
Editora Phorte, 2012. 
GRCAJ - FPA. Viva o Atletismo - Caderno de Apoio, 2010.
GROSSER, M. Entrenamiento de la velocidad: fundamentos, métodos y programas. Barcelona: 
Ediciones Martinez Roca, S.A., 1992.
HARRE, D. Teoria del entrenamiento deportivo. Buenos Aires: Editorial Stadium, 1976.
HARLAND, M., & STEELE, J. Biomechanics of the sprint start. Sports Medicine, 23 (1), 11-2, 
1997.
MANSO, G. La velocidad. Madrid. Editorial Gymnos, 1998.
ROLIM R., Colorir atletismo – Desafios. O Atletismo em idade pré púberes. Publicação interna de 
apoio à disciplina de atletismo, FADEUP. Manuscrito não publicado, Porto: 2011.
ROLIM R., GARCIA, R. P. Atletismo – Arquipélago de técnicas, cores e sabores. O Atletismo em 
idade púberes e pós-púberes. Sebenta de apoio à disciplina de atletismo no Mestrado, Faculdade de 
Desportos-Universidade do Porto, Porto: 2012.
RIUS SANT, J. Metodología del atletismo. Editorial Paidotribo. 5º edição, 1993. 
SILVA, J. F. Atletismo: Corridas. Tecnoprint, 1978.
ZISSIMOU, T. Los Juegos Olímpicos en La Antigüedad. Grécia 2000. 
WEINECK, J. Manual de Treinamento Esportivo. 2.ed. São Paulo: Editora Manole Ltda., 1991.
UNIDADE III
 Corridas de 
Revezamentos
Marcus Vinicius da Silva
37
As corridas de revezamento foram praticadas desde a Grécia Antiga, porém ainda pouco se sabe 
sobre a história desta modalidade. Essa prova foi inicialmente praticada no período da Grécia Antiga 
durante os jogos realizados em homenagem a Deusa Atenta. Ela recebia o nome de Lampadodromia, e 
era realizado com a passagem de tochas com fogo (GODOY, 1996). Nos Estados Unidos, a ação dos 
bombeiros de Massachusetts foram os acontecimentos mais estreitamente ligados a idealização das 
corridas de revezamento, hoje praticadas em todas as competições de Atletismo (DOHERTY, 1972).
A primeira prova de revezamento foi realizada em 1893, num formato parecido com o revezamento 
4x400 m rasos, com duas equipes de 4 atletas. Cada um percorria 1/4 de milha e não havia o transporte 
do bastão, cujo resultado positivo levou à inclusão da prova nas competições da primavera dos Estados 
Unidos.
Atualmente, os revezamentos que fazem parte do programa olímpico são: o 4x100 m rasos e 4x400 
m rasos e diversas são as distâncias para as categorias de base (ver tabela 1).
Indubitavelmente, as provas de revezamento são um excelente conteúdo para ser trabalhado na 
educação física escolar, pois trabalha a coletividade entre os alunos. Nos aspectos motores, reafirma 
ainda mais o trabalho de velocidade, o cálculo das velocidades e o domínio da técnica - a de transmissão. 
PROCESSO ENSINO-APRENDIZAGEM
Técnica do Revezamento
As equipes são formadas por quatro atletas que percorrem uma distância semelhante (exceção do 
Medley em que o1º atleta corre 100 m; 2º atleta corre 200 m; 3º atleta corre 300 m; 4º atleta corre 
400 m) conduzindo um bastão e passado de mão em mão de todos os componentes da equipe. A 
passagem deve ser realizada numa zona que mede 20 metros (zona de passagem). O atleta recebedor 
ainda tem uma zona de aceleração de 10 metros (BRAVO, 1998). Para uma correta utilização da zona 
de aceleração, torna-se oportuno a marcação do chamado “handicap”, marcação na pista em que, no 
momento que o entregador do bastão passar por ela, o recebedor deve iniciar a sua aceleração.
No revezamento 4 x100 m rasos, a primeira zona tem seu início aos 90 m e o final nos 110 m; a 
segunda se inicia aos 190 m e finaliza nos 210 m; a terceira com início nos 290 m e final nos 310 m, 
formando, desta maneira, o conjunto de três zonas de passagem sendo que o quarto corredor da 
equipe apenas recebe o bastão e o conduz até o final da prova, totalizando a distância de 400 metros.
Já na prova dos 4 x 400 m, existe uma zona de passagem raiada apenas do 1º para o 2º corredor 
(inclusive com zona de aceleração e handicap). As demais passagens são feitas sem utilização das raias. 
Cada atleta da equipe corre 400 m, ou seja, uma volta na pista; portanto, o início da prova se dá no 
mesmo local onde se realizam as passagens e a chegada.
38
Tipos de Passagem do Bastão
A passagem do bastão pode ser realizada de duas maneiras:
1. Passagem Descendente ou Americana: neste estilo, o corredor que receberá o bastão, 
ao ouvir o sinal do companheiro que está de posse do objetivo, estende para trás um dos braços, 
previamente determinado, colocando a mão com a palma voltada para cima e com os dedos unidos, 
à exceção do polegar, que se afasta dos demais, colocando-se em posição de recepção. Nesse 
momento, o corredor que conduz o bastão, coloca-o por meio de um movimentode cima para 
baixo e pela extremidade livre do mesmo, na mão do receptor, que o agarra rapidamente e coloca 
o braço em posição de corrida, dando prosseguimento à corrida. A vantagem deste estilo está na 
maneira como o bastão é colocado sobre a mão do companheiro possibilita um espaço livre maior, 
o que facilita a entrega seguinte.
2. Passagem Ascendente ou Francesa: nesse tipo de passagem o corredor coloca o braço 
de ação semi-flexionado para trás, com a palma da mão voltada para baixo e o companheiro que se 
aproxima, tendo os dedos unidos, excetuando o polegar, que forma uma letra “V” voltada para baixo, 
em direção do solo. Dessa forma, o bastão é colocado em sua mão por meio de um movimento de 
baixo para cima, executado pelo companheiro que se faz a passagem.
Formas de Passagem do Bastão
Dependendo da distância do revezamento, existem formas para ser realizada a passagem do bastão.
Figura 3.1. Passagem descendente
Figura 3.2. Passagem ascendente
39
Como existem duas classes de revezamentos, os rápidos (4 x 50 m, 4 x 75 m e 4 x 100 m) e os longos 
(4 x 400 m para cima), são utilizadas duas formas de passagem: a passagem não-visual ou “às cegas” e a 
passagem visual.
1. Passagem não-visual ou “às cegas”: esta técnica visa a uma realização extremamente 
rápida nas trocas entre os atletas da equipe, que resulte em ganho de tempo. Visando a essa agilidade, 
os revezamentos de velocidade (até 4 x 100 m) utilizam a forma não-visual ou “às cegas”, que recebe 
essa denominação porque, no momento da passagem, o corredor recebe o bastão sem olhar para trás, 
já sabendo da ação do companheiro. Dessa forma, preciosos segundos são ganhos, o que irá se refletir 
positivamente no resultado final. Para essa passagem se tornar eficiente, ela precisa ser muito treinada 
entre os quatros elementos que compõem a equipe, sendo assim automatizada.
2. Passagem visual: esta forma de passagem do bastão é característica dos revezamentos longos 
(acima de 400 m), em que as trocas não precisam ser efetuadas com grandes velocidades, visto que 
cada um dos corredores já estão cansados, ao se aproximarem do final da sua etapa de corrida. Com 
isso, não se torna necessária a realização da passagem do bastão com tanta rapidez, porque a reduzida 
condição do corredor que vai fazer a entrega obriga o companheiro receptor a esperá-lo, olhando a 
sua ação.
Métodos para o desenvolvimento do revezamento
Visando o melhor rendimento, na corrida, alguns métodos podem ser empregados para o 
desenvolvimento de todo o conjunto dos revezamentos a serem efetuados no transcorrer da prova.
Esses métodos, que completam o mecanismo das corridas de revezamento, dizem respeito à maneira 
pela qual o bastão deve ser conduzido durante a trajetória da corrida, ou seja, a mão na qual o bastão 
deve ser transportado. Para isso, dois métodos podem ser utilizados:
1. Método Uniforme: caracterizado pela troca do bastão de mãos, o corredor recebe o bastão 
em uma das mãos e, imediatamente, passa-o para a outra.
Exemplo: o primeiro corredor parte com o bastão na mão direita e entrega-o ao segundo em sua 
mão esquerda; este imediatamente troca o bastão de mão, passando-o à direita, para prosseguir a 
corrida; e assim sucessivamente, de forma que os quatro corredores realizam suas etapas da corrida 
conduzindo o bastão na mão direita, realizando, portanto uma ação uniforme. Esse método já não é 
o mais indicado, pois apresenta uma considerada perda de tempo e uma ligeira influência negativa na 
ação da corrida. 
2. Método Alternado: neste método, não existe a troca de mãos; o bastão é transportado na 
mesma mão que o atleta recebeu e, por este motivo, torna-se necessário adotar algumas medidas no 
posicionamento dos atletas da equipe dentro da pista. Assim, o corredor que transporta o bastão na 
mão direita corre pelo lado interno da sua raia e o que recebe já está postado no lado externo, por 
onde fará a sua corrida, uma vez que o bastão será depositado em sua mão esquerda. No conjunto 
todo, pela ordem, o primeiro corredor leva e passa o bastão com sua mão direita, correndo pelo 
lado interno da pista; o segundo corredor recebe, leva e passa o bastão com sua mão esquerda; 
correndo pelo lado externo da raia; o terceiro recebe, transporta e passa o bastão com sua mão 
direita, correndo pelo lado interno e, finalmente, o quarto último componente da equipe recebe o 
bastão em sua mão esquerda e o mantém na mesma durante toda a corrida, até ultrapassar a linha de 
chegada, fechando assim o revezamento (VILLAR, 1994).
40
As corridas de revezamento possuem uma grande dinâmica, o que motiva crianças. As estafetas, 
além de diminuir os chamados “tempos mortos”, são um meio ótimo para desenvolver de forma 
integrada as diferentes manifestações da velocidade (ROLIM & GARCIA, 2012). Diversos estímulos 
são solicitados na prática de corridas de revezamentos (visual, tátil e, eventualmente, auditivo). 
As reações visuais estão presentes no transmissor e no recebedor quando: a aproximação do 
transmissor, o recebedor toma a decisão de acelerar para recepcionar o bastão dentro da zona 
de passagem; na transmissão sob controle visual, quando, no momento certo, armar o braço para 
receber o bastão.
As reações táteis estão presentes nas transmissões às cegas ou sob controle visual, quando, 
após armar o braço, sente o bastão tocar na palma da mão – sinal de agarrar. As reações 
auditivas estão presentes na transmissão às cegas, quando estiver combinado um determinado 
sinal auditivo do transmissor para o receptor, para este último armar o braço.
Além de solicitar diversos estímulos sensoriais dos alunos, as diferentes fases de uma prova de 
velocidade são trabalhadas nessa modalidade (reação, aceleração, resistência máxima). 
PROPOSTAS DE ATIVIDADES NO CONTEXTO ESCOLAR
ATIVIDADE 1 - Estafeta ida e volta
Dividir os alunos em duas equipes que se colocam em fila indiana. Ao sinal de partida, o primeiro 
aluno corre o mais rapidamente possível, indo buscar um objeto colocado a uma distância de 10-
15 metros, trazendo-o depois para entregar ao segundo corredor. Este irá colocar novamente 
o objeto no local onde estava, regressando para partir o terceiro atleta e assim sucessivamente, 
até todos terem realizado o seu percurso.
Figura 3.3. Método alternado da passagem do bastão
Fonte: Autor.
41
ATIVIDADE 2 - Estafeta em circuito
Organização semelhante à do jogo anterior, com o percurso feito em circuito, com uma distância entre 
30-50 metros, à volta de marcas colocadas no terreno. Cada aluno deverá fazer o seu percurso no 
máximo da velocidade e tocar na mão do colega que está em último lugar na fila, como sinal de partida, 
que fará o mesmo percurso e assim sucessivamente, até todos os elementos da equipe terem corrido.
ATIVIDADE 3 - Atividade na pista
Os atletas saem do ponto A, transportando um objeto que colocam no arco do atleta B. Este 
pega no objeto, corre e leva-o a C e assim sucessivamente. Ganha a equipa cujo atleta chegar em 
primeiro lugar a E.
Figura 3. 5. Atividade 3
Fonte: Adaptado de Associação de Atletismo Viana do Castelo. Boletim de Atletismo, 2006.
ATIVIDADE 4 - Transmissão não visual
Os alunos parados, separados entre si pela distância correta para a transmissão - pouco mais de 
um metro.
	 O mesmo, com os alunos correndo em fila, em volta do campo, num ritmo lento, mantendo a 
distância correta. 
	 O mesmo exercício, começando a introduzir alguns dos elementos técnicos fundamentais para 
uma boa transmissão, como a voz de comando, a extensão correta do braço para trás, na horizontal e 
10 - 15 metros
10 - 15 metros
Figura 3.4. Atividade 2
Fonte: Adaptado de Associação de Atletismo Viana do Castelo. Boletim de Atletismo, 2006.
42
a palma da mão virada para cima. O movimento de entrega descendente inicia-se apenas quando o alvo, 
mão, está visível.
Figura 3.6. Atividade 4
Fonte: Adaptado de, Associação de Atletismo Viana do Castelo. Boletimde Atletismo. 2006
ATIVIDADE 5 - Corridas de Perseguição, cerca de 50 metros
O primeiro aluno parte do início da zona de passagem e coloca uma marca de sinalização a cerca de 20 
pés do seu local de partida, devendo começar a correr quando o seu colega que parte 20 metros atrás 
passar pela marca.
Se o atleta que recebe chega primeiro e o outro tem dificuldade em apanhá-lo, isso significa que 20 pés 
é muito e a marca deve ser colocada mais próxima. Caso contrário, se chegar primeiro o atleta que iria 
entregar, a marca deve ser colocada mais longe do que os 20 pés. 
Logo em seguida, esse exercício pode ser repetido incluindo a passagem do bastão.
Figura 3.7. Método alternado da passagem do bastão
REGRAS BÁSICAS DAS CORRIDAS DE REVEZAMENTOS
O bastão deve ser confeccionado de material rígido, liso, oco, seção circular, medindo 28 a 30 cm, 12 
cm a 13 cm de circunferência com peso mínimo de 50 g. 
Revezamento 4x100 m rasos - prova corrida em raia estabelecida, com 3 zonas, medindo 20 metros 
cada, da qual o bastão deve ser passado de um atleta a outro. Nos 4x100, existe uma zona de “aceleração 
opcional”, a 10 metros do início da zona de passagem.
Revezamento 4x400 m rasos – o 1º atleta corre na raia estabelecida, o segundo corre a primeira curva 
raiado, a partir da linha dos 800 m rasos a prova passa a ser raia livre.
A
A
B
B
C
C
D
D E
43
No momento da passagem, o bastão deve estar dentro da zona de passagem, independente da posição 
do atleta. 
Só se caracteriza término da passagem quando o entregador solta o bastão. Caso o bastão seja 
derrubado, ele deverá ser resgatado pelo atleta que o derrubou. 
O atleta que recebe o bastão não pode ser empurrado, de tal forma que o auxilie na corrida.
Figura 3.9. Passagem fora da zona
Fonte: Adaptado de Associação de Atletismo Viana do Castelo. Boletim de Atletismo, 2006.
REFERÊNCIAS
Associação de Atletismo Viana do Castelo. Boletim de Atletismo, 2006.
BRAVO, J, VERDUGO G., GIL F., LANDA, M.L. MARIN J., PASCUA, M. Carreras y marcha. Real 
Federación Española de Atletismo, 1998. 
CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE ATLETISMO. Regras Oficiais de Competição 2012-2013. 
Editora Phorte, 2012. 
DOHERTY J. K., LÓPEZ, C.V. Tratado moderno de pista y campo. Editores Associados, 1972.
GODOY, L. Os Jogos olímpicos na grécia antiga. São Paulo: Nova Alexandria, 1996.
ROLIM R., Colorir atletismo – Desafios. O Atletismo em idade pré púberes. Publicação interna de 
apoio à disciplina de atletismo, FADEUP. Manuscrito não publicado, Porto: 2012.
ROLIM R., GARCIA, R.P. Atletismo – Arquipélago de técnicas, cores e sabores. O Atletismo em idade 
púberes e pós-púberes. Publicação interna de apoio à disciplina de atletismo, FADEUP. Manuscrito não 
publicado, Porto: 2012.
VILLAR, C. A. Atletismo básico: uma orientação pedagógica. Editorial Gymnos, 1994.
Figura 3.8. Passagem na Zona
Fonte: Adaptado de, Associação de Atletismo Viana do Castelo. Boletim de Atletismo, 2006.
UNIDADE IV
Corridas com Barreiras
Marcus Vinicius da Silva
45
Há cerca de 100 anos os estudantes universitários britânicos, já não se contentavam em disputar 
suas forças nas corridas de velocidade sobre superfícies planas, preferiram, transpor obstáculos, 
neste caso saltavam mais do que corriam. As barreiras utilizadas tinham a altura de três pés e meio 
(1,06 metros) que eram cercas utilizadas na criação de gado ovino.
Atualmente as provas oficiais com barreiras do programa olímpico são os 110 m masculino, 100 
m feminino e o 400 m para ambos os sexos. A prova consiste numa corrida de velocidade com a 
transposição de dez barreiras eqüidistantes entre si.
O desenvolvimento das corridas com barreiras são uma excelente forma de desenvolver e ampliam 
o repertório motor dos jovens, pois diversas são as soluções possíveis que os alunos podem 
encontrar para a transposição das barreiras. 
PROCESSO ENSINO-APRENDIZAGEM
Primeiramente cabe ressaltar que o equipamento para as corridas com barreiras possuem alto 
custo, mas para iniciação da modalidade no contexto escolar, as barreiras e obstáculos podem 
ser facilmente improvisados, bastando para isso à imaginação de co professor. No que concerne a 
improvisação de material, desde uma corda, um pedaço de arame ou mangueira com duas garrafas 
de água com areia ou dois pedaços de madeira, ou mesmo uma caixa de cartão, podem facilmente 
improvisar uma barreira.
 
Figura 1. Improvisação das barreiras Rolim e Garcia (2012).
Uma das questões fundamentais para o desenvolvimento técnico das corridas com barreiras 
é a manutenção do ritmo de passadas entre as barreiras, nesse aspecto os jovens apresentam 
muitas dificuldades, devendo ser muito trabalhado. Alguns exercícios (figura 2) podem assegurar 
o desenvolvimento do ritmo, como corridas com transposições de objetos em pequenas alturas, 
incentivando ainda que os obstáculos sejam transpostos com as duas pernas (BRAVO, et al., 1998).
46
Figura 2. Passagem de obstáculos equidistantes. (CARR, 1991)
A partir do momento em que o jovem domina o ritmo das passas pode-se começar a introduzir a 
técnica de transposição das barreiras. O trabalho de flexibilidade deve ser realizado de forma 
conjunta ao técnico, pois a articulação do quadril é muito exigida no movimento, tanto no que diz 
respeito aos padrões de força quanto de flexibilidade.
Figura 3. Exercícios de flexibilidade.
Figura 4. Exercício geral de flexibilidade e destreza com a barreira.
47
A técnica de transposição pode começar a ser inserida gradativamente nas aulas, utilizando-se de 
exercícios coordenativos específicos que auxiliarão na técnica de passagem (CARR, 1991).
 Figura 5. Marchando executando flexão do quadril com extensão do joelho (CARR, 1991)
Figura 6. Correndo executando flexão do quadril com extensão do joelho (CARR, 1991)
O movimento da perna de passagem pode começar a ser iniciado com os alunos (BRAVO, 1998)
Figura 5. Exercício perna de passagem (CARR, 1991)
No exercício seguinte ainda com preocupações técnicas, apenas se promove um maior afastamento 
da barreira (±30 a 50 cm) da parede e, quando o pé chega ao fim da barreira, com o joelho ainda a 
subir para a parede, deve-se voltar à posição de partida, repetindo o movimento (Figura 6).
48
Figura 6. Sequência exercício da perna de passagem
Com o domínio da passagem os exercícios com a perna de ataque podem começar a ser vivenciado 
pelos alunos, lembrando que o aprendizado técnico precisa ser constantemente aperfeiçoado, não 
sendo trabalhado em blocos. Os exercícios seguintes, realizados em corrida lenta, proporcionam o 
aprendizado técnico da perna de ataque. 
 a b 
Figura 7. (a) ataque da perna sob pequenos obstáculos. (b) Empurrar o pneu com a perna de ataque
Para consolidar os movimentos das pernas de ataque e de passagem as figuras seguintes demonstram 
como tais podem ser realizados.
Com as barreiras juntas realizar o movimento de ataque e passagem a passo apoiando as mãos 
sobre o bordo superior das barreiras (figura 8).
 Figura 8. Ataque a barreira com o auxílio das mãos
Com o objetivo de consolidar, parcial (passagens laterais) e globalmente (transposições pelo meio), 
as ações de ataque e transposição das barreiras a velocidades cada vez mais elevadas (a passo, em 
49
corrida lenta e, por último, em corrida rápida). Utilizar obstáculos de altura entre 50 e 70 cm e 
colocados a uma distância de cerca de 2,5 metros entre si.
 Figura 9. Perna de ataque e passagem à barreira
Após a consolidação dessas capacidades de ritmo, fl exibilidade da arti culação do quadril, ataque 
e passagem da perna, pode começar ser introduzido de forma mais técnica o aprendizado da 
transposição completa. No contexto escolar, num primeiro momento com obstáculos mais baixos, 
ritmo de três passadas número reduzido de barreiras e distâncias mais curtas de acordo com a 
capacidade e antropometria de cada aluno. 
R
R 2
2
3
31
1
 Figura 10. Transposição completadas barreiras
Materiais improvisados
1ª SUGESTÃO: cortar uma barra de ferro ou vergalhão em pedaços de 3 metros, colocar uma 
mangueira (medindo 1,20 metros) na parte central, logo em seguida dobrá-lo conforme a fi gura abaixo, 
para fi nalizar coloque uma madeira nas extremidades, além de proteção serve como contrapeso.
40 cm 50 cm 120 cm 50 cm 40 cm
 Figura 11. Mini barreira medindo 50 cm de altura. Fonte: Adaptado de Rolim e Garcia (2012)
50
2ª SUGESTÃO: com cano PVC e joelhos confeccionar a barreira no mesmo formato que a anterior, 
dessa forma é possível utiliza - lá em diversas alturas, basta cortar as peças com alturas diferentes 
e montá-las conforme a necessidade. 
 Figura 12. Barreira de PVC
PROPOSTAS DE ATIVIDADES NO CONTEXTO ESCOLAR
ATIVIDADE 1: Circuito de barreiras com lançamento
Legenda:
1 – Barreira plástica – Altura: 30 cm.
2 – Bola trapeira.
3 – Alvo – Altura do solo: 1 m.
Fonte: Rui Costa. (2010)
Regras
	 O Percurso deve ser cumprido pela ordem indicada no croqui.
	 Passagem das barreiras – ida e volta.
	 O jogo termina quando o último aluno de cada equipe cumprir as duas tarefas.
	 Cada aluno tem direito a uma tentativa, numa série de três (3) bolas.
	 É vencedora a equipe que totalizar mais pontos.
51
ATIVIDADE 2: Circuito com barreiras, agilidade e lançamento
 CIRCUITO COM BARREIRAS, AGILIDADE E LANÇAMENTO. 
Fonte: GRCAJ - FPA (2010).
Regras
	 O Percurso deve ser cumprido pela ordem indicada no croqui – ida e volta.
	 No lançamento do “foguete”, cada aluno tem direito a duas (2) tentativas, contando, para 
pontuação, o melhor lançamento.
	 Mensurar o tempo global, por equipe.
	 É vencedora a equipe que realizar o percurso em menor tempo de execução, por exemplo: a 
equipe que lançar melhor, terá menos 10 segundos no tempo total, a segunda menos 7 segundos e a 
terceira menos cinco segundos.
ATIVIDADE 3: Obstáculos e velocidade
 
Fonte: Grossocordón, J.C., Piqueras, J. P.D., Beivide, A.S. (2004)
Organizados em equipes cada aluno deve realizar todo o percurso, a equipe que realizar o menor 
tempo ganha a brincadeira. A atividade pode ter diversas variações, como a inclusão de outras 
tarefas no percurso.
REGRAS BÁSICAS DAS CORRIDAS COM BARREIRAS
Em todas as provas os atletas devem ultrapassar 10 barreiras. Um competidor será desclassificado 
se passar o pé ou a perna abaixo do plano horizontal da parte superior da barreira, fora de sua raia, 
ou se, na opinião do árbitro, derrubá-la propositadamente com o pé ou com a mão (CBAt, 2012).
A medição do vento é realizada por 13 segundos após a partida, apenas nas provas de 100 e 110 
m com barreiras. E seguem a mesma regra de homologação de recorde das provas de velocidade 
52
As especificações técnicas para a realização de corridas com barreiras são as seguintes:
MASCULINO
Provas Categoria
Altura 
das 
Barreiras
Distância 
da Saída 
até a 1ª 
Barreira
Distância 
entre as 
Barreiras
Distância 
da última 
barreira 
até a 
chegada
60m Pré-Mirim 0,762m 10,00m 8,00m 10,00m
100m Mirim 0,838m 13,00m 8,50m 10,50m
110m Menores 0,914m 13,72m 9,14m 14,02m
110m Juvenil 0,995m 13,72m 9,14m 14,02m
110m Sub-23 1,067m 13,72m 9,14m 14,02m
110m Adulto 1,067m 13,72m 9,14m 14,02m
300m Mirim 0,762m 45,00m 35,00m 40,00m
400m Menores 0,838m 45,00m 35,00m 40,00m
400m Juvenil 0,914m 45,00m 35,00m 40,00m
400m Sub-23 0,914m 45,00m 35,00m 40,00m
400m Adulto 0,914m 45,00m 35,00m 40,00m
FEMININO
Provas Categoria
Altura 
das 
barreiras
Distância 
da Saída 
até a 1ª 
Barreira
Distância 
entre as 
Barreiras
Distância 
da última 
barreira 
até a 
chegada
60m Pré-Mirim 0,762m 10,00m 8,00m 10,00m
80m Mirim 0,762m 12,00m 8,00m 12,00m
100m Menores 0,762m 13,00m 8,50m 10,50m
100m Juvenil 0,838m 13,00m 8,50m 10,50m
100m Adulto 0,838m 13,00m 8,50m 10,50m
300m Mirim 0,762m 45,00m 35,00m 40,00m
400m Menores 0,762m 45,00m 35,00m 40,00m
400m Juvenil 0,762m 45,00m 35,00m 40,00m
400m Adulto 0,762m 45,00m 35,00m 40,00m
Marcus Vinicius
Nota
0,60 m
Marcus Vinicius
Nota
0,60 cm
53
REFERÊNCIAS
BRAVO, J, VERDUGO G., GIL F., LANDA, M.L. MARIN J., PASCUA, M. Carreras y marcha. Real 
Federación Española de Atletismo, 1998. 
CALZADA, A. Manual para la enseñaza: la iniciacon al atletismo. Editorial Gymnos, 1999.
CARR, G. A. Fundamentals of track and field. Human Kinecticks Publishers (UK). 1991.
CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE ATLETISMO. Regras Oficiais de Competição 2012-2013. 
Editora Phorte, 2012. 
GRCAJ - FPA. Viva o Atletismo - Caderno de Apoio, 2010.
GROSSOCORDóN, J.C., Piqueras, J. P.D., Beivide, A.S. Jugando el Atletismo. Federacion espanhola de 
Atletismo. 2004.
ROLIM R., GARCIA, R.P. Colorir atletismo – Desafios. O Atletismo em idade pré-púberes. Publicação 
interna de apoio à disciplina de atletismo, FADEUP. Manuscrito não publicado, Porto: 2012.
ROLIM R., GARCIA, R.P.. Atletismo – Arquipélago de técnicas, cores e sabores. O Atletismo em idade 
púberes e pós-púberes. Publicação interna de apoio à disciplina de atletismo, FADEUP. Manuscrito 
não publicado, Porto: 2012.
Rui Costa. Viva o Atletismo - Caderno de Apoio GRCAJ - FPA, 2010.
UNIDADE V
Os Saltos
Dilson Borges Ribeiro Júnior
55
OS SALTOS HORIZONTAIS
Regras Básicas
As regras do Salto em Distância e do Salto Triplo possuem semelhanças quanto a organização 
da prova, área de queda e tempo de execução. Entretanto, em relação à tabua de impulsão, para 
competições internacionais, recomenda-se para o Salto Triplo que a linha de impulsão seja ao menos 
de 13 metros para o masculino e 11 metros para o feminino, e para o Salto em Distância 3 metros a 
partir da borda mais próxima da caixa de areia. Nas demais competições tal distância será ajustada 
de acordo com o nível da competição (consultar Regras Oficiais de Atletismo no site www.cbat.
org.br).
Principais regras:
	 o corredor de salto tem no mínimo 40 m, com largura de 1,22 m. 
	 a tábua de impulsão deve ficar entre 1 e 3 m da área de queda para o salto em distância e 
11-13m para o Salto Triplo. Ela mede 0,20m x 0,10m x 1,22m A plasticina, fica a frente da tábua de 
impulsão, o que permite verificar se o salto é nulo ou não.
	 se houver menos de oito participantes, todos terão direito de seis tentativas (saltos).
	 caso tenhamos mais participantes, apenas os 8 primeiros qualificados, após três tentativas, 
terão direito as 3 restantes.
	 é o maior salto que indica o vencedor. Em caso de igualdade, o segundo melhor salto (ou os 
subsequentes) serão decisivos.
O atleta tem a tentativa considerada falha quando: 
	a ponta do pé ultrapassar a linha de medição e deixar uma marca sobre a plasticina.
Adaptado de IAAF (1988)
	 ultrapassar o limite do tempo para o salto (1 min).
	 realizar um salto mortal.
	 sair da caixa de areia por trás de sua marca.
56
 
40 m
1 m
9 m
Caixa de areia
Salto em Distância
40 m 13 m
10 m
Salto Triplo
SALTO EM DISTÂNCIA
Introdução
 
A história nos diz que a ambição de saltar a maior distância possível é certamente tão antiga quanto 
a própria história do atletismo. O salto foi tratado sobre várias formas desde a antiguidade. Na 
Grécia, a impulsão se dava a partir de uma espécie de marca (bater) de pedras, sobre o solo plano 
(skumma), ou com ajuda de pesos (halteres). Estes pesavam entre dois quilos e meio a cinco quilos 
e ajudavam especialmente os participantes do pentatlo da época, a obter os melhores resultados 
no salto em distância.
Procurando novas ideias, para aperfeiçoamento da técnica do salto, em 1886 foi introduzida a tábua 
de impulsão, cuja utilização ainda hoje é discutida. Por exemplo, nos Jogos Olímpicos de 1952, havia 
apenas um grande favorito: o negro americano chamado George Brown, que até então fizera 41 
competições sem nunca ter sido derrotado. Três vezes caiu próximo da marca dos oito metros e 
por três vezes o árbitro ergueu a bandeira vermelha, por ter pisado além da tábua de impulsão. Tevede ser retirado da caixa de areia, onde permanecia deitado, imóvel, tamanho foi seu desconsolo. 
Nesta oportunidade, a medalha de ouro foi ganha com a marca de 7.57 metros.
Porém, retirar a tábua de impulsão para o salto em distância seria o mesmo que retirar o estímulo 
e a expectativa que a mesma causa. O recorde mundial do salto em distância já possui 22 anos, o 
feito foi realizado pelo atleta norte-americano Mike Powell (8,95m).
Podemos destacar como as qualidades físicas principais no salto em distância: - Velocidade - Força 
de Salto - Força explosiva - Equilíbrio - Coordenação – Flexibilidade
Normalmente os atletas de boa estatura (acima de 1,75m) têm certa vantagem nesta prova, mas não 
chega a ser condição decisiva, visto que a condição de velocista é mais importante.
57
Processo de ensino-aprendizagem 
2.1. Fases
Ser um bom velocista já é um grande passo, mas não é o bastante para grandes destaques; é muito 
importante o domínio dos movimentos técnicos do salto. Devemos buscar uma corrida rápida para 
adquirir a velocidade ideal - o acúmulo de energia para realizar o salto - procurando ganhar a altura 
máxima e finalmente uma queda ou aterrissagem que não seja sentada na areia.
O salto em distância pode ser dividido em 4 fases:
Corrida de Aceleração: é determinada pela distância ideal, em que se possa desenvolver a sua 
velocidade máxima, sem prejudicar o salto. Devemos ter também a precisão na corrida, para que 
não se cometa nenhuma falha na hora de tocar na tábua de impulsão. Geralmente a distância da 
corrida varia de aproximadamente 30 metros. Podemos estipular a distância da corrida por meio 
de diferentes métodos:
		 Método de corrida inversa - Este método é mais rápido e menos trabalhoso, no entanto 
menos preciso. Utiliza-se uma tabela, a qual relaciona a “marca” (número de passadas) com o 
desempenho na prova de 100 metros.
Tempo nos
100m em seg.
10,2 10,5 10,8 11,1 11,5 11,7 12,1 13,2 14,0 14,7
Número 
de passadas
24 22 20 18 17 16 15 14 13 12
O atleta realiza a corrida de aproximação em velocidade máxima, partindo da tábua de impulsão no sentido 
do corredor, a marca será a distância onde completar o número de passadas de acordo com a tabela acima.
		Método das tentativas - É o mais impreciso, mas pode ser o mais adequado para ser utilizado 
nas aulas de educação física. O atleta partirá do corredor, a partir de uma distância aproximada de 
30m em direção a tábua de impulsão, e de acordo com o posicionamento do pé de impulsão, ajustará 
a marca após várias tentativas. 
		Método matemático - É o método mais vantajoso, porque proporciona ao atleta aproveitamento 
correto da velocidade ótima economizando energia para o salto. Pana encontramos os parâmetros para esse 
método, devemos medir as passadas do atleta, quando o mesmo realiza uma corrida de velocidade em que 
ele tente buscar alcançar a velocidade máxima, o mais rápido possível. Após várias corridas e mensurações 
das passadas, deve-se analisar o momento em que as passadas se tornaram uniformes, quatro ou cinco, por 
meio da média dessas encontramos a distância ideal, a partir daí calculamos quantas passadas são necessárias 
para que o atleta alcance sua velocidade máxima, com isso, encontraremos a distância que o atleta deverá 
medir da tábua de impulsão até sua marca de saída.
Impulsão: sua grande finalidade é conseguir a máxima altura com a menor perda de ímpeto horizontal. 
58
A distância alcançada no salto depende principalmente da velocidade acumulada na corrida e da força de 
impulsão, quando a velocidade é transferida na direção desejada. A corrida e a impulsão na tábua são decisivas 
para o rendimento no salto e necessita de muita atenção.
Fonte: <pdevportal.co.uk/sports/athletics>. Acesso em: 12 de junho de 2013.
Teoricamente, dividimos a impulsão em três partes: Apoio, Amortecimento e Impulsão propriamente dita.
1) Apoio - O saltador apoia rapidamente a sua perna de impulsão, quase completamente estendida 
na tábua de impulsão. A impulsão deve ser extremamente dinâmica e potente do apoio no solo para 
cima e prdominantemente para frente (pé plano).
2) Amortecimento - Nesta fase é preparada a impulsão. A perna de impulsão flexiona - se até cerca 
de 135 graus e aí bloqueia sua flexão, provocando simultaneamente uma pré-tensão intramuscular 
(Força Dinâmica Negativa). Nesta fase é frequente observarem-se erros, devendo o saltador 
preocupar-se em posicionar-se o tronco na vertical do apoio, permanecer como olhar dirigido para 
frente, enquanto a perna livre ultrapassa a perna de impulsão.
3) Impulsão - esse movimento inicia-se com a extensão das articulações do joelho e tornozelo do 
pé de impulsão. A coxa da perna livre alcança a horizontal, enquanto a parte inferior da perna pende 
verticalmente, a “ação final” da ponta do pé de impulsão, após a perna estar totalmente estendida, 
é rápida e completa.
Fase aérea (elevação e flutuação): é nesta fase que encontramos pequenas diferenças entre 
os atletas através da técnica utilizada:
Fonte: Schmolinsky (1982)
59
		Salto grupado - Constando de movimentos simples, o salto grupado, é frequentemente o mais 
usado nas escolas e nos clubes para atletas iniciantes. Após a impulsão, as pernas são flexionadas 
para frente e para o alto. Logo em seguida, quando tiver alcançado a máxima elevação no ar, o corpo 
se flexiona com os braços a frente no início e bruscamente atrás depois. As pernas são estendidas 
à frente, para cair na areia e os braços são novamente levados à frente na direção dos pés.
	 Em arco - Exige grande treinamento e coordenação dos grupos musculares que atuam em 
sua execução. Como a técnica tesoura, a entrada de quadril é usada na composição de uma técnica 
composta pelos atletas de alto nível.
 
- Enérgico lançamento do quadril para frente, um pouco após a perda de contato com o solo.
Fonte: Schmolinsky (1982)
Fonte: Schmolinsky (1982)
60
- Esta posição será mantida até o ápice da trajetória.
- Quando da entrada do quadril, os braços são lançados energicamente para trás. Há atletas 
que executam este movimento com os braços estendidos ao lado do corpo e mãos em supinação. 
Outros semiflexionam os braços e os elevam acima dos ombros antes de lançá-los para trás. Neste 
caso as mãos se colocam com a palma voltada para frente (pronação).
- As pernas são semiflexionadas à retaguarda, ficando os joelhos separados. 
- Após o ápice da trajetória, inicia-se a “técnica grupado”, preparando o corpo para a queda.
		Tesoura e/ou Passadas no ar - Esta técnica é geralmente usada por atletas de alto nível. Nela 
diz-se que realmente o saltador continua a correr no ar, dando até 3,5 passos. A perna de impulsão 
estendida é levada para trás do tronco, onde flexiona, enquanto que a perna de balanço oscila para 
frente. Neste caso a coxa eleva-se quase paralelamente ao solo com a perna suspensa. As passadas 
no ar são auxiliadas com movimentos opostos de circundação sincronizados dos braços. 
O tronco encontra-se um pouco inclinado para trás e só na queda é que é projetado para frente. 
Imediatamente antes do contato com o solo, os braços são levados ligeiramente atrás do corpo, e 
quando os calcanhares já tocaram o solo, são vigorosamente atirados para diante.
Queda ou Aterrissagem: o ideal é que o ponto mais baixo dos glúteos caia muito próximo dos 
calcanhares, no momento em que estes tocam o solo. Deve inclinar a cabeça e os ombros, o queixo é 
Fonte: Schmolynsky (1982)
61
colocado rapidamente entre os joelhos, para que os glúteos se elevem. As pernas estarão estendidas 
à frente, visando não só o equilíbrio do atleta, mas também procurando alcançar a maior distância 
possível. No momento que os calcanhares tocarem o solo, (paralelos e ligeiramente separados) as 
pernas serão flexionadas totalmente, passando os glúteos bem próximos aos calcanhares.
Erros mais comuns:
1. Confecção incorreta da marca. 
2. Preocupação com as marcas intermediárias.3. Variação na amplitude das passadas durante a corrida de aproximação.
4. Impulsão incorreta, contato longo do pé na tábua de impulsão. 
5. Ação incorreta da perna livre durante a impulsão. 
6. Iniciar a “técnica de ação no ar” prematuramente (ainda no chão). 
7. Falta de equilíbrio nas “ações no ar”. 
8. Ausência das ações dos braços durante a queda.
Segurança: 
1. O piso deve ser mantido em boas condições, assim como a tábua de impulsão.
2. A caixa de areia/local de queda deve estar sempre macia e sem buracos; deve-se verificar se 
não contêm objetos cortantes, como vidros, pedaços de metal ou madeira.
3. Os equipamentos utilizados para a execução dessas provas de salto, como rodos e pás, 
devem ser sempre colocados em local seguro, afastado do corredor de corrida e das caixas de areia.
4. O aluno só deve começar a corrida preparatória para o salto depois de o local de queda 
estar livre.
Fonte: Schmolynsky (1982)
62
Sugestões de jogos e exercícios no contexto escolar:
1. Pique: atravessar a rua em duplas e com uma perna só.
2. Saltar parado com as duas pernas
3. Saltar de forma alternada nos bambolês. Um pé, depois dois pés; um pé novamente e depois 
dois pés. No último saldo com os dois pés fazer o salto.
4. Correr e saltar os cones (como se fossem barreiras) e cair no colchão.
5. Correndo realizar a impulsão um pouco antes do plinto e cair em cima dele.
6. Correndo, realizar a impulsão no plinto e cair em pé. (utilizar os braços).
7. Correndo, realizar a impulsão e pegar uma bola que o professor irá jogar para cima.
8. Como no anterior, a bola será jogada um pouco para frente.
9. Como no anterior, após pegar a bola, colocá-la no chão logo a sua frente.
10. Correr e realizar a impulsão no plinto e saltar sobre uma barreira.
11. Canguru gigante: Seqüência de saltos, buscando maior extensão possível, alternando a perna 
de impulsão, a perna livre é lançada flexionada, bloqueando seu movimento quando a coxa estiver 
na horizontal e, a partir daí, buscar ativamente o contato com o solo com o pé. Manter o tronco 
na vertical.
SALTO TRIPLO
Introdução
 
O salto triplo é uma disciplina do Atletismo moderno com um longo histórico. Parece ter tido 
origem entre os povos celtas que disputavam entre si competições com três saltos. Nem sempre os 
saltos componentes do triplo foram o Hop - Step -Jump . Já houve triplo–salto apenas com Hops e 
só com Steps. O salto triplo é uma prova bem mais complexa que o salto em distância. No atletismo 
moderno, os irlandeses inicialmente dominaram esta prova, cujo três saltos eram executados com a 
mesma perna. Posteriormente foi desenvolvido o triplo salto alemão, em que os saltos se sucediam 
alternando a perna de impulsão.
A contextualização histórica em termos de evolução dos saltos, como já foi referida anteriormente, 
poderá ser também um bom ponto de partida para os jovens terem contato com este salto. A partir 
de 1896, com o início dos Jogos Olímpicos da Era Moderna, as regras determinaram a sequência de 
saltos (os dois primeiros saltos com a mesma perna e o terceiro salto com a perna contrária) e elas 
perduram até os dias de hoje. Inexplicavelmente, a sua introdução no calendário Olímpico feminino 
apenas aconteceu nos Jogos de Atlanta, em 1996. 
63
Dentro do atletismo esta é a prova de melhor representação nacional, onde os atletas que mais se 
destacaram foram:
- ADHEMAR FERREIRA DA SILVA - BI-CAMPEÃO Olímpico nos anos de 1952 e 1956 e Recordista 
Mundial com 16,56m.
- NELSON PRUDÊNCIO - 2o Lugar nos Jogos Olímpicos de 1968 com a marca de 17,27m.
- JOÃO CARLOS DE OLIVEIRA - 3o Lugar nos Jogos Olímpicos de 1976 e Recordista Mundial com 
17,69m.
As qualidades físicas para esta prova são basicamente as mesmas já vistas no Salto em Distância, 
sendo que aquelas ligadas à impulsão crescem de importância e a estatura parece ser um fator 
importante nessa prova. As observações realizadas nos últimos anos mostram que o triplista deve 
ter uma estatura ideal entre 1,80 e 1,90m. 
PROCESSO DE ENSINO-APRENDIZAGEM
Fases do Salto Triplo
Corrida de Impulsão: é quase idêntica a utilizada para o salto em distância (distância a ser 
percorrida, as marcas etc.), tem como objetivo atingir a máxima velocidade ideal e a preparação 
para a impulsão.
Na batida ou impulsão para o 1º salto, como no salto em distância, nas últimas três ou quatro 
passadas deve-se manter o ritmo da corrida. A maioria dos saltadores utiliza, para a impulsão dos 
dois primeiros saltos, a perna forte, a mesma utilizada no salto em distância.
		 A corrida de impulso ou aproximação varia entre 10 passos para os principiantes, até mais 
de 20 passos para os bons saltadores.
		 A técnica de corrida é similar à corrida de velocidade.
		 A frequência de passada aumenta ao final da corrida.
		 A velocidade deve aumentar continuamente ao longo da corrida.
		 A batida do pé na tábua de impulsão é ativa com um rápido movimento para baixo e para trás.
64
Primeiro salto (Hop): inicia-se fazendo a batida na tábua de impulsão com a perna forte, 
devendo o saltador realizar um movimento coordenado, de tal maneira que ele caia no mesmo pé 
com que fez a 1º impulsão para a realização do 2º salto. Tem como objetivo realizar um vôo extenso 
e plano, com uma mínima perda de velocidade horizontal.
		 A direção do impulso é para frente.
		 A coxa da perna livre é trazida para a posição horizontal.
		 A perna livre é trazida para trás estendida.
		 A perna de apoio é trazida para frente e para cima com um movimento circular, e logo 
estendida para frente, e preparando para o contato com o solo.
		 O tronco se mantém erguido.
		 Os braços livres estão atrás até antes do momento do apoio do pé.
Segundo Salto (Step): tem a característica de uma grande passada de corrida realizada no ar. 
Sua recepção é similar a uma passada de corrida que deve dar continuidade à passada seguinte. A 
queda após o salto deve ser feita sobre a perna contrária (livre). O toque do pé é ativo e rápido 
com um movimento para baixo e para trás.
		 A perna da frente fica quase que totalmente estendida.
		 A coxa se encontra mais alta que a altura do quadril.
		 A posição do tronco é alta.
		 A perna livre está estendida para frente e para baixo.
65
Terceiro Salto (Jump): corresponde a um salto em distância com um impulso reduzido, nesse 
terceiro salto, teoricamente, pode-se utilizar qualquer técnica empregada no salto em distância, 
entretanto, as condições não são favoráveis, principalmente devido à grande desaceleração. Tem 
como objetivo impulsionar com a máxima potência o corpo num ângulo ideal de impulsão
		 O apoio do pé é ativo com um movimento para baixo e para trás
		 A perna de apoio se estende completamente na impulsão
		 Se utiliza a dupla ação dos braços quando se há possibilidade
		 Posição ereta do corpo
		 As pernas se encontram quase que totalmente estendidas na fase de queda e o primeiro 
apoio na caixa de areia será com o calcanhar.
Fase Aérea (elevação e flutuação): devido à amplitude do último salto ser menor que a 
amplitude de um salto em distância, aconselha-se a realização da técnica grupado ou em arco.
Queda: Idêntica ao salto em distância.
Adaptado de Giraldéz & Patiño (2005)
Exercício-1: desenvolver o STEP e o JUMP
Material: Tapete e caixa de areia.
E -----------D-----------------E
D------------E-----------------D
Após uma pequena corrida preparatória, impulsionar no tapete e realizar 3 STEPS, sendo a queda 
na caixa de areia. O objetivo a atingir é a velocidade nos apoios, a elevação do joelho da perna livre 
e o equilíbrio nas ações.
66
Exercício 2: Desenvolver o HOP e o JUMP
E--------E--------ED
D--------D--------ED
Após uma pequena corrida preparatória, impulsionar no tapete e realizar um HOP seguido de 
queda na caixa de areia. Tem como objetivo enfatizar a ação circular o membro inferior que realiza 
o HOP
Exercício 3: Ligação do STEP e do JUMP 
E------D------EDD------E------ED
Após uma pequena corrida preparatória, impulsionar no tapete e realizar uma passada saltada 
(STEP) seguindo-se uma queda na caixa de areia. Tem como objetivo saltar rápido no primeiro apoio, 
elevação do joelho da perna livre e uma ação ativa da perna livre no solo.
67
Exercício 4: Salto Triplo completo
E------E------D
D------D------E
Após realizar uma pequena corrida preparatória, impulsionar no tapete e realizar o salto triplo 
efetuando a queda na caixa de areia. Tem o objetivo de desenvolver o salto triplo completo com 
uma pequena corrida preparatória.
Nos exercícios acima foram criados 3 corredores de salto com dificuldades diferenciadas, cujas 
tábua de impulsão foram colocadas em distâncias diferentes (por ex: 6, 7 e 8m). A tendência dos 
alunos, se não existirem referências no solo para as impulsões, é realizarem um primeiro salto 
muito grande devido à velocidade adquirida na corrida de impulsão. Dessa forma, uma informação 
importante aos alunos diz respeito à distribuição adequada dos percentuais dos saltos.
Erros mais comuns
		 Inclinação do tronco à frente durante a impulsão
		 Proporção incorreta dos saltos
		 Perda de equilíbrio durante os saltos
		 Flexionar demasiadamente a perna no amortecimento de cada salto
		 Não manter a velocidade durante os saltos
		 Posição incorreta do tronco durante os saltos
		 Movimentos dos braços descoordenados e pouco ativos
		 Fazer o primeiro salto excessivamente alto
		 Apoiar-se no solo com o calcanhar durante os saltos.
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Sugestões de jogos e exercícios no contexto escolar
Jogo do lago, do rio ou do fosso
Neste jogo, cada aluno vai colocar aleatoriamente um tapete (quadrado, retângulo, triângulo ou 
círculo) dentro de um espaço previamente definido (fosso). De seguida, os alunos são desafiados a 
transporem esse espaço, sem se “molharem”, em que os tapetes funcionam como pedras para os 
alunos apoiarem os pés.
Fonte: Adaptado de Rolim e Garcia (2012).
Quadrado- corresponde à impulsão com o pé esquerdo.
Triângulo- corresponde à impulsão dos direito ou esquerdo.
Retângulo- corresponde à impulsão dos 2 pés.
Círculo- corresponde à impulsão do pé direito.
Jogo do Carrossel
Com dois lotes de tapetes de cores diferentes, desenhar 2 carrosséis no solo, conforme mostra 
a figura. O carrossel exterior deverá ter duas vezes o número de alunos, permitindo que haja um 
tapete livre entre cada aluno. Por sua vez, o carrossel interior possui menos alguns tapetes. À ordem 
69
do professor, o carrossel inicia o seu movimento, ou seja, os alunos começam a saltar no carrossel 
exterior, obedecendo às referências (círculo – pé direito, quadrado – pé esquerdo) e aos sinais 
sonoros do professor, cada apito cada salto. A um sinal sonoro pré-estabelecido, apito com som 
diferente ou outro sinal sonoro, os alunos realizam rapidamente um salto para o carrossel interior, 
tentando encontrar tapetes livres e obedecendo à forma geométrica respectiva. Sempre que um 
aluno ficar sem tapete ou enganar-se na relação pé – forma geométrica, soma um ponto.
Inicialmente o jogo deve ser organizado em equipes e, posteriormente, de forma individual. Este 
jogo pode comportar as seguintes variações:
 combinações de outros ritmos dos apoios no carrossel exterior; 
	 maior afastamento das referências colocadas no carrossel exterior; 
	 maior afastamento do carrossel interior do exterior; 
	 inversão do sentido do carrossel.
 
Fonte: Adaptado de Rolim e Garcia (2012).
UNIDADE VI
Os Lançamentos
José Augusto Rodrigues Pereira
71
Introdução
Os movimentos executados nos lançamentos atléticos servem para enviar o implemento a uma 
distância tão grande quanto possível. Para tal, o lançador tem que respeitar as leis biológicas e 
mecânicas e as regras gerais internacionalmente estabelecidas. Os lançamentos atléticos podem 
ser executados a partir da posição de parado ou depois de movimentos preliminares. A análise das 
sequências de movimentos das várias disciplinas atléticas conduz ao reconhecimento de quatro 
fases principais.
Fases Arremesso do 
Peso
Lançamento 
do Disco
Lançamento 
do Martelo
Lançamento 
do Dardo
Inicial Posição Inicial Balanceamentos Molinetes Corrida Aproximação
Avanço dos Apoios
Deslocamento Giro Giros
Posicionar o 
dardo e passo de 
impulsão
Principal Arremesso Lançamento Lançamento Lançamento
Final Recuperação do 
equilíbrio
Recuperação do 
equilíbrio
Recuperação do 
equilíbrio
Recuperação do 
equilíbrio
Tabela 1: Fases principais das provas de lançamentos
Adaptado de Schmolinsky, (1981)
Considerando sua importância para o resultado final, essas fases podem ser assim ordenadas: (i) a 
parte principal (lançamento propriamente dito), quando todas as forças acumuladas são transferidas 
para o implemento; (ii) o avanço dos apoios (deslocamento ou giro) permitem ao implemento 
percorrer uma longa e conveniente trajetória de aceleração; (iii) a fase inicial serve para colocar 
um implemento numa posição ideal de onde possa iniciar a aceleração, e (iv) a parte final quando o 
atleta tem que reabsorver a energia excedente, que faz o corpo avançar na direção do lançamento, 
a fim de não anular sua tentativa por infração ao regulamento.
A avaliação dessas fases segundo sua importância para o resultado final ressalta ainda mais quando 
comparamos o resultado entre um lançamento partindo da posição de parado (posição de força) 
e um lançamento efetuado com a técnica normalmente utilizada (SCHOMLINSKY, 1981, pp. 408):
Arremesso de Peso 1,5 - 2,0m
Lançamento do Disco 8,0 - 12,0 m
Lançamento do Martelo 15,0 – 22,0m
Lançamento do Dardo 25,0 - 30,0m
72
Regras básicas do Arremesso do Peso e Lançamento do Dardo
Implementos Ofi ciais utilizados
Arremesso de Peso
Adulto Sub-23 Juvenil Menores Mirins Pré-Mirim
MASC 7,26kg 7,26kg 6kg 5kg 4kg 3kg
FEM 4kg 4kg 4kg 3kg 3kg 3kg
Lançamento do Dardo
Adulto Sub-23 Juvenil Menores Mirins Pré-Mirim
MASC 800g 800g 800g 700g 600g 500g
FEM 600g 600g 600g 500g 500g 400g
	 O Arremesso de Peso é realizado a partir de um círculo com diâmetro de 2,135mm e o 
setor de queda do implemento tem um ângulo de 34,92o.
	 O Lançamento do Dardo a partir de um corredor com 4 metros de largura com uma 
comprimento mínimo de 30m e o setor de queda tem um ângulo de 29o.
Na escola os setores de arremesso e lançamento devem ser adaptados ao nível dos alunos. Na 
fi gura abaixo o layout do circulo do arremesso do peso e o corredor do lançamento do dardo com 
suas respectivas áreas de queda.
Figura 2. Adaptado de Laigret (1996)
UNIDADE VII
O Arremesso do Peso
José Augusto Rodrigues Pereira
75
Arremesso do Peso
	 O peso deve ser arremessado partindo do ombro com uma só mão. 
	 O peso deverá tocar ou estar bem próximo ao pescoço ou ao queixo e a mão não deverá 
ser abaixada dessa posição durante a ação do arremesso. 
	 O peso não deve ser arremessado detrás da linha dos ombros. 
Lançamento do Dardo
	 O dardo deve ser seguro na empunhadura. Será lançado por sobre o ombro ou acima da 
parte superior do braço de lançamento e não deve ser lançado com movimentos rotatórios.
	 Um lançamento é válido somente se a ponta da cabeça metálica do dardo tocar o solo antes 
que qualquer outra parte. 
	 Em nenhum momento durante o lançamento, e até que o dardo tenha sido solto no ar, o 
atleta pode girar completamente de modo que suas costas fiquem na direção do arco de lançamento. 
A Confederação Brasileira de Atletismo (www.cbat.org.br) disponibiliza em seu site o regulamento 
na íntegra.
Os Multilançamentos
Esse tipo de treinamento não é só importante para os lançadores, mas também o é para o 
desenvolvimento, formação e manutenção da força muscular em todos os atletas. As poucas 
possibilidades de lançamentos no meio urbano provocam um substancial desequilíbrio entre a 
musculatura dos membros superiores e tronco e os membros inferiores e, essa descompensação, 
não tão somente influi no desenvolvimentomuscular, mas também na coordenação e no aumento 
da riqueza motora. Os multilançamentos têm como objetivo o desenvolvimento da coordenação 
básica geral, comum a todos os lançamentos e qualquer abordagem aos lançamentos na escola 
pressupõe, antes de tudo, a exploração do ato motor lançar. Em qualquer lançamento, aprender a 
somar diferentes forças geradas pela mobilização ritmada dos vários segmentos corporais, exige 
uma aprendizagem simplificada, com implementos leves e pesados e a utilização de exercícios menos 
complexos permitirá alcançar esse objetivo. Devem ser realizados com implementos de diferentes 
formas e massas, de diferentes posições: de frente, de costas, de lado, por cima da cabeça, para cima, 
para frente, com uma e duas mãos, etc., habituando o aluno ao ato de lançar.
 
Figura 3: Adaptado de Koltaí (1975)
Segundo proposta de Garcia (1993), para os lançamentos na escola, dois aspectos técnicos serão 
76
referências obrigatórias, o lançamento em duplo apoio (somente em duplo apoio é que se consegue 
agir com eficácia sobre o implemento); e a extensão total do corpo no momento de lançar (aspecto 
técnico que permite transmitir maior aceleração ao implemento e destacar a importância da altura 
de saída do implemento). 
Medidas de segurança
O lançamento pressupõe um grande perigo para a integridade física dos alunos e, por isso, é muito 
importante ressaltar a questão da segurança quando o arremesso e os lançamentos são abordados 
nas aulas de educação física. Deve haver uma organização muito rigorosa, e deve-se também dar 
atenção especial a uma distribuição mais adequada dos alunos pelos espaços. Também devem ser 
estipuladas regras básicas de segurança: (i) os lançamentos efetuados somente com autorização do 
professor; (ii) recolher os implementos após o lançamento, somente com autorização do professor, 
(iii) no momento de lançamento os outros alunos situar-se-ão atrás da área de lançamento; (iv) no 
disco e no martelo os alunos situar-se-ão bem atrás dessa linha devido à maior imprevisibilidade 
da trajetória de saída dos implementos; (v) proibir expressamente o lançamento de qualquer 
implemento na direção de outro aluno; (vi) marcar as áreas de queda dos implementos com fitas
O Arremesso de Peso
Introdução
As formas precursoras do arremesso são as disputas de arremesso de pedras e posteriormente os 
jogos que os soldados praticavam nas tréguas das batalhas. As competições com uma bola de ferro 
se generalizaram na Inglaterra e nos Estados Unidos da America no século XIX, mas sua massa 
(peso) só foi unificada por volta de 1860. O peso era arremessado inicialmente de uma plataforma 
de cimento retangular, antes de ser utilizado o atual círculo. Nos anos de 1940 ele passou a ser de 
cimento e surge também o anteparo de madeira na parte dianteira do círculo.
É uma prova clássica onde o pesado implemento a ser arremessado e as limitações do círculo de 
lançamento, obrigam a realização de uma ação de curto deslocamento e grande coordenação e 
força, fazendo com que o implemento percorra a maior distância possível com o objetivo de gerar 
a maior energia e transmiti-la para peso.
O arremesso e os lançamentos devem ser considerados como disciplinas complexas, apesar desses 
gestos serem uma habilidade natural ao homem, a especificidade dos atuais lançamentos torna quase 
impossível que com essa forma natural um atleta obtenha resultados sem um processo muito bem 
planejado de iniciação e aperfeiçoamento. Um lançador que aprenda incorretamente, dificilmente 
atingirá sua potencialidade. Nas aulas de educação física cujos objetivos sejam o arremesso e os 
lançamentos, é possível realizar um grande número de repetições, mas essas repetições só tem 
77
sentido se tiverem a supervisão de um professor conhecedor das especificidades dessa especialidade. 
Se não for assim, perde-se o sentido dessas atividades. É imprescindível o conhecimento dos 
fundamentos técnicos mais básicos, assim como identificar os erros mais comuns e saber intervir 
pedagogicamente para suas correções. Quando se fala em lançamentos estamos também falando de 
força, elas caminham juntas, de pouco serve a força sem a técnica, lançar errado pode automatizar 
defeitos que serão de difícil correção.
As técnicas empregadas inicialmente evoluíram desde o arremesso frontal com o peso sustentado 
pelas duas mãos, até as técnicas atuais, deslocamento linear popularizado por O’Brien nos anos 1950 
e o deslocamento rotatório apresentado por Barishnikov nos anos 1970. Nas aulas de educação 
física pode-se optar por ensinar primeiramente a técnica linear por ser mais acessível para as 
crianças e os jovens, e a técnica rotacional poderia ser ensinada conjuntamente com o lançamento 
do disco, devido à semelhança da fase de avanço dos apoios.
Processo de ensino-aprendizagem
Segundo orientações de Rolim (2012) para o ensino do arremesso do peso na escola nas séries 
iniciais, devido ao pouco tempo disponível, deve-se abordar e consolidar a empunhadura do peso 
na técnica O’Brien, os lançamento a partir da posição parada partindo da posição de frente para a 
área de queda, acrescentar torções dos quadris, até chegar ao arremesso partindo da posição de 
força (posição final do arremesso), depois o arremesso lateral com o avanço dos apoios do tipo 
“passo caçado”, (forma de deslocamento através de passos laterais cruzados ou não, pela frente ou 
por detrás). 
Para os anos seguintes, o autor defende a exercitação e a consolidação do arremesso na técnica 
O’Brien. Antes de passar ao ensino do deslizamento da técnica O’Brien, deve-se consolidar o 
arremesso com o deslocamento com passo caçado, partindo de costas. Nesse momento, como 
uma primeira introdução a técnica rotacional. A partir daí, de acordo com a perspectiva do autor, a 
técnica rotacional deve ser contemplada em toda a sua extensão.
Implementos pesos a serem utilizados
Para os escolares não devem ser próximos dos implementos institucionais, principalmente quanto 
a sua massa e a forma, deve-se inicialmente, utilizar os implementos com uma massa inferior ao 
indicado pelo regulamento técnico, e de preferência, implementos improvisados (bolas de meia 
ou borracha cheias de areia reforçadas com fita adesiva). É fato que as escolas não possuem esses 
implementos, isso vai forçar os professores a criar, adaptar e improvisar seu material de aula e os 
alunos devem ser solicitados a ajudar nessa tarefa.
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 Figura 4: Implementos adaptados
Exercícios de adaptação ao peso
Movimentar o peso pelas mãos por diversas posições, executando pequenos lançamentos verticais 
(de acordo com a altura deixar o peso cair ao chão), lembrar que os alunos não agarrem o peso, mas 
sim suportá-los ou sustentá-los com as mãos, observar que este princípio deve manter-se durante 
todo o processo ensino – aprendizagem.
Empunhadura e posicionamento do peso no pescoço
Figura 5: Empunhadura do peso
Na empunhadura, o peso deve ser sustentado sobre os dedos (nunca agarrado), com estes levemente 
afastados e relaxados, sendo o polegar um dedo equilibrador, a seguir, colocação o peso bem fi xado e 
encostado ao pescoço, por debaixo da mandíbula, com a articulação do pulso em hiperextensão. Na 
técnica rotacional habitualmente o cotovelo permanece mais elevado (o braço e o tronco desenham 
um ângulo de aproximadamente 90º) e na técnica O’Brien, o cotovelo pode permanecer um pouco 
mais baixo.
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Arremesso parado
Para ajudar a coordenar e ritmar a projeção final do peso primeiramente realizar os movimentos sem 
o peso, a seguir realizar os movimentos.
	 Arremesso parado de frente, projetando o implemento apenas com a aceleração conseguida 
com o tronco 
Figura 6: Adaptado de Koltai (1975)
 Arremesso parado de frente com o membro inferior direito atrasado, flexionado e bem 
afastado do membro inferior esquerdo (posicionado à frente); peso colocado sobre os dedos da mão 
direita junto do pescoço,amparado pela mão esquerda. (cf. figura) –
Figura 7: Adaptado de Fleuridas (1975)
 Arremesso parado de frente com o membro inferior direito atrasado, o membro superior 
direito permanece avançado à frente numa posição elevada, (cf. figura)
Figura 8: Adaptado de Rolim e Garcia (2012)
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 Lançamento a partir da posição de força: membro inferior direito atrasado, fl exionado e bem 
afastado do membro inferior esquerdo (posicionado à frente), tronco direcionado para trás. A ação 
inicia-se pela extensão e rotação interna do membro inferior direito e depois o quadril, tronco e braço
Figura 9: A posição de força na técnica O’Brien. Fonte: Figura 25: Adaptado de Fleuridas (1975)
Arremesso com deslocamento
 Arremesso partindo da posição lateral e realizando um passo caçado de forma ritmada e 
ampla.
Figura 10: Adaptado de Koltai (1975)
		 Partindo de costas e realizando um passo caçado à retaguarda de forma ritmada e ampla.
Figura II: Adaptado de Koltai (1975)
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O deslocamento na técnica O’Brien 
Observar que ação de deslizamento é feita sobre o calcanhar.
1- coordenar pequenos saltos/deslizamentos para trás em grupo, experimentando o membro inferior 
esquerdo e depois o direito.
2. Deslocamentos consecutivos para trás sobre uma linha: (i) num só pé; (ii) deslocar e finalizar com 
duplo apoio.
 
Figura 12: Adaptado de Rius Sant (2005)
— Deslocamento para trás, até a posição de força.
Figura 13: Adaptado de Kirsch et al. (1984)
Figura 14: Adaptado de Fleuridas (1975)
Lançamento partindo de costas e realizando um passo-trocado de forma ritmada e ampla. Esse 
exercício permite, entre outros aspectos, chegar à posição de força numa posição favorável, sem uma 
rotação prematura do tronco para frente.
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Figura 15:Adaptado de Koltai (1975)
Movimento completo:
 Realizar o movimento completo sem implemento, partindo lateralmente e executando o 
deslizamento de forma ritmada (sem arremessar).
 Arremessar o peso com a movimentação completa partindo de uma posição lateral.
 Realizar o movimento completo sem implemento, partindo de costas e executando o 
deslizamento de forma ritmada.
 Realizar o movimento completo com implemento, partindo de costas e executando o 
deslizamento de forma ritmada (sem realizar o arremesso ainda).
 Arremessar o peso utilizando a técnica O’Brien.
Figura 16: Adaptado de Fleuridas (1975)
Erros principais
1. Posição inicial incorreta pelo posicionamento errado do braço esquerdo extendido e diante 
do tronco.
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2. Desequilíbrio na posição inicial.
3. Não coordenar as ações da perna livre com o resto do corpo.
4. Deslocamento incorreto por realizá-lo com salto.
5. Elevar o tronco durante o deslocamento.
6. Apoiar o pé direito sem girá-lo ou apoiar-se sobre o calcanhar.
7. Antecipação da ação do tronco à das pernas.
8. Não finalizar como um movimento coordenado de todo o corpo que se inicia com o pé 
direito.
 
Técnica Rotacional
Exercícios de adaptação ao peso, empunhadura e posicionamento do peso
As duas etapas iniciais do ensino da técnica linear são no essencial, idênticas à usada para a técnica 
rotacional, nesta técnica existe uma diferença em relação à posição do implemento no pescoço, em 
que o cotovelo deve estar mais elevado.
Arremesso parado
Na técnica rotacional, todos os arremessos efetuados a partir da posição de parado, devem acontecer 
e ser resultado de ações com ênfase rotacional, que começam nos apoios evoluindo logo de seguida 
para as alavancas colocadas mais acima, e, não tanto no movimento de extensão dos membros 
inferiores e do deslocamento do peso do corpo, do apoio de trás para o da frente. 
Figura 17: Adaptado de Laigret (1996)
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O Giro (avanço dos apoios)
 Realizar diversas voltas, pivôs e piruetas para ambos os lados, sem perder o equilíbrio.
Figura 18: Adaptado de Kirsch et al. (1984)
 Pivô realizado no mesmo lugar, para frente, sobre o pé esquerdo (aumentar gradualmente a 
amplitude do pivô);
 Ação partindo de frente, realizar o giro devagar sem implemento (depois com implemento), e 
terminar na posição de força e sem projeção final.
Figura 19: Adaptado de Rolim & Garcia (2012)
 Girar lateralmente, realizar inicialmente sem o implemento e depois com o implemento.
Figura 20: Adaptado de Rolim & Garcia (2012)
 Girar partindo de costas, realizar inicialmente sem implemento e depois com implemento.
Figura 21: Adaptado de Rolim & Garcia (2012)
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Arremesso completo
 Arremesso partindo de frente e girando de forma mais ampla e ritmada. Variação: lançar 
partindo da posição lateral
Figura 22: Adaptado de Rolim & Garcia (2012)
 Girar partindo da posição lateral e arremessar o peso
Figura 23: Adaptado de Rolim & Garcia (2012)
 Girar partindo de costas, realizar inicialmente sem implemento e depois com implemento.
Figura 24: Adaptado de Rolim & Garcia (2012)
 Executar o movimento completo: observar o equilíbrio durante o giro, o bloqueio da perna 
esquerda e projeção final.
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Figura 25: Adaptado de Fleuridas (1975)
Erros principais
1. Colocar o tronco e a cabeça exageradamente para frente.
2. Iniciar o giro com pouca flexão do joelho esquerdo, o que dificultará o movimento do giro.
3. Girar saltando ou demasiadamente curto.
4. Quando o pé direito chega ao centro do círculo, o faz com apoio de todo o pé.
5. Não realizar o giro em linha reta, colocando mal os apoios em relação ao eixo de deslocamento.
6. Antecipar a ação do braço, precipitando o arremesso.
 
Sugestões de jogos e exercícios no contexto escolar
Revezamento de arremesso de medicinebol
Esse revezamento pode ser treinado sob forma de bola em ziguezague, em fileiras, se defrontando.
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Figura 26: Adaptado de Kirch et al. (1983)
Arremesso individual sobre elásticos
Arremesso a partir da posição parada para dentro de um espaço formado por dois elásticos: habituar 
se ao ângulo de saída, por ocasião do arremesso.
Figura 27: Adaptado de Kirch et al., (1983)
Arremesso individual com bolas de medicinebol (2kg)
A partir de uma posição flexionada e de costas para a área de queda/ lançar com extensão total do 
corpo. Três tentativas por aluno e ao final somar a pontuação global.
Figura 28: Adaptado de Betrán (1999)
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Lançamento do Dardo
Introdução
Desde a conquista de nossa primogênita capacidade preênsil o ser humano tem utilizado e atirado 
objetos de maneira sistemática. Projetar estes utensílios com um nível de precisão e a certa distância 
representa a origem do lançamento do dardo que se constitui por direito próprio como o mais natural 
dos lançamentos. Este é um lançamento rápido, cuja projeção exige uma alta velocidade de execução 
no momento final do lançamento, obtida por meio de uma extensão em arco, utilizando o corpo como 
se fosse uma catapulta e com a intenção de fazer o implemento planar o maior tempo possível. O 
lançamento do dardo tem suas origens nas lanças de caça e de guerra. Em algumas culturas se mantém 
formas de lançamento, não em distância, mas em precisão; cujo objetivo é acertar o dardo numa roda 
de madeira em movimento. Na Grécia clássica, o lançamento do dardo assim como o lançamento do 
disco fazia parte do Pentatlo, mas as formas de lançar não eram exatamente iguais, o lançamento do 
dardo só foi incluído no programa olímpico em 1908. Os dardos, inicialmente eram de madeira e/
ou de bambu, com uma ponta metálica, Bud Held, um recordista americano e mundial nos anos de 
1950, se dedicou a estudar a aerodinâmica dos dardos e desenhou modelos que revolucionaram o 
lançamento. Nos anos de 1960, apareceram técnicas com giro para o lançamento do dardo, mas ela foi 
banida pela IAAF devido aos riscos que representavam. Devido às distâncias alcançadas pelos atletas, 
nos anos de 1980 foram alteradas as regras de construção dos dardos, adiantando o seu centro de 
gravidade para que eles planassem menos e não ultrapassassem distâncias superiores a 100m.
Implementos adaptados
Nas competições escolares devem-se utilizarmateriais adaptados e adequados no ensino do 
lançamento do dardo e, para isso, deve-se utilizar o lançamento da pelota, um lançamento mais natural 
que precede o aprendizado do lançamento do dardo. Nas séries iniciais para estes lançamentos podem 
ser usadas bolas de meia, bolas de tênis, etc., considerando que o peso e a forma do implemento oficial 
se assumem como dificuldades para os alunos em termos de empunhadura; sustentação e alinhamento 
(Rolim, 2012). O autor se refere a pequenos objetos, implementos, bolas, aviões de papel de cartolina, 
pequenos paus, rolhas de cortiça com penas, pedras e diversas bolas.
Figura 29
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No caso de não existirem dardos é interessante a utilização de materiais como cano PVC, cabo 
de madeira ou bambu com proteção de espuma e com o encordoamento, que cumprem os 
objetivos desejados.
 
Figura 30: Implementos adaptados. Fonte: Autor.
Processo de ensino-aprendizagem 
Deve-se iniciar-se com os lançamentos parados até a uma ação dinâmica global desse gesto, isto 
é, lançar após uma pequena corrida preparatória. Observar a extensão total do membro lançador 
imediatamente antes do momento de lançar.
 No lançamento com bolas (pelotas, bola de tênis, bola de meia, etc.) inicialmente consolidar 
o lançamento parado.
 Lançamentos de precisão (existe uma grande motivação dos alunos em acertar os alvos.
Aquecimento
Exercícios com e sem dardo, individualmente ou em dupla, de alongamento, fl exibilidade 
coordenações básicas e solicitações musculares dos segmentos implicados no movimento de 
lançamento do dardo. A utilização de elástico, câmara de ar de pneu permitem executar diversos 
exercícios em diversos ângulos.
Figura 31: Adaptado de Rius Sant (1999)
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Empunhadura do dardo
A empunhadura do dardo deve ser fi rme, mas não deve ser demasiado rígida, com a mão aplicando 
muita força sobre o dardo, sob o risco de causar fadiga e prejudicar a ação desta última alavanca. 
Formas clássicas e mais utilizadas para empunhar o dardo: 
a) Indicador e polegar seguram o dardo pela borda posterior da empunhadura, enquanto os 
outros dedos envolvem a empunhadura pelo centro;
Figura 32: Empunhadura a
b) O polegar e o dedo médio seguram o dardo pela borda posterior da empunhadura, o anelar 
e o mínimo a envolve pelo centro e o mínimo estendido quase no prolongamento do dardo.
Figura 33: Empunhadura b
Transporte do dardo 
O tronco reto, o braço que transporta o dardo fl exionado com o cotovelo virado para frente por 
cima do ombro e a palma da mão para cima. O dardo fi ca paralelo ao solo e a ponta ligeiramente 
para dentro. 
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Figura 34: Adaptado de Kirsch et al., (1973)
Lançamento
 Com bolas (i) primeiro o lançamento parado; (ii) depois o lançamento após 3 passos, e 
(iii) lançamento da posição parado de bolas menores(ex: bola de tênis) utilizando um braço e 
enfatizando sempre a correta ação do cotovelo
Figura 35: Lançamento com medicinebol. Adaptado de Kramer (1993)
 Lançar bolas adaptadas com extensão do braço. Observar a posição correta do cotovelo
Figura 36: Lançamento da posição parado. Adaptado de Kramer (1993)
 Lançamento com deslocamento utilizando material adaptado.
Figura 37: Lançamento com deslocamento. Adaptado de Krämer (1993)
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Lançar parado: o dardo posicionado acima da cabeça, com a ponta ao nível dos olhos, cotovelo alto 
e acima dos ombros. Tentar atingir alvos colocados no solo (gramados ou terra).
Figura 38: Lançamento do dardo posição parada. Adaptado de Kramer (1993)
 Lançamento parado partindo de uma posição lateral com o atraso máximo do dardo, o 
membro esquerdo é mantido numa posição elevada (ver as horas) para impedir a sua rotação 
prematura para trás. 
Figura 39: Lançamento do dardo a partir da posição lateral. Adaptado de Kramer (1993)
Passo lateral
É uma fase quando o dardo é levado para trás. Inicia-se quando a corrida frontal é transformada 
em deslocamento lateral, em que a linha dos ombros e dos quadris se alinham com a direção do 
lançamento. Primeiro num ritmo lento; depois acelerando o movimento dos membros inferiores, 
realizando uma rápida troca de passo no ar. A marca colocada no solo não pode ser pisada. Manter 
a atenção centrada numa correta colocação dos apoios na posição de projeção final e na total 
extensão do braço lançador.
 Realizar o exercício com bolas adaptadas e depois com o dardo.
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Figura 40: Exercícios para o posicionamento do dardo. Adaptado de Kramer (1993)
Passo de lançamento
Corresponde ao passo final quando se busca uma grande aceleração para o movimento final, quando 
então todas as forças armazenadas são transferidas ao implemento. 
Figura 41: Exercícios para o passo de lançamento. Adaptado de Kramer (1993)
O lançamento completo
A corrida
Na corrida o dardo é transportado numa posição alta e confortável, com a mão à frente e acima 
da cabeça. O cotovelo do membro superior que realiza a empunhadura está orientado para frente.
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Figura 42: Posição do dardo durante a corrida. Adaptado de Kramer (1993)
Os passos finais (passo lateral e passo de lançamento
São cinco passos fi nais (6 apoios) sendo o lançador destro se iniciam quando o pé direito chega ao 
ponto de referência. 
Primeiro passo (D1-E1)- é um passo amplo e o dardo começa a ser posicionado atrás.
Segundo passo (E1-D2)- é um passo curto e o dardo continua se deslocando para trás.
Terceiro passo (D2-E2)- é um passo normal e ao fi nalizar o movimento o braço fi ca estendido com 
a palma da mão para cima.
Quarto passo (E2-D3)- é o mais longo, mas não deve converter-se num salto. A perna direita cruza 
pela frente da esquerda apoiando o pé obliquamente na direção do lançamento, o tronco atrasado 
em relação à perna.
Quinto passo (D3-E3)- é um passo médio, a perna esquerda vai adiante contatando o solo com o 
calcanhar, e freando todo o movimento. 
Figura 43: Posição do dardo durante a corrida. Adaptado de Rius Sant (2005)
O Lançamento completo
A aplicação da força segue uma a ordem (pé, perna, quadril, ombro, braço) e, é fi nalmente, transferida 
ao implemento pela mão.
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Lançamento da Pelota
Lançamento do Dardo
Figura 44.
Erros principais:
 Segurar o dardo pela parte da frente da empunhadura.
 Realizar a corrida demasiada curta ou longa para as possibilidades do lançador.
 Realizar uma corrida pouco progressiva, demasiadamente rápida ou lenta.
 Não saber sincronizar a corrida com os passos finais.
 Realizar os passos finais saltando verticalmente.
 Diminuir a velocidade nos passos finais.
 Antecipar o braço a ação do tronco.
 Realizar a ação do braço levando o cotovelo para a lateral.
 Lançar saltando, no ar.
DESAFIO: Quais são as adaptações desses exercícios para o contexto escolar?
Fonte: Adaptado de Kramer (1993)
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Sugestões de jogos e exercícios no contexto escolar
 Qual o grupo com lançadores mais precisos?
Neste jogo o objetivo é a precisão. A cerca de 10-20 metros de distância da linha de lançamento, 
marcamos três zonas de 1 m de largura no sentido do comprimento. Quem acertar a zona do meio 
marca 2 pontos para a sua equipe e zonas laterais marcam apenas 1 ponto.
Figura 45: Lançamento de bolas com precisão. Adaptado de Krisch et al. (1983)
Qual o grupo que lança mais?
 Dividir a turma ao meio, cada metade se situa a um lado da rede de voleibol. Utilizar toda variedade 
possível de bolas pequenas. Os alunos devem lançar as bolas por cima da rede. Ganha a equipe que ao sinal 
do professor tenha menos bola no seu espaço. As bolas devem ser lançadas somente com uma mão.
Figura 46: Jogo de Lançamento. Adaptado de Betrán (2003)
Quem consegue acertar o companheiro?
 Tentar acertar com uma bola de espuma os companheiros que tentam não serem alcançados.
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Quem tem mais precisão?
 Tentar passar a bola pelo aro (essa atividade pode ser feita em competição por equipe).
Figura 47: Lançamento com precisão no arco. Adaptado de Rius Sant (2005)
Qual equipe consegue fazer mais pontos?
Figura 48: Lançamentocom precisão no solo. Adaptado de Rius Sant (2005)
Acertar o dardo nos números dentro de uma ordem pré-estabelecida.
Figura 49: Lançamento com precisão no solo. Adaptado de Rius Sant (2005)
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BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
BALLESTEROS, J.M. y ALVAREZ, J. Manual didáctico del Atletismo. Ed. Kapelusz, Buenos 
Aires, 1980.
BERENGER, R.C. Atletismo. Buenos Aires, Editorial Stadium, 1970
CBAt - Confederação Brasileira de Atletismo, Atletismo - Regras Oficiais de Competição 2012 – 
2013 – IAAF, Versão Oficial Brasileira 
FLEURIDAS, C., FOURREAU, W., HERMANT, P., MONNERET, R. Traité d’athlétisme-Les Lancers. 
Vigot Freres Editeurs, Paris, 1975.
GARCIA, R. P. O ensino do atletismo: as corridas, os saltos e os lançamentos. Edição Câmara 
Municipal d Oeiras Serviços de Desporto, Oeiras, 1993.
JONATH, U., HAAG, E. KREMPEL, R. Atletismo/1 Corrida e Saltos. Lisboa: Casa do Livro Editora 
Ltda., 1983.
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do Livro Editora Ltda., 1983.
KIRSCH, A. Y KOCH, K. Series metodologicas de ejercicios en Atletismo. Ed. Kapelusz, Buenos Aires, 
1973.
LAIGRET, F. L’Athléstime. Éditions Milan. Toulouse, 1996.
KOLTAI, J. Didattica dell’atletica leggera. Roma: Societá Stampa Sportive, 1975.
KRÄMER, K. Atletismo-Lanzamientos fundamentos, habilidades, técnicas. Barcelona: Editorial 
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ROLIM, R. & GARCIA, R.P. Atletismo arquipélago de Técnicas, Cores e sabores. Sebenta de apoio à 
didática do Atletismo - Mestrado em Ensino. Faculdade de Desporto, Universidade do Porto, Porto, 
2012.
ROLIM, R. & GARCIA, R.P. Colorir o Atletismo - Desafios. Sebenta de apoio à didática do Atletismo 
- Mestrado em Ensino. Faculdade de Desporto, Universidade do Porto, Porto, 2012.
RIUS SANT, J. Metodologia del atletismo. Barcelona: Editorial Paidotribo, 1999.
RIUS SANT, J. Metodologiay y técnicas de atletismo. Barcelona: Editorial Paidotribo, 2005
SCHMOLINSKI, G. Atletismo. Editorial Estampa, Lisboa, 1982.
SCHULZ, H. Por el juego al atletismo. Ed. Kapelusz, Buenos Aires, 1976.

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